Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 24 de julho de 2022

Moçambique - Assalto a base de insurgentes em Macomia fez dezenas de rebeldes mortos na província de Cabo Delgado

O coordenador do teatro operacional norte nas Forças Armadas de Moçambique disse este sábado (23.07) que dezenas de rebeldes foram mortos durante a operação que culminou com o assalto à principal base dos insurgentes em Macomia, na província de Cabo Delgado

"As nossas forças em operações mataram dezenas de terroristas e apreenderam material bélico e informático", disse Omar Saranga à comunicação social estatal em Macomia, durante uma visita à base Catupa, que era considerada estratégica para os rebeldes e que foi assaltada pelas forças governamentais há três semanas.

A base Catupa estava localizada numa mata densa do distrito de Macomia e albergava rebeldes que fugiram das operações militares que culminaram com a recuperação de Mocímboa da Praia, em agosto do ano passado.

Durante a operação para a tomada da base Catupa, as forças governamentais apreenderam material bélico, em quantidade não especificada, e computadores, bem como rádios de comunicação que eram usados pelos rebeldes para coordenar ações.

As forças governamentais posicionadas no local apresentaram um homem que alega ter sido um segurança de um dos líderes dos rebeldes que estavam em Catupa, um jovem que se terá rendido aos militares durante a incursão.

"Ele é um exemplo daqueles moçambicanos [que estão com os rebeldes] para os quais apelamos sempre que se entreguem às nossas forças. Como podem ver, ele não está maltratado. Ele tem um dos braços amputado, mas isto foi feito por um dos terroristas [o líder para o qual alegadamente o jovem trabalhava]", explicou Omar Saranga.

A operação que resultou na tomada da base Catupa foi anunciada pelo chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, há uma semana, tendo avançado que, durante os confrontos, um dos líderes dos rebeldes que aterrorizam Cabo Delgado desde 2017 foi abatido.

Para o Presidente moçambicano, a morte de um dos líderes dos rebeldes e a tomada de uma base estratégica não significam o fim da luta contra o terrorismo no Norte de Moçambique, embora o inimigo esteja "fragilizado".

"Não estou a dizer que o problema acabou”, frisou, na altura, Filipe Nyusi. Agência Lusa


quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Moçambique - Forças Conjuntas começaram uma megaoperação no Distrito de Macomia conta os terroristas que assolam a região

As Forças Conjuntas de Moçambique, Ruanda e os países integrantes da Comunidade de Desenvolvimento para África Austral (SADC) começaram, na tarde da terça-feira (21), uma megaoperação no Posto Administrativo de Quiterajo, no Distrito de Macomia, onde se acredita existir uma das maiores bases subterrâneas do grupo terrorista.

Segundo apuramos, a operação surgiu depois que 15 integrantes do grupo foram render-se às autoridades naquele distrito, tendo revelado dados importantes para que se chegue à aludida base. De acordo com as fontes, as operações no terreno prosseguiram em busca da base descrita pelos 15 terroristas rendidos como Siri III.

Lembre-se, as outras duas já foram desmanteladas pelas Forças Conjuntas que desde o mês de Julho combatem os terroristas, concretamente nos distritos de Mocímboa da Praia, Muidumbe, Palma e agora Macomia.

Segundo explicaram fontes militares, os 15 terroristas revelaram que a ordem das lideranças do grupo é que, independentemente da situação, ninguém saia do esconderijo. Mesmo com a escassez de mantimentos na referida base, as pessoas não são soltas e ficam no local até à morte. "Carta" apurou, de uma fonte militar, que a qualquer momento as autoridades irão apresentar os resultados da ofensiva.

Entretanto, no passado dia 20 de Setembro, um grupo de terroristas que se supõe terem saído de Moçambique atacou a região de Mahurunga, na Tanzânia, local que fica nas proximidades do distrito de Palma, na província de Cabo Delgado.

As informações acima apresentadas coincidem com o que o Ministro da Defesa Nacional, Jaime Neto, disse há dias de que "a perseguição contra os terroristas é forte e satisfaz-nos o ritmo com que as coisas estão a acontecer (…) mas estamos a lutar com um indivíduo que primeiro não sabemos a estratégia que ele está a utilizar e porque é que está a lutar". In “Carta de Moçambique” - Moçambique