Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Cabo Verde - X Encontro de Escritores de Língua Portuguesa acontece de 6 a 8 de Outubro na Cidade da Praia


Cidade da Praia – O X Encontro de Escritores de Língua Portuguesa (EELP) acontece de 6 a 8 de Outubro, na Cidade da Praia, sob o tema “Insularidade Universalidade na Literatura” e vai reunir escritores e investigadores de todos os países da lusofonia.

Uma iniciativa da Câmara Municipal da Praia, a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), em parceria com a Empresa de Mobilidade e Estacionamento da Praia (EMEP), a Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL) e a Sociedade Cabo-verdiana de Autores (SOCA).

Jorge Garcia, vereador da Cultura e Economia Criativa, que apresentou o programa de actividades do X Encontro de Escritores de Língua Portuguesa (EELP), avançou que assume uma especialidade por reunir escritores de todos os países da lusofonia, contribuindo assim para o diálogo e enriquecimento recíproco entre os escritores cabo-verdianos e as diferentes literaturas de expressão em Língua Portuguesa.

Segundo o vereador da Cultura, o encontro será palco, igualmente, da divulgação do prémio de revelação literária UCCLA – Câmara Municipal de Lisboa, com apresentação de duas obras premiadas em 2022, a “Caligrafia” (Texto de Poesia) de Alexandre Assine e “Três dias em Fevereiro”, romance de Ricardo Ferreira de Almeida.

Nestes três dias, conforme Jorge Garcia, vão ser abordados temáticas relevantes, nomeadamente “Literatura, insularidade e universalidade”, “Literatura e Sociedade – Inclusão e Património”, “Vozes Femininas na Literatura – Insularidade e Universalidade”, “Políticas e temáticas da literatura Contemporânea e Lusófona”, testemunhos sobre “Eu escritor”.

À margem do encontro, acontecem ainda actividades diversas, mormente visitas a escolas, Feira do livro e apresentação de revista “Novas Letras: Homenagens a Oswaldo Osório, Teobaldo Virgínio, Dina Salústio e Manuel Lopes”, de entre outros.

Aquele responsável destacou ainda a relevância deste evento que durante esses três dias estará no centro do mapa literário da lusofonia, salientando que será uma oportunidade para falar da literatura dos “pequenos espaços” e a sua abertura ao mundo das influências que possui, mas também da sua transcendência.

“Vai despertar também novos talentos no domínio da literatura, os escritores estarão também nas escolas para levar seu conhecimento aos alunos”, frisou.

Conforme identificou Jorge Garcia, de Cabo Verde participam do X Encontro de Escritores de Língua Portuguesa (EELP), Augusta Teixeira, Fátima Fernandes, Manuel Veiga, Hermínia Curado, Elisangela Rocha, Daniel Medina, Dina Salústio, Vera Duarte, Andreia Mosso, João Lopes Filho, Madalena Neves, Manuel Brito Semedo, Germano Almeida, Jorge Carlos Fonseca e José Luís Tavares.

De Angola, José Eduardo Agualusa e Lopito Feijó, do Brasil Alexandre Assine e Domício Proença Filho participam online, da Guiné Bissau Tony Tcheca, Moçambique consta Mia Couto com uma apresentação online, Sheilla Kan e Ungulani Baba Kossa, de Portugal Ricardo de Almeida, Inês Barata Rapouso e Valter Hugo Mãe, São Tomé e Príncipe com Inocência Mata e de Timor-Leste Luís Cardoso. In “Inforpress” – Cabo Verde




 

sábado, 5 de dezembro de 2020

Cabo Verde - Teobaldo Virgínio um dos maiores vultos da cultura faleceu nos Estados Unidos

 


Cidade da Praia - O presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL) considerou hoje que Cabo Verde perdeu um dos “maiores vultos” da sua cultura contemporânea que contribuiu muito para a afirmação e a projeção da cabo-verdianidade na diáspora e no mundo.

Daniel Medina diz que foi com profundo pesar que tomaram conhecimento da morte de Teobaldo Virgínio Nobre de Melo, decano da Academia Cabo-verdiana de Letras e um dos nomes “mais significativos” da literatura cabo-verdiana, nos Estados Unidos da América onde residia há várias décadas.

“Lamentamos o desaparecimento desta destacada figura, uma das mais carismáticas da nossa literatura contemporânea, tido como Claridoso de terceira geração, para além de cidadão com exemplar inteireza de carácter”, lamentou.

Para ACL, hoje, e sempre, é preciso “ser digno do Cabo Verde que Teobaldo Virgínio ansiava como em “Distância” (1963)”, livro que marca o início de um percurso literário de mais de uma dúzia de títulos entre poesia e ficção.

Teobaldo Virgínio, apontou, teve ainda colaboração assídua e de presenças marcantes em várias revistas e antologias em Cabo Verde, em Angola, no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos, com palavras que “ficarão para sempre na memória colectiva”.

“O seu valor literário encontra-se abundantemente demonstrado por inúmeros escritos de especialistas e de académicos, o que muito honra a Academia Cabo-verdiana de Letras, onde a partir deste momento ele perfila entre os Imortais”, finalizou.

O escritor Teobaldo Virgínio morreu na quinta-feira, 03, nos Estados Unidos da América, onde residia há várias décadas.

Teobaldo Virgínio, natural de Ponta de Sol, ilha de Santo Antão, nasceu em 21 de Maio de 1924 e pautou-se como um exemplo para as gerações de escritores, a partir dos anos 1960.

Até ao fim da vida, segundo ACL, dedicou-se às letras e ao pulsar da Nação Cabo-verdiana, acompanhando a vida cultural e literária dos seus compatriotas nas ilhas e na diáspora.

O escritor, que colaborou em Claridade, em boletins e suplementos literários, já publicou, em prosa e verso, 12 volumes, sendo os dois últimos em Março de 2010: “Folhas da Vida – poesia” e “Gaudêncio, o Filho Errante – prosa”.

Mas foi com Distância (1963) e Vida crioula (1967), novelas publicadas em Lisboa, que se tornaria numa referência literária cabo-verdiana.

Emigrante nos Estados Unidos continuou a publicar poemas e ficção, tendo sempre Cabo Verde e Santo Antão como fontes de inspiração. In “Inforpress” – Cabo Verde


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Cabo Verde - Grande Prémio Literário da Academia Cabo-Verdiana de Letras

O poeta Corsino Fortes é o vencedor do Grande Prémio Literário Vida e Obra, atribuído pela Academia Cabo-Verdiana de Letras (ACL) para assinalar o 40.º aniversário da independência de Cabo Verde. Além de um diploma, Corsino receberá também 500 mil escudos (4.534 euros), o mais alto valor pecuniário de sempre atribuído em Cabo Verde, anunciou David Hopffer Almada, membro da ACL e presidente do júri que atribuiu o prémio.

Segundo a ACL, a vida e obra de Corsino Fortes, que neste momento está em Lisboa em tratamento médico, encaixam-se nos requisitos exigidos ao prémio: o autor possui obra literária ampla, de reconhecimento nacional e internacional, de interesse universal e que suscitam estudos académicos. Possui ainda uma larga fortuna crítica sobre a sua obra dentro e fora de Cabo Verde, gozar de notoriedade e ser uma individualidade do universo literário e cultural cabo-verdiano.

O Grande Prémio Literário esgota-se numa edição única, porque foi criado para homenagear a independência do país e ao mesmo tempo uma personalidade que elevou a cultura literária durante essas quatro décadas. O galardão será entregue na Cidade da Praia, um dia antes das celebrações de 05 de Julho próximo, data em que, há 40 anos, Cabo Verde deixou de ser colónia portuguesa e se tornou um Estado.

Corsino Fortes tem 82 anos. Nasceu em São Vicente a 14 de Fevereiro de 1933. Foi o primeiro embaixador de Cabo Verde em Portugal, para onde seguiu logo após a independência, em 1975, tendo igualmente desempenhado cargos ministeriais em vários governos da primeira República (1975/91).

Licenciado em Direito, pela Universidade de Lisboa (1966), presidiu à Associação dos Escritores de Cabo Verde (2003-2006) e é autor de algumas das mais significativas obras da literatura cabo-verdiana, destacando-se "Pão e Fonema" (1974) e "Árvore e Tambor" (1986) e "Pedras de Sol & Substância" (2001), livros de poesia reunidos na trilogia "A Cabeça Calva de Deus", também de 2001.

Participou também em várias colectâneas poéticas em Língua Portuguesa e diversos artigos escritos em jornais e revistas. In “A Semana” – Cabo Verde