Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 8 de agosto de 2026

Cabo Verde - Ceuzany Pires edita videoclipe do single “Sem Ninguém” em homenagem ao legado do Jorge Neto

Cidade da Praia - A cantora Ceuzany Pires editou o videoclipe do single Sem Ninguém, já disponível nas principais plataformas digitais e no YouTube, tema integrado no álbum Nô Tchal Tê Li, lançado em Novembro de 2025.


Sem Ninguém revitaliza o clássico imortalizado por Jorge Neto, numa homenagem directa ao artista, cuja figura permanece como uma referência marcante da cultura popular cabo-verdiana.

Integrado no álbum Nô Tchal Tê Li, lançado em Novembro de 2025, o tema aborda a violência doméstica com sensibilidade e força, transformando uma realidade dura num hino de libertação e afirmação pessoal.

A música da artista cabo-verdiana reforça ainda a importância de dar visibilidade às histórias de sobrevivência e afirma o direito à dignidade.

Sem Ninguém é a oitava faixa do álbum Nô Tchal Tê Li, composto por um total de 10 temas musicais. In “Inforpress” – Cabo Verde


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Cabo Verde - Realizadora Natasha Craveiro presente num dos principais festivais internacionais de cinema, o Festival de Locarno

Cidade da Praia – A realizadora e produtora Natasha Craveiro foi seleccionada para integrar a edição “Open Doors Producers”, programa de formação e desenvolvimento profissional do Festival de Locarno, na Suíça, para produtores emergentes de regiões com indústrias cinematográficas em desenvolvimento.


Em declarações à Inforpress, Natasha Craveiro esclareceu que a participação no programa resulta de um processo de candidatura internacional “altamente competitivo e não de um convite directo”.

Segundo explicou, o “Open Doors” é uma das iniciativas de maior prestígio do Festival de Locarno, na Suíça, vocacionada para apoiar, capacitar e dar visibilidade a cineastas e produtores independentes de países com infra-estruturas cinematográficas ainda em fase de consolidação.

A produtora indicou que o programa decorreu numa primeira fase online, entre Maio e Julho, através de formações, mentorias e workshops especializados, culminando agora com a etapa presencial, que acontece a partir de hoje até ao dia 11, durante o festival, onde “orgulhosamente exibirá a bandeira de Cabo Verde”.

"Estar em Locarno com o nosso olhar e as nossas histórias é a prova de que, mesmo a partir de uma ilha no meio do mar, conseguimos criar pontes globais e fazer a nossa voz ecoar nos grandes palcos do cinema mundial", afirmou.

Conforme explicou, não se limita à apresentação de um filme, mas centra-se igualmente na visão estratégica dos produtores, no desenvolvimento dos seus catálogos e na construção de infra-estruturas para o sector cinematográfico.

Neste contexto, exibirá a bandeira de Cabo Verde ao encontro internacional o projecto cinematográfico híbrido "Dja branku dja", do qual é autora e realizadora.

Isto, além de iniciativas ligadas ao fortalecimento do ecossistema cinematográfico cabo-verdiano, nomeadamente a Korikaxoru Academy, dedicada à formação de novos profissionais, o Cine Clube Mancarra, vocacionado para a criação de públicos para o cinema, e o Kafuka African Film Festival, dedicado à promoção do cinema africano.

O “Open Doors” 2026 realiza-se de 05 a 10 de Agosto, em Locarno, na Suíça, como parte da programação do Locarno Pro, no âmbito da 79.ª edição do Festival de Cinema de Locarno. In “Inforpress” – Cabo Verde

Suíça - Filme luso-suíço concorre ao principal prémio do Festival de Locarno

sábado, 25 de julho de 2026

Cabo Verde - Liliane Reis apresenta “Memórias da Aurora” na Cidade da Praia

A artista multidisciplinar e designer cabo-verdiana Liliane Reis inaugurou esta quinta-feira, 23, na Cidade da Praia, a sua terceira exposição, intitulada “Memórias da Aurora”, depois de ter apresentado as obras na cidade do Mindelo. As obras ficarão patentes ao público até 6 de Agosto, na Livraria Nhô Eugénio


Segundo a autora, esta exposição surgiu da sua jornada interior para contar a sua aurora, o seu equilíbrio interior. “A escrita começou simplesmente por despertar a escritora em mim e as ilustrações, a artista, mas, depois, quando vi que já tinha uma colecção consistente, lancei-me o desafio de fazer a exposição”.

A exposição reúne poesia e ilustração. Além dos quadros clássicos, inclui também desenhos e livros que proporcionam uma experiência vintage, produzidos em edição limitada de apenas 23 exemplares.

“Cada livro foi feito manualmente, segundo métodos de ilustração antiga. Fiz todos os desenhos e tentei proporcionar essa experiência, para que não fosse apenas um livro, mas também uma experiência sensorial”, relata.

O livro, feito à mão pela autora, conta com apenas 23 exemplares. Cada unidade inclui um marcador de livro único, uma peça artística criada pela autora, assinada e acompanhada de uma dedicatória especial para o comprador.

“Cada marcador é uma peça de arte única, que faz parte também da exposição. O livro é uma experiência de viagem para um universo vintage, porque hoje em dia temos tanto acesso ao digital que nos esquecemos da memória simples de tocar e ler um livro. Por isso, a experiência do livro é única, não apenas pelo conteúdo, mas por todos os detalhes do seu design”, realça.

Os livros são também acompanhados de postais com todas as peças da exposição, assinados pela autora. “A exposição propõe um encontro imersivo entre ilustração, poesia e design, reunindo diferentes linguagens artísticas numa experiência sensorial que atravessa a imagem, a palavra e o som”.

Durante a inauguração, será também apresentado o livro de autor Memórias da Aurora, uma edição bilingue (inglês e português), artesanal e experimental, concebida e produzida manualmente pela autora.

Ao longo da exposição, decorrerão ainda pequenos eventos paralelos ligados ao processo criativo, à poesia, ao design e à experimentação da autora. No dia 30 de Julho, realiza-se um workshop exclusivo para despertar o artista que existe dentro de nós.

“O workshop pretende despertar o artista que existe em cada um de nós, através de exercícios criativos que promovam a ligação com a emoção e a transformação dessa emoção numa forma de expressão, quer através do desenho, quer das palavras”, realça.

Em relação ao workshop, a autora informa que as inscrições são limitadas devido ao espaço disponível. A iniciativa é aberta ao público em geral.

No dia 6 de Agosto, realiza-se a sessão de encerramento da exposição, durante a qual será lançada a obra poética de Liliane Reis O Nascer do Sol, em língua cabo-verdiana, que complementa o livro principal da exposição.

Natural de São Vicente, Liliane Reis conta que, desde muito cedo, teve interesse por desenhar, pintar, cantar e dançar.

Liliane Reis frisa que escolheu ser designer porque é extremamente criativa. “E acho que também é uma forma de dar vida a essa criatividade”.

Na sua mensagem final, a artista salienta que, por vezes, as pessoas pensam que a arte é apenas pintar. “Mas a arte é uma forma de expressão. E expressamos essa arte no nosso dia-a-dia de diferentes formas”.

“Venham visitar e tenham a experiência de ver os desenhos ao vivo e de apreciar o detalhe de cada ilustração, porque cada linha é uma emoção, uma história, uma poesia e o despertar da aurora”, convida.

Liliane Reis é uma artista multidisciplinar cabo-verdiana, com origens na ilha de Santo Antão, criada na Cidade da Praia e marcada pela vivência entre Cabo Verde e Portugal.

A sua prática atravessa a ilustração, a poesia, a mixed media e o design, explorando emoções, memórias, identidade e a relação entre o eu e o todo. Interessa-se pelos detalhes e pelas pequenas nuances da experiência humana, construindo narrativas através da imagem, da palavra e do som. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sábado, 27 de junho de 2026

Instituto Internacional da Língua Portuguesa - Acolhe apresentação do livro infantil "A Coragem de Maria"

A Associação Projecto Escola de Vida lança o livro infantil "A Coragem de Maria" escrito por jovens autores do Clube de Leitura. A cerimónia de lançamento do livro aconteceu esta sexta-feira, 26, no salão do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), na Cidade da Praia


Numa nota enviada, a coordenação do Projeto Escola de Vida realça que A Coragem de Maria é uma história inspiradora que valoriza a coragem, a fé, a perseverança e os bons valores, promovendo o gosto pela leitura e incentivando a criatividade das crianças e adolescentes.

A mesma fonte relata que a obra representa o resultado de um trabalho contínuo de incentivo à leitura, à escrita e ao desenvolvimento das competências literárias dos participantes do Clube de Leitura do Projecto Escola de Vida.

O lançamento contou com momentos culturais protagonizados pelos alunos, apresentação da obra, sessão de autógrafos e partilha sobre o processo de criação do livro.

“Este momento marca mais uma importante conquista do Projecto Escola de Vida, que há vários anos trabalha para promover educação, cultura, leitura e desenvolvimento integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social”, cita.

Segundo a mesma fonte, a concretização deste projecto contou com o apoio do IILP, através do Fundo de Apoio a Pequenos Projetos, “reforçando o compromisso da instituição com a promoção da língua portuguesa, da leitura e da produção literária junto das comunidades”. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


quarta-feira, 24 de junho de 2026

Cabo Verde - Leinira Tavares estreia-se na literatura com obra que convida à descoberta da essência humana

Cidade da Praia – A escritora cabo-verdiana Leinira Tavares lança a 30 de Junho, na Praia, o seu primeiro livro, O Ser da Alma: Entre Vozes e Silêncio, uma obra poética que reúne reflexões sobre emoções, perdas, afectos e identidade.


Formada em Estudos Ingleses e apaixonada pelos livros desde a infância, Leinira Tavares concretiza, com esta publicação, um sonho antigo ligado à escrita e à literatura e um percurso marcado pela observação das experiências humanas, transformadas em versos que, segundo a autora, procuram acolher, inspirar e despertar reflexão.

Com 82 páginas, em formato brochura 14x21, o livro nasceu da necessidade de dar voz a sentimentos que muitas vezes são difíceis de compreender ou expressar.

“É um livro que vem para trazer acolhimento, ternura para as pessoas e, com certeza, faz reflectir sobre a essência do nosso ser”, afirmou a escritora em entrevista à Inforpress.

A autora contou que o título surgiu a partir de um poema homónimo incluído na colectânea, escrito de forma espontânea e sem qualquer pesquisa prévia, servindo como ponto de partida para a construção da obra.

Os textos reunidos no livro resultam tanto de experiências pessoais como da observação do quotidiano e das outras pessoas.

Entre os temas abordados no livro, figuram a vida, a morte, a amizade, as relações familiares, a maternidade, o amor e Cabo Verde.

Embora tenha apontado “O Ser da Alma” como uma reflexão sobre esses temas, destacou o “Zion” como um dos poemas mais marcantes da obra.

Inspirado no nascimento do seu filho, o texto reflecte a sua transformação enquanto mulher e mãe, abordando a maternidade como uma experiência capaz de revelar novas dimensões da identidade humana e a inevitabilidade da morte.

Tavares reconheceu que um dos principais desafios enfrentados foi o financiamento da obra, uma vez que assumiu integralmente os custos do projecto.

Ainda assim, realçou o apoio recebido do editor Ailton Moreira, que acompanhou de perto a construção da obra, desde a selecção dos poemas até aos detalhes da capa.

O livro conta ainda com prefácio e posfácio assinados por Wilma Vieira, audiologista, escritora e comunicadora, cuja colaboração ajudou a enriquecer o projecto literário.

Ao longo da entrevista, Leinira Tavares defendeu, igualmente, a importância da leitura e da escrita no desenvolvimento individual e colectivo, considerando que ambas desempenham um papel fundamental na formação de cidadãos mais conscientes e participativos.

Segundo a autora, a poesia continua a ser um espaço privilegiado de liberdade e expressão, capaz de despertar sensibilidades e promover novas formas de compreender a realidade.

Questionada sobre os seus próximos projectos, revelou a intenção de continuar a escrever, admitindo a possibilidade de publicar obras de carácter didáctico, contos infantis ou romances destinados a diferentes públicos, especialmente crianças e jovens.

Ao resumir a essência da publicação numa única frase, a autora definiu a obra como “um livro de descobrimento da essência do nosso próprio ser”.

Inspirada por autores cabo-verdianos como Baltasar Lopes, Leinira Tavares afirmou que este primeiro livro representa apenas o início de um percurso literário que pretende prosseguir nos próximos anos, através de novas obras voltadas para a educação, a reflexão e o desenvolvimento humano.

A apresentação pública de O Ser da Alma: Entre Vozes e Silêncios acontece no dia 30 de Junho, às 17:00, na Biblioteca Nacional, na cidade da Praia, estando a apresentação da obra a cargo de Paulo Veríssimo e Aleida Almeida. In “Inforpress” – Cabo Verde


quinta-feira, 28 de maio de 2026

Cabo Verde - V volume de “Mulheres e Seus Destinos” lançado sexta-feira na cidade da Praia com foco nas vítimas das cheias do Tarrafal

Cidade da Praia – O V volume da antologia “Mulheres e Seus Destinos”, intitulado Chuvas de Lágrimas: Poemas de Dor e Resiliência, será lançado sexta-feira, 29, na cidade da Praia, numa edição inspirada nas cheias que devastaram o Tarrafal.


A informação foi avançada pela mentora e coordenadora do projecto, Lena Marçal, em entrevista à Inforpress, ao destacar que esta edição reúne poemas marcados pela dor, perda e resiliência das populações afectadas pelas enxurradas.

Segundo aquela responsável, a obra nasceu depois de ter presenciado de perto os estragos provocados pelas cheias no Tarrafal, experiência que descreveu como “uma tristeza enorme”.

“Vi casas destruídas, ruas cobertas de lama e pessoas que perderam praticamente tudo. Senti necessidade de transformar essa realidade em poesia”, afirmou.

A coordenadora explicou que, pela primeira vez, a antologia apresenta um subtítulo temático, diferenciando-se dos quatro volumes anteriores da colectânea “Mulheres e Seus Destinos”.

O livro conta com 123 participantes, entre os quais 106 mulheres e 17 homens, reunindo textos sobre as vivências das famílias afectadas, os pescadores, as mulheres, as praias e a identidade cultural do Tarrafal.

Alguns poemas retratam igualmente os impactos da tempestade Erin na ilha de São Vicente.

Lena Marçal considerou, por outro lado, que a forte adesão feminina demonstra o crescimento da presença das mulheres no universo literário cabo-verdiano, embora reconheça que a participação masculina continua reduzida.

Além da vertente literária, a coordenadora destacou o carácter social do projecto, lembrando que as receitas da venda dos livros revertem integralmente para o Gabinete de Acção Social da Câmara Municipal do Tarrafal.

“É um projecto de cariz social que procura despertar nas pessoas o sentido de responsabilidade social”, sublinhou.

Aquela responsável revelou ainda que as diferentes edições da antologia já permitiram apoiar associações e causas sociais com valores próximos de um milhão de escudos.

Lena Marçal apelou à participação do público e incentivou os presentes a adquirirem pelo menos um exemplar da obra em apoio às famílias e causas sociais beneficiadas pelo projecto. In “Inforpress” – Cabo Verde


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Cabo Verde - Lançamento da obra sobre os “Tubarões Azuis” na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente

Cidade da Praia – O livro Tubarões Azuis no Olimpo dos Deuses do Futebol foi apresentado no dia 20, em São Vicente, e será no dia 22, na cidade da Praia, coincidindo com a permanência da selecção nacional de futebol em Cabo Verde antes da sua deslocação aos Estados Unidos da América.


A apresentação da obra no Mindelo, agendada para 20 de Maio, segundo o autor José Mário Correia, decorreu numa altura em que os “Tubarões Azuis” se encontravam em estágio em São Vicente, o que, sublinha, justifica a escolha da ilha do Porto Grande para o primeiro lançamento oficial.

Após a passagem por São Vicente, a selecção nacional segue para a ilha do Fogo, antes de cumprir etapas no Sal e na Praia, numa espécie de despedida pelo arquipélago antes da viagem para Lisboa, onde disputará um jogo internacional a 02 de Junho.

Os Estados Unidos da América serão, posteriormente, o palco dos próximos compromissos da selecção cabo-verdiana.

A obra traça o percurso da selecção nacional de futebol e a afirmação dos “Tubarões Azuis” no panorama internacional, evocando momentos marcantes da história recente do futebol cabo-verdiano e o simbolismo da equipa junto dos adeptos.

O lançamento na cidade da Praia está igualmente agendado para 22 de Maio, num momento em que a selecção nacional permanece no país, reforçando a ligação entre a apresentação do livro e o ambiente de mobilização em torno da equipa.

Com 300 páginas, o livro é apresentado como uma “verdadeira enciclopédia” do futebol cabo-verdiano, reunindo dados sobre jogos, jogadores, golos, vitórias e derrotas ao longo de várias décadas, com enfoque nas competições internacionais, como a Taça Amílcar Cabral, a Taça de África das Nações e as fases de qualificação para os Mundiais.

O prefácio é assinado pelo presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol, Mário Semedo, descrito pelo autor como “um verdadeiro prefácio, muito profundo e abrangente”, constituindo uma homenagem a atletas, adeptos, antigos dirigentes, seleccionadores e jogadores.

O posfácio é da autoria do antigo presidente da mesma instituição, Orlando Mascarenhas, actualmente presidente da Academia Olímpica Cabo-verdiana. In “Inforpress” – Cabo Verde


Cabo Verde - Prémio Literário Arnaldo França abre candidaturas para distinguir obras inéditas em prosa de autores nacionais

Cidade da Praia - As candidaturas ao Prémio Literário Arnaldo França decorrem até 31 de Julho e destinam-se a obras inéditas em prosa, escritas em língua portuguesa, de autores cabo-verdianos e estrangeiros residentes em Cabo Verde há cinco anos. 


Instituído em parceria pela Imprensa Nacional Casa de Moeda (INCM) e pela Imprensa Nacional de Cabo Verde (INCV), o prémio aceita trabalhos inéditos apresentados exclusivamente por via electrónica, mediante preenchimento e submissão de formulário disponível no sítio da Imprensa Nacional.

Em comunicado, avançaram que os interessados podem ainda consultar o regulamento, a composição do júri e outras informações relacionadas com o concurso no portal da mesma instituição.

Além do prémio pecuniário no valor de cinco mil euros, cerca de 550 milhões de escudos cabo-verdianos, a iniciativa contempla a edição da obra vencedora sob a chancela da Imprensa Nacional.

Os vencedores serão conhecidos e divulgados até o final de 2026.

De acordo com as entidades promotoras, o Prémio Literário Arnaldo França integra os Prémios INCM para a Língua Portuguesa e visa promover a língua portuguesa e o talento literário em Cabo Verde, além de homenagear Arnaldo França, figura da literatura e cultura cabo-verdiana. In “Inforpress” – Cabo Verde

Regulamento

sábado, 9 de maio de 2026

Cabo Verde - Álbum “Legacy” revela um Nelson Freitas “mais maduro na forma de cantar”

Apesar de ser anunciado como o último álbum nesse formato, o artista garantiu em entrevista ao Balai que não pretende terminar a carreira e que os fãs podem aguardar por novidades


A celebrar 25 anos de carreira, Nelson Freitas encontra-se em Cabo Verde para apresentar o seu mais recente e último trabalho discográfico “Legacy”. O álbum, segundo afirma o artista, revela um Nelson Freitas “mais maduro na forma de cantar”.

“É um passo diferente, mas que faz sentido na minha vida. É um Nelson Freitas mais maduro na forma de cantar, porque quando oiço os meus CD, principalmente o primeiro e o segundo, percebo que a minha voz mudou também”, explica em entrevista ao Balai.

O artista afirma que vive hoje uma fase mais tranquila e livre na criação musical.

“Continuo a fazer as músicas que quero, mas já não tenho a preocupação se vão tocar nas rádios ou se serão aceites. Se eu gosto da música, transmito isso ao público”, acrescentou.

Apesar de “Legacy” ser anunciado como o seu último álbum nesse formato, Nelson Freitas garante que não pretende terminar a carreira.

“Este projeto é o fecho de um capítulo e o começo de outro na minha vida. Tenho vários projetos que sempre quis fazer, mas concentrei a minha energia na carreira musical. Agora vou entrar em outras ondas”, afirmou.

“As pessoas pensam que vou reformar, mas não”, acrescentou mais adiante, esclarecendo ainda que os fãs podem esperar por novidades, embora preferia manter os detalhes em segredo.

“Legacy” reúne 12 faixas em crioulo, português e inglês. Segundo o artista, o processo de criação manteve-se semelhante aos anteriores trabalhos discográficos, mas contou com novas colaborações.

“Antigamente, escrevia quase todas as letras das músicas, mas nos últimos dois discos comecei a trabalhar com quem escreve bem”, conta.

O álbum contou com participações de profissionais de Portugal, Cabo Verde e Moçambique, marcando uma mudança em relação aos discos anteriores, produzidos sobretudo com profissionais da Holanda, Inglaterra e Angola.

“Encontrei bons produtores e tivemos uma ótima energia em estúdio. Criámos muitas músicas, mas escolhi apenas 12 para o disco. Ainda há mais guardadas na gaveta que podemos trabalhar”, revelou, acrescentando que prepara uma edição de luxo do álbum para ser divulgada em setembro.

O feedback do público está a ser “incrível”. “Fico até admirado da quantidade de feedback positivo que tenho recebido ao longo dos tempos. Às vezes pergunto-me se o público ainda está comigo e se gostam das minhas músicas, (…) mas graças a Deus tenho conseguido levá-los comigo na minha onda.”

“Tenho orgulho deste percurso”

Nelson Freitas está a celebrar 25 anos de carreira e diz sentir-se orgulhoso do caminho construído.

“Tenho orgulho de permanecer presente no mercado com todos os álbuns que lancei. Tenho orgulho deste percurso que tenho feito e dos fãs que estão sempre comigo”, disse.

O artista destacou ainda o papel da família e da equipa na sua trajetória. “Graças a Deus, tenho uma equipa muito forte que dá tudo por este projeto.”

Questionado sobre os trabalhos mais marcantes da carreira, destacou “Magic” (2006), o primeiro álbum a solo.

“Gosto de todos os meus álbuns, são como bebés para mim”, afirmou, mencionando ainda “Elevate” (2013), “Four” (2016), “Black Butterfly” (2024) e o atual “Legacy”.

Um show íntimo e próximo do público praiense

Nelson Freitas apresenta “Legacy” no espaço Hangar 7, na cidade da Praia, segundo o artista, é um espetáculo diferente dos habituais.

“É um show diferente dos outros que já fiz em Cabo Verde ou noutras partes do mundo. (…) vou apresentar as músicas novas, falar sobre o processo criativo do disco e dar crédito às pessoas de Cabo Verde que participaram na escrita. É um Nelson Freitas mais íntimo, próximo, onde vou falar mais do que o costume. (…) Quero que o público se sinta mais próximo da pessoa Nelson Freitas e não do artista”, afirmou.

O cantor pretende criar uma maior interação com os fãs durante a atuação. “As pessoas poderão fazer perguntas, contar histórias ligadas às músicas.”

Além dos temas de “Legacy”, o alinhamento inclui sucessos antigos. “Acho que não posso sair daqui sem tocar músicas antigas, senão os meus fãs não ficariam contentes”, brincou.

Questionada sobre possíveis convidados especiais, respondeu entre risos: “vou deixar surpresa”.

Esgotar o MEO Arena em 2027

Após show em 2014, Nelson Freitas prepara-se para regressar em 2027 ao MEO Arena, a maior sala de espetáculos de Portugal.

“Tenho uma história por finalizar com aquele palco. Em 2014 fizemos um espetáculo bonito, mas faltou experiência na promoção”, recordou, apontando que na altura não foi possível encher a sala.

Desta vez, o objetivo é “esgotar” a sala, com uma campanha de divulgação iniciada com um ano de antecedência. “Hoje temos mais experiência. Na altura, fizemos a divulgação dois meses antes pensando que iriamos esgotar o espaço rapidamente, mas não é assim que as coisas funcionam.”

Ao finalizar, Nelson Freitas deixou uma mensagem de agradecimento aos fãs, destacando o apoio recebido ao longo da carreira.

“Os meus fãs são os melhores e estão sempre comigo. (…) Recebo muitas mensagens e, apesar de não conseguir responder a todas, leio quase todas. (…) Prometo, se Deus permitir, continuar a dar muito mais de Nelson Freitas”, concluiu. Aline Oliveira – Cabo Verde in “Balai Cabo verde”


sábado, 2 de maio de 2026

Cabo Verde - Festival Kontornu regressa ao país para a sua 4.ª edição com programação internacional de dança e artes performativas

A 4.ª edição do Festival Kontornu – Festival Internacional de Dança e Artes Performativas de Cabo Verde acontece de 11 a 16 de maio de 2026, afirmando-se como um dos principais encontros artísticos do país e um dos principais festivais de dança do continente africano da atualidade.


A programação estará centrada na cidade da Praia, com uma extensão especial na Cidade Velha e o seu já emblemático encerramento no Tarrafal de Santiago, reforçando a dimensão territorial e descentralizada do festival.

O Festival Kontornu reúne nesta edição cerca de 80 participantes provenientes de vários países, entre artistas, programadores, investigadores e profissionais das artes performativas (Portugal, Brasil, Grécia, Suíça, República Dominicana, Espanha, Senegal, França, Itália)

Mais do que um festival, o Kontornu posiciona-se como uma plataforma de criação, intercâmbio e pensamento crítico, cruzando linguagens como dança contemporânea, danças urbanas, performance, circo, teatro e práticas híbridas. O seu foco passa por estimular redes internacionais, promover e contribuir para a construção de novas narrativas no campo das artes performativas e tornar Cabo Verde um epicentro das artes performativas do mundo.

Ação social: “Menos Álcool, Mais Vida” celebra 10 anos

Nesta edição, o festival associa-se à campanha “Menos Álcool, Mais Vida”, que celebra 10 anos de existência.

Esta parceria reforça o compromisso do Kontornu com a responsabilidade social e a promoção de estilos de vida saudáveis, especialmente junto da juventude. A campanha tem sido fundamental na sensibilização para os impactos do consumo excessivo de álcool, incentivando escolhas conscientes e o bem-estar coletivo, alinhando-se com os valores educativos e comunitários do festival.

Kopano – Encontro Internacional de Programadores

O festival volta a acolher o Kopano – Encontro Internacional de Programadores, um espaço de reflexão, networking e cooperação entre profissionais das artes.

Esta iniciativa é realizada em parceria com o Restaurante Batuku e a Câmara Municipal da Cidade Velha, criando um ambiente de diálogo entre agentes culturais locais e internacionais. O Kopano tem como objetivo fortalecer circuitos de circulação artística, estimular coproduções e posicionar Cabo Verde no mapa global das artes performativas.

Homenagem a Marlene Monteiro Freitas

A 4.ª edição presta homenagem à coreógrafa cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas, uma das mais reconhecidas artistas da cena contemporânea internacional. Esta homenagem celebra o seu percurso singular e o impacto da sua obra, que tem contribuído para redefinir a presença da criação cabo-verdiana nos grandes palcos do mundo. A sua abordagem radical, inventiva e profundamente autoral inspira novas gerações de artistas e reforça a importância da experimentação estética.

Kontornu Dance Camp – Nova geração em residência

Como novidade desta edição, surge o Kontornu Dance Camp, uma residência artística que reúne jovens bailarinos de diferentes partes do mundo.

Durante o festival, os participantes estarão em residência no Estádio Nacional, desenvolvendo práticas intensivas de formação, criação e intercâmbio. Esta iniciativa visa investir na próxima geração de artistas, promovendo o encontro entre culturas, linguagens e experiências.

Kontornu Dance Battle – Encerramento no Tarrafal

O festival encerra com o Kontornu Dance Battle, uma grande celebração das danças urbanas, que terá lugar no Tarrafal.

Esta atividade é realizada em parceria com o Festival IUFA (Açores), reforçando pontes entre territórios insulares e comunidades artísticas. A batalha promete reunir bailarinos, público e energia coletiva num momento de partilha, competição saudável e celebração da cultura urbana.

Sobre o Festival Kontornu

O Festival Kontornu é um evento dedicado à dança e às artes performativas, que promove a criação contemporânea, o intercâmbio internacional e a valorização das práticas artísticas africanas e da diáspora. Festival Kontornu - Cabo Verde




sexta-feira, 24 de abril de 2026

Lusofonia - Espectáculo musical “A Orquestra na Baleia” promove intercâmbio entre jovens de Portugal e Cabo Verde

Cidade da Praia – A Cidade da Praia, recebe hoje, 24 de Abril, pela primeira vez, a actuação do espetáculo musical “Orquestra na Baleia” um projecto comunitário e educativo que visa promover o intercâmbio entre jovens músicos cabo-verdianos e portugueses.


Em declarações à Inforpress, o director de produção e comunicação, Vladimiro Cruz, explicou que se trata de um projecto participativo e colectivo que inclui instituições da Praia, nomeadamente Espaço Gota d' Arte, Escola Pentagrama, Banda Militar, Banda Municipal e a Academia Cesária Évora.

Inspirado no livro A Orquestra na Baleia, escrito por Mário João Alves e ilustrado por Dina Sachse, o espectáculo nasce de uma epopeia sonora que acompanha uma orquestra em viagem a bordo de um pequeno barco chamado Casca de Voz, rumo a Cabo Verde, onde pretende realizar um concerto num dos lugares mais belos do planeta.

A obra conta com uma forte dimensão poética e imaginativa, celebra a relação entre o ser humano e a música, exaltando a criatividade, a fantasia, a escuta e o encontro entre diferentes mundos.

Segundo avançou o director, o principal desafio foi a deslocação de uma orquestra completa de Portugal para Cabo Verde, devido ao elevado número de músicos e instrumentos envolvidos.

“São muitas pessoas, muitos instrumentos. Esse foi o maior desafio, conseguir organizar, em pouco tempo, a viagem de uma orquestra para Cabo Verde”, afirmou.

O espectáculo estreou-se a 27 de Março, em Vila Franca de Xira, em Portugal, com um número maior de músicos, sendo agora adaptado para a apresentação na capital cabo-verdiana, com integração de músicos locais.

Vladimir Cruz sublinhou que a preparação incluiu uma semana intensa de workshops e ensaios conjuntos entre músicos portugueses e cabo-verdianos, destacando a componente pedagógica do projecto e a “sinergia” criada entre os participantes.

“É um espectáculo bonito, que fala sobre entreajuda e sobre aquilo que recebemos quando chegamos a Cabo Verde, quando a comunidade se junta para construir algo maior do que nós próprios”, referiu.

Apesar de ser uma semana de preparação marcada por desafios logísticos, Vladimiro Cruz mostrou-se expectante quanto ao espectáculo e espera sala cheia.

“Queremos que chegue ao maior número de pessoas possível, por isso a entrada é livre. É um espectáculo comunitário e sem fins lucrativos”, explicou.

O responsável manifestou ainda a intenção de levar o projecto a outras ilhas, caso haja apoio institucional, bem como de replicar o modelo em Portugal com músicos cabo-verdianos.

A Orquestra na Baleia é uma co-criação da companhia Cegada, Grupo de Teatro, e da Orquestra do Agrupamento de Escolas de Vialonga, conta com o apoio da República Portuguesa Cultura, Juventude e Desporto, Direcção-Geral das Artes, Centro Cultural Português, da Embaixada de Portugal em Cabo Verde e do Teatro Estúdio Ildefonso Valério.

O espectáculo acontece às 19:00, na Assembleia Nacional com entrada gratuita. In “Inforpress” – Cabo Verde


terça-feira, 7 de abril de 2026

Cabo Verde - Livro “Tudo sobre o Irão” explora complexidade da sociedade e do Estado iraniano

Cidade da Praia - O livro Tudo sobre o Irão, do jornalista português Ricardo Alexandre propõe uma análise aprofundada da complexidade da sociedade e do Estado iraniano, indo além da actualidade política e dos estereótipos habitualmente associados ao país.

Em declarações à Inforpress, o autor explicou que a obra aborda a história do Irão e da antiga Pérsia, bem como a sua relação com o mundo, incluindo temas como o programa nuclear, as tensões com os Estados Unidos, o conflito com Israel e as relações com a União Europeia.

O livro, segundo Ricardo Alexandre, também procura compreender o funcionamento da sociedade iraniana no quotidiano, explorando hábitos, costumes e expressões culturais, como o cinema, a música, a gastronomia e o turismo.

A obra pretende ainda contrariar visões simplistas sobre o país, oferecendo ao leitor ferramentas para entender as várias dimensões de uma nação com história milenar, grande riqueza natural e humana, e uma população jovem e muito qualificada, estimada em mais de 90 milhões de habitantes.

O autor revelou que a primeira versão do livro foi concluída em Dezembro de 2025, estando inicialmente previsto o lançamento para a segunda quinzena de Abril. Contudo, o início do conflito a 28 de Fevereiro, marcado por bombardeamentos de Israel e dos Estados Unidos, levou à antecipação da publicação.

Contou, Ricardo Alexandre que antes da impressão do livro foi possível incluir acontecimentos do primeiro mês do conflito, ainda que sem alterações substanciais à estrutura da obra, incluindo a morte do líder supremo Ali Khamenei e o início da operação militar denominada “Fúria Épica”.

Segundo informou o jornalista português, o livro encontra-se já na segunda edição e conta com um total de 447 páginas.

Ricardo Alexandre disse que a intenção era viajar para o Irão, mas que não conseguiu deslocar-se por falta de visto no início das tensões, sublinhando que o país vive actualmente uma realidade distinta da de períodos anteriores de paz.

O autor recordou também diferenças significativas entre as suas visitas ao Irão em 2006 e 2015, destacando os contextos políticos distintos, com a presidência de Mahmoud Ahmadinejad, de linha dura, e posteriormente de Hassan Rouhani, considerado moderado, período em que foi alcançado um acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.

Sobre o actual contexto geopolítico, o jornalista considerou que o cenário é “particularmente desafiante”, apontando para a combinação de um regime iraniano repressivo e a presença de lideranças consideradas extremistas, como Donald Trump nos Estados Unidos e o primeiro-ministro israelita, o que dificulta o diálogo internacional.

Ricardo Alexandre é licenciado em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), doutorado em Ciência Política e mestre em Sociedades e Políticas Europeias pelo ISCTE. É também investigador integrado do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) da Universidade Nova de Lisboa e professor universitário.

A apresentação da obra na cidade da Praia, segundo o autor, representa uma honra pessoal. A sessão contará com intervenções do investigador cabo-verdiano Manuel Brito Semedo e do deputado português Rui Tavares. In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 21 de março de 2026

Cabo Verde - Irmã Hélida Correia lança “ReiKina”, primeira obra a solo que apela ao civismo ambiental infantil

Cidade da Praia - A educadora e escritora Irmã Hélida Correia lança a 25 deste mês, na cidade da Praia, o livro infantojuvenil ReiKina, obra que sensibiliza crianças e famílias para responsabilidade ambiental e correcta gestão do lixo.


Em entrevista à Inforpress, a educadora e escritora Irmã Hélida Correia, mestre em Educação Pré-Escolar e Primeiro Ciclo do Ensino Básico, elucidou que o livro infantojuvenil ReiKina nasceu de uma experiência vivida com alunos, transformada depois numa história de sensibilização ambiental.

A ideia surgiu quando, durante uma actividade com crianças nas imediações da escola, se deparou com lixo espalhado junto aos contentores, situação que motivou um trabalho de consciencialização entre os alunos.

Segundo relatou, a iniciativa começou com uma música criada pelas próprias crianças para incentivar a colocação correcta do lixo, experiência que mais tarde inspirou a construção da narrativa.

“O contentor está aí, mas nós próprios deitamos o lixo no chão. Então decidi pôr o contentor a falar”, afirmou.

Na história, o contentor transforma-se na personagem ReiKina, uma figura simbólica que representa um apelo silencioso à responsabilidade colectiva e ao cuidado com os espaços públicos.

O nome escolhido resulta da expressão “rei da esquina”, numa referência aos contentores presentes nas ruas e bairros, muitas vezes ignorados no quotidiano, apesar do papel essencial que desempenham na organização urbana.

A obra de 36 páginas apresenta uma linguagem simples e pedagógica, dirigida sobretudo às crianças, embora também procure envolver pais, professores e toda a comunidade numa reflexão conjunta sobre os hábitos relacionados com o lixo.

Ao longo da narrativa, a autora introduz conceitos como reciclagem, reutilização e compostagem, incentivando pequenas atitudes diárias capazes de contribuir para mudanças mais amplas na sociedade.

Para Hélida Correia, iniciar essa sensibilização desde cedo constitui um passo decisivo na formação de cidadãos conscientes, sublinhando que a educação infantil representa o primeiro alicerce da construção de valores sociais e ambientais.

A escritora considera que a leitura possui um “papel determinante” nesse processo de formação pessoal e intelectual.

“Desde muito cedo percebi que o livro, na minha mão, faz-me viajar sem sair do lugar. Abre a minha mente e posso viver em qualquer sítio do mundo”, afiançou.

Com formato quadrado de grande dimensão, ReiKina apresenta uma narrativa acompanhada de elementos pedagógicos, incluindo uma música que pode ser utilizada por professores e famílias como ferramenta de sensibilização.

A publicação teve produção assegurada pela Gráfica Santos, enquanto o prefácio conta com a assinatura de Elídio Jesus, director do Centro Educativo de Miraflores.

Apesar de representar a primeira obra publicada individualmente, a autora já possui cerca de 20 histórias infantis escritas, além de poemas, romances e reflexões literárias, considerando esta publicação como a “mãe de todas as outras”.

A edição inicial prevê mil exemplares, com o objectivo de alcançar escolas, famílias e leitores interessados na temática ambiental.

A apresentação pública da obra está marcada para o dia 25 de Março, na Biblioteca Nacional, na cidade da Praia, com intervenções da escritora e docente Augusta Évora, do escritor Paulo Veríssimo e de Elídio Jesus, autor do prefácio. In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Cabo Verde - Júlio Correia lança “Cabo Verde: Percursos, Ruturas e Paradoxos” na cidade da Praia

A editora Rosa de Porcelana promove, no próximo dia 27 de fevereiro, sexta-feira, pelas 18 horas, o lançamento do livro “Cabo Verde: Percursos, Ruturas e Paradoxos”, da autoria de Júlio Correia. A apresentação acontece no Auditório do Banco Interatlântico, na cidade da Praia


O livro traz uma análise crítica do percurso político cabo-verdiano, entre 1975 e 2025, abordando acontecimentos marcantes organizados por períodos de cinco anos.

Igualmente, a obra procura construir uma leitura interpretativa sobre a evolução política do país e os desafios ligados à soberania e à consolidação democrática.

Perfil do autor

Júlio Correia é sociólogo e mestre em Administração Pública, com mais de 30 anos de experiência no serviço público, visto que, longo da sua carreira, foi deputado, primeiro presidente da Câmara Municipal dos Mosteiros, ministro em diferentes pastas governamentais e vice-presidente da Assembleia Nacional. Destacou-se ainda, como dirigente partidário, tendo sido Vice-Presidente e Secretário-Geral do PAICV. In “A Nação” – Cabo Verde


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Cabo Verde - Neusa Correia Lopes publica livro sobre “Educar durante a pandemia: sala de aula tradicional vs espaço virtual”

Cidade da Praia – A investigadora Neusa Correia Lopes é a única mulher cabo-verdiana e em África que, até agora, publicou sobre “Educar durante a pandemia: sala de aula tradicional versus espaço virtual”, apurou a Inforpress.


Com o aproximar do mês de Março, que é dedicado às mulheres, a Inforpress abordou a escritora que, no seu livro, explora os desafios provocados pela crise sanitária da pandemia do covid-19, com foco no impacto emocional e social.

Em declarações à Inforpress, Neusa Correia Lopes afiançou que o livro, escrito durante a pandemia, aborda a cultura, a diversidade cultural e adaptação no contexto educativo e a experiência dos imigrantes, em particular, dos cabo-verdianos, ao chegarem aos EUA durante a pandemia, bem como o multiculturalismo e as mudanças necessárias no sistema educativo para acolher estes novos alunos.

“O objectivo foi compreender como integrar os recém-chegados nas nossas comunidades, mesmo em tempos difíceis”, enfatizou.

Segundo a autora, um dos temas centrais do livro é a importância da língua inglesa e das barreiras linguísticas enfrentadas pelos imigrantes, numa altura em que o ensino sofreu uma transformação significativa com a transição para as aulas virtuais, trazendo novos desafios e oportunidades.

Neusa Correia Lopes adiantou que o livro vem na sequência das pesquisas realizadas em vários países, incluindo Portugal e Cabo Verde, para melhor compreender os diferentes contextos educativos e o impacto da pandemia, destacando a sua experiência de dar aulas virtualmente em universidades cabo-verdianas enquanto residia nos EUA.

A autora indicou que objectivo é de se reflectir sobre o impacto emocional e psicológico do ensino “online”, procurando criar um espaço confortável para que alunos e professores possam enfrentar as dificuldades deste novo paradigma, vincado numa filosofia a que deu o nome de “between dimensions” (entre dimensões).

Frisou por outro lado, que é preciso manter um equilíbrio psíquico, emocional e social, analisar a situação, observar e manter a calma perante a sociedade em que vivemos, algo que conferiu durante a pandemia com os seus alunos, por isso criou a filosofia “between dimensions”.

“Percebi que a cultura e a língua são cruciais para os indivíduos, especialmente no momento em que o emigrante multilingue e a população estudantil foram desafiados pela covid-19, com o uso de máscaras, o distanciamento social e a necessidade de adaptação a uma nova vida social”, precisou.

Desafios a que, na sua opinião, os professores devem estar atentos, desde à forma emocional, psicológica e fisiológica como devem abordar os alunos numa “sala de aula do Zoom”, de modo a não perderem a identidade e criarem uma nova forma de adaptação social com a transformação tecnológica, que este condicionalismo trouxe ao sistema educativo e que obriga à criação de estratégias para construir resiliência.

A escritora alega que, a chegada da pandemia, lhe causou algum choque inicial e foi então que começou a dar aulas pelo WhatsApp, para garantir a continuidade do ensino.

Além disso, Neusa Lopes acompanhou, de perto, debates científicos internacionais, nomeadamente, os fóruns da Harvard School, onde especialistas como o Dr. Anthony Fauci discutiam a evolução da covid-19, o que lhe permitiu aprofundar a sua investigação.

No final, o livro propõe uma reflexão sobre se a educação pós-pandemia regressará à “normalidade” ou se a crise provocará mudanças permanentes no modo de ensinar e aprender e ao mesmo tempo deixar uma pista para os procedimentos a se ter em conta, caso venha a surgir uma nova pandemia, de modo a que o sistema de ensino esteja preparado para dar resposta as novas exigências.

Finalizou defendendo que, “língua da inteligência artificial (IA) é cultura e dimensão tecnológica também é língua. Isto porque, esta dimensão apresenta sua própria linguagem, os seus próprios parâmetros, pelo que é preciso descodificar esta linguagem. É preciso aproveitar as oportunidades que surgem”. In “Inforpress” – Cabo Verde