Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 6 de agosto de 2023

Guiné-Bissau – Coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI) Terra Ranka propõe Geraldo Martins para PM

Bissau – O antigo ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau é o nome proposto pela coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI) Terra Ranka, vencedora das últimas legislativas no país, para liderar o próximo Governo, anunciou uma fonte oficial.

De acordo com as resoluções da reunião do ‘bureau’ político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que lidera a coligação, hoje publicadas, o nome de Martins foi escolhido por unanimidade de membros daquele órgão, reunido no sábado em Bissau.

“O presidente do PAIGC apresentou a proposta do camarada Geraldo João Martins como candidato da coligação PAI Terra Ranka ao cargo de primeiro-ministro, nos termos do artigo 42º, Ponto 3, do PAIGC, proposta que foi votada por unanimidade dos 86 membros do ‘bureau’ político”, lê-se nas resoluções finais.

Na segunda-feira, dia 07, pelas 12 horas, tempo de Bissau, o líder da coligação, Domingos Simões Pereira, igualmente presidente do PAIGC, vai apresentar a proposta do nome Geraldo Martins ao chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló.

Se o Presidente concordar com o nome de Geraldo Martins irá nomeá-lo primeiro-ministro e este, por sua vez, irá apresentar, novamente ao chefe de Estado a lista de futuros membros do Governo, um processo que o PAIGC espera concluído ainda durante a semana.

Político do círculo restrito de amizade do líder do PAIGC, Geraldo Martins e Simões Pereira têm um percurso que ambos afirmam datar ainda do tempo estudantil em Bissau e mais tarde na antiga União Soviética.

Geraldo Martins licenciou-se primeiro em química física, na Moldávia, mais tarde, já em Bissau, em direito pela Faculdade de Direito de Bissau e ainda concluiu um mestrado em Gestão e Políticas Públicas numa universidade de Londres, Inglaterra.

Embora tenha sido ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, por diversas vezes, a grande paixão de Geraldo Martins, como o próprio o admite, é a condução de políticas no sector da Educação, pasta que também liderou no Governo guineense.

Também foi ministro da Ciência e Tecnologias da Guiné-Bissau.

Entre 2005, até entrar para o Governo do PAIGC em 2014, Martins foi quadro sénior do Banco Mundial, responsável pelos dossiês de desenvolvimento humano de 25 países subsarianos, entre os quais Cabo Verde, Guiné-Bissau e Senegal.

Recentemente, Martins lançou-se na escrita, tendo publicado já dois romances: “Mil pedaços de amor”, em 2017, e a “Desilusão – Governação e exercício político durante a IX legislatura na Guiné-Bissau”, em 2019.

Antigo militante do Partido da Convergência Democrática (PCD), Geraldo Martins aderiu ao PAIGC, em 2018 e actualmente é deputado, eleito nas legislativas realizadas no dia 04 de Junho passado. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


quinta-feira, 8 de junho de 2023

Guiné-Bissau - Coligação PAI-Terra Ranka conquista 54 dos 102 mandatos parlamentares

Bissau – A Comissão Nacional de Eleições (CNE), anunciou a vitória da  Coligação Plataforma Aliança Inclusiva PAI-Terra Ranka nas eleições legislativas de 04 de Junho tendo obtido  54 dos 102 deputados do parlamento.

Segundo os dados provisórios divulgados hoje pela Comissão Nacional de Eleições, lido pelo seu Presidente Interino, Npabi Cabi, a Coligação PAI-Terra Ranka liderada por Domingo Simões Pereira conseguiu mesmo a maioria absoluta.

Domingos Simões Pereira, o cabeça-de-lista da coligação PAI-Terra Ranka, é  também  líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o partido mais votado nas legislativas de 2019, mas destituído do poder executivo em Fevereiro de 2020.

Os resultados provisórios indicam ainda que o Movimento para Alternância Democrática (Madem-G15), liderado por Braima Camará, obteve 29 deputados na Assembleia Nacional Popular, mais dois assentos do que em 2019.

Em terceiro lugar ficou o Partido de Renovação Social (PRS) com 12 deputados, uma grande descida em relação aos resultados das últimas legislativas, quando obteve 21 assentos.

A maior surpresa do escrutínio de 04 de Junho é o estreante Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG), liderado pelo ministro de Agricultura do actual governo de Nuno Gomes Nabiam que elegeu seis deputados.

A Assembleia do Povo Unido (APU-PDGB), formação política do actual primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, foi o mais sacrificado pelos eleitores guineenses, tendo obtido um mandato, contra os cinco que obteve nas legislativas de 2019.

Mais de 900 mil guineenses eleitores, em território nacional e na diáspora, foram chamados às urnas para escolherem os deputados da Assembleia Nacional Popular (Parlamento) e o novo governo do país.

A coligação PAI-Terra Ranka, obteve 264240 mil votos, contra 163509 mil do Madem G15, o PRS conseguiu 100429 mil votos, enquanto o PTG obteve 54784 e a APU-PDGB teve 29787 mil votos.

Duas coligações e 20 partidos políticos participaram nestas sétimas eleições legislativas. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau