Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 28 de maio de 2025

Macau - Nova parceria reforça arbitragem lusófona

A Associação Lusófona de Arbitragem e Mediação, criada em Macau em 2019, e o Centro de Arbitragem, Conciliação e Mediação de Moçambique selaram uma parceria para promover a arbitragem nos países de língua portuguesa, nomeadamente através de iniciativas académicas e da promoção da troca de conhecimento



A Associação Lusófona de Arbitragem e Mediação (ALAM), estabelecida em Macau, e o Centro de Arbitragem, Conciliação e Mediação (CACM) de Moçambique assinaram um protocolo de cooperação, naquele que é descrito como um “passo histórico” para promover a arbitragem nos países de língua portuguesa. A colaboração visa capacitar ambas as associações “para desenvolverem em conjunto actividades científicas no âmbito do direito da arbitragem e dos meios alternativos de resolução de litígios, incluindo a troca de documentação jurídica, publicações e sumários de jurisprudência”, segundo a ALAM.

A ideia é avançar com iniciativas como programas de formação, conferências internacionais e projectos de pesquisa, através das quais “ambas as partes buscam aprimorar a especialização profissional em arbitragem e mediação, promovendo a harmonização legal nas jurisdições lusófonas”.

No âmbito das iniciativas académicas conjuntas, está prevista a realização conjunta de acções de formação, conferências, reuniões, fóruns de discussão e estudos ou textos normativos sobre arbitragem e outros meios extrajudiciais de resolução de litígios. Já no campo da promoção da troca de conhecimento a intenção é trocar documentação, publicações e resumos de jurisprudência dos respectivos países sobre arbitragem e outros meios de resolução extrajudicial de litígios.

A ALAM tem como objectivo promover, nos países de língua portuguesa, a resolução, através de mediação ou arbitragem, de disputas transfronteiriças que surjam entre partes pertencentes a qualquer uma das jurisdições de língua portuguesa; e partes pertencentes e partes não pertencentes a qualquer uma das jurisdições lusófonas.

O espaço lusófono, refere a associação, abrange todas as jurisdições que têm a língua portuguesa como própria ou como uma das suas línguas oficiais. A ALAM conta actualmente com 203 membros de 21 jurisdições.

A ALAM, fundada em 2019, tem protocolos de cooperação estabelecidos com a Associação Portuguesa de Arbitragem, o Comitê Brasileiro de Arbitragem, o Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem e o Centro de Arbitragem da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços de São Tomé e Príncipe, bem como com a Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial – Brasil, Universidade de São José, Ordem dos Advogados de Moçambique e Canal Arbitragem. Tem ainda outros acordos em fase de negociação.

Por sua vez, o CACM oferece mecanismos alternativos e apropriados para a prevenção e resolução de disputas de natureza comercial e encoraja a sua utilização em outras áreas de actividade. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Macau – Segundo o presidente da Associação Lusófona de Arbitragem e Mediação é preciso mais peritos na arbitragem comercial entre a China e a lusofonia

Macau precisa de atrair mais peritos para se tornar a base de arbitragem de disputas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa, disse à Lusa o organizador de um congresso


“O que falta é um painel de árbitros internacionais. Os centros de arbitragem têm a sua reputação, o seu prestígio e são procurados quanto melhor for o painel de árbitros que faz parte do centro”, disse o presidente da Associação Lusófona de Arbitragem e Mediação (ALAM).

A associação está a organizar a primeira edição do Congresso de Arbitragem Lusófona com a mediação de disputas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa como o principal tema. “Macau deveria aproveitar as ligações que tem à lusofonia para tentar recrutar ou atrair candidaturas de árbitros de todos os países de língua portuguesa e também da China continental”, defendeu Bruno Nunes.

O advogado recordou que já em 2013 a conferência ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa tinha apontado Macau como “lugar de arbitragem de disputas entre empresários” dos dois blocos.

O dirigente defendeu que a região semiautónoma tem “condições únicas”, uma vez que aprovou em 2019 uma nova lei da arbitragem “extremamente moderna, que está de acordo com os padrões internacionais”, e que “oferece um espaço neutro para a resolução de litígios”. “Tudo aponta para que Macau assuma cada vez mais o papel de plataforma comercial entre a China e os países lusófonos e nesse comércio haverá sempre disputas que têm de ser arbitradas”, disse Nunes.

De acordo com dados oficiais, as trocas comerciais entre os mercados lusófonos e a China atingiram 132,2 mil milhões de dólares entre Janeiro e Julho, um novo máximo para os primeiros sete meses do ano. Nunes disse que a decisão de realizar o primeiro congresso na região chinesa foi “fruto da adesão e do interesse que registámos, principalmente da China continental”.

Quase 170 pessoas, incluindo árbitros da China continental e todos os países de língua portuguesa, irão participar no evento, realizado sob o tema “Macau 2024 Harmonização na Arbitragem Sino-lusófona”.

Os três dias do congresso serão uma oportunidade de “agregação de conhecimento e estabelecimento de pontes”, explicou o presidente da ALAM. Isto porque “não é fácil a um árbitro chinês ou um árbitro de Macau, por exemplo, ter contacto cara-a-cara com um árbitro de Timor-Leste, Cabo Verde ou São Tomé e Príncipe”, sublinhou Nunes.

Durante o congresso irá também ser publicado “um guião prático sobre arbitragem nas diferentes jurisdições lusófonas”, disse o advogado.

A ALAM foi estabelecida em 2019, em Macau, e conta atualmente com 181 membros de 20 jurisdições. “O futuro nos levará talvez a outras jurisdições lusófonas, sendo que o congresso está pensado para ser realizado de dois em dois anos”, disse Nunes. In “Ponto Final” - Macau


segunda-feira, 4 de julho de 2022

Macau - Associação Lusófona de Arbitragem e Mediação já conta com 108 membros

A Associação Lusófona de Arbitragem e Mediação anunciou a adesão de 58 “novos associados, reputados arbitralistas ou entusiastas da arbitragem”.

Com estes reforços, a associação passou a contar com um total de 108 associados de 14 jurisdições, “assegurando a representatividade de todo o espaço lusófono”.

A lista de novos membros inclui 18 de Macau, 17 de Portugal, nove do Brasil, cinco de Moçambique, bem como das jurisdições de Angola e Hong Kong (dois cada), Guiné-Bissau, Cabo Verde, Espanha e França (um cada).

Na estrutura da Associação Lusófona de Arbitragem e Mediação destacam-se Bruno Nunes e Leonel Alves, como presidentes da Direcção e Assembleia-Geral, respectivamente. Formalmente constituída em 2019, a associação tem por objecto estudar e divulgar a resolução, mediante mediação ou arbitragem, de litígios transfronteiriços emergentes envolvendo jurisdições lusófonas. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau