Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Macau – Comércio Internacional no 2º trimestre de 2015

No segundo trimestre do ano corrente a exportação (2,75 mil milhões de Patacas) cresceu 8,2% face ao valor verificado no trimestre homólogo de 2014, ao passo que a importação (20,48 mil milhões de Patacas) baixou 3,5% em termos anuais

Segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos no mês de Junho de 2015 exportaram-se 923 milhões de Patacas de mercadorias, equivalentes a uma subida de 17,6%, face ao idêntico mês do ano antecedente. Salienta-se que o valor da reexportação se cifrou em 790 milhões de Patacas, tendo crescido 27,7%, nomeadamente, a reexportação de relógios e aparelhos semelhantes elevou-se 58,0%, porém, o valor da exportação doméstica atingiu 133 milhões de Patacas, tendo descido 20,0%, nomeadamente, a exportação doméstica de tabaco (24 milhões de Patacas) diminuiu 25,2%. No mês em análise importaram-se 6,76 mil milhões de Patacas de mercadorias, correspondentes a uma queda ténue de 0,1%, em termos anuais. Consequentemente, o défice da balança comercial de Junho alcançou 5,84 mil milhões de Patacas, informam os Serviços de Estatística e Censos. 
   
No segundo trimestre do ano corrente a exportação (2,75 mil milhões de Patacas) cresceu 8,2% face ao valor verificado no trimestre homólogo de 2014, ao passo que a importação (20,48 mil milhões de Patacas) baixou 3,5% em termos anuais, fixando-se o saldo na balança comercial em 17,73 mil milhões de Patacas.


   
O valor exportado de mercadorias no primeiro semestre deste ano foi de 5,45 mil milhões de Patacas, registando-se um acréscimo de 8,7%, comparativamente ao idêntico período do ano transacto. A reexportação cifrou-se em 4,53 mil milhões de Patacas, crescendo 12,1%, porém, a exportação doméstica correspondeu a 922 milhões de Patacas, descendo 5,1%. No período anteriormente mencionado o valor importado situou-se em 42,67 mil milhões de Patacas, o que equivaleu a um decréscimo ligeiro de 0,3%, em termos anuais. Por conseguinte, o défice da balança comercial no primeiro semestre do ano corrente alargou-se, atingindo 37,21 mil milhões de Patacas.


   
Analisando a exportação por destino, no primeiro semestre de 2015 observou-se que os valores exportados de mercadorias para Hong Kong (3,37 mil milhões de Patacas) e para a China Continental (847 milhões de Patacas) aumentaram 10,5% e 20,1%, respectivamente, em comparação com o período homólogo do ano passado, enquanto os valores exportados de mercadorias para a União Europeia (131 milhões de Patacas) e para os Estados Unidos da América (97 milhões de Patacas) desceram 16,2% e 39,9%, respectivamente, em termos anuais. 
   
No primeiro semestre deste ano exportaram-se 5,09 mil milhões de Patacas de produtos não têxteis, tendo-se elevado 9,3%, face ao idêntico período do ano anterior. Destaca-se que os valores exportados de relógios e aparelhos semelhantes (792 milhões de Patacas) e de componentes electrónicos (394 milhões de Patacas) cresceram 35,1% e 27,7%, em termos anuais, respectivamente, enquanto os valores exportados de máquinas, aparelhos e suas partes (618 milhões de Patacas) diminuíram 33,8%, em termos anuais. Por seu turno, exportaram-se 367 milhões de Patacas de produtos têxteis e vestuário, que se expandiram 1,5%, em termos anuais.


   
Em termos de países ou territórios de origem, importaram-se da China Continental e da União Europeia durante o primeiro semestre do ano corrente, 15,80 mil milhões e 9,64 mil milhões de Patacas de mercadorias, respectivamente, que em relação ao período homólogo do ano transacto registaram variações de +13,7% e -11,2%, respectivamente, em termos anuais. Refira-se que se importaram 25,15 mil milhões de Patacas de bens de consumo (-8,2%, em termos anuais), dos quais 3,43 mil milhões de Patacas eram de joalharia em ouro (-32,2%), e 5,84 mil milhões de Patacas eram de alimentos e bebidas (+6,1%). Além disso, importaram-se 4,39 mil milhões de Patacas de telemóveis que cresceram 43,4%, em termos anuais.
   
O valor total do comércio externo de mercadorias no primeiro semestre de 2015 correspondeu a 48,12 mil milhões de Patacas e ascendeu 0,6%, face aos 47,83 mil milhões de Patacas registados no idêntico período de 2014. Direcção dos Serviços de Estatística e Censos - Macau

Parlamento Europeu - As “publicações” mais populares do ano

Literacia, direitos das mulheres e liberdade de circulação na UE foram os temas que receberam mais “gostos” por parte dos seguidores da página do Parlamento Europeu no Facebook entre janeiro e junho deste ano. As mensagens de Hauwa Ibrahim e Malala Yousafzai sobre a igualdade de acesso à educação e a defesa dos direitos das mulheres estiveram no topo das preferências dos nossos amigos no Facebook.
























“Se investirmos nas raparigas, investimos na humanidade” defende Hauwa Ibrahim, laureada com o Prémio Sakharov, na sua mensagem vídeo sobre o acesso das raparigas à educação no âmbito do Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de março. Mais de 100 mil pessoas clicaram na mensagem de Ibrahim, tornando-a na publicação com mais sucesso de sempre na página do Parlamento Europeu no Facebook.

A segunda publicação mais popular do ano também está relacionada com o mesmo tema. O texto “Armas ou literacia? Em que devemos investir? Veja o que Malala tem a dizer e partilhe se concordar” foi recebeu os gostos, foi partilhada e comentada por cerca de 30 mil pessoas.

O Acordo de Schengen, que permite a livre circulação, fez 30 anos em junho e o nosso texto recebeu os gostos de quase 30 mil seguidores da página do Parlamento Europeu no Facebook. Os europeus fazem 1,25 mil milhões de viagens transfronteiriças dentro da área Schengen todos os anos. Parlamento Europeu

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Moçambique – Regadio de Chimunda operacional na próxima campanha agrícola

Cerca de 500 hectares, metade da área prevista para se beneficiar da irrigação do sistema de Chimunda, no distrito de Govuro, na região norte da província de Inhambane, poderão acolher a próxima campanha agrícola que inicia em Outubro, com a conclusão das obras da construção daquela infra-estrutura hidráulica.

De acordo com a Presidente do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento Agrícola (FDA), Setina Beatriz Titosse, a edificação daquela infra-estrutura, que custou 19 milhões de dólares norte-americanos, termina em Setembro próximo e tudo está sendo feito para que os camponeses trabalhem em áreas intra-estruturadas já na próxima campanha agrícola.

Para o efeito, Setina explicou que o FDA, instituição do Ministério de Agricultura e Segurança Alimentar, implementador do Projecto de Irrigação do Vale de Save (PIVASA) que arrancou com o regadio de Chimunda, está a concluir a elaboração dos termos de referência para o lançamento do concurso público para a contratação do gestor daquela infra-estrutura que, segundo explicou, pela sua complexidade, necessita de uma seriedade e maturidade e, acima de tudo, de uma entidade com alguma experiência na área para a gerir sem problemas.

O FDA, em coordenação com o Governo da província de Inhambane, optaram pela gestão público/privado, onde o Estado assume a liderança do desenho de políticas e o privado terá a função de assegurar a operacionalização dos objectivos do Governo, que passam pela garantia da intensificação da produção alimentar nas culturas já identificadas, nomeadamente hortícolas, arroz, amendoim, feijões, milho e outras variedades, a manutenção dos equipamentos e assegurar a produção.

A PCA do FDA, que semana passada trabalhou em Chimunda, para a preparação da recepção do empreendimento já tido na província de Inhambane como sendo verdadeira alavanca da revolução verde, indicou que os primeiros camponeses beneficiários das áreas irrigadas serão aqueles que foram retirados da área do regadio para dar lugar à edificação da infra-estrutura hidráulica e reassentadas em Xicudo.

“Na próxima safra agrícola, nem toda área estará disponível porque, nesta visita, constatamos que existem trabalhos adicionais que deverão ser realizados, concretamente o nivelamento de algumas zonas para permitir que a água escorra como se impõe. Por isso, nesta primeira fase, na próxima época agrícola, calculamos em cerca de 500 hectares, dos quais 40 por cento serão distribuídos ao sector familiar e 60 por cento ao sector privado”, explicou Setina.

Dados facultados pela PCA do FDA, em Chimunda, referem que, neste momento, decorrem na infra-estrutura trabalhos de acabamentos da construção, nomeadamente a conexão de alguns tubos dos canais secundários e primários, a montagem de alguns equipamentos no centro de captação bem como a conclusão das obras da casa agrária que contem oito unidades anexas.

Prevista produção de 17 mil toneladas

O regadio de Chimunda enquadra-se no âmbito da implementação do projecto de irrigação do vale do Save, que inclui a construção de outro regadio na região de Paunde, no distrito de Mabote. Espera-se que na primeira fase Chimunda possa produzir pouco mais de 17 mil toneladas de culturas de rendimento, uma produção considerada suficiente para reduzir, em grande medida, o défice alimentar, não só no distrito de Govuro mas também na zona norte da província de Inhambane que, anualmente, tem sido fustigada pela crise alimentar como consequência da seca prolongada e estiagem que cria o descalabro total nas safras agrícolas.

Os primeiros sinais de retorno do investimento feito, segundo as previsões da PCA do FDA, poderão começar a chegar cerca de oito a dez épocas agrícolas depois do início da operacionalização do empreendimento que estará equipado com oito tractores e respectivos implementos, um camião para o escoamento de produtos agrícolas para os polos de comercialização, entre outro material necessário para ajudar os camponeses a trabalhar a terra.

Em relação ao regadio de Paunde, no distrito de Govuro, que faz parte do PIVASA, gerido pelo FDA, Setina Titosse explicou que decorrem neste momento acções de mobilização de fundos para a sua concretização.

Refira-se que o projecto de Chimunda foi financiado pelo Banco Árabe de Desenvolvimento Económico em África (BADEA), o Fundo da OPEC para o Desenvolvimento, OFID e pelo Governo moçambicano em 19 milhões de dólares norte-americanos.

São objectivos desta infra-estrutura, cuja construção iniciou em 2012 a cargo da Empresa Nacional de Obras Públicas (ENOP), mitigar os efeitos das secas cíclicas no norte da província de Inhambane devido à baixa precipitação na zona, bem como transformar a agricultura de subsistência em comercial, de forma a possibilitar o desenvolvimento do sector familiar para que contribua para a melhoria da segurança alimentar no país e a promoção de um sector empresarial que participe no desenvolvimento rural e na redução da pobreza. Victorino Xavier – Moçambique in “Jornal de Moçambique”

Portugal – Professor universitário recebeu Prémio Lagrange

Luís Nunes Vicente, professor catedrático no Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, acabou de receber o Prémio Lagrange, atribuído conjuntamente por duas destacadas sociedades científicas internacionais, a SIAM (Sociedade de Matemática Aplicada e Industrial) e a MOS (Sociedade de Optimização Matemática).

O Prémio Lagrange é atribuído, de três em três anos, desde 2003, a «trabalhos fora de série na área da Otimização Contínua, que se distingam pela sua qualidade matemática e originalidade».

Em 2015 o prémio foi concedido pelo livro “Introduction to Derivative-Free Optimization”, publicado em 2009 por Nunes Vicente e dois coautores, Andrew R. Conn (IBM Research) e Katya Scheinberg (Universidade de Lehigh).

O prémio foi entregue, no dia 12 de Julho de 2015, na cerimónia de abertura do XXII Simpósio Internacional de Programação Matemática, perante mil e quinhentos congressistas.

Joseph-Louis Lagrange foi um dos matemáticos mais influentes do século XVIII. São vários os resultados matemáticos ainda hoje conhecidos pelo seu nome, do teorema do valor médio ao método dos multiplicadores, este último muito utilizado precisamente em Optimização Contínua.

No tópico do prémio, a Otimização Sem Derivadas, Nunes Vicente e os seus coautores têm procurado «desenvolver e analisar algoritmos inovadores para a solução de problemas de otimização onde é escassa, ou de ordem baixa, a informação disponível sobre as funções envolvidas. Este tipo de problemas surge frequentemente aquando do desenvolvimento de protótipos em engenharia e ciências aplicadas, onde as funções a otimizar resultam de simulações computacionais. A monografia premiada é uma síntese inovadora das técnicas matemáticas subjacentes à análise destes algoritmos».

O Professor Nunes Vicente doutorou-se na Universidade de Rice, em Houston, em 1996, enquanto bolseiro Fulbright. Tem desenvolvido o seu trabalho a partir de Coimbra, onde é catedrático desde 2009. Foi investigador convidado da IBM Research e da Universidade do Minnesota em 2002/2003 e da Universidade de Nova Iorque em 2009/2010. Colabora regularmente com o centro CERFACS e a escola de engenharia INP de Toulouse na qualidade de cientista sénior convidado.

É autor de mais de uma centena de trabalhos e editor de diversas revistas científicas internacionais de matemática. O seu trabalho tem alcançado significativa visibilidade internacional, expressa em dezenas de artigos publicados em revistas de impacto elevado, milhares de citações aos seus trabalhos e inúmeras palestras plenárias em congressos internacionais. In “Universidade de Coimbra” - Portugal

Páginas do Prémio Lagrange:



Curriculum Vitae de Luís Nunes Vicente: aqui

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Macau - Mapas da Biblioteca Apostólica Vaticana em exposição

A Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau acolhe a partir de hoje, 29 de Julho de 2015, uma exposição dedicada à representação cartográfica de Macau onde serão expostas reproduções de mapas que pertencem ao acervo da Biblioteca Apostólica Vaticana.

A iniciativa insere-se no âmbito do segundo simpósio internacional dedicado ao estudo das representações cartográficas do território, que decorre até amanhã naquela instituição de ensino superior.

A primeira notícia sobre a existência de material de origem chinesa na Biblioteca Apostólica Vaticana remonta a finais do século XVI, a 1576-1577, quando Nicolas Audebert, viajante natural de Orleães copiou alguns documentos que lhe foram mostrados no Vaticano. Entre os documentos consultados pelo humanista francês esta um Alphabetum Idiomatis da China, como consta do seu diário de viagem, hoje pertença da Livraria Britânica. Audebert afirma no relato que a Biblioteca Vaticana conservava ainda muitos outros livros chineses, antes ainda de Matteo Ricci ter chegado a Macau e ter iniciado no território a sua missão de evangelização no Império do Meio. Desde então, e ao longo dos séculos, muitos outros documentos chineses chegaram à Biblioteca Apostólica Vaticana. In “Ponto Final” - Macau

Portugal - Observatório de Avifauna do Outeiro

Situado num recanto paradisíaco, no meio do silêncio, das flores e da paisagem deslumbrante do Tejo, este é mais um local edílico do concelho de Gavião. Localizado junto à localidade de Outeiro, próximo da A23 e a poucos minutos do Museu do Sabão, em Belver, ou da inigualável praia do Alamal.

A localização do Centro de Observação de Avi-Fauna do Outeiro é particularmente interessante pela ampla vista que a partir daquele local se tem sobre o Vale do Tejo. É também interessante pelas várias formações rochosas e em particular pelas suas fragas, tão apreciadas pelas aves de rapina para nidificar.

Conta com diferentes habitats distintos, entre eles: matos (matos), zonas húmidas (cursos de água), áreas rochosas falésias/fragas rochosas), zonas artificiais (terra arada; plantações florestais).

Localizado a 30 KM a jusante da "IBA (IMPORTANT BIRD AREA)" de Portas de Ródão e Vale do Mourão, tomemo-la como referência em termos do potencial deste Centro de Observação. Este sítio alberga a maior colónia de Grifo exclusivamente em território nacional e também outras espécies rupícolas ameaçadas, como a Cegonha-preta e a Águia Perdigueira.

Chasco-preto
Ainda é possível encontrar o cada vez mais escasso Chasco-preto.

Se é adepto do birdwatching ou gosta simplesmente de apreciar a paisagem natural, o Observatório de Avifauna do Outeiro é um local a visitar. In “Município do Gavião” - Portugal

Brasil - Marinha do Brasil recebeu oficialmente o Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira

O navio, adquirido por meio de um Acordo de Cooperação firmado entre o Ministério da Defesa (MD), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Petróleo Brasileiro S.A. (PETROBRAS) e a VALE S.A., foi incorporado à Marinha do Brasil (MB) em março deste ano, em cerimônia ocorrida em Singapura, e chegou ao Brasil no passado dia 15 de Julho de 2015.
                                 
Lançado ao mar em setembro do ano passado, o NPqHo “Vital de Oliveira” será empregado no monitoramento e caracterização física, química, biológica, geológica e ambiental de áreas oceânicas estratégicas para a exploração de recursos naturais, com ênfase nos recursos minerais, óleo e gás, ampliando a presença brasileira no Atlântico Sul e Equatorial.
 
Para tanto, o navio é dotado de 28 equipamentos científicos que proporcionam a capacidade de um melhor conhecimento das riquezas da “Amazônia Azul”.

A gestão do “Vital de Oliveira” será coordenada por um Comitê com representantes dos MD (por meio da MB), MCTI, PETROBRAS e VALE, e tem por finalidade coordenar as atividades e maximizar a eficiência do seu emprego em prol do desenvolvimento de pesquisas científicas no meio ambiente marinho, bem como organizar os projetos a serem conduzidos a bordo do navio. O investimento realizado para a aquisição do navio foi de R$ 162 milhões (sendo, R$ 70 milhões da PETROBRAS, R$ 38 milhões da VALE, R$ 27 milhões do MCTI e R$ 27 milhões da MB).



Características Principais:

 - Comprimento - 78 metros;
 - Boca - 20 metros;
 - Deslocamento Máximo - 4.200 toneladas;
 - Calado Máximo - 6,3 metros;
 - Autonomia - 30 dias;
 - Raio de Ação - 7.200 Milhas Náuticas;
 - Velocidade de Cruzeiro - 10 nós;
 - Velocidade Máxima - 12 nós;
 - Tripulação - 90 militares; e
 - Passageiros - 40 cientistas.

Equipamentos Científicos:

 - Ecobatímetros Multifeixe (águas rasas e profundas);
 - Ecobatímetro Monofeixe;
 - Perfilador de Subfundo;
 - Sonares de Varredura Lateral;
 - Perfiladores de Corrente (ADCP);
 - CTD/Rossette, U-CTD, XBT, Perfilador contínuo de propagação da Velocidade do Som na água;
 - Veículo Operado Remotamente (ROV) até 4.000m;
 - Amostradores e testemunhador geológico;
 - Estação Meteorológica Automática;
 - Medidores de Ondas e Correntes;
 - Gravímetro e Magnetômetro;
 - PCO2, Plâncton e Salinômetro; e
 - Lanchas Hidrográficas com ecobatímetro multifeixe.
 - Veículo de Operação Remota (ROV –- sigla em inglês) tem capacidade para chegar a 4 mil metros de profundidade.


A Visão Estratégica
 
Por ser equipado com o que há de mais moderno em termos de tecnologia, o navio representa importantes avanços para o país. Isso porque os recursos disponíveis podem auxiliar o pleito do Brasil junto a Comissão de Limites da Organização das Nações Unidas (ONU) no sentido de ampliar o limite exterior da área marítima, na qual o Brasil detém os direitos de soberania para a exploração de recursos naturais.

A embarcação também apresenta habilidade especial para realizar pesquisas de busca de nódulos metálicos no fundo do mar, além da localização de petróleo e gás em superfícies bem inferiores, como é o caso da camada pré-sal e da exploração de recursos minerais em águas profundas como a Zona Econômica Exclusiva (ZEE).

Durante a cerimônia, Jaques Wagner disse que apostar na tecnologia, pesquisa e inovação oceanográfica aumenta o poder e a soberania do país. "É a aplicação da tecnologia e do conhecimento do mar na defesa nacional", destacou o ministro que reconhece o ganho inestimável para a pasta.

“O navio impulsiona nosso poder de dissuasão porque trabalha com oceanografia física que mede a temperatura da superfície do mar, qualidade e suas propriedades, facilitando, por exemplo, missões com submarinos””, acrescentou Wagner.

Acompanhado do ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, Jaques Wagner percorreu os cinco laboratórios do navio e conheceu o robô (ROV) que pode descer até 4 mil metros de profundidade.

Uso dual

Todas as diversas funções e capacidades do navio têm uso dual, ou seja, tanto servirão para assegurar a proteção das riquezas das jurisdições marítimas pertencentes ao Brasil, como poderão ser utilizadas em diversos setores, como no caso da pesca, meteorologia, exploração de recursos minerais, preservação do meio ambiente, entre outras.

Os dados inseridos nas cartas náuticas além de auxiliarem na navegação, provocam impactos na economia do país, refletindo no custo Brasil. Os registros coletados por navios de pesquisas podem atingir, por exemplo, as empresas seguradoras que fazem transportes de mercadorias para o país, pois dependendo, o frete das mercadorias, pode aumentar ou diminuir, refletindo diretamente no preço final para o consumidor.

O comandante do navio, capitão-de-fragata Aluízio Maciel de Oliveira Júnior, disse que a ampliação da pesquisa no mar vai resultar em mais riquezas e uma mudança total nos rumos do estudo oceanográfico brasileiro.“

Ao conhecer o grupo de pesquisadores já embarcados no navio, o ministro da Defesa foi informado sobre as amostras recolhidas e que as geladeiras já possuem material para dar início às novas pesquisas.

"É orgulho saber que estamos na primeira linha da pesquisa oceanográfica, e mesmo com o pré-sal ainda temos muito a pesquisar para abrir novas vertentes", afirmou o ministro da Defesa, que na ocasião, cumprimentou o chefe dos pesquisadores, professor Moacir Araújo, e pediu que os estudos fossem aplicados no cotidiano e na economia.

O almirante Leal Ferreira reforçou a importância do navio para a Marinha e comunidade científica. “”O Vital de Oliveira irá atuar em áreas oceânicas estratégicas ampliando a presença brasileira no Atlântico Sul e Equatorial””, ressaltou. Com 28 equipamentos científicos, o Navio possui maior capacidade de pesquisas e exploração das riquezas da “Amazônia Azul”.

Por que “Vital de Oliveira”?

O Navio de Pesquisa Hidroceanográfico “Vital de Oliveira” - H 39, é o terceiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao Capitão-de-Fragata (post-mortem) Manuel Antônio Vital de Oliveira, morto na Guerra do Paraguai, em 2 de fevereiro de 1867, no bombardeio a Curupaiti, a bordo do Monitor Encouraçado Silvado, do qual era Comandante.
       
Manoel Antonio Vital de Oliveira nasceu em Recife, no dia 28 de Setembro de 1829. Na paz, foi o homem de estudos, um marinheiro a serviço da ciência; na guerra foi o homem de ação pronta.
       
Seus trabalhos hidrográficos correram o mundo. A França o condecorou com a Legião de Honra; Portugal, com a Ordem de Cristo, e a Itália, com a Ordem de São Maurício e São Lázaro.
       
Do Brasil, além das suas promoções por merecimento, recebeu as insígnias de Oficial da Imperial Ordem da Rosa, de Cavalheiro de Cristo e de São Bento de Aviz; os títulos de sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, do Instituto Politécnico Brasileiro, da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional; foi considerado sócio auxiliador do Instituto Episcopal; sócio honorário da Associação Comercial Beneficente de Pernambuco e sócio correspondente do Instituto Arqueológico e Geográfico de Pernambuco.
       
Vital de Oliveira deu tudo quanto pode um homem dar ao seu país: inteligência, cultura, dedicação, seu sangue e a sua própria vida. In “Defesanet” – Brasil

Poderá aceder a mais informações, aqui.