Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Guiné-Bissau - Organização para a Defesa e Desenvolvimento das Zonas Húmidas lança campanha de digitalização de aves migradoras que visitam o país

Bissau - A Organização para a Defesa e Desenvolvimento das Zonas Húmidas (ODZH) inicia uma campanha digital dedicada às espécies de aves migratórias que visitam a Guiné-Bissau.


A iniciativa decorre por ocasião da 2.ª Celebração Mundial das Aves Migratórias, que acontece no próximo dia 10 sob o lema “Cada ave conta e as suas observações importam”.

Segundo uma nota publicada na página de Facebook do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegias (IBAP) consultada pela ANG, a espécie em destaque do dia é a Pilrito-de-bico-comprido (Calidris ferrugínea), uma ave limícola migradora que percorre milhares de quilómetros entre as suas áreas de reprodução no Ártico e as zonas de invernada em África.

Na Guiné-Bissau, segundo a nota do IBAP, esta espécie aparece sobretudo em zonas húmidas costeiras, com uma presença particularmente significativa no Arquipélago dos Bijagós, onde encontra habitats e recursos alimentares importantes para a sua sobrevivência durante a migração.

“A Calidris ferrugínea enfrenta, contudo, várias ameaças ao longo da sua rota migratória, entre elas a perda de habitats intertidais, as alterações climáticas e as perturbações humanas”, refere a nota segundo a qual estas pressões têm contribuído para um acentuado declínio da população da espécie a nível global.

“Desde 2024, a espécie está classificada como Vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN)”, indica a nota.

Durante a Contagem Mundial de Aves Aquáticas, de acordo com o IBAP, foram registados 8300 indivíduos de Calidris ferrugínea na Guiné-Bissau, apenas nas zonas do litoral Sul e Centro.

Segundo o IBAP, estes números reforçam a importância das zonas húmidas da Guiné-Bissau para as aves migradoras e evidenciam o papel do país na conservação da biodiversidade e das espécies que dependem destes habitats.

“Cada ave conta. Cada observação importa. Proteger os seus habitats é proteger o seu futuro”, refere a nota. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau