Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 9 de agosto de 2026

Reino Unido - Publicou poesia ou prosa? O Grande Prémio de Literatura Portuguesa na Diáspora é para si

O jornal “As Notícias”, com sede no Reino Unido, lançou o Grande Prémio de Literatura Portuguesa na Diáspora, uma iniciativa com inscrições gratuitas e de âmbito internacional destinada a “reconhecer, valorizar e promover a criação literária de autores portugueses residentes fora de Portugal”, em duas categorias: Prosa e Poesia


De acordo com os seus organizadores, “com periodicidade anual, o prémio pretende afirmar-se como uma referência cultural da diáspora portuguesa, distinguindo obras de elevada qualidade escritas em língua portuguesa e incentivando a produção literária das comunidades portuguesas espalhadas pelos cinco continentes”, tendo como objetivo ainda “valorizar a ligação à língua e à cultura portuguesas através da escrita”.

A iniciativa destina-se a cidadãos com nacionalidade portuguesa residentes atualmente no estrangeiro, com idade mínima de 18 anos.

As obras a concurso devem ter sido publicadas entre 5 de maio de 2024 e 6 de setembro de 2026, não podem estar vinculadas a outros concursos nem terem sido já premiadas noutras oportunidades. Não são elegíveis autores residentes em Portugal, ainda que tenham sido emigrantes no passado. O encerramento das candidaturas acontece dia 6 de setembro 2026.

Serão atribuídos prémios pecuniários para os vencedores em cada categoria, no valor de 500 libras. Os trabalhos serão avaliados por um júri composto por personalidades de reconhecido mérito no panorama literário e cultural português.

“Mais do que um concurso literário, o projeto pretende dar visibilidade a autores que, muitas vezes longe dos grandes circuitos editoriais, contribuem de forma significativa para a riqueza e diversidade da literatura em português”, disseram os responsáveis.

A primeira edição culminará com a cerimónia de entrega dos prémios em Thetford, na Inglaterra, dia 6 de novembro de 2026, integrada nas celebrações do 20.º aniversário do jornal As Notícias, quando “deverão estar presentes os concorrentes ou se fazerem representar”.

“Ao longo de décadas de emigração, milhões de portugueses construíram histórias de vida que fazem parte da memória coletiva do país. O Grande Prémio de Literatura Portuguesa na Diáspora nasce precisamente para preservar esse património humano, cultural e histórico, incentivando a escrita como veículo de memória, identidade e aproximação entre Portugal e as suas comunidades no estrangeiro”, afirmaram esses mesmos responsáveis pelo jornal localizado no Reino Unido, que sublinharam que, numa primeira fase, o projeto conta com a colaboração de vários órgãos de comunicação social da diáspora portuguesa, entre os quais o Bom Dia além do apoio da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP).

O regulamento pode ser consultado aqui.

As candidaturas devem ser feitas online aqui. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Angola - Nelson Soquessa lança duas obras literárias na cidade de Malanje

A Mediateca Provincial Rei Ngola Kiluanji, em Malanje, acolherá, na Sexta-feira, dia 07 do mês em curso, a sessão de lançamento e autógrafos das obras “Os Segredos do Jardim das Almas” e “Clíticos no Português Contemporâneo: Angolano, Brasileiro e Europeu”, da autoria do escritor e docente universitário Nelson Soquessa


A sessão que juntará leitores, académicos, estudantes, entidades públicas, religiosas e amantes da literatura terá início a partir das 15 horas, com a intervenção de convidados, a que se seguirá o momento de diálogo entre o autor e o público, culminando com a assinatura de autógrafos.

O autor da obra, Nelson Soquessa, em conversa esta segunda-feira, 03, com O País, garantiu que o lançamento dos dois volumes marcará a celebração da produção intelectual angolana.

Convidado a comentar sobras as obras, referiu que o volume Os Segredos do Jardim das Almas, por exemplo, apresenta uma narrativa marcada por reflexões sobre os dramas sociais, os valores humanos e os desafios da sociedade contemporânea.

O livro tem o prefácio de Gabriel Caia, historiador e investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade de Évora, e conta com 117 páginas distribuídas por 13 capítulos complementares. Surge como um manifesto profundo sobre a Identidade Angola na, explorando as complexas relações entre o Estado e a Igreja.

O autor enfatizou que o volume foi escrito num período de vulnerabilidade pessoal, propondo uma crítica à desigualdade e uma renovação necessária no sistema educacional e literário do país. In “O País” - Angola


terça-feira, 4 de agosto de 2026

Angola - Lançamento de romance marca estreia de trilogia

O romance “Juras Cor de Sangue”, de co-autoria de Marta Teixeira Lopes e Edgar Ginga Sombra, que acaba de chegar ao mercado literário benguelense, inspirado em factos, marca o início de uma trilogia que aborda temas como amor, lealdade, confiança e as consequências das promessas


A co-autora Marta Teixeira Lopes explicou, ao Jornal de Angola, que o livro tem 143 páginas, distribuídas por oito capítulos, acrescentando que, numa primeira fase, estão disponíveis 100 exemplares para a comercialização em Benguela, estando previstos lançamentos nas províncias de Luanda e do Huambo.

Segundo a mesma, Juras Cor de Sangue nasceu de um convite de Edgar Ginga Sombra, que lhe apresentou uma história inspirada em factos. A partir desse enredo, os dois autores desenvolveram personagens, conflitos e perfis psicológicos, e transformaram a narrativa numa obra de ficção.

“O romance acompanha a história de três jovens bolseiros angolanos que procuravam construir os seus sonhos na África do Sul e retrata um triângulo amoroso, marcado por promessas, lealdade, confiança e traição. O título simboliza a intensidade dos compromissos assumidos pelos protagonistas e as consequências da quebra dessas promessas”, explicou.

A co-autora destacou que a publicação da obra só foi possível após cerca de cinco anos de revisões e aperfeiçoamento até encontrarem uma editora com políticas favoráveis à edição do livro.

Marta Teixeira Lopes revelou que a paixão pela escrita surgiu ainda na infância, motivada pelo gosto pela leitura. Sem acesso a livros literários, começou por ler a Bíblia e obras académicas.

“O primeiro contacto com um romance aconteceu durante o ensino médio por incentivo de um professor de Língua Portuguesa. Foi uma experiência que despertou o meu interesse pelo género literário”, sublinhou.

A autora iniciou o seu percurso na literatura através da poesia, tendo participado em antologias nacionais e internacionais. Foi também curadora da página brasileira Sen-Sasions, na Sual divulgava os seus poemas e conquistou reconhecimento entre leitores e escritores de língua portuguesa. Juceila Dias – Angola in “Jornal de Angola”


domingo, 2 de agosto de 2026

Alemanha - Livro sobre Lisboa na Segunda Guerra apresentado na cidade de Berlim

A embaixada de Portugal em Berlim recebe, no próximo dia 22 de setembro, às 18h00 (hora local), o lançamento do livro “Lissabon 1941 – Stadt der Spione, Hafen der Hoffnung”, de Alexander Smoltczyk, numa sessão que contará com a presença do autor


A obra conduz os leitores à Lisboa da década de 40 do século XX, reconstruindo o ambiente vivido na capital portuguesa durante a Segunda Guerra Mundial, quando a cidade acolhia milhares de refugiados, diplomatas e agentes secretos.

Partindo das histórias de figuras como Hannah Arendt, Heinrich Mann, Marc Chagall, Josephine Baker e Ian Fleming, Alexander Smoltczyk retrata Lisboa como um dos mais improváveis palcos da Europa naquele período.

A entrada na sessão é livre, sendo, no entanto, necessária pré-inscrição através do endereço de correio eletrónico camoes.berlim@mne.pt.

Recorde-se que a embaixada de Portugal fica na Kurfürstenstr. 57, em Berlim, com entrada pela Derfflingerstr. 12. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 21 de julho de 2026

UCCLA - Lançamento do livro “Se a terra pudesse falar - Memórias de um tempo - Timor” de Luís Costa

Vai ter no dia 31 de julho, às 16h30, o lançamento do livro Se a terra pudesse falar - Memórias de um tempo - Timor da autoria de Luís Costa, no auditório da UCCLA.

A obra será apresentada pela Professora Lúcia Soares.

O lançamento do livro será transmitido, em direto, através da página do Facebook da UCCLA em:

https://www.facebook.com/UniaodasCidadesCapitaisLinguaPortuguesa


Sinopse:

(O tempo timorense)

Escrevo com intenção de perpetuar a glória de um povo que soube organizar-se para resistir, sob todas as formas, à agressão indonésia e manter, nas montanhas, uma guerrilha que, de armas na mão, procurou manter viva a chama do direito à autodeterminação.

Escrevo com intenção de refletir sobre os atos realizados, a fim de não sacrificar mais este martirizado povo e com vontade de contribuir para a felicidade do povo de Timor-Leste.

Escrevo com intenção de ajudar a comunidade timorense, na diáspora, a desenvolver e manter viva a sua identidade cultural e histórica. Escrevo para divulgar a situação em Timor, e a sua cultura, alertando a opinião pública para o drama do povo e para os crimes de genocídio físico e cultural que a Indonésia está a perpetrar no território de Timor. Escrevo para afirmar que o sofrimento e a morte nunca hão de destruir a vontade do povo que quer consolidar a sua identidade. Escrevo para afirmar que nenhum sistema, político e social, poderá fazer desaparecer Timor, como Nação.

Rendo homenagem à Fretilin que, durante os anos mais difíceis da sua luta, soube politizar o povo para que não se deixasse subjugar e soubesse organizar os gloriosos guerrilheiros para resistir à agressão indonésia.

Reconheço os erros dos membros da Fretilin. Reconheço os abusos praticados por alguns responsáveis, menos conscientes, e por elementos das Falintil que, no ambiente de euforia, esquecerem-se das suas responsabilidades. Mas a eficácia das ações realizadas pela Fretilin ultrapassou, de longe, os reveses de momento.

Em poucos meses de existência como partido que lutou por um ideal e como partido que governou o território, a Fretilin soube incutir o espírito crítico na mente de todos; a Fretilin e só a Fretilin é que criou condições para a vitória final - a libertação.

Presto louvor à Igreja Católica de Timor-Leste que mantém a sua vontade de lutar pela liberdade de um povo e não se cansa nem se intimida, apesar das ameaças, em proclamar que Timor é para os timorenses.

Este manuscrito tem muitas falhas referentes a nomes de pessoas com quem trabalhei, convivi e sofri nas montanhas, referentes a lugares por onde passei e por onde passámos. Pois, os primeiros apontamentos foram queimados em Kasohan em 1979, o segundo foi desfeito por mim em Díli antes de sair para Jakarta, e este é o resultado duma terceira tentativa que pode ser traída pela memória. A todos com quem convivi e partilhei alegrias e tristezas peço compreensão, mas fica para sempre a amizade e carinho de quem muito vos estima e de vocês guarda recordações inesquecíveis.

Biografia:

Luís Costa nasceu a 13 de dezembro de 1945, em Fatu-Berliu, Timor. Iniciou os estudos no Colégio de Soibada e prosseguiu o ensino secundário em Dare. Mais tarde, frequentou cursos de Filosofia e Humanidades em Macau e Évora, concluindo Teologia em Leiria.

Em novembro de 1974 regressou a Timor, onde trabalhou na missão de Ossú. Com a invasão de 1975, refugiou-se nas montanhas, permanecendo ali até abril de 1979. Após o regresso a Díli, ensinou no Externato de São José e, em 1980, traduziu para tétum o Missal Romano, incluindo orações e leituras.

Em novembro de 1983 mudou-se para Portugal, onde participou ativamente na divulgação da resistência timorense. Frequentou cursos de fonética e morfologia, e dedicou-se à pesquisa e ensino da língua e cultura de Timor-Leste.

Professor, investigador e autor, Luís Costa tem sido uma figura fundamental na preservação da língua tétum e na formação de jovens timorenses, tanto em Timor como em Portugal. Como atividades paralelas, Luís Costa ajuda na preparação de professores e cooperantes para melhor compreender a história, cultura e sociedade de Timor-Leste, e dá apoio a estudantes timorenses na elaboração de monografias e pesquisas universitárias.

Bibliografia: Dicionário Tétum-Português (2000); Guia de Conversação Português-Tétum (2001); Língua Tétum: Contributos para uma Gramática (2015); Ué-Lenas: Lenda (2016); e, em preparação, Dicionário Português-Tétum e Timor Lorosa’e (monografia).


sexta-feira, 3 de julho de 2026

Portugal – Lançamento de “Os papéis do Leste”, de Mário Pinto de Andrade

Em 1971, o intelectual e homem político angolano Mário Pinto de Andrade foi convidado pelos seus companheiros do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) a visitar uma das frentes onde o movimento conduzia operações militares contra o exército colonial português.


Em junho deste mesmo ano, deslocou-se para a 3.ª Região Político-Militar do MPLA, na fronteira entre Zâmbia e Angola, parte daquela que era conhecida como a Frente Leste. Ao longo dos meses que passou na frente, para além das suas funções de “colaborador para fins de informação política e social”, realizou uma investigação aprofundada para compreender a realidade das populações da região e o impacto da guerra de libertação na sua sociedade.

Este livro recolhe os documentos produzidos por Mário Pinto de Andrade durante e em consequência desta experiência. Guardados durante décadas no seu arquivo, estão agora à disposição de todos aqueles que se interessam pela história de Angola e da sua luta de libertação.

O lançamento realiza-se no domingo, 05 de julho, pelas 19 horas, na Casa do Comum, na rua Rosa Araújo, 285, ao Bairro Alto na cidade de Lisboa.

Intervêm os organizadores do livro, Elisa Scaraggi e Nelson Pestana, em diálogo com Leopoldina Fekayamãle, da BUALA. In “Casa do Comum” - Portugal


quarta-feira, 24 de junho de 2026

Cabo Verde - Leinira Tavares estreia-se na literatura com obra que convida à descoberta da essência humana

Cidade da Praia – A escritora cabo-verdiana Leinira Tavares lança a 30 de Junho, na Praia, o seu primeiro livro, O Ser da Alma: Entre Vozes e Silêncio, uma obra poética que reúne reflexões sobre emoções, perdas, afectos e identidade.


Formada em Estudos Ingleses e apaixonada pelos livros desde a infância, Leinira Tavares concretiza, com esta publicação, um sonho antigo ligado à escrita e à literatura e um percurso marcado pela observação das experiências humanas, transformadas em versos que, segundo a autora, procuram acolher, inspirar e despertar reflexão.

Com 82 páginas, em formato brochura 14x21, o livro nasceu da necessidade de dar voz a sentimentos que muitas vezes são difíceis de compreender ou expressar.

“É um livro que vem para trazer acolhimento, ternura para as pessoas e, com certeza, faz reflectir sobre a essência do nosso ser”, afirmou a escritora em entrevista à Inforpress.

A autora contou que o título surgiu a partir de um poema homónimo incluído na colectânea, escrito de forma espontânea e sem qualquer pesquisa prévia, servindo como ponto de partida para a construção da obra.

Os textos reunidos no livro resultam tanto de experiências pessoais como da observação do quotidiano e das outras pessoas.

Entre os temas abordados no livro, figuram a vida, a morte, a amizade, as relações familiares, a maternidade, o amor e Cabo Verde.

Embora tenha apontado “O Ser da Alma” como uma reflexão sobre esses temas, destacou o “Zion” como um dos poemas mais marcantes da obra.

Inspirado no nascimento do seu filho, o texto reflecte a sua transformação enquanto mulher e mãe, abordando a maternidade como uma experiência capaz de revelar novas dimensões da identidade humana e a inevitabilidade da morte.

Tavares reconheceu que um dos principais desafios enfrentados foi o financiamento da obra, uma vez que assumiu integralmente os custos do projecto.

Ainda assim, realçou o apoio recebido do editor Ailton Moreira, que acompanhou de perto a construção da obra, desde a selecção dos poemas até aos detalhes da capa.

O livro conta ainda com prefácio e posfácio assinados por Wilma Vieira, audiologista, escritora e comunicadora, cuja colaboração ajudou a enriquecer o projecto literário.

Ao longo da entrevista, Leinira Tavares defendeu, igualmente, a importância da leitura e da escrita no desenvolvimento individual e colectivo, considerando que ambas desempenham um papel fundamental na formação de cidadãos mais conscientes e participativos.

Segundo a autora, a poesia continua a ser um espaço privilegiado de liberdade e expressão, capaz de despertar sensibilidades e promover novas formas de compreender a realidade.

Questionada sobre os seus próximos projectos, revelou a intenção de continuar a escrever, admitindo a possibilidade de publicar obras de carácter didáctico, contos infantis ou romances destinados a diferentes públicos, especialmente crianças e jovens.

Ao resumir a essência da publicação numa única frase, a autora definiu a obra como “um livro de descobrimento da essência do nosso próprio ser”.

Inspirada por autores cabo-verdianos como Baltasar Lopes, Leinira Tavares afirmou que este primeiro livro representa apenas o início de um percurso literário que pretende prosseguir nos próximos anos, através de novas obras voltadas para a educação, a reflexão e o desenvolvimento humano.

A apresentação pública de O Ser da Alma: Entre Vozes e Silêncios acontece no dia 30 de Junho, às 17:00, na Biblioteca Nacional, na cidade da Praia, estando a apresentação da obra a cargo de Paulo Veríssimo e Aleida Almeida. In “Inforpress” – Cabo Verde


sexta-feira, 19 de junho de 2026

Galiza - Lançamento do livro “Begonha Caamanho, uma das nossas”, em Valença do Minho

O evento será dentro das Sextas Literárias que organiza a cámara municipal, o próximo 26 de junho às 21h (hora portuguesa) no auditório da Biblioteca Municipal de Valença. No lançamento falarám Lara Rozados e Charo Lopes

O último volume editado na Através Editora, Begonha Caamanho, uma das nossas, é um trabalho que compila três textos, da autoria de Lara Rozados, Charo Lopes e Isaac Lourido. A coordenação editorial é de José João R. Rodrigues e o design e diagramação um trabalho de Miguel Durão.

O livro contém três aproximações: um percurso pela vida da homenageada sem pretensões de totalidade, construído por um olhar honestamente parcial; um sério estudo da sua obra, cujo rigor é em si um reconhecimento do valor do macrotexto em foco; e um terceiro texto, colocado no início para perspetivar a leitura e difuminar a distinção entre vida e obra.

Eis uma proposta para pensar, de uma maneira original e justa, aquela que tantas pessoas e coletivos consideramos uma das nossas.

Aqui podes ler a entrevista com as autoras.

Autoria:

Charo Lopes (Boiro, 1988) é jornalista, poeta e fotógrafa. Licenciada em Jornalismo (USC), com formação em Fotografia Artística e mestrado em Literatura, publicou De como acontece o fim do mundo (2016) e Álbum (2020), ambos premiados. Colabora com projetos culturais e editoriais, desenvolvendo um trabalho que cruza imagem, escrita e perspetiva feminista.

Lara Rozados (Poio, 1982) foi jornalista, monitora ou teatreira, mas agora trabalha como professora de língua e literatura galega no ensino público e é mãe, e às vezes escreve. Licenciada em Jornalismo e doutora em Literatura (USC), publicou O caderno amarelo (2014), VII Premio de Poesía Victoriano Taibo, em fanzines e livros coletivos e prologou E continuaremos a contar, de Paula Carballeira (2021), em Através.

        Isaac Lourido (Ferrol, 1981) é professor e investigador na Universidade da Corunha. As suas linhas de investigação abrangem a história literária, os processos de conflito cultural, a poesia contemporânea e o campo editorial galego. O seu último livro publicado é Xoán González-Millán: a projeção de um pensamento crítico (Através Editora, 2023), que coordenou conjuntamente com Arturo Casas e Cristina Martínez. In “Portal Galego da Língua” - Galiza


Cabo Verde - Nelson Monteiro lança livro “365 Dias de Produtividade” para promover equilíbrio entre vida pessoal e profissional

Pedra Badejo – Nelson Monteiro apresentou, em Santa Cruz, a obra 365 Dias de Produtividade, um guia prático que pretende ajudar profissionais e organizações a melhorarem a gestão do tempo, o desempenho e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.


Durante a apresentação, o escritor explicou que a obra nasceu da sua própria experiência e dos desafios diários de conciliar as responsabilidades profissionais, familiares e pessoais.

Segundo Nelson Monteiro, a necessidade de gerir múltiplas tarefas e encontrar tempo para o trabalho, a família e o cuidado pessoal levou-o a aprofundar conhecimentos sobre produtividade e a reunir num livro métodos e ferramentas que utiliza no seu quotidiano.

“O maior desafio diário é ser produtivo, não apenas no trabalho, mas também na vida pessoal e familiar. Quando não cuidamos da nossa saúde física e mental, dificilmente conseguimos ser produtivos no ambiente profissional”, afirmou.

A obra está estruturada em dez capítulos e aborda diferentes dimensões da produtividade, incluindo gestão do tempo, definição de prioridades, desenvolvimento pessoal e equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

De acordo com o autor, o livro foi concebido como um guia prático e interactivo, contendo fichas de actividades e exercícios que permitem aos leitores acompanhar a sua evolução ao longo do tempo.

Uma das particularidades da publicação é a inclusão de recursos digitais acessíveis através de um código QR, que dá acesso a exercícios complementares e ferramentas de acompanhamento online.

Relativamente ao significado do título, Nelson Monteiro esclareceu que os “365 dias” não representam trabalho contínuo ao longo de todo o ano, mas sim um processo cíclico de aprendizagem e melhoria contínua.

“O objectivo não é trabalhar 365 dias por ano, mas criar hábitos que permitam melhorar progressivamente a nossa performance, tanto a nível profissional como pessoal”, explicou.

O autor defende ainda a necessidade de desconstruir a ideia de que estar constantemente ocupado é sinónimo de produtividade, sustentando que muitas pessoas concentram esforços em tarefas que geram pouco impacto nos seus resultados.

Segundo Nelson Monteiro, o livro destina-se a profissionais de diferentes áreas de actividade, desde trabalhadores de atendimento ao público até gestores e líderes de organizações, podendo igualmente ser útil para instituições públicas, autarquias e empresas privadas. In “Inforpress” – Cabo Verde


quinta-feira, 18 de junho de 2026

Macau – Vai ser lançado em português livro “Testemunhas da História de Macau”

O livro Testemunhas da História de Macau vai ser lançado no próximo dia 25 de Junho, às 18h30, na biblioteca do Instituto Português do Oriente, como parte das celebrações do “Junho, Mês de Portugal”.


A obra é a tradução para o português de Macau’s Historical Witnesses, de Christopher Chu e Maggie Hoi. O livro de contos narra o passado da cidade sob a perspectiva dos seus edifícios, igrejas e outros monumentos.

“Originalmente publicado em 2022, o livro não é um manual escolar nem um panfleto turístico, mas sim algo intermédio”, pode ler-se na nota de imprensa, sendo que, o seu objectivo é “cronicar a história única de 500 anos entre as comunidades portuguesa e chinesa em segmentos curtos e de fácil leitura, contados do ponto de vista dos marcos históricos da cidade”.

O livro está também disponível em chinês. A edição em português contou com a tradução de Ivo de Noronha Vital, natural de Macau, actual doutorando na Universidade de Macau e vice-presidente da Associação de Tradutores de Português. Como parte da apresentação, Ivo de Noronha Vital “irá abordar os desafios do processo de tradução e a arte de conectar ideias para além das línguas”.

Note-se que as três versões do livro foram recentemente destacadas na edição deste mês da revista Os Livros e a Cidade e estão em exibição como parte da campanha Macau Lê. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


Portugal - Universidade de Coimbra lança Prémio Geologia@UC para apoiar estudantes da Licenciatura em Geologia

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai atribuir até 20 prémios individuais a estudantes do primeiro ano da Licenciatura em Geologia, através da criação do Prémio Geologia@UC, uma iniciativa que visa promover o acesso e a permanência no ensino superior nesta área científica estratégica.

O Prémio Geologia@UC consiste na atribuição de um apoio financeiro de valor equivalente ao montante da propina anual, podendo abranger um total de até 20 estudantes inscritos no primeiro ano da Licenciatura em Geologia da FCTUC.

Com esta iniciativa, o Departamento de Ciências da Terra da FCTUC reforça o seu compromisso com a valorização das Geociências, incentivando a formação de novos profissionais qualificados numa área fundamental para o conhecimento dos recursos naturais, a mitigação de riscos geológicos, a sustentabilidade ambiental e a transição energética.

A Licenciatura em Geologia da FCTUC proporciona uma formação sólida e multidisciplinar nas diversas áreas das Ciências da Terra, combinando ensino teórico e laboratorial de primeira linha com trabalho de campo. O curso prepara os estudantes para responder aos desafios contemporâneos relacionados com os recursos geológicos, o ambiente, os riscos naturais e o ordenamento do território, beneficiando da excelência científica da Universidade de Coimbra neste domínio.

Mais informações sobre o prémio aqui. Universidade de Coimbra – Portugal

Regulamento

 

sábado, 13 de junho de 2026

Cabo Verde - Danni Gato lança single “Maré” em colaboração com Diogo Piçarra

Cidade da Praia - O produtor e DJ Danni Gato, de ascendência cabo-verdiana, tem disponível, nas plataformas digitais, o novo single intitulado “Maré”, um tema que conta com a colaboração do cantor pop português Diogo Piçarra.


Segundo o comunicado enviado à Inforpress, a música combina a forte identidade afro-house de Danni Gato com a abordagem melódica de Diogo Piçarra, resultando numa fusão harmoniosa entre dois universos musicais teoricamente distintos.

A parceria surgiu do desejo dos dois artistas de explorar novas sonoridades e linguagens musicais. Apesar de percursos diferentes, ambos partilham ligações às suas origens algarvias, elemento que contribuiu para aproximar a parceria.

“Maré” sucede aos temas “Where Are You”, “Lisboa” e “Tudo Bem” e integra o próximo álbum de Danni Gato, “Soldier”, descrito como um dos projectos mais ambiciosos da sua carreira.

Com um percurso consolidado na música electrónica e milhões de reproduções nas plataformas de streaming, Danni Gato tem agendada para este ano de 2026 a sua estreia no conceituado festival Tomorrowland, na Bélgica.

Por seu lado, Diogo Piçarra é um dos nomes de referência da pop portuguesa. Vencedor da quinta edição do programa “Ídolos”, o cantor lançou álbuns como “Espelho” e “do=s”, e o single “Monarquia”, com Bispo, distinguido com várias certificações de platina. Em 2025 editou o álbum “D≡Z”. In “Inforpress” – Cabo Verde


quarta-feira, 10 de junho de 2026

Moçambique - Sérgio Langa e Joana Matenga apresentam obra sobre informação e televisão

Os académicos moçambicanos Sérgio Jeremias Langa e Joana Machuza Matenga vão lançar, no próximo dia 24 de Junho de 2026, a obra “INFOVULA: do Pauperismo Semântico à Qualidade da Informação da Televisão em Moçambique”, numa cerimónia agendada para as 17h45, na Galeria Porto de Maputo.


A publicação apresenta uma análise crítica sobre o panorama mediático nacional, abordando os desafios da qualidade da informação televisiva e os impactos do empobrecimento semântico nos conteúdos consumidos diariamente pelos cidadãos. A obra propõe uma reflexão aprofundada sobre o papel da televisão na formação da opinião pública e na construção do debate social em Moçambique.

A sessão de lançamento contará com apresentações e comentários dos académicos Régio Conrado e Ernesto Nhanale, que irão partilhar as suas perspectivas sobre os temas abordados no livro.

O evento é dirigido a profissionais da comunicação social, investigadores, estudantes, docentes e demais interessados nas áreas dos media, informação e comunicação.

A iniciativa é promovida pela Gala-Gala Edições, em parceria com iCaR Consultores e a Galeria Porto de Maputo. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


segunda-feira, 8 de junho de 2026

UCCLA - Lançamento do livro “Antologia Brutalista” na Feira do Livro de Lisboa

Terá lugar, no dia 13 de junho, às 17 horas, o lançamento do livro Antologia Brutalista do autor Ricardo Rao - vencedor da 11.ª edição do “Prémio Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa” -, no Auditório Sul da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII.


A apresentação do livro contará com a presença do autor, da editora e de membros do júri.


sexta-feira, 5 de junho de 2026

Angola - Neves Moxi lança obra pioneira sobre “Processo de Inventário por Morte” no país

O Instituto Nacional de Estudos Jurídicos (INEJ), em Luanda, acolheu, nesta quinta-feira (4), o lançamento da obra O Processo de Inventário por Morte, da autoria do jurista e magistrado judicial Neves Moxi.


De acordo com o autor, o livro enquadra-se no domínio do Direito Processual Civil e aborda o ritual processual relacionado com a partilha de bens por herança em sede judicial. No entanto, destacou que o trabalho vai além da perspectiva dos tribunais, trazendo igualmente uma abordagem extrajudicial sobre a matéria.

Segundo Neves Moxi, a motivação para a elaboração da obra surgiu da constatação do aumento dos processos de inventário nos tribunais, situação que, na sua visão, contribui para a morosidade processual.

Neste contexto, defendeu a valorização dos meios alternativos de administração da justiça, sublinhando que muitos processos de partilha de herança podem ser resolvidos nos cartórios notariais.

“O que nós verificamos na prática é que muita gente, por desconhecimento, acaba afluindo ao tribunal mesmo com processos que podem ser resolvidos a nível dos cartórios notariais”, afirmou.

O autor referiu ainda que a obra procura servir diferentes públicos. Para juízes, procuradores, advogados e técnicos notariais, apresenta orientações assentes na doutrina e na legislação angolana sobre a tramitação do processo de inventário por morte. Para os cidadãos, indica os caminhos disponíveis para a resolução destas matérias, seja pela via judicial ou extrajudicial. Já para os investigadores, constitui uma base de consulta e análise crítica.

Questionado sobre o aumento dos casos de inventário e partilha de herança nos tribunais, Neves Moxi esclareceu que o livro não apresenta dados estatísticos, por considerar que essa competência cabe aos tribunais. Ainda assim, afirmou que, enquanto técnico de justiça, observa um número crescente de cidadãos a procurarem os órgãos judiciais para a resolução deste tipo de questões.

O jurista considera que existe algum desconhecimento sobre os mecanismos extrajudiciais disponíveis, entendimento que pode ser observado desde a própria formação académica em Direito, tradicionalmente mais orientada para os tribunais.

“Penso que era a hora de vermos um pouquinho o direito extrajudicial”, defendeu, acrescentando que muitos processos chegam aos tribunais mesmo quando existe consenso entre as partes e ausência de conflito.

Com 121 páginas distribuídas por seis capítulos, a obra é apresentada pelo autor como um trabalho pioneiro nesta matéria.

A preparação da componente prática da obra teve início em 2015, enquanto a parte teórica foi desenvolvida posteriormente. O trabalho ficou concluído no ano passado, tendo a sua publicação ocorrido este ano.

Quanto à tiragem, o autor informou que foram produzidos aproximadamente mil exemplares, muitos dos quais já comercializados em regime de pré-venda.

Sobre o autor

Neves Moxi é natural da província de Malanje, onde realizou os seus estudos no Seminário Maior de São José. É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Independente de Angola. Foi funcionário do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, colocado no Tribunal Provincial de Malanje.

Ao longo da sua carreira académica, leccionou disciplinas como Língua Portuguesa, Filosofia do Direito e do Estado, Sociologia da Família, Introdução ao Estudo do Direito, Teoria Geral do Direito Civil, Latim Jurídico, Hermenêutica e Interpretação de Textos Jurídicos, Direito Romano, Direito Constitucional, Direito Processual Penal e Direito Processual Civil, em instituições como o Seminário Maior de São José, o Instituto Superior Politécnico Dom Alexandre Cardeal do Nascimento, o Instituto Superior da Katepa e a Universidade Rainha Njinga a Mbande.

É mestre em Ciência Jurídico-Forense pela Faculdade de Direito da Universidade José Eduardo dos Santos, em cooperação com o Instituto de Cooperação Jurídica da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Actualmente, é doutorando em Direito e Segurança, docente da Universidade Católica de Angola e magistrado judicial. In “O País” - Angola



terça-feira, 26 de maio de 2026

Moçambique - Sara Jona Laisse lança “Fronteiras Literárias” na cidade de Maputo

Terá lugar na próxima Quinta-feira, dia 28 de Maio, às 17h45, na biblioteca do Camões — Centro Cultural Português em Maputo, o lançamento do livro Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos, a mais recente obra da ensaísta e docente moçambicana Sara Jona Laisse. A apresentação oficial estará a cargo do Professor Cristiano Matsinhe.


Dividida em duas partes que totalizam 36 artigos distribuídos por mais de 200 páginas, a obra propõe um diálogo cru e sem tabus sobre a construção da identidade, os desafios das minorias e o papel da literatura na desconstrução de estigmas sociais. Enquanto a primeira secção mergulha nas sinuosidades das relações humanas e nas ambiguidades do quotidiano, a segunda metade do volume actua como uma cartografia crítica, na qual a autora estabelece pontes intertextuais com grandes referências da literatura nacional, de Luís Bernardo Honwana a novos escritores contemporâneos.

De acordo com Pedro Pereira Lopes, editor da Gala-Gala, este volume de ensaios da professora Jona Laisse “faz uma cirurgia às nossas convenções identitárias e rasga as costuras do cânone literário para nos devolver um Moçambique cru, urgente e despido de disfarces”.

Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos saí pela estampa da Gala-Gala Edições e integra a colecção “Nossa gente, nossas línguas”.

Sobre a autora

Sara Jona Laisse é ensaísta no campo da literatura e da cultura moçambicana. Doutorada em Literaturas e Culturas em Língua Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa (2015), é docente na Universidade Católica de Moçambique. Colabora no jornal digital 7 Margens e faz parte do conselho editorial de revistas científicas moçambicanas e internacionais. A sua obra foca especialmente a preocupação em relação às culturas moçambicanas e à raridade de discussão sobre elas. É autora, de entre vários títulos, de Entre o Índico e o Atlântico: Ensaios Sobre Literatura e Outros Textos (2013), Entre Margens: Diálogo Intercultural e Outros Textos (2020), Moçambique, Margem Sul: Arte, Interculturalidade e Outros Textos (2022) e Moçambiquero-te: Literaturas, Culturas e Outros Textos (2024). In “Moz Entretenimento” - Moçambique


sábado, 23 de maio de 2026

Cabo Verde - Zé Viola Alves lança primeiro single “Strela de Saniclau” nas plataformas digitais

Cidade da Praia – O músico cabo-verdiano Zé Viola Alves lançou, nas plataformas digitais, o seu primeiro single intitulado Strela de Saniclau, um trabalho que o artista considera fruto de um processo de aprendizagem e troca de experiências.


Numa publicação nas redes sociais, o artista afirmou que o tema resulta de “muita aprendizagem, conselhos e troca de experiências”, deixando um agradecimento a todos os que o têm apoiado na sua trajectória musical.

“Agradeço a todos os que me ensinaram, mostraram o caminho e continuam a apoiar-me nesta caminhada”, escreveu o músico.

Zé Viola Alves fez igualmente referência a vários colaboradores envolvidos no projecto, nomeadamente, Eliseu Lopes de Pina, Izaell Lopes, Dhy Paula Vadu, Melicio Nuno Melicio, Caluca Tavares, Albertino Évora, Epifânio Tavares e Fany Joaquim Borges Leal, entre outros, destacando ainda todos os que contribuíram para o seu crescimento artístico.

O lançamento do single mereceu também reacções de colegas do meio musical. O músico Ângelo Barbosa considerou tratar-se de “um prazer ver o primeiro trabalho de Zé Viola Alves”, sublinhando a “humildade silenciosa” do artista.

“Zé pode deixar um registo único e diferente na nossa música, com a sua voz e forma de cantar. Nós apoiamos”, afirmou.

Também o músico e professor Joaquim Borges Leal felicitou Zé Viola pelo lançamento, considerando-o “um passo gigantesco na carreira de um artista jovem e promissor”.

O professor destacou ainda a importância do trabalho para a valorização da identidade cultural cabo-verdiana, sublinhando o papel de artistas que “prezam a nossa cultura e põem toda a alma na preservação da nossa identidade e idiossincrasia cultural”.

Joaquim Borges Leal deixou ainda uma nota de reconhecimento à banda sénior que acompanha a produção de mornas, referindo sentir-se privilegiado por assistir ao surgimento de novas vozes no panorama musical cabo-verdiano. In “Inforpress” – Cabo Verde


sexta-feira, 22 de maio de 2026

Moçambique - Samuel Joaquim António lança livro sobre Psicologia Vocacional na cidade da Beira

No dia 28 de Maio, pelas 18 horas, o Centro Cultural Português na Beira vai acolher o lançamento do livro Pensando a Psicologia Vocacional e Profissional, de Samuel Joaquim António. A apresentação do livro estará a cargo do académico Celso Miambo.


Neste livro, o leitor é convidado a questionar as escolhas que moldam a sua vida profissional e a reflectir sobre o papel da Psicologia Vocacional num contexto histórico e social marcado por profundas desigualdades. Defendendo a necessidade de uma mudança estrutural, o autor sugere a criação de um Subsistema Nacional de Orientação Vocacional e Profissional, integrado no sistema educativo, capaz de promover escolhas conscientes, informadas e alinhadas com as vocações reais de cada indivíduo. Mais do que uma análise teórica, este livro é um convite à transformação pessoal e social, desafiando leitores, educadores e decisores a repensarem o modo como se constroem percursos profissionais mais humanos, satisfatórios e coerentes com a identidade de cada um.

Samuel Joaquim António nasceu em 1994. É licenciado em Ciências da Educação com habilitação em Educação de Adultos pela Universidade Licungo. Desempenha a função de Formador no Instituto de Formação de Professores de Inhaminga. Possui formação de professor do nível Básico e Médio, formação em Psicologia Organizacional e formação em Introdução à Gestão de Recursos Humanos.

Celso Velemo Jossias Miambo é especialista na área de Psicologia Educacional, com sólida experiência em docência universitária, avaliação e garantia de qualidade no Ensino Superior, orientação vocacional e gestão académica. Possui um percurso académico e profissional consolidado em Moçambique e no exterior, destacando-se pela participação em projectos de investigação, formação profissional, intervenção psicossocial e desenvolvimento institucional. Tem actuado igualmente em contextos de emergência humanitária, capacitação pedagógica, gestão académica e desenvolvimento de competências profissionais. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quarta-feira, 13 de maio de 2026

Cabo Verde - “As Marias” de Florizandra Porto com lançamento na cidade de Lisboa

A escritora cabo-verdiana Florizandra Porto lança, no dia 17 deste mês, no Palácio Baldaya, em Lisboa (Portugal), a obra “As Marias”, um romance que mergulha nas feridas, silêncios e resistências da mulher cabo-verdiana


Segundo uma nota enviada, a obra relata as marcas que ficam na pele e na memória, como a violência contra a mulher, constantemente presente nas notícias, que representa apenas uma pequena parte do que acontece dentro de muitas famílias cabo-verdianas.

As Marias acompanham mulheres de diferentes origens, gerações e histórias de vida que, apesar das suas diferenças, carregam um fardo semelhante: a violência, o sofrimento e a necessidade extrema de se reconstruírem”, refere.

A mesma fonte indica que a obra caracteriza-se por uma linguagem directa, intensa e sem censura, denunciando situações de feminicídio, violência doméstica e violência sexual.

“Mais do que um romance, As Marias surge como um retrato social contemporâneo e um tributo à resiliência feminina. O livro denuncia estruturas de violência e negligência, mas também celebra a capacidade de sobrevivência, luta e reinvenção das mulheres cabo-verdianas”, salienta.

O lançamento oficial decorrerá no dia 17 de Maio, em sessão pública com roda de conversa, reunindo leitores, convidados e membros da comunidade cultural. A apresentação contará com a participação de Sona Fati, Patrícia Mosso e Isabel Menezes, e terá lugar no Palácio Baldaya.

Natural da cidade de Mindelo, Florizandra Delgado Porto Barros fez os estudos primários e secundários na sua ilha natal. Formou-se em Educação de Infância na Escola de Formação de Professores, Instituto Pedagógico da Praia, e licenciou-se em Ensino Básico, Língua Portuguesa e Estudos Cabo-Verdianos pela UNICV-FAED.

Pós-graduada em Gestão e Administração Escolar pela Universidade de Coimbra e mestre em Ensino do Português como Língua Segunda pela Universidade de Santiago, Cabo Verde.

É professora de Ensino Básico Obrigatório. Em 2012, foi um dos integrantes do fanzine de poesia e banda desenhada "Banda Poética". Em Junho de 2015, lança a primeira obra literária, o livro infantojuvenil O melhor amigo.

Foi coautora das antologias de histórias carnavalescas e de assombração "Ninguém leva a mal" e "Sexta-feira 13", da editora Sui-generis, Lisboa em 2017.

Em 2021, arrebatou o 1º e 3º prémio do Concurso Dramaturgia "Festival de Teatro do Atlântico, TEARTI", Cabo Verde. Em 2024, lançou Vendedeiras de Prazer. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”