Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 4 de maio de 2024

Portugal - António Garcia Barreto é o vencedor do Prémio Vergílio Ferreira 2024

O escritor António Garcia Barreto é o vencedor do Prémio Vergílio Ferreira 2024, na categoria de romance, com a obra “Por Amor a Leonor”, anunciou a Câmara Municipal de Gouveia, no distrito da Guarda.


Numa nota enviada à agência Lusa, a autarquia refere que as 70 obras a concurso foram apreciadas por um júri constituído por Alípio de Melo, representante do município de Gouveia, José Manuel Mendes, da Associação Portuguesa de Escritores, e Manuel Frias Martins, da Associação Portuguesa de Críticos Literários.

O prémio tem um valor pecuniário de dez mil euros e será entregue ao autor em cerimónia pública a realizar em Outubro, no âmbito do Festival Literário Em Nome da Terra.

António Garcia Barreto nasceu na Amadora, licenciou-se em História, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Viveu a guerra colonial, foi empregado de livraria, técnico de organização e métodos, gestor de recursos humanos e director de pessoal em empresas de grande e média dimensão.

O premiado tem publicado romance, conto e literatura infantojuvenil, colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Notícias (de Lourenço Marques/Maputo), Diário Popular, República e jornais e suplementos infantis como o Pimpão e o Pontinho.

António Garcia Barreto já recebeu vários prémios literários. Em 1972 recebeu o 1.º Prémio de Poesia, nos Jogos Florais da Manutenção Militar e em 1973 obteve o 1.º Prémio de um Concurso de Contos promovido pelo Diário Popular. Em 1996 foi distinguido no Prémio Literário Hernâni Cidade, promovido pela Câmara Municipal do Redondo, e em 2000 recebeu o Prémio Literário de Sintra – Adolfo Simões Müller, promovido pela Câmara Municipal de Sintra. Em 2021 recebeu o Prémio Literário Orlando Gonçalves de Ficção Narrativa, instituído pela Câmara Municipal de Amadora, com o seu romance “O Discreto Cavalheiro”.

O Prémio Literário Vergílio Ferreira, instituído pela Câmara Municipal de Gouveia, pretende homenagear o escritor Vergílio Ferreira e incentivar a produção literária, contribuindo desta forma para a defesa e enriquecimento da língua portuguesa.

O galardão já distinguiu, entre outras, as obras “Que possível ensaio sobre a verdade em Vergílio Ferreira”, da autoria de Maria do Rosário Cristóvão (2018), “Dor de Ser Quase, Dor Sem Fim”, de Iolanda Martins Antunes (2016), “O Cómico em Vergílio Ferreira”, de Jorge Costa Lopes (2013), “Diário dos Imperfeitos”, de João Morgado (2012), “Estação Ardente”, de Júlio Conrado (2006) e “José Saramago: a Literatura e o Mal” de Carlos Nogueira.

Vergílio Ferreira, o autor de “Manhã Submersa” nasceu na aldeia de Melo, no concelho de Gouveia, na Serra da Estrela, em 28 de Janeiro de 1916, e morreu em 01 de Março de 1996. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Portugal - Ondjaki galardoado com Prémio Vergílio Ferreira 2023

A escolha para o Prémio Vergílio Ferreira recaiu este ano sobre Ondjaki, escritor, livreiro e artista de diversas disciplinas. Este galardão, instituído pela Universidade de Évora (UÉ) em 1996, incide sobre o conjunto da obra de um autor que se tenha distinguido nos domínios da ficção ou do ensaio


O júri, reunido na Universidade de Évora, decidiu, por unanimidade, atribuir o Prémio Vergílio Ferreira a Ndalu de Almeida, popularmente conhecido como Ondjaki. “O contributo que Ondjaki faz para que a língua portuguesa seja língua de reconciliação e mesmo de consciência crítica para todos os falantes de português” é destacado pelo júri.

Ondjaki nasceu em Luanda, Angola, em 1977 e estudou sociologia na Universidade de Lisboa. As suas obras incluem poemas como “Actu sanguíneu”, contos “Momentos de aqui”, livros infantis “A bicicleta que tinha bigodes” ou romances “Quantas madrugadas tem a noite” e “Bom dia, camaradas.”

Escreve também peças de teatro e roteiros de cinema. Recebeu inúmeros prémios, incluindo o Prémio Sagrada Esperança 2004 em Angola, o Prémio António Paulouro 2005 em Portugal, Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco em 2007, e o Grinzane for Africa 2008, na categoria de melhor jovem autor e, em 2013, recebeu o Prémio Literário José Saramago por seu romance Os Transparentes. Em 2012, o jornal britânico The Guardian nomeou-o como um dos cinco escritores africanos mais importantes. Os seus livros foram traduzidos para francês, italiano, alemão, inglês, sérvio, polaco e sueco. Em Umbundu, uma das línguas nacionais angolanas, Ondjaki significa "guerreiro".

Na edição referente a 2023, o júri, presidido pelo professor da Universidade de Évora Antonio Sáez Delgado, integra também os docentes universitários Eunice Ribeiro (Departamento de Estudos Portugueses e Lusófonos da Universidade do Minho); Fátima Freitas Morna (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa); Elisa Nunes Esteves (Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora) e Miguel Filipe Mochila (Crítico Literário).

Tal como nas edições anteriores, a cerimónia de entrega do galardão está agendada para o dia 1 de março, data em que se assinala o aniversário da morte do escritor Vergílio Ferreira (1916-1996), patrono do prémio e autor de "Aparição".

O Prémio Vergílio Ferreira foi atribuído, pela primeira vez, a Maria Velho da Costa, seguindo-se Maria Judite de Carvalho, Mia Couto, Almeida Faria, Eduardo Lourenço, Óscar Lopes, Vítor Manuel de Aguiar e Silva e Agustina Bessa-Luís.

Manuel Gusmão, Fernando Guimarães, Vasco Graça Moura, Mário Cláudio, Mário de Carvalho, Luísa Dacosta, Maria Alzira Seixo, José Gil, Hélia Correia, Ofélia Paiva Monteiro, Lídia Jorge, João de Melo, Teolinda Gersão, Gonçalo M. Tavares, Nélida Piñon, Carlos Reis, Ana Luísa Amaral e Helena Carvalhão Buescu foram os outros galardoados. Universidade de Évora - Portugal