Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 4 de abril de 2026

Moçambique - “O Pequeno Príncipe” chega à língua changana e reforça ponte cultural entre o país e o mundo

No âmbito da Quinzena da Francofonia, o Centro Cultural Franco-Moçambicano acolheu o lançamento oficial da tradução da obra O Pequeno Príncipe para a língua changana, intitulada Xihosananyana.


A iniciativa representa um marco importante na promoção da diversidade linguística e no fortalecimento do diálogo intercultural em Moçambique. O projecto resulta de uma ampla cooperação entre várias instituições nacionais e internacionais, incluindo a UNICEF, a UNESCO, o Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas e a Embaixada de França em Moçambique, entre outros parceiros.

Publicada originalmente em 1943 pelo escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, a obra é hoje uma das mais traduzidas do mundo, reconhecida pelo seu carácter universal e pela forma poética com que aborda temas como a amizade, o amor, a responsabilidade e o sentido da vida.

A tradução para a língua changana — uma das línguas bantu mais faladas no sul de Moçambique, com cerca de 1,4 milhão de falantes — representa um passo significativo na democratização do acesso à literatura. Para além do português, língua oficial, o changana desempenha um papel fundamental nos programas de educação bilingue, contribuindo para uma aprendizagem mais inclusiva, sobretudo entre crianças cuja língua materna não é o português.

Esta edição integra o projecto internacional “O Príncipezinho ao lado das línguas do mundo”, promovido pela associação PIAF, com o apoio da Fondation Jean-Marc Probst pour le Petit Prince, sendo esta a nona tradução realizada no âmbito da iniciativa.

Ao todo, foram impressos dois mil exemplares da obra, que serão distribuídos em bibliotecas e centros culturais comunitários das províncias de Gaza e Maputo, ampliando o acesso à leitura e incentivando o uso das línguas nacionais.

Com esta iniciativa, Moçambique reafirma o seu compromisso com a valorização das línguas locais e com a construção de pontes culturais, aproximando universos distintos através da literatura. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quarta-feira, 2 de julho de 2025

Moçambique - Maria João e João Farinha apresentam álbum “Abundância” em Maputo

A cantora portuguesa Maria João assinala 40 anos de carreira com o lançamento de “Abundância”, o seu mais recente álbum de originais, em colaboração com o pianista João Farinha.


O novo trabalho, o trigésimo primeiro da artista, foi gravado maioritariamente em Maputo, e é o resultado de uma parceria artística e cultural com o colectivo moçambicano TP50, com quem os músicos têm vindo a colaborar regularmente desde 2016.

Desde o início desta relação artística com o TP50, Maria João e João Farinha têm contribuído de forma consistente para a construção de pontes culturais entre países de língua portuguesa, levando a palco uma mistura rica de influências e identidades. Desta colaboração contínua surgiu, há três anos, o desejo de criar um álbum que reflectisse a diversidade cultural que a define — uma fusão viva entre as suas raízes portuguesas e moçambicanas.

Numa nota de imprensa, diz-se que o sonho torna-se agora realidade com o lançamento de “Abundância”, um disco que celebra de forma profunda a criatividade artística partilhada, a fusão de ritmos e línguas de Portugal e Moçambique (e não só), e a universalidade humanista da Arte.

O concerto de apresentação terá lugar no próximo dia 4 de Julho, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo.

“Abundância” explora a riqueza criativa de Maria João, cruzando influências africanas com sonoridades electrónicas, numa abordagem inovadora e emotiva.

A fase inicial da criação decorreu nos Aurora Estúdios, em Lisboa, com João Farinha e André Nascimento, sendo posteriormente concluída em Maputo, no Estúdio Ekaya. A gravação envolveu uma equipa diversificada de músicos moçambicanos, como Texito Langa, Valter Mabas, Cheny Wa Gune, o Coro TP50, e os cantores convidados José Mucavel e Stewart Sukuma.

Com produção de Luís Fernandes, o álbum inclui 10 faixas, muitas da autoria da própria Maria João. Entre os temas destaca-se “Esperança”, baseado num poema do escritor moçambicano e Prémio Camões, José Craveirinha, musicado por Maria João e João Farinha.

O show do dia 4 de Julho, na cidade de Maputo, conta com o apoio do Camões – Centro Cultural Português. In “O País” - Moçambique


domingo, 18 de agosto de 2024

Moçambique - Filipe Branquinho inaugura “A pente fino” no Centro Cultural Franco-Moçambicano

Na próxima terça-feira, a partir das 18 horas, Filipe Branquinho vai inaugurar, na Sala de Exposições do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo, a individual “A pente fino”.


De acordo com o comunicado de imprensa do Centro Cultural Franco-Moçambicano, a exposição de Filipe Branquinho apresenta duas séries. Primeiro, B(L)ACK, uma homenagem ao cabelo natural crespo, apresentada como postais de memórias.

A série, informa o comunicado de imprensa do Centro Cultural Franco-Moçambicano, elogia os dreads e as tranças intricadas que simbolizam o pertencimento à comunidade e contam histórias sem precisar de palavras.

Filipe Branquinho utiliza os seus desenhos para transformar esses penteados em símbolos carregados de significados culturais e históricos.

Segunda série, IN GOLD WE TRUST, que oferece uma crítica incisiva à ganância e corrupção que permeiam certos segmentos da sociedade.

“Branquinho utiliza a cédula do dólar como elemento central nos seus desenhos para explorar como o capital domina e molda a nossa realidade. As obras revelam como o dinheiro transforma o quotidiano num espectáculo de consumo e alienação, com figuras que se tornam quase intangíveis, reflectindo uma sociedade onde o prestígio e a aparência são mais valorizados do que o valor substancial”, lê-se na nota de imprensa do Centro Cultural Franco-Moçambicano. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 2 de julho de 2024

Moçambique - Venâncio Calisto brinca de faz de contas na oficina de criação teatral

O encenador Venâncio Calisto vai conduzir uma oficina de criação teatral para crianças dos 6 aos 12 anos de idade, próximo sábado, 6, às 10h30, no Auditório do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo.


Durante a actividade, as crianças serão desafiadas a criar uma encenação colectiva inspirada em brincadeiras de infância, utilizando movimento, canção e palavra como formas de expressão artística.

A oficina de criação teatral para crianças não vai entreter como também vai promover a interacção dos mais novos com o ambiente, facilitando o desenvolvimento de habilidades motoras e psicológicas, fortalecendo os laços familiares e ampliando a sua compreensão do mundo ao seu redor.

A oficina de criação teatral para crianças, igualmente, pretende proporcionar uma experiência onde os petizes podem criar e vivenciar histórias, desenvolvendo habilidades expressivas e colaborativas, enquanto fortalece a sua confiança e capacidade de trabalhar em grupo. In “O País” - Moçambique 


terça-feira, 30 de abril de 2024

Moçambique - Mélio Tinga e Eduardo Quive lançam livros no Centro Cultural Franco-Moçambicano

Os escritores Eduardo Quive e Mélio Tinga lançam, às 17h do dia 15 de Maio, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, as obras literárias “Mutiladas” e” Névoa na sala”, respectivamente, sob a chancela da Catalogus.


Eduardo Quive distanciou-se do verso em “Mutiladas”. O primeiro livro de contos do escritor retrata histórias que vão por três caminhos: as mulheres, a vida e o exercício das memórias do autor, numa escrita breve, intensa e provocadora.

Na obra o destino das personagens reflecte uma sociedade de tragédias diárias, onde a violência e a indiferença se transformaram num manifesto de desumanidade.

O livro de Mélio Tinga leva o leitor a uma história de um homem que acaba acidentalmente nas trincheiras de uma guerra no Norte do país, um morto fá-lo regressar. O pai espera-o à porta. Os fantasmas da guerra perseguem-no, no seu íntimo. Passa, por isso, parte da sua vida num hospital especializado em traumas e depressão, onde se apaixona por uma mulher que procura curar a dor de tentar conceber, poeta talentosa que esconde um mistério debaixo da cama.

O lançamento a dois, segundo uma nota de imprensa, é uma decisão dos autores que interpretam o evento como um momento de partilha e afectos, onde o colectivo vem ao de cima no lugar do individualismo.

Numa subtil feminilidade, ambas as obras são um convite para duas ou mais viagens onde os leitores irão reflectir sobre o amor, a depressão e a humanidade. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 16 de abril de 2024

Moçambique - Pensar o teatro a partir de “o embondeiro que sonhava pássaros”

A peça “O embondeiro que sonhava pássaros”, exibida na passada sexta-feira, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, teve em palco os astros do teatro nacional a contracenar as nossas esperanças e certezas. Uma obra escrita e encenada por Evaristo Abreu e inspirada num conto de Mia Couto. Esta peça fez mais do que dar teatro ao público, reabriu um drama da cultura moçambicana, o debate sempre adiado e o descortinar de um futuro cheio de incertezas. Muito tem se falado destes tempos como a grande dúvida, Lipovetsky (1983) chegou mesmo a escrever o ensaio “A era do vazio”, onde parecer é ser, tudo é efémero, passa tão rápido que sequer chegou a acontecer. Mas já lá vamos, primeiro, exaltemos o espectáculo que, de certeza, mostrou-nos que a alma do teatro moçambicano está em chamas e que todas as gerações dão-nos garantias.


Ver em palco Adelino Branquinho, Yolanda Fumo e Elliot Alex, a contracenar com Horácio Guiamba — que já não tem mais nada a provar —, Fernando Macamo e Lucrécia Noronha, estes dois que já performaram em alguns espectáculos e a estudante Shércia Carolina que se mostrou à altura do desafio, é um acontecimento marcante. São actores de gerações diferentes, o que deixa à vista que o teatro vive, sobrevive e pode ganhar outras vidas, como por exemplo, o facto de as salas de teatro estarem em extinção ou a servir para outros fins, a falta do necessário apoio institucional e mecenas, tudo isto, curiosamente, quando já há um curso superior de teatro e muitos actores à disposição.

Em palco estava o passado que facilmente se confunde com o presente e, se não houver “vigilância” — os acontecimentos diários mostram isso — pode se repetir esse passado tenebroso: escravatura, exploração e segregação. O resto é actual, as personalidades feitas de ira – de fúria irracional —, a coisificação do outro, o racismo, a bajulação e o cumprimento de ordens sem questionar. Em meio a tudo isso há um belo que se não vê: o encanto na natureza, nas coisas simples como os pássaros de várias espécies a voar livremente e a cantar para os humanos tomados pela insanidade instalada, o tempo que nos falta para contemplar de forma desinteressada o belo, mas também a classificação dos seres. Como pode uma criança branca brincar com uma negra? Como se não bastasse, falarem a mesma língua, apreciarem a mesma natureza e ainda mergulharem nas realidades de cada sociedade. A partir do diálogo dessas duas personagens, a preta e cuidadora de pássaros — Yolanda Fumo — e a criança branca — Shércia Carolina — encontram-se dois mundos: no mundo dos brancos representado por Adelino Branquinho, sempre zangado, com o chicote e a esbracejar “igual a uma coruja”; e, por outro lado, estão os pretos, representados por Yolanda Fumo, que compreende o desejo e a essência dos humanos, igual aos pássaros, nascidos para serem livres.

É uma família dominante, branca, vive amargurada e na encruzilhada do racismo, sobretudo por se julgar uma classe superior, que tem o direito à terra, os recursos, incluindo as pessoas pretas que são objectos de uso, força bruta, sem sequer capacidade de raciocinar — Elliot Alex, Fernando Macamo e Lucrécia Noronha —, que vai se ver desestruturada por uma criança que decidiu ignorar as diferenças, olhou com os olhos inocentes de uma criança o mundo à sua volta.

É possível ler-se os papéis de Elliot, Fernando e Lucrécia nas entrelinhas das personagens da vida real, capazes de aplaudir e executar tarefas sem questionar, por vezes, com danos sobre gente da mesma classe social que a sua. A ideia de estar com quem manda e que faz pensar que temos poder e por isso os outros seres humanos não valem nada, está muito bem representada.

O narrador Horácio Guiamba conseguiu ser o pivô da trama, sem deixar que ela se transformasse numa história contada, antes, um elemento para conectar os acontecimentos que ocorrem num ritmo frenético. Escusado é dizer que começa a ser moda o narrador Horácio Guiamba em palco (o actor cumpriu quase o mesmo papel em “Aqueles dias da rádio”, musical dirigido por Zé Pires). O acompanhamento musical de Cheny wa Gune e Xixel Langa foi certeira por torná-los presente no espectáculo, preencheu as cenas.

Foi, em suma, um trabalho ao nível do senhor de teatro que é Evaristo Abreu. O que nos leva à questão seguinte.

  • 1.  As condições em que a peça foi exibida foram as melhores possíveis, é verdade. Aliás, não é em vão que o CCFM é dos melhores espaços culturais da cidade. Porém a sala grande não foi capaz de dar as condições que o teatro precisa: a acústica necessária para a projecção das vozes, para que as palavras sejam ouvidas e compreendidas. Apesar de todo empenho e esforço até, muitas foram as palavras que coube ao espectador mais atento tirar as certezas se foi dito. As falas de Adelino Branquinho, por exemplo, e até do Elliot Alex, foram disso exemplo. O Horácio cuja presença era sobretudo em discurso, não sei se não lhe sobraram dores pelo esforço para se fazer ouvir. E, aliado a tudo isso, como havia a voz no microfone e os instrumentos musicais, o desnível foi evidente. Ao contrário do que se viu e se vê com os especáculos do género quando acontecem no auditório. Esse, sim, era o sítio indicado.
  • 2.    O cenário podia ser melhor, a sensação de um imenso vazio é inquietante. Sim, é a nossa realidade, fazer muito com pouco, mas foi notável o sofrimento dos actores naquele palco, ora à procura de preencher espaços ou a cuidarem para não se deixar derrubar nas poucas coisas ali presentes, porém de uma precariedade patente. Por outro lado, foi como se aqueles elementos fossem estranhos aos actores. Não será pelo tempo de ensaio com o cenário do espectáculo?
  • 3. Quando vai parar a sina de ver só uma vez os bons espectáculos de teatro, penso eu com os meus botões enquanto oiço os murmúrios dos espectadores. Compreendo as várias razões por detrás das instituições e do cenário artístico nacional, mas é um desperdício dos níveis de quem deixa uma torneira aberta com a água a escorrer pelas areias. Não é assim só com este espectáculo, foi assim com “Aqueles dias de rádio” (2023), por exemplo, uma das melhores obras de arte em palco que se produziu nos tempos actuais. Como é possível um elenco daquele nível, os ensaios de meses, a publicidade feita — a acrescer a que continua a ser feita por via de comentários positivos dos que viram o espectáculo — resultar em apenas uma apresentação? Será que o custo de uma repetição é maior que o de tudo o que se investiu para conceber o trabalho? Esta questão não é dirigida ao CCFM, é sobretudo uma reflexão que todo o sector cultural deve fazer. Um pouco por todos os centros culturais os espectáculos são exibidos só uma vez, nunca percebo as razões, mas se elas se prenderem com o factor “oportunidade para todos”, “cabimento orçamental” ou “público”, então é uma questão talvez mais fácil de resolver. Mas se a razão for do tipo fazer muito eventos e acolher a todos ou for por importar os hábitos da música para o teatro, então a situação é grave. Enquanto a música pode ser gravada e ouvida através de várias plataformas, a qualquer momento, o teatro precisa de palco para ser visto, e o bom teatro, ainda mais.

Quando a arte é exposta desta maneira, incorre-se ao risco de banalizar-se o talento, o trabalho árduo e comprometer o profissionalismo nas artes, como analisa Mário Vargas Llosa em A Civilização do Espetáculo (2012).

Pensar em tudo isto, na esteira de “o embondeiro que sonhava pássaros”, que instiga a memória colectiva, revisita a história, reflecte a contemporaneidade dos comportamentos, das trivialidades e desperta-nos para uma sociedade em modo loop — as diferenças entre classes, o medo de sonhar, os limites às liberdades —, é no mínimo exercer o próprio papel do teatro, despertar-nos para o drama da vida, dos indivíduos, das sociedades, enfim, levar ao palco os nossos dilemas e contextos.

Um trabalho como o visto no dia 12 de Abril de 2024, deveria ser possível revisitá-lo, pelo menos, mais três vezes. Ao contrário disso, quando tudo é dado assim, aos bocados, honestamente, é fácil cair na banalidade, no vazio enfim, no esquecimento. Eduardo Quive – Moçambique in “O País”



terça-feira, 9 de abril de 2024

Moçambique - Samuel Nhamatate leva “pássaro preguiçoso” às crianças

A Editora Fundza, em parceria com o Centro Cultural Franco-Moçambicano, vão apresentar, no sábado, a primeira actividade de “Jogos Lúdicos e Populares” inspirados na obra “Toutinegra, o pássaro vaidoso e preguiçoso’’, de Miguel Ouana.


O evento terá início às 10h30, no Auditório do Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo.

“Toutinegra, o pássaro vaidoso e preguiçoso” é uma história repleta de risadas e amizade entre um menino de 8 anos, seus amiguinhos e uma ave muito vaidosa, que exibe sua beleza enquanto trabalha.

Para celebrar a magia desta estória, a actividade será animada pelo autor Samuel Nhamatate, que proporcionará uma série de jogos lúdicos e populares, muitos dos quais estão em vias de desaparecimento, promovendo a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades das crianças enquanto se divertem.

Ao final da actividade, as crianças terão a oportunidade de fazer uma sessão de fotografias com Miguel Ouana, autor do livro. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Moçambique - Leco Nkhululeco apresenta “Mhamba” no Centro Cultural Franco-Moçambicano

O artista multifacetado, Leco Nkhululeco, apresenta esta sexta-feira, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo, a multidisciplinar “Mhamba – o céu também se alimenta de estrelas”.


De acordo com o Centro Cultural, a performance une poesia, música, teatro e dança, desafiando o status quo (normas culturais ou sociais pre-existentes), lançando luz sobre a importância vital de preservar e celebrar tradições culturais em meio a um mundo em constante mudança.

“Mhamba – o céu também se alimenta de estrelas” é uma jornada poética, uma expressão artística que conecta com o passado e presente, inspirando a reflectir sobre antepassados e a essência da existência.

“Tinguluve”, marca relevante do ritual, traduz-se como uma chamada para honrar antepassados, o lugar onde eles encontram significado em sua existência contínua. Cada família guarda memórias dos que já se foram, e é por eles e para eles que a grande cerimónia da Mhamba se realiza.

“Nkhululeco explora a riqueza da cultura moçambicana, resgatando-a do esquecimento imposto pelo ‘imperialismo clerical’. Ele reinterpreta a tradição da Mhamba dando voz à ancestralidade colectiva que foi outrora subjugada. O espectáculo incita à reflexão sobre a ontologia africana (compreensão da natureza da existência, da realidade e da essência da vida a partir de uma perspectiva africana), revelando a mecânica intrínseca por trás dos rituais de sacrifícios, oferendas e evocações aos deuses como forma de retribuição ou agradecimento”, lê-se na nota de imprensa. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Moçambique - Festival Nacional de Hip-Hop “Punhos no Ar”

O Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) acolhe, no próximo dia 12 de Agosto, a partir das 15h, a 8ª edição do Festival Nacional de Hip-Hop “Punhos no Ar” (FNHPA).


Criado em 2016, através de uma parceria entre a Nexta Vida Entertainment, o Café Bar Gil Vicente e o Centro Cultural Franco-Moçambicano, o Festival Nacional de Hip-Hop “Punhos no Ar” é um evento anual centrado na valorização do Hip-Hop Moçambicano, além de promover um encontro de várias províncias, permitindo assim um importante intercâmbio entre os amantes e praticantes da área e o aprofundamento dos laços que unem os fazedores da cultura Hip-Hop no nosso país.

“Nesta 8ª edição teremos os cinco elementos da Cultura Hip-Hop, nomeadamente: MC, DJ, Graffiti, Break-Dance e o ‘Conhecimento’, para além de que, vamos mais uma vez exaltar a Unidade Nacional, reunindo no mesmo palco artistas do Sul (Maputo, Matola e Xai-Xai), Centro (Beira, Chimoio, Tete e Quelimane) e Norte do País (Nampula e Lichinga), com um programa ecléctico incluindo: Música, Dança, Debate, Freestyle Battle, Feira de Hip-Hop e Graffiti, fazendo deste evento um momento de convívio único e fazendo juz ao principal objectivo do festival: exaltação do Hip-Hop Nacional”, lê-se na nota de imprensa do Franco.

O ponto mais alto será no próprio dia do Festival, 12 de Agosto (sábado), no Franco, onde estarão, entre vários, Duas Caras, Kloro, Trez Agah, Allan, Iveth, Legacy, Kay Real, Gina Pepa, Bokly, La Vida Louca, Rei Bravo e Pier Dogg. In “O País” - Moçambique