Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Angola - Domingas Monte e Lucas Cassule lançam obra conjunta de contos dedicada a crianças e adolescentes

A literatura infantil angolana ganha, no Sábado, 06, mais uma contribuição com o lançamento da obra literária O Pavão Vermelho, a Avestruz e a Lagoa Mágica, um projecto que reúne dois contos infantis dos escritores angolanos Domingas Monte e Lucas Cassule, cujo acto de lançamento decorrerá na sede da União dos Escritores Angolanos


Os dois contos, com cerca de 30 páginas, procuram dar a conhecer às crianças elementos ligados à realidade nacional, desde a fauna, as cores do país, às tradições, aos alimentos e às lendas que integram o património cultural angolano.

“A obra destina-se sobretudo a crianças, mas poderá igualmente despertar o interesse dos adolescentes, uma vez que aborda temas universais e apresenta elementos ligados à identidade cultural angolana”, destacou Lucas Cassule, um dos autores.

Embora a publicação reúna os dois escritores num único volume, cada conto foi concebido de forma autónoma. Lucas esclareceu que cada autor escolheu livremente o tema, a estrutura narrativa e os elementos que pretendia desenvolver, tendo a partilha dos textos ocorrido apenas após a conclusão dos manuscritos. Relativamente ao seu conto, o escritor explicou que se trata de um texto criado especificamente para integrar o projecto.

O processo de escrita foi relativamente rápido, concluído em poucas horas. “As duas histórias apresentam narrativas distintas, mas convergem na mesma preocupação pedagógica. A intenção é proporcionar momentos de diversão sem descurar a componente educativa”, salientou. Musseque Segunda – Angola in “O País”


quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Angola - Escritora Nadavy reforça presença com novo rebento na cena literária

A obra “Nossas Diferentes Semelhanças, volume II” reuniu leitores, escritores, intelectuais e profissionais do universo literário para acompanharem a trajectória de Nadavy David, conhecida no meio artístico como “Nahary”, num encontro que reforçou a presença de novas produções no cenário literário angolano

A obra “Nossas Diferentes Semelhanças, volume II” suscita muitas questões que não foram respondidas no volume I, além de muitas revelações e reviravoltas que acontecem a cada página folheada pelo leitor, contendo drama e entretenimento da primeira página até ao fim da narração do romance.

O editor da “Ésobrenós Editora”, responsável pela publicação de “Nossas Diferentes Semelhanças, volume II”, Lucas Cassule, afirmou que o lançamento do livro começou em Luanda e vão ser feitos todos os esforços para alcançar o público a nível provincial.

A sequência literária do romance retrata a históriada personagem Jennifer, que enfrenta problemas de autoconfiança causados por um trauma vivido. A tentativa de superar a dificuldade contou, inicialmente, com a ajuda de uma amiga de infância, mas a mudança de cidade dos pais afastou Jennifer do apoio recebido, obrigando-a a enfrentar sozinha as inseguranças.

Na nova cidade, encarou novos desafios, reencontrou-se e aprendeu com novas pessoas que têm diferentes comportamentos. Sobre a possibilidade de transformar o romance “Nossas Diferentes Semelhanças, volume II” em trilogia, a autora Nadavy declarou que não existe, neste momento, intenção de criar uma nova sequência.

O contexto temporal entre a elaboração do volume I e II foi de quatro anos e dez meses, segundo a autora.

O gosto pela literatura surgiu quando Nadavy começou a frequentar a biblioteca digital “Wattpad”. Durante dois anos consecutivos, manteve uma rotina intensa de leitura e, a partir de 2015, iniciou a escrita de textos próprios, publicando o primeiro livro “Nossas diferentes semelhanças, volume I”, em 2020.

Sobre o Mercado Literário angolano, Nadavy considera que o sector alberga diversas fontes de inspiração e que novos escritores têm ocupado espaços antes vazios nas bibliotecas, contribuindo para a diversificação das leituras disponíveis.

A escritora Mira Clock, presente no lançamento, contou que conheceu Nadavy durante a covid - 2019, por meio de uma transmissão online, na qual a autora falava sobre o seu livro.

A escritora afirmou que ainda não concluiu a leitura do primeiro volume, mas que a aquisição do segundo vai servir como incentivo para finalizar o livro. A mentora do projecto “LiterArte”, Alzira Simões, declarou que acompanha Nahary desde o primeiro lançamento e aprecia o modo directo e acessível de escrita da autora, aliado à densidade e à profundidade das histórias apresentadas ao público. In “Jornal de Angola” - Angola


quarta-feira, 9 de julho de 2025

Angola - Escritor Lucas Cassule apresenta dois livros

O escritor Lucas Cassule tem duas novas obras literárias que prometem contribuir significativamente para o desenvolvimento da literatura nacional. As mesmas foram apresentadas, no sábado, na Mediateca de Luanda

Os livros, intitulados “Kiwana, a lenda da serpente vermelha” e “Zum, o mosquito que não queria sangue”, sendo o último dirigido ao público infanto-juvenil, combinam elementos da cultura tradicional angolana com mensagens educativas.

Segundo a coordenadora do Clube de Leitura “Umoxi”, Belza Getsêmani, que fez a apresentação do livro “Kiwana, a lenda da serpente vermelha”, trata-se de uma obra que representa o imaginário mítico angolano, sobretudo, da província do Bengo.

De acordo com a apresentadora, a obra harmoniza elementos culturais com uma reflexão crítica, trazendo à tona lendas e tradições sem abrir mão de uma abordagem socialmente consciente. Essa combinação, disse, oferece ao leitor uma experiência literária rica, envolvente e provocadora, capaz de despertar tanto o imaginário quanto a reflexão da realidade.

Belza Getsêmani destacou a importância de iniciativas como a de Lucas Cassule, sublinhando que obras do género resgatam e valorizam os elementos orais da tradição angolana, conferindo-lhes nova vida por meio da literatura escrita. Para a apresentadora, esse tipo de escrita é vital para fortalecer a identidade cultural e formar leitores mais conscientes e críticos.

A literata enalteceu a sensibilidade do autor ao abordar temas que dialogam com o passado mítico e com os desafios contemporâneos da sociedade angolana. A seu ver, a obra é mais do que um livro, por se tratar de um convite à imaginação, ao autoconhecimento e ao reencontro com as raízes.

Por outro lado, a escritora Domingas Monte, responsável pelo prefácio do livro “Zum, o mosquito que não queria sangue”, explicou que o conto traz uma reflexão profunda sobre a empatia e o respeito por todas as formas de vida, por meio da relação entre Wayame, uma menina sensível e amorosa, e Zum, um mosquito que desenvolve consciência sobre o impacto das suas picadas nos seres humanos.

A história, de acordo com Domingas Monte, aborda temas como a infância, a amizade, a responsabilidade e as consequências das acções, além de introduzir uma abordagem lúdica para discutir um problema real, que é a malária e os perigos trazidos pelos mosquitos.

O escritor Lucas Cassule demonstrou-se feliz com o lançamento e afirmou que a intenção é continuar a ajudar no desenvolvimento da literatura nacional, seja por meio de publicação de livros, promoção de clubes de leituras, debates, seja através de outros ambientes que promovam o livro.

O autor salientou que a literatura tem um papel fundamental na construção da identidade nacional e na formação de cidadãos mais conscientes. “Por isso deve ser divulgada”, afirmou.

Lucas Cassule é escritor, editor, docente universitário, locutor de rádio e promotor cultural. Autor dos livros “A vila assombrada pelos makixi”, “Afroerotismo em contos”, “Mil correspondências” e co-autor de diversas obras publicadas em Angola, Portugal e Moçambique. Gil Vieira – Angola in “Jornal de Angola”