Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta União Astronómica Internacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta União Astronómica Internacional. Mostrar todas as mensagens

sábado, 8 de julho de 2023

Internacional - Conheça o segundo português a “brilhar” no céu

A União Astronómica Internacional (UAI) atribuiu a um asteroide o nome do astrofísico Pedro Machado, que se tornou o segundo português a “brilhar” no céu noturno


O asteroide “2001 QL160”, ou melhor, o “asteroide 32599 Pedromachado” tem quase três quilómetros de diâmetro e demora quatro anos e meio a dar uma volta ao Sol, revelou esta quinta-feira o Instituto de Astrofísica e Ciência do Espaço (IA), ao qual pertence o cientista.

Pedro Machado é investigador do IA e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) e foi homenageado pelo Grupo de Trabalho para a Nomenclatura de Pequenos Corpos (WGSBN), da União Astronómica Internacional (UAI), com a atribuição do seu nome a um asteroide.

O anúncio foi feito na Conferência de Asteroides, Cometas e Meteoros, que decorreu em Flagstaff, no Arizona, EUA, e foi publicado no Boletim do WGSBN.

Pedro Machado é especialista em atmosferas planetárias, mas este é um reconhecimento pelo seu contributo noutro domínio de estudo do Sistema Solar: a deteção e caracterização de asteroides e de outros objetos que se encontram para além da órbita de Neptuno, chamados transneptunianos.

Em alguns casos, este trabalho cruza o estudo das atmosferas, pois envolve o estudo das regiões de transição entre a atmosfera e o espaço exterior, as chamadas exosferas, nas quais são perdidas partículas para o espaço, adianta o IA.

 Em junho de 2021, o astrofísico português Nuno Peixinho viu também o seu nome a batizar um asteroide descoberto a 16 de setembro de 1998, numa campanha de observações do Observatório de Lowell, nos Estados Unidos.

Anteriormente designado por “(40210) 1998 SL56”, o asteroide passou a chamar-se “(40210) Peixinho”, por decisão também do Grupo de Trabalho para a Nomenclatura de Pequenos Corpos da União Astronómica Internacional, organização dirigida na altura pela astrónoma, também portuguesa, Teresa Lago.

A proposta de nomeação do asteroide partiu do observatório norte-americano.

O “Peixinho” é um corpo rochoso que pertence à Cintura de Asteroides, entre as órbitas de Marte e Júpiter, e orbita o Sol a uma distância média três vezes superior à que separa o Sol e a Terra, completando uma órbita em cerca de 5,3 anos. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 21 de junho de 2021

Internacional - Asteroide recebe nome de astrofísico português

Nuno Peixinho, astrofísico da Universidade de Coimbra (UC) e do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), tem agora um asteroide com o seu nome. A homenagem partiu do Grupo de Trabalho para a Nomenclatura de Pequenos Corpos (WGSBN) da União Astronómica Internacional (IAU). O asteroide, anteriormente designado por  (40210) 1998 SL56, passou a designar-se (40210) Peixinho.

Descoberto a 16 de setembro de 1998, este asteroide de pouco mais de 10 km de diâmetro, pertence à cintura de asteroides e orbita o Sol a uma distância média 3 vezes superior à distância da Terra ao Sol, completando uma órbita em cerca de 5,3 anos.

Para Nuno Peixinho, que trabalha na caracterização física e química de pequenos corpos do Sistema Solar, ter um asteroide com o seu nome «é uma sensação difícil de descrever. Evidentemente que me sinto infinitamente honrado por este reconhecimento do meu trabalho como astrofísico. Trabalho que nunca foi realizado sozinho, mas sempre integrado em equipas, e por isso a todos agradeço». O investigador faz questão de agradecer a distinção não só à Universidade de Coimbra, que hoje o acolhe, como às universidades do Porto, Lisboa, Granada, Hawaii e Antofagasta, assim como ao Observatório de Paris, instituições por onde passou ao longo da sua carreira.

O (40210) Peixinho é o tipo de asteroide que, se viesse em direção à Terra, poderia causar um evento de extinção em massa. «Saber que há agora aí pelo Espaço um asteroide com o mesmo tamanho daquele que, presumivelmente, ao colidir com a Terra há 66 milhões de anos levou à extinção em massa do Cretáceo-Paleogeno, onde se incluem os famosos dinossauros... deixa-me sem palavras», comenta Nuno Peixinho.

Devido ao potencial perigo, o investigador do polo da Universidade de Coimbra do IA foi «logo verificar qual era a sua órbita para ver se era um asteroide classificado como potencialmente perigoso. Não é! Daqui a cem milhões de anos ainda deve andar mais ou menos pelo mesmo sítio, mas não sei se conseguirei convencer o meu avô disso».

A atribuição do nome  a um destes corpos passa por um longo processo.  Inicialmente recebe uma designação provisória de acordo com uma fórmula bem definida que envolve o ano da descoberta, duas letras e, se necessário, outros algarismos (por exemplo, 1989 AC ou 2002 LM60). Quando a sua órbita se encontra suficientemente bem determinada, o corpo recebe uma designação permanente, que consiste em acrescentar um número à designação provisória, emitido sequencialmente pelo “Minor Planet Center” — por exemplo (341), ou (40210).

O seu descobridor é depois convidado a sugerir um nome, tendo esse privilégio por um período de dez anos após a numeração do objeto. Todos os nomes propostos são avaliados pelo Grupo de Trabalho para a Nomenclatura de Pequenos Corpos. Existem pouco mais de um milhão de pequenos corpos do Sistema Solar catalogados, cerca de meio milhão já têm designação permanente, mas só 22505 têm nome.

A lista dos cientistas agora galardoados pela IAU está disponível aqui. Universidade de Coimbra - Portugal