Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta CCP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CCP. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 29 de julho de 2025

Portugal - Conselho das Comunidades Portuguesas Europa aprova moção de reconhecimento a Aristides de Sousa Mendes

O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas aprovou por unanimidade, no passado dia 26 de julho, uma moção para recordar o nascimento de Aristides de Sousa Mendes, diplomata português que durante a Segunda Guerra Mundial ajudou milhares de pessoas a escapar ao regime Nazi

“O Conselho Permanente, nesta data reunido, aprova por unanimidade esta moção para registar e lembrar o nascimento, a 19 de julho de 1885, portanto, há 140 anos, na vila de Carregal do Sal, do ilustre compatriota Aristides de Sousa Mendes, diplomata português reconhecido por desobedecer a uma diretiva imoral do Governo de Portugal à época, que proibia a emissão de vistos de viagem a refugiados que procuravam desesperadamente fugir da perseguição nazista”, lê-se na introdução da moção, esta segunda-feira tornada pública pelos conselheiros das comunidades portuguesas.

“Ultrajado nos anos posteriores até que morresse na miséria, jamais deixou de cumprir com a defesa da justiça, da liberdade e da dignidade da pessoa humana, por isso, e finalmente, em 2020 a Assembleia da República concedeu-lhe Honras de Panteão Nacional, tendo em vista homenagear e perpetuar a memória de Aristides de Sousa Mendes enquanto homem que evocou o seu exemplo na defesa dos valores da liberdade e dignidade”, lê-se ainda.

A moção, que não recebeu qualquer abstenção ou voto contra por parte dos membros do Conselho Permanente, termina com a esperança de que “o seu exemplo seja o legado para os portugueses e portuguesas que vivem em Portugal ou nas comunidades espalhadas pelo mundo”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Portugal - Propina no Ensino de Português no Estrangeiro acaba no próximo ano lectivo

A propina para a frequência do Ensino de Português no Estrangeiro (EPE) vai terminar a partir do próximo ano letivo e serão ajustados os horários deste ensino, anunciou ontem o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. José Cesário falava na sessão de abertura da sessão plenária na Assembleia da República do plenário mundial do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), que começou ontem e decorre até quinta-feira, em Lisboa.


O governante manifestou-se desiludido com os resultados recentes do ensino de português no mundo, nomeadamente “a perda de milhares e milhares de alunos na Europa”. “É algo que não me deixa satisfeito e é uma perda relativamente recente, em parte devido à pandemia que vivemos”, observou.

Para tentar alterar este panorama, o secretário de Estado disse que será eliminada a propina, sobretudo para ao Ensino de Português (EPE), a partir do próximo ano lectivo. “Mas não basta isso. Tem de haver um reajustamento dos horários à realidade das nossas comunidades. As comunidades mudaram, mas os horários na maior parte dos casos estão intocáveis há décadas”, disse. E anunciou que já deu instruções aos coordenadores para começarem a “trabalhar com os professores e as comunidades no sentido de fazerem esses ajustamentos”. “Não fico nada descansado ao olhar para o Reino Unido e ver que temos os horários todos à volta de Londres e o resto do Reino Unido praticamente nada tem”, disse. E prosseguiu: “Não posso aceitar que países como a Dinamarca, Noruega, Suécia, Emirados, onde temos novas vagas de emigração, não tenhamos uma única oferta de ensino do português”.

José Cesário reconheceu que existem “problemas sociais tremendos” a afectar os portugueses e lusodescendentes em algumas partes do mundo, “sobretudo em países que vivem situações de crise”, como a África do Sul, Argentina, Venezuela, algumas áreas do Brasil e também Angola e Moçambique. “Vamos ter de dar passos muito significativos no sentido de superar estas dificuldades e problemas”, afirmou, sublinhando a importância do envolvimento das associações para se chegar às pessoas afetadas. E anunciou: “Em breve vamos lançar um novo programa, que está a ser acertado com a Segurança Social que espero venha a conseguir completar o ASIC [Apoio Social a Idosos Carenciados das Comunidades Portuguesas] e o ASEC [Apoio Social a Emigrantes Carenciados das Comunidades Portuguesas], já tradicionais, e que em alguns aspetos estão demasiado burocratizados e espero que seja um programa mais simples e que permita apoiar os mais frágeis”. In “Ponto Final” - Macau