Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 24 de agosto de 2024

Guiné-Bissau - CCIAS e empresários da província chinesa de Hunan assinam acordo para compra e transformação da castanha de caju

Bissau – A Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços da Guiné-Bissau (CCIAS) e o grupo de empresários da província chinesa de Hunan, assinaram um acordo visando a compra e transformação da castanha de caju da Guiné-Bissau.


O acordo que vai entrar em vigor a partir do próximo ano, visa, na primeira fase, a exportação para a província chinesa de Hunan de 50 mil toneladas de castanha proveniente da Guiné-Bissau.

A segunda fase do acordo contempla a instalação de várias unidades de transformação de castanha no país e a doação de um valor de 20 milhões de francos CFA à Guiné-Bissau, para a construção de centrais de energia renováveis.

Em declarações à imprensa após a assinatura do acordo, o Presidente da CCIAS, Mama Samba Embaló disse que  este acordo é o  resultado da visita oficial que o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló efectuou à China em meados de Julho passado.

Aquele responsável salientou que foi no quadro  desta visita presidencial que a CCIAS e empresários chineses começaram a entabular contactos, inclusive visitas a diferentes cidades da China em que as potencialidades da Guiné-Bissau, em termos de produção da castanha  foram apresentadas aos parceiros chineses.

Embaló destacou que o acordo prevê a exportação para a China de 50 mil toneladas da castanha mas que, se tudo  correr como previsto essa quantidade vai ser aumentada anualmente.

O ministro do Comércio e Indústria, Orlando Mendes Viegas que testemunhou o acto, disse que o acordo vai trazer grandes vantagens para o país e sobretudo a fileira de de caju.

“É de conhecimento de todos que a castanha de caju é um produto estratégico para a economia do país, por isso é preciso valorizá-la”, disse.

O governante afirmou que o acordo ora assinado irá permitir, não só a exportação em “nature”, mas também serão futuramente criadas as unidades de transformação de forma a dar mais-valia ao produto.

A Guiné-Bissau tem estado a produzir uma média de 200 mil toneladas de caju, anualmente. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau


sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Guiné-Bissau - Vai estrear-se na maior feira de produtos estrangeiros na China

A Guiné-Bissau vai participar pela primeira vez na Exposição Internacional de Importação da China, a maior feira chinesa dedicada aos produtos estrangeiros, marcada para Novembro em Xangai, informou ontem a embaixada da China em Bissau.

De acordo com um comunicado, o anúncio foi feito pelo embaixador chinês na Guiné-Bissau, Guo Ce, na quarta-feira, durante um encontro com o novo ministro do Comércio guineense, Jamel João Handem.

O diplomata disse esperar que a Exposição Internacional de Importação da China (CIIE, na sigla em inglês) pode “construir uma ponte para que os produtos característicos da Guiné-Bissau entrem no mercado chinês. Guo Ce apelou à cooperação bilateral não só na exportação de castanha de caju guineense para a China, mas também na formação de recursos humanos na área comercial.

Segundo o comunicado, Jamel João Handem agradeceu o convite chinês para participar na CIIE e “os esforços de promoção” das exportações de castanha de caju da Guiné-Bissau para a China.

O país também já tinha levado a castanha de caju e outros produtos para a Exposição Económica e Comercial China-África, que aconteceu em Changsha, capital da província de Hunan, no centro da China, de 19 de Junho a 2 de Julho.

A Índia é a principal compradora da castanha da Guiné-Bissau, mas, nos últimos anos, empresários do Vietname e da China também têm comprado a castanha guineense, embora em poucas quantidades.

Em Abril, a imprensa guineense noticiou uma intenção da embaixada da China em Bissau segundo a qual empresários chineses estariam interessados em comprar “mais de 30 toneladas” de castanha de caju. Isto numa altura em que a Guiné-Bissau ainda tinha pelo menos 30 mil toneladas de castanha de caju colhida em 2022 por exportar, “devido às dificuldades logísticas e da própria conjuntura do mercado internacional”, disse à Lusa uma fonte do Ministério do Comércio.

A edição deste ano da CIIE está marcada para a capital financeira chinesa, Xangai, no leste do país, entre 05 e 10 novembro, e irá acontecer em formato totalmente presencial, pela primeira vez desde o início da pandemia de covid-19.

A China anunciou em dezembro o cancelamento da maioria das medidas de prevenção e contenção, depois de quase três anos de rigorosas restrições no âmbito da política ‘zero covid’, que incluíram a quase total suspensão da emissão de vistos de negócios. In “Ponto Final” - Macau

 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Guiné-Bissau - Presidente da CCIAS diz que cerca de 50 mil toneladas de castanha do ano passado ainda se encontram em armazéns

Bissau – O Presidente em exercício da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS), afirmou que cerca de 50 mil toneladas de castanha de caju da campanha de comercialização do ano transato, ainda se encontram nos armazéns devido às dificuldades de venda no mercado internacional.

Mama Samba Embaló falava na cerimónia de cumprimentos por parte dos funcionários da CCIAS seguida da conferência de imprensa sobre atividades levadas a cabo em 2022.

“Temos a lamentar a situação, devido as diversas razões, dentre as quais a de baixa de preço e de procura junto dos principais compradores”, salientou aquele responsável.

Disse que a conjuntura mundial com as crises provocadas pela Covid-19 e guerra na Ucrânia não facilitaram o desempenho de quase todos os dirigentes do mundo.

O Presidente da CCIAS sublinhou que os empresários que importam géneros de primeira necessidade, combustíveis e derivados, tiveram muitas dificuldades, quer na obtenção destes produtos junto dos mercados habituais, assim como na comercialização interna dos mesmos.

“O aumento dos preços dos produtos, devido à grande procura para estoques de segurança de quase todos os países do mundo, aliado ao aumento de preços de contentores e do transporte marítimo de mercadorias, impactaram negativamente nos preços de aquisição e compra de produtos básicos de cada família”, salientou.

Mama Samba disse reconhecer alguns esforços feitos pelo Governo para atenuar as dificuldades dos consumidores, tendo numa primeira fase das crises abdicado de cobrança de algumas taxas e impostos aplicados na importação dos produtos alimentares essenciais e identificados.

“Contudo, queremos enaltecer a solidariedade dos atores do Sector Privado para com o período de crise que ainda estamos a atravessar, apesar de algumas melhorias, por terem aceite mediante acordos com o Governo, fazer importações para consumo nacional, com os benefícios de um mínimo de lucro possível”, salientou.

Mama Samba Embaló frisou que a CCIAS empenhou-se e continuará a estar empenhada na busca de soluções, lado a lado com o Governo, para que se diminuam os prejuízos aos empresários e às instituições financeiras implicadas no processo de comercialização de castanha bruta de caju, relativa ao 2022.

Avançou que como ações prioritárias para 2023, têm em carteira diligências para uma parceria público/privada mais acentuada, na qual o Governo reconheça a CCIAS como verdadeira interlocutora do setor privado nacional.

Promete ainda fazer advocacia junto do Governo em prol do Sector Privado para facilitação de acesso ao financiamento às empresas que pretendem criar bancos de investimento no país.

“Vamos fazer igualmente advocacia junto do Governo para que sejam implementadas políticas de diversificação de culturas, pondo de lado a dependência da cultura de caju”, frisou Mama Samba Embaló. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

 

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Guiné-Bissau - Anunciada exportação recorde de 230 mil toneladas de castanha de caju referentes ao ano passado

Bissau – O ministro do Comércio e Indústria Tcheno Djaló, anunciou em Conselho de Ministros, a exportação recorde de 230 mil toneladas de castanha de caju, resultante da campanha de comercialização de 2021.

Segundo uma fonte dos serviços de Inspecção do Minstério do Comércio e Indústria, as previsões de exportação de 2021 eram de 200 mil toneladas.

Djaló, segundo o Comunicado do Conselho de Ministros, enviado á imprensa, ainda anunciou a abertura, em Março, da campanha de comercialização da castanha de caju do ano em curso.

Caju, é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau e o país tem como principal comprador a India.

No ano anterior a exportação tinha sido aproximadamente de 170 mil toneladas. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau