Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Guiné-Bissau - ANAG classifica de excelente a campanha de caju de 2017

Bissau - O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné (ANAG) afirmou esta quarta-feira que a campanha de caju deste ano trouxe bons resultados para os agricultores.

Jaime Boles Gomes em entrevista exclusiva à Agência Noticiosa da Guiné sobre o balanço da campanha de castanha de caju do ano 2017, justificou que o preço praticado foi muito bom e relacionou este sucesso com a concorrência no mercado internacional”.

Jaime Boles Gomes defendeu a necessidade de formação de todos os agentes da fileira de caju sobre técnicas de produção para melhorar a qualidade do produto e dinamizar a produtividade a fim de obter mais rendimento quer para os camponeses como para o próprio Estado.

“A promoção do desenvolvimento de um país é uma tarefa que deve ser feita na base de colectividade, porque só assim é que se pode atingir o objectivo almejado”, alertou aquele responsável.

Manifestou a disposição de ANAG em colaborar com o governo da Guiné-Bissau no domínio da produção de diferentes espécies alimentares, como forma de melhorar as condições de vida dos agricultores.

Sobre a próxima campanha, Jaime Boles Gomes disse esperar que seja melhor ainda, mas advertiu que tal desejo não depende, apenas, do Estado da Guiné-Bissau, mas também na procura deste produto no mercado internacional.

“A prática de um bom preço na comercialização da castanha de caju é mais-valia para o país em geral, por isso, só temos que desejar algo que possa beneficiar o povo guineense”, sublinhou o presidente de ANAG.

A castanha de caju foi comercializada este ano por 1000 francos, depois da intervenção feita pelo Presidente da República junto aos agricultores para aguardarem o melhor preço. No inicio produto era adquirido por 500 francos Cfa. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Guiné-Bissau – Pretende exportar mangas para os países da sub-região

Bissau – O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG), afirmou hoje que, futuramente, o país vai passar a exportar mangas para os países da Africa Ocidental.

Jaime Boles Gomes falava em entrevista exclusiva à ANG, sobre a sua recente participação na “Semana de Mangas “ realizada em Dacar, de 31 de Maio a 03 de Junho, onde o país foi representado pelo governo e os seus parceiros incluindo a ANAG.

De acordo com Boles, o encontro de Dakar foi mais uma oportunidade para o país, “porque a criação da Fileira de Mangas para exportação, é uma janela que abriu para reforçar e encontrar outra alternativa ao caju, que tem sido até aqui o único produto de exportação”.

“É triste e lamentável quando um país como o nosso que podia tirar muitos proveitos na área de produção agrícola, ficasse agarrado ao único produto que é o caju, quando acabar a campanha acaba-se automaticamente a exportação” disse. 

Segundo Jaime Boles, se o país conseguir lançar a exportação de mangas, os camponeses vão ganhar mais dinheiro que servirá para financiar a diversificação da produção.

O Presidente da ANAG informou ainda que durante o encontro foi criada a Aliança Regional de Produção de Mangas da África Ocidental para Exportação, que congrega sete países da sub-região entre os quais a Guiné-Bissau, Gâmbia, Senegal e Guiné-Conacri, financiada pela Agência Americana de Cooperação e Desenvolvimento (USAID), e sob tutela dos Ministérios de Agricultura dos respectivos países.

“As mangas que temos no país são oriundas de uma produção amadora e essa prática deve ser ultrapassada para ingressamos no sistema mais profissional que visa seguir as exigência tecnológicas e científicas que permita aos nossos camponeses fazerem uma colheita de produtos de qualidade mediante as normas exigidas no mercado internacional “ frisou.

Para Jaime Bolis tudo isso passa pela colheita e boa conservação do produto para poder vir a ser comprado num preço bom no mercado internacional, e dar oportunidade a passagem à etapa de transformação de produtos agrícolas locais criando empregos e outros benefícios ao país.

Aquele responsável lamentou que os sumos que o pais importa podiam ser fabricado no país uma vez que existem localmente variedades de frutas desde laranjas, limão, maracujá e muitos outros, que infelizmente são utilizados para enriquecer outros países.

Falando da comercialização da castanha de caju deste ano, o Presidente da ANAG disse que está a decorrer bem, uma vez que o preço de referência está a ser cumprido.

Boles frisou que, actualmente, a castanha de caju está a ser comprado num valor que varia entre os 600 e 650 FCA por quilo, salientando que o mais importante neste processo é a organização dos produtores em cooperativas e na venda colectiva que pode dar mais benefícios aos camponeses.

Jaime Boles relacionou o sucesso da campanha do ano em curso a procura de amêndoa de caju no mercado internacional, tendo apelado a prevalência da paz na Guiné-Bissau, “porque sem a ela não se pode fazer nada muito menos a criação de novos projectos de investimentos”.

A recém-criada Aliança Regional de Produção de Mangas da África Ocidental para Exportação vai ser presidida pelo Senegal e a Guiné-Bissau ocupa o lugar de Segundo Vice-Presidente até a próxima Assembleia-Geral, que será realizada a 17 de Outubro de 2017. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau