Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 20 de março de 2022

São Tomé e Príncipe - Cimeira de Negócios da CE CPLP

São Tomé – O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus abriu a IIª Cimeira de Negócios da CPLP, tendo apelado investidores a apostarem na promoção turística do País, sobretudo, na construção, no arquipélago, de um hospital de referência sub-regional


No seu discurso de abertura, Jorge Bom Jesus sublinhou que “por causa da falta de resposta que ainda persiste no sistema público da saúde em São Tomé e Príncipe, queremos desafiar o sector privado a complementar o serviço público, trazendo para o País novas valências”.

Relativamente, às novas valências na saúde, Jorge Bom Jesus citou como exemplo a construção “de uma unidade hospitalar de referência que servia, não apenas são-tomenses, mas igualmente, os vizinhos da sub-região do Golfo da Guiné”.

“Vejo-me forçado a incidir a minha atenção sobre investimento num sector crítico e fundamental para São Tomé e Príncipe, que é a saúde, disse Bom Jesus, acrescentando que “desafio-vos a juntos apostarmos numa resposta diferenciada, portadora de um padrão elevado a nível dos cuidados de saúde”.

O primeiro-ministro sustentou que “se trabalharmos neste sentido, este desafio vier a tornar-se uma realidade, como espero, o sector do turismo, certamente, ganhará um músculo ainda maior para promover São Tomé e Príncipe.

Tendo declarado que “o nosso interesse consiste em fixar pessoas de todas as geografias no nosso País, e este é um dos desafios que vos lanço nesta cimeira, Bom Jesus disse que “São Tomé e Príncipe encara esta cimeira com imensa responsabilidade e com sentido de oportunidade”.

“O nosso País não se impõe pela extensão do seu território nem pela dimensão da sua população, mas desperta vivo apreço pelo seu potencial de criação de riqueza, pela tranquilidade e paz reinantes em todo seu domínio e seu clima, a sua posição geoestratégica e pela generosidade da sua gente”, precisou.

Além do discurso de Primeiro-Ministro, Jorge Bom Jesus, a abertura da Cimeira de Negócios da CPLP na capital São Tomé, ficou ainda marcada com discursos do Secretário Executivo da CPLP, Zacaria da Costa do Presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Salimo Abdula e da Ministra são-tomense dos Negócios Estrangeiros, Edite Tenjua. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP Press”






 

domingo, 9 de maio de 2021

São Tomé e Príncipe – Regresso do Presidente da República depois de participar na Cimeira de Negócios da CPLP na Guiné-Equatorial

São Tomé - O Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, regressou este sábado ao seu país, depois de ter participado na reunião-cimeira de negócios da CPLP, na Guiné-Equatorial. 

Além de participar nesse certame, Evaristo Carvalho reuniu–se à margem deste encontro com o chefe de Estado equato-guineense, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo com quem abordou assuntos de interesse comum e bilateral. 

São Tomé e Malabo iniciaram há mais de dois anos negociações com vista a criação de uma empresa única e exploram conjunta de petróleo e gás na zona de sobreposição da fronteira marítima entre a Guiné-Equatorial e São Tomé e Príncipe. 

Nessa cimeira de três dias da CPLP organizada pela Confederação Empresarial dos Estados de língua Portuguesa, CPLP, terminou, sexta-feira, traduziu–se em assinaturas de vários protocolos entre esses países e autoridades equato-guineenses assim como uma chamada ‘’Declaração de Malabo’’. 

Após esta reunião cimeira, os chefes de Estado e do governo da CPLP vão reencontrar-se em Luanda ainda este ano para discutirem o complexo dossier respeitante à circulação de pessoas e bens no espaço da CPLP. 

A delegação presidencial São-tomense integrava, além de alguns membros do gabinete de Evaristo Carvalho, os ministros dos negócios estrangeiros Edithe Tem-Jua e Osvaldo Abreu, ministro dos Recursos Naturais. 

O certame de três dias decorreu no Centro Internacional de Conferências de Sipopo, em Malabo e contou com a participação de mais de 250 empresários de Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Manuel Dênde – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”

 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Guiné Equatorial - Realiza em Fevereiro “Cimeira de Negócios” da CPLP

Lisboa – A Guiné Equatorial vai acolher em Malabo de 14 a 16 de Fevereiro a primeira “Cimeira de Negócios” da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), desde que aderiu à organização em 2014, anunciou a embaixada equato-guineense em Lisboa.

A cimeira, patrocinada pelo Governo equato-guineense e pelo secretariado executivo da CPLP, e organizada pela Confederação Empresarial da CPLP, tem como objectivo “impulsionar, desenvolver e fortalecer a cooperação económica e empresarial” entre os Estados-membros da organização dos países de língua portuguesa e observadores associados.

Segundo um comunicado da embaixada equato-guineense, o encontro da CPLP deverá levar “à Guiné Equatorial grandes empresas de todos os nove países, espalhados por quatro continentes”.

Empresas dos sectores do petróleo e gás, indústria, pesca, agricultura, transformação alimentar, meio ambiente, turismo, transportes, saúde e formação dos nove países da CPLP vão ter acesso a um menu de “oportunidades de negócio no país”, a ser apresentado pelo governo anfitrião, assim como conhecer as instituições locais de suporte ao investimento internacional, ainda segundo o texto.

A queda dos preços do petróleo, em consequência da violenta quebra de consumo mundial provocada pela pandemia de covid-19, teve um forte impacto na economia da Guiné Equatorial, que em Agosto remodelou o Governo, e em Outubro substituiu o ministro das Finanças, como recurso de combate à crise, assumido pelo próprio Presidente Teodoro Obiang Nguema.

O chefe de Estado declarou na altura ter sido obrigado “a tomar medidas rigorosas para mitigar os efeitos de uma grave recessão económica e prevenir a instabilidade política e social”.

Obiang sublinhou então que “razões económicas” justificaram a dissolução do Governo anterior e que o novo executivo – ainda que fundamentalmente com o mesmo elenco – devia “procurar soluções específicas e viáveis para resolver os actuais problemas enfrentados pelos países do mundo e os problemas económicos”.

A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) considerou no início do quarto trimestre deste ano que a Guiné Equatorial vai necessitar de mais ajuda financeira além do programa do Fundo Monetário Internacional (FMI), antevendo uma queda de 5,5% no PIB em 2021.

“Antevemos que a Guiné Equatorial vá pedir mais assistência além do seu actual pacote de financiamento, e cumprir as condições prévias de financiamento dos credores será uma das principais prioridades políticas, com o Governo a tentar encontrar maneiras de gerir o forte choque nas receitas causado pela pandemia”, escreveram os peritos da unidade de análise económica da revista britânica The Economist.

Numa nota sobre a economia do país enviada aos clientes, os analistas da EIU estimaram que a Guiné Equatorial enfrentará uma recessão de 12,7% do PIB este ano e que em 2021 a economia volte a quebrar, ao contrário do que prevê o FMI, que antecipa um crescimento da economia equato-guineense no próximo ano.

Desde a sua independência de Espanha, em 1968, a Guiné Equatorial tem sido considerada pelos grupos de direitos humanos como um dos países mais repressivos do mundo, devido a alegações de detenção e tortura de dissidentes e de fraude eleitoral.

Obiang, que tem liderado o país desde 1979, quando derrubou o seu tio, Francisco Macias, num golpe de Estado, é o Presidente em funções há mais tempo em todo o mundo.

A Guiné Equatorial integra a CPLP desde 2014, que é ainda composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”