Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Portugal – Xanana Gusmão distinguido com o Prémio Jorge Miranda na Universidade de Lisboa

O primeiro-ministro timorense recebeu a distinção que destaca a defesa dos Direitos Humanos e da Constituição, dedicando o galardão ao povo de Timor-Leste


O primeiro-ministro de Timor-Leste, Kay Rula Xanana Gusmão, foi distinguido com o Prémio Professor Doutor Jorge Miranda - Constituição e Direitos Humanos, numa cerimónia que decorreu na Aula Magna da Universidade de Lisboa. Promovida pela Faculdade de Direito da ULisboa, a iniciativa reconhece personalidades que se destacam na defesa do Estado de Direito e dos valores constitucionais.

Durante o seu discurso, o líder timorense dedicou o prémio aos mártires da pátria e aos milhares de cidadãos que lutaram pela independência do país. Xanana Gusmão sublinhou que a homenagem não se centrava na sua figura individual, mas sim no percurso coletivo de um povo que lutou, sofreu e perseverou para alcançar a liberdade, a dignidade e a autodeterminação.

O governante manifestou ainda o seu orgulho por receber um galardão associado ao nome de Jorge Miranda, a quem considerou uma das maiores referências do constitucionalismo na língua portuguesa e um amigo de longa data de Timor-Leste. Na ocasião, destacou também o contributo fundamental do jurista para o debate constitucional e para o fortalecimento da cultura jurídica do país. Universidade de Lisboa - Portugal


quarta-feira, 15 de abril de 2026

Internacional - Lisboa, Rio, Macau e Milão querem acelerar aplicação da investigação médica

A Universidade de Lisboa (ULisboa) está a liderar a criação de um mestrado, em quatro países, para acelerar a aplicação dos resultados da investigação médica fora do laboratório. O director da Faculdade de Medicina da ULisboa revelou à agência Lusa que o programa de mestrado está na fase de “instalação e criação”, no âmbito do projecto europeu Erasmus Mundus.

Além da ULisboa, o mestrado vai juntar a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (UCTM, na sigla em inglês) e a Universidade Humanitas, em Milão.

O programa de dois anos “visa criar uma linguagem comum em pessoas que têm licenciaturas ou em medicina ou outras áreas próximas”, explicou João Eurico Fonseca. O objectivo é formar “facilitadores da investigação de translação, portanto, de passagem do laboratório para a prática clínica, de investigação clínica, de empreendedorismo, de ligação às empresas”, acrescentou o especialista.

Os alunos vão receber formação em pelo menos três das quatro instituições que irão fazem parte do futuro mestrado, sublinhou o também director do Serviço de Reumatologia da Unidade Local de Saúde de Santa Maria.

Fonseca falava no final de uma deslocação a Macau que incluiu uma reunião com a UCTM sobre o mestrado, mas também encontros com a Universidade de Macau (UM) sobre a criação da primeira faculdade de medicina pública da região.

A UCTM tem desde 2008 uma Faculdade de Ciências da Saúde, que foi oficialmente rebaptizada como Faculdade de Medicina em 2019.

O acordo sobre a Faculdade de Medicina da UM vai ser assinado “na próxima semana, em Lisboa”, pelo reitor da ULisboa, Luís Ferreira, e pelo reitor da Universidade de Macau, Song Yonghua, disse João Eurico Fonseca. Song Yonghua vai estar integrado na delegação que acompanha o líder do Governo de Macau, que irá visitar Portugal e Espanha entre 17 e 23 de Abril, na primeira deslocação ao estrangeiro desde que Sam Hou Fai tomou posse, no final de 2024.

“Estamos mesmo no final de todo este processo em que, na fase de validação, vai participar a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES)”, referiu João Eurico Fonseca.

Os médicos formados na futura Faculdade de Medicina da UM, com inauguração previsto para 2028, poderão também obter o reconhecimento da ULisboa e assim exercer em Portugal, confirmou o dirigente.

Mas Fonseca sublinhou que, para isso acontecer, os finalistas da licenciatura em Medicina da UM terão ainda de fazer uma tese para completar o mestrado integrado da ULisboa.

Em Janeiro, a UM disse que a futura Faculdade de Medicina vai ter quatro mil estudantes, no novo campus da instituição, que está a ser construído em Hengqin. In “Jornal Tribuna de Macau” com “Lusa”


segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

China - Arrancou construção do novo campus da Universidade de Macau

A construção do novo campus da Universidade de Macau (UM), que vai incluir a primeira faculdade de medicina pública da região chinesa, em colaboração com a Universidade de Lisboa (ULisboa) arrancou na sexta-feira


Num comunicado, a UM disse que a cerimónia de lançamento da primeira pedra, presidida pelo líder do Governo, Sam Hou Fai, decorreu na Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong-Macau, na vizinha Hengqin (ilha da Montanha).

O novo campus ocupará uma área de quase 376 mil metros quadrados na zona económica especial e a construção deverá demorar cerca de três anos, com uma inauguração parcial prevista para 2028 e a conclusão das obras em 2029.

Quatro novas faculdades irão nascer no novo campus da UM em Hengqin, incluindo as de Ciências de Informação, Design e Engenharia, assim a primeira faculdade de medicina pública de Macau.

A Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, uma instituição privada, tem desde 2008 uma Faculdade de Ciências da Saúde, oficialmente rebatizada como Faculdade de Medicina em 2019.

Em junho, o diretor da Faculdade de Medicina da ULisboa disse à Lusa que os médicos formados na futura Faculdade de Medicina da UM poderão também exercer em Portugal.

A ULisboa está a colaborar com a UM para criar um currículo com uma estrutura “próxima daquela que é a estrutura” dos cursos na instituição portuguesa, disse Luís Graça.

O dirigente explicou que os cursos vão funcionar em co-tutela, permitindo aos médicos formados na UM obterem “uma equivalência e um reconhecimento” pela Faculdade de Medicina da ULisboa.

Entre as vantagens estará “permitir assim que os médicos formados no território possam também exercer medicina em Portugal”, sublinhou o investigador.

Em Dezembro, o vice-reitor da UM, Rui Martins, disse que o novo campus apostará em “‘dual degrees’ [cursos em co-tutela] com universidades estrangeiras. A medicina já está com Lisboa e agora estamos a definir para as outras faculdades”.

O novo campus em Hengqin deverá permitir à UM passar dos atuais 15 mil para um máximo de 25 mil alunos, sublinhou o vice-reitor para Assuntos Globais, numa entrevista ao canal em língua portuguesa da televisão pública local TDM.

Luís Graça, especialista em imunologia de transplantes, demonstrou também entusiasmo com potenciais colaborações entre as duas universidades na área da investigação científica. “Se nós pensarmos em termos de ciência, o reforço do potencial científico de ambas as instituições com uma colaboração próxima entre si é algo que claramente vai beneficiar ambos os lados dessa parceria”, disse o dirigente. Graça disse que a Faculdade de Medicina da ULisboa está a organizar o primeiro simpósio para reunir os investigadores da instituição e da UM, com vista a promover projetos conjuntos de investigação. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Macau - Universidade Politécnica de Macau projecta novo laboratório com universidade portuguesa

Marcus Im chefiou uma delegação da Universidade Politécnica de Macau a Portugal, para celebrar acordos com duas universidades portuguesas. Para o reitor da UPM, a criação de um laboratório com a Universidade Católica Portuguesa e o programa de intercâmbio de alunos com a Universidade de Lisboa constituem “um novo marco para Macau”


O reitor da Universidade Politécnica de Macau (UPM), Marcus Im, liderou uma delegação a Portugal para a assinatura de acordos de cooperação, sobre a inovação na investigação científica e a formação de quadros qualificados com a Universidade Católica Portuguesa e a Universidade de Lisboa, respectivamente. Estes acordos abrangem o estabelecimento de um laboratório conjunto e de um programa de intercâmbio de alunos e representam “um novo marco para Macau na cooperação sino-portuguesa no ensino superior”, segundo a UPM.

Marcus Im e Nelson Ribeiro, vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, assinaram um acordo de cooperação para o estabelecimento do “Laboratório Conjunto UPM-UCP de Investigação em Cognição, Linguagem e Neurociência”. Este projecto será dedicado “à realização de investigação inovadora nas áreas de ponta da linguística aplicada, da fonética, das ciências da saúde e das neurociências, de modo a promover a colaboração interdisciplinar no domínio da investigação científica”, indica o comunicado.

No âmbito da formação de quadros qualificados, o reitor da UPM e o director da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Hermenegildo Fernandes, celebraram um acordo de intercâmbio de estudantes. Marcus Im realçou o papel de Macau como “importante ponte de cooperação amigável entre a China e Portugal” na promoção dos trabalhos de formação de quadros bilingues em chinês e português. Para o reitor, esta colaboração aprofundará “ainda mais o intercâmbio entre professores e estudantes das duas universidades”.

Nos últimos 30 anos, a UPM e as instituições de ensino superior portuguesas “têm testemunhado o fortalecimento contínuo das relações sino-portuguesas” e demonstrado “as vantagens únicas de Macau no avanço da cooperação educacional entre a China e Portugal”. A UPM acredita que “a criação do laboratório conjunto e a implementação do programa de intercâmbio de estudantes reforçam a influência internacional” da universidade.

Estas colaborações darão “um novo impulso à cooperação educativa e à investigação científica na nova era entre a China e Portugal, consolidando ainda mais o importante papel de Macau como ponte de cooperação amigável entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, reforça a UPM.

Fizeram também parte da delegação da UPM Joaquim Carvalho, subdirector da Faculdade de Línguas e Tradução e Christy Cheong, chefe do Serviço de Assuntos Académicos, entre outros. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sexta-feira, 27 de junho de 2025

UCCLA - Conferência “Espaços de Integração Política e Migrações” na Câmara de Lisboa

No âmbito do Ciclo de Conferências “Desafios Atuais da Imigração Lusófona: Portugal e União Europeia”, vai ter lugar no dia 3 de julho, às 14h30, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho de Lisboa, a última conferência subordinada ao tema “Espaços de Integração Política e Migrações: EU e CPLP”.


Esta conferência - moderada pela Professora Doutora Isabel Estrada Carvalhais, Universidade do Minho - contará com as intervenções de:

- Dra. Sónia Almada (AIMA - Agência para a Integração, Migrações e Asilo);

- Dr. Paulo Mendes (Fundador da unOffice e da Associação de Imigrantes dos Açores);

- Dr. Hugo Seabra (Fundação Calouste Gulbenkian);

- Professora Doutora Emellin de Oliveira (CEDIS, NOVA School of Law);

- Dra. Princesa Peixoto (UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa).

O encerramento do Ciclo de Conferências terá as intervenções de:

- Professor Doutor João Peixoto (Vice-Reitor da Universidade de Lisboa);

- Dr. Luís Álvaro Campos Ferreira (Secretário-Geral da UCCLA);

- Eng. Carlos Moedas (Presidente da Câmara Municipal de Lisboa).

Estas conferências, organizadas pela Universidade de Lisboa e pela UCCLA, pretendem ser um espaço de diálogo e partilha de experiências, promovendo uma reflexão crítica sobre as dinâmicas da imigração no espaço lusófono.

A entrada é livre.

Morada:

Câmara Municipal de Lisboa

Paços do Concelho

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Portugal - Evaristo.ai, o primeiro ‘chatbot’ para língua portuguesa baseado em inteligência artificial aberta

Evaristo é o seu nome e é o primeiro ‘chatbot’ para a língua portuguesa baseado em inteligência artificial (IA) aberta, que dá uma receita de mousse de chocolate mas falha na resposta a perguntas factuais.


Inspirado na personagem do cinema português interpretada por António Silva em “O Pátio das Cantigas”, o ‘Evaristo.ai’ foi concebido pelo NLX – Grupo de Fala e Linguagem Natural da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e pela empresa subsidiária OUSAR.AI e agrega seis modelos de linguagem de IA generativa de acesso aberto, incluindo o português Gervásio PT, desenvolvido pela mesma equipa.

Numa conversação, o utilizador pode optar pelo Gervásio, mas também pelos modelos LLama (EUA), Qwen e DeepSeek (China), Mistral Small (França) e Sabiá (Brasil).

Através do Evaristo.ai pode-se obter, por exemplo, uma receita de culinária, um itinerário para uma visita a Portugal ou a letra para um fado.

Contudo, a perguntas, por exemplo, sobre quem é Donald Trump ou quando foram as últimas eleições em Portugal, a resposta dada é que Trump foi Presidente dos Estados Unidos e que as últimas eleições em Portugal foram em 2022 ou em 2024, consoante os modelos de IA usados.

A plataforma avisa, para cada modelo, que “o resultado gerado pode não ser correto, exato, perfeito e/ou adequado”.

Em declarações à Lusa, o coordenador da equipa do Evaristo.ai e professor no Departamento de Informática da FCUL, António Branco, adiantou que os modelos de linguagem são treinados com dados e esse treino teve um limite temporal, que em alguns modelos foi 2022, 2023 ou 2024.

Justificando as vantagens deste ‘chatbot’, que, por definição, é um programa concebido para simular uma conversa com humanos, interagindo e respondendo a perguntas, geralmente através de recurso a inteligência artificial, sendo utilizado sobretudo em ambiente ‘online’, a FCUL refere, em comunicado, que o Evaristo.ai usa modelos de IA que “são amplamente abertos, em termos de código, de licença e de distribuição” e “não rastreia os seus utilizadores nem passa os conteúdos destes a entidades terceiras, salvaguardando a privacidade dos utilizadores e a propriedade dos seus conteúdos”.

“Não se baseia na intermediação, revenda ou adaptação de ‘chatbots’ terceiros ou de serviços de IA generativa de empresas ou organizações terceiras, nem explora comercialmente os dados dos utilizadores”, assegura a FCUL, assinalando que o Evaristo.ai “é o primeiro ‘chatbot’ para a língua portuguesa baseado em IA aberta” e “multimodelo”. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


terça-feira, 17 de junho de 2025

Macau - Médicos formados pela Universidade de Macau vão poder exercer em Portugal

Universidades de Lisboa e Macau vão oferecer curso de Medicina em co-tutela, com reconhecimento mútuo e aposta na investigação científica


A Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (ULisboa) está a colaborar com a Universidade de Macau (UM) para criar um currículo com uma estrutura “próxima daquela que é a estrutura” dos cursos na instituição portuguesa, disse à Lusa um dirigente da ULisboa.

Luís Graça explicou que os cursos vão funcionar em co-tutela, permitindo aos médicos formados na UM obterem “uma equivalência e um reconhecimento” pela Faculdade de Medicina da ULisboa.

Entre as vantagens estará “permitir assim que os médicos formados aí no território [Macau] possam também exercer medicina em Portugal”, sublinhou o investigador.

Em dezembro, o vice-reitor da UM, Rui Martins, disse que a ULisboa vai ajudar a criar a primeira faculdade de medicina pública de Macau, no novo campus da instituição, em Hengqin.

A Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, uma instituição privada, tem desde 2008 uma Faculdade de Ciências da Saúde, oficialmente rebatizada como Faculdade de Medicina em 2019.

Numa entrevista ao canal em língua portuguesa da televisão pública local TDM, Martins disse que Medicina será uma das quatro novas faculdades a nascer no novo campus da UM em Hengqin.

“Teremos uma Faculdade de Ciências da Informação, uma Faculdade de Engenharia, com novos tipos de engenharia, e também uma Faculdade de Design e que deverá incluir arquitetura”, referiu o académico português.

“A ideia nesse campus é termos ‘dual degrees’ [cursos em co-tutela] com universidades estrangeiras. A medicina já está com Lisboa e agora estamos a definir para as outras faculdades”, acrescentou Martins.

O novo campus em Hengqin, cuja primeira pedra foi lançada em 09 de dezembro, deverá ser inaugurado em 2028 e permitir à UM passar dos atuais 15 mil para um máximo de 25 mil alunos, sublinhou o vice-reitor para Assuntos Globais.

Luís Graça, especialista em imunologia de transplantes, demonstrou também entusiasmo com potenciais colaborações entre as duas universidades na área da investigação científica.

“Se nós pensarmos em termos de ciência, o reforço do potencial científico de ambas as instituições com uma colaboração próxima entre si é algo que claramente vai beneficiar ambos os lados dessa parceria”, disse o dirigente.

Graça disse que a Faculdade de Medicina da ULisboa está a organizar o primeiro simpósio para reunir os investigadores da instituição e da UM, com vista a promover projetos conjuntos de investigação.

A faculdade tem tido “colaborações pontuais de investigadores com investigadores de outras universidades chinesas”, uma vez que “é importante uma proximidade com locais onde se faz ciência de excelência e ensino de excelência”, disse o diretor.

Mas Graça disse que a colaboração com a UM é “mais institucional (…) e pode permitir um reforço ainda maior dessas parcerias”. In “Plataforma” – Macau com “Lusa”


domingo, 8 de junho de 2025

UCCLA - Conferência “Desafios da Formação/Educação” no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas

No âmbito do Ciclo de Conferências “Desafios Atuais da Imigração Lusófona: Portugal e União Europeia”, vai ter lugar no dia 18 de junho, às 14h30, no ISCSP - Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, a conferência subordinada ao tema “Desafios da Formação/Educação”.



Esta conferência - moderada pela Doutora Catarina Reis Oliveira, do ISCSP-ULisboa - contará com as intervenções de:

- Dra. Eulália Alexandre (Direção-Geral da Educação);

- Dr. José Reis (Departamento RESPECT – AIMA);

- Professora Doutora Ana Josefa Cardoso (AE Baixa da Banheira, Vale da Amoreira);

- Dra. Rosário Farmhouse (Ex-Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural, Ex-Presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens);

- Professora Doutora Silvia Almeida (FCSH/NOVA);

- Professora Doutora Maria João Hortas (ESEL);

- Professora Doutora Teresa Seabra (ISCTE) & Doutoranda Adriana Albuquerque (CIES/ISCTE).

Estas conferências, organizadas pela Universidade de Lisboa e pela UCCLA, pretendem ser um espaço de diálogo e partilha de experiências, promovendo uma reflexão crítica sobre as dinâmicas da imigração no espaço lusófono.

A entrada é livre.

Morada:

ISCSP - Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas

Rua Almerindo Lessa, em Lisboa

segunda-feira, 2 de junho de 2025

UCCLA - Conferência “Desafios do Emprego”

No âmbito do Ciclo de Conferências “Desafios Atuais da Imigração Lusófona: Portugal e União Europeia”, vai ter lugar, no dia 11 de junho, às 14h30, no auditório da UCCLA, a conferência surdinada ao tema “Desafios do Emprego”.


Esta conferência - moderada pelo Professor Doutor Pedro Gois, da Universidade de Coimbra - contará com as intervenções de:

- Professor Doutor Bernardo Sousa (Garantia Jovem);

- Professora Doutora Cátia Batista (Nova SBE);

- Dra. Ana Paula Costa (Casa do Brasil);

- Dra. Mariana Hancock (CEPAC - Centro Padre Alves Correia).

Estas conferências, organizadas pela Universidade de Lisboa e pela UCCLA, pretendem ser um espaço de diálogo e partilha de experiências, promovendo uma reflexão crítica sobre as dinâmicas da imigração no espaço lusófono.

A entrada é livre.


sexta-feira, 16 de maio de 2025

Ciclo de Conferências “Desafios Atuais da Imigração Lusófona: Portugal e União Europeia”

Vai ter lugar, no dia 22 de maio, às 10 horas, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, a conferência inaugural do Ciclo de Conferências “Desafios Atuais da Imigração Lusófona: Portugal e União Europeia”, surdinada ao tema "Os desafios da imigração lusófona na atualidade, na sociedade portuguesa e europeia".



A abertura do evento contará com a presença e intervenção do Reitor da Universidade de Lisboa, Luís Ferreira, e do Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira.

Esta conferência, organizada pela Universidade de Lisboa e pela UCCLA, pretende ser um espaço de diálogo e partilha de experiências, promovendo uma reflexão crítica sobre as dinâmicas da imigração no espaço lusófono.

A entrada é livre. UCCLA


segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Macau - Universidade de Lisboa vai ajudar a criar Faculdade de Medicina

A Universidade de Lisboa vai ajudar a criar uma Faculdade de Medicina no novo campus da Universidade de Macau (UM), na vizinha Hengqin (ilha da Montanha), disse um vice-reitor da instituição

“A Faculdade de Medicina, que será a primeira faculdade de medicina pública aqui em Macau, será feita em parceria com a Universidade de Lisboa. Já temos um acordo nesse sentido”, disse Rui Martins.

A Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, uma instituição privada, tem desde 2008 uma Faculdade de Ciências da Saúde, oficialmente rebatizada como Faculdade de Medicina em 2019.

Numa entrevista ao canal em língua portuguesa da televisão pública TDM Martins disse que Medicina será uma das quatro novas faculdades a nascer no novo campus da UM em Hengqin.

“Teremos uma Faculdade de Ciências da Informação, uma Faculdade de Engenharia, com novos tipos de engenharia, e também uma Faculdade de Design e que deverá incluir arquitetura”, referiu o académico português.

“A ideia nesse campus é termos ‘dual degrees’ [cursos em co-tutela] com universidades estrangeiras. A medicina (1:25) já está com Lisboa e agora estamos a definir para as outras faculdades”, acrescentou Martins.

O novo campus em Hengqin, cuja primeira pedra foi lançada em 09 de dezembro, deverá ser inaugurado em 2028 e permitir à UM passar dos atuais 15 mil para um máximo de 25 mil alunos, sublinhou o vice-reitor para Assuntos Globais.

Macau inaugurou em setembro o Hospital Macau Union, o terceiro e o maior complexo de cuidados de saúde da região semiautónoma chinesa, com uma área de cerca de 430 mil metros quadrados.

O Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas – Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital já prestava tratamentos de 24 especialidades, tendo começado a funcionar a título experimental em 20 de dezembro de 2023.

O hospital, com tecnologia e equipa de gestão do Peking Union Medical College Hospital, de Pequim, situa-se no Cotai, onde está localizada grande parte dos casinos em Macau, e abriu com 852 camas, 26 salas de cirurgia e um laboratório central.

No início de agosto, a então secretária para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, Elsie Ao Ieong U, disse esperar que o processo de recrutamento de pessoal médico termine “ainda este ano”.

Em abril, o líder do Governo cessante Ho Iat Seng disse que os hospitais da região tinham 24 médicos provenientes de Portugal.

Elsie Ao esteve em maio de 2023 em Portugal para tentar recrutar médicos portugueses.

Em dezembro de 2023, os Serviços de Saúde de Macau (SSM) disseram à Lusa que iriam propor a contratação de dois dos 12 médicos portugueses que se candidataram.

Os SSM admitiram que alguns tinham desistido do processo porque, como tinham estatuto de residente em Macau, seriam obrigados a realizar internato e exames. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Europa - Cientistas da Universidade do Porto em projeto pioneiro para preservar a biodiversidade na Europa

O Atlas Europeu de Genomas de Referência (ERGA) vai desvendar o património genómico de 98 espécies. Em Portugal, o projeto é coordenado por investigadores da Universidade do Porto e da Universidade de Lisboa


Uma equipa de cientistas de 33 países europeus, entre os quais se incluem investigadores do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (BIOPOLIS-CIBIO) e da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), está a colaborar no âmbito de um projeto pioneiro à escala continental – o Atlas Europeu de Genomas de Referência (ERGA) -, cujo propósito é desvendar o património genómico de 98 espécies existentes em Portugal e na Europa, contribuindo para o seu conhecimento e conservação.

O conhecimento acerca dos genomas das espécies fornece dados centrais para os esforços dirigidos à sua conservação, tornando-se fonte de informação para medidas de gestão e políticas públicas. Através da análise dos indivíduos, e das populações em que estes estão inseridos, a genómica (ciência que estuda os genomas) permite avaliar o estado do património genético de cada espécie e a sua capacidade de responder aos diferentes desafios ambientais que lhe são impostos, como sejam as alterações climáticas e outras pressões antropogénicas.

Numa altura em que as diferentes atividades humanas continuam (e até intensificam) a pressão sobre a biodiversidade, e degradam os ecossistemas e os serviços que estes nos prestam, a genómica ajuda, por exemplo, a compreender se as populações se estão a expandir ou a retrair, se estão conectadas – trocando variação genética entre si através da migração – ou isoladas, ou ainda se conseguem adaptar-se a fenómenos climáticos capazes de as levar ao limite, como temperaturas altas, escassez de água, entre outros.

Foi neste contexto que nasceu o ERGA, cujos primeiros resultados acabam de ser divulgados em dois artigos independentes, mas associados, na revista internacional npj biodiversity.

Entre as 98 espécies com os segredos dos seus genomas agora desvendados, incluem-se seis que apresentam estatutos de endemismo ou de ameaça consideráveis em Portugal: o saramugo (Anaecypris hispanica), pequeno peixe criticamente ameaçado, que se destaca enquanto um dos mais vulneráveis à extinção em toda a Península Ibérica; a endémica lebre-ibérica (Lepus granatensis), espécie-chave dos ecossistemas ibéricos, em declínio devido a doenças virais; o louro-da-terra (Laurus azorica), que existe apenas nos Açores e cuja persistência está em causa devido à degradação do seu habitat; o chasco-preto (Oenanthe leucura), uma ave criticamente ameaçada e cuja população de apenas 100 casais somente persiste na região agrícola do Douro; a camarinha (Corema album), habitante dos cordões dunares, de fruto comestível e com alto valor nutricional, sujeita às pressões do desenvolvimento socioeconómico do litoral; e o pequeno escaravelho-cavernícola-da-Ilha-Terceira (Trechus terceiranus).

A representação portuguesa no conselho do ERGA é coordenada pelos investigadores José Melo-Ferreira, do BIOPOLIS-CIBIO e da FCU, e Vítor C. Sousa, do CE3C – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O consórcio Biogenoma Portugal

Um dos artigos publicados assinala também a primeira apresentação do Biogenoma Portugal, um consórcio em formação que junta uma equipa de mais de 50 biólogos e ecólogos portugueses, unidos numa missão partilhada de salvaguarda do património genético e conservação das espécies existentes em território nacional,

Este consórcio interinstitucional procura cimentar as relações da comunidade nacional de investigadores e promover a sua formação contínua, conectando-os com redes internacionais e com a sociedade.

O Biogenoma Portugal é o braço do ERGA a nível nacional que, por sua vez, faz parte do “Projeto para o Biogenoma da Terra”, uma iniciativa global liderada por Harris Lewin, Professor na Arizona State University (EUA), e que procura desvendar o património genómico de 1.5 milhões de espécies.

O investigador norte-americano destaca o ERGA enquanto “o primeiro projeto de genómica de biodiversidade coordenado à escala continental” e prova do sucesso dos princípios de distribuição geográfica dos esforços e partilha do conhecimento. Universidade do Porto - Portugal




quinta-feira, 21 de março de 2024

Portugal - Universidade Politécnica de Macau e Universidade de Lisboa assinam protocolo de cooperação

A Universidade Politécnica de Macau (UPM) e a Universidade de Lisboa assinaram um protocolo de cooperação que pretende estreitar a cooperação académica sino-lusófona, informou a instituição de Macau. A assinatura do protocolo aconteceu em Lisboa, no âmbito da visita de uma delegação da UPM à capital portuguesa.


“Ambas as partes chegaram a consenso em vários aspectos, nomeadamente, o reforço do intercâmbio de docentes e alunos nas áreas de línguas, ciência e tecnologia, saúde, entre outras, o desenvolvimento de projectos de investigação científica, a realização conjunta de conferências e palestras académicas e a troca de publicações académicas, com o intuito de elevar a cooperação académica entre a China e os países de língua portuguesa a um novo patamar”, lê-se no comunicado da UPM.

Na ocasião, Vivian Lei, vice-reitora da UPM, lembrou que as instituições têm uma cooperação há quase duas décadas e disse esperar que as duas partes possam “reforçar e promover o intercâmbio e a cooperação nas áreas do ensino superior e da ciência e tecnologia, formando quadros de alta qualidade para o desenvolvimento da estratégia ‘1+4’ da diversificação adequada da economia de Macau”.

Luís Ferreira, reitor da Universidade de Lisboa, salientou a “grande importância dada pela UL à cooperação com as instituições de ensino superior de Macau e as de outras regiões da China”, tendo manifestado também a sua expectativa sobre as novas oportunidades trazidas pela construção e desenvolvimento da Área da Grande Baía e da Zona de Cooperação Aprofundada, mostrando-se confiante de que, no futuro, “a cooperação bilateral terá um desenvolvimento diversificado”. In “Ponto Final” - Macau


terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Internacional - Investigadores portugueses e alemães descobrem que o Oceano Atlântico pode estar a morrer

Um estudo conjunto da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e da Johannes Gutenberg University Mainz revelou a potencial criação de um anel de fogo no Oceano Atlântico num período próximo a 20 milhões de anos


Investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e da Johannes Gutenberg University Mainz, na Alemanha, realizaram um estudo sobre os oceanos com recurso modelos computacionais, e os resultados não são agradáveis.

O estudo, que pode ser consultado aqui, prevê um futuro intrigante para o Oceano Atlântico: a formação de um sistema de subducção, similar ao “anel de fogo” do Pacífico. Essa transformação, embora distante em termos humanos (cerca de 20 milhões de anos), é significativa na escala geológica e pode marcar o início do declínio do Atlântico.

Os oceanos, colossais em comparação à vida humana, possuem um ciclo de vida finito: nascem, expandem-se e, eventualmente, fecham-se. O oceano Atlântico formou-se com a fragmentação do mega continente Pangeia, há cerca de 180 milhões de anos, e para que inicie o processo de fechamento, é preciso que se formem novas zonas de subducção, zonas em que duas placas tectónicas convergem e uma mergulha sob a outra. No entanto, a formação de tais zonas é complexa, pois exige a fratura e dobramento das placas, que são naturalmente rígidas e resistentes.

Uma solução para esse “paradoxo” reside na migração de zonas de subducção de oceanos em declínio, como o Mar Mediterrâneo, aqui bem perto, para oceanos em pleno desenvolvimento, como o Atlântico. Essa migração, impulsionada por processos geológicos ao longo de milhões de anos, pode ser o prenúncio do futuro “anel de fogo” atlântico.

Este processo em que uma zona de subducção invade um outro oceano é um processo inerentemente tridimensional, que requer ferramentas avançadas de modelação e supercomputadores que não estavam disponíveis há alguns anos. Podemos agora simular com grande detalhe a formação do Arco de Gibraltar e também como este poderá evoluir num futuro profundo“, explica João Duarte, primeiro autor do estudo, investigador do Instituto Dom Luiz, na Ciências ULisboa.

Existem outras duas zonas de subducção do outro lado do Atlântico – o Arco das Pequenas Antilhas, nas Caraíbas, e o Arco da Escócia, perto da Antártida. No entanto, estas zonas de subducção invadiram o Atlântico há vários milhões de anos. Estudar Gibraltar é uma oportunidade inestimável porque permite observar o processo nas suas fases iniciais, quando ainda está a acontecer“, acrescenta João Duarte.

Este estudo lança uma nova luz sobre a zona de subducção de Gibraltar: na comunidade científica poucos investigadores consideravam que esta ainda se encontrava ativa, pois a sua atividade abrandou significativamente nos últimos milhões de anos. Esta descoberta tem ainda implicações importantes para a atividade sísmica na região. As zonas de subducção são conhecidas por produzirem os sismos mais fortes do planeta, como por exemplo, o Grande Sismo de Lisboa de 1755. Universidade de Lisboa - Portugal


segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Macau - Universidade de Macau e a Universidade de Lisboa lançam duplo doutoramento

A Universidade de Macau (UM) e a Universidade de Lisboa (ULisboa) assinaram um acordo para o lançamento de um programa de duplo doutoramento, para impulsionar a formação de quadros na ciência e tecnologia.


O acordo de cooperação foi formalizado numa cerimónia online por Yonghua Song e Luís Ferreira, reitores da UM e ULisboa, respectivamente, e Rogério Colaço, presidente do Instituto Superior Técnico da instituição portuguesa.

Segundo a UM, as duas partes vão concentrar-se na formação de quadros, na colaboração académica e investigação nas áreas de microelectrónica, robótica e ciências oceânicas, e recomendarão aos respectivos alunos áreas relevantes para inscrição no programa de duplo doutoramento. Os alunos que concluírem os cursos e investigação exigidos e cumprirem os requisitos de graduação receberão o grau de Doutor em Filosofia pela UM e um grau de doutor pela ULisboa.

A Universidade de Lisboa tem sido um “importante parceiro” da UM, salientou Yonghua Song, ao observar que as duas universidades aprofundaram a cooperação no intercâmbio de estudantes, formação conjunta, investigação científica e no estabelecimento de alianças no ensino superior. Em Abril deste ano, celebraram um acordo-quadro de cooperação estratégica, elevando assim o nível do seu relacionamento. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quinta-feira, 27 de julho de 2023

Macau – Chefe do Executivo destaca “base sólida” no ensino de português

O Chefe do Executivo, Ho Iat Seng reuniu-se na quarta-feira, na Sede do Governo, com o reitor da Universidade de Lisboa, Luís Ferreira. Segundo um comunicado do Executivo, o encontro serviu para uma troca de opiniões sobre temas como aprofundar a cooperação nas áreas da investigação científica, ensino, formação de quadros qualificados, bem como promover o desenvolvimento do ensino superior para ambas as partes, entre outros.


Na ocasião, o Chefe do Executivo aproveitou para salientar que Macau “possui uma base sólida e vantagem para o desenvolvimento sustentável do ensino de português, investigação científica e académica e formação de quadros qualificados na área do turismo”. “Nos últimos anos, as instituições de ensino superior de Macau e de Portugal têm concretizado vários projectos de cooperação, que consolidam a parceria entre as partes nas áreas do ensino superior e tecnologia, criando oportunidades de desenvolvimento de alta qualidade”, referiu o líder do Governo, esperando que possam acelerar, em conjunto, os projectos no âmbito do acordo de cooperação na área da medicina, assinado pela Universidade de Lisboa e Universidade de Macau. Ao mesmo tempo, Macau continuará a desempenhar o seu papel de plataforma, promovendo a cooperação de investigação científica e académica entre as instituições de ensino superior de Macau, Portugal e o Interior da China, e ajudar o intercâmbio de alta qualidade entre as instituições de ensino superior do Interior da China e de Portugal, acrescenta a nota do Executivo.

O reitor Luís Ferreira, por sua vez, referiu que a visita lhe permitiu conhecer “o rápido desenvolvimento da Universidade de Macau em áreas diversas nos últimos anos”, incluindo a criação de vários laboratórios de referência do estado e a consecução de múltiplos resultados científicos inovadores. “A Universidade de Lisboa é a maior instituição pública de ensino superior em Portugal com uma longa história. A universidade possui uma das melhores capacidades em investigação científica do mundo na área da medicina, com laboratórios avançados e resultados de investigação científica de nível mundial. Espera que, no futuro, a Universidade de Macau e a Universidade de Lisboa possam cooperar de forma prática na área da medicina, contribuindo para Macau em matéria de investigação científica, desenvolvimento académico e formação de quadros qualificados e melhorando a vida da população de Macau”, disse Luís Ferreira.

No encontro estiveram ainda presentes o reitor a Universidade de Macau, Song Yonghua, e o vice-reitor, Rui Martins. In “Ponto Final” - Macau


terça-feira, 23 de maio de 2023

China - Delegação de Macau, Guangdong e Sichuan promove medicina chinesa em Portugal

A promoção da medicina tradicional chinesa e a cooperação internacional com instituições académicas lusófonas foram o foco de trabalho para a comitiva de Macau, Guangdong e Sichuan na viagem a Portugal e Espanha. Num encontro com a faculdade de medicina da Universidade de Lisboa, representada pela directora Beatriz Lima, o representante de Macau, Ching Hei, disse esperar introduzir mais produtos e tecnologias de medicina tradicional chinesa nos países de língua portuguesa e da União Europeia


Uma delegação de representantes e médicos de Macau, Guangdong e Sichuan, composta pelo Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong-Macau e pela Administração de Medicina Tradicional Chinesa de Sichuan, realizou na semana passada uma viagem de intercâmbio em Portugal e Espanha, com o intuito de promover o tratamento médico, a cultura e a educação da medicina chinesa.

Por ocasião de um encontro e evento de intercâmbio entre a comitiva e a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, que teve lugar na passada sexta-feira no Salão Nobre da Faculdade, as partes manifestaram a expectativa de abordar mais iniciativas internacionais de intercâmbio de medicina tradicional chinesa através da plataforma sino-lusófona de Macau.

Beatriz Lima, directora da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, salientou que espera aproveitar o intercâmbio académico na área da medicina tradicional chinesa como uma oportunidade de trabalhar com o Parque Científico e Industrial de Guangdong-Macau, de forma a expandir cooperação internacional e programas de formação.

“Desde há muito que o Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong-Macau mantém uma estreita relação de cooperação com a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, tendo sido lançadas em conjunto iniciativas nas áreas da formação de jovens talentos”, salientou.

Por sua vez, Ching Hei, médica de Macau, adiantou que o Parque tem trabalhado para introduzir produtos de elevada qualidade e tecnologias de medicina tradicional chinesa nos países lusófonos e da União Europeia.

Segundo a profissional, o Parque concentra-se na promoção ao estrangeiro de medicamentos chineses através do modelo da “introdução de medicamentos através de tratamentos médicos”, apostando nos mercados dos países de língua portuguesa e nos países membros da iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’.

“Actualmente, o Parque formou gradualmente três grandes segmentos de negócios internacionais, incluindo o registo internacional da medicina chinesa, comércio internacional e formação internacional, construindo uma rede de cooperação que liga os países lusófonos, a União Europeia, a Associação de Nações do Sudeste Asiático e os países da América do Sul, criando uma plataforma internacional de serviço público profissional”, assinalou Ching Hei.

A cooperação sino-lusófona no domínio da medicina não só concretiza a comunicação da cultura da medicina tradicional, como também ajuda a reserva de pessoal técnico qualificado, destacou Wu Song. O presidente do Parque Científico e Industrial assegurou na ocasião que vai aproveitar melhor o papel de Macau “como uma janela para os países de língua portuguesa” para reforçar a relação cooperativa entre as partes.

Recorde-se que o Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong-Macau foi inaugurado em 2011 ao abrigo do Acordo-Quadro de Cooperação Guangdong-Macau, promovido pelo Governo Central, apostando na diversificação económica de Macau.

A comitiva esteve em Portugal entre os dias 18 e 20 do mês, depois de terminar uma visita a Madrid e Barcelona, em Espanha, onde foi realizada uma série de actividades de sessão da promoção na comunidade e seminários de mesa redonda. Durante a viagem a terras lusas, o grupo de profissionais médicos visitou ainda as instituições médicas, associações e escolas de medicina de Portugal, para discutir e trocar opiniões sobre a integração da medicina tradicional chinesa e medicina moderna. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 24 de abril de 2023

Portugal - Universidade de Macau e Universidade de Lisboa selam acordo de cooperação estratégica

O Chefe do Executivo da RAEM testemunhou na sexta-feira em Lisboa a assinatura de um Acordo-Quadro para a Cooperação Estratégica entre a Universidade de Macau (UM) e a Universidade de Lisboa (UL), que vai abrir um novo capítulo no relacionamento entre as duas instituições que já têm uma “colaboração de longa data”, conforme destacou Rui Martins, vice-reitor para os Assuntos Globais da UM, no final da cerimónia.


Este acordo, que foi assinado pelos reitores da UM e UL, respectivamente Song Yonghua e Luís Ferreira, “permite uma colaboração mais apertada, nomeadamente em áreas importantes como a oceanografia, microelectrónica e robótica, em que a UM oferece 20 bolsas para alunos de doutoramento, pós-doutoramento e ‘visiting scholars’ [professores visitantes]”, explicou Rui Martins.

Atribuídas durante três anos, “de uma forma competitiva”, estas bolsas permitem que alunos ou doutorados da UL nas referidas áreas possam trabalhar em Macau em “condições muito favoráveis”, acrescentou.

Durante a cerimónia, foi ainda apresentada “uma colaboração de longa data” com uma empresa que é um ‘spin-off’ da UL, a Technophage, para a qual a UM licenciou uma patente na área da medicina chinesa para a doença de Parkinson, que será no próximo ano aprovada como um produto de suplemento de alimentação na União Europeia”, esclareceu o vice-reitor. Segundo Rui Martins, esta colaboração iniciou-se em 2014, por ocasião de uma visita de Cavaco Silva, então Presidente português, ao campus da UM. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quarta-feira, 22 de junho de 2022

Internacional - Estudo alerta para os impactos da poluição antrópica na plataforma continental do Algarve

Metais pesados e contaminantes orgânicos foram detetados ao longo da zona litoral do Algarve, entre Sagres e Portimão, indica um estudo publicado na revista Marine Pollution Bulletin.


O trabalhado reporta a presença de vários poluentes inorgânicos e orgânicos relacionados com a atividade humana, entre os quais, diferentes metais pesados e até microplásticos, comprovando que «a presença humana tem deixado uma assinatura poluente na zona costeira do Algarve, com impacto negativo, por exemplo, ao nível da biodiversidade. Os dados obtidos parecem indicar que nos anos 1960s notou-se um pico de poluição, mas, curiosamente, nos últimos anos, essa poluição parece estar a abrandar ligeiramente, à exceção da zona do rio Arade, devido a descargas regulares que são efetuadas», relata Pedro Costa, do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), coautor do artigo científico.

Considerando as alterações climáticas, é expectável que «passemos a ter mais eventos de alta energia, quer em precipitação quer em tempestades, o que vai causar fenómenos erosivos mais intensos. Em Portugal, há já uma série de zonas sob pressão, o que significa que este problema vai agudizar-se inevitavelmente. Sempre tivemos poluição, mas com os forçamentos climáticos em mudança e com os níveis energéticos destes eventos extremos (tsunamis, tempestades e cheias), fenómenos que seriam de pouca intensidade podem vir a provocar graves consequências negativas e desequilíbrios graves nos sistemas costeiros», salienta o investigador da FCTUC.

Este estudo foi desenvolvido no âmbito de um projeto internacional pioneiro que reúne mais de duas dezenas de investigadores, designado OnOff, que é liderado por Pedro Costa. Este projeto efetuou a cronografia dos eventos extremos (tsunamis e tempestades) e dos efeitos da contaminação humana nesta zona de Portugal ao longo dos últimos 12 mil anos.

Além da Universidade de Coimbra (UC), o projeto OnOff integra a Universidade de Lisboa (UL), a Universidade do Algarve (UAlg), o Instituto Hidrográfico e a Agência Portuguesa do Ambiente, em Portugal; a Universidade de Aachen (Alemanha) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (United States Geological Survey).

Iniciado em 2018, o OnOff visa essencialmente reconstruir integralmente os eventos extremos, como tsunamis e tempestades, e os seus impactos na costa portuguesa, com base em evidências geológicas, ou seja, «procura ir buscar informação aos fundos submarinos para efetuarmos a reconstrução de eventos extremos, quer de tsunamis quer de tempestades ou cheias, e também de fenómenos mais recentes, como os de poluição», explica o líder do estudo.

Para esta reconstrução histórica dos eventos extremos no mar ser possível, os cientistas realizaram uma série de campanhas de mar (sondagens submarinas) ao longo da costa do Algarve, recolhendo amostras de água, sedimentos e dados geofísicos entre os 500 metros e os 30 metros de profundidade. «Este é o aspeto inovador do projeto, porque mostra um arquivo diferente a que normalmente não se prestava atenção e que permite reconstruir detalhadamente a evolução desta região. A informação obtida no mar é conjugada com os dados obtidos em terra, em zonas lagunares e estuarinas do Algarve», refere Pedro Costa.

Seguramente, este projeto contribui para «a compreensão dos processos morfodinâmicos e hidrodinâmicos associados às ondas de tsunami e tempestades que atingem a costa portuguesa e, por analogia, em outros cenários semelhantes a nível mundial», frisa. Além disso, finaliza, contribui para a «produção de cenários prováveis de inundações por tsunamis e tempestades para a costa de Portugal (que é a região tsunamigénica mais ativa do Atlântico), apoiando assim a gestão das áreas costeiras pelas autoridades governamentais com dados úteis no planeamento, no ordenamento e também na operacionalização».

O projeto OnOff é cofinanciado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), por fundos europeus e ainda pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), Brasil. Universidade de Coimbra - Portugal


segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Internacional - Nova função de proteína do cérebro atrasa causas de demências neurodegenerativas


Uma equipa internacional liderada pelo cientista Cláudio M. Gomes, professor do Departamento de Química e Bioquímica na Ciências ULisboa e coordenador do laboratório Protein Misfolding and Amyloids in Biomedicine (PMAB), afiliado ao Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas (BioISI), descobriu uma nova função para uma proteína do cérebro, que atrasa a formação de depósitos proteicos causadores de demências como a doença de Alzheimer.

A descoberta, publicada esta segunda-feira na revista científica Nature Communications, e anunciada pela Faculdade em comunicado de imprensa, revela que a proteína S100B atua sobre a proteína Tau, cuja deposição tóxica no cérebro está associada a várias demências e à fase de agravamento da doença de Alzheimer.

“A proteína Tau atua na estabilização dos microtúbulos, as estruturas que mantêm a arquitetura dos neurónios. Contudo, através de uma reação de autoassociação [agregação] anormal, esta proteína adota facilmente uma forma aberrante que leva à sua acumulação nos tecidos. É o que sucede na doença de Alzheimer, em que alterações bioquímicas promovem a libertação da proteína Tau dos microtúbulos, o que desencadeia a sua agregação”, elucida Cláudio M. Gomes, coordenador do estudo. “Estes depósitos de proteína Tau são tóxicos e matam os neurónios, sendo também libertados para o exterior das células, disseminando a patologia às células vizinhas”, explica ainda o cientista.

Na sequência de um estudo anterior desta equipa, sabia-se que a proteína S100B desempenha no cérebro algumas funções protetoras, e que os seus níveis aumentam com o envelhecimento, um conhecido fator de risco para demências. A descoberta agora publicada mostra que a proteína S100B interage com a proteína Tau nos microtúbulos, dentro das células e que mesmo quando perturbados os microtúbulos com libertação da forma tóxica da proteína Tau, essa interação persiste. Esta observação levou a equipa a estudar como interagem as duas proteínas, e a determinar as respetivas consequências biológicas.


“Investigamos a formação de agregados da proteína Tau ao longo do tempo, e observamos que a mesma é atrasada na presença da proteína S100B”, conta Guilherme Moreira, estudante de doutoramento em Bioquímica na Ciências ULisboa, orientado por Cláudio M. Gomes, e primeiro autor do estudo. “Claramente havia um efeito inibitório resultante da associação entre as duas proteínas, que descobrimos ser muito dinâmica e ocorrer sobretudo entre a região da proteína Tau responsável pela agregação e uma concavidade na proteína S100B, que sabíamos ter um papel regulatório nestes processos”, explica o jovem investigador, que concluiu a licenciatura e o mestrado em Bioquímica nesta faculdade. O estudo também revelou que a proteína S100B evita que formas tóxicas da proteína Tau libertadas para o exterior das células corrompam as células vizinhas. Para Cláudio M. Gomes, “este aspeto é muito relevante dado que a proteína S100B é também excretada pelos astrócitos [tipo de célula do sistema nervoso central], pelo que esta descoberta revela uma ampla atividade protetora desta proteína, que atua dentro e fora das células”.

Segundo os investigadores, este resultado é muito relevante no contexto da doença de Alzheimer, dado que o aparecimento de sintomas cognitivos e demência estão associados aos danos causados pelos agregados da proteína Tau, e à disseminação da patologia para múltiplas regiões do cérebro. “Este estudo desvenda um novo mecanismo biológico de proteção, relevante nas fases iniciais da doença, que se torna ineficiente ao longo do tempo com o crescente acumular de agregados tóxicos no cérebro”, conclui o coordenador desta investigação.

As demências neurodegenerativas associadas à formação de agregados da proteína Tau, como a doença de Alzheimer, afetam milhões de pessoas em todo o mundo. A expectativa resultante deste trabalho de investigação fundamental é de que a compreensão do funcionamento de moléculas protetoras como a S100B possa inspirar o desenvolvimento de fármacos, com potencial terapêutico, que possam atuar de forma semelhante.

Esta investigação foi desenvolvida em colaboração com investigadores da Universidade de Lille (França), I3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (Portugal), Universidade de Hohenheim (Alemanha) e da University of Texas Medical Branch (EUA). Da parte da Ciências Lisboa e do BioISI, para além de Guilherme Moreira e de Cláudio M. Gomes, também participaram no estudo a aluna de doutoramento em Bioquímica Joana Cristóvão; as investigadoras doutoradas Andrea Quezada, Filipa Santos e Ana Carapeto; e os professores Mário Rodrigues e Federico Herrera. Universidade de Lisboa – Portugal

 

Cláudio M. Gomes dedica esta obra à memória da sua amiga e mentora - a professora Maria de Sousa (1939–2020) - "por sempre nos fazer crer que podemos ver o não visto".