Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 9 de agosto de 2026

Que pena


















Vamos aprender português, cantando

 

Que pena

 

Esqueceste-me

andas às voltas na minha mão

vendeste-me

andas perdido em solidão

tu lembras-te

do meu perfume, da minha voz?

Perdeste-me

agora eu escrevo sobre nós

 

Eu não preciso que me atendas

enrolada nos teus esquemas

sou tão fraca que te tornei especial

andas com tudo controlado

mentes bem e tens piada

era uma pena se algo te corresse mal

 

Que pena, que pena que eu teria

se caísses e partisses o nariz

ai, que pena

que pena, acordares sem um dente

e o teu dentista estava fora do país

ai, que pena

que pena, encontrares a mulher com que sonhaste

e ter a vida que eu nunca consegui ter

que pena, que pena que eu teria

pena e tanta covardia

de odiar o amor do amor da tua vida

 

Quando me ouves, ainda pensas que eu só escrevo sobre nós

diz-lhe a ela que é a sério e não gostas da minha voz

que as letras que eu invento nunca são originais

que vocês são tão diferentes e nós demasiado iguais

que eu nunca fui perfeita, nunca fui bem p'ra ti

a vida que vivias, tornei-a só sobre mim

tinhas os mesmos medos e eu não puxava por ti

agora és tu e ela até ao dia que fugires

 

Que pena, que pena que eu teria

se caísses e partisses o nariz

ai, que pena

que pena, acordares sem um dente

e o teu dentista estava fora do país

ai, que pena

que pena, encontrares a mulher com que sonhaste

e ter a vida que eu nunca consegui ter

que pena, que pena que eu teria

pena e tanta covardia

de odiar o amor do amor da tua vida

 

Esqueceste-me

andas às voltas na minha mão

vendeste-me

andas perdido em solidão

 

Que pena, que pena que eu teria

se caísses e partisses o nariz

ai, que pena

que pena, acordares sem um dente

e o teu dentista estava fora do país

ai, que pena

que pena, encontrares a mulher com que sonhaste

e ter a vida que eu nunca consegui ter

que pena, que pena que eu teria

pena e tanta covardia

de odiar o amor do amor da tua vida

 

Ai, que pena

 

Francisca Borges - Portugal












 

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