Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 2 de agosto de 2026

Europa - Fundada por portugueses, Native Scientists continua a crescer

A organização pan-europeia sem fins lucrativos Native Scientists, fundada em 2013 por investigadores portugueses, continua a afirmar-se na promoção da literacia científica junto de crianças provenientes de comunidades migrantes, minoritárias e socialmente desfavorecidas


De acordo com o jornal As Notícias UK, o balanço do ano letivo 2025/2026, a organização revelou ter inspirado 6917 crianças através dos programas Same Home Town (SHT) e Same Migrant Community (SMC), um aumento de mais de duas mil crianças em relação ao ano letivo anterior. Mais de metade dos participantes (55%) tiveram, pela primeira vez, a oportunidade de conhecer e conversar diretamente com um cientista.

A Native Scientists conta atualmente com uma rede de mais de 3000 cientistas voluntários distribuídos por vários países europeus. Estes participam em oficinas práticas nas escolas, aproximando a ciência das crianças e mostrando que o conhecimento científico pode estar ligado à sua realidade e identidade cultural.

Segundo a referida fonte, entre os destaques do último ano está também a publicação de um artigo científico desenvolvido em parceria com a Universidade Nova de Lisboa e o Centro de Linguística da mesma universidade. O estudo apresenta o “Relational Engagement Model”, um novo modelo de comunicação de ciência que propõe uma relação de proximidade entre cientistas e comunidades, baseada em experiências, cultura e contextos partilhados, em substituição da tradicional transmissão unilateral de conhecimento. Os programas da Native Scientists são apresentados como casos de estudo que demonstram a eficácia desta abordagem.

A organização lançou ainda a primeira edição do seu Programa de Estágios, que envolveu 22 participantes em funções de gestão e coordenação. Ao longo do ano, a iniciativa contribuiu para o desenvolvimento de mais de 60 novas parcerias.

Outro momento em destaque foi o encontro Ponto de Interrogação, realizado na Fundação Calouste Gulbenkian, que reuniu investigadores, professores e responsáveis políticos para debater temas como a educação, a equidade e a comunicação científica. A Native Scientists participou igualmente na conferência nacional SciComPT 2026, em Évora, onde apresentou três comunicações dedicadas à comunicação inclusiva da ciência. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




sábado, 13 de junho de 2026

Guiné Equatorial - A Procuradoria-Geral da República e a UNICEF inauguram um escritório para menores, vítimas e testemunhas de crimes e abusos na cidade de Malabo

A iniciativa procura fortalecer a proteção de crianças e adolescentes na Guiné Equatorial sob o lema "Juntos pela proteção de crianças e adolescentes"


A Procuradoria-Geral da República, em colaboração com a UNICEF, apresentou um novo Gabinete para Menores, Vítimas e Testemunhas de Crimes e Abusos no dia 11 de junho, em Malabo. O gabinete foi concebido como um sistema de apoio que protege, acolhe e prioriza as crianças, consideradas um pilar fundamental para o desenvolvimento e a dignidade da Guiné Equatorial.

A cerimónia inaugural, realizada na sede da Procuradoria-Geral, foi presidida por Anatolio Nzang Nguema Mangue. No seu discurso, o Procurador-Geral reiterou o compromisso da Presidência da República com a promoção e a defesa dos direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes do país, considerados o bem mais valioso da nação.

Por sua vez, a representante da UNICEF na Guiné Equatorial, Shelly Abdool, destacou a importância deste escritório, cujo principal objetivo é fortalecer o sistema de justiça com foco nos direitos da criança.

"Este espaço não só permitirá que as entrevistas sejam realizadas num ambiente amigável, como também será um local de escuta, proteção e acesso à justiça para crianças e adolescentes que são vítimas ou testemunhas de crimes", afirmou Abdool.

Com a abertura destas instalações, as instituições envolvidas esperam fortalecer a proteção de crianças vítimas e testemunhas, bem como aprimorar a cooperação entre a Procuradoria-Geral da República, a UNICEF e outros parceiros internacionais comprometidos com a defesa dos direitos das crianças. Amélia Garçonete – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


segunda-feira, 2 de março de 2026

A leitura partilhada, é uma forma de desenvolvimento e de consolidação da palavra, do pensamento e dos afectos, principalmente no universo juvenil

A leitura permitirá às crianças, pela sua mão ou pela mão dos mais velhos, conviverem com situações diversas e com diferentes pontos de vista, isto abrirá e/ou reforçará o caminho para a formação do pensamento crítico e, consequentemente, de opinião própria, aumentando sobremaneira a capacidade argumentativa dos mais novos

Olhamo-nos. Umas palavras ditas. Sorrimos ou não e embarcamos em visões que tanta vez são o oposto da realidade, não passando apenas de aparências, para o bem e para o mal. Será que um determinado rótulo ou um semblante, à partida, “de má catadura”, sombrio, fechado, exótico, corresponderá mesmo a matéria de forte suspeição, a uma ameaça? Numa sociedade em que vivemos no estado de “suicídio alegre”, segundo o filósofo José Gil, anestesiados pelo consumo, mergulhados intensivamente nos rostos, nas vozes, nas imagens virtuais, somos testemunhas de um tempo que vai escasseando para tudo, especialmente para o conhecimento aprofundado das ideias e dos factos, para o relacionamento com os outros, com a diferença que enriquece e estimula o pensamento. Tornamo-nos vulneráveis, porque não pensamos criticamente. Deixamo-nos aprisionar pela teia fácil, mas implacável do “diz-que-disse” comprovado por arautos do “sabe-tudo” nas televisões, nos tik-toks, facebooks, instagrams, threads, no sei lá quê dos mundos digitais em que impera a Inteligência Artificial!

A propósito, a escritora Lídia Jorge, que foi distinguida com o Prémio Pessoa, em 2025, apelou, recentemente, à vigilância sobre a Inteligência Artificial, em defesa do pensamento humano: “A linguagem não é mero instrumento funcional, mas território de consciência, memória e criação. A máquina combina, calcula, imita. O ser humano hesita, intui, falha e, nesse intervalo imperfeito, pensa.”

Ora, não há pensamento sem palavras. E estas vão sendo limitadas ao mínimo dos mínimos através dos silêncios solitários alimentados pelas ferramentas digitais, do telemóvel ao computador. O nosso cérebro atrofia, entra em modo avançado de preguiça! Interpretar, formular discurso mais complexo cansa! Ler cansa! Muito!

O universo infantil contemporâneo revela variantes bem diferentes das de tempos anteriores ao nosso, dada a conjuntura social e humana actual ser comandada pelos enormes e referidos avanços tecnológicos e digitais. Mantêm-se, contudo, os traços-base do eu interior de uma criança. Realcemos a sua capacidade de fantasiar e de viajar por mundos misteriosos que preenchem com magia o seu próprio desenvolvimento.

É um dado adquirido que a falta de leitura prejudica o rendimento escolar, já que a falta de palavras deriva para o empobrecimento da linguagem e impede o aluno de processar pensamento complexo e de formular discurso apropriado. Neste sentido, os pais e os encarregados de educação bem como os professores têm responsabilidade acrescida na tarefa de motivarem os seus filhos, os educandos, os alunos, para que falem, leiam e escrevam.

Leiam, os livros são dos presentes mais baratos e mais valiosos. Regina Correia – Portugal

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Regina Correia, luso-angolana, é natural de Viseu. Licenciada em Filologia Germânica, pela Faculdade de Letras de Lisboa, foi professora do ensino secundário em Angola, Portugal e na Alemanha. Tem coordenado projetos culturais e recitais poéticos, sobretudo junto de instituições cabo-verdianas. Publicou seis obras literárias, duas de ficção (Os Enteados de Deus e Uma Borboleta na Cidade) e quatro de poesia (Noite Andarilha, Sou Mercúrio, Já Fui Água, Conjugação de Mapas, No Coração dos Desertos e outros Oásis). Venceu os prémios Clarice Lispector “Melhor Poeta do Ano de 2018” e “Melhor Livro de Poesia 2021”, pela Editora ZL (Brasil) e ainda o “Prémio Destaque Literário” (2019), pela Literarte (Brasil). É membro da Associação Portuguesa de Escritores (APE). Participou na primeira Reunião Multipartidária de Angola, em 1992.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Brasil - Crianças ameaçadas com défices em saúde, educação e mercado laboral

Quase metade do rendimento futuro dos menores brasileiros está em risco, a situação limita o potencial do capital humano. O Banco Mundial alerta para necessidade de políticas integradas em domicílios, bairros e locais de trabalho


Défices globais nas áreas de saúde, educação e mercado de trabalho geram uma perda média de 51% da renda futura dos países de baixo e médio rendimento. Dados de um novo relatório do Banco Mundial revelam a perda de 40% no Brasil.

O estudo “Construindo o Capital Humano Onde Importa: Domicílios, Bairros e Emprego”, aponta que na maioria dos países houve quedas na nutrição, aprendizagem ou no avanço de competências da força de trabalho entre 2010 e 2025.

Índice de Capital Humano

Em conjunto com o relatório, foi lançado o Índice de Capital Humano Plus, HCI+, que mede o capital humano médio que uma criança nascida atualmente espera acumular ao longo da vida, considerando os riscos à saúde, educação e emprego.

No Brasil, o HCI+ de 2025 é de 203 pontos, ligeiramente acima da média da América Latina e Caribe, 194. O principal gargalo está na educação, com 115 pontos de um total de 188. O desempenho no trabalho é de 44 pontos em 87 e, em saúde, de 44 em 50 pontos possíveis.

A desigualdade de género é significativa, visto que os homens registam uma expectativa de 210 pontos, contra 196 das mulheres. O total representa uma diferença de 14% ao longo da vida.

De forma geral, o índice indica que o Brasil não consegue converter plenamente o seu potencial em capital humano.

Capital humano no Brasil

As crianças brasileiras perdem cerca de 40% dos seus ganhos futuros quando comparadas ao que o país poderia alcançar com condições semelhantes às de economias de rendimento equivalente com melhor desempenho.

No Brasil, a acumulação de capital humano depende não só dos recursos dos domicílios, mas também da qualidade dos cuidados oferecidos às crianças.

Indicadores como nutrição, vocabulário e proficiência em matemática são fortemente influenciados pela educação dos pais, mostrando que aumentos de rendimento precisam de ser acompanhados de políticas que reforcem esses cuidados.

O território onde a criança cresce também é determinante. Mesmo entre famílias com rendimento semelhante, aquelas que vivem em bairros mais favorecidos têm melhores resultados, 25% mais probabilidade de conseguir emprego formal e ganham o dobro na vida adulta.

Recomendações do relatório

Em contraste, a exposição à poluição, à criminalidade e a infraestruturas precárias compromete a saúde, a aprendizagem e o acesso ao mercado de trabalho.

Após duas décadas de experiência, trabalhadores brasileiros concentram pouco mais de metade do capital humano observado nos Estados Unidos. O crescimento de competências e salários é maior no emprego formal, sobretudo em empresas maiores, que oferecem mais oportunidades de aprendizagem.

O relatório recomenda programas de desenvolvimento infantil e educação pré-escolar que fortaleçam a aprendizagem e o cuidado das crianças, além de políticas públicas focadas em bairros desprivilegiados, com uma atenção integrada à nutrição, aprendizagem e ao desenvolvimento de capacidades nos locais de trabalho.

Também são sugeridas reformas no mercado de trabalho, de forma a ampliar oportunidades de aprendizagem prática e acesso a creches.

Outras melhorias incluem a promoção de políticas que apoiam domicílios, bairros e trabalho de forma integrada, complementadas por uma agenda robusta de monitorização de políticas públicas. ONU News – Nações Unidas


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Moçambique - Unicef precisa de US$ 5 milhões para salvar milhares de crianças

A Agência diz que 15 mil crianças estão em risco de morte, 100 mil vão precisar de tratamento, mas há apenas capacidade para apoiar 20% dos casos. As províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa são as mais afetadas pela desnutrição


O Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, em Moçambique afirma que se não for garantido o novo financiamento, 15 mil crianças no país, poderão ficar sem tratamento para a desnutrição grave e a vida dessas crianças estará em risco.

A região norte é a mais afetada. São as províncias de Niassa, Nampula e Cabo Delgado devido ao conflito. O somatório dos casos das três províncias contribui para 40% de todas as ocorrências de desnutrição em Moçambique.

Apoio adicional urgente

Os suprimentos nutricionais escasseiam devido a cortes no financiamento. Sem apoio adicional urgente a vida das crianças estará em risco, segundo explica a gestora de nutrição do Unicef em Moçambique, Fanceni Baldé.

“Precisamos de pelo menos US$ 5 milhões até março deste ano para permitir-nos comprar 20 mil caixas de suplementos nutricionais que salvam vidas. Eles poderão ser distribuídos para 120 unidades de saúde em Moçambique. Com esse valor poderemos também apoiar as unidades sanitárias a realizar brigadas móveis, levar serviços de imunização, tratamento da desnutrição, atendimento a grávidas, tratamento de doenças diarreicas e malária, a nível de comunidades que mais necessitam.”

Dados do inquérito demográfico de saúde, IDS 2022, indicam que o atraso de crescimento é o problema de nutrição mais significativo, afetando mais de 2 milhões de crianças moçambicanas anualmente.

Estima-se que 100 mil crianças com menos de cinco anos necessitam de tratamento para a desnutrição aguda grave. Em 2025, as províncias de Niassa, Nampula e Cabo Delgado registaram 47 mil casos de desnutrição nos últimos 12 meses.

Zonas prioritárias

A especialista em Nutrição da Unicef Moçambique destaca as zonas prioritárias face ao plano de contingência.

“Nós temos 15 mil crianças em risco de morte, mas sabemos que pelo menos 100 mil vão precisar de tratamento. O plano de contingência é a repriorização dos nossos recursos, estão muito escassos. Nós só temos capacidade neste momento para apoiar 20% dos casos que precisam de tratamento. Vamos priorizar as zonas mais afetadas. Em Cabo Delgado sete distritos, Nampula seriam quatro e Niassa apenas três. Mas sabemos que outras partes de cada uma destas províncias vão precisar desse apoio.”

Baldé afirma que investir no combate à desnutrição contribui para não deixar ninguém para trás, assim como, garante que Moçambique alcance as metas do desenvolvimento sustentável, ODS.

“Estimativas do Banco Mundial indicam que cada dólar que Moçambique investe no combate na desnutrição vai gerar pelo menos US$ 23 de retorno ao investimento. E é por isso que nos achamos que combater a desnutrição, prevenir mortes infantis evitáveis devido a desnutrição é uma das principais estratégias que podem garantir que Moçambique alcance as metas do desenvolvimento sustentável.”

Pobreza, insegurança alimentar e choques climáticos

Moçambique enfrenta um dos mais graves casos de desnutrição na África Subsaariana.  A pobreza, a insegurança alimentar, os choques climáticos, o acesso limitado aos serviços de saúde e saneamento são algumas das causas consideradas profundas.

Para Fanceni Baldé, a desnutrição contribui também para o aumento da mortalidade infantil no país.

“A desnutrição contribui com um terço de todas as mortes em Moçambique. Quer dizer uma criança com malária, por exemplo, se tiver desnutrição tem muito mais risco de morrer por causa dessa condição que está em baixo.

No ano passado morreram cerca de 300 crianças nas unidades de saúde por desnutrição, mas estimamos que este número não seja a realidade, tendo em conta que muitas das crianças que morrem por causas evitáveis como é o caso da malária, o sarampo ou até da cólera. O que lhe está a causar esse aumento da mortalidade é mesmo a desnutrição, a falta de alimentos.”

A Unicef trabalha em parceria com governo e outras entidades para fortalecer a resiliência de crianças e jovens diante dos desafios climáticos e hídricos.

A acão envolve a proteção das crianças por meio da melhoria de serviços essenciais, do desenvolvimento de habilidades para adaptação e a garantia de que elas sejam priorizadas na alocação de recursos financeiros e materiais relacionados a iniciativas climáticas. Ouri Pota – Moçambique ONU News


sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Guiné Equatorial - A ONG Eticultura apresenta a sua primeira peça teatral inclusiva para crianças com deficiência auditiva

Com esta atividade, a Eticultura comemorou o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência



O coletivo Eticultura encerrou nesta quinta-feira sua turnê teatral sobre a inclusão social de pessoas com deficiência na cidade de Malabo. A turnê, que incluiu palestras de consciencialização e atividades envolvendo pessoas com e sem deficiência, aconteceu em centros educacionais como parte das comemorações do Dia Mundial da Pessoa com Deficiência, celebrado em 3 de dezembro.

A fase final aconteceu no Centro Virgen María de África, em Malabo, onde, pela primeira vez, o grupo, através dos seus alunos, apresentou uma peça inclusiva com crianças com deficiência auditiva e crianças sem deficiência. A mensagem da apresentação centrou-se no esforço que a sociedade deve fazer para aprender a língua gestual, uma vez que esta permite uma melhor comunicação com o grupo minoritário que sofre de deficiência auditiva.

Durante a reunião, foram abordados aspectos importantes como cumprimentos e o alfabeto em língua gestual. "Precisamos aprender todos os dias, porque trabalhamos por uma sociedade mais inclusiva", disse o representante do grupo.

O centro Virgen María de África, um dos primeiros a implementar estratégias de inclusão social através da educação especial, expressou a sua gratidão ao grupo por esta iniciativa. Feliciano Ava – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


quinta-feira, 24 de julho de 2025

Japão – Alunos de uma escola de Osaka juntam-se a Portugal para proteger os oceanos

Dezenas de crianças japonesas juntaram-se na Expo2025, em Osaka, a um apelo para proteger os mares, que o Oceanário de Lisboa quer levar à cimeira da ONU sobre alterações climáticas, em Novembro, no Brasil


“Querem ser embaixadores dos oceanos aqui no Japão?”, perguntou, no Pavilhão de Portugal, a bióloga marinha Natacha Moreira, da Fundação Oceano Azul, aos alunos de duas turmas de uma escola de Osaka.

A resposta positiva veio num coro uníssono de 40 vozes, os primeiros jovens japoneses a assinar a Mini 30X30, “uma onda” lançada pela Oceano Azul e pelo Oceanário, em apoio da meta mundial de proteger 30% do oceano até 2030.

O director de Educação do Oceanário, Diogo Geraldes, disse à Lusa que uma primeira carta foi entregue durante a terceira Conferência do Oceano da ONU, que decorreu em Nice, França, em Junho.

Uma nova versão do documento será entregue na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), que decorre em Novembro em Belém, capital do estado do Pará, no norte do Brasil.

O apelo já reuniu o apoio de 9500 jovens de 27 países, mas na Ásia ainda só tinha contribuições de escolas da Malásia e de Timor-Leste.

O Oceanário preparou materiais sobre o Mini 30X30 em japonês especialmente para a Expo, que já existiam em português, espanhol, francês e inglês.

Antes de votarem unanimemente a favor do apelo, os jovens japoneses testaram as experiências interactivas do Oceanário numa das duas salas multiusos do Pavilhão de Portugal, cujo tema é “Oceano: Diálogo Azul”.

“O Oceanário de Lisboa é, em Portugal, a instituição com mais pergaminhos e experiência em literacia azul. Há mais de 25 anos que ensina professores e alunos a ter uma relação mais sustentável com o mar”, disse à Lusa o administrador executivo da Oceano Azul, Tiago Pitta e Cunha.

Uma experiência que levou o Oceanário e a Oceano Azul, com o apoio da Direcção-Geral da Educação, a desenvolver o programa Educar para uma Geração Azul, que promove a literacia do oceano entre os alunos dos 6 aos 10 anos.

Diogo Geraldes explicou que começaram pelo primeiro ciclo porque “é mais fácil dar formação aos professores, que muitas vezes são os mesmos do primeiro ao quarto ano”.

Durante cinco anos, o projecto deu formação a 1300 professores numa fase-piloto que decorreu nos municípios de Albufeira, Cascais, Mafra, Moura, Nazaré, Peniche, Silves, Sintra e na região autónoma dos Açores.

Após o fim desta fase, em Maio de 2024, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação decidiu alargar o programa a todas as escolas primárias do país e de incluir o oceano no currículo.

Tiago Pitta e Cunha disse que o objectivo é “educar a geração mais consciente de toda a União Europeia no que toca à ligação dos humanos com o oceano”. “Conseguiríamos, no fundo, ser um pouco, como os nórdicos foram para o ambiente [terrestre] a partir dos anos 70, os cidadãos portugueses seriam para o azul”, explicou o especialista.

Criada em 2017 pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos, que inclui no seu património o Oceanário de Lisboa, a Oceano Azul é uma entidade sem fins lucrativos, que tem por objecto contribuir para a conservação e utilização sustentável dos oceanos. Vítor Quintã – Agência Lusa in “Jornal Tribuna de Macau” com “Fundação Oceano Azul”


quarta-feira, 9 de julho de 2025

Moçambique - Realiza segunda ronda de vacinação contra pólio tipo 2

Moçambique está a realizar, entre os dias 8 e 12 de Julho de 2025, a segunda ronda da Campanha Nacional de Vacinação contra a Variante da Pólio Tipo 2, que vai abranger todas as crianças menores de 10 anos em todos os distritos do país.


Segundo o comunicado do Ministério de Saúde, “apesar de ter sido encerrado o surto da poliovírus selvagem em Maio de 2024, prevalece ainda a preocupação com a variante da pólio do tipo 2. Por isso, o Ministério da Saúde (MISAU) está a implementar rondas nacionais de vacinação contra a variante do tipo 2, usando a vacina (nOPV), que é específica para o controlo desta doença”.

A vacinação será realizada porta a porta, nas escolas, unidades sanitárias e em outros locais de maior concentração populacional. “No fim da segunda ronda da campanha, o país continuará a oferecer os serviços de vacinação de rotina e a realizar vigilância comunitária e busca activa dos casos suspeitos de Paralisia Flácida Aguda”, lê-se no comunicado.

Todas as crianças elegíveis deverão tomar a vacina, independentemente de terem sido vacinadas na primeira ronda ou na rotina. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 18 de junho de 2025

Moçambique - Superou meta ao vacinar mais de 19 milhões de crianças contra a poliomielite

Moçambique vacinou contra a poliomielite mais de 19 milhões de crianças até aos 10 anos, de 2 a 6 de Junho, acima da meta definida, anunciaram ontem as autoridades de saúde, prevendo outra fase de vacinação em Julho. “Se a meta é de 18,2 milhões, o alcançado esteve acima de 19 milhões, a cobertura total indica acima de 100%. Portanto, nós superámos a meta que havia sido definida”, disse Quinhas Fernandes, diretor nacional de Saúde Pública, em conferência de imprensa, em Maputo, para apresentação dos dados de vacinação contra a poliomielite de variante do tipo dois da doença, numa campanha nacional que decorreu de 02 a 06 de junho.



A cobertura administrativa nacional foi de 107%, tendo variado de 96% na província de Maputo, sul do país, até 111% em Nampula, norte de Moçambique, indicou. De acordo com Quinhas Fernandes, todas as campanhas de vacinação contra a pólio são avaliadas por equipas independentes ao setor, através da Avaliação de Qualidade em Lotes (LQAS).

Através deste método, no fim da campanha, numa amostra aleatória de 60 crianças por distrito, se houver mais de três não vacinadas, significa que o distrito, do ponto de vista epidemiológico, não está bem coberto.

Os resultados do LQAS, nesta operação de vacinação, indicam que 131 dos 159 distritos passaram nessa avaliação, representando cerca de 82%. Entre os 28 distritos que não passaram, 11 tiveram quatro a seis crianças não vacinadas, seis com sete a nove crianças não vacinadas e 11 com dez ou mais crianças não vacinadas, indicou Fernandes. “Estes resultados do LQAS são considerados bons, no entanto, para a segunda ronda, devemos lutar para melhorar esta performance. Isto será importantíssimo para controlar o surto da variante da pólio do tipo 2. Mais importante ainda será garantir que os distritos que não passaram nesta ronda tenham melhor desempenho na segunda”, referiu.

A próxima fase de vacinação contra a variante da pólio do tipo 2 será realizada entre 08 a 12 de julho, adiantou.

Em Maio de 2024, uma equipa independente que avaliou a resposta ao surto de poliomielite recomendou à Organização Mundial de Saúde (OMS) que fosse declarado o fim do surto da doença em Moçambique e no Maláui. “Após avaliações exaustivas no Maláui e em Moçambique, uma equipa independente de avaliação da resposta ao surto de poliomielite recomendou (…) que se declare o fim do surto de poliovírus selvagem do tipo 1 [PVS1]” nos dois países, “um marco significativo na luta contra a poliomielite na região africana”, afirmou, na altura, a OMS em comunicado. In “Ponto Final” - Macau



sábado, 17 de maio de 2025

Namíbia - Ex-Presidente pede a Angola que ponha fim à situação das crianças que atravessam a fronteira para pedir dinheiro em Windhoek e apela à construção de escolas no Cunene

O antigo Presidente da Namíbia, Hifikepunye Pohamba, pediu a Angola que ponha fim à situação das crianças que atravessam a fronteira que divide os dois países para pedir dinheiro nas ruas de Windhoek e apelou à construção de escolas no Cunene, perguntando "pode um país realmente prosperar se as portas do conhecimento permanecerem fechadas aos menos afortunados?"



Num vídeo produzido durante uma cerimónia na Universidade de Ciência e Tecnologia da Namíbia, em Eenhana, Pohamba disse que as crianças angolanas a sofrer e a pedir dinheiro nas ruas Windhoek estão a dar uma má imagem à Namíbia.

"Quando os turistas chegam, pensam que essas crianças são namibianas", afirmou, instando o Governo angolano a construir escolas.

O ex-Presidente, que em 2015 ganhou o prémio de excelência na liderança em Africa atribuído pela Fundação Mo Ibrahim, manifestou igualmente preocupação pelo facto de as crianças angolanas estarem a perder educação por serem empregadas como pastores de gado na Namíbia.

"As crianças angolanas são trazidas para a Namíbia para cuidar das cabras e do gado enquanto os nossos filhos estão na escola. Não podemos acabar com esta situação?" perguntou Pohamba, sublinhando a iimportância da educação como ferramenta para transformar vidas, comunidades e nações.

"Pode um país realmente prosperar se as portas do conhecimento permanecerem fechadas aos menos afortunados? Devemos encarar o investimento na educação não como um custo, mas como uma base para o crescimento económico, a justiça social e o desenvolvimento nacional", afirmou, citado também pelo jornal The Namibian. In “Novo Jornal” - Angola


quarta-feira, 16 de abril de 2025

Cabo Verde – Associação Colmeia celebra 11 anos a lutar pela inclusão de crianças e jovens com deficiência

Cidade da Praia - A associação Colmeia celebrou hoje 11 anos de existência ao serviço da inclusão social de crianças, adolescentes e jovens com deficiência, reforçando o apelo à criação de um serviço nacional de intervenção precoce e mais apoios sociais.



Em entrevista à imprensa, a presidente da associação, Isabel Moniz, enfatizou a importância de um serviço de intervenção precoce em Cabo Verde.

Embora existam especialistas no país, a presidente da Colmeia sublinhou que a falta de uma estrutura organizada impede um acompanhamento eficaz desde a infância.

Segundo Isabel Moniz, a Colmeia acompanha quase 800 crianças, adolescentes e jovens, oferecendo apoio a toda família, incluindo transportes para o atendimento, um esforço essencial para as famílias com poucos recursos.

A fonoaudióloga Jocilene Fortes, que integra a equipa da Colmeia há mais de um ano, destacou a importância do trabalho realizado, lembrando que muitas das crianças chegam até à associação com diagnósticos, como autismo, paralisia cerebral ou hiperatividade, “criam novas habilidades e ganham autonomia”.

“O maior ganho da Colmeia é o esforço e trabalho em equipa é ver o sorriso das crianças e das famílias. A comunicação melhora, o comportamento melhora até o rendimento escolar aumenta”, explicou.

Antónia Amado e Manuela Barbosa expressaram a sua gratidão pela evolução dos seus familiares que frequentam a associação.

“É evidente que o apoio recebido tem sido fundamental para o desenvolvimento e autonomia”, concluíram.

A cerimónia contou com testemunhos de parceiros, familiares e beneficiários da Colmeia.

Houve também exposição e vendas dos trabalhos artísticos desenvolvidos pelos formandos do programa “Oficinas Temáticas”, que inclui áreas como pintura, costura e artesanatos. In “Inforpress” – Cabo Verde   


terça-feira, 25 de março de 2025

Moçambique - Pelo menos 900 crianças deslocadas em Cabo Delgado reintegradas no ensino

Pelo menos 900 crianças deslocadas na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, estão a ser reintegradas no sistema nacional de educação, no âmbito do Programa de Educação Acelerada para menores que abandonaram o ensino devido a ataques terroristas.



“Estes programas permitem que as crianças recuperem o tempo perdido e as competências não desenvolvidas no momento oportuno, alcançando deste modo os colegas da mesma idade e nível escolar”, disse o diretor de educação em Cabo Delgado, Afonso Sacume, durante o Conselho consultivo provincial.

Desde outubro de 2017, Cabo Delgado, rica em gás, enfrenta uma rebelião armada, que provocou milhares de mortos e uma crise humanitária, com mais de um milhão de pessoas deslocadas.

Segundo o diretor de educação na província de Cabo Delgado, o Programa de Educação Acelerada, aprovado pelo Governo em 2024, está a ser implementado nos distritos de Mueda, Ancuabe e Chiúre e visa “melhorar a aprendizagem de crianças deslocadas”.

O responsável disse que o programa visa “recuperar as crianças deslocadas e fora da escola e devolve-las ao ensino do sistema nacional de educação e integrar de forma satisfatória as crianças deslocadas através da recuperação do tempo e competências perdidos”.

Só em 2024, pelo menos 349 pessoas morreram em ataques de grupos extremistas islâmicos na província, um aumento de 36% face ao ano anterior, segundo dados divulgados recentemente pelo Centro de Estudos Estratégicos de África, uma instituição académica do Departamento de Defesa do Governo norte-americano que analisa conflitos em África.

O último grande ataque deu-se em 10 e 11 de maio de 2024, à sede distrital de Macomia, com cerca de uma centena de rebeldes a saquearem a vila, provocando vários mortos e fortes combates com as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e militares ruandeses, que apoiam Moçambique no combate aos ataques armados. In “Ponto Final” - Macau


segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Indonésia - Lança programa de refeições gratuitas para crianças e grávidas

A Indonésia deu início ontem a um ambicioso programa de refeições gratuitas, no valor de 4,2 mil milhões de euros, para combater o atraso de crescimento devido à subnutrição, uma promessa eleitoral do Presidente, Prabowo Subianto



Subianto, que sucedeu a Joko Widodo em outubro, comprometeu-se a fornecer refeições gratuitas a dezenas de milhões de crianças em idade escolar e mulheres grávidas, afirmando que isso melhoraria a qualidade de vida e impulsionaria o crescimento económico. “Isto é histórico para a Indonésia, que pela primeira vez está a implementar um programa nacional de nutrição para crianças, estudantes, mães grávidas e lactantes”, sublinhou o porta-voz presidencial, Hasan Nasbi, no domingo à noite.

O Governo indonésio atribuiu 10 mil rupias (0,59 euros) por refeição às cozinhas que se comprometam a servir arroz, proteínas, legumes e fruta.

A meta do Executivo é atingir 19,47 milhões de crianças em idade escolar e mulheres grávidas em 2025, mas o objetivo final é de vir a fornecer refeições a quase 83 milhões de pessoas, incluindo alunos em mais de 400 mil escolas em todo o país, até 2029.

O orçamento global do programa é de 71 mil milhões de rupias (4,2 mil milhões de euros) para 2025, montante que permite ao Executivo manter o défice do Orçamento do Estado anual abaixo do limite máximo legislado de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), afirmou o líder da recém-formada Agência Nacional de Nutrição.

Dadan Hindayana acrescentou que o dinheiro permitirá adquirir cerca de 6,7 milhões de toneladas de arroz, 1,2 milhões de toneladas de frango, 500 mil toneladas de carne de bovino, um milhão de toneladas de peixe, legumes e frutas e quatro milhões de litros de leite, e que serão montadas, pelo menos, cinco mil cozinhas em todo o país.

O programa de refeições gratuitas visa combater o atraso de crescimento, que afeta 21,5% das crianças do vasto arquipélago de cerca de 282 milhões de pessoas. A Indonésia quer reduzir esta taxa para 5% até 2045.

Prabowo defendeu este programa com veemência durante a campanha presidencial e prometeu que as regiões mais pobres e isoladas do país do Sudeste Asiático serão a prioridade.

Depois de chegar ao poder, o antigo general visitou vários países, incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido, para obter apoio financeiro.

Na China, durante a primeira visita como Presidente, em novembro, chegou a um acordo no valor de 10 mil milhões de dólares (9,7 mil milhões de euros) com o líder chinês Xi Jinping para apoiar várias políticas, incluindo o programa de refeições gratuitas. No entanto, alguns analistas duvidam da viabilidade do programa a longo prazo.

“Estou bastante pessimista se tudo for assumido pelo governo central. Economicamente, não será sustentável”, disse à agência de notícias France Presse Aditya Alta, analista do Centro de Estudos Políticos da Indonésia, em Jacarta. “O atraso de crescimento é um problema multidimensional e não pode ser resolvido através de uma única abordagem”, acrescentou. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa” 


quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

São Tomé e Príncipe - UNICEF ajusta o quadro de cooperação com o país para reforçar a protecção das crianças

O programa-quadro de cooperação que liga a UNICEF e o governo de São Tomé e Príncipe tem a duração de 5 anos, e já se encontra no terceiro ano de execução.



O trabalhado de revisão e planificação com os parceiros realizado no dia 2 de novembro, permitiu identificar os ajustes necessários ao programa-quadro, e os investimentos prioritários para que o programa contribua para que São Tomé e Príncipe atinja os objectivos de desenvolvimento sustentável. A protecção das crianças e a promoção dos direitos delas, é a principal meta.

«No caso de São Tomé e Príncipe o difícil ambiente socioeconómico e a significativa tendência migratória vêm dificultar ainda mais esses esforços», alertou Marie-Reine Fabry, representante da UNICEF em São Tomé e Príncipe.

Nos últimos dois anos, o fenómeno migratório evoluiu em São Tomé e Príncipe para o patamar de fuga. As crianças são as que mais sofrem. Abundam casos em que sobretudo as mães chefes de família sufocadas com o aperto económico, e a ameaça da fome abandonam as crianças em casa, ou entregam aos vizinhos, e fogem para Europa em busca de pão.

A representante da UNICEF contextualizou a revisão e a planificação do programa-quadro de cooperação da UNICEF neste cenário de crise que fustiga tanto São Tomé e Príncipe como o mundo em geral.

«Esta reflexão surge numa altura em que enfrentamos grandes desafios globais, incluindo crises políticas e climáticas pobreza e discriminação cujo impacto ultrapassa fronteiras e afecta crianças e a comunidades em todo o mundo», precisou Marie-Reine Fabry.

Um contexto que coloca mais ameaças sobre a protecção e os direitos das crianças. A revisão do programa-quadro, pretende cultivar resiliência para conter o sofrimento das crianças.

«Este contexto recorda-nos o quão essencial é salvaguardar os direitos das crianças com o desafio acrescido de recursos cada vez mais escassos, que nos obrigam mais doi que nunca a ser inovadores e a trabalhar em parceria», pontuou a representante da UNICEF.

No relatório recentemente publicado sobre a situação mundial das crianças a UNICEF diz que 3 fenómenos vão ter impacto profundo na vida das crianças até 2050, nomeadamente as alterações demográficas, as crises climáticas e ambientais, e as novas tecnologias.

Em São Tomé e Príncipe já foi lançado um programa de análise do impacto das alterações climáticas para as crianças. E também foi criado comités distritais juvenis para a acção climática.

Por outro lado, Marie-Reine Fabry destacou a melhoria do sistema de ensino pré-escolar através da capacitação de 575 professores de 62 jardins de infância. A vacinação das crianças é a prioridade no sector da saúde. Foi elaborada uma nova estratégia nacional de imunização e a aprovação de financiamentos da Acção Mundial para Vacinação e Imunização (GAVI), para melhorar o sistema de refrigeração das vacinas.

Já nesta terça-feira, 3 de dezembro, a representante da UNICEF assistiu a mais uma sessão do parlamento infantil. A questão dos direitos das crianças esteve no centro do debate parlamentar coordenado pela Presidente da Assembleia Nacional, Celmira Sacramento. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón” 


sábado, 14 de setembro de 2024

Angola - Carlos Almeida pretende massificar o basquetebol nas escolas e nos bairros

O ex-basquetebolista Carlos Almeida abraçou o projecto “Massificar o basquetebol nas escolas e bairros do Soyo”, numa iniciativa da petrolífera Etu Energias, no âmbito da sua responsabilidade social


Numa primeira fase, o antigo craque do Petro de Luanda, 1.º de Agosto e da Selecção Nacional vai fazer o levantamento das quadras desportivas para a efectivação da modalidade, que se encontra adormecida na vila do Soyo.

O ex-secretário de Estado dos Desportos disse ter abraçado o projecto por ter sido um basquetebolista de referência. "Venho a defender esta iniciativa há muitos anos. Foi assim que abracei este projecto, onde vou fazer a minha parte com muita dedicação, como fiz quando defendi as cores do nosso país”, afirmou.

Para o basquetebolista, o convite da petrolífera Etu Energias para massificar a modalidade é um reconhecimento da empresa angolana à sua pessoa, pelo contributo que deu ao basquetebol, tanto nos clubes, como na Selecção.

As crianças, adolescentes e jovens da vila do Soyo e arredores, que pretendam abraçar o basquetebol e tornar-se atletas de referência a nível da província do Zaire e do país, podem contar com os préstimos de Carlos Almeida. O ex-atleta pretende deixar um "legado inesquecível”.

Além da escassez de material, do pouco tempo que manteve com alguns jovens ávidos em praticar o basquetebol, Carlos Almeida disse ter notado que lhes falta conhecimentos sobre a modalidade.

Com a iniciativa da petrolífera, referiu, essas barreiras vão ser ultrapassadas e o projecto de requalificação das quadras desportivas, tanto nas escolas e bairros do Soyo, vai proporcionar melhores condições a todos aqueles que aspiram em ser basquetebolistas de referência.

Para um trabalho eficaz relativamente à massificação da modalidade, o antigo craque precisou que vai contactar alguns companheiros no processo de treinamento e na transmissão de conhecimentos. Fula Martins – Angola in “Jornal de Angola”


quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Cabo Verde - Conta ter reduzido em 20% anemia em crianças e grávidas

Cabo Verde espera que os dados de 2025 mostrem uma redução de 20% da prevalência da anemia em menores de 5 anos e grávidas e em 50% nas mulheres em idade reprodutiva, revelou fonte oficial

“Estamos a contar que nos dados atualizados do novo inquérito demográfico vejamos esses progressos”, face ao quadro verificado em 2018, afirmou Dulcineia Trigueiros, nutricionista do Programa Nacional de Nutrição e ponto focal das escolas promotoras de Saúde de Cabo Verde.

Segundo os resultados do Terceiro Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva (IDSR – III), publicados há quase seis anos, 43% das crianças cabo-verdianas de 6 a 59 meses eram anémicas, apesar de uma redução de 52% relativamente a 2005.

Nas grávidas, essa prevalência passou de 43% em 2005 para 22% em 2018 e nas mulheres em idade fértil – dos 15 aos 49 anos – baixou de 28% para 21% no mesmo período.

A responsável disse à Lusa que, passados quase seis anos do último estudo, as autoridades de saúde cabo-verdianas preveem realizar o Quarto Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva (IDSR – IV) para atualizar os dados.

A nutricionista mostrou-se confiante na redução com base em várias medidas que têm sido adoptadas nos últimos anos no país, entre elas, desde 2017, a fortificação domiciliária com um micronutriente em pó (Vitaferro) para crianças menores de 5 anos.

Também tem sido dado um suplemento com sulfato ferroso às crianças do Ensino Básico Obrigatório (EBO), dos seis aos 12 anos, e a suplementação com sulfato ferroso e ácido fólico às grávidas e puérperas.

A fortificação da farinha de trigo com ferro e ácido fólico e educação e orientação nutricional para o consumo de alimentos ricos em ferro são outras das medidas que as autoridades sanitárias cabo-verdianas têm implementado, que contam com apoio nacional e internacional.

“Achamos que temos tido resultados positivos, mas precisamos fazer as avaliações através de indicações actualizadas para ver se estamos a ter progressos”, considerou, recomendando uma alimentação variada e equilibrada com fonte de ferro a crianças depois dos seis meses.

A anemia pode levar a um desenvolvimento cognitivo inadequado e a um pior desempenho escolar, sendo mais prevalecente em crianças de famílias e meios mais carenciados.

A nutricionista pediu a participação de vários outros setores na luta para redução da prevalência da anemia no país, como o desenvolvimento social, a agricultura, a educação, água e saneamento, dos pais e de toda a sociedade civil. “Temos de capacitar as pessoas, as famílias e a comunidade em questões de saúde, para aumentar a literacia da população e consolidar as políticas e estratégias já definidas”, apontou.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica de “um problema grave de saúde pública” qualquer prevalência de anemia acima dos 40%. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Moçambique - Início da vacinação contra a malária

Moçambique registou 6,2 milhões de casos de malária no primeiro semestre de 2024, menos 22% em igual período do ano passado, e o número de óbitos provocados pela doença baixou para 196, anunciou o Governo.

“A malária continua a ser um dos maiores problemas de saúde pública no nosso país e, em parte, condiciona o nosso desenvolvimento económico”, reconheceu na província da Zambézia, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, durante o arranque do programa de vacinação contra a doença.

O governante referiu que, só nos primeiros seis meses deste ano, Moçambique registou cerca de 6,2 milhões de casos de malária contra oito milhões em igual período de 2023, o que representa uma redução em 22%.

O responsável acrescentou que, no primeiro semestre deste ano, foram registados 196 óbitos intra-hospitalares contra 211 mortes em igual período de 2023, representando uma redução na ordem de 7%.

“Os ganhos acima referidos resultam da utilização de intervenções combinadas e eficazes que têm impacto na redução do peso da malária no país”, afirmou o ministro, acrescentando que a nova vacina vai ser administrada em todas as unidades sanitárias da província da Zambézia.

“A selecção da província da Zambézia como pioneira está relacionada com o facto de ser a que tem o elevado peso da doença, medido pelo número de casos e óbitos”, referiu o governante, destacando igualmente que a vacinação vai expandir-se para todo o país a partir de 2025, em função do aumento da disponibilidade da vacina a nível global.

Moçambique iniciou a vacinação contra a malária no país, começando na província da Zambézia, centro do país, com um grupo alvo de crianças dos seis aos 11 meses, anunciou o Ministério da Saúde.

“A vacina contra a malária tem efeitos na redução dos casos graves e óbitos por malária”, pode ler-se num documento do Ministério da Saúde que acrescenta que a vacinação que arranca hoje representa um investimento, numa primeira fase, de 381.229 dólares, financiados pelo Governo e pela Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi), entre outros parceiros.

As autoridades nacionais anunciaram anteriormente que será utilizada no país a R21/Matrix-M, segunda vacina contra a malária para crianças, desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e aprovada em Outubro pela Organização Mundial da Saúde (OMS). In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 17 de julho de 2024

Espanha – Estudo revela que crianças que vivem perto de espaços verdes na Europa têm pulmões mais saudáveis

O estudo recomenda que as cidades sejam projetadas para incorporar muitos espaços verdes


Crianças que vivem em bairros mais verdes têm melhor função pulmonar, de acordo com um novo estudo.

A pesquisa, liderada pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), analisou dados de 35.000 crianças em oito países europeus diferentes: Dinamarca, França, Itália, Lituânia, Noruega, Holanda, Espanha e Reino Unido.

Foi encontrada uma ligação “robusta” entre a exposição a espaços verdes na primeira infância e a melhor função pulmonar. Descobriu-se que crianças que vivem em bairros mais verdes têm melhor função pulmonar. Aquelas que vivem mais longe de espaços verdes têm menor volume pulmonar - a quantidade máxima de ar que uma pessoa pode expirar sem um limite de tempo após respirar fundo.

“As nossas descobertas destacam a importância de integrar espaços verdes em ambientes urbanos para uma melhor saúde respiratória, também em crianças”, diz a autora principal do estudo, Martine Vrijheid.

“Se a forma como as cidades são configuradas é um fator que contribui para a desigualdade, o planeamento urbano que conscientemente contribui para aliviar a desigualdade é importante.”

Como os espaços verdes melhoram a saúde respiratória?

Os autores do estudo dizem que a nossa compreensão de como os espaços verdes afetam a função pulmonar ainda é incompleta, mas eles têm algumas teorias.

“Sabemos que os espaços verdes reduzem a poluição do ar, o que por sua vez afeta a saúde respiratória. Também acreditamos que os espaços verdes podem expor as crianças à microbiota benéfica, o que pode contribuir para o desenvolvimento do sistema imunológico e influenciar indiretamente a função pulmonar”, explica Amanda Fernandes, primeira autora e pesquisadora do ISGlobal.

“Finalmente, os espaços verdes perto de casa provavelmente refletem a presença de áreas de lazer que incentivam a atividade física numa idade em que os pulmões ainda estão em desenvolvimento.”

Eles também observaram os lugares residenciais das mães durante a gravidez para ver se os espaços verdes tiveram impacto antes do nascimento. O verde não foi associado a nenhum dos indicadores de saúde respiratória, sugerindo que a função pulmonar melhorada está ligada a algo que acontece na infância.

Embora uma melhor função pulmonar tenha sido observada em crianças de todas as origens socioeconómicas, o efeito foi mais forte naquelas de origens socioeconómicas mais elevadas.

“Uma possível explicação para isso pode ser que famílias com maior escolaridade ou rendimento podem ter acesso a áreas verdes de maior qualidade, mais seguras e mais bem conservadas”, diz Fernandes. Euronews.green

terça-feira, 2 de julho de 2024

Moçambique - Venâncio Calisto brinca de faz de contas na oficina de criação teatral

O encenador Venâncio Calisto vai conduzir uma oficina de criação teatral para crianças dos 6 aos 12 anos de idade, próximo sábado, 6, às 10h30, no Auditório do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo.


Durante a actividade, as crianças serão desafiadas a criar uma encenação colectiva inspirada em brincadeiras de infância, utilizando movimento, canção e palavra como formas de expressão artística.

A oficina de criação teatral para crianças não vai entreter como também vai promover a interacção dos mais novos com o ambiente, facilitando o desenvolvimento de habilidades motoras e psicológicas, fortalecendo os laços familiares e ampliando a sua compreensão do mundo ao seu redor.

A oficina de criação teatral para crianças, igualmente, pretende proporcionar uma experiência onde os petizes podem criar e vivenciar histórias, desenvolvendo habilidades expressivas e colaborativas, enquanto fortalece a sua confiança e capacidade de trabalhar em grupo. In “O País” - Moçambique