Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 8 de agosto de 2026

Guiné Equatorial - Concurso Literário Feminino reforça a formação das suas participantes com uma oficina sobre bem-estar emocional ministrado pela UNICEF

O evento contou com a presença do Diretor Geral de Centros Culturais, Bibliotecas e Imagem, como parte do programa de treino do concurso


A Biblioteca Nacional da Guiné Equatorial acolheu um novo dia de formação da II Edição do Concurso Literário Feminino da Guiné 2026, com foco na promoção do bem-estar emocional e do desenvolvimento pessoal das participantes.

A oficina foi conduzida por Cristina Matos, especialista da UNICEF Guiné Equatorial, que compartilhou com os participantes ferramentas focadas no autocuidado, fortalecimento da autoestima, gestão das emoções e criação de ambientes seguros e saudáveis, aspectos considerados fundamentais para o seu crescimento pessoal e académico.

A atividade contou com a presença do Diretor-Geral dos Centros Culturais, Bibliotecas e Imagem, que transmitiu uma mensagem de apoio e motivação aos participantes, destacando o papel da cultura, da literatura e da educação como elementos essenciais para a formação de uma juventude preparada e comprometida com o desenvolvimento da Guiné Equatorial.

Durante o evento, a equipa organizadora expressou a sua gratidão à UNICEF Guiné Equatorial pela colaboração no desenvolvimento do workshop e, em particular, à sua representante, Shelly, pelo apoio a esta iniciativa. Agradeceram também o apoio do Ministério da Informação, Imprensa, Cultura e Turismo para a realização do evento.

Os organizadores também expressaram a sua gratidão pelo apoio contínuo de pais, professores, tutores e colaboradores, enfatizando que a educação dos jovens é um investimento fundamental para o futuro do país. Catalina Nchama – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


sábado, 1 de agosto de 2026

Cabo Verde - Dia Nacional do Batuque: Historiador pede maior reconhecimento das batucadeiras e fazedores do batuque

Cidade da Praia – As batucadeiras e fazedores do batuque carecem ainda de maior reconhecimento, como cachês justos e formalização no sistema de proteção social, considerou, na cidade da Praia, o historiador cabo-verdiano José Soares.


Celebra-se, neste dia 31 de julho, o Dia Nacional do Batuque, data instituída por unanimidade na Assembleia Nacional, em 2021, para homenagear um dos géneros musicais mais antigos de Cabo Verde e destacar o papel central das mulheres na preservação desta tradição secular.

Em declarações à Inforpress, José Soares considerou que a institucionalização da efeméride teve “um impacto brutal”, por formalizar uma vontade antiga das batucadeiras e dos seguidores desta manifestação cultural.

Segundo o historiador e ex-deputado da Nação, a aprovação no parlamento representou “um momento importante”, tendo em conta que todos os deputados votaram favoravelmente a iniciativa, sem qualquer pronunciamento contra.

José Soares destacou que o batuque já era reconhecido dentro e fora de Cabo Verde, mas sublinhou que ainda existem desafios para garantir a valorização plena desta expressão cultural.

“Falta muito ainda para fazer para o batuque”, afirmou, defendendo que esta manifestação deve ter presença nos grandes palcos de festivais com uma remuneração proporcional à sua importância.

Para o mentor do Dia Nacional do Batuque, os grupos de batuque não devem receber uma “gratificação”, mas sim um cachê igual ao atribuído a outros grupos musicais, considerando o número de pessoas envolvidas e o trabalho realizado.

“Os nossos promotores culturais ou instituições têm que saber cada vez mais a história do batuque, para valorizarem o batuque e, quando convidarem para alguns eventos, atribuírem o cachê e não uma gratificação”, defendeu.

José Soares considerou ainda que os fazedores do batuque devem estar formalizados e inscritos no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), para que possam beneficiar de uma reforma após anos de contribuição para a cultura cabo-verdiana.

Na sua perspectiva, o batuque deve ser valorizado como um produto cultural e turístico, por representar “a alma do povo cabo-verdiano” e a “morabeza” de Cabo Verde.

Sobre o envolvimento dos jovens, José Soares afirmou que existe actualmente um grande interesse das novas gerações pelo batuque, lembrando o grupo juvenil Pó di Terra, do Tarrafal, que levou esta manifestação dos terreiros para os palcos no ano 2000.

O historiador acrescentou que hoje existem jovens cabo-verdianos na Europa a integrar grupos e a participar em festivais, demonstrando que o batuque deixou de ser visto como uma manifestação menor.

“Hoje, os jovens não têm complexo de que batuque é igual à morna, igual à coladeira, igual ao funaná. É a tradição da nossa terra”, concluiu. In “Inforpress” – Cabo Verde


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Moçambique - “O Veredicto” une música, teatro e dança no Centro Cultural Moçambique-China

O musical “O Veredicto” sobe ao palco na próxima sexta-feira, no Centro Cultural Moçambique-China, com a proposta de unir teatro, canto, dança e performance visual numa reflexão sobre as histórias, vivências e expressões que compõem o património cultural moçambicano. Mais do que um espetáculo, os promotores apresentam a iniciativa como um apelo à valorização da cultura nacional e à aproximação do público às produções artísticas do país.


Durante a conferência de imprensa de apresentação do musical, o produtor Zé Pires afirmou que a obra pretende contribuir para o resgate da música moçambicana, que, na sua perspetiva, tem perdido espaço junto da própria sociedade.

“Fazemos com este musical, com esta obra que é um teatro musicado, um clamor a toda a sociedade para o resgate e a recuperação da nossa música como uma plataforma importante que foi praticamente abandonada pela própria sociedade.”

Segundo Zé Pires, a principal razão da criação do espetáculo é formar novos públicos e incentivar os moçambicanos a voltarem às salas de espetáculo.

“A essência deste espetáculo, aquilo que foi a razão por que foi criado, é a construção de uma audiência, a formação de audiências.”

O produtor reconheceu que um dos maiores desafios enfrentados pelos artistas nacionais é conquistar público para os seus eventos.

“Hoje em dia temos muita dificuldade de ter um espetáculo de música ou de qualquer arte sem a gente ter uma casa cheia. Estamos com uma casa de 1500 lugares e, para a ter cheia, é um transpirar que vocês não estão a imaginar.”

Também presente na conferência de imprensa, o artista Roberto Chitsondzo alertou para o que considera ser um progressivo afastamento dos artistas e do público em relação à cultura moçambicana.

“Nós, artistas, fugimos da nossa essência como artistas para ser melhor aplaudidos. A sociedade deixou de escutar a sua própria cultura para dar mais ‘likes’ àquilo que é dos outros.”

Embora reconheça a importância das influências internacionais na formação dos artistas, Chitsondzo defendeu que é necessário valorizar mais a produção cultural nacional.

“Eu próprio aprendi a cantar com músicas provenientes de outros sítios. Mas isso não significa que devemos deixar de ouvir e promover aquilo que é nosso.”

O artista criticou ainda a escassa presença de conteúdos culturais em alguns programas de entretenimento, considerando que a divulgação do trabalho dos criadores nacionais continua a ser insuficiente.

“Aquilo que a gente assiste ali é fofoca, aberrações, insultos. Daquilo que deveriam apresentar sobre os nossos colegas, eu não vejo nada.”

A organização acredita que “O Veredicto” poderá contribuir para aproximar o público da arte moçambicana, promovendo uma reflexão sobre a identidade cultural e reforçando o papel da música, do teatro e da dança como instrumentos de preservação do património nacional. Arnosso Cuco – Moçambique in “O País”


sexta-feira, 24 de julho de 2026

Guiné Equatorial – O pavilhão do país na 61.ª Bienal de Arte de Veneza recebeu a visita do embaixador dos Estados Unidos na Itália

O embaixador dos EUA foi recebido por Chiara Modicà Dona Dallè Rose, Presidente da Fundação Dona Dallè Rose, e pelo Comissário-Geral da Secção da Guiné Equatorial, Jerónimo Nsue Asumu Nchama


O pavilhão da Guiné Equatorial na 61.ª Bienal de Arte de Veneza recebeu a visita do embaixador dos Estados Unidos na Itália, Tilman Fertitta.

Durante a visita, o diplomata conheceu em primeira mão a proposta artística e cultural apresentada pela Guiné Equatorial e destacou o valor da cultura como instrumento de projeção internacional.

Na sua deslocação, Fertitta ficou a conhecer os principais eixos conceptuais da exposição, uma proposta que destaca a diversidade cultural, o património histórico, a riqueza artística e a identidade nacional da Guiné Equatorial.

O encontro também serviu para trocar ideias sobre o papel da cultura como veículo para fortalecer o entendimento, o diálogo intercultural e a cooperação entre os povos.

Como parte de seu roteiro, Tilman Fertitta também visitou a coleção histórica do Palazzo Dona Dallè Rose, que abriga o pavilhão da Guiné Equatorial. O edifício guarda um património que abrange mais de três séculos de história familiar e é um dos locais culturais mais representativos de Veneza.

No final da visita, o embaixador expressou o seu apreço pela qualidade da proposta apresentada pela Guiné Equatorial e valorizou positivamente a presença do país num dos eventos artísticos mais importantes do mundo. Fernando Mbuy – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


sexta-feira, 3 de julho de 2026

Japão - Revista dedica edição especial a Portugal

A revista japonesa de viagens CREA Traveller lançou, a 22 de junho, uma edição especial inteiramente dedicada a Portugal


De acordo com a nota publicada pela embaixada de Portugal no Japão, ao longo de cerca de 150 páginas, a publicação convida os leitores a descobrir várias regiões do país, destacando a sua cultura, história e gastronomia, através de uma reportagem ilustrada com fotografias.

Segundo a representação diplomática portuguesa, esta edição destina-se tanto aos apaixonados por Portugal como àqueles que desejam visitar o país, sendo apresentada como uma publicação de referência para quem procura conhecer melhor o destino.

A produção da reportagem contou com a colaboração do Turismo de Portugal. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quinta-feira, 2 de julho de 2026

UCCLA estará presente no MIMO Festival em Guimarães

A cidade de Guimarães recebe, até 5 de julho, o MIMO Festival, um dos mais relevantes festivais internacionais dedicados à música e à cultura, que faz da música uma ponte entre culturas, territórios e gerações. O Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira, marcará presença no Fórum de Ideias, que terá lugar no próximo dia 4 de julho, às 12 horas.


Subordinado ao tema “Representantes institucionais e agentes culturais do universo lusófono - A Música move o mundo lusófono”, o Fórum de Ideias terá início às 11 horas e reunirá representantes institucionais, agentes culturais e personalidades de diferentes geografias do espaço lusófono para refletirem sobre o papel da música enquanto instrumento de aproximação entre povos, culturas e territórios. O Fórum de Ideias decorrerá no Centro Internacional de Artes José de Guimarães.

A edição de 2026 do MIMO organiza-se em dois momentos complementares: o MIMO Festival de Cinema, dedicado exclusivamente a filmes sobre música, e o MIMO Festival, que integra uma programação internacional de concertos, fóruns de ideias, workshops e outras experiências culturais. Ao longo dos dias, Guimarães transforma-se num palco aberto à criação artística, ao diálogo intercultural e ao encontro entre públicos de diferentes gerações.

Nesta edição, o festival ocupa alguns dos mais emblemáticos espaços da cidade, nomeadamente o centro histórico classificado como Património Mundial da UNESCO e a Colina Sagrada, integrando locais como o Campo de São Mamede e o Paço dos Duques de Bragança. Igrejas, praças, largos e equipamentos culturais acolherão concertos, cinema, debates, oficinas, roteiros culturais e atividades dirigidas a públicos de todas as idades.

A entrada em todas as atividades é gratuita.

Programação

Sobre o MIMO Festival

Criado no Brasil há mais de duas décadas, o MIMO Festival afirma-se como um dos principais festivais internacionais de música e cultura, promovendo o encontro entre diferentes linguagens artísticas, culturas e públicos.

Em 2026, o festival celebra 10 anos de edições em Portugal, inaugurando um novo capítulo em Guimarães. Ao longo da sua história, realizou mais de 65 edições em 14 cidades, reuniu um público superior a dois milhões de pessoas e contou com a participação de mais de quatro mil músicos, mantendo como princípio essencial o acesso gratuito à cultura.

Ao longo da sua trajetória, o festival percorreu cidades brasileiras como Olinda, Recife, Paraty, Ouro Preto, Tiradentes, Rio de Janeiro e São Paulo, e iniciou a sua presença internacional em 2016, em Amarante (Portugal), estabelecendo uma relação sólida e contínua com o território português. Ao completar uma década em Portugal, o MIMO amplia sua atuação e reafirma o seu compromisso com a circulação cultural entre Brasil e Europa.

Como refere Lu Araújo, idealizadora e diretora do festival: “Realizar um festival gratuito com essa dimensão nos dias de hoje é um ato de resistência e compromisso com a cultura. Acreditamos na arte como ferramenta de transformação social - e é isso que nos move.” UCCLA

Mimo Festival 2026

 




terça-feira, 30 de junho de 2026

Portugal - 400 artistas e intelectuais defendem ensino da língua portuguesa no estrangeiro

Preocupados com a nova proposta de reformulação do Regime Jurídico da Rede do Ensino Português no Estrangeiro (EPE), mais de 400 artistas e intelectuais pedem ao Governo que defenda “o mais valioso ativo da diplomacia cultural”


Da literatura à música, do cinema às artes plásticas, nomes como os de Lídia Jorge, Teolinda Gersão ou José Luís Peixoto, Graça Morais, Sérgio Godinho ou Maria de Medeiros, incluindo quatro vencedores do Prémio Camões — Hélia Correia, João Barrento, Silviano Santiago e Ana Paula Tavares -, assinam o “Manifesto em Defesa da Rede EPE: a primeira linha da diplomacia portuguesa”.

Para os signatários, é “urgente e necessário rejeitar a precarização” da rede EPE, bem como “conferir estabilidade, reconhecimento e solidez às carreiras dos agentes desta rede”, que dignifiquem os profissionais que desempenham o seu trabalho “frequentemente em condições de insustentável vulnerabilidade”.

Afirmando a rede EPE como “o mais sólido espaço de diálogos, circulações, trânsitos e disseminação da literatura, arte e cultura portuguesas pelo mundo”, os subscritores do Manifesto sublinham o papel “decisivo” dos Leitores e Professores que todos os dias trabalham para divulgar autoras e autores de língua portuguesa em vários lugares do mundo.

“A rede de Ensino Português no Estrangeiro não só cria e garante visibilidade às letras e à cultura produzidas em língua portuguesa a uma escala global: esta rede cria pontes, todos os dias, entre escritores, comunidades, países e os públicos mais diversos”, lê-se no texto do Manifesto.

“Todos os dias, algures no planeta, há uma Leitora ou um Leitor da rede EPE a organizar uma conferência, um seminário, um colóquio, um debate, com artistas e autores de língua portuguesa. Graças a elas e a eles, todos os dias se fala em português nalgum ponto do planeta”, acrescentam, destacando o que consideram ser um trabalho “minucioso” e “constante”, que, ao longo dos anos, tem construído “um dos mais sólidos pilares de internacionalização” da cultura em língua portuguesa.

“Apesar de, a cada ano, o número de Leitorados ser menor e a situação profissional de quem neles trabalha mais vulnerável, são elas e eles que, todos os dias, levam a cabo a infinita e minuciosa tarefa de coordenar viagens, residências artísticas, traduções e festivais”, sublinham.

E prosseguem nos elogios aos Leitores e Professores que operam como artesãos que “tecem diariamente esta poderosa e simultaneamente frágil teia de contactos, ligações, colaborações e pontes que tornam as culturas em língua portuguesa das mais estudadas em todo o mundo”.

Há ainda o contributo da rede EPE junto das comunidades portuguesas na diáspora, que consideram ser um elo de ligação fundamental para a “reconexão com as raízes”.

“É a rede EPE que assegura que as filhas, netos e descendentes de portugueses espalhados pelo mundo encontrem os nossos romances, poesia, música, cinema e outras artes em língua portuguesa; também por esta via a nossa língua se inscreve continuamente em múltiplos, diversos e inovadores ambientes de produção, reflexão e fruição a nível mundial”.

Por tudo isto, consideram todos os espaços da rede EPE como “o mais valioso ativo da diplomacia cultural portuguesa pelo mundo” e pedem ao Governo que reconheça esta verdade, com “investimento sério”, “valorização” e “estabilidade laboral”.

“Quando atravessamos um momento histórico marcado por incógnitas, crises humanitárias e incertezas quanto ao futuro, a importância de reconhecer o trabalho humanístico, de promoção do diálogo, da leitura e das artes que a rede EPE leva a cabo, todos os dias, é mais premente do que nunca”, defendem.

“Para que possam continuar a desenvolver este trabalho, é fundamental que o seu mérito seja reconhecido, mas também que as estruturas legais em vigor acarinhem todos estes profissionais, garantindo-lhes a indispensável estabilidade, solidez de carreiras e vínculos laborais fortes”, acrescentam.

Terminam com o apelo ao Governo para “reconsiderar” a proposta de lei para o Regime Jurídico do Ensino Português no Estrangeiro, rejeitando a precarização e a falta de “empenho sério” no investimento na rede EPE e nos seus profissionais.

“Fazê-lo é do mais indispensável respeito pela língua que nos une”, concluem.

O “Manifesto em Defesa da Rede EPE: a primeira linha da diplomacia portuguesa” foi assinado até ao momento por 441 personalidades das artes e de universidades de todo o mundo, ligados à cultura e à língua portuguesa.

Os sindicatos representativos dos professores e o Governo iniciaram, no passado dia 28 de maio, as reuniões do processo negocial relativas à revisão RJEPE, cuja pasta é tutelada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Após esse primeiro encontro, as propostas apresentadas pelo Governo têm sido contestadas pelos docentes e seus respetivos sindicatos. Hoje realizou-se nova reunião, estando ainda outra marcada para 13 de julho. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

 


quarta-feira, 17 de junho de 2026

Macau - Era dos Descobrimentos evocada no Teatro D. Pedro V

O Teatro D. Pedro V poderá sofrer “actualizações” por forma a receber espectáculos focados no “encontro de civilizações durante a Era dos Descobrimentos”, adiantou a Secretária O Lam


O Governo da RAEM planeia proceder a “actualizações” no Teatro D. Pedro V, edifício incluído na lista do Património Mundial da UNESCO, para realizar espectáculos de palco imersivos subordinados ao tema “encontro de civilizações durante a Era dos Descobrimentos”, revelou ontem a Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura. Segundo O Lam, com esta iniciativa as autoridades pretendem recriar o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre as civilizações oriental e ocidental, e “contar bem” a história da China.

Construído em 1860, o D. Pedro V foi o primeiro teatro de estilo ocidental da China, acolhendo inúmeros espectáculos de ópera, música e dança. Para além da sala de espectáculos, possuía um salão de baile, uma sala de leitura e uma sala de bilhar, sendo um importante ponto de encontro da comunidade portuguesa. Também era utilizado para a exibição de filmes, sendo conhecido em chinês como o “Cinema Macau”, segundo o Instituto Cultural.

De acordo com o “Ou Mun Tin Toi”, no segundo dia de uma actividade de entrevistas com duração de quatro dias sobre “as oportunidades em Macau”, organizada pelo Departamento de Publicidade do Comité Central do Partido Comunista da China, O Lam destacou ainda que Macau possui uma base cultural marcada pela fusão multicultural, pelo que é preciso tomar a construção de “Uma Base” como ponto de foco para desenvolver um bom trabalho no domínio do desenvolvimento cultural de Macau.

Além do Teatro D. Pedro V, a delegação, composta por mais de 40 jornalistas de meios de comunicação social do Governo Central, de Guangdong, de Hong Kong e Macau, e uma dezena de criadores de conteúdos das duas RAE, visitou também as Ruínas de São Paulo e a Biblioteca Sir Robert Ho Tung.

Por outro lado, a Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura reiterou que o Governo está empenhado em promover a construção da “Cidade Universitária de Educação Internacional” em Hengqin, projecto que consiste em três fases. Segundo indicou a governante, a primeira fase do projecto entrará em funcionamento em meados de Agosto deste ano, com um total de 1300 alunos de mestrado de três universidades públicas de Macau a terem aulas nesse complexo do ensino superior.

Paralelamente, está em curso a construção da segunda fase do projecto, que estará concluída em 2030, sendo que o número total de estudantes deverá aumentar gradualmente para 20 mil. In “Jornal Tribuna de Macau” - Portugal


terça-feira, 16 de junho de 2026

Angola - Evento “Pintar Camões” reforça intercâmbio cultural com Portugal

No âmbito das comemorações do mês de Portugal, o Camões – Centro Cultural Português vai acolher, nesta Quarta-feira, 17 do corrente mês, a actividade artística denominada “Pintar Camões”, uma jornada criativa dedicada aos amantes das artes visuais e plásticas, com a finalidade de reforçar o intercâmbio entre Angola e Portugal no domínio das artes e da cultura


O evento marcado para as 17:00 tem como principal objectivo incentivar a criação artística entre os participantes, promover a valorização da língua portuguesa, bem como dar importância a expressões artísticas no contexto educativo.

“A finalidade do evento é transmitir a ideia de que a educação e a cultura caminham de mãos dadas, expondo que a arte é uma poderosa ferramenta de aprendizagem, de desenvolvimento pessoal e de promoção à cidadania”, disse Ana Saldanha, organizadora do evento.

A fonte avançou que o evento, que faz menção ao Programa “Saber Mais”, desenvolvido pelos professores e alunos do Complexo das Escolas de Arte (CE ARTE), constitui um espaço de aprendizagem e partilha cultural, de forma a fortalecer os laços entre Angola e Portugal.

Ana Saldanha sublinhou que o evento reforça a relevância de iniciativas desta natureza para aproximar os jovens da literatura, da história e das artes, contribuindo para a valorização do património cultural comum.

A mesma fez lembrar que a criação do evento surgiu da necessidade de homenagear o poeta e pai da gramática portuguesa, Luís de Camões, com o intuito de unir a educação, cultura e a arte. Para Ana, com esta iniciativa, transmitir-se-á aos estudantes conhecimento sobre a vida e obra de Camões, através da pintura. In “O País” - Angola


sexta-feira, 5 de junho de 2026

Alemanha - O Instituto Cervantes em Frankfurt dedica um dia especial à Guiné Equatorial

O programa centrou-se nas vozes da cultura da Guiné Equatorial. Autores da Guiné Equatorial participaram neste evento, tudo com o objetivo de destacar a cultura e a história da Guiné Equatorial


Na passada quarta-feira, 3 de junho, o Instituto Cervantes de Frankfurt acolheu o "Dia do Cinema e da Literatura: Guiné Equatorial", um encontro cultural monográfico que se realizou na sede do centro, na Alemanha.

Em entrevista à Rádio Nacional da Espanha, Ferrán Ferrando Melià, diretor do Instituto Cervantes em Frankfurt, afirmou que, diferentemente das atividades individuais normalmente oferecidas nos centros Cervantes, este evento combinou literatura, cinema e debate sobre a Guiné Equatorial num único dia. O objetivo foi facilitar o deslocamento dos participantes de toda a Alemanha, que puderam chegar pela manhã e regressar à tarde.

O programa centrou-se em vozes da cultura da Guiné Equatorial. Entre os participantes estiveram a escritora Trifonia Melibea Obono, atualmente bolsista da Fundação Humboldt na Universidade de Essen, e o escritor Joaquín Mbomío Bachen, que reside em França.

Na seção de cinema, foram exibidos o filme FEGUIBOX, de Rubén Monsuy, o primeiro documentário realizado na Guiné Equatorial e premiado no Festival de Luxemburgo, e Negrolimbo, de Lorenzo Benítez, uma obra sobre o passado colonial espanhol no país durante as décadas de 50 e 60.

O dia começou com uma visão geral histórica apresentada por Augusto, autor de vários livros sobre a Guiné Equatorial e as relações entre a África e a Europa, que reside em Valência. A sua apresentação visou contextualizar o papel do período colonial, a influência espanhola e a diversidade étnica do país.

Cada exibição e palestra foi seguida de um debate com diretores, autores e especialistas. O evento gratuito teve a participação do público.

Ferrando Melià explicou que o Instituto Cervantes trabalha não só para a América Latina, mas também para a Guiné Equatorial devido à sua ligação histórica com a Espanha: foi uma colónia espanhola durante 200 anos até à sua independência em 1968. Além disso, continua a ser o único país africano com o espanhol como língua oficial. Fernando Mbuy – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


Galiza - O festival “Aquí tamén se fala” consolida-se na sua terceira ediçom e dá o salto internacional

O projeto nascido no IES Rafael Dieste da Corunha converte um instituto público num referente europeu da dinamizaçom cultural e linguística a partir da mocidade


A Corunha converterá-se de novo na sexta-feira 12 de junho, e desde as 17h00, num dos grandes epicentros da música em galego e das culturas atlânticas com a celebraçom da terceira ediçom do Festival Aquí Tamén Se Fala, uma iniciativa impulsada polo IES Rafael Dieste que continua ampliando horizontes e fazendo história.

O evento, que nasceu nas aulas dum instituto público da cidade e que terá de novo lugar na Praça da Tolerância, consolida-se este ano como um festival de dimensom internacional graças à incorporaçom ao cartaz da artista portuguesa Carolina Deslandes, uma das vozes mais relevantes da música lusa contemporânea e auténtico fenómeno social com um milhom de seguidóries no Instagram num país de pouco mais de dez milhões de habitantes.

A presença de Deslandes supom um novo marco para um festival que, desde a sua criaçom, conseguiu situar a música e a lingua galegas num espaço de prestígio, convivência e celebraçom coletiva.

Junto à artista portuguesa atuarám as bandas galegas Apolo 18, Kid Mount e De Ninghures, três propostas que representam a diversidade, a renovaçom e o momento de efervescência criativa que vive atualmente a música galega.

O festival é uma das iniciativas mais visíveis de Aquí Tamén Se Fala (ATSF), o maior movimento de dinamizaçom linguística do país, nascido no IES Rafael Dieste e convertido já num fenómeno social e educativo sem precedentes. O que começou como uma campanha impulsada polo alunado para visibilizar a presença do galego nos bairros da Corunha acabou estendendo-se a centos de centros educativos de todo o país, mobilizando dezenas de milhares de estudantes e recebendo reconhecimentos como o Prémio da Cultura Galega, o Innovagal, o Rosalia de Castro da Deputaçom da Corunha ou o Mil Primaveras.

A singularidade do projeto reside em que som es própries estudantes quem lideram boa parte das ações, assumindo tarefas de comunicaçom, produçom audiovisual, organizaçom cultural e dinamizaçom social.

Ao longo dos últimos anos, ATSF conseguiu converter as redes sociais num escaparate para a cultura galega, contando com a participaçom de figuras de referência do âmbito musical, literário, audiovisual e desportivo, e construindo uma narrativa positiva ao redor da língua que conseguiu conectar com uma nova geraçom.

Neste contexto, o festival representa muito mais do que uma programaçom musical. É a culminaçom anual dum modelo educativo inovador que entende a cultura como ferramenta de transformaçom social e a língua como espaço de encontro. O facto de que um instituto público seja capaz de organizar um evento destas características continua a ser um caso praticamente sem precedentes na Europa, reforçando o papel da educaçom pública como motor de criaçom cultural e participaçom cidadã.

Após reunir por volta de 5000 pessoas em cada uma das suas anteriores edições, o Festival Aquí Tamén Se Fala encara este novo capítulo com a ambiçom de continuar a crescer sem renunciar à sua essência: demonstrar que a mocidade pode liderar projetos culturais de grande impacto e que a língua galega tem capacidade para ocupar com naturalidade os cenários, as ruas, os ecrãs e os espaços de referência do presente.

A terceira ediçom do festival confirma deste modo que o fenómeno Aquí Tamén Se Fala já transcendeu o âmbito educativo para se converter num dos movimentos culturais mais inovadores e influentes da Galiza atual. In “Portal Galego da Língua” - Galiza



quarta-feira, 20 de maio de 2026

Macau - Vagas para Curso de Português da Universidade de Macau esgotaram “nos primeiros minutos”

As 400 vagas abertas para o 40.º Curso de Português da UM, a realizar-se entre 6 e 24 de Julho, esgotaram nos primeiros minutos, adiantou uma das coordenadoras, Tânia Santos Ferreira, ao Jornal Tribuna de Macau. O processo passa agora por validar as candidaturas. A docente apontou que “o curso oferece uma verdadeira experiência imersiva na língua portuguesa”, vincando que o seu “sucesso” se deve ao papel do Departamento de Português da UM na promoção da língua de Camões, bem como ao “trabalho incansável do corpo docente e administrativo”


A Universidade de Macau (UM) anunciou na segunda-feira a abertura das inscrições para o 40.º Curso de Verão de Português, o qual conta com 400 vagas – “a adesão foi imensa” logo nos primeiros instantes, segundo adiantou uma das coordenadoras do curso, Tânia Santos Ferreira, ao Jornal Tribuna de Macau. “Talvez por serem os 40 anos do curso, nos primeiros minutos a adesão foi imensa e esgotámos as vagas”, disse a docente da UM, adiantando que agora a equipa está no processo de validação de candidaturas.

Tânia Santos Ferreira considera que o “sucesso” do curso se deve ao papel do Departamento de Português da UM na promoção da língua de Camões.

“Este curso tem, de facto, atraído muitos estudantes ao longo das suas edições e o seu sucesso advém do trabalho incansável do corpo docente e administrativo. O curso oferece uma verdadeira experiência imersiva na língua portuguesa, promovendo não só o desenvolvimento das competências linguísticas dos aprendentes, mas também oferecendo um conjunto vasto de actividades relacionadas com a cultura dos países de língua portuguesa”, vincou a docente.

Organizado pelo Departamento de Português da Faculdade de Letras da UM, o curso tem inscrições abertas até 5 de Junho. “O curso destina-se a pessoas de todo o mundo, sem conhecimentos prévios de português ou com diferentes níveis de proficiência linguística”, segundo uma nota da UM.

Lançado em 1986, o Curso de Verão “tem sido, desde sempre, um projecto importante no plano de formação de quadros bilíngues da Universidade”, refere a instituição de ensino superior.

Esta edição vai decorrer entre 6 e 24 de Julho, abrangendo aulas de língua, aulas temáticas e diversos workshops culturais e artísticos. “O curso não só ajudará a melhorar globalmente as competências linguísticas e o conhecimento sociocultural dos participantes, como também reforçará a sua consciência intercultural”, pode ler-se.

Tendo por base o Quadro Comum Europeu de Referência para as Línguas, o curso de língua disponibiliza quatro níveis: inicial (A1), elementar (A2), intermédio (B1 e B2) e avançado (C1). Os participantes podem escolher o nível adequado de acordo com a sua experiência de aprendizagem e nível de proficiência linguística, de forma a obter o melhor aproveitamento.

Segundo Tânia Santos Ferreira, prevê-se a canalização de 17 docentes para leccionarem o curso, com um total de 16 turmas dos diferentes níveis. As aulas de língua decorrem das 9h00 às 13h00, perfazendo um total de 60 horas lectivas.

Além das aulas de língua, os participantes podem participar numa oferta diversificada de workshops à tarde e à noite, com temas que abrangem literatura, história, cultura, dança e cinema, “permitindo-lhes vivenciar plenamente o encanto da cultura de língua portuguesa num ambiente imersivo”.

Tânia Santos Ferreira disse ao JTM que, em relação à edição anterior, estão a ser preparadas “algumas mudanças”, mas nos mesmos moldes. “Prevê-se um conjunto de acções que irão promover o contacto dos alunos com múltiplos aspectos da língua e da cultura portuguesas e dos países de língua portuguesa”, afirmou, acrescentando que os pormenores estão a ser finalizados.

“Estamos a envidar todos os esforços para oferecer acções de formação promovidas por especialistas de diferentes áreas, da literatura, da cultura dos países de língua portuguesa e também de Macau”, adiantou, frisando que a coordenação acredita que “será bastante proveitoso”.

Segundo o comunicado da UM, os materiais didácticos das actividades culturais são totalmente gratuitos. Após a conclusão do curso, os participantes com uma assiduidade igual ou superior a 80% receberão um certificado de conclusão, que incluirá a classificação final obtida. Os candidatos não locais e os que solicitam alojamento no campus devem ter pelo menos 18 anos, enquanto os residentes de Macau devem ter, no mínimo, 15 anos. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


terça-feira, 19 de maio de 2026

UCCLA - Vai acolher abertura da CPLP Fashion Week

A UCCLA vai acolher, no dia 22 de maio, a partir das 17h30, a cerimónia de abertura da 4.ª edição da CPLP Fashion Week, um evento internacional que cruza moda, cultura e negócios, promovendo a ligação entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A edição deste ano decorre sob o tema “Raízes em Movimento”.

A sessão inaugural integra o CPLP Talks, um espaço de reflexão e partilha que valoriza a lusofonia através da moda, da cultura, da identidade e da representatividade. O encontro reunirá convidados de diversos países lusófonos para debater desafios, oportunidades e estratégias de afirmação no contexto internacional.

A moderação estará a cargo de Victor Hugo Mendes (Angola), comunicador, escritor e jornalista.

O programa organiza-se em dois painéis temáticos:

Painel I - Moda, Mercado e Internacionalização

•    Roselyn Silva (São Tomé e Príncipe), CEO e fashion designer

•    King Levi Dapper (Moçambique), CEO da Fancy Africa e da marca Xigubo

•    Elizângela Sousa (Brasil), empresária e especialista em imagem pessoal

•    Paulo Pascoal (Angola), ator, autor e curador

Painel II - Identidade, Inclusão e Representatividade

•    Embaixadora Paula Leal da Silva (Portugal), Secretária-Geral Adjunta da UCCLA

•    Henda Vieira Lopes (Angola), psicoterapeuta

•    Ângela Almeida (Cabo Verde), comunicadora e representante da Associação Mundu Nôbu

•    Solange Salvaterra Pinto (São Tomé e Príncipe), ativista social.

A iniciativa afirma-se como uma plataforma de diálogo e cooperação, reforçando o papel da moda enquanto veículo de expressão cultural e de aproximação entre os povos da CPLP.

A entrada é livre.

A CPLP Fashion Week contará com a seguinte programação:

22 de Maio - Brunch & Talk Show

UCCLA

Conversas inspiradoras, partilha de experiências e o início de uma grande celebração.

23 de Maio - Desfile Oficial + Exposição

Casino Estoril

O grande palco da moda lusófona, onde criatividade e sofisticação se encontram.

24 e 25 de Maio - Showroom | Workshop Profissional

Galeria Arte Livre

Formação, networking e liberdade criativa em movimento.

 

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Cabo Verde e Brasil aprofundam parcerias estratégicas nos domínios das indústrias culturais

A ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, e o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, assinaram, esta terça-feira, 14, um memorando de entendimento para aprofundar parcerias estratégicas nos domínios das indústrias culturais


O memorando tem como objectivo estabelecer as actividades a serem desenvolvidas pelas partes no âmbito da cooperação nas áreas de capacitação, desenvolvimento de competências e intercâmbio de informação e experiências nos domínios académico, cultural e científico.

Inclui ainda acções de promoção da cooperação artístico-cultural, bem como programas de estudo e investigação, cursos, seminários, fóruns e outras actividades nas respectivas instituições, respeitando os limites dos ordenamentos jurídicos de cada país.

A cooperação abrange áreas como arquivos e gestão documental, literatura, bibliotecas, património e museus, intercâmbio e diplomacia cultural, artes visuais, artes performativas e obras de arte, audiovisual, propriedade intelectual e direitos conexos, economias criativas, políticas culturais, governação cultural e boas práticas.

Na ocasião, a ministra da Cultura do Brasil afirmou que este novo memorando representa a renovação e ampliação das práticas de intercâmbio, incluindo também a criação de um grupo de trabalho.

“Estamos realmente a materializar e a fortalecer as possibilidades para essa efectivação. Uma das coisas que torna isso mais fácil é justamente termos a língua em comum, o que constitui um elo de ligação muito forte”, afirmou.

Margareth Menezes assegurou que o memorando prevê acções nas áreas da economia criativa, formação, audiovisual e política Cultura Viva, destacando que os pontos de cultura já estão presentes em 14 países da América Latina, sendo uma política bastante assertiva.

“Estamos totalmente abertos a esta relação com Cabo Verde, porque sabemos também que vamos aprender muito com as experiências do país no domínio da economia criativa e com toda essa vitalidade e força cultural, que são uma grande referência”, acrescentou.

A governante brasileira sublinhou ainda que a cooperação já existe, mas será agora ampliada de forma mais estruturada e orientada, de acordo com o diálogo mantido entre as equipas técnicas de ambos os países.“Penso que haverá um fortalecimento e uma ampliação das nossas relações no sector da cultura e das artes entre o Brasil e Cabo Verde”, afirmou.

Por sua vez, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Augusto Veiga, destacou que existe uma ferramenta importante para a implementação deste memorando: a retoma da ligação aérea entre Cabo Verde e Brasil.

“Será uma ferramenta fundamental, que acredito que vai fortalecer e melhorar a relação cultural entre os dois países”, afirmou.

Augusto Veiga acrescentou que já existem várias iniciativas em curso entre os dois países, mas que a formalização através deste documento vem reforçar essa cooperação.

“Há já muitos projectos em andamento, aos quais vamos dar continuidade, mas há outros que, com a constituição das equipas técnicas entre os dois ministérios, vão avançar muito rapidamente”, disse.

O governante concluiu que todas as áreas são prioritárias, sublinhando a intenção de trabalhar de forma abrangente os diferentes domínios do sector cultural. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sábado, 11 de abril de 2026

Moçambique - Énia Lipanga seleccionada para Fundo de Investimento para Criação de Obras Digitais no Oceano Índico

A escritora e activista social moçambicana Énia Lipanga foi seleccionada para integrar o ciclo II do Fundo de Investimento para a Criação de Obras Digitais no Oceano Índico, uma iniciativa que apoia projectos inovadores na área cultural e digital na região.

Para a escritora, integrar o ciclo II do Fundo de Investimento para a Criação de Obras Digitais no Oceano Índico significa “a concretização de um sonho e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade maior com o público que desejo alcançar. Este apoio permite-me custear etapas fundamentais do projecto e transformar o meu livro numa experiência acessível também em formato sonoro”.

“A minha eleição reflecte não apenas um reconhecimento individual, mas também um avanço colectivo, sobretudo, no que diz respeito ao espaço que as mulheres escritoras vêm conquistando. O país ganha sempre que uma moçambicana é reconhecida e apoiada”, explicou.

Entre cinco artistas e projectos seleccionados para este ciclo, Énia Lipanga representa Moçambique, destacando o país no panorama da criação contemporânea e reforçando a presença de narrativas autorais comprometidas com questões sociais e com o acesso democrático à cultura.

O fundo é promovido pela Comissão do Oceano Índico, no âmbito do projeto Indústrias Culturais e Criativas (ICC), com o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), e tem como objectivo impulsionar a produção de conteúdos digitais inovadores e de impacto.

A proposta da Énia Lipanga centra-se na adaptação do seu mais recente livro publicado no Brasil, Nada Será Devolvido em Silêncio, para o formato de audiobook.

Lipanga avança que mais do que uma transposição de linguagem, o projecto nasce de uma intenção clara, ampliar o alcance da literatura para além das barreiras tradicionais de leitura. A obra pretende chegar a mulheres que não tiveram acesso à alfabetização, bem como a pessoas com deficiência visual, criando possibilidades de escuta, identificação e pertencimento.

Conhecida por uma escrita feminista, Énia Lipanga leva para este projecto uma abordagem sensível e politicamente consciente, onde a palavra falada se torna também ferramenta de inclusão e transformação social.

“Quero que a minha literatura possa ser ouvida por quem nunca pôde lê-la. Que essas histórias encontrem vidas, mesmo quando os olhos não podem alcançá-las”, afirma a autora.

A participação no fundo permitirá o desenvolvimento de uma obra digital com impacto social direto, contribuindo para a democratização do acesso à literatura no contexto moçambicano e na região do Oceano Índico.

Énia Lipanga é escritora, poeta, jornalista e activista moçambicana. A sua obra e trajectória cruzam arte, direitos humanos e inclusão, com foco na valorização das mulheres e de pessoas com deficiência. É curadora do Palavras São Palavras e mentora do movimento Incluarte. Já representou Moçambique em diversos países e é autora de várias obras de poesia. Foi nomeada uma das 10 mulheres mais inspiradoras de 2022 pela Hamasa Magazine, incluída entre as 100 personalidades negras mais influentes da lusofonia pela Bantumen, considerada a melhor artevista de 2025 pela Plan International e condecorada com a Medalha de Honra e Direitos Humanos pelo Governo do Brasil em 2024. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 8 de abril de 2026

Galiza - Aberto prazo de inscrições para os cursos aPorto 2026

Os aPorto são cursos de português realizados no Porto, com uma semana de duração, organizados pela AGAL em parceria com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que oferecem uma experiência para mergulhar na língua e cultura portuguesa


Nesta edição, aPorto 2026, dá-se continuidade à modalidade para docentes, com homologação das horas de formação pela Junta da Galiza, será de 3 a 7 de agosto, com dois níveis: A2 e B1. Também continua a se oferecer o formato clássico que decorrerá de 10 a 14 de agosto, e inclui aulas de manhã e atividades socioculturais à tarde, focadas na produção oral, como sessões de conversa e passeio com portuenses, para além das aulas de dicção e pronúncia.

E ainda, o aPorto Noturno. Orientado para pessoas com certo domínio da língua, permite aprofundar o conhecimento da sociedade portuguesa atual, da sua realidade social e cultural. Decorrerá na semana de 17 a 21 de agosto, com atividades em horário de tarde-noite – dicção e pronúncia, conversa em mini-grupos, ateliê de teatro, espectáculos, caminhada noturna guiada, gastronomia…

Com o interesse de facilitar uma participação mais alargada na descoberta da cidade invicta, há um desconto para participantes que desejem prolongar até duas semanas os cursos aPorto.

O preço, que inclui aulas -que decorrem na Faculdade de Letras do Porto- e atividades socioculturais e um jantar é de 300 euros para uma semana, e de 440€ euros por duas semanas. No caso de pessoas sócias da AGAL, estudantes, ex-alunas, afiladas da CIG, reformadas e desempregadas será de 250 euros.

Ademais, existe a possibilidade de usufruir do alojamento da residência universitária. Toda a informação está disponível no próprio sítio e para resolver qualquer dúvida a respeito, o email é: cursos@a.gal. As inscrições podem ser feita aqui. In “Portal Galego da Língua” - Galiza