Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 2 de julho de 2022

Moçambique – A história atual de um homem que tem 13 mulheres e 44 filhos

A história deste moçambicano que à noite junta todas as esposas para as rezas e planos familiares. Vivem todos num punhado de palhotas pegadas, no meio do nada 


Pedro Faricai, 71 anos, diz que continua a espalhar romance por 13 esposas com quem partilha um punhado de habitações precárias em Mpandeia, aldeia encalhada na cordilheira que separa Moçambique e Zimbabué.

Algumas delas estão grávidas e Pedro já tem também 53 netos. Uma enorme família num país em que a poligamia não está legalizada, mas não é crime.

Casou-se já tarde com a primeira mulher, em 1978, com 27 anos. No ano seguinte passou a partilhar teto e cama com uma segunda esposa, antes de partir para o Zimbabué com as duas, fugindo da guerra civil que durou 16 anos no seu país.

Regressou em 1987 já com cinco mulheres e as outras três diz que as “fisgou” num campo de deslocados no Zimbabué, refugiadas moçambicanas a quem prometeu “muito amor” no regresso à terra natal.

“Cheguei a ter 17 esposas. Duas faleceram, divorciei-me de outras duas e neste momento tenho aqui 13 mulheres”, refere num tom orgulhoso e sereno, rodeado de nove delas, enquanto outras quatro estão a trabalhar nos campos de cultivo.

Em Moçambique, a poligamia não está legalizada, mas não constitui crime. Consoante o contexto, até é uma tradição com alguma aceitação, uma tradição que teima em destinar as mulheres à pobreza, sobretudo nas zonas rurais, alertam organizações que estudam o tema.

Os debates sucedem-se, mas na sociedade moçambicana não há consenso. Crente da seita John Marange, um grupo conhecido por proibir a medicina convencional e promover a poligamia, Pedro Faricai diz à Lusa que continua a "arrasar" nos lugares de culto, onde conquistou a maioria das suas esposas, quase todas fiéis do culto.

Primeira mulher ajudou às conquistas

“Agora tenho vontade de casar com outras, mas já não quero, chega”, diz, num tom indeciso, com um sorriso envergonhado por entre uma longa barba, cabeça rapada e a brilhar, imagem típica e obrigatória para os homens da seita.

O concorrente mais próximo de Pedro Faricai na aldeia de Mpandeia tem três esposas e oito filhos. Na região, a maioria dos homens pararam na segunda esposa.

Neste momento, com 44 filhos, algumas mulheres grávidas e 53 netos, segundo a recontagem feita em junho, Pedro Faricai explica que entrou para a poligamia – uma prática hereditária na família – porque não queria envelhecer "desgraçado e solitário".

“Sentei-me com a minha esposa e disse: ‘quero acrescentar mulheres', ela perguntou porquê, eu disse 'nós estamos a crescer, então, quando chegarmos à velhice como será? Os filhos vão crescer e sair para o casamento, então como vamos viver?’ E ela aceitou”.

A primeira mulher até o ajudou a conquistar outras, conta à Lusa o homem de corpo robusto e olhar determinado, sem aparentar 71 anos de idade.

“Isto deixa-me muito satisfeito porque a qualquer momento que eu queira, estão sempre aqui”, remata.

O polígamo aproveita também a fama de ser um dos melhores produtores de tomate em Manica, fornecedor das províncias do centro do país, para ser fonte de rendimento, sustento familiar e, assim, conquistar mais mulheres.

Como ele gere a enorme família

A família do camponês está estruturada: as ordens da casa partem sempre dele e são raras as ocasiões em que alguma decisão é delegada noutra mulher - exceto assuntos de governação familiar, onde a organização assume certa complexidade: tais assuntos devem envolver a primeira esposa, mais duas outras escolhidas caso a caso e dois filhos, seus herdeiros.

“Quando chega a noite, junto todas as esposas e fazemos rezas, como é de costume” e é nestas ocasiões, prosseguiu, que são delineados os planos de casa, apresentados os problemas e anunciadas as novidades.

Nesta reunião, as mulheres estão proibidas de apresentar as suas necessidades pessoais, que devem ser faladas em surdina sempre que o homem visitar a casa de cada uma delas na noite agendada.

“Eu ajudei-o a ter mais esposas. Ao todo conquistei três mulheres para o meu marido”, diz, orgulhosa, à Lusa Mivisse Jeque, a primeira do polígamo.

A casa do amor

Pedro Faricai tem a sua própria casa, a única com um televisor, que é como se fosse um centro do poder.

É ali que vive e onde recebe as mulheres que escolhe para passar a noite, nos dias em que decide não ir às palhotas delas, distribuídas pelo amplo quintal, no meio do nada.

As províncias de Manica e Tete, no centro de Moçambique, bem como a província de Gaza, no Sul, continuam a ser as que apresentam mais casos de poligamia, uma tradição que prevalece entrincheirada nas zonas mais remotas, imune a debates.

A poligamia é um dos temas recorrentes na obra de Paulina Chiziane, escritora moçambicana que em 2021, aos 66 anos, foi vencedora do Prémio Camões, elegendo a luta pela emancipação da mulher como um dos fios condutores do seu trabalho.

Uma realidade que passa ao lado de Pedro Faricai. Garante que se tivesse tido êxito em todas as ocasiões em que “espalhou o amor”, o número atual de esposas seria superior.

“Muitos pais recusaram-se a dar-me as suas filhas em casamento”, lembra, seguido de uma gargalhada característica, mas que desta vez tenta esconder o orgulho ferido nas situações que não conseguiu fisgar mais uma mulher.

Combate à poligamia

Um movimento feminista, liderado pela WLSA Moçambique, o ramo moçambicano da ONG Women and Law in Southern Africa Research and Education Trust, tem combatido ferozmente a poligamia desde que alguns deputados admitiram incluí-la num anteprojeto da Lei da Família, em 2003.

A ideia não avançou, mas os debates continuam acesos, com diversas organizações a lançar outros alertas: com a alta prevalência do vírus HIV na África Austral, a poligamia em Moçambique é classificada como "arma fértil" para propagação da sida. In “Contacto” – Luxemburgo com “Lusa”



Cabo Verde - Jorge Humberto apresenta álbum “Ôjemdia” em concerto de festas do município da Boa Vista


Sal Rei – O cantor Jorge Humberto actuou quinta-feira, no Centro de Arte e Cultura (CAC), em Sal Rei, onde aproveitou para apresentar o novo álbum “Ojemdia””, concerto enquadrado nas festas de município da Boa Vista.

A abertura do palco do auditório Luís Rendall coube a Albertino “Cabol” e Débora para o público que assistiu o concerto de Jorge Humberto que, com o tom de voz sereno e tranquilo, durante duas horas, apresentou um repertório, a maioria dos temas do novo álbum “Ójemdia”.

“Santa Coladeira”, “Sossego de nha riqueza”, “Sanjõ d´Ôjemdia”, “Pedrinha de Soncente”, são algumas das músicas apresentadas pelo também compositor.

“Acho que o espetáculo foi muito bom. É a primeira vez que participo numa festa do género, neste caso, do município da Boa Vista”, disse Jorge Humberto, enaltecendo a forma como foi acolhido juntamente com a esposa, parceira nos eventos musicais.

Ao longo do show, Jorge Humberto explicava ao público algo relacionado com as letras das composições, nomeadamente as histórias de como surgiram, os temas relacionados, as inspirações para as compor, entre outros itens relacionados com as mesmas.

Jorge Humberto demonstrou-se ainda satisfeito pela quantidade de pessoas nesta sua segunda actuação na Boa Vista e pela prestação dos músicos com quem trabalhou pela primeira vez.

Neste espectáculo, o “poeta de Mindelo” teve o suporte de uma banda constituída por Cipy Rodrigues (cavaquinho), Helitcha Soares (teclado), Piduca (guitarra), Ady Grandão (baixo), e Fredy Carvalho (bateria).

O cantor segue em concertos de apresentação de “Ójemdia”, tendo em agenda São Vicente, no dia 9 de Julho, no auditório Onésimo Silveira, na Universidade do Mindelo (Uni-Mindelo), pelas 21:00.

Jorge Humberto nasceu na ilha de São Vicente, e desde cedo começou na música, tendo sido em Lisboa, entre 1992 e 1998 que gravou os três primeiros álbuns “Guentá”, “Môiobe um Consôlá” e “Porto experimental”.

Em Paris, no ano 2004, grava “Identidade”, e em Mindelo, em 2009, edita o álbum “Ar de Nha Terra”. De volta a Paris, em 2013, grava o sexto álbum “Arpur”.

Em 2016 edita “Nôv’ Astral”, e agora já se encontra no mercado discográfico o recente álbum “Ôjemdia”, editado em Fevereiro, e lançado em Maio durante um concerto em Montreuil, Paris, com a participação especial da cantora Cremilda Medina. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Guiné-Bissau - PAIGC homenageia Domingos Simões Pereira pela obtenção do título de Doutor em Ciências Políticas

Bissau – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), homenageou, quinta-feira, o seu líder Domingos Simões Pereira por ter concluído com sucesso o Doutoramento em Ciências Políticas, na Universidade Católica de Lisboa.

Simões Pereira fechou este nível de formação superior com 19/20 valores na defesa da tese intitulada “Democracia da África Subsaariana, cuja cerimónia realizada em formato virtual, teve lugar na semana passada, no Centro Cultural Português, em Bissau, devido ao impedimento judicial de se deslocar para Lisboa.

Falando no acto, o secretário-nacional do PAIGC Aly Hijazi considerou o momento de mais uma batalha vencida por parte do Domingos Simões mas que diz pertencer a todos os guineenses.

“O motivo serve de uma inspiração para os militantes do partido ainda se for num contexto de muitas adversidades políticas e sociais que ele enfrentou, por isso há motivo de sobra para se comemorar”, enalteceu.

Hijazy considera Domingos Simões Pereira um líder que sempre apostou no saber e na superação académica, acrescentando que, a proeza é um desiderato visando adaptar-se, adequar aos grandes desafios que o partido pretende implementar.

O secretário nacional dos libertadores disse que o título conquistado por Simões Pereira interpela as lideranças políticas em África e no mundo.

“Hoje perante a nova conquista no ramo académico orgulhamo-nos cada vez mais do nosso líder carismático e agradecemo-lo por esta grandeza e elevação que tem patenteado ao povo guineense”, disse.

Aly Hijazy disse que, em nome do partido, repudiamos o que diz ser “ondas de perseguição que Domingos Simões Pereira tem sido vítima, ao ponto de se inviabilizar a sua deslocação a Lisboa para poder estar presente, fisicamente, no Auditório da Universidade Católica, para a defesa da tese.

“Por isso, exijo ao Ministério Público que cesse, imediatamente, a perseguição injusta e ilegal contra todas as normas políticas estabelecidas pela Constituição e as leis da República da Guiné-Bissau”, afirmou.

Domingos Simões Pereira agradeceu aos promotores da iniciativa, tendo afirmado que uma pessoa com um objectivo bem traçado não perde motivação até atingir os seus alvos.

Pereira disse que dedica o feito à sua família e amigos, salientando que convida todos os guineenses para se superarem cada vez mais para melhor puderem contribuir para o avanço do país, porque “ninguém é proibido de sonhar com a possibilidade de um dia ter uma formação superior”.

Pereira dirigiu-se aos mais jovens para lhes encorajar de que é possível atingir objectivos académicos principalmente nesta nova dinâmica de internet.

O PAIGC condecorou o seu líder com a medalha “Eu Combati Pela Liberdade”, numa cerimónia que contou com a presença de militantes e simpatizantes do partido de Cabral, familiares e amigos de Domingos Simões Pereira. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

 

Guiné-Bissau - Agência Belga de Desenvolvimento doa materiais para produção de blocos à cooperativa de jovens surdos e mudos

Bissau – A Agência Belga de Desenvolvimento (Enabel), procedeu à entrega de um donativo constituído de uma máquina para produção de blocos, carrinhos de mão e betoneiras destinado à Cooperativa de Jovens Surdos e Mudos, da Escola Nacional de Surdos/Mudos.

No ato de entrega do referido donativo, o Padrinho da Associação de Surdos/Mudos, Braima Sanhá, agradeceu à Enabel e outras instituições que têm apoiado as crianças para que possam ter uma reinserção social adequada e se sentirem que não estão fora do sistema educativo.

Aquele responsável pediu aos seus parceiros para darem uma atenção especial à formação profissional das crianças deficientes, para que não parem no ensino básico e complementar, mas sim possuírem uma formação profissional.

“Por isso, queremos que nos apoiem para que a Escola tenha cursos de formação profissional, para permitir aos alunos serem úteis no amanhã às suas famílias”, disse.

Em nome dos beneficiários, Luís Gomes Correia Júnior agradeceu à Enabel, e prometeu que, com os materiais recebidos vão continuar a fazer os trabalhos de transmitir conhecimentos aos seus colegas.

Segundo   Agnês Ammex, Gestora do Projeto da Enabel, o donativo foi doado no âmbito do Projecto de Relançamento do Ensino, Formação Técnica e Profissional para o Emprego (RESET).

Disse que o objetivo do projeto, financiado pela União Europeia e implementado pela Enabel, visa formar jovens de forma a encontrar um emprego para ganharem a vida.

Ammex sustentou que o sector de construção civil é bastante importante no país, e que oferece muitas oportunidades de emprego.

Para o Diretor da Escola de Surdos e Mudos, José Augusto Lopes, o donativo da Enabel se reveste de “grande significado”, por permitir a demonstração de que esses jovens portadores de deficiências têm capacidades.

“Já têm encomendas de 5 mil blocos. A Cooperativa vai continuar a produção para demonstrar à sociedade de que ser deficiente não significa ter falta de capacidades”, disse José Augusto Lopes.

Para além da máquina para produção de blocos, a Enabel concedeu igualmente à Cooperativa de Jovens Surdos e Mudos duas carradas de areia e cascalho e cimento para o arranque dos trabalhos. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

 

Espanha – Museu Nacional do Prado apresenta quadro com cheiro

Um museu em Madrid apresentou uma pintura clássica que o visitante pode sentir o cheiro


O Museu Nacional do Prado em Madrid, Espanha, criou uma exposição única em torno da pintura “O Sentido do Olfato” de Jan Breughel e Peter Paul Rubens.

“The Sense of Smell” retrata um jardim, com árvores, plantas e animais. O objetivo original da pintura era evocar a imensa variedade de cheiros que um ser humano pode distinguir.

Mas o Museu do Prado deu um passo além. Em parceria com a Perfume Academy Foundation e a empresa de moda Puig, o museu criou dez aromas distintos para dar vida à pintura para os visitantes.

Dando vida a 10 fragrâncias

Utilizando “AirParfum”, tecnologia desenvolvida pela Puig, o perfumista Gregorio Sola criou dez fragrâncias para coincidir com diferentes elementos da pintura.

Graças a quatro difusores, as fragrâncias podem ser sentidas à medida que os visitantes interagem com uma tela sensível ao toque na frente da obra.

O visitante pode inclinar-se e sentir notas de óleos essenciais de flor de laranjeira, o delicioso aroma floral de jasmim ou a fragrância verde húmida de uma figueira, juntamente com as suas notas de madeira de casca de árvore.

Há também as fragrâncias de rosas, íris, nardo e narcisos como parte da exibição. Para recriar o cheiro dos narcisos, 1300 kg de flores foram colhidos para criar o perfume inebriante.

Dando à pintura sabores mais animalescos está o cheiro de uma civeta africana, um mamífero viverrídeo nativo da África subsaariana.

A civeta tem um saco entre as patas traseiras que secreta um fluido almiscarado espesso e amarelado que foi historicamente usado na criação de perfumes finos por causa de suas propriedades estabilizadoras.

No entanto, devido ao cheiro intenso da civeta, na exposição, usaram um substituto sintético.

O visitante também pode notar o odor de um par de luvas de couro para acompanhar um belo par que Rubens acrescentou ao trabalho.

E por fim, uma das fragrâncias da peça é conhecida simplesmente como “Alegoria”. Inspirado no buquê de flores da pintura que a figura alegórica do cheiro segura na sua mão direita, o perfume contém elementos de jasmim, rosa e especiarias.

Os artistas por trás dos cheiros

"Quando se olha para documentos históricos, incluindo inventários, cartas, documentos de todos os tipos, perfumes e olfato em geral têm uma precedência maior do que geralmente reconhecemos", disse Alejandro Vergara, curador sénior do Museu do Prado à Euronews.

A pintura faz parte de uma série de cinco partes chamada “Os Cinco Sentidos” de Jan Breughel. Pintado entre 1617 e 1618, Breughel queria que cada obra evocasse o poder dos sentidos individuais: visão, audição, olfato, paladar e tacto.

Breughel foi um pintor flamengo incrivelmente respeitado em seu tempo. Havia aprendido com a sua avó, a miniaturista Mayken Verhulst e o seu pai Pieter Bruegel enquanto morava em Roma, Nápoles e Milão.

Breughel pintou “O Sentido do Olfato” com a ajuda de seu amigo Rubens, que contribuiu com as figuras alegóricas para a obra.

Peter Paul Rubens também foi um pintor altamente considerado da sua época. Considerado um dos artistas mais influentes da tradição barroca flamenga, muitas vezes trabalhou em conjunto com Breughel em projetos.

A série dos sentidos provavelmente foi encomendada por Isabella Clara Eugenia e o seu marido, o arquiduque Alberto da Áustria, então governantes da Holanda espanhola.

O cheiro do sucesso

Para o Museu Nacional do Prado, a experiência de levar olfato a uma exposição foi um sucesso retumbante.

"É uma sala pequena. Portanto, não é uma dessas exposições com grandes números", explica Vergara.

"Mas nós multiplicámos a quantidade de pessoas que vão para aquela sala por 20", afirmou Vergara. "A resposta tanto na Espanha quanto na Europa tem sido muito grande e muito entusiasmada. Então, estamos muito felizes com isso.” Jonathan Walfisz – Reino Unido in “Euronews.culture”


Venezuela - Quase 200 alunos fizeram exame de português

A Coordenação de Ensino da Língua Portuguesa na Venezuela retomou os exames de Certificação de Ensino de Português no Estrangeiro (EPE), interrompidos devido às restrições impostas pela pandemia da covid-19


“Depois de dois anos de pandemia, retomámos as provas de Certificação EPE, um processo de reconhecimento de aprendizagem dos alunos na Venezuela. Inscreveram-se 195 alunos, de cinco níveis, em três centros de exame”, disse o coordenador do ensino à Agência Lusa.

Segundo Rainer de Sousa, trata-se de “um bom número, atendendo ao facto de ser a primeira época após a covid-19”.

“Há mais alunos interessados e em novembro próximo a coordenação do ensino abrirá novas inscrições para que possam apresentar as provas”, explicou, precisando que os exames atuais decorreram em Caracas (Centro Português) e nos Estados de Arágua e Mérida, no Colégio San José de Cágua e Colégio La Salle, respetivamente.

Por outro lado, explicou que nas próximas semanas vão ser entregues as correções dos exames e que os certificados vão ser emitidos pelo Instituto Camões em conjunto com a Direção-geral de Educação de Portugal.

Rainer de Sousa sublinhou ainda que “graças ao Instituto Camões, os exames são gratuitos na Venezuela”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


 

Cabo Verde - Ana Paula Bettencourt lança sua primeira obra “Desafios de um director do protocolo”

Cidade da Praia – O livro “Desafios de um director do protocolo”, de Ana Paula Bettencourt, resultado de um relatório de estágio técnico-científico realizado em 2015, no gabinete do então primeiro-ministro, é lançado hoje, sexta-feira, na Cidade da Praia.

Em entrevista à Inforpress, a autora contou que na altura cursava Relações Públicas e Secretariado Executivo, na Escola de Negócios e Governação da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

O livro tem 137 páginas e encontra-se dividido em dois momentos, sendo o primeiro se baseia no enquadramento teórico-científico do estudo que deu título à obra, “Desafios de um director do protocolo face ao desconhecimento do público acerca das solenidades oficiais”.

O segundo retrata o estágio em três partes: a contextualização, o enquadramento institucional e a descrição das actividades desenvolvidas, seguidos de considerações e recomendações.

Instada sobre os desafios de um director de protocolo, Ana Paula Bettencourt adiantou que são vários, desde dar a conhecer ao grande público a missão e a atribuição do protocolo, passando pela informação/formação do tema em si, cumprimento da lei de precedências, de entre outros, que, conforme sublinhou, o leitor descobrirá no decorrer da sua leitura.

Por outro lado, questionada sobre a importância da abordagem do tema para os dias atuais, Ana Paula Bettencourt afiançou que “protocolo foi, é, e sempre será importante” para uma entidade, organização, instituição, sociedade, nação ou Estado.

“Espelha a alma, o rigor e a cordialidade dos mesmos, e por ser, igualmente, uma forma de garantir o respeito mútuo e a satisfação das partes envolvidas”, argumentou.

A autora destacou ainda a “fundamental importância” do livro que vai servir de suporte aos estudantes académicos das áreas de Relações Públicas, Secretariado, Relações Internacionais e Diplomacia e outras afins, daí que ressalvou, as expectativas “são grandes”.

Com esta obra, Ana Paula Bettencourt perspectiva dar “boa contribuição” à literatura cabo-verdiana sendo este, segundo a autora, o primeiro livro fabricado em Cabo Verde que aborda este tema.

“Ou seja, é uma obra que vem preencher uma lacuna temática no mercado editorial em Cabo Verde, no que concerne ao protocolo do Estado”, reforçou Ana Paula Bettencourt.

Ana Paula Silveira da Cunha Bettencourt, nasceu na Praia, Santiago, a 02 de Maio de 1968.

É licenciada em Relações, Públicas e Secretariado Executivo, pela Escola de Negócios e Governação da Uni-CV e formada em Protocolo e Etiqueta; Pedagogia Inicial de Formadores e Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências Profissionais. In “Inforpress” – Cabo Verde