Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Rússia – Cientistas a um passo da cura da cegueira

A cura da cegueira está próxima. Quem o garante é o Centro de Análises Clínicas de Medicina Físico-Química da Rússia, cujos cientistas afirmam ter cultivado retinas, com sucesso, através da reprogramação de células



Segundo um estudo publicado na passada quarta-feira no jornal russo Izvestia, um primeiro transplante de testes será realizado em 2017.

Com a ajuda de novas tecnologias, cientistas planeiam realizar posteriormente estudos também no uso de células reprogramadas no tratamento da doença de Parkinson.

A reprogramação de células é um fenómeno bastante recente na ciência.

O professor Signa Yamanaka, investigador da Universidade de Quioto e prémio Nobel em 2012, descobriu a capacidade única de células humanas de determinados tecidos, como a pele, de mudar a sua estrutura para o estado embrionário.

As células-estaminais podem também dar origem a quase todo o tipo de tecido.

Segundo os cientistas do CAC MFQ – Centro de Análises Clínicas de Medicina Físico-Química da Rússia, é agora possível criar uma retina a partir dos fibroblastos da pele.

Esta operação permitirá tratar, em primeiro lugar, pacientes que estão a perder a visão devido a degeneração macular genética, doença que causa a cegueira em pessoas com mais de 55 anos.

O tecido mais fácil de usar na reprogramação de células é a pele, porque a realização da biopsia não causa danos graves ao paciente, e as células multiplicam-se significativamente.

Mesmo havendo alguns tratamentos que retardam o progresso da cegueira, os pacientes com degeneração macular genética começam a cegar entre 20 e 30 anos, – não havendo, até agora, tratamento eficaz contra ela.

Segundo o chefe do Laboratório de Tecnologias Biomédicas do CAC MFQ, Sergei Kiselev, testes clínicos de transplante de retina estão a ser realizado actualmente nos EUA e na Europa.

Foram também realizados no Japão, antes de serem temporariamente suspensos devido a mudanças na legislação, mas o país pretende continuar com o desenvolvimento da técnica em 2017.

Mesmo havendo tratamentos que retardam o progresso da cegueira, os pacientes com degeneração macular genética começam a cegar entre os 20 e 30 anos, pois não há, até agora, um tratamento definitivo contra a cegueira.

A técnica poderá também ser usada para o transplante de neurónios humanos, que, juntamente com um procedimento da correcção de genoma, ajudará no tratamento de pacientes com a doença de Parkinson. In “ZAP.aeiou” - Portugal

domingo, 4 de dezembro de 2016

E cai a neve



















Vamos aprender português, cantando


E cai a neve
lá fora a noite é tão triste
se cai a neve
saudade é tudo que existe

A cidade dorme
e tudo é silêncio
eu apenas escuto
bem baixinho o meu pranto

Esta noite não virás
e o amanhã está tão distante
por onde andarás
quando o Sol retornar

E cai a neve
lá fora a noite é tão triste
se cai a neve
saudade é tudo que existe

Pela rua deserta
o teu vulto procuro
mas… mas sei que é inútil
sei que tu não virás

Esta noite não virás
e o amanhã está tão distante
por onde andarás
quando o Sol retornar

por onde andarás
quando o Sol retornar

Salvatore Adamo - França


sábado, 3 de dezembro de 2016

Cabo Verde – Disponível para coordenar vigilância no Golfo da Guiné

Cabo Verde está disponível para acolher um dos centros de coordenação e vigilância marítima na sub-região do Golfo da Guiné mas precisa da ajuda internacional para o estabelecer.

A disponibilidade cabo-verdiana foi manifestada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, Luís Filipe Tavares, na abertura da segunda reunião anual do grupo G7 + Amigos do Golfo da Guiné (G7+FoGG, na sigla em inglês), na cidade da Praia.

“Cabo Verde disponibiliza-se para alojar o centro multinacional de coordenação marítima da zona G (Cabo Verde, Senegal Guiné-Bissau e Gâmbia), desde que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e os parceiros internacionais se comprometam a ajudar na sua operacionalização, disponibilizando os apoios técnicos e financeiros necessários”, disse.

Luís Filipe Tavares falava perante uma plateia de representantes dos sete países mais industrializados (G7), de membros do grupo dos Amigos do Golfo da Guiné e de representantes de países da costa africana, reunidos para analisar a segurança marítima na sub-região por onde passam algumas das principais rotas comerciais, mas também de actividades ilícitas como o tráfico de droga e a pirataria.

À margem da reunião, Luís Filipe Tavares sublinhou, em declarações aos jornalistas, não existir “nenhum outro sítio mais adequado para acolher um centro desta importância”, destacando a localização geoestratégica e a estabilidade do país.

Por seu lado, o embaixador Joaquim Ferreira Marques, que coordenou a presidência portuguesa do Grupo de Amigos do Golfo da Guiné, destacou à “Lusa” o papel de Cabo Verde na segurança da região. “Dada a sua estabilidade política e a sua importância geoestratégica nesta zona, Cabo Verde é primordial para controlar a passagem de droga, mas não tem as capacidades técnicas nem financeiras para ter aqui um centro”, disse.

Por isso, acrescentou, a reunião servirá para que os “países do Norte possam ajudar Cabo Verde a ter aqui um centro de informação e observação de trânsito marítimo”.

O grupo do G7 + Amigos do Golfo da Guiné é composto pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Itália, Japão, Reino Unido, França, Bélgica, Brasil (observador), Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Noruega, Países Baixos, Portugal, Suíça, União Europeia, escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e Interpol. In “Transportes & Negócios” - Portugal

Brasil - Prepara-se para lançar sua primeira missão à Lua






























Sonda lunar brasileira

Até dezembro de 2020, uma equipe brasileira planeja lançar a primeira missão sul-americana ao satélite natural da Terra.

O projeto Garatéa-L está sendo proposto por uma equipe de engenheiros e pesquisadores da Escola de Engenharia da USP (EESC) em São Carlos (SP). Com a divulgação da proposta, a equipe se prepara agora para buscar os R$35 milhões necessários para viabilizar a missão.

"A ideia é nos beneficiarmos da recente revolução dos nanossatélites, mais conhecidos como cubesats, para colocar o País no mapa da exploração interplanetária," afirmou Lucas Fonseca, gerente do projeto.

Nave-mãe

O lançamento da sonda brasileira será realizado em uma parceria entre duas empresas britânicas com as agências espaciais europeia (ESA) e do Reino Unido (UK Space Agency), aproveitando a primeira missão comercial ao espaço profundo - a Pathfinder. O veículo lançador contratado é o indiano PSLV-C11, o mesmo foguete que enviou com sucesso a missão Chandrayaan-1 para a Lua, em 2008.

No lançamento europeu, diversos cubesats - dentre eles o brasileiro - serão levados à órbita lunar por uma nave-mãe, que também fornecerá o serviço de comunicação com a Terra e permitirá a coleta de dados por pelo menos seis meses.

"É uma oportunidade única de trabalhar com os europeus num projeto que pode elevar as ambições do Brasil a outro patamar," disse Lucas, que trabalhou no desenvolvimento da Rosetta, a sonda da ESA que realizou o primeiro pouso em um cometa, em 2014.

"Busca vidas"

As pesquisas do nanossatélite se concentrarão no campo da astrobiologia, o estudo do surgimento e da evolução da vida no Universo. Em seu interior, viajarão até a órbita da Lua diversas colônias de microrganismos vivos e moléculas de interesse biológico, que serão expostas à radiação cósmica por diversos meses.

É a astrobiologia que dá nome à missão: Garatéa, na língua tupi-guarani, significa "busca vidas", somada ao L, de lunar.

O objetivo é investigar os efeitos do ambiente espacial sobre diferentes formas de vida. O esforço é um passo adiante com relação aos experimentos já realizados pela equipe na estratosfera, usando balões meteorológicos, que expuseram diversas amostras aos raios ultravioleta solares sem a filtragem da camada de ozônio terrestre.

"A busca por vida fora da Terra necessariamente passa por entender como ela pode lidar - e eventualmente sobreviver - a ambientes de muito estresse, como é o caso da órbita lunar. O conhecimento obtido com a missão sem dúvida ajudará a compor esse difícil quebra-cabeça," disse Douglas Galante, que divide a responsabilidade pelos instrumentos científicos com seu colega Fábio Rodrigues.

Estudos humanos e da Lua
 
Amostras de células humanas também viajarão a bordo da sonda, para verificar que efeitos o ambiente radiativo extremo, longe da proteção da atmosfera e distante do campo magnético terrestre, poderia causar nos astronautas durante missões de longa duração além da órbita terrestre baixa - um dado importante para missões tripuladas à Lua ou mesmo a Marte.

Outro instrumento fará a medição dos níveis de radiação em órbita cislunar, um dado importante para os planos de futuras missões tripuladas de longa duração à Lua.

Além dos experimentos com viés astrobiológico, a Garatéa-L também fará estudos da Lua em si. A sonda será colocada em uma órbita polar altamente excêntrica, que permitirá a coleta de imagens multiespectrais da bacia Aitken, localizada no lado afastado da Lua e de alto interesse científico.

Viabilização

A espaçonave precisa estar pronta para voar até setembro de 2019, ano em que se completa o cinquentenário do primeiro pouso do homem na Lua.

"É um modelo novo de missão, com os olhos para o futuro, que pode trazer muitos benefícios para o país", disse Lucas. "Isso sem falar no impacto educacional de inspirar uma nova geração a olhar para o céu e acreditar que nada é realmente impossível, se você tem foco e dedicação".

O custo estimado do projeto é de R$ 35 milhões, que já começaram a ser levantados com órgãos de fomento à pesquisa e patrocinadores privados.

Já se comprometeram a participar do esforço, além da EESC, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), Instituto Mauá de Tecnologia e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). In “Inovação Tecnológica“ - Brasil

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Galiza - Entrevista à poeta moçambicana Hirondina Joshua

- Palavra Comum: Que representa para ti a literatura?

Hirondina Joshua
- Hirondina Joshua: Não sei responder. A história literária e a teoria literária têm tentado responder essa questão secular. Hoje, até na literatura, os gêneros fundem-se, tal como a literatura baseada em reportagem real de um acontecimento. No cinema o registo documental mescla-se com a ficção.

Julgo que deve ter sido esta linha de ideia que levou o Nobel deste ano, de entender a literatura como algo amplo.

Sinceramente, senti o prémio como uma traição à literatura, visto Dylan ser essencialmente um músico e letrista com muita pouca obra publicada tanto em poesia como ficção. Se fosse um prémio de Artes estaria bem. No entanto esta opinião em nada diminui a importância de Bob Dylan num contexto mais amplo, social até.

- Palavra Comum: Que conheces da Galiza e das suas relações com a Lusofonia?

- Hirondina Joshua: De Galiza conheço pouco, tenho conhecimento que as línguas faladas são o galego e o espanhol. Um amigo galego disse-me que gostam muito de sardinha.

- Palavra Comum: Como entendes -e practicas, no teu caso- o processo de criação literária?

- Hirondina Joshua: É um processo despropositado, sendo natural não se apercebe como se cria, é espontâneo. A leitura da substância do mundo, o olho com que pomos a essência das coisas é algo que nos ultrapassa.

- Palavra Comum: Qual consideras que é -ou deveria ser- a relação entre as artes entre si (poesia, plástica, fotografia, etc.)? Como é a tua experiência nestas (inter)relações?

- Hirondina Joshua: Muito interessante esta pergunta porque a primeira ideia que aparece é aquela questão que não nos deixa em paz: “O que é Poesia?”
Não me atrevo a definir. Vou dizer apenas que poesia tem a ver com a visão da alma. Uma pedra ou uma casa podem vistas sob várias perspectivas. A metafísica, a essência das coisas, cobrem o espaço e a substância. Nesta linha de pensamento, as artes plásticas, a fotografia, etc., são poesia.

A relação entre estas artes é intrínseca, independente e autónoma de qualquer vontade humana, ela é uma conversa natural.

Já trabalhei com um amigo, João Timane, e já trabalhamos juntos em mais ou menos 3 telas e gostei da experiência, apercebi-me que a poesia é uma coisa que anda em tudo, está em tudo.

Gosto de ser fotografada (risos), apesar disso ser muito suspeito simpatizo-me com o resultado. Vou trabalhar com um fotógrafo desta vez não para fazer fotografia, para escrever fotografia.

- Palavra Comum: Quais são os teus referentes criativos (num sentido amplo)?

- Hirondina Joshua: Alguns dos livros que gostei de ler:

“O gato e o escuro” – Mia Couto
“Elogio da loucura” – Erasmo de Roterdão
“Neighbours” – Lília Momplé
“Conto Homônimo: o Ovo e a Galinha” – Clarice Lispector
“Niketche” – Paulina Chiziane
“Paraísos artificiais” – Charles Baudelaire
“Xicandarinha na lenha do mundo” – Calane da Silva
“As Ondas” – Virginia Woolf
“Ualalapi” – Ungulani Ba Ka Khosa
“Uma Faca nos Dentes” – António José Forte
“Ácia, O Primeiro Amor, Águas Primaveris” – Ivan Turguenev

- Palavra Comum: Que vínculos achas entre Arte(s) e Vida?

- Hirondina Joshua: Bem, arte é criação, ainda que dentro de uma outra criação. Vida é também uma criação a meu ver particular, e inconsciente mesmo que indirectamente copiemos os outros.

Entre Arte e Vida há um elemento comum que é o desafio, não o de sermos superiores aos outros mas de sermos superiores ao outro, o que mora em nós.

O difícil não é escrever poesia ou trabalhar em qualquer arte, mas incorporar isso no nosso modo de ser, ser o poema em cada instante, o poema constante que escrevemos no sangue.

Viver com fidelidade é para mim o maior desafio, tanto a arte quanto a vida possuem. Por outro lado, a arte é uma idiossincrasia implícita, é ambígua e, essa ambiguidade resulta do facto do receptor poder se apartar de uma realidade para outra.

Tanto a vida assim como a arte têm o factor surpresa. Nunca ninguém chega a saber efectivamente o que vai acontecer ao longo da história, nem mesmo o que realmente houve em tempo posterior. Ou num poema o que é será isso mesmo? A ilusão, como tão bem referiu Lavoisier, “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Não existe verdade. Aquilo que se julga ser é e não é. Não por erro mas pela própria natureza das coisas. A possibilidade e o mistério fazem surgir o movimento. A cortina é o fio de sedução. Ouso dizer que arte é coisa de outro mundo mas neste mundo. Então essa relação intrínseca com a vida. Seria assim: quem nasceu primeiro, a arte ou a vida?

- Palavra Comum: Que projectos tens e quais gostarias chegar a desenvolver? Fala-nos, mais em concreto, de Os Ângulos da Casa…

- Hirondina Joshua: Gostava de num futuro muito breve trabalhar com crianças. Nesta grande luta que o meu país tem de incentivar a leitura e a escrita, quero contribuir.

Acredito que do mesmo modo que se dá uma escova a uma criança para ela aprender a escovar os dentes, pode-se dar um livro. E esta mesma criança vai crescer olhando o livro não como uma chatice mas como um companheiro, para além de que terá a oportunidade a meu ver, de crescer, ser adulto e nunca deixar de ser criança. Apesar de viver dentro de um mundo convencional, ela vai ser muito própria. Ramiro Torres – Galiza in “Palavra Comum”


Os Ângulos da Casa – é uma casa metafísica.

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Hirondina Joshua – Nasceu em Maputo, Moçambique, a 31 de Maio de 1987. Está integrada em várias antologias. É colabora de várias revistas, jornais, sítios, blogues, nacionais e internacionais. Foi distinguida com a menção extraordinária no Premio Mondiale di Poesia Nosside edição 2014


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Ramiro Torres nasceu na Corunha no 1973 e estudou Graduado Social. Tem publicado poemas na revista 'Poseidónia' e 'Agália', assim como nos blogues 'A fábrica' e 'A fábrica da preguiça'. Inaugurou as edições do Grupo Surrealista Galego com o seu livro "Esplendor Arcano".

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Portugal – O 1º de Dezembro e a internet

Numa mesa de um café estavam ontem, 30 de Novembro de 2016, quatro operários em amena conversa sobre a razão de hoje ser feriado.

Cada um destacava o acontecimento que considerava ser o motivo de haver um feriado nacional e o chorrilho de dislates chegavam às mesas circundantes.

Num dado momento, em virtude de não haver consenso, um deles tirou do casaco um aparelho e afirmou “vou ver aqui na internet!”

Ficaram todos em suspenso a aguardar a informação que estava a originar tão intenso diálogo e passados uns momentos lá veio a notícia que nenhum deles sabia: “É o dia da restauração da independência!”

Logo um deles afirmou: “eu bem dizia” e aqui veio-me à memória, aqueles comentadores e políticos que nos entram em casa sem a nossa autorização, que sabendo de tudo, nada sabem.

Felizmente que a tecnologia e principalmente o instrumento internet, por enquanto, permitem que as pessoas acedam facilmente à informação, permitindo uma selecção que nos pode melhor aproximar da verdade, o que não acontece com os principais meios de comunicação, nomeadamente a televisão. Baía da Lusofonia

Moçambique – Evento Mozambique Gas Summit

A cidade de Maputo acolhe, esta semana, a agenda Mozambique Gas Summit 2016, uma das principais cimeiras realizadas regularmente em Moçambique, versando sobre temas relacionados com a indústria de petróleo e gás no país e no mundo.

O evento a decorrer desde ontem 30 de Novembro e até amanhã 02 de Dezembro é organizado pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) em parceria com a empresa de eventos CWC.

Uma nota da ENH indica que a agenda oficial do evento inclui um dia de debates sobre o Conteúdo Nacional e dois dias de discussões em painéis estratégicos.

A cimeira reúne representantes do Governo e de empresas nacionais com partes interessadas estrangeiras e potenciais investidores para discutir estratégias e oportunidades para o desenvolvimento das reservas de gás natural descobertas na bacia do Rovuma.

A cimeira que arrancou na quarta-feira, com um dia sobre Conteúdo Nacional e com quatro sessões dedicadas a questões legais, o papel das pequenas e médias empresas (PME) bem como debates sobre boas práticas de implementação de políticas.

Hoje e amanhã os líderes moçambicanos convidarão parceiros internacionais para debates em painéis estratégicos sobre tópicos importantes que norteiam os desenvolvimentos da indústria nacional de hidrocarbonetos; incluindo o ponto de situação dos projectos.

Outros temas são: o papel da tecnologia para a sua maximização; gestão de possíveis impactos sociais e ambientais; diversificação da economia através do uso do gás doméstico; financiamento aos projectos e colaboração regional para o desenvolvimento das infra-estruturas necessárias para a implementação dos projectos.

Paralelamente a estas sessões, a cimeira irá também contar com uma área de exposição, onde serão realizadas importantes actividades de networking. A exposição de capacidades e soluções entre os líderes do sector energético visa facilitar parcerias e relações de negócios que podem contribuir para o futuro desenvolvimento da indústria. In “Jornal de Negócios” - Moçambique