Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Portugal - Mata do Bussaco conquista distinção internacional

A Mata Nacional do Bussaco, na Mealhada, vai ser certificada a 17 de julho, como a primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica, uma distinção que a coloca num grupo restrito de apenas quatro florestas terapêuticas reconhecidas em todo o mundo.


Segundo a informação divulgada, esta certificação resulta de um trabalho conjunto entre a Fundação Mata do Bussaco e a Destinature, reforçando a aposta na valorização do turismo de natureza através da conjugação da biodiversidade, da saúde e do bem-estar.

Para Gonçalo Breda Marques, presidente da Fundação Mata do Bussaco, esta distinção representa “um estatuto mundial” e implica também “uma grande responsabilidade”.

A Mata do Bussaco ocupa atualmente cerca de 105 hectares e tem uma das melhores coleções dendrológicas da Europa, contabilizando cerca de 250 espécies de árvores e arbustos. A certificação vem reforçar o posicionamento desta mata como um destino de referência para quem procura experiências ligadas à natureza e ao bem-estar, valorizando um dos mais emblemáticos espaços naturais da região Centro.

As outras três florestas com o mesmo título são a Floresta de Akasawa, a Floresta de Kurashiki (Japão) e a Floresta de Bad Wörishofen (Alemanha). In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 5 de julho de 2026

Lusofonia - Escritora portuguesa Lídia Jorge vence Prémio Camões 2026

A escritora portuguesa Lídia Jorge, autora de vasta obra literária, entre a qual Misericórdia (2022), que lhe valeu vários prémios, incluindo o Médicis Étranger, venceu o Prémio Camões 2026, anunciou o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.


O júri, reunido em formato ‘online’, deliberou por unanimidade distinguir a escritora Lídia Jorge, destacando “o diversificado conjunto da sua obra e o grande contributo para o enriquecimento do património literário e cívico-cultural da língua portuguesa”, lê-se no comunicado divulgado pela tutela.

O Prémio Camões é considerado o mais importante galardão de literatura em Língua Portuguesa e tem um valor pecuniário de cem mil euros, suportado em partes iguais por Portugal e pelo Brasil.

Na fundamentação da decisão, o júri destacou ainda uma escrita “marcada por uma prosa poética densa”, dedicada à exploração de temas como o passado ditatorial e a transição democrática em Portugal, a condição feminina, a emigração, os conflitos geracionais, as transformações sociais e o papel da memória coletiva na construção da identidade contemporânea

“O Prémio Camões 2026 reconhece uma das mais relevantes vozes da literatura portuguesa contemporânea. Ao longo de décadas, Lídia Jorge construiu uma obra de enorme exigência intelectual e literária, contribuindo para afirmar a língua portuguesa como espaço de criação, pensamento e diálogo entre culturas”, considerou a ministra Margarida Balseiro Lopes, que informou a escritora por telefone.

O júri do prémio foi composto por duas personalidades portuguesas, José Carlos Seabra Pereira e Ana Mafalda Leite, duas brasileiras, José Bessa e Lúcia Santaella, e dois representantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, Odete Semedo e Lopito Feijóo.

Nascida em Boliqueime, em 1946, Lídia Jorge estreou-se na ficção com o romance O Dia dos Prodígios, publicado em 1980.

Ao longo de mais de quatro décadas de atividade literária, construiu uma vasta obra amplamente reconhecida em Portugal e no estrangeiro, que lhe valeu vários prémios, e com livros traduzidos em diversas línguas e estudados em universidades de vários países.

Entre as distinções que já lhe couberam, destacam-se o Prémio Pessoa, em 2025, o Prémio Médicis para livro estrangeiro e o Prémio Estatal Austríaco de Literatura Europeia, pelo seu mais último romance, Misericórdia, e o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas, atribuído em 2020.

No passado mês de junho, o Governo atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Cultural em Loulé, no âmbito da 4.ª edição do Fórum Cultura.

Instituído em 1988 pelos Estados português e brasileiro, o Prémio Camões visa distinguir autores cuja obra contribua de forma relevante para a projeção e valorização da língua portuguesa.

O secretariado da 38.ª edição do Prémio Camões foi assegurado pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), que, em colaboração com o Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC), coordena a participação portuguesa na atribuição do galardão, acrescenta o comunicado.

No ano passado, o Prémio Camões foi atribuído à poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


sexta-feira, 26 de junho de 2026

Portugal – Xanana Gusmão distinguido com o Prémio Jorge Miranda na Universidade de Lisboa

O primeiro-ministro timorense recebeu a distinção que destaca a defesa dos Direitos Humanos e da Constituição, dedicando o galardão ao povo de Timor-Leste


O primeiro-ministro de Timor-Leste, Kay Rula Xanana Gusmão, foi distinguido com o Prémio Professor Doutor Jorge Miranda - Constituição e Direitos Humanos, numa cerimónia que decorreu na Aula Magna da Universidade de Lisboa. Promovida pela Faculdade de Direito da ULisboa, a iniciativa reconhece personalidades que se destacam na defesa do Estado de Direito e dos valores constitucionais.

Durante o seu discurso, o líder timorense dedicou o prémio aos mártires da pátria e aos milhares de cidadãos que lutaram pela independência do país. Xanana Gusmão sublinhou que a homenagem não se centrava na sua figura individual, mas sim no percurso coletivo de um povo que lutou, sofreu e perseverou para alcançar a liberdade, a dignidade e a autodeterminação.

O governante manifestou ainda o seu orgulho por receber um galardão associado ao nome de Jorge Miranda, a quem considerou uma das maiores referências do constitucionalismo na língua portuguesa e um amigo de longa data de Timor-Leste. Na ocasião, destacou também o contributo fundamental do jurista para o debate constitucional e para o fortalecimento da cultura jurídica do país. Universidade de Lisboa - Portugal


sexta-feira, 15 de maio de 2026

Hungria - Mia Couto distinguido com o título de Doutor Honoris Causa

O escritor moçambicano Mia Couto foi distinguido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Eötvös Loránd (ELTE), uma das mais prestigiadas instituições académicas da Hungria, sediada em Budapeste.


A homenagem foi atribuída durante uma cerimónia realizada na passada sexta-feira, 08 de Maio, onde a universidade destacou o escritor moçambicano como uma “voz incontornável dos povos do chamado Sul Global”, sublinhando ainda a relevância internacional da sua obra, traduzida e premiada em dezenas de países.

Além de Mia Couto, a universidade distinguiu também quatro cientistas internacionais pelos seus contributos de relevância global nas respectivas áreas.

Na sua mensagem durante a cerimónia de gala Mia Couto partilhou aquele galardão de mérito com todos os escritores moçambicanos e com todos os professores que “se empenham em trazer luz e esperança para as novas gerações de Moçambique”

Mia Couto é um dos mais importantes escritores africanos contemporâneos. Autor de mais de 30 livros entre romances, contos, poesia e crónicas, tem a sua obra traduzida para mais de 30 línguas e publicada em diversos países. Vencedor do Prémio Camões, Mia Couto destaca-se pela recriação poética da língua portuguesa e pela forma como aborda a memória, a identidade, a tradição e os desafios sociais de Moçambique. A sua obra é referência incontornável da literatura africana e lusófona, contribuindo para a projecção internacional da cultura moçambicana. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Macau - Rui Martins reconhecido pelo contributo para a Região

O vice-reitor da Universidade de Macau (UM), Rui Martins, foi distinguido com o grau de Comendador da Ordem de Mérito de Portugal, atribuído pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa. À margem da cerimónia, descreveu o momento como “um reconhecimento de Portugal” e do seu “contributo para o desenvolvimento de Macau”


Recordando o percurso que iniciou em 1992, realçou a contribuição “que tem sido feita no sentido de desenvolver a UM, do ponto de vista académico, com características mundiais”. “Quando aqui cheguei, nunca pensei que isto pudesse acontecer, mas com o grande dinamismo desta região e das suas gentes, e também da nossa contribuição, foi possível”, asseverou.

“Quando vim, era uma cidade muito pequena e, neste momento, estamos na posição 145 do ranking mundial, ou seja, nas 200 universidades de topo. Agora, com o novo campo em Hengqin, creio que em 2030 a UM será capaz de entrar para as 100 universidades de topo a nível mundial”, projectou.

O vice-reitor também salientou o seu papel na “área da micro-electrónica, que não existia e que se desenvolveu ao longo de muitos anos, com a criação de um Laboratório de Referência da China e que também é líder mundial nesta área de ponta”.


Falou igualmente dos laços de Portugal com a China, no âmbito dos documentos do Primeiro Arquivo Histórico de Pequim, que contém registos de uma relação diplomática com 500 anos e que estiveram em exposição, no último ano, na Biblioteca da Ajuda.

Segundo Rui Martins, o Primeiro Arquivo Histórico de Pequim demonstrou “interesse em mostrar a exposição em Portugal”. “Em acordo com a Torre do Tombo, vamos, na segunda metade deste ano, transferir a exposição para lá, para ser exibida”, adiantou, em declarações aos jornalistas.

Na cerimónia de condecoração, que contou com a presença de várias figuras da comunidade, o Cônsul-Geral de Portugal, Alexandre Leitão, e o director do Departamento de Português da UM, João Veloso, teceram elogios ao percurso de Rui Martins. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Portugal – Investigação do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde em cancro da tiroide recebe dupla distinção

Elisabete Teixeira recebeu a Bolsa Prof. Edward Limbert e o Prémio de Investigação Clínica no Congresso Português de Endocrinologia 2026


A investigadora Elisabete Teixeira, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), foi distinguida com a Bolsa Prof. Edward Limbert em Patologia da Tiroide. O prémio, no valor de 5000 euros, foi entregue durante o Congresso Português de Endocrinologia 2026,  a 77.ª Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), que decorreu de 29 de janeiro a 1 de fevereiro, em Coimbra. Elisabete Teixeira também foi distinguida com o primeiro Prémio de Investigação Clínica.

A Bolsa Prof. Edward Limbert foi atribuída ao projeto «Endocrine Disrupting Chemicals’ Body Exposure and Thyroid Dysfunction», que se centra no impacto dos desreguladores endócrinos (compostos químicos presentes no ambiente e em produtos do quotidiano), no funcionamento da tiroide e no desenvolvimento de disfunção tiroideia e cancro.

Num contexto de aumento global da incidência desta patologia, a equipa representada por Elisabete Teixeira vai recorrer a diferentes modelos experimentais, incluindo linhas celulares, organoides e tecidos humanos, com o objetivo de “contribuir para a prevenção da doença e para a identificação precoce de riscos associados à exposição ambiental”.

O projeto será desenvolvido no i3S, no grupo «Cancer Signalling and Metabolism», liderado por Paula Soares, e conta com a colaboração dos investigadores Carolina Herpst, Tiago Bordeira Gaspar, Miguel Melo e Paula Soares.

A Bolsa Prof. Edward Limbert/SPEDM/MERCK em Patologia da Tiroide apoia a formação e a investigação experimental nas áreas de patologia da tiroide, sendo atribuída anualmente no âmbito do congresso da SPEDM.

Grupo de investigação recebeu mais três distinções

No mesmo congresso, Elisabete Teixeira conquistou ainda o primeiro Prémio de Investigação Clínica com uma comunicação oral sobre a investigação realizada nas últimas três décadas, dedicada ao cancro familiar não medular não sindrómico da tiroide, uma doença rara e ainda pouco compreendida.

Dois outros investigadores do grupo «Cancer Signalling and Metabolism» do i3S foram distinguidos com menções honrosas na área da investigação básica: Gabriela Silva, com a comunicação oral «Telomere Instability in Pituitary Adenomas: Insights from ATRX, DAXX, and TERT alterations»; e Miguel Castanho, com o póster «Genetic Characterization of RET Fusion Genes in Papillary and Poorly Differentiated Thyroid Cancers». Universidade do Porto - Portugal


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Portugal - Escritor Onésimo Teotónio Almeida distinguido com Prémio Graça Moura

O escritor e professor universitário Onésimo Teotónio Almeida foi o distinguido deste ano com o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural pelo seu contributo para “a afirmação da cultura da língua portuguesa no mundo”, foi agora anunciado.

O escritor e professor universitário Onésimo Teotónio Almeida foi o distinguido deste ano com o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural pelo seu contributo para “a afirmação da cultura da língua portuguesa no mundo”, foi agora anunciado.

“Como estudioso e ensaísta tem contribuído decisivamente para a afirmação da cultura da língua portuguesa no mundo, afirmando assim a cidadania cultural como um factor exemplar de expansão e desenvolvimento”, realçou o júri, ao qual presidiu o antigo ministro Guilherme d’Oliveira Martins.

O júri justificou a escolha de Onésimo Teotónio de Almeida “em virtude da sua persistente acção enquanto professor e investigador de prestígio com provas dadas nos domínios do estudo e consolidação da língua, da literatura e da cultura portuguesas, em especial dos Estados Unidos da América”.

O autor de Na Senda de Fernão Mendes (2013) reside desde 1972 nos Estados Unidos, para onde foi como aluno de pós-graduação na Brown University e onde continua a leccionar, tendo ajudado a criar o Centro de Estudos Portugueses e Brasileiros, actualmente já um departamento daquela universidade, o qual dirigiu de 1991 a 2003.

Onésimo Teotónio Almeida nasceu há 79 anos no Pico da Pedra, na ilha de São Miguel, nos Açores, tendo estudado no Seminário de Angra do Heroísmo e feito o bacharelato na Universidade Católica de Lisboa.

Como autor tem publicado em diferentes géneros – crónica, conto, teatro, poemas e ensaio. Entre as suas obras contam-se José Enes – Filósofo, Pedagogo e Mestre (2025), Diálogos Lusitanos (2024), O Século dos Prodígios (2018), A Obsessão da Portugalidade (2017), e Despenteando Parágrafos (2015).

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Estoril Sol – organizadora do prémio – sublinha que “Onésimo Teotónio Almeida é um dos grandes pensadores e prosadores, tendo mais de uma centena de ensaios e textos publicados em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos, Brasil, França e Inglaterra”.

O Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural, no valor de 20.000 euros, foi entregue pela primeira vez em 2016 ao ensaísta Eduardo Lourenço. Desde então foram já distinguidos o jornalista José Carlos Vasconcelos, o escritor e investigador Vítor Aguiar e Silva, a actriz Maria do Céu Guerra, o fadista Carlos do Carmo, o gestor e jurista Emílio Rui Vilar, o editor livreiro Zeferino Coelho, a pintora Graça Morais, o historiador José Pacheco Pereira e o escritor e investigador Hélder Macedo.

Além de Guilherme d’Oliveira Martins, o júri foi constituído por Maria Carlos Gil Loureiro, da Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, presidente da Associação Portuguesa de Críticos Literários, Ana Paula Laborinho, directora em Portugal da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e Cultura, pelo jornalista José Carlos de Vasconcelos, e, ainda, por Dinis de Abreu, a convite da Estoril Sol.

O distinguido foi anunciado no dia em que o escritor Vasco Graça Moura completaria 84 anos. A cerimónia da entrega do galardão “será anunciada oportunamente”. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa” 

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Onésimo Teotónio Pereira de Almeida - Natural de S. Miguel, Açores, é doutorado em Filosofia pela Brown University em Providence, Rhode Island (EUA). Professor Emérito dessa mesma universidade, foi Professor Catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros, bem como no Center for the Study of the Early Modern World e no Wayland Collegium for Liberal Learning. Autor de dezenas de livros. Alguns dos mais recentes: Despenteando Parágrafos, A Obsessão da Portugalidade, O Século dos Prodígios. A ciência no Portugal da expansão e Diálogos Lusitanos, na área do ensaio. Em escrita criativa: Livro-me do Desassossego, Aventuras de um Nabogador e Quando os Bobos Uivam. Co-dirige as revistas Gávea-Brown e Pessoa Plural, bem como quatro séries de livros sobre temática lusófona em várias editoras. É membro da Academia da Marinha, da Academia das Ciências e doutor Honoris Causa pela Universidade de Aveiro e Universidade Lusófona. A Brown University concedeu-lhe uma cátedra de mérito, a Royce Family Professorship in Teching Excellence. Observatório da Língua Portuguesa


quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Moçambique - Ivandro Sigaval distinguido no Declamatório

O declamador, comunicador e activista moçambicano, Ivandro Sigaval, foi distinguido, ontem, no Declamatório, uma plataforma para conexões, partilha de conhecimento, experiências, oportunidades e desenvolvimento na arte de declamação de poesia


A distinção acontece no âmbito do subprojecto “Uma Conversa Aberta sobre Declamação de Poesia”, onde, além de oportunos debates sobre a arte de dar voz, alma e vida à palavra, através de uma rubrica designada TOP 05, procura-se compreender e destacar a influência e impacto dos declamadores, seja no seu meio artístico assim como no social em geral. É neste contexto que Sigaval, que já recebeu outros prémios nacionais e internacionais, foi o artista mais mencionado pelos seus pares, o que revela e confirma a sua influência e impacto positivos no movimento e no cerne social, onde, com a sua voz, certamente, vem fomentando mudanças.

Ivandro Sigaval, o seu talento e criatividade mantêm o movimento vivo, a sua voz é fonte da energia que alimenta o nosso universo, a sua alma verte em cada palavra, fundindo-se à nossa; com um estilo muito e sempre seu, cada vez que sobe ao palco, há novas vozes que se levantam, um Homem que se aprimora, um mundo que se transforma e encontram outra dimensão; e não é sobre menção, é sobre impacto e um olhar que se nega impávido, é sobre si, sobre a poesia, que tem em si um pulmão, e o seu declamar, que, para muitos, é fonte de inspiração e precisa nunca parar. Bem-haja!” – lê-se, na placa de reconhecimento, especial, entregue ao artista, na noite de ontem, em evento decorrido, no IPET – Instituto Politécnico de Tecnologia e Empreendedorismo, em Maputo, onde estiveram diferentes participantes, entre declamadores, músicos, entusiastas das artes, e o público em geral, desde crianças, adolescentes, jovens, a adultos; aliás, o evento combinou uma conversa interessante (que se propunha compreender, de forma  reflexiva e analítica, a necessidade ou preponderância, ou não, dos declamadores assistirem a saraus e outros eventos, de seus pares e não só) é um desfile de vários talentos, pois, desta vez, tratou-se de uma fusão e parceria com sarau cultural ao vivo & em verso, que já vai para sua décima quarta edição.

Chamada por Romana das Dores, quem moderava a conversa, entre o público e os declamadores convidados, Vera Rutte e Poeta da Sociedade, Ivânia Paquete, coordenadora do Declamatório, dirigiu o momento de tributo, tendo, o prestigiado, lido em alto tom o elogio especial e, de seguida, reagido com um breve discurso, que se resume no agradecimento aos protagonistas da iniciativa, incluindo o seu co-fundador, Obedes Lobadias, aos declamadores que o mencionaram e o seu dedicado e admirador público e parceiros de jornada que nele acreditam e o fazem merecer a distinção, e, no final, uma nota que, além de mais, instava os declamadores a, sem deixar de se aperfeiçoar e focar-se na sua identidade, originalidade e autenticidade, devem, sobretudo, dedicar-se ao exercício poético em si, e não, necessariamente ou somente, e de forma obsessiva, em ser bons. “está tudo bem em não ser bom poeta“.  – disse, naquele tom característico. 

Importa referenciar, que, na mesma ocasião, foi premiada a poeta mirim, Maray da Cruz, distinguida como a Melhor Performance do ao vivo & em verso – 2024, maior distinção daquele projecto que vem, ademais, descobrindo e projectando vozes e rostos, senão presentes e futuros potenciais actores da cena artística e criativa moçambicana. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Japão – Pianista portuguesa Maria João Pires distinguida com Praemium Imperiale na área da Música

A pianista portuguesa Maria João Pires foi distinguida, na área da Música, com o Praemium Imperiale, um prémio internacional atribuído pela Associação de Arte do Japão, anunciou a organização.


O Praemium Imperiale reconhece anualmente o contributo internacional de cinco personalidades nas Artes e na Cultura e, na 35ª. edição, uma das artistas premiadas é a pianista portuguesa Maria João Pires.

Além da intérprete portuguesa, este ano o Praemium Imperiale reconhece o percurso artístico da artista plástica francesa Sophie Calle, da escultora colombiana Doris Salcedo, do arquiteto japonês Shigeru Ban e do realizador taiwanês Ang Lee.

Segundo a organização, o prémio tem um valor monetário de 15 milhões de ienes (cerca de 95.000 euros) e será entregue aos cinco laureados numa cerimónia marcada para 19 de novembro, em Tóquio.

Em 1998, o prémio referente à Arquitetura foi atribuído a Álvaro Siza.

Maria João Pires, que completou 80 anos em julho, é a mais internacional e reputada dos pianistas portugueses, com um percurso artístico que remonta a finais dos anos de 1940, quando se apresentou pela primeira vez em público, aos quatro anos.

Na próxima semana, prepara-se para iniciar uma digressão pela Coreia do Sul, que se estenderá até ao final de outubro, prosseguindo depois com uma dezena de atuações na Europa.

Entre os prémios conquistados pelo talento artístico contam-se o primeiro prémio do concurso internacional Beethoven (1970), o prémio do Conselho Internacional da Música, pertencente à organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, 1970) e o Prémio Pessoa (1989).

Na década de 1970, o seu nome tornou-se recorrente nos programas das principais salas de concerto a nível mundial e nos catálogos das principais editoras de música clássica: a Denon, primeiro, para a qual gravou a premiada integral das Sonatas de Mozart (1974); a Erato, a seguir, nos anos de 1980, onde deixou Bach, Mozart e uma das mais celebradas interpretações das “Cenas Infantis”, de Schumann; e depois a Deutsche Grammophon, a partir de 1989.

Maria João Pires fundou ainda, em 1999, o Centro Belgais para o Estudo das Artes, em Escalos de Baixo, Castelo Branco, um projeto educativo, pedagógico e cultural dedicado à música.

O Praemium Imperiale foi criado em 1988 pela Associação de Arte do Japão para reconhecer “o trabalho excecional” em Pintura, Escultura, Arquitetura, Música e Teatro ou Cinema.

“O prémio homenageia personalidades de todo o mundo que transcendem as fronteiras nacionais e étnicas, dando corpo à cultura e às artes do nosso tempo”, lê-se na página oficial do prémio. In “Comunidade Cultura e Arte” – Portugal com “Lusa”


sexta-feira, 5 de julho de 2024

Associação das Universidades de Língua Portuguesa - Distinguiu docente da Universidade Politécnica de Macau

Manuel Duarte João Pires, docente da Faculdade de Línguas e Tradução da Universidade Politécnica de Macau (UPM), foi distinguido com o Prémio Fernão Mendes Pinto de 2023, em reconhecimento da qualidade dos seus trabalhos, “altamente reputados” pela comunidade internacional na área de ensino de português.


A distinção teve lugar na Universidade Federal do Rio de Janeiro, durante a cerimónia de encerramento do 33º Encontro Anual da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP).

O professor assistente apresentou um artigo académico intitulado “Português no ensino superior da China: os estudantes chineses de mobilidade de crédito em Portugal e o ensino para a interação cultural”. Os resultados dos seus estudos “contribuem para aumentar a compreensão da comunidade internacional sobre o ensino bilingue de chinês e português, bem como fornecer um importante suporte de investigação científica, promovendo o intercâmbio linguístico e cultural entre as duas comunidades”, refere uma nota da UPM.

Criado pela AULP e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Prémio Fernão Mendes Pinto é atribuído anualmente, com o objectivo de reconhecer trabalhos académicos que contribuam para a promoção do intercâmbio cultural entre as comunidades lusófonas. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Portugal - Professora da Universidade de Coimbra distinguida pela Academia Americana de Ciências Forenses

Eugénia Cunha, professora do Departamento de Ciências da Vida (DCV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) acaba de ser distinguida com T. Dale Stewart Award, da Secção de Antropologia, durante a 76ª Conferência Anual da Academia Americana de Ciências Forenses – Justice For All, em Denver, nos Estados Unidos.

«Este prémio é gratificante, significa que consegui passar "a mensagem" e que a ciência que faço é, efetivamente, partilhada. Para mim a mensagem é muito mais importante que o mensageiro», considera a premiada.

O galardão foi renomeado como Prémio T. Dale Stewart em 1987 e representa o maior prémio oferecido pela seção de Antropologia Forense para conquistas e carreiras profissionais nesta área científica.

«Andei sempre pelo estrangeiro, mas a Universidade de Coimbra é a minha casa mãe, onde, entre outros, criei cursos, o laboratório de Antropologia Forense, onde fiz e faço investigação e, sobretudo, onde dei aulas. Os alunos são a razão de ser de uma universidade e acho que inspirei alguns. Espero que este prémio também sirva para isso e para mostrar que o que fazemos em Antropologia Forense na FCTUC está ao melhor nível internacional», conclui.

Eugénia Cunha, é desde 2018, diretora do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, Delegação do Sul, Lisboa e vogal do Conselho Diretivo; Professora Catedrática (desde 2003) Convidada (desde 2018) na FCTUC. Professora convidada na Universidade de Stanford (2020); USP, Ribeirão Preto (2017) e Paul Sabatier (2016).

É investigadora do Centro de Ecologia Funcional (CFE) onde é corresponsável pelo grupo de Antropologia Forense e Paleobiologia e co coordena o Laboratório de Antropologia Forense. Tem publicados mais de 2000 trabalhos científicos em revistas especializadas e está no topo 2% dos autores mais citados do mundo no campo das ciências Forenses. Universidade de Coimbra - Portugal

 

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Moçambique – Saxofonista Moreira Chonguiça distinguido cavaleiro das artes e letras da República Francesa

O saxofonista Moreira Chonguiça foi distinguido como cavaleiro das artes e letras da República Francesa. A homenagem é um reconhecimento pelo trabalho, qualidade e inovação do artista.


Moreira Chonguiça, classificado como um dos melhores representantes do Jazz a nível da África pela França, foi-lhe atribuído o título de cavaleiro das artes e letras, num evento realizado esta quarta-feira pela embaixada da França em Moçambique.

O saxofonista de Jazz agradeceu pela homenagem. A entrega das insígnias de cavaleiro das artes e letras será feita na próxima terça-feira, dia 13. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Portugal - Fundação Círculo de Leitores anuncia a abertura de candidaturas para o Prémio Literário José Saramago

A Fundação Círculo de Leitores, em articulação com a Fundação José Saramago, anuncia a realização da 13.ª edição do Prémio Literário José Saramago, informando que, à semelhança da edição anterior, o Prémio irá distinguir obras de ficção inéditas de autores da lusofonia até aos 40 anos


Como forma de perpetuar o espírito de Saramago, o Prémio continuará a ter como jurados escritores anteriormente galardoados com o prémio – nesta edição, Paulo José Miranda, Adriana Lisboa e Ondjaki –, bem como Pilar del Río, presidenta da Fundação José Saramago, Guilhermina Gomes, que assume a presidência do júri em representação da Fundação Círculo de Leitores, e Lídia Jorge, como membro honorário, ocupando o lugar deixado vago pela saudosa Nélida Piñon.

A obra vencedora será publicada e distribuída em todos os países da lusofonia. Concretamente, em Portugal, será publicada pelo Grupo Porto Editora, e, no Brasil, pela Globo Livros, sendo que a edição portuguesa será também distribuída e comercializada em todos os restantes países da lusofonia. Adicionalmente, será atribuído ao autor da obra um prémio no valor pecuniário de € 40 000,00 (quarenta mil euros), que será tratado como rendimento de propriedade intelectual.

As obras a admitir a concurso terão de ser apresentadas à Fundação Círculo de Leitores até 15 de maio de 2024. Para o efeito, os interessados deverão, a partir de 16 de novembro de 2023, registar-se na plataforma www.premiojosesaramago.pt, facultando os elementos de identificação do autor e de caracterização da obra que lhe sejam solicitados. Será também elemento imprescindível à apresentação de uma candidatura a aceitação do regulamento e a prestação de um conjunto de declarações relativas à autoria, originalidade e não oneração da obra, que não poderá ter sido apresentada a qualquer outro prémio, nos termos das minutas constantes da plataforma. A candidatura ficará completa por via do carregamento de um documento informático contendo a obra original, no formato e com as especificações técnicas indicadas na plataforma.

O vencedor do Prémio será anunciado em outubro ou novembro de 2024, num evento público com data e local a anunciar. A entrega do Prémio ao autor da obra vencedora será efetuada no referido evento. A Fundação Círculo de Leitores procederá à divulgação do Prémio através dos meios de comunicação social e das redes sociais, bem como através das Associações representativas dos Escritores de todos os países da lusofonia. In “Fundação Círculo dos Leitores” - Portugal


segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Portugal - Gilead Génese distingue investigação em cancro da mama da Universidade do Porto

Dos seis projetos em oncologia distinguidos na 9.ª edição do Programa Gilead Génese, três são liderados por cientistas do i3S e da Faculdade de Farmácia



A edição deste ano do Programa Gilead GÉNESE distinguiu três projetos de investigação em oncologia em curso na Universidade do Porto – dois do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) e um da Faculdade de Farmácia (FFUP) -, todos eles focados na área do cancro da mama.

O projeto «E-MAGIC: ExosoMes-derived rAdioresistance siGnature In breast Cancer», liderado por Flávia Teixeira Castro, do grupo «Tumor and Microenvironment Interactions» do i3S, centra-se no estudo do cancro de mama triplo negativo, que representa 10 a 15 por cento dos cancros de mama, sendo mais frequente em mulheres jovens. Estas pacientes têm frequentemente recorrência da doença após tratamento, sendo importante perceber quais os mecanismos biológicos envolvidos e encontrar novos alvos terapêuticos para melhorar o tratamento destes pacientes.

Com este projeto, explica a investigadora, “pretendemos clarificar mecanismos de resistência terapêutica mediados por vesículas extracelulares, para desenvolvimento de novas estratégias que melhorem a resposta dos pacientes às terapias convencionais”. No futuro, acrescenta Flávia Castro, “a nossa investigação poderá também ter aplicação em outros tipos de cancro que também apresentem resistência à radioterapia”.

Para a investigadora, este prémio tem uma “enorme importância”, pois representa o “reconhecimento do trabalho que temos vindo a desenvolver e, sobretudo, demonstra a importância deste projeto no avanço da investigação em Cancro de Mama”. Para além disso, adianta, “este financiamento é essencial para alavancar um novo projeto na nossa equipa de investigação e vai permitir o acesso a tecnologias avançadas que de outra forma seria mais difícil”.

O trabalho que a equipa tem desenvolvido resulta da “extraordinária colaboração” que o grupo – «Tumour and Microenvironment Interactions» do i3S tem mantido com vários profissionais e instituições, nomeadamente, o Centro Hospitalar Universitário São João, o Instituto Português de Oncologia do Porto, e duas instituições internacionais: o Instituto Gustave Roussy, em Paris, e a Universidade de Ghent, na Bélgica.

Melhorar a resposta aos tratamentos dos doentes com cancro da mama

A proposta apresentada por Helder Maiato e Sónia Silva – «TaxCODE – Cracking the Cancer Tubulin Code to Tackle Taxane Resistance and Metastasis in Breast Cancer» – foca-se na resistência às terapias, já que continua a ser o principal fator de mortalidade em doentes com cancro da mama.

Neste projeto, sublinha o líder do grupo «Chromosome Instability & Dynamics» do i3S, “vamos investigar a utilidade clínica resultante de alterações no código da tubulina – um componente estrutural dos microtúbulos que compõe o citoesqueleto e que são atualmente alvos de uma família de fármacos conhecidos por taxanos – de forma a prevermos e melhorarmos a resposta de doentes com cancro da mama a tratamentos com estes medicamentos”.

Segundo Helder Maiato, esta distinção por parte da Gilead “vem reforçar uma visão em que acredito profundamente: só chegamos aqui, prontos para propor um estudo clínico, depois de 10 árduos anos a investigar os mecanismos básicos e sem qualquer pretensão inicial em procurar uma solução para um problema. Acontece que, depois de compreendermos esses mecanismos, a eventual utilidade tornou-se óbvia, e acreditamos muito que o conhecimento que ajudamos a gerar poderá fazer a diferença numa grande população de pacientes com cancro sujeitos a tratamento com paclitaxel”. Este prémio, no valor de 20 mil euros, “será um importante incentivo para a concretização deste objetivo”, sublinha o investigador.

Um novo composto contra o cancro da mama

Para além dos dos dois projetos do i3S, a distinguiu ainda o projeto “BtoBEAT-TNBC: Establishing lethal combinations with a first-in-class inhibitor of dna damage response against triple-negative breast cancer”, liderado pela investigadora Lucília Saraiva, da FFUP, e também ele focado no combate ao cancro de mama triplo negativo.

O projeto premiado está associado ao trabalho desenvolvido pela BEAT Therapeutics, uma equipa que junta investigadores da FFUP, do i3S, do REQUIMTE e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL), no desenvolvimento de um composto promissor para o tratamento de cancros agressivos, principalmente em casos em que os pacientes não têm nenhuma alternativa terapêutica além da quimioterapia convencional.

O composto – descoberto e testado com sucesso pela equipa – é inovador devido tanto às suas origens como aos seus efeitos. Tem vindo a mostrar resultados promissores e pode ser quatro vezes mais eficaz do que a quimioterapia na redução de tumores.

Além da constituição da startup BEAT-Therapeutics, a equipa – vencedora do iUP25k 2023, do concurso nacional do projeto UI-CAN e da Pitch Competion do programa Startup Olé –  está atualmente à procura de financiamento para avançar com estudos que permitirão definir as doses de referência para os primeiros ensaios clínicos.

Os restantes projetos premiados pela Gilead Génese na categoria de investigação em Oncologia são liderados por investigadores do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (IMM), um em cancro da mama (Karine Serre) e dois em neoplasias linfoides (João Barata e Diogo Silva).

O evento público da 9.ª edição do Programa Gilead GÉNESE decorre esta terça-feira, no Edifício IMPRESA, em Paço de Arcos. Além da distinção dos vencedores, a cerimónia incluirá um debate sobre o tema “A inovação como motor da sustentabilidade em Saúde”, com a participação de Ana Jorge, Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Margarida Couto, Presidente do GRACE – Empresas Responsáveis, Joana Branco, Diretora Executiva do Biocant, e Pedro Oliveira, Dean da Nova School of Business and Economics.

Sobre o Programa Gilead Génese

Criado em 2013 com a ambição de incentivar a investigação e a intervenção nas comunidades, o Programa Gilead GÉNESE visa apoiar projetos de investigação e projetos de iniciativa comunitária, nas áreas em que a Gilead desenvolve investigação, nomeadamente Oncologia e Virologia. A área da Oncologia contempla projetos de Hemato-oncologia, com foco nas Neoplasias Linfoides (de células precursoras e de células maduras), e Cancro de Mama. Já a área de Virologia abrange projetos dedicados às hepatites virais crónicas, infeção por VIH/SIDA e Long COVID.

O Programa Gilead GÉNESE é hoje uma referência na área da Responsabilidade Social Corporativa em saúde, graças ao enorme impacto que tem gerado através da viabilização de diversos tipos de projetos e iniciativas. Ao longo de nove edições, o montante global de financiamento atribuído aos 114 projetos apoiados ascende a quase 2.5 dois milhões euros, reforçando o compromisso da Gilead com a melhoria dos cuidados de saúde e com as comunidades locais em Portugal.

Esta 9.ª edição do Programa Gilead GÉNESE candidataram-se 71 projetos nacionais, tendo sido validados e avaliados 59, 40 de investigação e 19 de intervenção comunitária, submetidos por diversas entidades desde instituições de base científica e académica a grupos da sociedade civil. Foram selecionados oito projetos de investigação (em oncologia e virologia) e outros cinco de intervenção comunitária.

“Tal como nas anteriores edições, continuamos empenhados em contribuir para a promoção da investigação científica nacional e de iniciativas de intervenção comunitária junto de grupos da Sociedade Civil em Portugal. Acreditamos que cada projeto levado a cabo nestas áreas contribuirá, para fazer chegar aos doentes mais e melhor saúde, quer pela procura de novas abordagens terapêuticas, passando pela pesquisa ao nível de mecanismos de doença e de potenciais alvos terapêuticos, explorando novas técnicas de diagnóstico, até a iniciativas inovadoras de apoio junto de grupos de doentes inseridos nas comunidades”, afirma Ignacio Schoendorff, Diretor Geral da Gilead Sciences em Portugal. Universidade do Porto - Portugal


 

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Portugal - Artigo da Universidade de Coimbra distinguido pela revista inglesa Chemical Engineering Research and Design do IChemE

Um artigo científico da co-autoria de Graça Rasteiro, professora do Departamento de Engenharia Química (DEQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) foi um dos selecionados para o editorial de 2023 da revista inglesa Chemical Engineering Research and Design do Institution of Chemical Engineers (IChemE).


O artigo “Particle technology’s contributions to the major challenges of the 21st century A predictive retrospective as a particular birthday present of IChemE”, publicado no domínio Particle Technology (em português, Tecnologia de Partículas), foi escolhido entre os 408 artigos publicados na revista inglesa, nesta área, em 2022, sendo o único com um investigador português na sua autoria.

«Este artigo é um conjunto de ideias sobre os desenvolvimentos futuros da Tecnologia de Partículas e as suas aplicações em diferentes setores, que resultaram dos brainstormings locais nos grupos dos vários autores de diferentes universidades europeias», conta Graça Rasteiro, coordenadora do laboratório de Tecnologias de Partículas, do DEQ.

«Para além de fazermos a retrospetiva desde os anos 70, década em que esta área se começou a estruturar, focámo-nos no futuro e qual pode ser a contribuição da Tecnologia de Partículas para o desenvolvimento da área nos próximos 100 anos. Isto porque, no ano passado fomos convidados a publicar um artigo neste domínio, no âmbito da celebração dos 100 anos do IChemE, o Instituto de Engenharia Química do Reino Unido», revela a professora da FCTUC.

A Tecnologia de Partículas é uma área interdisciplinar das engenharias na qual se lida com processos que envolvem partículas, seja no âmbito dos aerossóis, farmacêutica, medicina, solos, detergentes, ambiente, alimentação, entre outros. Segundo Graça Rasteiro, o primeiro laboratório da área em Portugal, surgiu em Coimbra, no DEQ.

Essencialmente, «o artigo destaca de que forma é que áreas como a da energia, do controle do aquecimento global, da medicina, entre outras, podem beneficiar de desenvolvimentos no domínio da Tecnologia de Partículas. É também referido como a inteligência artificial (IA) e o machine learning podem levar ao desenvolvimento nesta área, permitindo, com base nos dados recolhidos, melhorar técnicas de caraterização de partículas, por exemplo no caso dos aerossóis. O artigo realça ainda como é que recorrendo à IA isso pode ser incorporado para melhorar os próprios processos, o seu controlo e o desenho de novos produtos baseados em partículas», explica a docente.

Neste artigo é também feita uma ligação à área farmacêutica e biomédica, na medida em que se acredita que daqui a uns anos será possível «desenvolver partículas inteligentes que no nosso corpo saibam para onde se dirigir e, face à informação que recolhem do organismo, atuem e libertem o princípio ativo mais adequado e no sítio onde é necessário», conclui.

Conheça aqui o editorial de 2023 da Chemical Engineering Research and Design. Os artigos selecionados estão acessíveis ao público em geral até 31 de outubro. Universidade de Coimbra - Portugal


sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Portugal - Investigadores da Universidade de Coimbra distinguidos pelo Programa Gilead GÉNESE

Teresa Pinho e Melo, Nuno Alves e Américo Alves, do Centro de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), foram distinguidos com o prémio do Programa Gilead GÉNSE 2022, no valor de 32 mil euros, no âmbito do projeto “Spiro-β-lactams as broad-spectrum host-directed drugs for RNA respiratory viruses”.


Este projeto, que visa desenvolver o primeiro agente antiviral espiro-β-lactâmico para vírus respiratórios de RNA, resulta da colaboração do grupo de investigação coordenado pela professora Teresa Pinho e Melo, do Departamento de Química da FCTUC, com os investigadores Inês Bártolo da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e Nuno Taveira do Instituto Universitário Egas Moniz.

«O grande potencial dos novos compostos espiro-β-lactâmicos, desenvolvidos por esta equipa de investigação, para combater o parasita da malária, HIV e vírus da gripe foi já demonstrado», revela a cientista da FCTUC, acrescentando que, «o trabalho de investigação está agora focado no desenvolvimento e caracterização da atividade das novas moléculas contra os principais vírus respiratórios de RNA (vírus da gripe, vírus sincicial respiratório e SARS-CoV-2) em diferentes sistemas modelo, incluindo ratinhos, e determinar seu mecanismo de ação».

Assim, Teresa Pinho e Melo considera o «desenvolvimento de novos agentes antivirais de largo espectro poderá desempenhar um papel fundamental no controle e/ou prevenção de futuras ameaças pandémicas causadas por vírus».

Criado em 2013, Programa Gilead GÉNESE tem como objetivo incentivar a investigação, a produção e a partilha de conhecimento científico a nível nacional, assim como viabilizar iniciativas que conduzam à implementação de boas práticas no acompanhamento dos doentes. Universidade de Coimbra - Portugal


quarta-feira, 19 de outubro de 2022

França - Dois artistas plásticos portugueses distinguidos pela Academia Francesa das Artes, Ciências e Letras

Nathalie Afonso e Orlando Pompeu foram distinguidos pela Academia Francesa das Artes, Ciências e Letras


Nathalie Afonso recebeu, no domingo, a medalha de Vermeil enquanto Orlando Pompeu foi galardoado com a medalha de Bronze daquela academia, num evento que teve lugar no hotel Intercontinental no centro de Paris.

A cerimónia de distinção promovida pela academia francesa, que foi fundada em 1915 e anualmente laureia personalidades de todas as nacionalidades que se tenham destacado nos campos artístico, literário e científico.

Nathalie Afonso nasceu em Vichy, França, mas mudou-se para a região parisiense com os pais em 1975. Estudou na École Boulle, uma escola de artes aplicadas, arquitetura de interior e designer. Trabalhou em Portugal e em outros países no mundo inteiro.

Em 2002 decide regressar ao país que a viu nascer e aí fixar as suas raízes, criando o Atelier des Noctambules. Aí Nathalie Afonso tem alunos de todas as idades.

A sua pintura foi classificada como etnográfica, porque retrata as pessoas do mundo. Nathalie integra também o projecto Borderlovers, uma plataforma coletiva artística que tem como objectivo, neste momento de crise cultural e civilizacional, desenvolver uma prática criativa onde se insiram noções de esperança e pacificação universal. O mais recente projecto do colectivo Borderlovers é a iniciativa Casais de Sonho, desenvolvido para integrar a Temporada Cruzada França-Portugal.

Nascida em França, mas filha de portugueses, Nathalie Afonso continua a mostrar, a cada dia, e através das suas obras, a cultura lusitana. A artista participou na edição parisiense da conferência do Bom Dia, Portugal Positivo.

O mestre-pintor Orlando Pompeu é detentor de uma obra que está representada em variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Suíça, Inglaterra, Alemanha, Croácia, Austrália, Brasil, México, Dubai, Canadá, Itália, EUA e Japão.

Com uma carreira de quase quarenta anos, bem como um currículo nacional e internacional ímpar, Orlando Pompeu nasceu a 24 de maio de 1956, na freguesia de Cepães, no concelho de Fafe. Estudou desenho, pintura e escultura em Barcelona, Porto e Paris, e nos anos 90 progrediu no seu percurso artístico ao ir trabalhar para os Estados Unidos da América, onde expôs na Galeria Eight Four, em Nova Iorque, e depois, Japão, tendo exposto na TIAS – Tokio International Art Show e na Galeria Garou Monogatari em Tóquio. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




sábado, 24 de setembro de 2022

França - Orlando Pompeu distinguido pela Academia Francesa das Artes, Ciências e Letras

O mestre-pintor Orlando Pompeu, detentor de uma obra que está representada em variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Suíça, Inglaterra, Alemanha, Croácia, Austrália, Brasil, México, Dubai, Canadá, Itália, EUA e Japão, recebe a 16 de outubro, em Paris, o Diploma de Membro e a Medalha de Bronze da Academia Francesa das Artes, Ciências e Letras


Fundada em 1915, a academia francesa distingue personalidades de todas as nacionalidades, que se tenham destacado nos campos artístico, literário e científico, sendo que este ano o reconhecimento incidiu num dos mais consagrados artistas plásticos portugueses da atualidade, afamado pelo seu estilo pictórico singular, heterogéneo, criativo e contemporâneo.

Com uma carreira de quase 40 anos, bem como um currículo nacional e internacional ímpar, Orlando Pompeu nasceu a 24 de maio de 1956, na freguesia de Cepães, no concelho minhoto de Fafe. Estudou desenho, pintura e escultura em Barcelona, Porto e Paris, e nos anos 90 progrediu no seu percurso artístico ao ir trabalhar para os Estados Unidos da América, onde expôs na Galeria Eight Four, em Nova Iorque, e depois, Japão, tendo exposto na TIAS – Tokio International Art Show e na Galeria Garou Monogatari em Tóquio. In “vmtv” - Portugal


terça-feira, 17 de maio de 2022

Espanha - Especialista da Universidade de Coimbra distinguido na Corunha


Duarte Nuno Vieira, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), acaba de ser distinguido com o título de “Presidente de Honor de la Asociación de Expertos en Valoración del Daño Corporal de Coruña”.

A distinção, que foi atribuída durante o XIII Congresso Espanhol de Avaliação do Dano Corporal e do IX Congresso Hispano Luso de Avaliação do Dano Corporal, eventos nos quais o especialista da Universidade de Coimbra proferiu a conferência de encerramento, contou com a presença da Presidente da Câmara Municipal de La Coruña e do Conselheiro para a Saúde do Governo da Galiza.

Para o catedrático da FMUC, este galardão, «para além de representar uma enorme honra, sensibiliza-me particularmente, não apenas pelo significado que encerra, mas também por vir da Galiza, face aos laços profundos que me ligam a esta região e à Universidade de Santiago de Compostela».

Duarte Nuno Vieira é atualmente Presidente da Associação Portuguesa de Avaliação do Dano Corporal e Vice-Presidente da Confederação Europeia de Especialistas em Avaliação e Reparação do Dano Corporal.  A distinção agora recebida soma-se a outras anteriormente atribuídas em Espanha – Membro de Honra da Sociedade Espanhola de Avaliação do Dano Corporal e da Associação de Avaliação do Dano Corporal da Comunidade Valenciana e Medalha de Ouro da Sociedade Basca de Avaliação do Dano Corporal. Universidade de Coimbra - Portugal