Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Brasil - FliParaíba 2025 transforma cidade de João Pessoa em palco literário internacional

Festival reúne autores do Brasil, África e Portugal e destaca diversidade literária, 170 lançamentos, mesas temáticas, manifestações culturais e shows de Maria Gadú e Mariana Aydar


João Pessoa - O Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa, será o ponto de encontro entre Brasil, África e Portugal com a abertura do 2.º Festival Literário Internacional da Paraíba (FliParaíba 2025), que começou nesta quinta-feira (27/11). A programação estende-se por três dias e reúne uma série de atividades voltadas para a literatura e a produção cultural em língua portuguesa, incluindo feiras de livros, encontros com escritores, ações formativas e shows de Maria Gadú e Mariana Aydar.

O festival apresenta 10 mesas literárias, cada uma composta por um autor estrangeiro, um escritor de alcance nacional e um representante da Paraíba. Entre os convidados estão Itamar Vieira Júnior e os vencedores do Prémio Camões Silviano Santiago e Germano Almeida. A agenda inclui ainda duas conversas especiais, com foco em questões relacionadas à língua, às práticas literárias e ao diálogo entre diferentes tradições lusófonas.

Ao todo, mais de 30 autores participam da edição, vindos de várias regiões do Brasil e de países como Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde e Portugal. Entre eles, destacam-se a escritora guineense Odete Semedo, o rapper MC Marechal e os portugueses Afonso Cruz e Inês Pedrosa.

Segundo Pedro Santos, Secretário de Cultura da Paraíba e Coordenador do FliParaíba 2025, a definição das mesas e da programação ocorreu por meio de “uma curadoria conjunta entre a Secretaria de Cultura, a Associação Portugal-Brasil 200 Anos e a Empresa Paraibana de Comunicação”. Tal processo colaborativo permitiu estruturar uma programação que conecta a produção contemporânea da Paraíba com debates do Nordeste, do Brasil e do universo lusófono.

A edição deste ano ainda reforça a presença feminina e a diversidade étnica que caracterizam o estado. “Levamos ao centro das discussões autores e pensadores indígenas, ciganos, quilombolas e periféricos”, afirma Santos. A pluralidade também se reflete nas línguas que circularão durante o festival: além do português, o público poderá ouvir o tupi, língua materna dos povos Tabajara e Potiguara, e o calon, dialeto da língua Romani falado pelo povo cigano — lembrando que a Paraíba abriga a maior população cigana sedimentada do Brasil.

A programação do FliParaíba reúne 170 lançamentos de livros, feiras literárias, saraus, oficinas de xilografia e cordel, exposições, batalhas de poesia, contação de histórias e apresentações teatrais. As mesas abordam temas como A Língua como Território de Cidadania, Vozes Ancestrais, Territórios Literários em Trânsito, O Corpo Político da Língua, Literatura em Travessia e Leitura, Edição e Democracia.

Realizado pela Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), a Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) e a Associação Portugal-Brasil 200 anos, o FliParaíba consolida seu papel como espaço de intercâmbio cultural e valorização da literatura produzida em países de língua portuguesa. Bianca Lucca – Brasil in “Correio Braziliense”


sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Brasil - Paraíba vai ser palco de Festival Literário Internacional na próxima semana

Escritores de cinco países de língua oficial portuguesa vão estar presentes em João Pessoa, no estado da Paraíba, nordeste brasileiro, entre os dias 28 a 30 de novembro, para participarem na primeira edição do Festival Literário Internacional da Paraíba (FLIPARAÍBA).

Segundo apurámos, o evento nasceu fruto de uma parceria entre a Associação Portugal Brasil 200 anos, liderada pelo português José Manuel Diogo, e o Governo Estadual da Paraíba, como forma de “celebrar um marco cultural que une os países de língua oficial portuguesa, com um olhar renovado sobre as heranças literárias e culturais desses territórios”.

Em destaque estarão as celebrações pelos 500 anos de nascimento de Camões, sob o tema: “Camões 500 – 10 Ideias para um Futuro Descolonizado”. Nomes de vulto da literatura lusófona marcarão presença no FLIPARAÍBA, com autores provenientes de países, como Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique e Portugal. A ideia é que estes escritores apresentem “perspetivas únicas sobre temas contemporâneos, inspirados na obra de Camões e no desafio de projetar um futuro descolonizado”.

O programa inclui ainda uma exposição especial: “O Rosto de Camões”, composta por dez retratos inclusivos que representam a diversidade de etnias, credos e origens da comunidade lusófona, constituindo uma metáfora sobre a descolonização e os diálogos entre o velho e o novo mundo.

De acordo com os seus organizadores, um dos pontos altos do evento é o “compromisso com a diversidade e inclusão: a presença de escritores não brancos é superior à de escritores brancos, e o festival alcança paridade de género entre os seus participantes, refletindo um movimento literário que valoriza a representatividade e o diálogo igualitário entre diferentes identidades”. O festival também contará com a participação especial de Maria Bochicchio, professora, investigadora, ensaísta e tradutora italiana.

Alguns dos nomes já confirmados são Vera Duarte Pina, de Cabo Verde, e Tom Farias, do Brasil, que atua como co-curador do festival.

“Este festival é o fruto de uma visão compartilhada entre Portugal e Brasil sobre a importância de celebrar nossa herança cultural comum e construir pontes para o futuro que sentam como uma luva na minha condição de empresário e produtor cultural no Brasil e hoje embaixador de Coimbra no mundo”, comentou José Manuel Diogo, que conta com experiência nas lides culturais entre Brasil e Portugal, atuando em diversas frentes.

“O FliParaíba é um convite ao diálogo, à reflexão e, acima de tudo, à criação de um novo imaginário coletivo que nos conecta como cidadãos do mundo”, defendeu Tom Farias.

Por sua vez, João Azevêdo, governador do Estado da Paraíba, refere que “o Festival Literário Internacional da Paraíba é um convite para que a Paraíba e toda a comunidade de língua portuguesa dialoguem sobre a importância da inclusão, da representatividade e do respeito à diversidade cultural”.

Já José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, sugere que “este festival é um símbolo da longevidade e da renovação da língua portuguesa, e é com grande entusiasmo que Coimbra se associa a esse projeto, levando a força de sua tradição e a promessa de sua inovação ao coração do Brasil”.

O programa completo pode ser consultado aqui. Ígor Lopes – Brasil in “Mundo Lusíada”