Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Timor-Leste - Pintor Inu Bere expõe em Macau

O artista apresenta no território 13 pinturas suas com paletas de quatro cores: azul, vermelho, verde e amarelo. A exposição de Inu Bere é uma apresentação de obras que carregam “reflexões e memórias” de três anos vividos no Brasil e espera ser, ao mesmo tempo, um momento de “angústia e esperança”, neste tempo de pandemia

O pintor timorense Inu Bere vai inaugurar uma exposição de pintura, amanhã, pelas 18h30, na galeria de exposições do edifício do Complexo da Plataforma do Fórum de Macau, no âmbito do ciclo de exposições “Policromias lusófonas” e da 13.ª Semana Cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa. A mostra estará patente até dia 5 de Dezembro.

O autor timorense de 24 anos apresenta-se em Macau com o intuito de trazer “tanto de angústia quanto de esperança”, neste tempo de pandemia. “O que passaria com um jovem distante, de um lugar selvagem, que nunca conheceu um prédio alto, que estaria pensando em uma metrópole caótica? Esta exposição é uma apresentação de obras que carregam as reflexões e memórias das situações que enfrentei durante os três anos e meio da minha vivência no Brasil. Mas a pintura é um ser com sua própria vida. Timor está lá, nas pinceladas, nas cores, nas intenções e nas emoções”, afirma o autor, citado em comunicado de imprensa.

Inu Bere traz 13 obras com paletas de quatro cores, em duas fases: na primeira, o azul e o vermelho e, na segunda, verde e amarelo. “São obras de um alguém que, humildemente, está a tentar viver como cria e criar como vive, que tenta usar uma linguagem universal sem esquecer a sua origem. Um artista que busca a profundidade de significados nas suas obras, a qualidade plástica e o impacto nos espectadores; mas que busca também suscitar sempre reflexões sobre as situações enfrentadas pelo mundo”, notou o artista.


O delegado de Timor-Leste junto ao Fórum Macau fala com muita admiração acerca do trabalho de Inu Bere, artista que ficou a conhecer em 2016. “O artista timorense Inu Bere descreve-se como um jovem de um lugar selvagem. Aileu é um município situado no planalto central de Timor-Leste, a cerca de 50 quilómetros ao sul de Díli com uma altitude de pouco mais de 1000 metros, com vastas planícies, riachos, rios profundos com florestas e, às vezes, o que eu chamaria de tardes ventosas lindamente viscerais e violentas e pores do sol intensos”, começou por dizer o responsável ao Ponto Final.

Para Danilo Henriques, nas telas, “Bere expressa a universalidade da experiência humana ainda que a partir da perspectiva da condição humana timorense, cruzando fronteiras e imergindo na língua e na cultura através da sua residência artística em outro dos países da nossa família lusófona, o Brasil por um período de mais de três anos e meio”, acrescentou.

O delegado de Timor-Leste junto ao Fórum Macau refere ainda que a escolha de paletas de cores duplas contidas feita por Inu Bere contidas “marcam as telas e as impregnam com uma ferocidade e vigor que lembra ‘Lés Fauves’ no início do século passado”. “Inu espera provocar, em suas próprias palavras, ao mesmo tempo ‘angústia e esperança’ neste momento de pandemia através destas telas, sentimentos que sinto que ele conseguiu convocar”, notou ainda.

Brasil mudou a vida de Inu

Inu Bere nasceu em 1997 e é natural de Aileu, Timor-Leste. Iniciou a sua formação artística na escola de artes visuais Arte Moris, na capital, Díli. Depois de participar em várias actividades de formação naquele país, bem como na Indonésia e no Brasil, concluiu a sua licenciatura em Artes Visuais na Universidade do Vale do Paraíba, no Brasil.



Actua em campos artísticos como pintura, gravura em metal e xilogravura, bem como desenhos e aguarela. Fez a sua primeira exposição individual em 2007 e, desde então, expôs em mais de três dezenas de mostras individuais e colectivas, quer no seu país, quer em países ou regiões como Portugal, Brasil, Macau e Japão. É já um nome destacado no cenário cultural artístico em Timor-Leste.

Inu Bere publicou em 2020 no Brasil, em conjunto com a académica Lidiane Maria Maciel, um trabalho académico intitulado “Trajetória de mobilidade e representações sociais do Timor-Leste pelas memórias de Inu Bere”. Trata-se de um “ensaio-entrevista” em que a proponente, a socióloga Lidiane Maria Maciel, convida o jovem artista visual Inu Bere a reconstruir a sua trajectória de mobilidade desde Timor-Leste até ao Brasil. É um trabalho que se inspira, em primeiro lugar, nas provocações da produção de um conhecimento pós-colonial. “O artista foi estimulado pelas questões da socióloga a reconstruir o passado de luta por independência do seu país através da sua história familiar e da sua trajectória de mobilidade internacional”, pode ler-se no resumo do trabalho académico.

O ciclo de exposições “Policromias lusófonas” apresenta-se ao público, entre os meses de Junho a Dezembro. A sequência de exposições visitando vários domínios das artes plásticas reúne talentos vindos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau, exibindo pintura, escultura, fotografia e instalação.

Para além do ciclo de exposições, workshops relacionados com os países de língua portuguesa, a decorrem em formatos ‘online’ e ‘offline’.

A organização, com as “Policromias lusófonas” pretendem edificar um políptico mensal em que, através de estéticas multifárias das paisagens, das gentes, dos corpos ou dos mais simples objectos quotidianos, se recuperem os tempos, os espaços e os modos das possíveis simbioses culturais e das inesperadas comunhões cúmplices que só as artes visuais conseguem mesmo oferecer à redescoberta dos encontros entre a China e os países de língua oficial portuguesa. “As “Policromias lusófonas” estendem-se em antes e depois dos discursos plásticos para entretecer perenes harmonias de formas, representações, sugestões e diálogos por onde adejam as cores muitas dos admiráveis tesouros das artes e dos artistas da China (Macau) e dos países lusófonos”, pode ler-se ainda na apresentação do projecto disponibilizado à comunicação social. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Macau - Artista brasileiro nas “Policromias lusófonas”


A exposição “O Homem e a Floresta”, de Reginaldo Pereira, está patente até 14 de Novembro no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Incluída no programa “Policromias lusófonas” da 13ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, a mostra foi inaugurada na sexta-feira e “integra as diversas cores de uma forma superior ao seu entendimento”.

“É a sua alma em paz que faz toda essa fusão entre o Homem e a Floresta”, refere um comunicado do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum Macau. “Quando as várias cores se tocam e bailam aos sons dos pássaros e do riacho que corre, em palavras em favor das árvores, e animais, e da vida”, acrescenta, ao descrever o trabalho do artista brasileiro, que nasceu em 1971 e começou a sua trajectória artística enquanto autodidacta.

Em 1994 mudou-se para São Paulo e iniciou estudos na Academia Brasileira de Artes. Três anos depois, estabeleceu residência em Uberaba, Minas Gerais, onde ensina actualmente. Em conjunto com um grupo de alunos, abriu um estúdio e uma galeria de arte, onde pesquisa, estuda e ensina pintura a óleo sobre tela.

Desde 1992 que participa em diversas exposições colectivas e individuais, nomeadamente em Portugal e no Brasil. Durante o período da exposição, a Casa do Brasil irá organizar três workshops, nomeadamente de ensino do Samba. A mostra pode ser vista das 11:00 às 19:00 horas, excepto à segunda-feira. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau



 

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Macau - “Destruição da Humanidade”, uma exposição do artista guineense Ismael Hipólito Djata


Foi inaugurada na tarde de terça-feira a exposição “Destruição da Humanidade”, do artista guineense Ismael Hipólito Djata. Na cerimónia de inauguração esteve presente Casimiro Pinto, secretário-geral adjunto do Fórum de Macau, que salientou que o papel do ciclo de exposições “Policromias lusófonas” é o de promover o intercâmbio e a amizade entre a China e os países de língua portuguesa.

Foi inaugurada na terça-feira “Destruição da Humanidade”, uma exposição da autoria do artista da Guiné-Bissau, Ismael Hipólito Djata. A mostra insere-se no ciclo “Policromias lusófonas”, que integram a 13.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, realizada pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau. “Destruição da Humanidade” pode ser visitada no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa até 10 de Outubro.

A exposição das pinturas de Ismael Hipólito Djata foca-se nos problemas socioculturais da actualidade. Segundo explica o comunicado oficial do Fórum de Macau, “a representação das figuras – as vibrações das cores utilizadas, os costumes, o momento – é de uma expressão muito variada e rica”.

As pinturas aproveitam o contraste entre a luz e a sombra para sugerir a profundidade dos planos, enquanto o tratamento destes sugere um “forte movimento, acentuado pela estrutura implícita das figuras humanas”. “Através do novo ponto de vista, os visitantes podem viajar por outros mundos, sentir a diversidade humana, conteúdo enriquecido e coexistência com harmonia da cultura da Guiné-Bissau”, diz a organização, acrescentando que a pintura de Ismael Hipólito Djata mostra que “a arte não tem fronteiras, nem raças, nem línguas”.

O artista formou-se na Universidade do Minho, em Portugal, é escritor, poeta, artista plástico, sendo um conhecido ilustrador na Guiné-Bissau. Ismael Hipólito Djata não só é membro da Bissau-Arte, Associação dos Artistas Plásticos da Guiné-Bissau, como ainda criou a associação Irmãos Unidos Arts; actualmente, também exerce função do Embaixador Urbano de ONU-HABITAL. O artista realizou exposições individuais em Guiné-Bissau e noutros países de África e da Europa, e participou em múltiplas exposições, bienais e encontros de artes plásticas, nacionais e internacionais. Djata foi premiado em vários concursos; as suas obras foram muito bem recebidas pelo público.

A cerimónia de inauguração da exposição contou com a presença de Casimiro Pinto, secretário-geral adjunto do Fórum de Macau, que no seu discurso lembrou o papel de Macau enquanto plataforma entre povos, culturas, economias e continentes, “entrelaçando Oriente e Ocidente”. Para o responsável do Fórum, o ciclo “Policromias Lusófonas” “ensina que o intercâmbio e a amizade entre a China e os países de língua portuguesa se consolida e qualifica com o conhecimento mútuo das suas culturas, e dos seus usos e costumes”. In “Ponto Final” – Macau 


 

terça-feira, 6 de julho de 2021

Macau - Cabo-verdiano Eduardo Bentub expõe “10 grãozinhos de terra”

Eduardo Bentub expõe “10 grãozinhos de terra, independentes, no meio do atlântico” até 18 de Julho em Macau, no âmbito do ciclo de exposições “Policromias lusófonas”, decorrentes da 13.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa


A exposição “10 grãozinhos de terra, independentes, no meio do atlântico” do artista cabo-verdiano, Eduardo Bentub, estará patente até 18 de Julho na Galeria de Exposições no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Organizada pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau, a mostra está integrada no ciclo de exposições “Policromias lusófonas”, decorrentes da 13.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa.

Eduardo Bentub nasceu em 1979, na ilha de Santo Antão, Cabo Verde. “O seu interesse e a sua paixão pela arte revelaram-se completamente enquanto trabalhava no atelier com o seu tio, o famoso pintor cabo-verdiano David Levy Lima. Utiliza cores expressivas e vivas, acompanhadas de desenhos de figuras e textos para descrever a vida cabo-verdiana. As suas pinturas são feitas principalmente em acrílico, incluindo técnicas mistas ou colagem”, indica o Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum em comunicado.

De entrada livre, a mostra pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 11h00 às 19h00, encerrando à segunda-feira. Ao mesmo tempo que estão expostas as obras de Eduardo Bentub, decorrerão workshops coorganizados pela Associação de Amizade Macau-Cabo Verde, nos quais “serão convidados respectivos artistas para demonstrar a cultura cabo-verdiana pelos ritmos, danças, instrumentos musicais, entre outros”.

A inauguração contou com a presença via online do artista, que apresentou os seus trabalhos, mas também com discursos do delegado de Cabo Verde junto do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Nuno Furtado, e do secretário-geral adjunto do Secretariado Permanente, Ding Tian.

Ding Tian garantiu que o Fórum de Macau irá continuar a explorar, de forma proactiva, novas formas e novos canais para o intercâmbio cultural entre o Interior da China, Macau e os Países de Língua Portuguesa. In “Jornal Tribuna de Macau”