O dirigente da FIFA, o suíço Gianni
Infantino, que se julga o rei Midas capaz de transformar em ouro ou dólar tudo
quanto toca, acaba por enfiar o rabo entre as pernas e jogar no wc do banheiro
seu projeto de privatização das Copas do Mundo e competições internacionais.
Desta vez, seu plano de ganhar dinheiro e fazer outros
ricaços aumentarem suas fortunas, como o genro do presidente Trump, desta vez
não ia dar certo, houve forte reação e poderia até lhe custar a direção da
FIFA, talvez até suas residências em Zurique e Doha, e a poltrona dourada.
Bem feito Gianni Infantino! A FIFA não deve se deve se
transformar numa galinha de ovos de ouro para ricaços e bilionários, que não
sabem nem chutar uma bola, se encherem ainda mais de grana, oligarcas sem clube
e sem nação preferida, aumentando seus bilhões em cima do suor de futebolistas
e de torcidas enganadas, utilizando-se árbitros para falsear resultados, pausas
de publicidade no meio dos jogos, transformando competições nacionais em
promoções publicitárias de marcas e bebidas adocicadas. Podendo até jogar, em
nome do dólar, país e povo, um contra o outro, como quase ocorreu no final da
última Copa.
Gianni Infantino tem sua própria galinha de ovos de ouro,
que fique com ela, mas não infernize e nem destrua o futebol. Seu plano de
privatizar as Copas do Mundo, tornaria os jogos internacionais em jogos de
apostas, transformaria os estádios em casinos de jogos de azar e apostas,
poderia até acabar com o entusiasmo e o ardor nacional dos jogadores e das
torcidas.
Nicholas McGeehan, da ONG FairSquare por um esporte
responsável, já havia denunciado a falta de neutralidade da FIFA, a
controvertida Copa do Qatar, os preços extravagantes na última Copa, restrições
para vistos a torcedores, jogadores e mesmo árbitros, a negligência da FIFA com
a proteção dos jogadores e do público o sob calor extremo e o ridículo Prêmio
da Paz atribuído pela FIFA ao presidente Trump.
A situação ficou insustentável para o ditador da FIFA, quando seu principal conselheiro, o banqueiro Carlos Cordeiro, (ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos) se demitiu em protesto contra a privatização da FIFA, "uma má escolha para o futuro do futebol", disse ao se demitir. Rui Martins – Suíça
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Rui Martins,
jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador
do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas,
que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos
emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da
corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto
Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do
Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de
Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de
Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso
de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.
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