Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 22 de maio de 2021

Brasil - Saguim-bicolor, o macaco de pelugem branca e orelhas arrebitadas


De pelugem branca e castanha, com uma longa cauda e umas orelhas arrebitadas – assim é o Saguim-bicolor, uma espécie de macaco nativa e restrita do Estado de Amazonas, no Brasil.

De acordo com o Jardim Zoológico de Lisboa, o primata mede entre 21 a 28 centímetros de comprimento, e pode pesar entre 480 e 600 quilogramas. A sua dieta é omnívora, e alimenta-se maioritariamente de frutos.

Vive em grupos de 2 a 13 indivíduos, segundo a National Geographic, e pode viver até 20 anos em cativeiro – longevidade que se altera no meio natural, em que se estima que viva em média 10 anos.

O Saguinus bicolor encontra-se categorizado como “criticamente em perigo” na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). Faz também parte do Apêndice I da CITES – Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção.

A desflorestação e fragmentação do seu habitat, o desenvolvimento urbano e a expansão da agricultura são as suas principais ameaças, o que segundo a IUCN, vai resultar na perda de pelo menos 80% da distribuição da espécie nos próximos 18 anos. In “Green Savers Sapo” - Portugal




 

domingo, 24 de janeiro de 2021

Brasil – O macaco Tamarindo-imperador barbudo


O macaco Tamarindo-imperador barbudo é uma subespécie do Tamarindo-imperador. É notável pelo seu bigode branco, que também está presente em espécimes mais jovens e nas fêmeas da espécie.

Este pequeno macaco é omnivoro, comendo um pouco de tudo, principalmente plantas, frutas e pequenos animais e insetos. O Tamarindo-imperador barbudo não costuma crescer além dos 25 centímetros, pesando pouco mais de meio quilo.

A sua cauda comprida, quase do tamanho do seu corpo, é outra das suas características (mas que é ofuscada pelo belo bigode), e pode chegar aos 15 centímetros.

Esta espécie é nativa da América Central e do Sul nas florestas tropicais, particularmente em regiões como o sudoeste da Bacia Amazónica no Brasil, o leste do Peru e o norte da Bolívia. Vivem em habitats abertos e cobertos por árvores. De acordo com um estudo do Macalester College, vivem em árvores com menos de 25 a 35 metros de altura, comuns na selva amazónica.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), na sua Lista Vermelha, relatou que a espécie não está sob risco significativo de extinção. No entanto, a IUCN observa que o rápido desmatamento, devido em grande parte à exploração madeireira e à construção de infraestruturas, pode ameaçar as espécies num futuro próximo, e correm o risco de serem capturadas para o comércio ilegal de animais de estimação.

Este macaco barbudo é mais ativo durante o dia e é um animal em constante movimento. O seu pequeno tamanho torna-o uma criatura ágil e permite que salte de galho em galho rapidamente. É um animal social que vive em pequenos grupos, sendo liderados pela fêmea mais velha. São brincalhões e, quando relaxam, cuidam dos pelos uns dos outros.

Quando há perigo, este macaco solta gritos para alertar os outros do grupo. É um macaco altamente territorial e zelosamente defenderá o seu território contra outros macacos da sua espécie ou de outras espécies. In “Green Savers Sapo” - Portugal