Cidade da Praia - A cantora Ceuzany
Pires editou o videoclipe do single Sem Ninguém, já disponível nas
principais plataformas digitais e no YouTube, tema integrado no álbum Nô
Tchal Tê Li, lançado em Novembro de 2025.
Sem Ninguém
revitaliza o clássico imortalizado por Jorge Neto, numa homenagem directa ao
artista, cuja figura permanece como uma referência marcante da cultura popular
cabo-verdiana.
Integrado no álbum Nô Tchal Tê Li, lançado em
Novembro de 2025, o tema aborda a violência doméstica com sensibilidade e
força, transformando uma realidade dura num hino de libertação e afirmação
pessoal.
A música da artista cabo-verdiana reforça ainda a
importância de dar visibilidade às histórias de sobrevivência e afirma o
direito à dignidade.
Sem Ninguém é
a oitava faixa do álbum Nô Tchal Tê Li, composto por um total de 10
temas musicais. In “Inforpress” – Cabo Verde
Cidade da Praia – As batucadeiras e
fazedores do batuque carecem ainda de maior reconhecimento, como cachês justos
e formalização no sistema de proteção social, considerou, na cidade da Praia, o
historiador cabo-verdiano José Soares.
Celebra-se, neste dia 31 de julho, o Dia Nacional do
Batuque, data instituída por unanimidade na Assembleia Nacional, em 2021, para
homenagear um dos géneros musicais mais antigos de Cabo Verde e destacar o
papel central das mulheres na preservação desta tradição secular.
Em declarações à Inforpress, José Soares considerou que a
institucionalização da efeméride teve “um impacto brutal”, por formalizar uma
vontade antiga das batucadeiras e dos seguidores desta manifestação cultural.
Segundo o historiador e ex-deputado da Nação, a aprovação
no parlamento representou “um momento importante”, tendo em conta que todos os
deputados votaram favoravelmente a iniciativa, sem qualquer pronunciamento
contra.
José Soares destacou que o batuque já era reconhecido
dentro e fora de Cabo Verde, mas sublinhou que ainda existem desafios para
garantir a valorização plena desta expressão cultural.
“Falta muito ainda para fazer para o batuque”, afirmou,
defendendo que esta manifestação deve ter presença nos grandes palcos de
festivais com uma remuneração proporcional à sua importância.
Para o mentor do Dia Nacional do Batuque, os grupos de
batuque não devem receber uma “gratificação”, mas sim um cachê igual ao
atribuído a outros grupos musicais, considerando o número de pessoas envolvidas
e o trabalho realizado.
“Os nossos promotores culturais ou instituições têm que
saber cada vez mais a história do batuque, para valorizarem o batuque e, quando
convidarem para alguns eventos, atribuírem o cachê e não uma gratificação”,
defendeu.
José Soares considerou ainda que os fazedores do batuque
devem estar formalizados e inscritos no Instituto Nacional de Previdência
Social (INPS), para que possam beneficiar de uma reforma após anos de
contribuição para a cultura cabo-verdiana.
Na sua perspectiva, o batuque deve ser valorizado como um
produto cultural e turístico, por representar “a alma do povo cabo-verdiano” e
a “morabeza” de Cabo Verde.
Sobre o envolvimento dos jovens, José Soares afirmou que
existe actualmente um grande interesse das novas gerações pelo batuque,
lembrando o grupo juvenil Pó di Terra, do Tarrafal, que levou esta manifestação
dos terreiros para os palcos no ano 2000.
O historiador acrescentou que hoje existem jovens
cabo-verdianos na Europa a integrar grupos e a participar em festivais,
demonstrando que o batuque deixou de ser visto como uma manifestação menor.
“Hoje, os jovens não têm complexo de que batuque é igual
à morna, igual à coladeira, igual ao funaná. É a tradição da nossa terra”,
concluiu. In “Inforpress” – Cabo Verde
O musical “O Veredicto” sobe ao palco
na próxima sexta-feira, no Centro Cultural Moçambique-China, com a proposta de
unir teatro, canto, dança e performance visual numa reflexão sobre as
histórias, vivências e expressões que compõem o património cultural
moçambicano. Mais do que um espetáculo, os promotores apresentam a iniciativa
como um apelo à valorização da cultura nacional e à aproximação do público às
produções artísticas do país.
Durante a conferência de imprensa de apresentação do
musical, o produtor Zé Pires afirmou que a obra pretende contribuir para o
resgate da música moçambicana, que, na sua perspetiva, tem perdido espaço junto
da própria sociedade.
“Fazemos com este musical, com esta obra que é um teatro
musicado, um clamor a toda a sociedade para o resgate e a recuperação da nossa
música como uma plataforma importante que foi praticamente abandonada pela
própria sociedade.”
Segundo Zé Pires, a principal razão da criação do
espetáculo é formar novos públicos e incentivar os moçambicanos a voltarem às
salas de espetáculo.
“A essência deste espetáculo, aquilo que foi a razão por
que foi criado, é a construção de uma audiência, a formação de audiências.”
O produtor reconheceu que um dos maiores desafios
enfrentados pelos artistas nacionais é conquistar público para os seus eventos.
“Hoje em dia temos muita dificuldade de ter um espetáculo
de música ou de qualquer arte sem a gente ter uma casa cheia. Estamos com uma
casa de 1500 lugares e, para a ter cheia, é um transpirar que vocês não estão a
imaginar.”
Também presente na conferência de imprensa, o artista
Roberto Chitsondzo alertou para o que considera ser um progressivo afastamento
dos artistas e do público em relação à cultura moçambicana.
“Nós, artistas, fugimos da nossa essência como artistas
para ser melhor aplaudidos. A sociedade deixou de escutar a sua própria cultura
para dar mais ‘likes’ àquilo que é dos outros.”
Embora reconheça a importância das influências
internacionais na formação dos artistas, Chitsondzo defendeu que é necessário
valorizar mais a produção cultural nacional.
“Eu próprio aprendi a cantar com músicas provenientes de
outros sítios. Mas isso não significa que devemos deixar de ouvir e promover
aquilo que é nosso.”
O artista criticou ainda a escassa presença de conteúdos
culturais em alguns programas de entretenimento, considerando que a divulgação
do trabalho dos criadores nacionais continua a ser insuficiente.
“Aquilo que a gente assiste ali é fofoca, aberrações,
insultos. Daquilo que deveriam apresentar sobre os nossos colegas, eu não vejo
nada.”
A organização acredita que “O Veredicto” poderá
contribuir para aproximar o público da arte moçambicana, promovendo uma
reflexão sobre a identidade cultural e reforçando o papel da música, do teatro
e da dança como instrumentos de preservação do património nacional. Arnosso
Cuco – Moçambique in “O País”
“Novo Começo” é o título do primeiro EP do cantor
cabo-verdiano Neguinho Tivane, que conta com seis faixas musicais e já se
encontra disponível em todas as plataformas digitais, acompanhado do videoclipe
do single “Bõ Krem D’Volta”, também disponível no Youtube
Segundo uma nota da produtora
Harmonia, Novo Começo retrata um novo ciclo, que se abre na vida do
cantor, com novos objectivos e foco.
A mesma fonte sublinha que o EP mantém a essência do
artista, que é sempre levar amor para a casa das pessoas, transmitindo paz e
serenidade.
Em Bô Crêm Dvolta, um dos temas do EP, a traição é
o ponto de virada e o retrato de uma história tanto antiga como moderna. “Uma
confiança que ruiu, deixando um sabor amargo e uma ferida profunda e
silenciosa”.
Neguinho Tivane espera que as pessoas gostem desse
trabalho. “Muito amor envolvido, com histórias reais e com temas construtivos
que retratam os acontecimentos da vida quotidiana. Espero que as pessoas possam
gostar, são letras simples, diretas e que tocam a todos”.
“A música fala de um homem que conheceu, amou uma mulher
e fez de tudo para deixá-la feliz em todos os sentidos, cuidando, valorizando e
protegendo-a. Mesmo perante toda a dedicação, foi trocado por outro homem, sem
pensar na tristeza que ia causar na pessoa que mais lhe amou”, relata.
Neguinho Tivane é também autor dos temas como: Outubro
Rosa, Maria e Code, todos com o selo da produtora Harmonia. Dulcina
Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”
O cantor maiense Gerson Spencer esteve no Auditório
Nacional Jorge Barbosa, na Cidade da Praia, para apresentar o seu mais recente
álbum, intitulado “Livre”. Depois do primeiro álbum, “Voz na Fundo”, Gerson
Spencer regressa ao mercado musical com “Livre”, composto por oito faixas.
“Livre”, “Amam”, “Inexplicável”, “Nha Terra Djarmai”, “Ana”, “Patroa di Nhas
Sentimentos”, “Tudu ta Muda” e “Cherie” são os temas que fazem parte deste
trabalho discográfico
Numa entrevista ao Expresso das
Ilhas, Gerson Spencer conta que o álbum traz músicas tradicionais, com uma
mistura de sonoridades modernas, e inclui temas que misturam o português e a
língua cabo-verdiana.
“Este trabalho discográfico vai na mesma linha do
primeiro álbum, ‘Voz na Fundo’, mas adicionei mais elementos. Tem uma morna,
uma coladeira, colazouk, que é uma música que fiz para a minha terra, a ilha do
Maio. Tem batuque. O disco é composto por oito faixas musicais. E tenho duas
músicas mais direccionadas para a malta jovem”, relata.
O cantor explica que o primeiro álbum foi financiado pelo
seu produtor, Silvano Spencer, enquanto neste segundo trabalho decidiu
financiar o próprio projecto.
“Financiei o meu álbum para poder ter o controlo das
minhas coisas, mas também para desafiar a minha cabeça, para aprender como é
que as coisas funcionam. Gosto de desafios, acredito que com o sacrifício vou
ganhar mais experiência. Foi uma experiência muito positiva, porque durante
três anos vi que, às vezes, as coisas não davam certo e tive de me adaptar. Foi
muito esforço”, relata.
Gerson Spencer explicou que o álbum tem o título “Livre”
por se sentir livre enquanto artista e ser humano.
“Até na letra da música que emprestou o nome ao disco, se
fores ouvir, vais perceber o que quero dizer com isso. Estou a sentir-me livre
como artista. É mais cansativo, mas estou a aprender muitas coisas e estou a
entrar numa nova fase artística”.
O cantor garantiu ainda que hoje é um Gerson Spencer mais
experiente, confiante e maduro. “Então valeu a pena este álbum ‘Livre’, que
está a ser bem aceite”, afirma.
Shows
Gerson Spencer, que reside actualmente em Portugal, disse
que está em Cabo Verde para fazer o lançamento do seu novo álbum, com a
intenção de levar a apresentação a todas as ilhas.
“Quero fazer em todas as ilhas. Estamos a começar aqui na
Cidade da Praia, depois vamos para São Vicente, Sal, Santo Antão e o último
lançamento quero fazer na minha ilha, Maio, porque quero fazer algo muito
especial também”, garante.
O artista revelou ainda que realizar um espectáculo no
Auditório Nacional Jorge Barbosa, na Cidade da Praia, é algo que há muito
desejava.
“Já fiz shows nos festivais e em outros lugares, mas
aquela forma de espectáculo no Auditório Nacional, com pessoas sentadas a
apreciar e, de preferência, com os meus fãs presentes, é algo que há muito
sonhava”, afirmou Spencer.
Por isso, diz que quer estar focado a 100% no concerto.
“Espero que aquele dia seja uma noite especial, que as pessoas saiam de lá com
o coração e os ouvidos cheios de coisas boas”.
Neste concerto, Gerson Spencer terá como convidados os
artistas Voz di Magua, Marinu e Nha di Filipa. “Independentemente das pessoas
que vão estar no auditório no meu show, vou dar o meu máximo, porque há muito
que sonhava realizar este concerto”.
Além dos temas do álbum “Livre”, o cantor vai apresentar
músicas do primeiro trabalho discográfico, “Voz na Fundo”, o seu álbum mais
conhecido. Dulcina Mendes – Cabo Verde in“Expresso das Ilhas”
O novo single "Kumpanhero" do cantor
cabo-verdiano Dynamo chegou esta sexta-feira, 10. Produzido com uma base de
afro pop que se cruza com ritmos cabo-verdianos, o single já está disponível
nas plataformas de streaming, incluindo o Spotify, e chega poucos meses depois
de Dynamo ter fechado um ciclo importante da carreira com o álbum
"Blindado"
Segundo uma nota enviada,
"Kumpanhero" junta-se a uma discografia que já leva mais de uma
década a construir pontes entre a kizomba, o afro pop e a diáspora
cabo-verdiana espalhada pelo mundo.
“O tema tem uma carga sensual assumida. Em vez de se
render às fórmulas mais comuns do género, feitas de promessas e declarações de
amor eterno, ´Kumpanhero´ prefere ficar no momento presente”, relata.
A letra retrata a química intensa entre um casal nos
primeiros instantes de uma relação, aquela fase em que tudo é ainda descoberta,
atração mútua e cumplicidade espontânea.
A mesma fonte sublinha que não há juras nem compromissos
formais. “Há, isso sim, o prazer de estar junto de alguém e viver essa ligação
de forma autêntica, onde o lado emocional e o lado físico falam mais alto do
que qualquer discurso”.
Conforme a mesma fonte, com "Kumpanhero",
Dynamo volta a mostrar por que continua a ser um dos artistas mais seguidos da
lusofonia: a capacidade de transformar sensações do quotidiano, como a atração
inicial entre duas pessoas, em canções que se ouvem tanto na pista de dança
como em qualquer momento de intimidade.
Natural da ilha do Sal, Dynamo é hoje um dos nomes mais
reconhecidos da nova geração de músicos do país. Radicado em Lisboa, começou a
tocar guitarra e a compor ainda em criança, nas festas de escola e na
vizinhança, antes de decidir, em 2008, adotar o nome artístico que o tornaria
conhecido.
A carreira a solo arrancou oficialmente em 2014, com o
álbum "One", que lhe valeu duas das distinções mais importantes da
sua trajectória: o prémio de Melhor Intérprete Masculino e o de Melhor Kizomba,
este último pelo tema "Poderosa", nos Cabo Verde Music Awards de
2015.
Dois anos depois, em 2016, editou o segundo álbum,
"Mirror", de onde saíram sucessos como "Aperta",
"Tequila" e "Fica".
Em 2017, Dynamo decidiu assumir de forma independente a
gestão da própria carreira, lançando aí a marca DNM.
Foi também nesse ano que editou "Only One",
single que se tornou um dos maiores êxitos da sua discografia, com milhões de
visualizações no YouTube e prémios em galas como os Mais Kizomba Awards.
Seguiram-se anos de lançamentos regulares, entre eles
"Kimica", "Primeiro Lugar", "Mad Love" e
"Sabi", este último em parceria com a angolana Irina Barros.
Em 2022, o cantor celebrou dez anos de carreira com um
concerto esgotado no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, um dos marcos mais altos
da sua trajetória em Portugal.
Já em 2024 apresentou "Blindado", o quarto
álbum de originais, um projeto ambicioso com 24 faixas distribuídas por dois
volumes e que contou com participações de nomes como Irina Barros, Dénis Graça,
Tony Fika, Mito Kaskas, Boy Game e Pcc.
O disco fala de persistência e de continuar a caminhada
mesmo quando o terreno oscila, um conceito que Dynamo tem levado a diferentes
palcos, de Lisboa à Praia.
Hoje, o artista conta com mais de 400 mil seguidores nas
redes sociais e mais de 30 milhões de visualizações acumuladas no YouTube,
números que confirmam o seu lugar como uma das referências do afro pop e da
kizomba contemporânea, tanto em Cabo Verde como junto das comunidades PALOP
espalhadas pelo mundo. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso
das Ilhas”
A cidade de Guimarães recebe, até 5
de julho, o MIMO Festival, um dos mais relevantes festivais internacionais
dedicados à música e à cultura, que faz da música uma ponte entre culturas,
territórios e gerações. O Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos
Ferreira, marcará presença no Fórum de Ideias, que terá lugar no próximo dia 4
de julho, às 12 horas.
Subordinado ao tema “Representantes institucionais e
agentes culturais do universo lusófono - A Música move o mundo lusófono”, o
Fórum de Ideias terá início às 11 horas e reunirá representantes
institucionais, agentes culturais e personalidades de diferentes geografias do
espaço lusófono para refletirem sobre o papel da música enquanto instrumento de
aproximação entre povos, culturas e territórios. O Fórum de Ideias decorrerá no
Centro Internacional de Artes José de Guimarães.
A edição de 2026 do MIMO organiza-se em dois momentos
complementares: o MIMO Festival de Cinema, dedicado exclusivamente a filmes
sobre música, e o MIMO Festival, que integra uma programação internacional de
concertos, fóruns de ideias, workshops e outras experiências culturais.
Ao longo dos dias, Guimarães transforma-se num palco aberto à criação
artística, ao diálogo intercultural e ao encontro entre públicos de diferentes
gerações.
Nesta edição, o festival ocupa alguns dos mais
emblemáticos espaços da cidade, nomeadamente o centro histórico classificado
como Património Mundial da UNESCO e a Colina Sagrada, integrando locais como o
Campo de São Mamede e o Paço dos Duques de Bragança. Igrejas, praças, largos e
equipamentos culturais acolherão concertos, cinema, debates, oficinas, roteiros
culturais e atividades dirigidas a públicos de todas as idades.
Criado no Brasil há mais de duas décadas, o MIMO Festival
afirma-se como um dos principais festivais internacionais de música e cultura,
promovendo o encontro entre diferentes linguagens artísticas, culturas e
públicos.
Em 2026, o festival celebra 10 anos de edições em
Portugal, inaugurando um novo capítulo em Guimarães. Ao longo da sua história,
realizou mais de 65 edições em 14 cidades, reuniu um público superior a dois
milhões de pessoas e contou com a participação de mais de quatro mil músicos,
mantendo como princípio essencial o acesso gratuito à cultura.
Ao longo da sua trajetória, o festival percorreu cidades
brasileiras como Olinda, Recife, Paraty, Ouro Preto, Tiradentes, Rio de Janeiro
e São Paulo, e iniciou a sua presença internacional em 2016, em Amarante
(Portugal), estabelecendo uma relação sólida e contínua com o território
português. Ao completar uma década em Portugal, o MIMO amplia sua atuação e
reafirma o seu compromisso com a circulação cultural entre Brasil e Europa.
Como refere Lu Araújo, idealizadora e diretora do
festival: “Realizar um festival gratuito com essa dimensão nos dias de hoje
é um ato de resistência e compromisso com a cultura. Acreditamos na arte como
ferramenta de transformação social - e é isso que nos move.” UCCLA
A associação As Estrelas de Gond-Pontouvre
organiza, entre os dias 3 e 5 de julho, a edição de 2026 do
Mercado Franco-Português, que terá lugar na Île de Foulpougne, em
Gond-Pontouvre, França. A entrada é gratuita
O certame arranca na sexta-feira, 3 de
julho, às 18h00 (hora local), com a abertura do mercado. A programação inclui
atuações de rusgas, dedicadas aos cantares e danças tradicionais portugueses,
um baile animado por Francky Salgado e um concerto de Nelson Costa e Emmanuel
Gonçalves, além do sorteio da tombola.
No sábado, 4 de julho, o mercado reabre às 10h00 (hora
local) e contará com animação musical ao longo de todo o dia. À noite
realiza-se um festival de folclore com a participação do Rancho Folclórico As
Estrelas de Gond-Pontouvre, do Rancho Folclórico Estrelas de Portugal de Pau,
do Rancho Folclórico Da Minha Terra de Brive-la-Gaillarde e do Rancho
Folclórico Coração do Minho de Camblanes. O programa prossegue com um concerto
do grupo Luso Show e um novo sorteio da tombola.
O último dia do evento, domingo, 5 de julho, começa
igualmente às 10h00 (hora local), com animação musical durante a manhã,
encerrando às 14h00 (hora local).
Durante todo o fim de semana haverá serviço de
restauração no recinto. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo
O cantor e compositor Afonso Cabral, um dos nomes mais
falados da música portuguesa actual, inicia já esta semana uma tour asiática
que o fará passar por Macau no próximo dia 3 de Julho. Acompanhado pelo
guitarrista Pedro Branco, o músico apresenta-se na Casa Garden, num concerto
integrado nas celebrações do Mês de Portugal em Macau. A passagem pelo
território, patrocinada pela Casa de Portugal, Fundação Oriente e pelo
restaurante Lvsitanvs, antecede concertos em Zhuhai e Hong Kong, depois de
passar por Shenzhen
A música portuguesa contemporânea
ganha novos horizontes com a digressão asiática de Afonso Cabral. Reconhecido
como um dos mais relevantes compositores e intérpretes lisboetas, tem sido
influente no cenário da música da capital durante a última década, e apresenta-se
agora no dia 3 de julho, pelas 20h00, na Casa Garden, em Macau. O concerto, de
carácter intimista, cruza canções do seu mais recente álbum, “Demorar”, com
temas de alusão ao seu percurso artístico, e conta com a companhia do
guitarrista Pedro Branco, grande instrumentista português da actualidade.
A passagem por Macau insere-se numa digressão mais ampla
que arranca no dia 2 de Julho em Shenzhen, na Old Heaven Books, e prossegue a 4
de Julho para Zhuhai, onde vão tocar na Antique 3000, e a 5 de Julho passam
para Hong Kong, no espaço da Chez Trente. A presença em Macau é especialmente
significativa por se integrar no programa oficial das celebrações do Mês de
Portugal e com a Grande Baía a servir de ponto de partida para o resto da Ásia.
Poucas semanas após a edição do novo single “Dança Comigo
na Ilusão”, Afonso Cabral inicia esta viagem que o levará também ao Japão, com
concertos agendados para Osaka, Kyoto, Nagoya e Tóquio entre 8 e 11 de Julho. A
tournée acontece graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, através da linha de
“Apoio à circulação de profissionais da música”, na convocatória de 2025.
Afonso Cabral, nascido em Lisboa em 1986, tem sido uma
presença recorrente na cena musical portuguesa. O seu percurso inclui projectos
como os You Can’t Win, Charlie Brown, as bandas de Bruno Pernadas, Minta &
The Brook Trout ou Mais Alto!. Como escritor ainda realizou trabalhos como
“Perto”, interpretada por Cristina Branco, e “Anda Estragar-me os Planos”,
escrita em parceria com Francisca Cortesão para o Festival da Canção 2018 e
reinterpretada mais tarde por Salvador Sobral.
O percurso discográfico de Afonso Cabral conheceu ainda
um novo capítulo no final de 2024, com a edição de “Demorar”, sucessor de
“Morada”, lançado cinco anos antes. O álbum, construído em torno da sua voz,
conta com a colaboração de dois nomes de peso, o músico japonês Shugo Tokumaru
e Manuela Azevedo, vocalista dos Clã. O trabalho granjeou reconhecimento da
crítica especializada, tendo sido distinguido com o terceiro lugar nas listas
de melhores do ano da Blitz e da Radar. Uma das particularidades do disco é a
presença marcante de influências nipónicas, visíveis tanto na faixa “Paraíso”,
uma evocação a Haruomi Hosono, e noutro dueto gravado à distância entre Lisboa
e Tóquio.
A afinidade de Cabral com o Japão não é um fenómeno
recente. Antes da actual digressão, o músico já se tinha apresentado no país em
diferentes contextos, nomeadamente ao lado de Bruno Pernadas, no Festival de
Frue, e no WWW X, em Shibuya, em 2018, e novamente em 2022, no Fruezinho. Em
2023, regressou a Tóquio para um concerto a solo, no Kong Tong, com Minta &
The Brook Trout.
Quem o acompanha agora na estrada é Pedro Branco,
guitarrista cujo percurso transita entre o jazz e a pop independente. Membro
dos You Can’t Win, Charlie Brown e fundador do projecto Old Mountain, Branco
tem colaborado com uma vasta gama de artistas, de Tiago Bettencourt a Mazgani,
passando por Lavoisier e Tipo. Em 2022, estreou-se a solo com “A Narrativa
Épica do Quotidiano”. Actualmente, prepara um projecto que cruza jazz com o
repertório de Marco Paulo, “Branco toca Marco Paulo”, enquanto lecciona no mestrado
de Musicoterapia na Jazz Performance pelo Conservatorium van Amsterdam.
A digressão asiática de Afonso Cabral e Pedro Branco é
promovida pela Louva-a-Deus, um espaço de música no coração de Lisboa que
nasceu do desejo de criar um ponto de encontro para a comunidade musical após o
encerramento do estúdio 15-A e da editora Pataca Discos devido à pressão do
mercado imobiliário. O projecto, segundo a página oficial do estúdio, começou
com a ambição de recuperar o mítico estúdio Xangrilá, em Campolide, mas o
negócio não se concretizou. Mas agora encontram-se numa antiga igreja baptista,
construída na cave de um edifício de habitação perto do Jardim Zoológico. É
desta base que agora parte a música portuguesa contemporânea para a Ásia.
A entrada para o concerto na Casa Garden é gratuita, sem
necessidade de reserva. A organização recomenda chegada antecipada devido à
lotação do espaço. Elói Carvalho – Macau in “Ponto
Final”
O cantor Gilyto Mr. Entertainer assinala os seus 27 anos
de carreira com o lançamento do single "Mundo Aveludado", produzido
em colaboração com Mark G.
Segundo uma nota enviada à imprensa, o
tema inspira-se na sonoridade que marcou o final dos anos 90 e o início dos
anos 2000, combinando a essência da Kizomba com influências do Zouk e do Konpa.
A produção, adaptada aos padrões de 2026, preserva a nostalgia sem perder a
actualidade.
Da autoria de Gilyto, a letra e a composição retratam a
ligação inesperada entre duas pessoas, em que um simples abraço desperta uma
química impossível de resistir. "É uma história sobre amor, energia
positiva, cumplicidade e aquela conexão especial que só a música consegue
transmitir", refere.
Ainda de acordo com a mesma fonte, trata-se de uma canção
romântica produzida em parceria com Mark G., que promete marcar as pistas de
dança e aquecer os corações durante este verão.
"A viagem começa com o saxofone marcante do músico
peruano Aldo Dedios. Logo nos primeiros acordes, a sua interpretação imprime
uma assinatura intensa, elegante e profundamente romântica, criando a atmosfera
perfeita para uma 'Kizombada', onde dançar deixa de ser uma opção e passa a ser
um impulso natural", descreve.
Nesta primeira fase, Gilyto disponibiliza apenas o áudio
e o vídeo promocional do tema, já disponíveis no seu canal oficial no YouTube.
"Com uma produção cuidada e uma sonoridade
envolvente, Mark G. e Gilyto criam uma faixa elegante, romântica e dançável,
pensada para conquistar tanto os amantes da Kizomba tradicional como uma nova
geração de ouvintes", realça. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso
das Ilhas”
Lisboa – A banda cabo-verdiana Quês
Moce 2.0 apresenta na sexta-feira, 26, no Centro Cultural de Cabo
Verde (CCCV), em Lisboa (Portugal), o álbum “Sentimento Perdido”, no âmbito do
projecto “Kriolo Sounds – cada nota, uma história”.
O concerto intimista está agendado para as 18:30 locais e
terá entrada paga.
O grupo Quês Moce foi criado em 1977 e lançou, no mesmo
ano, o LP “Pará B’ Ôvi”. O repertório incluía temas de Eugénio Tavares e B.
Léza, numa aposta na valorização da música tradicional cabo-verdiana.
A formação original do conjunto musical integrava Dany
Silva, Humberto Évora, Bilocas Lima, Miquinha, Kotchy, Evaristo e Zeca Lima,
que se reuniam em Lisboa “entre música, amizade e saudade de Cabo Verde”.
Quase meio século depois, o projecto renasce sob a
designação Quês Moce 2.0, com o álbum “Sentimento Perdido”, um trabalho que
evoca a tradição cabo-verdiana, mas é enriquecido com novas ideias e
inspirações conceptuais no plano harmónico, melódico e orquestral.
Este novo projecto apresenta um elenco intergeracional e
internacional que junta memórias colectivas, reinvenção e novas formas de criar
e compor música de Cabo Verde.
Humberto Ramos assume os teclados e a direcção musical e
artística. Dany Silva, Ana Firmino, Djone Santos, Fabrizio Croce, Rui Gomes e
Íris Lima participam como intérpretes. Humberto Évora e Bilocas Lima tocam
violão, Pinúria (JL Ramos) toca baixo eléctrico, Blimundo assegura bateria e
percussão, e Filippo Baraldi e Ivan Stabila participam nos violinos.
De acordo com uma nota enviada à Inforpress, o álbum
reúne dez composições inéditas, incluindo oito mornas com letras em crioulo de
Cabo Verde, uma composição em dialeto italiano e uma coladeira, além de temas
instrumentais.
Integram o repertório os temas “Amigo Certo” (Tututa
Évora), “Sentimento Perdido” (Humberto Évora), “Luska” (Bilocas), “Praia de
Norte” (Bilocas), “Duminica” (Fabrizio Croce), “Prenúncio” (John Santos),
“Convivência” (Sónia Évora), “Violão” (Miquinha & Dany Silva), “Ê ka Sonhu”
(Miquinha) e “Noti di Ronda” (Daniel Rendall).
“Kriolo Sounds – Cada nota, uma estória” é um projecto
musical do CCCV que, segundo a promotora, tem como finalidade “apoiar artistas
de Cabo Verde e dos restantes países da Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa (CPLP) e dar a conhecer ao público a música destes países”.
Assim, mensalmente, um artista realiza uma apresentação
intimista para uma pequena plateia e recebe o valor da entrada paga pelo
público, “sem a intermediação ou intervenção de qualquer agência de
representação”. In “Inforpress” – Cabo Verde
Chegou o momento de Cabo Verde se
afirmar perante o mundo, de mostrar todo o talento, a força e o imenso
potencial deste país gigante pela sua gente. Depois do empate com a Espanha a
zero, amanhã, ao fim do dia, o adversário será o Uruguai, finalizando a fase de
grupos frente à Arábia Saudita na passagem do dia 26 para 27 de junho.
A música NÔS ÓRA DJA TXIGA celebra o orgulho dos
cabo-verdianos, dentro e fora do país, por verem Cabo Verde nas bocas do mundo.
Com uma letra simples, mas profundamente impactante, a canção convida à união e
à celebração deste momento histórico que nos pertence a todos.
Ao mesmo tempo, transmite à nossa Seleção Nacional uma
mensagem de coragem, confiança e determinação, apelando aos jogadores para
acreditarem, lutarem e honrarem o campo com a força, a resiliência e a alma
cabo-verdiana que nos define.
Musicalmente, a obra percorre vários ritmos nacionais —
do funaná ao talaia baixo, da mandinga ao hip hop — reunindo artistas de
diferentes ilhas e gerações, num poderoso símbolo da diversidade, da identidade
e da união do povo cabo-verdiano. Federação Cabo-Verdiana de Futebol – Cabo Verde
O cantor e compositor cabo-verdiano Ricky Boy acaba de
lançar o seu mais recente EP intitulado “6”. O EP que está disponível em todas
as plataformas digitais, visa celebrar o amor e a evolução artística do cantor
Segundo uma nota enviada, o título do
EP surge de uma coincidência especial: “este é o seu sexto projecto de
originais, composto por seis músicas, lançado no mês de Junho”.
Neste trabalho, Ricky Boy explora o seu lado mais
romântico, através de canções que falam de amor, emoções e relações.
“Musicalmente, ´6´ representa um regresso às suas raízes na kizomba, agora com
uma abordagem mais moderna e influências marcantes do afrobeat”.
O EP conta com duas participações de excelência: Djodje,
um dos maiores nomes da música cabo-verdiana e uma referência incontornável da
música lusófona contemporânea, e Felishia, uma artista de enorme sensibilidade,
talento e personalidade, cuja voz e identidade musical têm conquistado cada vez
mais reconhecimento além-fronteiras.
Conforme o mesmo documento, com “6”, Ricky Boy reforça a
sua capacidade de se reinventar sem perder a essência que o tornou uma das
vozes mais acarinhadas da música cabo-verdiana, apresentando um trabalho
maduro, actual e profundamente emocional. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso
das Ilhas”
Cidade da Praia - O produtor e DJ
Danni Gato, de ascendência cabo-verdiana, tem disponível, nas plataformas
digitais, o novo single intitulado “Maré”, um tema que conta com a colaboração
do cantor pop português Diogo Piçarra.
Segundo o comunicado enviado à Inforpress, a música
combina a forte identidade afro-house de Danni Gato com a abordagem melódica de
Diogo Piçarra, resultando numa fusão harmoniosa entre dois universos musicais
teoricamente distintos.
A parceria surgiu do desejo dos dois artistas de explorar
novas sonoridades e linguagens musicais. Apesar de percursos diferentes, ambos
partilham ligações às suas origens algarvias, elemento que contribuiu para
aproximar a parceria.
“Maré” sucede aos temas “Where Are You”, “Lisboa” e “Tudo
Bem” e integra o próximo álbum de Danni Gato, “Soldier”, descrito como um dos
projectos mais ambiciosos da sua carreira.
Com um percurso consolidado na música electrónica e
milhões de reproduções nas plataformas de streaming, Danni Gato tem agendada
para este ano de 2026 a sua estreia no conceituado festival Tomorrowland, na
Bélgica.
Por seu lado, Diogo Piçarra é um dos nomes de referência
da pop portuguesa. Vencedor da quinta edição do programa “Ídolos”, o cantor
lançou álbuns como “Espelho” e “do=s”, e o single “Monarquia”, com Bispo,
distinguido com várias certificações de platina. Em 2025 editou o álbum “D≡Z”. In “Inforpress”
– Cabo Verde
Cidade da Praia – A artista Cláudia
Sofia lançou um novo vídeo single infantil "Sapatinho di Liká”, uma obra
que celebra o universo infantil e resgata uma expressão enraizada na memória
colectiva do país.
Em declarações à Inforpress, Cláudia Sofia contou
que o vídeo single recém-lançado mostra o universo infantil, trazendo à memória
uma “brincadeira antiga, esquecida no tempo”, mas que fez parte da vida de
muitas crianças, a “Sapatinho di Liká”.
Segundo a artista, “Sapatinho di Liká” destaca-se pelo
resgate de uma expressão “profundamente enraizada na tradição cabo-verdiana”,
com o objectivo de valorizar e preservar a identidade cultural, apresentando-a
às novas gerações de forma criativa e contemporânea.
“Quando produzi a música não tinha pensado nessa questão
de colocar a expressão ‘Sapatinho de Liká’, a minha inspiração surgiu quando vi
algumas crianças a brincar em frente a minha casa, e, pensei, porque não
remeter esta expressão”, contou a artista.
Disse que a personagem “Sapatinha da Likáa”, uma boneca
idealizada pela sua autoria, juntamente com as figurinhas, “simboliza
diversidade, energia positiva e felicidade”.
“A música conta a história de uma criança que vive
momentos de brincadeira, dança e fantasia através do seu sapatinho,
transmitindo valores como amizade, inocência e alegria”, frisou esta mesma
fonte.
Acrescentou ainda que este projecto homenageia as
crianças, neste mês da criança, celebrando a infância e momentos de alegria em
família.
Disse que a música foi produzida em 2024 e que o vídeo
single vinha sendo preparado, tratando do quarto vídeo single da artista que
reforça a sua aposta em conteúdos dedicados às crianças e às famílias.
A canção foi escrita por Cláudia Sofia, com a
participação de Paloma Daniela.
Em 2025, Cláudia Sofia lançou o seu primeiro álbum,
intitulado “Mais Uma Melodia”, marcando um momento importante na sua carreira. In
“Inforpress” – Cabo Verde
O projeto nascido no IES Rafael Dieste da Corunha
converte um instituto público num referente europeu da dinamizaçom cultural e
linguística a partir da mocidade
A Corunha converterá-se de novo na sexta-feira
12 de junho, e desde as 17h00, num dos grandes epicentros da música em
galego e das culturas atlânticas com a celebraçom da terceira ediçom do
Festival Aquí Tamén Se Fala, uma iniciativa impulsada polo IES Rafael Dieste
que continua ampliando horizontes e fazendo história.
O evento, que nasceu nas aulas dum instituto público da
cidade e que terá de novo lugar na Praça da Tolerância, consolida-se este ano
como um festival de dimensom internacional graças à incorporaçom ao cartaz da
artista portuguesa Carolina Deslandes, uma das vozes mais relevantes da música
lusa contemporânea e auténtico fenómeno social com um milhom de seguidóries no
Instagram num país de pouco mais de dez milhões de habitantes.
A presença de Deslandes supom um novo marco para um
festival que, desde a sua criaçom, conseguiu situar a música e a lingua galegas
num espaço de prestígio, convivência e celebraçom coletiva.
Junto à artista portuguesa atuarám as bandas galegas
Apolo 18, Kid Mount e De Ninghures, três propostas que representam a
diversidade, a renovaçom e o momento de efervescência criativa que vive
atualmente a música galega.
O festival é uma das iniciativas mais visíveis de Aquí
Tamén Se Fala (ATSF), o maior movimento de dinamizaçom linguística do país,
nascido no IES Rafael Dieste e convertido já num fenómeno social e educativo
sem precedentes. O que começou como uma campanha impulsada polo alunado para
visibilizar a presença do galego nos bairros da Corunha acabou estendendo-se a
centos de centros educativos de todo o país, mobilizando dezenas de milhares de
estudantes e recebendo reconhecimentos como o Prémio da Cultura Galega, o
Innovagal, o Rosalia de Castro da Deputaçom da Corunha ou o Mil Primaveras.
A singularidade do projeto reside em que som es própries
estudantes quem lideram boa parte das ações, assumindo tarefas de comunicaçom,
produçom audiovisual, organizaçom cultural e dinamizaçom social.
Ao longo dos últimos anos, ATSF conseguiu converter as
redes sociais num escaparate para a cultura galega, contando com a participaçom
de figuras de referência do âmbito musical, literário, audiovisual e
desportivo, e construindo uma narrativa positiva ao redor da língua que
conseguiu conectar com uma nova geraçom.
Neste contexto, o festival representa muito mais do que
uma programaçom musical. É a culminaçom anual dum modelo educativo inovador que
entende a cultura como ferramenta de transformaçom social e a língua como
espaço de encontro. O facto de que um instituto público seja capaz de organizar
um evento destas características continua a ser um caso praticamente sem
precedentes na Europa, reforçando o papel da educaçom pública como motor de
criaçom cultural e participaçom cidadã.
Após reunir por volta de 5000 pessoas em cada uma das
suas anteriores edições, o Festival Aquí Tamén Se Fala encara este novo
capítulo com a ambiçom de continuar a crescer sem renunciar à sua essência:
demonstrar que a mocidade pode liderar projetos culturais de grande impacto e
que a língua galega tem capacidade para ocupar com naturalidade os cenários, as
ruas, os ecrãs e os espaços de referência do presente.
A terceira ediçom do festival confirma deste modo que o
fenómeno Aquí Tamén Se Fala já transcendeu o âmbito educativo para se converter
num dos movimentos culturais mais inovadores e influentes da Galiza atual. In “Portal
Galego da Língua” - Galiza
No cenário histórico da Abbaye de Neumünster, o centro
cultural Neimënster acolhe mais uma edição de um evento que celebra a
diversidade cultural através da música. Intitulado Euforia, este dia específico
da programação destaca-se como uma homenagem às sonoridades da lusofonia,
reunindo influências de Portugal, Cabo Verde e Brasil num ambiente festivo e
aberto a todos
Agendado para o dia 11 de julho de
2024, entre as 17h30 e a meia-noite, Euforia propõe uma viagem musical
que atravessa geografias e tradições, refletindo a riqueza cultural dos países
de língua portuguesa. Integrado na programação de verão de Neimënster, o evento
decorre ao ar livre, tirando partido do ambiente único da abadia.
Ao longo da tarde e da noite, o público é convidado a
mergulhar em diferentes estilos musicais que, apesar das suas especificidades,
partilham raízes comuns. O programa inclui a presença do Priscila da Costa
Trio, que traz ao palco a expressividade do fado, género profundamente ligado à
identidade portuguesa. Segue-se Carisa Dias & Band, com uma abordagem que
cruza a morna cabo-verdiana com influências contemporâneas, evocando temas como
a diáspora e a pertença. A energia do samba brasileiro chega com Samba de Lux,
convidando à dança e à celebração coletiva, enquanto o encerramento fica a
cargo da Banda Compacto, que transforma o espaço num verdadeiro baile ao ar
livre.
Mais do que uma sucessão de concertos, Euforia
afirma-se como um espaço de encontro entre comunidades. A programação inclui
também momentos de convívio, animação e propostas pensadas para diferentes
públicos, reforçando o carácter inclusivo do evento. A combinação entre música,
gastronomia e ambiente ao ar livre contribui para criar uma experiência
imersiva, onde o público não é apenas espectador, mas parte integrante da
festa.
Num país marcado pela diversidade cultural como o
Luxemburgo, iniciativas como esta assumem um papel relevante na valorização das
comunidades lusófonas e das suas expressões artísticas. Euforia surge
assim como um ponto de convergência entre tradição e contemporaneidade,
promovendo o diálogo cultural através da música.
Ao reunir diferentes vozes e ritmos num mesmo palco, o
evento sublinha a força da lusofonia enquanto espaço de partilha. Mais do que
um momento de entretenimento, trata-se de uma celebração da identidade cultural
comum, vivida de forma coletiva num dos espaços mais emblemáticos da cidade. In “Bom dia
Europa” - Luxemburgo
A cantora Zulu lançou na passada sexta-feira, 22, o
videoclipe de “Bubista d’Otrora” tema que compõe o seu primeiro disco
intitulado “Briza”, editado em Março de 2025
Segundo uma nota da produtora
Harmonia, com o lançamento do videoclipe oficial, a composição de Zulu, já
reconhecida pela sua densidade cultural, ganha o movimento e a vivacidade que
só o cordão umbilical que une a artista à sua terra poderia proporcionar.
A mesma fonte sublinha que este projecto é a
materialização da missão de Zulu: ser a ponte viva entre a sabedoria das
gerações passadas e a energia da nova geração.
“Não é por acaso que as crianças da Boa Vista se tornaram
as fiéis seguidoras deste tema; nelas, a música desperta uma nova era de
orgulho e valorização cultural, uma identidade quase perdida nos dias de hoje”,
refere.
Bubista d’Otrora, conforme a mesma fonte convida-nos a escutar com o
coração para sermos transportados a um tempo onde se vivia com verdade toda a
imensidão e versatilidade que compõem a alma e a essência da ilha.
“O grande diferencial deste lançamento é a forma como o
Landú, enquanto ritual de conquista, dança e celebração do casamento,
transporta-se da profundidade histórica das gentes da ´ilha fantástica´ para
ganhar vida através da expressividade de Bubista d'Otrora”, revela.
A mesma fonte relata que o videoclipe não se limita a
acompanhar a música; ele documenta o gesto e a oralidade de um povo que mantém
a sua sabedoria gigante, garantindo que o legado dos mais velhos floresça nas
mãos dos mais novos.
Sob a direcção artística de Hernani Almeida, enquanto
produtor e o coração pulsante arranjador desta faixa, que respeita a
autenticidade das raízes da artista, e o olhar atento e aconselhamento de Djô
da Silva, o tema encontra o equilíbrio perfeito entre a identidade de um povo e
uma nova briza musical que paira sobre Cabo Verde.
Com o contributo de instrumentistas de peso do jazz
caribenho, como o pianista Mario Canonge, cuja identidade musical está
profundamente enraizada na cultura caribenha, sendo considerado um dos maiores
expoentes do jazz caribenho e do jazz crioulo a nível mundial, Bubista
d’Otrora efectiva a capacidade de novos compositores, como é o caso de
Zulu, em elevar a música tradicional a um patamar universal.
O videoclipe percorre as localidades da Boa Vista,
transformando as paisagens e as gentes de outrora num retrato atual e atemporal
pelas lentes do Kevin (Emilio Garcia), jovem santiaguense que reside na ilha da
Boa Vista.
É a materialização de um projecto que une a educação, a
tradição e a arte contemporânea, consolidando Zulu como uma das vozes
relevantes na salvaguarda do património imaterial de Cabo Verde.
Com o lançamento do videoclipe, Bubista d’Otrora
deixa de ser apenas uma canção para ser vista, sentida e vivida como um pedaço
pulsante da história boa-vistense e parte da diversidade cultural de Cabo
Verde.
De lembrar que Zulu está nomeada nos Cabo Verde Music
Awards nas categorias: de Artista Revelação; de Música Tradicional do Ano; de
Coladeira do Ano e de Funaná do Ano. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso
das Ilhas”