Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 2 de julho de 2025

Moçambique - Maria João e João Farinha apresentam álbum “Abundância” em Maputo

A cantora portuguesa Maria João assinala 40 anos de carreira com o lançamento de “Abundância”, o seu mais recente álbum de originais, em colaboração com o pianista João Farinha.


O novo trabalho, o trigésimo primeiro da artista, foi gravado maioritariamente em Maputo, e é o resultado de uma parceria artística e cultural com o colectivo moçambicano TP50, com quem os músicos têm vindo a colaborar regularmente desde 2016.

Desde o início desta relação artística com o TP50, Maria João e João Farinha têm contribuído de forma consistente para a construção de pontes culturais entre países de língua portuguesa, levando a palco uma mistura rica de influências e identidades. Desta colaboração contínua surgiu, há três anos, o desejo de criar um álbum que reflectisse a diversidade cultural que a define — uma fusão viva entre as suas raízes portuguesas e moçambicanas.

Numa nota de imprensa, diz-se que o sonho torna-se agora realidade com o lançamento de “Abundância”, um disco que celebra de forma profunda a criatividade artística partilhada, a fusão de ritmos e línguas de Portugal e Moçambique (e não só), e a universalidade humanista da Arte.

O concerto de apresentação terá lugar no próximo dia 4 de Julho, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo.

“Abundância” explora a riqueza criativa de Maria João, cruzando influências africanas com sonoridades electrónicas, numa abordagem inovadora e emotiva.

A fase inicial da criação decorreu nos Aurora Estúdios, em Lisboa, com João Farinha e André Nascimento, sendo posteriormente concluída em Maputo, no Estúdio Ekaya. A gravação envolveu uma equipa diversificada de músicos moçambicanos, como Texito Langa, Valter Mabas, Cheny Wa Gune, o Coro TP50, e os cantores convidados José Mucavel e Stewart Sukuma.

Com produção de Luís Fernandes, o álbum inclui 10 faixas, muitas da autoria da própria Maria João. Entre os temas destaca-se “Esperança”, baseado num poema do escritor moçambicano e Prémio Camões, José Craveirinha, musicado por Maria João e João Farinha.

O show do dia 4 de Julho, na cidade de Maputo, conta com o apoio do Camões – Centro Cultural Português. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Moçambique - ONU apoia campanha celebrando cultura de paz

Projeto artístico envolvendo vários músicos ressoou no aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz que acabou com o conflito iniciado no pós-independência, a iniciativa promoveu questões como inclusão, diversidade, união, tolerância e harmonia


Neste 4 de outubro, Moçambique assinalou 31 anos da assinatura do acordo geral de paz de Roma. O entendimento marcou o fim de 16 anos da guerra civil entre as forças governamentais e da antiga guerrilha da Renamo, agora partido da oposição.

Os esforços de procura da paz envolvem o governo, as Nações Unidas e os parceiros da sociedade civil. Neste contexto, o músico e ativista social Stewart Sukuma idealizou uma canção de artistas abordando o tema.

Consolidar a mensagem

Em conversa com a ONU News, em Maputo, Stewart Sukuma conta que depois de encontros com a instituição Peace Process Support, PPS, apoiada pelas Nações Unidas, foi fácil consolidar a mensagem. Ele comenta o projeto “A Paz é Nossa Cultura.”

“Queríamos uma letra que transmitisse amor, tolerância, amizade e reconciliação. A letra foi feita em português e depois traduzida para as línguas previamente escolhidas. Queríamos uma música que ficasse nos ouvidos, mas que também tivesse ingredientes fortes da música tradicional de cada lugar representativo dos artistas envolvidos. Já temos na música cerca de sete línguas representativas e temos português, que é a língua comum dos moçambicanos. Para além disso, a música acompanhada do vídeo poderão fazer parte da campanha com o suporte de vox-pop da população transmitindo, nas línguas locais, o objetivo desta campanha.”

Por ocasião do Dia da Paz e Reconciliação, o enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para Moçambique, Mirko Manzoni, citou avanços desde a assinatura do Acordo de Maputo para a Paz e Reconciliação Nacional em 2019.

Manzoni indicou que 5221 ex-combatentes da Renamo participaram em atividades de desarmamento e desmobilização e regressaram às comunidades distribuídas por todo o país.



Oportunidades de reintegração

Mais de 1,7 mil pessoas foram conectadas com oportunidades de reintegração e 32 Clubes de Paz foram estabelecidos. A campanha “A Paz é Nossa Cultura” já é uma realidade. A divulgação nas escolas é uma das prioridades com vista a transmitir aos mais novos a necessidade do que é a paz e como a preservar.

Orlando Dima é diretor da Escola Secundária Josina Machel e elogia a iniciativa. Ele acredita que através da música a mensagem sobre a paz poderá alcançar um público diversificado. A paz não é apenas o calar das armas.

“Mas a paz tem de existir no seio de todos nós, eles como alunos no dia a dia para que eles possam ter aulas dentro da harmonia é preciso estarem em paz, se não estiverem em paz, nós não temos condições de facto para que as aulas decorram dentro da normalidade. Para mim foi de facto um ganho para nós e complementa aquilo que ‘e nosso trabalho no dia a dia que nós sempre, primamos por termos uma educação que decorra dentro da harmonia da convivência social.”

Diversidade, união, tolerância e harmonia

Já o escritor e artista, Leco Nhkululeco, considera que a procura da paz é um esforço conjunto.

“A paz deve ser uma cultura, deve ser uma arte que deve ser procurada de forma incansável, por outra é preciso que haja paz para que haja amor, é preciso que haja paz para que o amor seja superado, é preciso que todos nós, do Rovuma ao Maputo, do Índico ao Zumbo lutemos para a manutenção da paz, sem a paz não há cultura e não há poesia.”

Stewart Sukuma ressalta a beleza de Moçambique, os seus recursos e diversidade naturais. O ativista defende que os moçambicanos só poderão desfrutar da riqueza com paz efetiva.

“A paz total e completa vai permitir que o nosso foco seja direcionado para o desenvolvimento socioeconômico e cultural de Moçambique, melhorando dessa forma a vida dos moçambicanos. Por essa razão e com orgulho que tenho a honra de apresentar-vos em colaboração com músicos e artistas de todo o país a música e o vídeo que transmitem esse sentimento. A diversidade, a união, a tolerância e a harmonia, mas acima de tudo o amor. Espero que vocês a recebam com a mesma emoção que eu tive quando escrevi esta canção: a paz e nossa cultura.”



O videoclipe foi gravado em vários pontos turísticos do país ressaltando a ligação das línguas nacionais e um refrão em língua portuguesa, o idioma oficial.

O objetivo da campanha “A Paz é Nossa Cultura” é agregar a arte, e a música ao serviço da paz, influenciando um debate sobre o tema em toda a sociedade moçambicana. Ouri Pota – Moçambique ONU News


domingo, 20 de novembro de 2022

Moçambique - Camões acolhe o lançamento do livro “O Alfaiate e a Arte de Costurar o Amor”, de Stewart Sukuma, em Maputo


Depois do sucesso na apresentação do livro de poesia na Feira do Livro de Lisboa, Stewart Sukuma apresenta hoje no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o livro “O Alfaiate e a Arte de Costurar o Amor”.

Em Portugal o livro foi lançado sob a chancela da editora Poesia Impossível, do Grupo Editorial Atlântico e, em Moçambique, a distribuição e venda será realizada pela Livraria Sequoia.

Neste evento, a apresentação do livro “O Alfaiate e a Arte de Costurar o Amor” será feita pelo escritor angolano, José Eduardo Agualusa. In “Moz Entretenimento” - Moçambique