Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Moçambique - É pioneiro global na retoma da vacinação contra a cólera após reforço

A Organização Mundial de Saúde realiza campanhas preventivas na retoma da distribuição de vacinas depois de mais de três anos de pausa. A produção anual global de imunizantes duplicou de 35 milhões de doses em 2022 para quase 70 milhões em 2025


A vacinação preventiva global contra a cólera retomou após o fornecimento internacional de vacinas ter alcançado um nível suficiente para permitir o reinício das campanhas. É a primeira vez em mais de três anos que o processo é realizado.

O anúncio foi feito esta quarta-feira pela Aliança Global para Vacinas, GAVI, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e pela Organização Mundial da Saúde, OMS.

Contextos desafiantes para a retoma

Moçambique torna-se o primeiro país a retomar a vacinação, após a suspensão das ações em 2022. Na época, a alta global dos casos de cólera levou a uma procura sem precedentes e à escassez de vacinas orais contra a doença.

Em território moçambicano, a campanha retoma em contexto desafiante, marcado por um surto ativo de cólera e pelas consequências das cheias recentes que afetaram mais de 700 mil pessoas e deslocaram milhares.

As inundações danificaram sistemas de saúde e de abastecimento de água, aumentando o risco de doenças transmitidas pela água.

O diretor geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, a falta de vacinas obrigou uma resposta reativa, centrada no controlo dos surtos, em vez da prevenção. Ele afirmou que a agência está agora em “posição mais forte para quebrar esse ciclo”.

Distribuição de 20 milhões de doses

A primeira alocação de 20 milhões de doses de imunizantes contra a cólera está a ser utilizada para as campanhas preventivas. Deste total, 3,6 milhões de doses foram entregues em Moçambique, enquanto as restantes devem seguir para a República Democrática do Congo e para o Bangladesh.

A produção anual global de vacinas contra a cólera duplicou, passando de 35 milhões de doses em 2022 para quase 70 milhões em 2025. As vacinas são financiadas pela Aliança GAVI e distribuídas pelo Unicef.

Os países beneficiários foram selecionados com base em critérios definidos pela Força-Tarefa Global para o Controle da Cólera por forma a garantir uma distribuição equitativa e transparente.

Para a diretora executiva da Unicef, Catherine Russell, o aumento do fornecimento de vacinas permite a prevenção de emergências em grande escala.

Transmissão continua em alta

A cólera é transmitida através da água ou alimentos contaminados, causando diarreia grave e desidratação, podendo ser fatal se não for tratada rapidamente.

Em 2024, mais de 600 mil casos e cerca de 6,7 mil mortes foram notificados à OMS em 33 países, embora estes números sejam subestimados, uma vez que as infeções continuam subnotificadas.

Desde 2021, os casos globais têm aumentado a cada ano. No entanto, foi registada uma ligeira redução em 2025, mas as mortes continuam a disparar.

A agência reforça que a vacinação é apenas uma das ferramentas de resposta, que inclui também investimentos de longo prazo em água, saneamento e higiene, vigilância, tratamento rápido e envolvimento comunitário. ONU News – Nações Unidas


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

República Democrática do Congo - Começa vacinação contra Ébola

Parceiros internacionais aprovaram envio de dezenas de milhares de doses para conter surto na nação africana. A província de Kasai iniciou imunização após entrega de 400 doses com apoio da Organização Mundial da Saúde, OMS


A vacinação dos profissionais de saúde e de pessoas em contato com casos confirmados de Ébola começou na zona de Bulape, na República Democrática do Congo, onde foi declarado um surto da infecção.

As primeiras 400 doses da vacina Ervebo, provenientes de um estoque preposicionado de 2 mil doses na capital congolesa, Kinshasa, já foram entregues. Doses adicionais estão a caminho das localidades afetadas.

Estratégia de vacinação

Foi adotada uma estratégia de vacinação em anel, que consiste em imunizar os indivíduos com maior risco de contágio após contato com doentes confirmados. A medida é também recomendada para profissionais de saúde e trabalhadores da linha da frente expostos ao vírus. A vacina Ervebo é considerada segura e eficaz contra a espécie Zaire, confirmada como causa do surto em curso.

O Grupo Internacional de Coordenação do Fornecimento de Vacinas aprovou o envio de cerca de 45 mil doses adicionais para reforçar a resposta ao surto.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, apoiou as autoridades sanitárias no pedido de doses adicionais, e, juntamente com parceiros como o Unicef, desenvolveu um plano de vacinação ajudando na formação de agentes para recolha de dados e apoio direto às comunidades.

Reforço da resposta

Além das vacinas, tratamentos com anticorpos monoclonais (Mab114), utilizado em cuidados clínicos, também foram enviados ao centro de tratamento em Bulape. A OMS destacou, no terreno, até agora 48 especialistas em vigilância, cuidados clínicos, prevenção e controlo de infeções, logística e envolvimento comunitário, que estão a apoiar as autoridades no controlo do surto.

Nos países vizinhos, a agência da ONU está a trabalhar com os governos nacionais para reforçar a capacidade de deteção rápida de casos e uma implementação imediata de medidas de contenção.

A OMS avalia o risco para a saúde pública como elevado em nível nacional, moderado em nível regional e baixo em nível global. ONU News – Nações Unidas

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Angola - Pumangol leva projecto de cuidados médicos em Cabinda

A Pumangol levará na próxima quinta e sexta-feira, na província de Cabinda, a primeira edição de 2025 do projecto “Saúde Até Si”


Segundo uma nota, enviada ao JA Online, o projecto consiste na assistência médica especializada à população local, através de um modelo de parada única (One Stop Shop), com consultas em medicina geral, cirurgia, cardiologia, endocrinologia, estomatologia, pediatria, ginecologia, obstetrícia e optometria, bem como serviços de rastreio, farmácia e vacinação.

A iniciativa de responsabilidade social corporativa será desenvolvida em parceria com o Clube dos Médicos, o Centro de Ciência de Luanda (CCL), a TAAG, a Secil Marítima e o Centro Óptico, com apoio institucional do Governo de Cabinda.

Segundo o director-geral da Pumangol, Ivanilson Machado, o programa reflecte o compromisso da referida instituição com a comunidade, sublinhando que “o desenvolvimento de Angola se faz com inclusão, proximidade e acção concreta conjunta".

"Levar saúde, ciência e dignidade a milhares de pessoas é mais do que uma missão social, é um dever cívico”, completou o responsável.

Com esta acção, a Pumangol espera atender mais de duas mil pessoas, envolver 500 estudantes, aumentar 30% a taxa de vacinação e reduzirem 25% a incidência de doenças evitáveis, além de estimular o interesse em carreiras científicas e melhorar o desempenho escolar em disciplinas técnicas.

A iniciativa está alinhada com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, com ênfase nos ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), 10 (Redução das Desigualdades) e 17 (Parcerias para a Implementação dos Objectivos), reforçando o papel da Pumangol como promotora activa do desenvolvimento social em Angola, refere o documento. In “Jornal de Angola” - Angola



Moçambique - Realiza segunda ronda de vacinação contra pólio tipo 2

Moçambique está a realizar, entre os dias 8 e 12 de Julho de 2025, a segunda ronda da Campanha Nacional de Vacinação contra a Variante da Pólio Tipo 2, que vai abranger todas as crianças menores de 10 anos em todos os distritos do país.


Segundo o comunicado do Ministério de Saúde, “apesar de ter sido encerrado o surto da poliovírus selvagem em Maio de 2024, prevalece ainda a preocupação com a variante da pólio do tipo 2. Por isso, o Ministério da Saúde (MISAU) está a implementar rondas nacionais de vacinação contra a variante do tipo 2, usando a vacina (nOPV), que é específica para o controlo desta doença”.

A vacinação será realizada porta a porta, nas escolas, unidades sanitárias e em outros locais de maior concentração populacional. “No fim da segunda ronda da campanha, o país continuará a oferecer os serviços de vacinação de rotina e a realizar vigilância comunitária e busca activa dos casos suspeitos de Paralisia Flácida Aguda”, lê-se no comunicado.

Todas as crianças elegíveis deverão tomar a vacina, independentemente de terem sido vacinadas na primeira ronda ou na rotina. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 18 de junho de 2025

Moçambique - Superou meta ao vacinar mais de 19 milhões de crianças contra a poliomielite

Moçambique vacinou contra a poliomielite mais de 19 milhões de crianças até aos 10 anos, de 2 a 6 de Junho, acima da meta definida, anunciaram ontem as autoridades de saúde, prevendo outra fase de vacinação em Julho. “Se a meta é de 18,2 milhões, o alcançado esteve acima de 19 milhões, a cobertura total indica acima de 100%. Portanto, nós superámos a meta que havia sido definida”, disse Quinhas Fernandes, diretor nacional de Saúde Pública, em conferência de imprensa, em Maputo, para apresentação dos dados de vacinação contra a poliomielite de variante do tipo dois da doença, numa campanha nacional que decorreu de 02 a 06 de junho.



A cobertura administrativa nacional foi de 107%, tendo variado de 96% na província de Maputo, sul do país, até 111% em Nampula, norte de Moçambique, indicou. De acordo com Quinhas Fernandes, todas as campanhas de vacinação contra a pólio são avaliadas por equipas independentes ao setor, através da Avaliação de Qualidade em Lotes (LQAS).

Através deste método, no fim da campanha, numa amostra aleatória de 60 crianças por distrito, se houver mais de três não vacinadas, significa que o distrito, do ponto de vista epidemiológico, não está bem coberto.

Os resultados do LQAS, nesta operação de vacinação, indicam que 131 dos 159 distritos passaram nessa avaliação, representando cerca de 82%. Entre os 28 distritos que não passaram, 11 tiveram quatro a seis crianças não vacinadas, seis com sete a nove crianças não vacinadas e 11 com dez ou mais crianças não vacinadas, indicou Fernandes. “Estes resultados do LQAS são considerados bons, no entanto, para a segunda ronda, devemos lutar para melhorar esta performance. Isto será importantíssimo para controlar o surto da variante da pólio do tipo 2. Mais importante ainda será garantir que os distritos que não passaram nesta ronda tenham melhor desempenho na segunda”, referiu.

A próxima fase de vacinação contra a variante da pólio do tipo 2 será realizada entre 08 a 12 de julho, adiantou.

Em Maio de 2024, uma equipa independente que avaliou a resposta ao surto de poliomielite recomendou à Organização Mundial de Saúde (OMS) que fosse declarado o fim do surto da doença em Moçambique e no Maláui. “Após avaliações exaustivas no Maláui e em Moçambique, uma equipa independente de avaliação da resposta ao surto de poliomielite recomendou (…) que se declare o fim do surto de poliovírus selvagem do tipo 1 [PVS1]” nos dois países, “um marco significativo na luta contra a poliomielite na região africana”, afirmou, na altura, a OMS em comunicado. In “Ponto Final” - Macau



domingo, 2 de fevereiro de 2025

Angola - Ministério da Saúde anuncia mais de um milhão de doses de vacinas contra cólera

O Ministério da Saúde (MINSA) anunciou que estão disponíveis mais de um milhão de doses de vacinas para o combate à cólera no país

A informação foi avançada pela ministra da Saúde, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, em Luanda, durante a actualização dos dados do surto no país.

De acordo com Sílvia Lutucuta, o MINSA vai promover, nos próximos dias, uma campanha de vacinação contra a cólera, nas zonas afectadas do território nacional.

A medida faz parte das estratégias do Governo para limitar a propagação da doença.

A titular da pasta da Saúde explicou, ainda, que a vacina que será usada para o combate à doença deve ser administrada a indivíduos com idades igual ou superior a um ano por via oral e é de dose única.

Angola tem, neste momento, mais de 1500 casos confirmados de cólera, com oito províncias afectadas. In “Jornal de Angola” - Angola


quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Cabo Verde – Organização Mundial de Saúde destaca o país pela exemplar cobertura vacinal e reafirma apoio

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou que Cabo Verde “é um exemplo na vacinação”, com uma cobertura superior a 95%, e reafirmou o compromisso de apoiar o país na superação de desafios e no cumprimento das metas globais.

“A prevenção das doenças preveníveis por vacinação é um ganho enorme para a população” e “Cabo Verde é um exemplo, porque são anos de história, de bons resultados, com uma cobertura altíssima, acima de 95%”, afirmou a representante adjunta da OMS em Cabo Verde, Luciana Chagas, na cidade da Praia.

Na abertura de um fórum nacional sobre os 47 anos de vacinação em Cabo Verde, a representante apontou que o país pretende ampliar os objetivos para novas vacinas, abrangendo diferentes faixas etárias e segmentos populacionais. “Isto é o que realmente vai garantir que todos tenham acesso a uma boa saúde, qualidade de vida, bem-estar e uma saúde para toda a população do país. A OMS continuará a apoiar Cabo Verde, seja na mobilização de parcerias ou na concretização desses objetivos”, afirmou.

A diretora nacional de Saúde de Cabo Verde, Ângela Gomes, saudou o percurso do programa vacinal do arquipélago, considerando-o um dos principais da saúde pública do país, que soma 47 anos de progresso.

Entre as metas futuras, Cabo Verde pretende introduzir vacinas contra pneumococo e gripe para os idosos, além de outras imunizações voltadas para a infância e idade adulta, de acordo com a estratégia nacional de vacinação.

O programa de vacinação de Cabo Verde é estruturado com o objetivo de garantir a imunização universal e proteger a população contra doenças infecciosas graves.

Esse programa segue as diretrizes da OMS sendo atualizado periodicamente para incluir novas vacinas de acordo com as necessidades de saúde pública. “Cabo Verde não poderia estar melhor representado do que na avaliação externa realizada no ano passado, onde obteve 87%, uma das melhores pontuações em África”, acrescentou. In “Ponto Final” - Macau


segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Moçambique - Início da vacinação contra a malária

Moçambique registou 6,2 milhões de casos de malária no primeiro semestre de 2024, menos 22% em igual período do ano passado, e o número de óbitos provocados pela doença baixou para 196, anunciou o Governo.

“A malária continua a ser um dos maiores problemas de saúde pública no nosso país e, em parte, condiciona o nosso desenvolvimento económico”, reconheceu na província da Zambézia, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, durante o arranque do programa de vacinação contra a doença.

O governante referiu que, só nos primeiros seis meses deste ano, Moçambique registou cerca de 6,2 milhões de casos de malária contra oito milhões em igual período de 2023, o que representa uma redução em 22%.

O responsável acrescentou que, no primeiro semestre deste ano, foram registados 196 óbitos intra-hospitalares contra 211 mortes em igual período de 2023, representando uma redução na ordem de 7%.

“Os ganhos acima referidos resultam da utilização de intervenções combinadas e eficazes que têm impacto na redução do peso da malária no país”, afirmou o ministro, acrescentando que a nova vacina vai ser administrada em todas as unidades sanitárias da província da Zambézia.

“A selecção da província da Zambézia como pioneira está relacionada com o facto de ser a que tem o elevado peso da doença, medido pelo número de casos e óbitos”, referiu o governante, destacando igualmente que a vacinação vai expandir-se para todo o país a partir de 2025, em função do aumento da disponibilidade da vacina a nível global.

Moçambique iniciou a vacinação contra a malária no país, começando na província da Zambézia, centro do país, com um grupo alvo de crianças dos seis aos 11 meses, anunciou o Ministério da Saúde.

“A vacina contra a malária tem efeitos na redução dos casos graves e óbitos por malária”, pode ler-se num documento do Ministério da Saúde que acrescenta que a vacinação que arranca hoje representa um investimento, numa primeira fase, de 381.229 dólares, financiados pelo Governo e pela Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi), entre outros parceiros.

As autoridades nacionais anunciaram anteriormente que será utilizada no país a R21/Matrix-M, segunda vacina contra a malária para crianças, desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e aprovada em Outubro pela Organização Mundial da Saúde (OMS). In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 12 de abril de 2024

Timor-Leste – Regista surto de raiva

A Organização Mundial da Saúde avalia o risco representado pela morte de uma jovem como alto a nível nacional e baixo a nível regional e global. A vítima foi mordida por um cão. A resposta de saúde pública inclui a vacinação de cães, vigilância ativa e profilaxia pós-exposição


O governo de Timor-Leste registou 29 casos suspeitos de raiva em humanos, com exposição a cães, até ao mês passado. Em 22 de março, o país comunicou à Organização Mundial da Saúde, OMS, o primeiro caso humano fatal confirmado.

Trata-se de uma jovem de 19 anos, natural da sub-região de Pasabe, Oecusse. Ela deu entrada num posto de saúde local com sintomas como febre alta, vómitos, dor de garganta, tosse, dificuldade para engolir alimentos, hidrofobia, fotofobia, dor nas costas e rigidez na nuca.

Ações de resposta

Foi relatado que ela foi mordida nas mãos por um cão em 26 de dezembro de 2023. A jovem morreu dois dias depois de procurar ajuda médica.

A OMS avalia o risco representado por esse evento como alto a nível nacional e baixo a nível regional e global.

Atualmente, Timor-Leste é classificado como país livre de raiva. A resposta de saúde pública aos casos recentes está em curso e inclui a vacinação de cães, comunicação de risco, formação de profissionais de saúde sobre gestão de casos, vigilância ativa e garantia da disponibilidade de vacinas antirrábicas e imunoglobulina antirrábica humana.

Doença quase 100% fatal

Todos os 29 casos suspeitos receberam as vacinas contra o Toxoide Tetânico e profilaxia pós-exposição à raiva. No entanto, o soro de Imunoglobulina Antirrábica não pôde ser fornecido porque estava esgotado.

Oecusse é um enclave de Timor-Leste localizado na província indonésia de East Nusa Tenggara, onde entre 1 de janeiro e 15 de março foram registadas seis mortes por raiva humana. Em 2023, um total de 30 mortes foram relatadas nesta província.

A raiva é uma doença viral zoonótica e evitável por vacina que afeta o sistema nervoso central. Uma vez que os sintomas clínicos aparecem, a raiva é quase 100% fatal. Em até 99% dos casos, os cães domésticos são responsáveis pela transmissão do vírus da raiva para humanos.

Epidemiologia da raiva

No entanto, a raiva pode afetar animais domésticos e selvagens. Ela se espalha para pessoas e animais através da saliva, geralmente através de mordidas, arranhões ou contato direto com mucosas, por exemplo, olhos, boca ou feridas abertas.

Crianças entre cinco e os 14 anos são vítimas frequentes. A transmissão direta entre humanos nunca foi documentada, no entanto, ocorreu de doadores de órgãos ou tecidos infectados para receptores de transplante.

O período de incubação da raiva é tipicamente de dois a três meses, mas pode variar de uma semana a um ano, dependendo de fatores como o local de entrada do vírus e a carga viral. ONU News – Nações Unidas  


terça-feira, 2 de agosto de 2022

Guiné-Bissau - Parceiros estendem campanha de imunização contra Covid-19

Missão de Alto Nível quer que vacinação contra a Covid-19 seja acelerada nas populações de alto risco. Parceria defende integração da enfermidade nos serviços de rotina e encoraja os cidadãos acima dos 80 anos e mulheres grávidas a vacinarem-se


A Parceria para a Disponibilização de Vacinas Covid-19, CoVDP e o Governo da Guiné-Bissau concordaram em levar a cabo mais duas campanhas de vacinação contra a doença até ao final deste ano para melhorar os níveis de imunização.

O país já vacinou mais de 17% da população e a meta é alcançar 70%.

Campanha de imunização

No balanço da Missão de Alto Nível desta iniciativa da Organização Mundial de Saúde, OMS e Unicef, o coordenador global lembrou que existem vacinas que protegem contra a infeção grave, hospitalização e morte.

Ted Chaiban disse que embora as vacinas não previnam, por completo, o risco de contrair a Covid-19, elas reduzem a transmissibilidade.

Chaiban afirma ser importante que os cidadãos, sobretudo os mais vulneráveis possam vacinar-se para se protegerem a si e aos seus entes queridos, e que a economia possa permanecer aberta.

Ele quer que as vacinas sejam disponibilizadas através de serviços de rotina.

Desafios e prioridades, empenho dos parceiros

Ao todo, 351 mil Guineenses foram vacinados desde o início do ano, apesar dos desafios e prioridades.

Uma boa prestação que segundo o chefe da Missão, Ted Chaiban, é a demostração de liderança do país e empenho dos parceiros.

Ele disse ser preciso continuar com o esforço para atingir mais pessoas, focando nas mais vulneráveis, pessoal de saúde e outros trabalhadores da linha de frente. Idosos, acima dos 60 anos e pessoas com patologias prévias ou sistema imunológico comprometido, como as que vivem com VIH-Sida, pressão arterial, diabetes e outras doenças. 

A Parceria Global encara a vacinação contra a Covid-19 como oportunidade para reforçar e investir no sistema de saúde, incluindo a gestão de informação sanitária, fortalecer a cadeia de frio e os bancos de sangue.

A iniciativa quer atuar com o governo para resolver a questão dos atrasos salariais e incentivos do pessoal de saúde.

Crianças, avós e pais

A campanha aponta a vacinação como meio para identificar as crianças que ficaram de fora na imunização de rotina através de inquisição dos avós e dos pais.

Dados indicam que níveis de imunização de rotina caíram de 83% para 63% devido às medidas restritivas da Covid-19 e a interrupção das vacinas e outras prioridades.

Consta que OMS, Unicef, Gavi e Banco Mundial já estão a trabalhar na revitalização destes níveis de cobertura de vacinas para crianças no país.

Orçamento de US$ 30 milhões

Ted Chaiban contou que o Governo deixou claro que vai apoiar as duas campanhas para acelerar o esforço, a integração da Covid-19 nos serviços de rotina e a introdução de doses de reforço para a população prioritária.

O orçamento para o período de aceleração é de US$ 30 milhões, dos quais US$ 20 milhões estão disponíveis e a parceria promete os restantes 10 milhões de défice.

A Missão manteve encontros com o Governo e Organizações da Sociedade Civil onde reiterou a disponibilidade de alocar fundos ao orçamento para manter o esforço da Covid-19, aconselhando o governo a manter o esforço, a investir recursos na saúde e a resolver o pagamento do pessoal de saúde. Amatijane Candé – Guiné-Bissau ONU News    

Relembre a reportagem da ONU News sobre o impacto da pandemia:


quinta-feira, 21 de julho de 2022

Guiné-Bissau - Organização Mundial da Saúde saúda recorde de 99,2% de imunização contra a poliomielite

A nação africana de língua portuguesa foi a primeira a fazer campanha de poliomielite com a nova vacina, Vdpv. A experiência piloto vai ser seguida pelos Camarões, a OMS e a Unicef integram a Iniciativa Global que apoia esforços de contenção e combate ao surto no país


A Organização Mundial da Saúde, OMS, liderou os esforços de aquisição da nova vacina, Pólio Vírus Derivado da Vacina, utilizada na última campanha de inoculação contra a doença na Guiné-Bissau.

Desde 1998 que o país não registava nenhum caso da enfermidade.

Instituto Pasteur de Dacar

O reaparecimento da doença de paralisia infantil foi anunciado nos finais de 2021, quando o foco do país estava centrado no combate a Covid-19. Em resposta a uma solicitação das autoridades, a OMS acionou os parceiros da Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite.

Os 15 consultores internacionais mobilizados pela agência apoiaram os esforços de resposta ao surto, começando pelo preenchimento de uma vintena de critérios de elegibilidade para que o país pudesse receber a vacina.

De seguida, foi estabelecida uma equipa de trabalho no Centro de Operações de Emergência de Saúde que inclui o Programa Alargado de Vacinação. 

O representante residente da OMS no país, Jean Marie Kipela, explicou à ONU News o papel da agência nesta operação e disse nunca ter visto campanha de vacinação mais bem-sucedida com quase 100% do objetivo alcançado.

Nova vacina PVDV

“A segunda ronda foi um sucesso inédito, nunca vi um país atingir esta cobertura, 99 por cento, confirmado pelo resultado da monitorização independente e os inquéritos FPAS confirmaram este resultado de alta qualidade.”

A campanha culminou com a imunização recorde de mais de 340 mil crianças menores de cinco anos de idade. O país recebeu cerca de 906 mil doses da nova vacina Vpdv, naquilo que foi descrito pelo representante da OMS como experiência piloto com a nova vacina integrada a outros elementos para reforçar a saúde das crianças.

A poliomielite é uma doença viral que provoca paralisia permanente que não pode ser curada, mas pode ser prevenida com uma vacina oral segura e eficaz.

“Na primeira ronda foi integrada a suplementação em vitamina A e desparasitação com Mebendazol. A campanha não só atingiu um grande número de crianças, como também foi de qualidade foi um sucesso que foi também seguido por países como os Camarões.”

Experiência Piloto

A OMS refere que a Guiné-Bissau foi o primeiro país no mundo que fez a campanha de pólio usando a nova vacina, junto com a suplementação em Vitamina A e desparasitação com Mebendazol.

A campanha mobilizou 677 equipas de vacinação, num total de 3385 pessoas. A primeira ronda vacinou 81,89% da população alvo. Segundo a agência, em 2019 casos da poliomielite já circulavam nas zonas fronteiriças entre a Guiné-Bissau, a Guiné-Conacri e o Senegal.

Graças aos esforços da Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite, lançada em 1988, dois dos três tipos de poliovírus selvagem foram erradicados no mundo.

Parceiros da iniciativa público-privada, incluem a Rotary International, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, a Gavi e a Fundação Bill & Melinda Gates. Amatijane Candé – Guiné-Bissau “ONU News”


sexta-feira, 20 de maio de 2022

Moçambique - Notifica a Organização Mundial da Saúde caso de poliovírus selvagem no país

No país não havia registos da doença desde 1992. As autoridades da saúde declararam o surto do tipo-1 em 18 de maio, o caso foi confirmado numa criança na província de Tete, no centro do país. Recentemente, Moçambique vacinou 4,2 milhões de crianças após doença emergir no Malauí, país vizinho


A Organização Mundial da Saúde, OMS, alerta para um caso de poliovírus selvagem registado numa criança na província de Tete, no centro Moçambique. O país não havia notificações do vírus desde 1992.

Segundo a OMS, o vírus estaria circulando na África Austral. Houve a confirmação de um caso no Malauí, em fevereiro.

Campanhas de vacinação

Em nota, a diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, afirma que a detecção do atual vírus preocupa a agência.

Ela citou o apoio aos governos da África Austral para intensificar a luta contra a pólio, incluindo a realização de campanhas de vacinação em massa para conter o vírus e proteger as crianças do impacto da pólio.

Em Moçambique, estão em curso mais investigações para determinar a extensão do risco colocado pelo novo caso de poliovírus selvagem.

As análises preliminares das amostras recolhidas em três contatos do caso recém-detectado foram todas negativas para o poliovírus selvagem do tipo 1.

Planos

A OMS afirma que o caso em Moçambique e o anterior no Malauí não afetam a certificação de que a região africana está livre do vírus selvagem.

A África foi declarada livre de poliomielite selvagem indígena em agosto de 2020, após eliminar todas as formas de poliomielite selvagem da região.

Atualmente, as ações estão concentradas no reforço da vigilância da doença em Moçambique, Malauí, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué.

Os cinco países continuarão com as vacinações em massa, com planos para atingir 23 milhões de crianças de cinco anos ou menos com a vacina contra a poliomielite nas próximas semanas.

A poliomielite é altamente infecciosa e afeta em grande parte as crianças menores de cinco anos. Não há cura para a pólio e só pode ser prevenida através da imunização. Ouri Pota – Moçambique ONU News


quinta-feira, 17 de março de 2022

Macau - Mais oito docentes vão sair mas Escola Portuguesa de Macau acredita que consegue substitutos

À semelhança do ano anterior, deverão sair, pelo menos, oito docentes da Escola Portuguesa de Macau, que vão regressar a Portugal, segundo avançou Manuel Machado ao Jornal Tribuna de Macau, apontando que o número pode aumentar até Agosto. Contudo, o presidente da direcção da escola disse já estar em contacto com docentes que residem no território, acreditando que será preenchida a maioria dos lugares que vão ficar vagos. No corrente ano lectivo, já saíram também da escola oito alunos, cujas famílias voltaram a Portugal. Manuel Machado revelou ainda que para o ano lectivo 2022/2023 já foram feitas 607 pré-inscrições, número que deverá subir


A Escola Portuguesa de Macau (EPM) vai perder mais docentes no próximo ano lectivo, adiantou o presidente da direcção da escola, Manuel Machado, ao Jornal Tribuna de Macau, ressalvando, no entanto, que está tudo encaminhado para conseguir substituir a maioria dos professores que saírem. “De momento, tenho conhecimento de que têm intenção de sair oito docentes”, afirmou. “Já consegui estabelecer contacto com algumas pessoas residentes de Macau que têm habilitações próprias para a docência dos grupos disciplinares dos quais vão sair os docentes. Portanto, se se concretizar aquilo que tem sido conversado, esses docentes irão substituir a maioria dos que vão sair”, acrescentou.

Ainda assim, o presidente da direcção da escola apontou que pode acontecer não haver em Macau docentes para determinados grupos disciplinares. A título de exemplo, mencionou a Geografia. “Este ano foi assegurada exclusivamente por uma docente a tempo inteiro e depois uma que leccionava duas ou três turmas. E essa docente é uma das que vai sair, e portanto, no caso da Geografia pode haver necessidade de trazer alguém de fora”, observou, indicando que, neste caso, dependerá da possibilidade de as pessoas entrarem no território sem serem residentes.

Questionado sobre se já houve alguma comunicação com as autoridades neste sentido, Manuel Machado disse que ainda é cedo para saber se será efectivamente necessário que venha alguém do exterior. “Preciso de ter uma imagem mais apurada da realidade […] Mas não sendo possível resolver a situação dentro de Macau e tendo que recorrer a professores que estão neste momento em Portugal e que não são residentes, obviamente que comunicarei à Fundação da Escola Portuguesa para ver qual a melhor maneira de dar resposta a este problema”, prosseguiu.

No final do ano lectivo 2019/2020 saíram da EPM cinco professores, e no ano lectivo transacto, 2020/2021, foram oito os docentes que deixaram a escola. Em todos os casos, garantiu Manuel Machado, os professores foram substituídos, tendo os anos lectivos seguintes arrancado sem problemas.

Segundo disse a este jornal, os motivos que levam estes professores a abandonar o território são razões pessoais mas estão relacionados com as restrições de viagem. “Os motivos prendem-se fundamentalmente com o facto de já estarem em Macau há praticamente três anos sem se puderem ausentar e terem necessidade de se deslocar por razões familiares. Alguns têm ascendentes de mais idade que já não vêem há muito tempo, outros necessitam de realizar alguns exames médicos. São razões pessoais e familiares”, explicou.

Manuel Machado não descarta que até Agosto possa haver mais professores a comunicar a intenção de abandonar o território: “Penso que também dependerá muito da evolução da própria pandemia em Macau e das medidas de segurança que serão adoptadas”. A EPM conta actualmente com 64 docentes, sendo que aqueles que vão deixar a instituição dão, na sua maioria, aulas do 7º ao 12º.

O presidente da direcção da EPM assegurou que a saída dos professores não tem criado instabilidade entre os alunos, até porque, disse, quando há mudança de ciclos normalmente também os docentes passam a ser diferentes. “Não tem sido nada de preocupante, felizmente”.

Com o regresso de vários portugueses ao país de origem, também o número de alunos decresceu ao longo deste último ano. “Iniciámos o ano lectivo com 694 alunos e neste momento estamos com 686 porque há famílias que têm voltado para Portugal e as crianças obviamente vão com os pais. Isso naturalmente tem feito diminuir o número e até ao final do ano lectivo ainda haverá uma pequena diminuição do número de alunos”, observou.

607 pré-inscrições para 2022/2023

Manuel Machado adiantou à Tribuna de Macau que houve um total de 607 pré-inscrições para o próximo ano lectivo. “Parece uma grande diferença em relação ao actual número, mas não é assim tanto quanto isso porque se analisarmos os números das pré-inscrições do ano anterior ou há dois anos, quando terminaram as pré-inscrições ainda faltam de facto muitos alunos inscrever-se, e como não são vinculativas acredito que este número cresça”, sublinhou.

Dos alunos que procuram o primeiro ano de escolaridade, pouco mais de 50% não são de nacionalidade portuguesa.

Nos últimos anos, a tendência na EPM tem sido de crescimento e o presidente da direcção voltou a dizer que as instalações já não conseguem receber mais turmas. A viabilidade e tipo de ampliação da escola está a ser estudado pelo Conselho de Administração, acrescentou. “É algo que considero que tem alguma urgência no sentido de podermos dar resposta às solicitações”, disse Manuel Machado.

Vacinados 40% dos alunos e 92% dos funcionários

Segundo adiantou Manuel Machado a este jornal, actualmente 92% dos trabalhadores da Escola Portuguesa já estão vacinados contra a covid-19. Quanto aos alunos, os números também estão a mudar quase diariamente. Na terça-feira, os dados apontavam para 40% dos 686 alunos já inoculados. Em concreto, no primeiro ciclo a taxa é de cerca de 21% (65 alunos vacinados de 315), no segundo ciclo é de 13% (15 de 114), e no terceiro ciclo aumenta para cerca de 69% (100 de 145). Já no ensino secundário a taxa de inoculação dos estudantes atinge 84%, ou seja, estão vacinados 92 de um total de 109. O presidente da direcção da EPM disse que após as autoridades terem alertado para a necessidade de vacinar as crianças tem havido “uma maior adesão” dos pais, observando que ainda naquele dia um grupo de crianças tinha sido levado pela escola, e na companhia dos pais, à vacinação. Manuel Machado garantiu também que estão a ser cumpridas as orientações dos Serviços de Educação no sentido de procurar saber, semanalmente, o número de estudantes vacinados e aqueles que tencionam vacinar-se. “Esse levantamento está a ser feito com periodicidade, assim como da evolução do número de crianças e jovens vacinados”, disse. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sábado, 4 de dezembro de 2021

CPLP e G7+ vão reforçar cooperação para acelerar vacinação contra a covid-19

Lisboa – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o G7+, grupo de Estados frágeis, anunciaram que vão reforçar a cooperação no domínio da saúde pública para acelerar a vacinação contra a covid-19 nos seus Estados-membros.

No final de uma reunião entre representantes das duas organizações, na sede da organização lusófona, em Lisboa, o secretário-executivo da CPLP, Zacarias da Costa, referiu que foram apresentadas diversas propostas de cooperação “no formato sul-sul”, nomeadamente “o combate às enormes desigualdades existentes no que toca ao processo de vacinação” contra a covid-19.

Por seu lado, o secretário-geral do G7+, o timorense Hélder da Costa, referiu que o grupo está a viver uma “situação delicada” no campo da saúde pública, referindo que tem havido “uma aproximação a várias associações farmacêuticas e companhias para acelerar o processo de vacinação” nos seus países-membros, nomeadamente nos mais frágeis, onde a taxa de vacinação é muito baixa”.

“As pessoas não têm acesso à vacinação, e essa também é uma das tarefas que queremos desenvolver juntamente com a CPLP”, realçou.

Segundo o responsável da organização lusófona, foram abordadas ainda outras formas de cooperação, como a promoção e difusão da língua portuguesa e na concertação política e diplomática junto de organizações como as Nações Unidas.

“São diversas as formas de concretizar esta parceria CPLP – G7+, a implementação de iniciativas de interesse, com financiamento e cofinanciamento, através do Fundo Especial” da organização dos países de língua portuguesa, sublinhou Zacarias da Costa.

Nesta reunião o secretário-executivo da CPLP recebeu as cartas credenciais do g7+, que obteve a categoria de Observador Associado da CPLP na XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo que decorreu em 17 de Julho, em Luanda, Angola.

A entrega das cartas credenciais do G7+ contou com a presença do presidente do grupo, o ministro do Planeamento e Desenvolvimento Económico da Serra Leoa, Francis Kai Kai, e do secretário-geral, Hélder da Costa, que será a partir de agora o representante permanente daquele grupo de países em Lisboa.

Zacarias da Costa realçou ainda o facto de as duas organizações terem três Estados-membros em comum: Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste e que “vários dos países do G7+ conhecem diásporas de língua portuguesa e têm ligações históricas, culturais e económicas com os países da CPLP, que é uma organização promotora da paz e da solidariedade entre as nações”.

“Obviamente que todos esses aspectos abrem caminho a um enorme capital de empatia e amizade entre os nossos países que servem de base a uma relação de cooperação vibrante e dinâmica, que o estatuto de observador associado permitirá concretizar”, acrescentou.

Hélder da Costa, destacou, em declarações à Lusa à margem do encontro, um conjunto de planos de atividade na área da promoção do português, “uma língua para a disseminação da paz”, acrescentando que, “como São Tomé e Príncipe e Timor-Leste também fazem parte do grupo, irão trabalhar juntos no campo da concertação político diplomática entre as duas instituições”.

O responsável avançou que ainda estão a discutir com a CPLP “futuras parcerias no campo do desenvolvimento económico, “nomeadamente a promoção do setor privado” nos Estados-membros das duas organizações, “para promover a economia” dos seus países.

Hélder da Costa referiu que dentro do G7+, os países que mais preocupam a organização são o Afeganistão, que “pela mudança no poder é um problema global, reconhecido internacionalmente”, mas o Iémen, Haiti, República Democrática do Congo, Guiné-Conacri, “que recentemente teve um golpe de Estado”, ou o Sudão do Sul suscitam preocupações.

Assim, admitiu que “a cooperação na área da concertação política e diplomática junto de organizações como as Nações Unidas”, é um dos interesses do G7+ nesta aproximação à CPLP.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP, que este ano celebrou o seu 25.º aniversário, contando já com 32 países e organizações como observadores associados.

O G7+ é uma organização internacional, com vinte países (Afeganistão, Burundi, Chade, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Guiné-Conacri, Haiti, Iémen, ilhas Comores, ilhas Salomão, Libéria, Papua Nova Guiné, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Serra Leoa, São Tomé e Príncipe, Somália, Sudão do Sul, Timor-Leste e Togo), que viveram ou vivem em situação de conflito ou numa situação de particular fragilidade política. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

 

China - Há uma cidade a oferecer mais de 1300 euros a quem testar positivo à covid-19

O objetivo desta recompensa monetária dada na cidade chinesa de Harbin é travar a disseminação do vírus da covid-19, após o registo de três casos oriundos de uma região vizinha

Os residentes da cidade chinesa de Harbin que fizerem um teste PCR para o coronavírus e acusarem positivo vão receber uma recompensa equivalente a 1386 euros, anunciaram na quinta-feira as autoridades locais.

Segundo os dados do Governo de Harbin, foram detetados na passada quinta-feira três casos de covid-19, relacionados com o surto na cidade de Manzhouli, na região vizinha da Mongólia Interior.

A decisão das autoridades visa "bloquear os canais de transmissão do vírus", ao estimular a população a fazer o teste.

A medida atraiu a atenção nas redes sociais do país, com mais de 100 milhões de leituras na Weibo, semelhante ao Twitter. "Qual é o problema? Os cidadãos são incentivados a fazer o teste e a disseminação do vírus pode ser assim interrompida se o resultado for positivo", apontou um internauta.

Outros não entendem a campanha ou acham que o dinheiro poderia ser investido de outra forma: "fazer o teste é da responsabilidade de todos, por que deveriam de ser recompensados", questionou outro.

Apelo para evitar viagens

As autoridades de saúde da cidade também pediram à população que "evite viagens" e ordenaram o encerramento temporário de estabelecimentos com grande afluência de público, como balneários, discotecas, teatros ou cinemas.

As farmácias vão ser proibidas de vender remédios para a tosse ou gripe e antibióticos e se o comprador apresentar "sintomas suspeitos", como febre, o estabelecimento deve informar as autoridades, caso não queira enfrentar possíveis responsabilidades legais pela disseminação do vírus.

A China mantém uma política de tolerância zero contra o vírus. As autoridades locais restringem a movimentação de pessoas e organizam testes em massa sempre que um caso é detetado.

Segundo relatos da Comissão Nacional de Saúde da China, desde o início da pandemia, 99083 pessoas foram infetadas no país, entre as quais 4636 morreram. In “Contacto” - Luxemburgo


sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Guiné-Bissau - Apesar de haver vacinas só 117 mil guineenses foram imunizados

Bissau - O coordenador da campanha de vacinação no Alto-Comissariado contra a Covid-19, Júlio Nogueira, disse hoje à Lusa estar preocupado com "baixo número de vacinados", quando algumas doses de vacinas vão perder o prazo de validade.

A vacinação contra a covid-19 na Guiné-Bissau arrancou no mês de abril e até agora foram imunizadas 117668 pessoas, explicou Júlio Nogueira, apelando a "sinergia de todos, Governo, técnicos de saúde e a população" para atingir o compromisso universal de vacinar, pelo menos, 70% da população.

Júlio Nogueira salientou que ainda faltam compilar os dados dos últimos dias de vacinação, mas em números redondos admitiu que o país já tenha vacinado cerca de 13 a 14% da população, o que disse ser baixo em termos de média mundial, mas dentro das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), observou.

De acordo com o responsável guineense, a OMS propôs, numa primeira fase, que os países africanos vacinassem 10% da população, até agosto, cifra alcançada em setembro, agora a organização aponta para a meta de 40% até ao final do ano.

No passado dia 25, o Governo guineense lançou uma campanha de vacinação em massa da população para decorrer durante 10 dias e mobilizou técnicos militares da saúde para reforçarem o processo ao lado dos agentes civis.

A campanha tem como objetivo imunizar 70% da população com 18 anos ou mais de idade.

Mas olhando para os números que apontam para "uma fraca adesão da população" aos postos de vacinação, Júlio Nogueira está preocupado que "muita vacina venha a perder o prazo de validade", nomeadamente a da marca AstraZeneca.

A Guiné-Bissau recebeu da comunidade internacional pouco mais de 600 mil doses de vacinas, entre as quais 202 mil doses da AstraZeneca, 100 mil doses oferecidas por Portugal, mas uma boa parte desses imunizantes deverá ficar fora do prazo de validade no final deste mês e a outra parte no final de novembro, alertou Nogueira.

Por ser a dose única, os guineenses preferem mais a vacina da fabricante norte-americana, contudo, Júlio Nogueira sublinhou que até aqui apenas 62817 mil pessoas receberam aquele imunizante, cujo prazo de validade, entre as doses disponibilizadas ao país, termina em dezembro, disse.

O coordenador da campanha de vacinação do Alto-Comissariado contra a Covid-19 apontou as greves do pessoal médico e a desinformação sobre a vacina como fatores para o baixo número de pessoas vacinadas na Guiné-Bissau até aqui.

O Governo guineense decretou na quinta-feira o estado de alerta na saúde pública até final de janeiro e tornou obrigatória a vacina para os docentes e funcionários de qualquer nível escolar e os estudantes do ensino superior.

Ou seja, quem não tenha pelo menos a primeira dose da vacina até 10 de novembro ou a segunda dose até 10 de janeiro vai passar a ser obrigado a fazer testes RT-PCR quinzenalmente para ter acesso ao estabelecimento.

O decreto impõe a mesma medida para a circulação em transporte público rodoviário ou fluvial para passageiros e condutores ou pilotos.

A partir de 10 de novembro, a circulação fica condicionada à tomada da primeira dose de vacina e a partir de 10 de janeiro a dose completa da vacina é requerida. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau com “Lusa”

 

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Suíça – Cidadãos em democracia plena vão decidir em referendo sobre o certificado de vacinação contra Covid

Como em muitos outros países europeus uma minoria protesta contra a imposição de regras como o certificado de vacinação contra o Covid. Porém a Suíça será o único país no mundo onde os eleitores irão votar sobre o documento através de um referendo


Durante semanas, os oponentes das medidas de combate à pandemia entoaram o grito "Liberté, liberté" (Liberdade, liberdade) nas ruas de várias cidades do país. Em 28 de novembro eles terão a oportunidade de fazer ouvir as suas vozes através de um referendo.

Por que o eleitor vota novamente sobre a lei de Covid?

Em 8 de julho, três comissões apresentaram um total de 74469 assinaturas que foram consideradas válidas pela Chancelaria Federal. A proposta de lei lançada por elas pede mudança na lei de Covid, em vigor desde 19 de março de 2021. Estes movimentos, que surgiram durante a pandemia e não têm clara filiação partidária, criticam a expansão do poder do Poder Executivo e, em particular, através da introdução do certificado de vacinação contra o Covid.

É a segunda vez em pouco menos de seis meses que o eleitor vota sobre a mesma lei, uma novidade na história da democracia helvética. Em 13 de junho, a ‘Lei do Covid 19’ foi aprovada num primeiro referendo com 60,2% dos votos, rejeitada apenas por alguns cantões da Suíça central e da região leste, onde se concentra a oposição às medidas do governo para combater o vírus.

Para os apoiantes da lei, porém, a campanha eleitoral será mais difícil desta vez. A primeira votação concentrou-se no apoio financeiro às empresas e pessoas afetadas pelos encerramentos durante a pandemia. Esta questão está agora ofuscada pelo debate sobre as liberdades individuais do cidadão.

O clima político também se tornou muito mais acirrado nos últimos meses. Políticos, incluindo o ministro suíço da Saúde, Alain Berset, tiveram que ser colocados sob proteção policial. A polícia teve de reprimir algumas manifestações dos oponentes às medidas sanitárias.

Que medidas são afetadas pelo referendo?

O referendo é destinado especialmente ao combate ao certificado de vacinação contra o Covid, de uso obrigatório desde 13 de setembro para visitar restaurantes, academias de ginástica, cinemas e grandes eventos culturais e desportivos. Ele também tem efeito sobre a extensão de certas ajudas financeiras, embora os referentes não façam disto uma questão eleitoral.

Por outro lado, o projeto não afeta a vacinação ou as outras medidas sanitárias introduzidas pelo governo federal. O uso de máscaras ou o encerramento de estabelecimentos, que se baseiam na lei de Epidemias, em vigor desde 2013, pode ser continuado ou reintroduzido a qualquer momento, se a situação epidemiológica assim o exigir.

Quais são os principais argumentos a favor da Lei?

O certificado de vacinação contra o Covid permitiu que as pessoas retornassem a uma vida social normal tanto quanto possível, diz o governo. Ele é um meio eficaz de delimitar os encontros a pessoas que não são contagiosas ou que muito dificilmente se contagiarão, diz o documento.

Economicamente, o certificado permite a continuidade das atividades económicas e a manutenção de empregos. O certificado também facilita as viagens na Suíça e no exterior.

Finalmente, graças a esta lei as empresas continuam a beneficiar de apoio adicional, em caso de desemprego parcial.

Quais são os principais argumentos contra a lei?

Os opositores da lei são da opinião de que o certificado discrimina as pessoas não vacinadas, e leva a uma obrigação indireta de vacinação. Desta forma, o governo federal forçaria a população a ser vacinada - embora deva ser observado que a Suíça tem uma das taxas mais baixas de vacinação da Europa. Os oponentes dizem que esta medida divide a sociedade e põe em perigo a paz social.

Os militantes do “não” advertem sobre uma "ditadura da saúde" do Poder Executivo, e denunciam uma expansão "antidemocrática e perigosa" dos poderes com esta lei.

Nos referendos também se adverte contra a vigilância eletrónica maciça dos cidadãos, que é resultado do rastreamento digital de contatos, consagrado na nova lei.

Quem está a favor, quem está contra?

O Partido do Povo Suíço (SVP), dos quais dois ministros fazem parte do Conselho Federal (n.r.: corpo de sete ministros que representa o Poder Executivo) é o único que se opõe às últimas emendas à lei do Covid. Na sua reunião de verão, os delegados do partido rejeitaram claramente a lei por 181 votos a 23. O partido também apoia o referendo iniciado pelos três comités de cidadãos.

O governo e uma grande maioria do parlamento apoiam a lei. Entretanto, o ministro das Finanças, Ueli Maurer, foi acusado de violar a colegialidade do governo quando disse aos membros de seu partido, no início de setembro, que o governo havia "falhado na crise pandémica". Ele também causou controvérsia porque usou um pulôver dos "Tocadores dos sinos da liberdade", um grupo de críticos das medidas que se destacam nas manifestações contra as regras vigentes.

O que acontece se a Lei for rejeitada?

Se a Lei for rejeitada, as emendas adotadas pelo Parlamento na primavera seriam revogadas a partir de 19 de março de 2022, um ano após a sua adoção como previsto na Constituição Federal. Isto significaria que não haveria mais uma base legal para a emissão e controlo de um certificado de vacinação contra o Covid. Entretanto, os referendos são favoráveis ao desenvolvimento de um certificado voluntário, para facilitar as viagens ao exterior.

O apoio financeiro para grandes eventos terminaria na próxima primavera. O Conselho Federal também adverte que os subsídios diários adicionais para os desempregados ou a possibilidade de estender a duração do direito ao trabalho de curta duração para 24 meses seriam abolidos.

Finalmente, a Suíça não seria mais capaz de lançar programas de apoio ao desenvolvimento de medicamentos ou outros bens médicos importantes. Samuel Jaberg – Suíça in “Swissinfo”