Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Curso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Curso. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Portugal - Universidade de Coimbra organiza curso sobre incêndios na interface urbano-florestal

A Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), centro de investigação associado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), vai dinamizar um curso de formação especializada sobre incêndios na interface urbano-florestal, no próximo dia 22 de novembro, no Auditório Laginha Serafim do Departamento de Engenharia Civil da FCTUC.


Nesta formação, que tem inscrições abertas até dia 18 de novembro, serão abordados temas no âmbito da gestão de risco de incêndio a interface urbano-florestal em Portugal, envolvendo aspetos legislativos, gestão da vegetação no contexto de prevenção, estratégias de comunicação do risco, entre outros, ministrados pela equipa da ADAI e do Instituto Jurídico da UC, com a coordenação do professor Domingos Xavier Viegas. 

 Os aspetos ligados ao comportamento do fogo e à segurança das pessoas têm sido ao longo das últimas décadas um dos principais focos do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da ADAI. Com este curso a associação tem como objetivo apoiar não só os agentes envolvidos nesta temática, mas também a população em geral que pretenda obter mais informação para promover a sua própria salvaguarda.

Desta forma, a formação destina-se a técnicos de proteção civil, de engenharia civil, paisagistas, técnicos autárquicos, bombeiros, técnicos florestais, produtores florestais, sapadores, GNR e cientistas, mas também a todos os interessados nesta temática. 

As inscrições estão limitadas à capacidade da sala e será emitido um certificado de presença com a carga horária discriminada. Para inscrições e mais informações consultar a página oficial. Universidade de Coimbra - Portugal


quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Moçambique - Camões – Centro Cultural realiza 33.º Curso de Literaturas em Língua Portuguesa

Entre os dias 16 e 19 de Setembro, das 17h30 às 19h30, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo vai realizar o 33º Curso de Literaturas em Língua Portuguesa.


O Curso de Literaturas é a iniciativa cultural mais antiga do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, realizada em parceria com a Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), que em edições anteriores trouxe a Maputo autores como José Saramago e Lídia Jorge, ou, mais recentemente, José Luís Peixoto, Afonso Cruz, David Machado, Pedro Mexia, Alexandra Lucas Coelho, Joana Bértholo e Lúcia Vicente.

Pretende-se, com o Curso, promover a leitura e o sentido crítico dos leitores, bem como proporcionar um espaço de debate e contacto com escritores ou académicos convidados.

A 33.ª edição do Curso de Literaturas em Língua Portuguesa destaca o quinto centenário do nascimento de Luís Vaz de Camões, que viveu dois anos em Nampula, numa abordagem transdisciplinar.

O programa do Curso decorre durante quatro dias, em período pós-laboral, e conta geralmente com um grande número de participantes, entre estudantes, escritores e uma comunidade profissional variada. Para esta edição do Curso de Literaturas, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo convidou o escritor português Afonso Reis Cabral.

No dia 16 de Setembro, a abrir o programa do Curso, o convidado Afonso Reis Cabral partilhará a sua reflexão sobre a obra “Sonetos de Luís de Camões, escolhidos por Eugénio de Andrade”, mostrando um lado contemporâneo e transversal da obra do poeta. O dia seguinte, 17 de Setembro, será dedicado aos temas “A dimensão biográfica da poesia de Camões” e “Camões no Ensino Secundário em Moçambique: O que é que dele se sabe hoje?”, pelos docentes da Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS) da UEM, José Camilo Manusse e Lurdes Rodrigues.

No terceiro dia do Curso, dia 18 de Setembro, será apresentada uma nova criação alusiva ao tema do Curso, encenada por Rogério Manjate, num momento que terminará com uma partilha do processo criativo do encenador. A finalizar este programa, o dia 19 de Setembro será dedicado à partilha de leituras de Luís Vaz de Camões, pelos dinamizadores e participantes do Curso.

Todas as sessões do Curso de Literaturas em Língua Portuguesa contarão com a moderação de Mélio Tinga.

A participação no 33.º Curso de Literaturas é livre, mas caso se pretenda certificado de participação no Curso, deverá ser feita uma inscrição prévia, entre 26 de Agosto e 6 de Setembro, e assistir a todas as sessões do Curso.

As inscrições poderão ser feitas na Biblioteca do Camões – Centro Cultural Português em Maputo ou nos Centros de Língua Portuguesa da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane e da Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da Universidade Pedagógica de Maputo. In “O País” - Moçambique


sábado, 20 de janeiro de 2024

Internacional - Universidade de Coimbra recebe investigadores para curso sobre medidas de monitorização, prevenção e remediação do radão em edifícios

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai receber de 22 a 26 de janeiro dezenas de investigadores internacionais para um curso sobre medidas de monitorização, prevenção e remediação do gás radão em edifícios, organizado pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

Este curso tem o apoio e participação do Laboratório de Radioatividade Natural (LRN) do Departamento de Ciências da Terra (DCT), da Agência Portuguesa do Ambiente, da Empresa de Desenvolvimento Mineiro e ainda da Associação Europeia de Especialistas na área do Radão (ERA). A cidade de Coimbra foi eleita para a realização do curso devido ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no LRN nesta área. 

Os principais tópicos que serão abordados durante o curso incluem efeitos da exposição ao radão, fontes de radão, protocolos de medição e garantia de qualidade, técnicas de prevenção e mitigação do radão e comunicação de riscos e envolvimento público.

O curso conta com representantes oriundos de 22 países, da Europa e da Ásia. Os formadores externos vêm dos Estados Unidos da América, Reino Unido e República Checa. Universidade de Coimbra - Portugal

 

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Macau - Carlos Anok reeleito presidente da confraria da gastronomia macaense

Carlos Anok Cabral vai continuar à frente da Confraria da Gastronomia Macaense até 2026. Durante a eleição dos novos órgãos sociais, ficou ainda decidido que Luís Machado será representante da Confraria na Europa. Por outro lado, Carlos Anok Cabral revelou a este jornal que será lançado o primeiro curso de gastronomia macaense em colaboração com o Instituto de Formação Turística. A ideia é que comece em Novembro


A Confraria da Gastronomia Macaense elegeu os novos órgãos sociais para o período 2024-2026, com Carlos Anok Cabral a ser reeleito presidente da Direcção. Segundo disse ao Jornal Tribuna de Macau, o objectivo para o próximo mandato é continuar a realizar as actividades que têm vindo a pôr em prática. Além disso, revelou que ainda durante o corrente mandato, será lançado o primeiro curso de gastronomia macaense em colaboração com o Instituto de Formação Turística (IFT).

Relativamente aos órgãos sociais, foram poucas as mudanças. Luís Machado, que durante anos foi o presidente da Confraria, e que estava agora como segundo secretário da Assembleia Geral, saiu da associação, por passar mais tempo em Portugal. “Embora tenha saído, nomeámos Luís Machado como representante da Confraria na Europa. Achamos que é a pessoa mais adequada, uma vez que conhece muito bem as outras Confrarias em Portugal e noutros países europeus”, explicou Carlos Anok Cabral.

Para o lugar de Luís Machado entrou Ana Cristina Cachinho. Já Elisabela Larrea, que era vogal da Direcção, foi substituída por Duarte Rosário, que era vogal do Conselho Fiscal. Para o lugar de Duarte Rosário entrou Roberto Sio Lopes.

“Quanto às perspectivas para o novo mandato, em princípio vamos manter as actividades que tivemos este ano. Outra novidade, ainda durante este mandato, é que vamos ter o primeiro curso em colaboração com o IFT”, afirmou. Segundo Carlos Anok Cabral, este curso de gastronomia macaense será composto por 15 pratos. Os preparativos estão a ser finalizados e o objectivo é lançar o curso já em Novembro.

O número de formandos dependerá em parte da instituição, já que vai ser utilizada a cozinha do IFT. “Não sabemos quantas pessoas haverá a fazer inscrição, mas acho que poderá acolher 15 ou 16 pessoas, depende”. Em princípio, a formação será em conduzida em língua chinesa.

Os docentes serão membros da Confraria, desde logo a começar por Carlos Anok Cabral, além de Rita Cabral, Fátima Cordeiro e Antonieta Manhão. “Mas pode ser que futuramente possa haver mais docentes, nos cursos que vierem a abrir”, observou.

Carlos Cabral referiu que esta era uma ideia há muito abordada pelas pessoas, admitindo que a falta de um espaço próprio para a associação foi um dos obstáculos à criação de cursos de outras actividades. “Não temos sede e temos falta de pessoal, há pessoas que embora sejam confrades e confreiras têm os seus restaurantes”, apontou.

Quanto ao futuro, estão a ser pensadas mais actividades. “E estamos a ver se conseguimos mesmo ter uma sede própria, vamos pedir junto do Governo. Assim o peso da despesa seria mais reduzido”, prosseguiu, explicando que os Serviços de Educação podiam emprestar a cozinha em Seac Pai Van, mas além de ser longe, teriam de pagar as horas extra aos funcionários que lá trabalham.

Apesar de o mandato actual ainda não ter acabado, o balanço feito pelo presidente da Direcção da Confraria é “positivo”. “Espero que as pessoas que trabalham comigo consigam manter este sentido de colaboração”, concluiu. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quinta-feira, 23 de março de 2023

Portugal - Universidade de Coimbra promove curso sobre segurança em incêndios florestais

 


O Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF) da Associação para do Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai realizar um curso sobre segurança em incêndios florestais. A formação decorre a 28 de abril, no Auditório Laginha Serafim, do Departamento de Engenharia Mecânica, entre as 9h e as 17h.

Ao longo dos últimos anos, os aspetos ligados ao comportamento do fogo e à segurança das pessoas têm sido o principal objeto de estudo do CEIF-ADAI. Assim, neste curso, este centro da FCTUC procura incorporar alguns dos ensinamentos essenciais obtidos a partir da análise dos principais incêndios da última década, bem como do seu longo programa de investigação continuada nesta temática.

No âmbito deste curso serão abordados temas como “O panorama dos incêndios florestais em Portugal”; “Incêndios florestais e a meteorologia”; “Preparação física no combate a incêndios”; “Princípios fundamentais de segurança”; “Comportamento extremo do fogo”; e ainda, “Estudo de acidentes passados e respetivas lições aprendidas”. As intervenções ficam a cargo da equipa da ADAI, com a coordenação do Professor Domingos Xavier Viegas.

Este curso é aberto a todos os interessados na temática segurança em incêndios florestais, mas destina-se especialmente a bombeiros, técnicos de proteção civil, técnicos autárquicos, técnicos florestais, produtores florestais, sapadores, GNR e cientistas.

As inscrições, a decorrer até ao dia 25 de abril, são limitadas à capacidade da sala e o seu custo tem o valor de 70€ (inclui documentação, café e almoço). Será emitido um certificado de presença com a carga horária discriminada.

As horas de formação serão registadas pela Escola Nacional dos Bombeiros (ENB), entidade com a qual o CEIF tem um protocolo de colaboração ativo, no Recenseamento Nacional dos Bombeiros Portugueses, na ficha individual de cada bombeiro.

Saiba mais sobre o curso através desta ligação. Universidade de Coimbra - Portugal


quarta-feira, 20 de abril de 2022

Portugal - Centro Científico e Cultural de Macau promove oficina de Patuá

Curso será ministrado em quatro meses por Joaquim Ng Pereira e Sara Roncon Leotte e pretende ser “um conjunto de aulas vivas com a finalidade de sensibilizar para a questão da preservação do ‘Dóci Papiaçam di Macau’, crioulo macaense de raiz marcadamente portuguesa que se pretende dinamizar, no sentido de melhorar a posição mundial do dialecto enquanto língua minoritária decretada pela UNESCO, em risco de extinção”. Ao todo serão 32 sessões, entre Maio e Outubro

O Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) vai apostar numa oficina de Patuá. Durante quatro meses, e atendendo à posição mundial do dialecto enquanto língua minoritária decretada pela UNESCO e em risco de extinção, o CCCM pretende promover “um conjunto de aulas vivas com a finalidade de sensibilizar para a questão da preservação do ‘Dóci Papiaçam di Macau’, o crioulo macaense de raiz marcadamente portuguesa que se pretende dinamizar, contribuindo assim para a preservação de uma componente integrante da singular história e cultura macaense”, pode ler-se na página do curso.

Joaquim Ng Pereira e Sara Roncon Leotte são os responsáveis pela planificação e pelas aulas dadas durante o curso que tem a duração de quatro meses. “Será feita uma abordagem do Patuá macaense na sua vertente mais artística, tendo como veículo falante, os textos contidos em obras de José dos Santos Ferreira (Adé) e de Miguel de Senna Fernandes, ilustres macaenses e grandes promotores do Patuá”, refere ainda o CCCM, que acrescenta ainda que “serão ainda consideradas componentes práticas de divulgação deste crioulo, como a declamação e representação protagonizadas pelos participantes, tendo como objectivo a afirmação do Patuá como língua nativa de Macau com origem identitária na língua portuguesa”.

O curso, que tem um custo de 40 euros por mês, começa no dia 30 de Abril com uma introdução ao Patuá (neste dia a entrada é livre). Segue de 2 a 30 de Maio com oficinas dedicadas ao enquadramento histórico, económico e social de Macau, bem como sobre as origens do Patuá. Entre 2 e 30 de Junho, haverá lugar a ensino e compreensão dos fonemas, dicção e formas de falar o Patuá. No mesmo hiato temporal, far-se-á a introdução à poesia no dialecto. Por fim, e depois de uma pausa de férias durante os meses de Julho e Agosto, a oficina volta de 1 de Setembro a 31 de Outubro com conteúdos relacionados com o ensino de Patuá com declamação na sua vertente poética.

Ao todo serão 32 sessões, entre Maio e Outubro, de segunda-feira a quinta-feira, das 17h30 às 20h nas instalações do CCCM, em Lisboa, Portugal, mas com opção de assistência online. O curso, leccionado igualmente em português, arrancará se existirem de 8 a 25 inscrições, e a idade mínima de participação são os seis anos.

Joaquim Ng Pereira nasceu em Macau e é filho de pai português e mãe chinesa. É licenciado em Ciências da Comunicação e Cultura e mestre em Programação e Gestão Cultural, ambos obtidos na Universidade Lusófona, em Lisboa. O tema da sua dissertação de mestrado teve incidência sobre o Museu de Macau do CCCM. É sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa, como membro da Comissão das Migrações, onde promove encontros cuja temática tem sido sobre Macau, Portugal e os macaenses. A sua vocação tem sido a promoção e divulgação do Patuá e da cultura macaense.

Sara Roncon Leotte é licenciada em Relações Lusófonas e Língua Portuguesa pelo Instituto Politécnico de Bragança, tendo defendido o Relatório de Estágio intitulado “Perspectivas sobre o ensino das línguas (Português, Chinês e Patuá): a criação de Oficinas de Língua no CCCM”. A temática das relações sinólogas, com incidência em Macau e na preservação do Patuá, constitui o seu primeiro trabalho na área. Actualmente, é estagiária na Escola Profissional Prática Universal (EPPU) de Bragança, no gabinete de ERASMUS e no gabinete dinamizador de Qualidade. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Portugal - Curso teórico-prático: Plasticus maritimus

«A cada hora que passa, mil toneladas de plástico vão parar aos oceanos, o equivalente a um camião cheio de plástico, por minuto! Já é tempo de fazermos alguma coisa.»

Ana Pêgo, Plasticus maritimus


Os professores são os mais fortes aliados na mobilização e consciencialização dos alunos para a literacia dos oceanos, e por isso propomos que conheçam Plasticus maritimus, uma «espécie» que se apoderou das nossas vidas e que agora está em toda a parte, causando uma infinidade de problemas. É importante perceber o que é, de onde vem, quais os efeitos da sua utilização descontrolada e o que se pode fazer para minimizar o problema. Vamos também perceber como é que, a brincar, conseguimos dominá-la. Nesta formação, explorando tanto o lado científico, como o lado artístico, serão oferecidas aos professores ferramentas científicas e lúdicas que podem ser usadas em sala de aula, com o objetivo de ampliar o conhecimento dos alunos sobre o oceano e de estimular a sua vontade de o proteger, contribuindo para a tão desejada alteração de comportamentos. Esta formação é dirigida a professores e outros agentes educativos, de todos os níveis de ensino e de todas as disciplinas. Vão abordar-se as questões científicas relacionadas com a poluição dos oceanos por plásticos, e serão propostas abordagens artísticas ao tema, intercalando a teoria com atividades práticas que podem ser replicadas, posteriormente, em sala de aula.

Conceção e orientação: Ana Pêgo

Mais informações aqui. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal


segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Hong Kong – Cidadãos que pretendem emigrar procuram cursos de língua portuguesa

A situação política em Hong Kong está a levar a uma procura crescente de aulas de língua portuguesa, com uma escola no território a propor “cursos intensivos para emigrar”, leccionados pela Internet, por causa da pandemia



Aos sábados, durante duas horas, Anaïs Barroso ensina a partir de Lisboa uma dezena de alunos inscritos num dos cursos, lançado pela escola Portuguesinho.hk, de que é cofundadora, através da aplicação Zoom. À medida que os alunos vão “entrando” na aula virtual, a portuguesa saúda as sete mulheres e três homens residentes em Hong Kong com um “Olá, tudo bem?”.

O ecrã do computador faz as vezes do quadro, mostrando os exercícios e diálogos do manual fornecido pelo Instituto Português do Oriente (IPOR). “Hoje vamos estudar os dias da semana e os números de telefone, é importante saberem dizer o vosso número de telemóvel em português”, explica Anaïs, em inglês.

Um dos alunos tenta o exercício e enumera os dígitos com surpreendente rapidez: já é a segunda vez que faz o curso de iniciação, conta a professora, e “é muito motivado”. “A maioria das pessoas que está interessada em aprender português neste momento é porque quer emigrar, e nós preparamo-las nesse sentido”, explica, com “assuntos do dia a dia de que possam vir a precisar quando vierem para Portugal”.

A professora também responde a muitas perguntas sobre as cidades com melhor qualidade de vida ou as escolas internacionais para os filhos.

Numa das ‘janelas’ da aplicação usada para a aula está um casal que aceita falar à Lusa, mas pede para não ser identificado. Na casa dos quarenta, com dois filhos pequenos, são analistas informáticos em Hong Kong, e emigrar está nos seus planos. “A situação em Hong Kong está a piorar em relação às liberdades”, lamenta o analista. “No meu círculo, entre os meus colegas, estamos a falar em emigrar e a discutir se os nossos filhos devem ir estudar para o estrangeiro”.

Ele nasceu em Macau e tem passaporte português, mas gostava que a mulher também obtivesse a cidadania, e para isso é preciso aprender o idioma até ao nível A2, o grau exigido pela lei portuguesa. “Para a apoiar, também estou a aprender”, conta o luso-chinês. “É uma forma de abrirmos uma possibilidade para nós e para os nossos filhos. Assim podemos ter mais escolha no futuro”, explica.

De Portugal, só tem a imagem que lhe transmitiu um primo de Macau que viaja muitas vezes para o país: um “sítio simpático, com bom tempo”. “Quero saber o que o leva a ir lá com tanta frequência”, brinca. Mas quando se pergunta se estão a pensar emigrar para Portugal, a resposta é “talvez”. “Aprender português para obter a nacionalidade é o primeiro passo para nos permitir emigrar para a Europa”, explica.

Os dois já se inscreveram no próximo curso de língua portuguesa, depois de terminarem o primeiro módulo, com dez aulas. O curso de português para emigrar foi lançado em Junho e “a grande maioria” dos alunos da escola, perto de uma centena, pensa em ir viver para Portugal, garante Anaïs Barroso.

Para a portuguesa, que regressou ao país há dois anos, depois de ter vivido quatro anos na China continental e em Macau, “a crescente procura dos habitantes de Hong Kong” de aulas do idioma está relacionada com a situação política, com um “grande aumento no Verão”, após a aprovação da lei da segurança nacional no território. “As pessoas já tinham começado a ouvir falar de Portugal, também por causa dos vistos ‘gold’, mas penso que este interesse deles em vir para Portugal tem a ver com a instabilidade política”, explica Anaïs.

Sam Lo, de 29 anos, é uma das raras excepções: apesar de estar inscrita no curso para emigrar, diz que decidiu aprender a língua por ter tido um namorado português que despertou a sua curiosidade em relação ao idioma, que “não se parece com nenhuma das línguas na Europa”.

É também a única que aceita ser identificada, numa altura em que o clima político leva a maioria a recusar falar ou a pedir o anonimato, temendo consequências se falarem aos média estrangeiros. “Hong Kong está a ficar como a China continental, as pessoas sentem que não podem dizer nada”, lamenta Sam.

Fundada em janeiro deste ano, a escola foi batizada com o nome “Portuguesinho” por sugestão de uma das fundadoras e directora do estabelecimento, Jan Hung, natural de Hong Kong e residente no território. “Foi ideia da Jan, porque ela acha muito engraçado nós usarmos tantos diminutivos”, explica Anaïs, com 25 anos.

As duas conheceram-se num intercâmbio organizado pelo curso de Tradução e Interpretação de Português-Chinês, uma parceria entre os Institutos Politécnicos de Leiria e de Macau, e ficaram amigas. “A Jan já dava aulas de português numa associação e começou a notar uma crescente procura”, recorda, até porque, se “em Macau há bastante oferta”, em Hong Kong não é assim. “Macau sempre teve mais relação com o português, e estou satisfeita que em Hong Kong também haja quem queira aprender a língua”, disse. Paula Alves – Agência Lusa in “Ponto Final”

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Lusofonia - Arranca primeira pós-graduação sobre Prevenção e Luta Contra a Corrupção

Díli – Teve lugar a sessão de abertura do primeiro curso de Pós-Graduação, realizado em linha, sobre o Regime Jurídico da Prevenção e da Luta Contra a Corrupção, o Branqueamento de Capitais e o Crime Organizado.

O evento realizou-se na Faculdade de Direito da Universidade José Eduardo dos Santos, no Huambo, e contou, entre outras personalidades, com a intervenção do Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos da República de Angola, Francisco Queiroz.

A iniciativa, inserida no âmbito do Projeto de Apoio à Consolidação do Estado de Direito nos PALOP e em Timor-Leste (PACED), financiada pela União Europeia e cofinanciada e gerida pelo Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, decorrerá entre os meses de setembro e novembro de 2020.

Segundo o comunicado a que a Tatoli teve acesso, o I Curso de Pós-graduação em linha destina-se a 90 participantes, desde magistrados judiciais a magistrados do Ministério Público, passando por polícias de investigação criminal, técnicos dos Bancos Centrais e das Unidades de Informação Financeira.

Como refere ainda o documento, dos 90 inscritos, 30 são provenientes de instituições parceiras do PACED em Angola. Já os restantes 60 são oriundos de países parceiros do projeto.

Segundo o mesmo comunicado, o curso “tem um modelo misto, sendo lecionado presencialmente aos participantes do Huambo e por videoconferência aos restantes”.

O curso de pós-graduação vem responder à necessidade de formação especializada, por forma a “melhorar as capacidades dos profissionais que, nas diferentes instituições, têm responsabilidades na prevenção e combate aos crimes de corrupção, branqueamento de capitais e criminalidade organizada”.

Ainda segundo o comunicado, o envolvimento de magistrados, polícias de investigação criminal, bancos centrais e UIF no curso vai permitir “uma abordagem multidisciplinar mais eficaz na luta contra os crimes económico-financeiros, contribuindo para sociedades mais transparentes e justas”.

A coordenação científica está a cargo do Decano da Faculdade de Direito da Universidade José Eduardo dos Santos, Professor Doutor João Valeriano, e do Presidente do Instituto de Cooperação Jurídica da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Professor Doutor Fernando Loureiro Bastos.

O PACED tem como objetivos a afirmação e consolidação do Estado de Direito nos PALOP e Timor-Leste assim como a prevenção e luta contra a corrupção, o branqueamento de capitais e a criminalidade organizada, em particular, o tráfico de estupefacientes.

O curso terá um financiamento de 8,4 milhões de euros, sendo que 7 milhões são financiados pela União Europeia ao abrigo do 10.º FED e 1,4 milhões pelo Camões, I.P. Domingos Freitas – Timor-Leste in “Tatoli”

terça-feira, 25 de agosto de 2020

França - Estão abertas as inscrições para as aulas de português em Saint Herblain e em Chôlet



Estão abertas as inscrições para as aulas de português da associação “Des Ailes Pour le Portugal”, uma associação que recolhe fundos para apoio a uma instituição de solidariedade social para crianças em Santo Tirso.

As aulas de português desta associação têm lugar em Saint Herblain (44), uma cidade dos arredores de Nantes, e em Cholet (49) e destina-se a alunos “dos 3 aos 99 anos”, como indica o cartaz da associação presidida por Elisabeth Barbosa.

A associação recorre a um professor – “o único assalariado da associação” – e Elisabeth Barbosa diz que teve muito “retorno positivo”. No primeiro ano a associação tinha só 55 alunos e no segundo 135 alunos. Resta saber agora se a pandemia de Covid-19 vai trazer algum impacto nas inscrições do ano letivo que agora vai começar.

Se tudo correr bem e se a associação conseguir uma sala, em setembro começará um novo curso em La Roche-sur-Yon.

Também aulas por vídeo-conferência

Mas a novidade é a abertura de aulas de português por vídeo-conferência para todos os níveis, a partir de 16 anos.

Os alunos podem assistir às aulas a partir de casa, em aulas semanais de 1h30 e em pequeno grupo. Esta ação destina-se a “lusodescendentes, estudantes, futuros residentes em Portugal, profissionais em relação com a língua portuguesa e a todas as pessoas que querem aprender ou aperfeiçoar o português”.

A associação diz que as aulas são dadas por um professor português e com experiência, e que o ambiente é “convivial e familiar”.

As inscrições estão abertas até 15 de setembro.

Inscrições:

desailespourleportugal@outlook.fr


Carlos Pereira – França in “LusoJornal”

sábado, 1 de agosto de 2020

Cabo Verde - Centro Cultural em Lisboa promove workshop sobre olaria tradicional do arquipélago

Cidade da Praia – O Centro Cultural de Cabo Verde em Lisboa promove de 1 a 15 de Agosto, o workshop sobre a olaria tradicional do arquipélago, visando desenvolver os conhecimentos e todo o processo operatório de técnicas.

De acordo com um comunicado dos promotores, o workshop propõe uma oficina prática, passando por todos os processos que constituem a cadeia operatória de uma peça cerâmica.

“A preparação das pastas, as diferentes técnicas de modelação tradicional cabo-verdiana, o processo de secagem, os acabamentos através de óxidos, técnica de brunir e finalmente a cozedura em forno tradicional, soenga, com material combustível orgânica”, pode-se ler no comunicado.

O workshop é dirigido a todas as pessoas de qualquer idade que pretendem conhecer a cultura material cabo-verdiana, aprofundando e desenvolvendo conhecimentos e aptidões sobre a olaria tradicional de Cabo Verde. In “Inforpress” – Cabo Verde

Cabo Verde – Protocolo vai permitir a estudantes de Porto Novo frequentarem cursos de licenciatura no Politécnico de Bragança

Porto Novo – Quarenta e dois estudantes do Porto Novo, Santo Antão, vão poder, a partir do ano lectivo 2020/2021, frequentar cursos de licenciatura em Portugal, mais precisamente no Instituto Politécnico de Bragança, anunciou a edilidade porto-novense.

Segundo um anúncio da câmara do Porto Novo, esses jovens vão poder prosseguir os estudos em Portugal graças a um protocolo existente entre a autarquia e o Instituto Politécnico de Bragança, que tem como propósito criar oportunidades aos jovens porto-novenses de acesso ao Ensino Superior.

Todos os anos, este instituto, já frequentado por muitos estudantes porto-novenses, oferece ao município do Porto Novo vagas para licenciaturas e mestrados, no âmbito do protocolo existente entre as duas instituições.

Igualmente, estudantes dos outros municípios de Santo Antão vão ter a possibilidade de frequentar a formação superior nesse instituto politécnico, graças a acordos de cooperação estabelecidos.

Enquanto isso, o ano lectivo 2020/2021 deverá ficar marcado pelo arranque do Ensino Superior em Santo Antão, com a operacionalização do instituto de Ciências e Tecnologias Agrárias desta ilha, criado em Janeiro deste ano.

O Instituto de Ciências e Tecnologias Agrárias de Santo Antão é uma unidade orgânica da Universidade Técnica do Atlântico, com sede no Mindelo. In “Inforpress” – Cabo Verde

domingo, 26 de julho de 2020

França - Experiência online dos cursos de português do Instituto Camões em Paris vai ser editada em livro

Os cursos de português para os quase 80 alunos adultos do Instituto Camões chegaram ao seu termo neste ano particular em que tiveram de ser interrompidos presencialmente, para se transformarem em aulas à distância, pela internet.

“Nós só tivemos uma semana parados para organização. Imediatamente resolvemos abrir os cursos online, perguntámos a todos os alunos se estavam de acordo e tivemos apenas 3 desistências nas oito dezenas de alunos, 2 delas motivadas por questões técnicas” explica ao LusoJornal o Diretor do Instituto Camões em Paris, João Pinharanda.

“Há um grupo de pessoas mais idosas que segue os cursos há muito tempo e para quem a frequência dos cursos é uma espécie de desconfinamento antes do confinamento”, explica João Pinharanda explicando as três desistências das aulas.

“É uma coisa extraordinária. Tivemos pessoas que saíram de Paris porque têm uma casa fora de Paris e é essa a grande vantagem da internet, uma vantagem que eu acho terrível, mas nesta desvantagem, tivemos um intercâmbio muito favorável entre os alunos e as professoras. Correu muito bem”.

Em declarações ao LusoJornal, João Pinharanda diz que fez um inquérito e confessa que “vou até publicar isso, fazer um livrinho, onde vou por as testemunhas dos alunos, a minha, a da funcionária que nos ajudou, a da Ana Paixão que é a Diretora pedagógica dos cursos do Instituto Camões, para além de ser a Diretora da Casa de Portugal André de Gouveia na Cidade Universitária”. João Pinharanda quer publicar um livro para oferecer aos alunos. “Eu nem diria que são alunos resistentes, são alunos que nos ensinaram que é possível aderir a uma outra linha de ensino que eu acho que não vamos privilegiar. Acho que não devemos privilegiar porque só 4 é que disseram que preferiam ter aulas online. Talvez sejam pessoas que morem longe, mas os outros querem voltar aos cursos”.

Os cursos de português no Instituto Camões vão regressar no segundo semestre e as inscrições estarão abertas logo na “rentrée”. Carlos Pereira – França in “LusoJornal”

sábado, 24 de agosto de 2019

Internacional - Projeto MaRINET2 abre inscrições para o sétimo curso em renováveis oceânicas



Após o sucesso dos primeiros cursos oferecidos pelo consórcio do projeto MaRINET2, o projeto internacional continua a desenvolver o seu programa de treino no setor de energia renovável off shore.

Em colaboração com o MaRINET2, o Centro de Energia Marinha e Renovável, a Universidade College Cork (UCC MaREI), o Instituto Francês de Pesquisa para a Exploração do Mar (IFREMER) e a Tecnalia Research & Innovation (TECNALIA) organizarão um curso intitulado “Integrated Tank Testing for the Offshore Renewable Industry”. O curso de curta duração acontecerá na Irlanda, no Centro MaREI de Energia Marinha e Renováveis, de 25 a 29 de novembro de 2019.

Os cursos curtos, de dois a cinco dias de duração, são direcionados para investigadores do setor e académicos no setor de energia renovável off shore. Os cursos são organizados e lecionados pelos parceiros do projeto MaRINET2, e serão focados em três áreas: energia das ondas, do vento e das marés.

Os temas estudados incluem testes integrados em tanques, hidrodinâmica de fundações de turbinas fixas e flutuantes, confiabilidade e análise de risco de tecnologias de energias renováveis marinhas, bem como processos de teste e verificação desde o tanque ao mar.

Os cursos são voltados para early-stage researchers e estudantes de pós-graduação, bem como para participantes da indústria e do setor privado. Os cursos são gratuitos, e existem bolsas de viagem e alimentação para estudantes de mestrado e doutoramento, bem como para early-stage researchers.

Mais informações sobre o programa, a localização e a duração dos cursos está disponível no website do MaRINET2, que será atualizado constantemente.

O MaRINET2 é um projeto de €10,5m, financiado pelo Horizonte 2020, coordenado pelo MaREI (Marine and Renewable Energy Ireland) da University College of Cork. O projeto pretende acelerar o desenvolvimento das tecnologias de energia renovável marinha providenciando o acesso sem custos a uma rede de 57 centros investigação pela Europa. In “WavEC Offshore Renewables” - Portugal



sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Macau - Primeiro curso de Medicina terá cerimónia de inauguração no próximo dia 06 de Setembro

É inaugurado a 6 de Setembro, o primeiro curso de Medicina de Macau. Billy Chan, director do Centro de Educação em Simulação Médica da MUST, contou ao Ponto Final que a reestruturada faculdade conduziu uma série de entrevistas que indicam que muitos jovens de Macau estão interessados neste curso. A licenciatura em Medicina e Cirurgia tem 50 vagas, das quais 47 foram preenchidas



“Está tudo pronto. Estamos prontos para começar”, afirmou Billy Chan ao Ponto Final. O director do Centro de Educação em Simulação Médica da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla em inglês) contou ao Ponto Final que, das 50 vagas do novo curso de Medicina e Cirurgia, 47 foram preenchidas. A cerimónia de inauguração do primeiro curso de Medicina em Macau vai acontecer a 6 de Setembro e vai contar com a presença de Fausto Pinto, director da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e de Maria Amélia Ferreira, directora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Segundo Billy Chan, nos últimos meses foram feitas entrevistas aos jovens de Macau, para testar a aceitação do curso: “Nós entrevistámos centenas e centenas de estudantes de Macau, que responderam de forma positiva, muitos deles queriam seguir um curso de Medicina”. O curso é, precisamente, destinado aos alunos locais, ainda que, entre os inscritos, haja também um português e um cabo-verdiano. “Nós temos 50 vagas, e, de momento, temos 47 confirmados que vão fazer o curso. Nós temos dois alunos de países de língua portuguesa, um de Cabo Verde e um de Portugal. O primeiro lote será uma mistura de alunos locais e alunos estrangeiros”, adiantou o professor da MUST.

“Dirigir uma Faculdade de Medicina não é como dirigir uma faculdade normal, há muito a fazer”, lembrou Billy Chan. Na MUST, a Faculdade de Ciências da Saúde deu lugar à Faculdade de Medicina. Mason Fok, antigo director da Faculdade de Ciências da Saúde, assume o mesmo cargo na Faculdade de Medicina. Billy Chan garantiu que está tudo a postos: “Temos todo o equipamento, uma mesa de autópsias digital, muitos espécimes de corpos, modelos. Muito material vem dos Estados Unidos”.

O director do Centro de Educação em Simulação Médica da MUST referiu que o curso terá uma componente tecnológica forte. “O núcleo do currículo, em si, tem por base muitos aspectos tecnológicos”, disse, acrescentando: “Não esperamos que os alunos memorizem apenas as partes do corpo, a anatomia”.

“Noutras faculdades da região, só ensinam a teoria, técnicas ultrapassadas. Nós não vamos utilizar este tipo de sistema. Vai ser muito prático. Quando eles aprenderem sobre anatomia, por exemplo, vão aprender muitas coisas que, um dia, lhes serão úteis quando estiverem a observar pacientes. Não é apenas aprender anatomia e saber todas as partes do corpo, nós queremos produzir futuros médicos aqui em Macau”, sublinhou o docente.

Billy Chan adiantou que, no âmbito da cerimónia de inauguração do curso, serão assinados protocolos de intercâmbio de alunos e professores com as Faculdades de Medicina das Universidades de Lisboa e Porto. “Esperamos que, quando os melhores alunos estiverem prontos, possamos mandá-los para Portugal para praticarem em programas de estágio, para que possam fazer parte do sector em Portugal e olhar para pacientes a sério, trabalhar num hospital”. Em sentido contrário, Billy Chan acha que “muitos dos estudantes em Portugal gostariam de vir para Macau, deve ser um destino muito atractivo para eles”.

O curso, de seis anos, será leccionado em chinês e inglês, contudo, a língua inglesa será principalmente utilizada no decorrer da licenciatura. Segundo a informação disponível na página online da faculdade, o objectivo deste novo curso “é que os alunos dominem não apenas o conhecimento médico, mas também que desenvolvam competências analíticas de resolução de forma personalizada”.

Dividido por seis anos, o currículo está essencialmente dividido em duas grandes disciplinas. São elas a bio-medicina e os vários sistemas do corpo humano, e a prática clínica, onde se incluem as várias especialidades da medicina. O programa inclui ainda as disciplinas de linguagem e técnicas de comunicação, ética médica, humanidades e Direito e medicina alternativa.

Da lista dos convidados para a cerimónia de inauguração deste que é o primeiro curso de Medicina de Macau, fazem parte Fausto Pinto, e Maria Amélia Ferreira, directora da Faculdade de Medicina do Porto. De Portugal, chegam também Elizabete Loureiro, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, e Colonel Henrique Morais, da Ernesto Foundation. Billy Chan adiantou que estes convidados portugueses também farão parte da lista de professores convidados do curso e que “vão dar aulas de tempos a tempos”. Em Janeiro, o professor já tinha confirmado ao Ponto Final que Fausto Pinto, e Madalena Patrício, professora jubilada da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, seriam convidados. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


andrevinagre.pontofinal@gmail.com

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Guiné-Bissau – Quarenta efectivos da Marinha terminaram curso de Direito Internacional Marítimo

Bissau – O chefe da Direcção dos Recursos Humanos do Estado-maior General das Forças Armadas, afirmou que sem meios materiais e humanos a Marinha Nacional não pode desempenhar o seu principal papel que é a defesa da integridade territorial marítima.

Júlio Nhaté que falava na cerimónia de encerramento do curso de Direito Internacional Marítimo destinado a 40 efectivos da Marinha de Guerra Nacional, afirmou que, se os referidos oficiais navais forem dotados de meios, estarão na altura de exercer as suas actividades como deve ser.

“Todos sabem das fragilidades que o país tem em controlar o nosso território e por causa disso, nos últimos anos a Guiné-Bissau foi alvo de especulações de vários actos ilícitos como placa giratória de tráfico de drogas, de armas, seres humanos, entre outros males”, referiu.

Aquele responsável militar disse que foi nesta óptica que estão a pedir apoios da comunidade internacional para dotar a Marinha Nacional de meios para que possa controlar as fronteiras marítimas do país.

“É de conhecimento de todos que os nossos territórios marítimo e terrestre estão a ser consumidos pelos países vizinhos e há muito que estamos a alertar o Governo sobre esta situação mas nada foi feito”, disse Júlio Nhaté.

Apelou aos formandos para que tudo fizessem a fim de aplicar na prática os ensinamentos adquiridos ao longo do curso.

Por sua vez, o Chefe de Estado-maior da Armada (CEMA), Carlos Alfredo Mandugal afirmou que se trata da primeira formação do género que a sua instituição levou a cabo.

“Acabamos de dotar os nossos oficiais da Marinha de conhecimentos em Direito Marítimo Internacional de que há muito tempo necessitavam para o desempenho profícuo da nossa nobre missão, que é da defesa e apoio à política da segurança e autoridade marítima” enalteceu.

O CEMA disse que as ameaças tais como pescas ilícitas, contrabando de armas, narcotráfico, piratarias e fluxos migratórias para a europa são actualmente muito frequentes.

“Neste âmbito, entendemos que é o momento de agir não apenas com meios navais mas também com recursos humanos qualificados em matérias jurídicas a fim de permitir uma abordagem científica e qualificada durante as nossas operações navais”, sublinhou Carlos Alfredo Mandugal.

O Curso que terminou na passada quinta-feira teve início no passado dia 13 de Dezembro e foi organizado pela Consultaria Internacional da ONU. In “Agência de Notícias da Guiné”

sábado, 26 de janeiro de 2019

Hong Kong - Português, uma língua de nicho

Em Hong Kong, ensina-se português graças à iniciativa de um pequeno grupo de privados e instituições. O Club Lusitano organiza cursos apenas para membros, enquanto que Alexandre Lui decidiu arrendar duas salas para ensinar a língua. Nota-se um ligeiro aumento da procura dos cursos por questões familiares, económicas e até históricas, mas Hong Kong continua a não aderir ao sucesso que o português faz pelo mundo



Estudar português num território onde o idioma não é língua oficial, como é o caso de Hong Kong, é um desafio que poucos abraçam, apesar da popularidade do idioma um pouco por todo o mundo. Nem o facto de Hong Kong ter uma comunidade portuguesa ou fortes ligações à comunidade macaense aumentou a procura pela língua de Camões. São poucos a aprender, mas fazem-no por várias razões.

Roy Tse, natural de Hong Kong, é casado com uma mulher de Macau e nunca teve qualquer ligação com a cultura portuguesa ou o país. Mas está tão desiludido com a situação sócio-económica do território que pondera ir viver para Portugal daqui a três anos.

“Aprender português é obrigatório para se viver em Portugal”, contou ao HM. “Perdemos a esperança. Estamos desapontados com o Governo de Hong Kong, que não está a servir as necessidades dos que são de cá. Viver em Hong Kong é muito difícil e muito caro. Tanto a cidade como o próprio Governo estão cheios de mentiras. Então é mais fácil mudar para termos uma vida mais simples, e não apenas por causa do dinheiro”, acrescentou.

Roy Tse foi um dos alunos de Alexandre Lui, natural de Hong Kong mas nascido no Brasil graças à mudança dos pais para São Paulo. Quando voltou, e depois de ter estudado o curso de tradução e interpretação do Instituto Politécnico de Macau (IPM), decidiu apostar na organização de cursos lúdicos de português em 2016, que ainda acontecem em dois locais na zona de Wan Chai. Ainda que não seja oficialmente uma escola, o projecto chama-se “Língua Portuguesa em Hong Kong”.

“Neste momento, não consigo expandir mais [o projecto] para ter uma escola, porque, como o português em Hong Kong não é língua oficial, é difícil atrair o pessoal para vir sempre às aulas. Comecei ontem [17 de Janeiro] um curso novo, mas esperei quase quatro meses para conseguir arranjar dez pessoas”, frisou.

Uma das ambições de Alexandre Lui era expandir o projecto até Shenzhen, não só pela proximidade com Hong Kong, mas também pela existência de muitas empresas, com ligações aos países de língua portuguesa.

Antes de vir para Macau tirar a licenciatura, de onde saiu porque não conseguiu obter o bilhete de identidade de residente, Alexandre já dava aulas em Hong Kong devido ao contacto com o português que teve desde criança. Chegou a dar aulas no instituto CAC, ligado à Federação dos Operários de Hong Kong, que disponibiliza vários cursos de línguas e na área das artes. O HM tentou chegar à fala com a federação, que nos disse não prestar declarações a jornalistas.

Aulas só para membros

Além do instituto CAC e das aulas privadas de Alexandre Lui, o centro SPACE, ligado à Universidade de Hong Kong, também disponibiliza aulas de português. Contudo, o responsável pelos cursos recusou responder às perguntas do HM por estar ocupado com outros planos.

O Club Lusitano arrancou o ano passado com a primeira edição do curso de português, do nível básico ao mais avançado, mas as inscrições destinam-se apenas a membros do clube e convidados.

“O nosso clube tem origem portuguesa e era importante organizarmos este curso. Temos muitos membros que, ao longo de gerações, foram perdendo a prática de falar e escrever português, e decidimos apostar nesta vertente, procurando professores. Tínhamos uma grande procura por parte de 34 membros e das suas famílias”, adiantou Steve Andley, responsável pelo curso. Também ele é aluno, uma vez que, apesar das raízes portuguesas por parte da mãe, nunca aprendeu a língua.

Foram organizados quatro cursos, com dez pessoas em cada turma, mas a segunda edição está suspensa devido ao facto da docente, Isabel Pinto, se encontrar em Portugal. Mas tal deverá ser uma realidade no próximo ano.

O curso tem, contudo, uma contrapartida: apenas aceita membros do clube, que por sua vez só podem convidar seis pessoas cada. Alexandre Lui critica o facto do Club Lusitano não se abrir mais à comunidade neste campo.

“É difícil [o curso] divulgar porque o clube está um pouco fechado a pessoas que não sejam membros. A associação brasileira em Hong Kong, pelo contrário, tem feito muitas coisas. É pena que o Club Lusitano não tenha um maior acesso à comunidade.”

Isabel Pinto, a professora de português do Club Lusitano, foi viver para Hong Kong devido à mudança profissional do marido e, desde cedo, percebeu que existia uma lacuna na oferta formativa em português. A aposta agora é abrir uma escola onde se ensine português.

“Abri a minha actividade há poucos meses para poder começar como freelancer no ensino da língua e também noutros serviços linguísticos como tradução, interpretação e escrita de conteúdos. A minha ideia é expandir mais tarde, quando for o momento para isso”, garantiu ao HM.

Para Isabel Pinto, há várias razões que podem ser apontadas para esta escassa oferta formativa. “A comunidade portuguesa parece ser bem menos representativa em Hong Kong do que em Macau.

Geralmente, são pessoas com competências muito específicas e difíceis de encontrar na zona, como as áreas de engenharia, medicina e hotelaria. É raro encontrar pessoas da área das humanidades, e aquelas que o são podem já ter carreiras intensas que não lhes dão motivos para começar a ensinar português.”

Além disso, “também vejo alguma falta de interesse, também por não haver uma tradição de querer aprender português em Hong Kong”. “Tenho visto procura por línguas como o japonês, espanhol ou francês. O português aqui não tem raiz histórica importante como em Macau; é uma língua de nicho”, assegurou.

Vistos gold e afins

Isabel Pinto defende que o seu público-alvo está, sobretudo, na ilha de Hong Kong, onde reside a maior parte dos expatriados, mas não ignora o interesse que os chineses possam vir a ter. “Todos partilham um interesse por Portugal. Há um legado cultural e emocional por explorar, ou um objectivo profissional ou financeiro.

Quando digo financeiro, é preciso notar que a política dos vistos Gold é um claro atractivo para esse público.”

Também Alexandre Lui defende que a procura por aulas de português nos próximos tempos vai depender do sucesso da política dos vistos Gold em Portugal. “Graças à política de emigração dos vistos Gold, tenho muitas pessoas que querem aprender a língua, porque querem investir ou viver em Portugal. Eles não têm uma visão positiva sobre o futuro de Hong Kong, então procuram outras saídas.”

Ainda assim, Alexandre Lui prefere por organizar os interessados nos cursos de português em três grupos. “A maioria das pessoas aprendem por motivos de emigração, em segundo pelo trabalho, porque há pessoas que trabalham em empresas portuguesas ou brasileiras, e depois há quem estude mesmo pelo interesse. A Anita quis estudar, e foi uma das minhas primeiras alunas, por interesse, porque gosta mesmo de Portugal.”

Anita Wong, que acompanhou Alexandre Lui na entrevista ao HM, escreveu um guia turístico em chinês sobre Portugal e entregou na passada sexta-feira alguns exemplares em Macau.

Quando decidiu partir para uma nova aventura linguística, Anita Wong tentou o Instituto CAC, mas não teve aulas de imediato. “O português não é a língua mais popular, então tive de esperar três vezes para que tivessem alunos suficientes para abrir o curso.”

Anita Wong decidiu aprender português por mero interesse, depois de ter conhecido um amigo luso através do seu blogue na plataforma Yahoo, em 2009, onde escrevia sobre a sua equipa de futebol preferida: a Juventus. Hoje, viaja para Portugal todos os anos, apesar de saber dizer algumas palavras na língua de Camões.

Números “insignificantes”

Jason Santos, nascido no Canadá, é outro dos portugueses que reside em Hong Kong e que, em tempos, investiu numa escola de línguas que fechou o ano passado por questões financeiras.

“Não fechei por falta de alunos, porque tinha muitos, felizmente, sobretudo de inglês. Fechei devido a problemas de renda. Não quero voltar a tentar porque os custos em Hong Kong, seja onde for, são muito altos e o próprio investimento inicial é demasiado elevado. Tenho sempre querido fazer as coisas com qualidade”, contou ao hm.

Jason Santos nota que “há mais gente que procura [o ensino do português] mas incomparavelmente menos que outras línguas europeias”. Ao contrário do que pensam Alexandre Lui e Isabel Pinto, Jason Santos não vê um aumento de interesse associado aos vistos Gold.

“No que toca a Hong Kong, não posso concordar com a afirmação de que tenha qualquer relacionamento com vistos Gold e afins. Pelo que tenho visto e ouvido, os alunos são movidos por uma série de razões bastante pessoais, desde antigas famílias ou membros de família que vieram a dada altura de Macau, por exemplo, ou pelo facto dos descendentes sentirem interesse pessoal ou por outras razões. Haverá gente que procura português simplesmente por querer algo diferente.”

Perdido no meio de tantas línguas europeias, os números da procura pelo português continuam a ser “insignificantes”, assegura o professor, hoje a trabalhar numa escola pública. “A haver um aumento seria muito pequeno e por razões anómalas, e não uma tendência.”

Steve Andley nota algum interesse pela língua por questões económicas, mas assegura que no Club Lusitano os objectivos dos membros são diferentes. “O nosso clube representa isso, temos essa ligação à comunidade portuguesa, quer sejam nacionais ou de Macau. Para nós, [a situação] é diferente da generalidade do resto do público, porque os nossos membros querem voltar a ter uma ligação a Portugal e à cultura ao invés de quererem sair de Hong Kong.”

Ainda assim, o responsável nota mais interesse pela língua da parte de chineses que não só querem aprender coisas novas como têm interesses económicos. “Alguns têm vistos Gold e compraram casa em Portugal, ou desejam ter um visto.”

Perda de identidade

Jason Santos dá outro exemplo de como o português na região vizinha é mesmo um nicho, apesar de se notar uma ligeira procura. O professor chegou a dar aulas no St. Joseph’s College, uma escola que “há 140 anos era portuguesa”. Contudo, “hoje em dia esse legado praticamente não é conhecido ou referido”.

“Existem antigos alunos com quem tive a oportunidade de falar que se motivaram a aprender português devido a esse sentimento de pertença que tinham para com a escola, e daí saíram grandes oportunidades de negócios. Mas continuam a ser muito poucas as pessoas a querer estudar a língua.”

Isto porque “um indivíduo com passaporte de Hong Kong consegue entrar na União Europeia com relativa facilidade, são pessoas sempre mais viajadas que os compatriotas do outro lado da fronteira”. “Todos os dias falo com pessoas que querem emigrar, Portugal nunca vem à tona”, frisou Jason Santos.

Gonçalo Ramos, a residir em Hong Kong há 11 anos, acredita que “há cada vez mais pessoas à procura [de aulas de português], de dentro e fora da comunidade”.

“Há pessoas que pedem para ser adicionadas ao grupo ‘Portugueses no Facebook’, com intenção de procurarem quem as possa ensinar. Há também indicações de quem ensina português que diz não ter tempo livre e que inclusive procuram encaminhar solicitações para outros educadores.”

Casado e com duas filhas, Gonçalo Ramos tem, ele próprio, dificuldade em encontrar um professor para elas. Na sua visão, além das aulas do Club Lusitano, que “tiveram uma boa resposta”, deveria haver mais oportunidades. “As ofertas resumem-se a iniciativas privadas de indivíduos ou de poucas escolas e institutos”, assegurou.

Roy Tse conta que ele próprio teve dificuldade em encontrar alguém que o ensinasse. “É muito diferente encontrar lições ou um professor para aprender português em Hong Kong [comparativamente com Macau]. Em Hong Kong é mais fácil encontrar cursos de espanhol, holandês ou até grego. Felizmente, encontrei o Alexandre no grupo ‘Portugueses em Hong Kong, mas não tenho a certeza se ele é o melhor tutor, pois é do Brasil.”

O estudante de português assegura que, pelo menos, Alexandre Lui transmitiu-lhe os sons da Bossa Nova. “Também me falou da história de Portugal e de Macau. Seria óptimo se me ensinasse mais sobre fado”, rematou. Andreia Silva – Macau in “Hoje Macau”