Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 8 de setembro de 2024

Espanha - Forte contingente português na bienal Manifesta de Barcelona

A 15.ª bienal Manifesta, que começou este domingo em Barcelona, conta com a participação dos artistas plásticos portugueses Carlos Bunga, Hugo Canoilas, Diana Policarpo e Maja Escher

© DR

A bienal, que se realiza desde o início dos anos 1990, irá acontecer ao longo de 12 semanas – até 24 de novembro – em 12 cidades da região metropolitana de Barcelona.

Os artistas portugueses participam na bienal no âmbito de um acordo de cooperação internacional estabelecido entre Direção-Geral das Artes (DGArtes) e a Fundação Manifesta, “que visa apoiar a participação de artistas portugueses e residentes em Portugal” na 15.ª Manifesta.

De acordo com a DGArtes, Carlos Bunga criou para a bienal “uma instalação que combina escultura, pintura, desenho, performance e vídeo”, a ser apresentada no espaço da estação elétrica Tres Xemeneies.

Hugo Canoilas irá apresentar a obra “Rambo Rimbaud”, no Museu de História Natural.

Diana Policarpo leva ao espaço CIBA, em Santa Coloma, a obra “Ciguatera”, uma instalação de larga escala dedicada ao mapeamento das histórias coloniais através do rastreio da biodiversidade, no quadro de uma colaboração com a Bienal de Helsínquia.

Já Maja Escher vai mostrar o projeto “Quantas vezes dorme a água?” nos espaços da estação elétrica Tres Xemeneies e Casa Gomis.

O programa da 15.ª Manifesta inclui também, entre outros, o angolano Kiluanji Kia Henda e o brasileiro Jonathas de Andrade.

A equipa artística da bienal conta este ano com a curadora portuguesa Filipa Oliveira como mediadora criativa, e é e ainda composta por 11 representantes artísticos de 11 cidades da área metropolitana de Barcelona. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Finlândia - Artista visual Diana Policarpo confirmada na Bienal de Helsínquia

A Bienal de Helsínquia revelou esta sexta-feira os primeiros nomes de artistas visuais convidados para a segunda edição e entre eles está a artista portuguesa Diana Policarpo, que será convidada a criar uma obra subordinada ao tema que atravessará toda a edição: “Novos rumos podem surgir”


A segunda edição da bienal, com curadoria de Joasia Krysa, “reunirá cerca de 30 artistas emergentes e consagrados e coletivos da Finlândia e do resto do mundo”, que irão refletir sobre “alguns dos temas atuais que parecem insolúveis, como danos ambientais, conflitos políticos e as consequências das tecnologias”, lê-se em nota de imprensa.

A bienal de arte contemporânea de Helsínquia está marcada para os dias 12 de junho a 17 de setembro de 2023 e irá estender-se para lá da ilha de Vallisaari, palco da primeira edição em 2021, juntando espaços na capital finlandesa como o Museu de Arte de Helsínquia.

Artista visual multidisciplinar e compositora, Diana Policarpo tem 36 anos, estudou música no Conservatório Nacional e artes plásticas e escultura na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, vindo depois a fazer um mestrado em Londres, onde esteve a viver e a trabalhar durante uma década.

Em 2019, Diana Policarpo venceu o Prémio Novos Artistas Fundação EDP, com a obra “Death Grip”, uma instalação que usa animação digital em 3D, luz e som para reproduzir o ambiente em que se desenvolve o fungo ‘Cordyceps’, nas montanhas dos Himalaias.

Na altura, em declarações à agência Lusa, Diana Policarpo admitiu que o seu trabalho tem um caráter político: “Ao longo dos meus projetos fui-me deparando com situações que são inevitavelmente políticas, e não faz sentido serem separadas do trabalho nas artes visuais”.

“É importante rever o passado e trabalhar as questões do presente e de novos futuros”, disse a artista, acrescentando que tem feito “um esforço para resistir à invisibilidade das mulheres na História da Arte”.

A artista esteve este ano presente na bienal de artes de Veneza (Itália) com a maior instalação que criou até hoje – intitulada “The Soul Expanding Ocean #4”, sobre o tema dos oceanos -, resultado de uma coprodução do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e da TBA21-Academy, em parceria com o Instituto Gulbenkian Ciência.

Diana Policarpo já expôs a solo em Portugal, Alemanha, Reino Unido e Noruega.

A primeira edição da bienal de arte contemporânea de Helsínquia, em 2021, contou com 145 mil visitantes. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo