Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Moçambique – A Fundação Fernando Leite Couto apresenta “A Arte do Pensamento Crítico”, programa para 90 jovens dos PALOP

A Fundação Fernando Leite Couto, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e em parceria com os colectivos CACAU (São Tomé e Príncipe), Kino Yetu (Angola), Ur-GENTE (Guiné-Bissau) e o Instituto Pedro Pires (Cabo Verde) promove em 2026 A Arte do Pensamento Crítico, um programa dirigido a 90 jovens de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.


O crescimento do espaço digital ampliou a circulação de informação e a coexistência de múltiplas narrativas, tornando mais complexos os processos de interpretação de conteúdos e do mundo. Neste contexto, o pensamento crítico afirma-se como uma competência essencial para interpretar, questionar e enquadrar narrativas. A Arte do Pensamento Crítico parte desta realidade contemporânea e propõe um espaço de formação e criação centrado na relação entre o pensamento crítico e as linguagens artísticas contemporâneas.

O programa estrutura-se em masterclasses, oficinas práticas, sessões de mentoria e uma mostra pública de trabalhos desenvolvidos, dirigindo-se a jovens entre os 18 e os 30 anos, nacionais e residentes nos PALOP.

As masterclasses reúnem escritores, académicos, jornalistas e criadores como Francisco Noa, Eduardo Quive, Raquel Lima, Nástio Mosquito e Mehak Vieira, e abordam temas como pensamento crítico, desinformação, identidade, linguagem e circulação de narrativas no contexto contemporâneo. A sessão de abertura do ciclo de masterclasses estará a cargo de Mia Couto e Elísio Macamo.

Nas oficinas, os participantes desenvolvem trabalhos autorais em escrita, fotografia e vídeo, acompanhados por facilitadores como José dos Remédios, Luísa Nhamtunbo e João Graça, que intervêm directamente no processo de construção das ideias e na tomada de decisões estruturantes relativos ao que se pretende como resultado.

O percurso inclui ainda sessões de mentoria individual e acompanhamento do desenvolvimento dos trabalhos, promovendo o aprofundamento dos processos de criação e reflexão. O programa culmina numa mostra pública de trabalhos desenvolvidos, apresentando obras em diferentes linguagens (texto, fotografia, vídeo e storytelling) produzidas ao longo do percurso.

A Arte do Pensamento Crítico parte da ideia de que o pensamento crítico não é apenas uma competência individual, mas um processo activo de construção de sentido, em diálogo com as práticas artísticas contemporâneas. As candidaturas ao programa abrem em data a anunciar brevemente. In “Moz Entretenimento” - Moçambique



quarta-feira, 23 de abril de 2025

Macau e Brasil apoiam investigação científica conjunta

Macau e o estado brasileiro de São Paulo vão apoiar projectos de investigação científica conjuntos com até 2,3 milhões de patacas. O programa foi lançado entre o FDCT e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo



O Governo anunciou um programa para financiar, com até 2,3 milhões de patacas, investigação científica conjunta com o estado brasileiro de São Paulo em áreas como a biomedicina, inteligência artificial e ciências espaciais. Num comunicado, o Fundo para o Desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia (FDCT) disse que o programa foi lançado com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

O FDCT sublinhou que um dos objectivos do programa, cujo período de candidatura está aberto até 13 de Junho, é “encorajar os intercâmbios científicos e tecnológicos entre Macau e os países de língua portuguesa”.

O reitor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau disse à Lusa que o programa, “criado muito recentemente”, reflecte a política do novo Governo, de reforçar os laços com os países lusófonos.

Joseph Lee Hun-wei disse que o programa nasceu de um acordo de cooperação com a FAPESP, celebrado durante uma viagem ao Brasil de uma delegação do FDCT. O acordo, válido por cinco anos, foi assinado no dia 3 de Abril pelo presidente do FDCT, Alex Che Weng Keong.

Joseph Lee falava à margem de uma sessão da Cimeira das Universidades da Ásia, que começou ontem em Macau, durante a qual várias universidades do território destacaram a importância da colaboração científica com os países lusófonos.

De acordo com um comunicado da FAPESP, o programa vai financiar projectos de investigação conjunta nas áreas da biomedicina, inteligência artificial, tecnologia dos oceanos, ciências espaciais e agricultura.

A FAPESP irá financiar com um valor máximo de 600 mil reais, enquanto o FDCT irá apoiar com até 1,5 milhões de patacas, durante um período máximo de três anos.

O FDCT anunciou também que estão abertas até ao fim do mês as candidaturas a um novo programa para financiar investigação científica e tecnológica com o exterior, incluindo países lusófonos. Em Fevereiro, o FDCT disse à Lusa que “o financiamento está disponível para projectos de investigação em cooperação com qualquer país de língua portuguesa; não é dada preferência a nenhum país em particular”.

Cada um dos projectos aprovados no âmbito do Programa de Financiamento para Cooperação Externa em Ciência e Tecnologia poderá receber até cinco milhões de patacas, acrescentou o fundo. “Tendo em conta que este é o ano inaugural deste programa, o número exacto de projectos a financiar será decidido com base na qualidade e quantidade de candidaturas recebidas”, sublinhou o FDCT.

O fundo organizou a 20 de Janeiro uma sessão de esclarecimento sobre este e outros programas de financiamento de projectos, que contou com cerca de 300 representantes de instituições de ensino superior, associações científicas e empresas tecnológicas de Macau. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Indonésia - Lança programa de refeições gratuitas para crianças e grávidas

A Indonésia deu início ontem a um ambicioso programa de refeições gratuitas, no valor de 4,2 mil milhões de euros, para combater o atraso de crescimento devido à subnutrição, uma promessa eleitoral do Presidente, Prabowo Subianto



Subianto, que sucedeu a Joko Widodo em outubro, comprometeu-se a fornecer refeições gratuitas a dezenas de milhões de crianças em idade escolar e mulheres grávidas, afirmando que isso melhoraria a qualidade de vida e impulsionaria o crescimento económico. “Isto é histórico para a Indonésia, que pela primeira vez está a implementar um programa nacional de nutrição para crianças, estudantes, mães grávidas e lactantes”, sublinhou o porta-voz presidencial, Hasan Nasbi, no domingo à noite.

O Governo indonésio atribuiu 10 mil rupias (0,59 euros) por refeição às cozinhas que se comprometam a servir arroz, proteínas, legumes e fruta.

A meta do Executivo é atingir 19,47 milhões de crianças em idade escolar e mulheres grávidas em 2025, mas o objetivo final é de vir a fornecer refeições a quase 83 milhões de pessoas, incluindo alunos em mais de 400 mil escolas em todo o país, até 2029.

O orçamento global do programa é de 71 mil milhões de rupias (4,2 mil milhões de euros) para 2025, montante que permite ao Executivo manter o défice do Orçamento do Estado anual abaixo do limite máximo legislado de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), afirmou o líder da recém-formada Agência Nacional de Nutrição.

Dadan Hindayana acrescentou que o dinheiro permitirá adquirir cerca de 6,7 milhões de toneladas de arroz, 1,2 milhões de toneladas de frango, 500 mil toneladas de carne de bovino, um milhão de toneladas de peixe, legumes e frutas e quatro milhões de litros de leite, e que serão montadas, pelo menos, cinco mil cozinhas em todo o país.

O programa de refeições gratuitas visa combater o atraso de crescimento, que afeta 21,5% das crianças do vasto arquipélago de cerca de 282 milhões de pessoas. A Indonésia quer reduzir esta taxa para 5% até 2045.

Prabowo defendeu este programa com veemência durante a campanha presidencial e prometeu que as regiões mais pobres e isoladas do país do Sudeste Asiático serão a prioridade.

Depois de chegar ao poder, o antigo general visitou vários países, incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido, para obter apoio financeiro.

Na China, durante a primeira visita como Presidente, em novembro, chegou a um acordo no valor de 10 mil milhões de dólares (9,7 mil milhões de euros) com o líder chinês Xi Jinping para apoiar várias políticas, incluindo o programa de refeições gratuitas. No entanto, alguns analistas duvidam da viabilidade do programa a longo prazo.

“Estou bastante pessimista se tudo for assumido pelo governo central. Economicamente, não será sustentável”, disse à agência de notícias France Presse Aditya Alta, analista do Centro de Estudos Políticos da Indonésia, em Jacarta. “O atraso de crescimento é um problema multidimensional e não pode ser resolvido através de uma única abordagem”, acrescentou. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa” 


sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Cabo Verde - Candidatura para BA- Cultura decorre até 31 de Janeiro de 2025

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC) informou que já estão abertas as candidaturas para acesso ao financiamento ao programa Bolsa de Acesso à Cultura (BA-Cultura). Os documentos solicitados devem ser entregues até o dia 31 de Janeiro de 2025



Segundo o MCIC, podem-se candidatar à bolsa Associações, ONG e Escolas de Artes.

Criado em 2017, o programa apoiou 42 escolas, associações e ONG, num financiamento de 10 milhões de escudos cabo-verdianos e pouco mais de 1000 alunos bolseiros.

O MCIC assegura que para o ano de 2025 será disponibilizado um total de 31.327.067 escudos, a serem transferidos às entidades beneficiárias.

O programa Bolsa de Acesso à Cultura, que visa maximizar o ensino artístico em Cabo Verde, permite às famílias com menos recursos inscreverem os seus educandos em várias aulas de arte, dentro das comunidades.

BA-Cultura é uma iniciativa do Governo, através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, com um forte engajamento de escolas, associações e ONG que todos os anos se candidatam ao acesso ao financiamento do programa.

O programa é uma política activa de financiamento de actividades múltiplas, sejam elas aulas, seminários ou aulas de iniciação artísticas, designadamente nas artes de design, artes plásticas, dança, fotografias, música e linguagem corporal ou ligadas às indústrias criativas, promovidas por escolas particulares, associações não governamentais de cariz artístico-cultural, cujo propósito é garantir que a população com menos recursos não fique excluída da fruição da arte.

Paralelamente, o programa procura dar sustentabilidade às pequenas iniciativas nas escolas de ensino artístico, financiando as propinas dos alunos que são de famílias com baixo poder económico. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sábado, 30 de dezembro de 2023

Portugal - Governo cria comissariado para comemorações dos 500 anos de Camões

O Governo criou dia 28 o comissariado consultivo encarregado de definir até maio o programa para as comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, a cumprir durante um ano, a partir de 10 de junho de 2024.

O despacho que cria o comissariado para as “Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões” foi assinado em conjunto pelo ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, e pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Francisco André, indica o comunicado do Ministério da Cultura enviado à agência Lusa.

A proposta de programa, segundo este despacho, “deverá ser apresentada ao Governo até 20 de maio” próximo, com o início das comemorações a ter início em 10 de junho, 21 dias mais tarde, prolongando-se por um ano até ao 10 de junho seguinte, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades de 2025.

A criação do comissariado consultivo foi determinada em maio de 2021, por resolução do Conselho de Ministros, estabelecendo a sua composição por representantes das “entidades responsáveis pela coordenação de diversas dimensões do programa”, tendo por missão a definição desse programa até final de 2022, juntamente com a comissária desde então designada, a professora catedrática Rita Marnoto, da Universidade de Coimbra.

Segundo o despacho, o comissariado é composto por representantes do Camões Instituto, nomeadamente pelo investigador Joaquim Coelho Ramos e a diretora de Serviços Culturais, Cristina Caetano; da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), pela diretora, Inês Cordeiro, e pela subdiretora-geral, Margarida Lopes; da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), através do subdiretor-geral Bruno Eiras; e pelo diretor-geral das Artes, Américo Rodrigues.

O Camões – Instituto de Cooperação e da Língua será a “entidade responsável pela coordenação da dimensão externa do programa”, a BNP terá “a coordenação da dimensão interna”, a DGLAB, “a coordenação da dimensão do livro, das bibliotecas e da leitura”, e a Direção-Geral das Artes coordenará “a dimensão artística do programa”, como se lê no comunicado do Ministério da Cultura.

No passado dia 20, em entrevista à agência Lusa, a catedrática Rita Marnoto, comissária designada para preparar o programa das comemorações, em coordenação com as estruturas previstas, disse nada existir além da intenção do Governo de assinalar a data.

A resolução do Conselho de Ministros de 2021, que determinou a realização das comemorações, nomeou a comissária e estabeleceu a criação de uma Comissão de Honra pelo Presidente da República, do comissariado agora criado por despacho dos ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Cultura, e ainda a criação de uma estrutura de missão.

O mesmo diploma definia que o programa deveria ser concluído e proposto ao Governo até ao final de 2022, e que as comemorações decorreriam entre 12 de março de 2024 e 10 de junho de 2025.

No entanto, a catedrática Rita Marnoto, especialista em Literatura, disse então à Lusa que nenhuma medida tinha sido tomada para a criação dessas estruturas, até essa altura, condição necessária para o desenvolvimento do projeto e do programa.

“Estou na expectativa de que sejam designadas as duas comissões e a estrutura de missão”, disse Rita Marnoto à Lusa, na semana passada. “A criação das duas comissões e da estrutura de missão são condição para que a comissária possa começar a trabalhar, a fazer os seus projetos, a fazer a programação”.

A resolução de 2021 do Conselho de Ministros sublinhava a importância das comemorações do quinto centenário do nascimento de Luís Vaz de Camões (1524-1580), considerando-a “uma oportunidade única” para pensar o legado de “um dos maiores vultos da literatura universal […], reconhecido como fundador de uma ideia de universalidade que hoje nos surge como revolucionária na escrita, na vocação e no pensamento.” In “Mundo Lusíada” - Brasil


quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

Portugal - Programa das comemorações dos 500 anos do poeta Luís Camões em 2024 está por fazer

Os 500 anos do nascimento de Luís de Camões assinalam-se no próximo ano, mas o programa das comemorações que deveria ter sido proposto ao Governo português até final de 2022 não existe, porque depende de estruturas que nunca foram criadas.

Nada existe além do anúncio da intenção do Governo de comemorar este feito, disse à agência Lusa a catedrática Rita Marnoto, comissária designada para preparar o programa das comemorações, em coordenação com as estruturas previstas, em vésperas da chegada do ano em que se assinala o quinto centenário do nascimento daquele que é considerado o poeta maior da língua portuguesa.

Em maio de 2021, uma resolução do Conselho de Ministros determinou a realização das comemorações, nomeando uma comissária e estabelecendo a criação de uma Comissão de Honra pelo Presidente da República, a criação de um Conselho Consultivo, por despacho dos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Cultura, e a criação de uma estrutura de missão.

O mesmo diploma definia que o programa deveria ser concluído e proposto ao Governo até ao final de 2022, e que as comemorações decorreriam entre 12 de março de 2024 e 10 de junho de 2025.

No entanto, a catedrática Rita Marnoto, da Universidade de Coimbra, especialista em Literatura, afirma que nenhuma medida foi tomada para a criação dessas instâncias, condição necessária para o desenvolvimento do projeto e do programa, e que continua a aguardar que sejam tomadas medidas nesse sentido.

“Desde essa nomeação [em maio de 2021], estou na expectativa de que sejam designadas as duas comissões e a estrutura de missão. Quer dizer, a criação das duas comissões e da estrutura de missão são condição para que a comissária possa começar a trabalhar, a fazer os seus projetos, a fazer a programação”.

Falando sobre o prazo para a apresentação do programa, Rita Marnoto sublinhou que “os tempos eram esses”, foram “determinados por uma resolução do Conselho de Ministros, que sabemos o peso administrativo que tem”.

A verdade é que desde a sua nomeação, não teve notícias nenhumas, quando em 2022 “o programa deveria estar preparado”.

“A resolução do Conselho de Ministros é de 2021. Esperar-se-ia que essas estruturas tivessem sido criadas com antecedência, para que houvesse o tempo necessário para trabalhar no programa a apresentar no final de 2022”.

Questionada sobre se ainda poderá haver tempo para a concretização do calendário das comemorações, previstas para começar em março de 2024, Rita Marnoto considera que “será uma meta difícil de atingir, pela forma como o processo se tem vindo a desenvolver”.

“A conjuntura em que vivemos atualmente é de um Governo que está em vias de terminar funções. Temos eleições em março, a seguir teremos um novo Governo, teremos novos governantes que, obviamente, precisarão de tempo para se inteirar dos ‘dossiers’, por isso não é de prever nos tempos imediatos”, afirmou.

O diploma do Conselho de Ministros justificava a importância da realização das comemorações do quinto centenário do nascimento de Luís Vaz de Camões (1524-1580), com o fato de se tratar do “expoente maior da literatura portuguesa e símbolo da vocação universalista da língua e da cultura [portuguesas]”.

O objetivo destas comemorações era precisamente celebrar o contributo do poeta para a história da literatura e da língua portuguesas: “Os 500 anos do nascimento de Camões são, assim, uma oportunidade única para pensar o legado de um poeta omnipresente, tanto na literatura como na identidade portuguesas, um dos maiores vultos da literatura universal, cujo gênio é reconhecido como fundador de uma ideia de universalidade que hoje nos surge como revolucionária na escrita, na vocação e no pensamento”, lê-se na resolução.

As despesas orçamentais das comemorações, assim como o apoio administrativo e logístico à comissária, são suportadas pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Portugal - Universidade de Coimbra promove programa que incentiva a retenção de talento feminino na informática

O Departamento de Engenharia Informática (DEI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai dinamizar esta quarta-feira, dia 25 de outubro, o evento “INSPIRA DEI: Trajetórias de Sucesso para mentores/as e mentorandas”, que terá lugar no DEI, Sala A5.1, às 15h30.


Esta é a primeira iniciativa a decorrer este ano letivo no âmbito do Programa INSPIRA e destina-se a todos os interessados em usufruir e contribuir para este programa de mentoria.

«O INSPIRA é um programa de retenção de talento feminino na informática baseado em mentorias e atividades de suporte ao desenvolvimento das suas trajetórias académicas, proporcionando um espaço de partilha de experiência e consciente das questões de género», começa por explicar Paula Alexandra Silva, professora do DEI.

Este projeto, continua a também investigadora do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC), «pretende atrair, apoiar e reter mulheres estudantes, investigadoras, e docentes na área da Informática na FCTUC, através do suporte ao desenvolvimento das suas trajetórias académicas, promover um ambiente de investigação e académico mais sensível, reflexivo e consciente das questões de género, bem como criar um espaço de partilha de experiências, aquisição de competências e acesso a mentores/as que facilitem a capacitação e a promoção de boas práticas».

Para a docente, este programa «é essencial para desenvolver competências, permitir o contacto com role models inspiradores, criar rede, identificar oportunidades de carreira e trocar experiências. Ao motivar raparigas e mulheres a permanecerem na área da informática e incentivando-as a seguir oportunidades e desafios mais ambiciosos trazemos novo talento para a área da tecnologia, ao mesmo tempo que a enriquecemos com perspetivas diversas, e deste modo, impulsionamos a inovação. Tal beneficia raparigas e mulheres individualmente, como também contribui para que a área se torne mais inclusiva», considera.

No entanto, para que seja possível dar continuidade a este projeto e tornar possível esta troca de experiência no mundo do trabalho, será necessário o apoio por parte de empresas da área para permitir essa troca de conhecimento e experiência.

Francisca Sousa, aluna do DEI e membro da organização do INSPIRA, também acredita que o projeto «tem o potencial de ajudar a fortalecer as competências, tanto técnicas como interpessoais, das mulheres na área informática, ao estimular a autoconfiança e resiliência. Além disso, contribui para uma maior diversidade, fomentando a inovação e impulsionando mudanças positivas na indústria informática em geral».

Este primeiro evento irá focar-se na apresentação e explicação do programa, mas também na importância do papel da mentoria e do que se espera dos mentores/as e das mentorandas. Serão também reveladas algumas as atividades programadas para ano 2023/2024.

Segundo com a docente, a mentoria deve obedecer a princípios fundamentais, que visam garantir o bom funcionamento do programa. Assim, «deve ser entendida como uma parte natural e integral do desenvolvimento pessoal e profissional. A mentoria não é um sinal de fraqueza ou de uma atividade empreendida simplesmente para corrigir uma deficiência, deve ser entendida como um processo de duas vias, que produz mudanças e desenvolvimento tanto nas mentorandas como nos/as mentores/as», conclui.

Para participar e saber mais sobre o “INSPIRA DEI: Trajetórias de Sucesso para mentores/as e mentorandas” basta inscrever-se no sítio do projeto. Universidade de Coimbra - Portugal


quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Macau - Quer atrair especialistas em finanças e valoriza quem falar português

As autoridades do território anunciaram ontem dois programas para captar “quadros altamente qualificados” e “profissionais de nível avançado” do sector financeiro, cujos critérios valorizam o conhecimento da língua portuguesa. Os candidatos aos programas têm de possuir pelo menos uma licenciatura, 21 anos ou mais e obter pelo menos 200 pontos na lista de critérios


O Executivo anunciou ontem dois programas para captar “quadros altamente qualificados” e “profissionais de nível avançado” do sector financeiro, cujos critérios valorizam o conhecimento da língua portuguesa.

De acordo com os despachos do Chefe do Executivo, publicados no Boletim Oficial de Macau, os programas, que irão entrar em vigor esta sexta-feira, têm como objectivo “impulsionar o desenvolvimento das indústrias chave”.

Nos despachos, Ho Iat Seng defendeu que o sector financeiro é “necessário à diversificação adequada da economia” da região administrativa especial chinesa.

Os programas apontam para o desenvolvimento de áreas como os produtos financeiros sustentáveis e aplicações de tecnologia financeira, incluindo redes de pagamento globais e móveis, cibersegurança e ‘blockchain’.

A ‘blockchain’ é um registo descentralizado de transações, uma base de dados digital, uma tecnologia subjacente à Bitcoin e a outras criptomoedas, mas que possui o potencial para suportar uma grande variedade de negócios.

Os candidatos aos programas têm de possuir pelo menos uma licenciatura, 21 anos ou mais e obter pelo menos 200 pontos numa lista de critérios que inclui a experiência profissional e as competências linguísticas.

Um candidato pode obter até 10 pontos se “possuir boa capacidade de expressão em duas línguas de entre o chinês, português ou inglês”, de acordo com os critérios dos dois programas.

Estes dois programas surgem no âmbito de uma lei, que entrou em vigor a 1 de Julho, e que procura captar para Macau quadros qualificados, entre eles Prémio Nobel, nomeadamente com benefícios fiscais.

Os quadros qualificados poderão gozar de isenção do imposto do selo sobre a transmissão de bens ou sobre aquisição de bens imóveis destinado ao exercício de atividade própria, assim como isenção da contribuição predial urbana.

Além disso, terão isenção do pagamento do imposto complementar de rendimentos, assim como benefícios para efeitos do imposto profissional, caso sejam contratados por empresas locais.

Os primeiros programas a serem implementados no âmbito desta lei, a 1 de Setembro, pretendiam captar peritos em tecnologia de ponta, incluindo inteligência artificial, novas energias, robótica, internet das coisas, cibersegurança e realidade virtual e aumentada.

O Governo definiu como aposta para os próximos anos o investimento em indústrias que podem absorver quadros qualificados, como é o caso do setor financeiro e das áreas de investigação e desenvolvimento científico e tecnológico. O plano de diversificação da economia de Macau até 2028 prevê uma aposta nos serviços comerciais e financeiros entre a China e os países de língua portuguesa.

O plano “está praticamente concluído” e “será anunciado oficialmente muito em breve”, disse o Chefe do Executivo de Macau, Ho Iat Seng, no domingo. In “Ponto Final” - Macau com “Lusa”

segunda-feira, 10 de abril de 2023

Portugal - Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar lança programa online para apoiar cuidadores de pessoas com demência

O «iSupport-Portugal» é um programa de apoio e formação online adaptado à população portuguesa, tendo por base um programa de intervenção da OMS


«iSupport-Portugal» é o nome do programa de apoio e formação online adaptado à população portuguesa pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto, com a colaboração do CINTESIS e da Associação Alzheimer Portugal, com o objetivo de apoiar os cuidadores informais de pessoas com demência.

Esta iniciativa tem por base o programa de intervenção com o mesmo nome da Organização Mundial da Saúde (OMS), que em 2017 lançou o Plano de Ação Global para as Demências 2017- 2025. Um plano que aponta como meta, para 2025, que 75% dos países possam oferecer programas de apoio e formação acessíveis para cuidadores informais de pessoas com demência, contribuindo para a melhoria do seu bem-estar.

“Cuidar de um familiar pode ser gratificante e contribuir para sentimentos de utilidade e realização. Contudo, os cuidadores informais de pessoas com demência são uma prioridade porque estão em risco acrescido de vir a desenvolver depressão, ansiedade, hipertensão, problemas digestivos e respiratórios, quando comparados com a população em geral.”, explica Soraia Teles, investigadora doutorada do ICBAS.

Neste sentido, é essencial que os cuidadores tenham à sua disposição ferramentas acessíveis que lhes assegurem, a qualquer hora e em qualquer lugar, acesso a informação relevante para cuidarem da pessoa com demência e de si mesmos.

Foi neste contexto que o grupo de investigação do ICBAS estabeleceu uma parceria com a OMS para adaptar culturalmente o programa «iSupport-Portugal», que se encontra já disponível para toda a comunidade, sendo apenas necessário efetuar um registo prévio na página do projeto.

Cuidar dos cuidadores

“Este programa de intervenção online é composto por 23 sessões e cinco módulos, uns mais direcionados para o autocuidado – como lidar com os sentimentos negativos do cuidar, estados de ansiedade – e módulos mais vocacionados para diferentes aspetos do cuidar – desde os cuidados básicos do dia-a-dia até, por exemplo, como comunicar com a pessoa de quem cuidam, ou como apoiá-la a tomar decisões”, apresenta Soraia Teles.

Nas palavras da investigadora, é fundamental ampliar a disponibilidade e acessibilidade de programas de apoio e formação para cuidadores informais. “O apoio aos cuidadores carece de financiamento e tem estado muito dependente de projetos com duração limitada. Muitos cuidadores não têm horário ou mobilidade para participar em sessões de apoio e formação presenciais. As intervenções online têm sido exploradas um pouco por todo o mundo como forma de alargar o apoio aos cuidadores, em virtude da sua acessibilidade, conveniência, e potencial de escalabilidade”.

Numa altura em que Portugal é o quarto país da OCDE com mais casos de demência por cada 1000 habitantes (21 casos), “parece-nos fundamental oferecer intervenções que promovam o bem-estar dos cuidadores informais”, conclui Soraia Teles.

“Estas preocupações estão alinhadas com o conceito adotado pelo ICBAS de «Uma Saúde (One Health)», pelo que nos fez todo o sentido, no Departamento de Ciências do Comportamento do ICBAS, liderar os trabalhos de investigação sobre o iSupport em Portugal.”, reforça Constança Paúl, Professora Catedrática no ICBAS.

Ainda no âmbito dos trabalhos de investigação do «iSupport-Portugal», o ICBAS viu aprovado no Concurso de Projetos de I&D em Todos os Domínios Científicos 2022 um novo projeto exploratório (iSupport-Footprint; Refª 2022.07587.PTDC), financiado por fundos nacionais através da FCT –Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P. Universidade do Porto - Portugal


sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Estados Unidos da América – Artista cabo-verdiano Djam Neguin integra o programa "Transformação Social através das artes"

O artista cabo-verdiano Djam Neguin foi um dos 26 selecionados e convidados (junto com outros artistas e agentes culturais de países como Nigéria, Tunísia, Egipto, Peru, Marrocos, etc) para um programa internacional promovido pelo Governo dos Estados Unidos para líderes-ativistas do mundo inteiro.

O programa "Transformação Social através das artes" começou no dia 3 de Dezembro em Washington DC, através do qual teve a oportunidade de visitar instituições que trabalham com arte e o seu impacto social, museus, galerias, universidades e escolas de dança, música, teatro, artes visuais e ativismo social/artístico.

Durante a jornada, Djam passou pela cidade de Boulder e Nova York, tendo frequentado aulas e workshops em grandes escolas como a Brodaway Dance Center e Alvin Ailey Dance Center.

Além disso Djam foi o artista convidado do SoulSession no conceituado estúdio de música Funkadelic, em Time Square em Nova York, tendo tocado com músicos americanos e da qual prevê diversas parcerias futuras.

Agora em Hollywwod, além de uma imersão pelos estúdios de cinema, e de estar a frequentar aulas na conceituada Millenium Dance Complex, Djam também está a trabalhar na produção de um single que será lançado em 2023. Artculture – Cabo Verde


 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Timor-Leste – União Europeia tem três programas de reflorestação

Díli – O Embaixador da União Europeia (UE), Andrew Jacobs, disse que a organização tem três programas de reflorestação em Timor-Leste.

“Temos três programas – os projetos Ai ba Futuru em colaboração com a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ, em alemão) e o Governo timorense, de reflorestação em Dare em parceria com a Fundação de São Paulo, da Diocese de Díli, e, por último, de Rai Matak em parceria com a Fundação Musan Ida em Baguia, do município de Baucau”, disse Andrew Jacobs à Tatoli, no Centro Cultural da Embaixada de Portugal, em Díli.

Segundo o diplomata, os projetos em causa permitirão reduzir as emissões de carbono que conduzem às alterações climáticas e trazer rendimentos aos agricultores timorenses. Além disso, contribuirão para a reflorestação das áreas degradadas, prestando apoio às comunidades rurais para poderem prosperar.

Andrew Jacobs acrescentou que o desenvolvimento da agricultura e agroflorestal são fundamentais para o país.

O orçamento alocado para estas três projetos tem um montante de 15 milhões de dólares americanos. Afonso do Rosário – Timor-Leste in “Tatoli”

 

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Timor-Leste – Programa PALOP-TL promove curso de pós-graduação para funcionários timorenses


Díli - O programa PALOP-TL, financiado pela União Europeia (UE), vai dinamizar um curso de pós-graduação sobre gestão das finanças públicas para 30 funcionários timorenses e elementos de organizações da sociedade civil.

O Embaixador da União Europeia em Timor-Leste, Andrew Jacobs, disse na nota de imprensa que a formação tem como objetivo melhorar as competências dos funcionários na gestão das finanças públicas.

“O curso visa reforçar a competências dos agentes de instituições como o Parlamento Nacional e Ministério das Finanças na gestão das finanças. As instituições superiores são a chave das práticas de gestão e fiscalização das finanças e contas públicas”, afirma o diplomata na nota a que a Tatoli teve acesso.

O curso resulta do acordo assinado entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Universidade de Lisboa.

A formação começa a 19 de outubro deste ano e termina a 21 de junho de 2022.

Os beneficiários, que receberão certificados de nível europeu, são do Parlamento Nacional, Comissão Anticorrupção, Gabinete do Primeiro-Ministro, Unidade de Planeamento, Monitorização e Avaliação e Fórum das Organizações Não Governamentais de Timor-Leste.

O curso foi oficialmente aberto a 15 de outubro e contou com a presença do Embaixador da UE em Timor-Leste, o representante do PNUD de Cabo Verde, Steven Ursino, o Coordenador Científico do Pós-Graduação, João Gomes, e o deputado português Carlos Filipe Brandão.

O programa de pós-graduação, no valor de 7,7 milhões de euros, é financiado pela UE e administrado diretamente pelo PNUD. Jesuína Xavier – Timor-Leste in “Tatoli”


 

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Timor-Leste – Reformado o programa “Bolsa da Mãe” para melhorar a assistência económica a grávidas e crianças

Díli – O Governo aprovou hoje a criação dos subsídios para mulheres grávidas e para crianças, no âmbito do Bolsa da Mãe – Nova Geração.

O projeto, que inclui a primeira alteração ao decreto-lei nº18/2012, de 4 de abril, foi apresentado pela Vice-Ministra da Solidariedade Social e Inclusão, Signi Chandrawati Verdial.

O objetivo da alteração é reformar o programa “Bolsa da Mãe” para que gere “um impacto mais significativo na redução da pobreza e na promoção do capital humano nacional”, justificou o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidélis Magalhães.

O governante salientou que o “Bolsa da Mãe” passa a integrar duas prestações adicionais: um apoio social durante a gravidez e outro na primeira infância. O objetivo, explicou, é melhorar a saúde, a nutrição materna e infantil, promover a inclusão económica e fomentar a economia local.

O ministro referiu ainda que o programa vai ser implementado de forma faseada e que vai ser dada prioridade às áreas geográficas com maior índice de pobreza e má nutrição para que haja maior proteção na gravidez e na primeira infância.

Este programa vai arrancar no próximo ano, em 2022, nos municípios de Ainaro e Bobonaro e na Região Administrativa Especial Oé-Cusse Ambeno (RAEOA). Será depois alargado, de forma progressiva, a todo o território nacional.

“Em 2023, o Bolsa da Mãe – nova geração irá abranger-se aos municípios de Covalima, Liquiçá, Manatuto e Viqueque. Os municípios de Manufahi, Ermera, Baucau, Aileu e Lautém serão incluídos no programa em 2024. Finalmente, o Bolsa da Mãe irá ser alargado ao município de Díli em 2025”, explicou. Domingos Freitas – Timor-Leste in “Tatoli”

 

sábado, 26 de junho de 2021

Cabo Verde - Programa Bolsa de Acesso a Cultura apresentado na maior iniciativa de artes e cultura de Portugal


Cidade da Praia – A coordenadora do programa Bolsa de Acesso à Cultura, Indira Monteiro Lima, encontra-se em Portugal para apresentar o programa, na III edição da Iniciativa Revolution Hope Imagination (RHI), considerado a maior iniciativa de artes e cultura de Portugal.

Criada pela Arte Institute de Nova Iorque, a RHI, cuja terceira edição arrancou no dia 23 e termina a 04 de Julho, tem por objectivo promover novos modelos de negócio para as artes e cultura contemporânea.

De acordo com uma nota do Ministério da Cultura e Indústrias Criativas, Indira Monteiro Lima, que participa no evento a convite da Arte Institute, vai apresentar, em quatro workshops, o conceito do programa, o historial, os objectivos, financiamento e os resultados alcançados até agora.

O programa Bolsa de Acesso à Cultura (BA Cultura), de acordo com o Ministério, surgiu como uma ferramenta de apoio à criação, produção e difusão das artes, bem como à consolidação, qualificação e dinamização dos atores culturais.

O Governo cabo-verdiano acredita que com a criação do BA Cultura para a atribuição de apoios financeiros do Estado, através do Ministério da Cultura e Indústrias Criativas, às entidades que exerçam actividades de carácter profissional de criação, design, artes criativas, artes plásticas, dança, fotografia, música, teatro e linguagem corporal, permitiu que o país ganhasse escolas de ensino artístico formalizado.

“Neste momento existe em todo o território nacional, 80 escolas beneficiárias deste programa inovador. Com os objectivos alcançados e resultados visíveis em todas as escolas que estão inseridas dentro das comunidades, em todos os municípios de Cabo Verde, a coordenadora foi a Portugal, partilhar esta experiência no RHI”, refere a nota.

A RHI é uma iniciativa do Arte Institute que pretende repensar a cultura contemporânea e mobilizar artistas, agentes culturais e público para uma nova atitude. 

A III edição da iniciativa RHI decorre em 13 cidades portuguesas, de Norte a Sul do país. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Macau - Exposições, arraial e cinema no “mês de Portugal”

No contexto da pandemia, o Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong considera que o programa para celebrar o mês de Portugal na RAEM é “multifacetado” e “equilibrado”. As cerimónias oficiais, no dia 10 de Junho, incluem a romagem à Gruta de Camões, com um limite de 100 pessoas, bem como uma recepção na residência consular, que irá contar com a presença do Chefe do Executivo. Haverá ainda, nesse dia, um concerto de homenagem a Carlos do Carmo. O programa, que se estende de 3 a 27 de Junho, integra ainda várias actividades lúdicas, com destaque para um arraial de Santo António, um serão literário e um festival de cinema, além de uma série de exposições


O programa das comemorações de “Junho, Mês de Portugal” na RAEM faz-se este ano de forma um pouco mais folgada, já que regressam a romagem à Gruta de Camões, bem como a recepção do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, no dia 10 – ainda assim, devido à COVID-19, ficam a faltar a presença de um membro do governo português, bem como artistas vindos de Portugal. “No programa estão incluídas as actividades possíveis ainda neste contexto internacional de pandemia, com limitações de viagem e de congregação em público”, salientou o Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Paulo Cunha Alves, durante a apresentação da iniciativa.

A comemoração inicia-se, no dia 10, pelas 09:00, com o hastear da bandeira no Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong. Elementos do Grupo de Escuteiros Lusófonos de Macau estarão presentes, bem como a Banda da PSP, mas não se sabe ainda com que restrições – segundo Paulo Cunha Alves, a celebração poderá ser feita com menos elementos.

Segue-se depois, pelas 10:00, a romagem à Gruta de Camões, com início no Jardim de Camões. Neste caso, haverá limite de pessoas. “Os moldes da romagem serão mais reduzidos do que aconteceu em 2019. Este ano, estamos limitados a uma presença máxima de 100 pessoas, uso de máscara e medição de temperatura para quem participar”, adiantou o cônsul.

Paulo Cunha Alves disse também que alunos e professores, bem como entidades ligadas à organização da romagem serão “privilegiadas”, destacando que o objectivo é “cumprir a função histórica do evento e a sua simbologia”. A participação destes grupos no evento está a ser tratada entre a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude e a Escola Portuguesa de Macau.

No âmbito das cerimónias oficiais, decorrerá ainda a recepção oficial na residência do cônsul-geral. “A recepção seguirá o formato das autoridades locais e das autoridades chinesas, portanto, será uma recepção formal, constituída por discursos oficiais e pela entoação dos hinos português e chinês”, sublinhou Paulo Cunha Alves. O evento decorrerá a partir das 18:00, sendo que a presença do Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, está já confirmada.

Para a recepção, o Cônsul disse não esperar muita gente, devido ao contexto de pandemia. Além disso, explicou que serão cumpridas as regras básicas como medição de temperatura, código de saúde e uso de máscara.

Mais tarde, nesse dia, pelas 20:00, terá lugar na Casa Garden um concerto de homenagem a Carlos do Carmo. “No domínio da música, vamos ter um concerto de tributo a Carlos do Carmo, que recentemente nos deixou e, nessa medida, decidimos fazer-lhe uma homenagem neste Dia de Portugal”.

“Estamos convencidos de que este será um programa multifacetado e equilibrado no contexto da pandemia que ainda vivemos e, portanto, seremos obrigados a cumprir todas as orientações emanadas pelos Serviços de Saúde na RAEM”, acrescentou Paulo Cunha Alves.

Arraial de Santo António, serão literário e cinema

Para lá das cerimónias oficiais do dia 10, estão agendadas actividades lúdicas que vão decorrer ao longo de todo o mês – mais concretamente entre 3 e 27 de Junho.

Este ano, no dia 12 de Junho, Macau vai comemorar o Santo António com um pequeno arraial. “O São João não faz parte desta programação e não sabemos ainda se se realiza ou não. Dado que há muitos anos se chegou a festejar o Santo António em Macau, mas durante um período muito curto, e estando nós em situação de limitação, sem saber sobre o São João, pensámos ser uma boa ideia dar vida de novo ao Santo António, de forma um bocadinho diferente”, começou por explicar a presidente da Casa de Portugal.

Amélia António disse que não será um arraial “no verdadeiro sentido da palavra”, mas uma aproximação, que contará com música e uma exposição. O evento acontecerá na noite do dia 12 na Casa Garden, onde terá lugar uma exposição com trabalhos alusivos à data produzidos por alunos da Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal. A música ao vivo estará a cabo da Banda da Casa de Portugal.

Nesse mesmo dia, entre as 13:00 e as 16:00, decorrerá um torneio de futebol para “reviver o passado” deste desporto. O jogo acontece no Campo de Hóquei do Estádio da Taipa.

No domínio das letras, será levado a cabo um serão literário na Casa Garden, no dia 11, pelas 19:00, onde, de acordo com o programa divulgado um grupo de actores outros amantes da literatura se reúnem para dizer textos seus ou de autores portugueses. Por outro lado, o Instituto Politécnico de Macau lançará uma série de livros no Auditório Dr. Stanley Ho, no Consulado (dia 15, pelas 18:00).

Segue-se o já conhecido “New York Portuguese Short Film Festival”, que já é presença habitual em Macau desde 2011. Nos dias 17 e 18, pelas 18:30, a Casa Garden acolhe o festival que mostra o trabalho da nova geração de jovens realizadores portugueses, incluindo curtas-metragens da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Ainda no campo do cinema, “Cinema Macau. Passado e Presente” apresentará uma “pluralidade de olhares sobre Macau durante e após o Estado Novo, assim como depois da transição”. A sessão vai acontecer nos dias 26 e 27 de Junho, no auditório da Casa Garden, pelas 17:30.

Do programa faz também parte uma experiência gastronómica. “Experimenta Portugal – harmonização de vinhos com pratos portugueses” é um evento que terá lugar no restaurante D’Ouro, no Roosevelt, nos dias 25 e 26 do próximo mês. Em paralelo, serão realizadas duas masterclasses de vinhos, numa iniciativa do Consulado e da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), com o apoio da ViniPortugal. Os ‘workshops’ terão lugar nos dias 25 (15:30 às 17:00) e 26 (17:00 às 18:30).

O mês começa com exposições, como é o caso de “O Novo Mundo”. A mostra de joalharia abre no dia 3, pelas 18:30, na Casa de Vidro, podendo ser visitada até dia 27, diariamente entre as 11:00 e as 19:00.

Segue-se uma mostra didática de azulejo português, a partir de 7 de Junho, no Pavilhão do Lou Lim Ioc, e que ficará patente ao público até ao dia 20. Neste caso, estão disponíveis marcações de grupo com visitas guiadas. A exposição pode ser vista todos os dias das 09:00 às 21:00.

“Macau em Aguarelas”, por sua vez, inaugura a 9 de Junho, estando patente até 10 de Julho. A mostra estará na Chancelaria do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, estando aberta ao público de segunda a sexta-feira, entre as 09:00 e as 17:00.

Ainda no âmbito das exposições, a 11 de Junho abre “Notícias da Floresta”, no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre China e Países de Língua Portuguesa, pelas 18:00. Já no dia 19 será a vez de “Somewhere in my mind”, uma mostra que ficará patente ao público até dia 20 de Agosto na galeria principal da Casa Garden.

O Instituto Português do Oriente (IPOR) entregará também, no dia 22, os diplomas do curso de Português Língua Estrangeira aos alunos dos níveis B2 e C1. O evento decorrerá pelas 19:00, no Auditório Dr. Stanley Ho.

Além do Consulado, fazem parte da organização a Casa de Portugal, a Fundação Oriente, o IPOR e a AICEP. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”



terça-feira, 13 de abril de 2021

Portugal - Investigadores da Universidade de Coimbra criam programa inovador para ajudar a lidar com a dor crónica

Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu um programa psicoterapêutico inovador destinado a pessoas com dor crónica, um problema de saúde que afeta cerca de 37% da população portuguesa.

Chama-se iACTwithPain, está disponível numa plataforma digital desenhada para o efeito – https://iact.isr.uc.pt – e foi desenvolvido por investigadores do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) e do Instituto de Sistemas e Robótica, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (FPCEUC) e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), respetivamente.

No essencial, este programa de intervenção psicológica de terceira geração, em formato online, pretende promover o desenvolvimento de competências de autogestão da dor e de autorregulação emocional, de modo a diminuir o impacto da dor e a melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem desta patologia. Tem uma duração de oito semanas e inclui dois momentos de follow-up – aos 3 e 6 meses após a conclusão da intervenção.

«A intervenção é constituída por 8 módulos, de cerca de 20 minutos de duração cada, disponibilizados uma vez por semana. Os participantes são orientados, ao longo da intervenção, mediante o recurso a vídeos explicativos e animados ou com os próprios terapeutas (ou os seus avatares) em tópicos relacionados com a gestão da dor e das respostas emocionais e cognitivas associadas, através da prática de exercícios experienciais e meditativos guiados», descreve Paula Castilho, coordenadora do projeto.

No final de cada módulo é sugerida a prática de exercícios relacionados com o tópico abordado e solicitado o preenchimento de um pequeno questionário sobre a sessão e o seu impacto. A progressão no programa «depende da conclusão de cada um dos módulos. A prática continuada e comprometida é fundamental para a eficácia da intervenção, pelo que os/as participantes serão incentivados/as e motivados/as através do envio de uma mensagem, via email, uma vez por semana, entre cada sessão a praticar/treinar as competências ensinadas», sublinha Paula Castilho.

Agora, a equipa pretende validar a eficácia deste programa. Está, por isso, a pedir a colaboração de pessoas com diagnóstico de dor crónica nos últimos três meses, com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos, que possuam acesso à internet e que não estejam envolvidas noutra forma de intervenção psicológica para a dor crónica. A elegibilidade para a participação no programa será aferida mediante questionários de autorresposta disponibilizados na plataforma, assim que cada voluntário tiver lido e aceite o consentimento informado depois de efetuado o registo.


No fim do estudo, cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), os participantes que ficarão distribuídos no grupo controlo terão a possibilidade de usufruir integralmente do programa iACTwithPain.

A investigadora do CINEICC e professora da FPCEUC nota que «cerca de 37% da população portuguesa sofre de um quadro com dor crónica, o que acarreta importantes custos sociais e económicos significativos. Além disso, a dor crónica está presente em diversos problemas psicológicos e quadros clínicos, como a ansiedade e a depressão».

Através do programa iACTwithPain, conclui, «pretendemos testar a eficácia de determinados componentes e estratégias terapêuticas e o seu contributo diferencial na gestão emocional e da dor. O iACTwithPain conta com a vantagem de ter um formato online, possibilitando o acesso generalizado da população a uma intervenção promotora da saúde (eHealth), aspeto ainda mais relevante pelas circunstâncias atuais decorrentes da crise pandémica. Deste modo, as pessoas podem efetuar a intervenção ao seu próprio ritmo, no seu ambiente natural e de acordo com as suas necessidades». Universidade de Coimbra - Portugal






quinta-feira, 25 de março de 2021

Moçambique - Programas de energia e educação apoiados pelo governo da Alemanha

O Governo alemão anunciou neste dia 25 que vai disponibilizar mais de 14 milhões de euros para apoiar programas de energia e educação em Moçambique.

Do valor, mais de 13 milhões de euros destinam-se ao programa conjunto “Energia Verde para Comunidades em Moçambique” e o restante 1 milhão de euros será para o programa de ensino básico e educação profissional, referiu a embaixada alemã em Maputo, num comunicado conjunto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicano.

Segundo o documento, os fundos para o setor da energia visam contribuir para o “acesso à eletricidade sustentável a pelo menos 7000 famílias e pequenas empresas das zonas rurais”, que não estão ligadas à rede nacional de energia.

“O programa pretende contribuir para a concretização do compromisso do Governo de Moçambique de alcançar o acesso universal à eletricidade até ao ano de 2030”, acrescenta.

O valor destinado à educação insere-se no âmbito do apoio às medidas de prevenção e de gestão dos impactos da covid-19, através da obtenção de material de higienização e saneamento.

Espera-se também contribuir para a “promoção da volta e retenção das crianças nas escolas após a reabertura, incluindo apoio psicossocial, tanto para os profissionais do setor, como para os próprios alunos”. In “Mundo Lusíada” - Brasil