Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 6 de outubro de 2024

UCCLA - 2.ª edição do IDE Insights & Boas Práticas

O auditório da UCCLA vai receber, no dia 17 de outubro, a partir das 10 horas, a 2.ª edição do IDE Insights & Boas Práticas, um evento que vai abordar temas cruciais para quem procura liderar a transformação social e empresarial.


Este encontro, gratuito, reunirá oradores influentes e empresas que estão a liderar a inclusão e a sustentabilidade, com especial destaque para as boas práticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) e foco no "S" do ESG (Environmental, Social, and Governance).

Nesta edição vão estar reunidos cerca de 150 líderes de empresas nacionais e internacionais dos países de língua portuguesa, agentes sociais, investidores, empreendedores e decisores comprometidos em fomentar a inovação e o impacto social positivo.

Oradores confirmados:

- Rita Távora, Responsável de Desenvolvimento de Talento na IKEA Portugal;

- Adriana Carvalho, Head do Grupo de Engajamento do W20 Brasil;

- Thiago Amaral, Coordenador de Pluralidade do Rock in Rio;

- Nathalie Ballan, CEO da Sair da Casca;

- Diogo Vieira da Silva, Impact Centers Officer, Innovation X Hub - Porto Business School;

- André Gerson, CEO do GCIMEDIA Group;

- Ana Coelho, Plataforma Lisboa Sustentável Empresas da Câmara Municipal de Lisboa;

- Ana Borges, Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género;

- Cláudia Silva, Embaixadora da Women in Tech Portugal (WIT);

- Eliana Medeiros, Vice-Presidente da Comissão Executiva da CE-CPLP.

Painéis:

 

1. Inclusão, Diversidade e Equidade: Boas Práticas que Transformam Realidades;

2. Sustentabilidade e ESG em Ação: Inovação que Impacta;

3. Brasil, Portugal e África: Unindo Culturas para Construir um Futuro Inovador.

É um evento gratuito e aberto ao público, sendo necessária apenas a inscrição prévia para garantir o lugar, através do endereço www.idesocialhub.org

Sobre o IDE:

O evento é promovido pelo IDE Social Hub, uma Social Tech dedicada a transformar empresas e indivíduos por meio da promoção da Inclusão, Diversidade e Equidade nas áreas de tecnologia e digital. Fundada em 2022, em colaboração com instituições e parceiros estratégicos focados em negócios de impacto social, o IDE tem como missão integrar grupos historicamente sub-representados, como mulheres, profissionais 50+, minorias étnicas, imigrantes e pessoas com deficiência, ampliando sua visibilidade e participação no ecossistema empresarial.

À frente da iniciativa está Elisangela Souza, a primeira mulher negra brasileira a fundar uma startup de impacto social na Europa, uma conquista que lhe rendeu, em 2023, o reconhecimento como uma das Top 100 Women Leaders in Social Enterprise pela Euclid Network (EN).


sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Moçambique - ONU apoia campanha celebrando cultura de paz

Projeto artístico envolvendo vários músicos ressoou no aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz que acabou com o conflito iniciado no pós-independência, a iniciativa promoveu questões como inclusão, diversidade, união, tolerância e harmonia


Neste 4 de outubro, Moçambique assinalou 31 anos da assinatura do acordo geral de paz de Roma. O entendimento marcou o fim de 16 anos da guerra civil entre as forças governamentais e da antiga guerrilha da Renamo, agora partido da oposição.

Os esforços de procura da paz envolvem o governo, as Nações Unidas e os parceiros da sociedade civil. Neste contexto, o músico e ativista social Stewart Sukuma idealizou uma canção de artistas abordando o tema.

Consolidar a mensagem

Em conversa com a ONU News, em Maputo, Stewart Sukuma conta que depois de encontros com a instituição Peace Process Support, PPS, apoiada pelas Nações Unidas, foi fácil consolidar a mensagem. Ele comenta o projeto “A Paz é Nossa Cultura.”

“Queríamos uma letra que transmitisse amor, tolerância, amizade e reconciliação. A letra foi feita em português e depois traduzida para as línguas previamente escolhidas. Queríamos uma música que ficasse nos ouvidos, mas que também tivesse ingredientes fortes da música tradicional de cada lugar representativo dos artistas envolvidos. Já temos na música cerca de sete línguas representativas e temos português, que é a língua comum dos moçambicanos. Para além disso, a música acompanhada do vídeo poderão fazer parte da campanha com o suporte de vox-pop da população transmitindo, nas línguas locais, o objetivo desta campanha.”

Por ocasião do Dia da Paz e Reconciliação, o enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para Moçambique, Mirko Manzoni, citou avanços desde a assinatura do Acordo de Maputo para a Paz e Reconciliação Nacional em 2019.

Manzoni indicou que 5221 ex-combatentes da Renamo participaram em atividades de desarmamento e desmobilização e regressaram às comunidades distribuídas por todo o país.



Oportunidades de reintegração

Mais de 1,7 mil pessoas foram conectadas com oportunidades de reintegração e 32 Clubes de Paz foram estabelecidos. A campanha “A Paz é Nossa Cultura” já é uma realidade. A divulgação nas escolas é uma das prioridades com vista a transmitir aos mais novos a necessidade do que é a paz e como a preservar.

Orlando Dima é diretor da Escola Secundária Josina Machel e elogia a iniciativa. Ele acredita que através da música a mensagem sobre a paz poderá alcançar um público diversificado. A paz não é apenas o calar das armas.

“Mas a paz tem de existir no seio de todos nós, eles como alunos no dia a dia para que eles possam ter aulas dentro da harmonia é preciso estarem em paz, se não estiverem em paz, nós não temos condições de facto para que as aulas decorram dentro da normalidade. Para mim foi de facto um ganho para nós e complementa aquilo que ‘e nosso trabalho no dia a dia que nós sempre, primamos por termos uma educação que decorra dentro da harmonia da convivência social.”

Diversidade, união, tolerância e harmonia

Já o escritor e artista, Leco Nhkululeco, considera que a procura da paz é um esforço conjunto.

“A paz deve ser uma cultura, deve ser uma arte que deve ser procurada de forma incansável, por outra é preciso que haja paz para que haja amor, é preciso que haja paz para que o amor seja superado, é preciso que todos nós, do Rovuma ao Maputo, do Índico ao Zumbo lutemos para a manutenção da paz, sem a paz não há cultura e não há poesia.”

Stewart Sukuma ressalta a beleza de Moçambique, os seus recursos e diversidade naturais. O ativista defende que os moçambicanos só poderão desfrutar da riqueza com paz efetiva.

“A paz total e completa vai permitir que o nosso foco seja direcionado para o desenvolvimento socioeconômico e cultural de Moçambique, melhorando dessa forma a vida dos moçambicanos. Por essa razão e com orgulho que tenho a honra de apresentar-vos em colaboração com músicos e artistas de todo o país a música e o vídeo que transmitem esse sentimento. A diversidade, a união, a tolerância e a harmonia, mas acima de tudo o amor. Espero que vocês a recebam com a mesma emoção que eu tive quando escrevi esta canção: a paz e nossa cultura.”



O videoclipe foi gravado em vários pontos turísticos do país ressaltando a ligação das línguas nacionais e um refrão em língua portuguesa, o idioma oficial.

O objetivo da campanha “A Paz é Nossa Cultura” é agregar a arte, e a música ao serviço da paz, influenciando um debate sobre o tema em toda a sociedade moçambicana. Ouri Pota – Moçambique ONU News


sábado, 15 de julho de 2023

Curiosidades linguísticas entre o português de Portugal e do Brasil

Explorando as variações de vocabulário, expressões idiomáticas e pronúncia entre o português dos dois países, e como essas diferenças contribuem para a diversidade e vitalidade da língua portuguesa


A língua portuguesa é falada em diversos países ao redor do mundo, com algumas variações regionais e vocabulários específicos. Duas das variantes mais conhecidas são o português de Portugal e o português do Brasil. Embora ambas as formas sejam mutuamente compreensíveis, existem diferenças entre os termos utilizados em cada país.

Uma das principais distinções está na pronúncia. Embora a base fonética seja a mesma, existem diferenças na forma como as palavras são pronunciadas em Portugal e no Brasil. A pronúncia de certas letras, como o “s” e o “r”, pode variar entre os dois países. Além disso, o sotaque e a entonação também podem diferir, tornando evidente a distinção regional.

“É importante ressaltar que essas diferenças não são barreiras entre a língua, mas sim, características que enriquecem a língua portuguesa como um todo. A troca cultural e a exposição às diferentes variantes do idioma podem ampliar nossa compreensão e apreciação da diversidade linguística”, comenta Maurício Gonçalves, advogado especialista em imigração e nacionalidade portuguesa, que reside e atua em Portugal há mais de duas décadas.

No entanto, o profissional diz que, algumas vezes, pode haver certa dificuldade na compreensão da fala e que pode levar algum tempo para o ouvido se acostumar com o sotaque.

“Existem diferenças notáveis em termos de vocabulário e expressões idiomáticas. Essas distinções refletem as particularidades de cada região e contribuem para a riqueza e vitalidade da língua portuguesa como um todo. Alguns termos são exclusivos de Portugal, enquanto outros são mais comumente utilizados no Brasil”, enfatiza Maurício.

Por exemplo, em Portugal, utiliza-se a palavra “viatura” para se referir a um carro, enquanto no Brasil é mais comum usar o termo “carro” ou “veículo”.

Da mesma forma, no país luso, a palavra “esferovite” é utilizada para se referir ao material usado como isolante térmico e na fabricação de algumas embalagens, que no Brasil é usualmente chamado de “isopor”.

O especialista em imigração Maurício Gonçalves, da Cidadania Portuguesa, listou mais algumas diferenças:

Pastilha Elástica:

Em Portugal: Termo utilizado para se referir a goma de mascar, um doce mastigável e elástico que não se deve engolir.

No Brasil: Usa-se o termo “chiclete” para se referir a esta guloseima.

Diospiro:

Em Portugal: Refere-se à fruta que, no Brasil, é conhecida como caqui.

No Brasil: Mais conhecida como caqui, fruto alaranjado vinda de um caquizeiro.

Fita Cola:

Em Portugal: Significa fita durex, ou fita adesiva.

No Brasil: São chamados de “durex” pelos brasileiros.

Autoclismo:

Em Portugal: É atribuído ao dispositivo mecânico que assegura a limpeza dos sanitários por meio de um jato de água.

No Brasil: Utiliza-se, normalmente, a palavra “descarga” para se referir a tal dispositivo.

Sanita:

Em Portugal: O termo é usado para se referir ao sanitário.

No Brasil: O termo sanitário é bem mais utilizado entre os brasileiros. In “Mundo Lusíada” - Brasil



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Brasil - 14ª Conferência Lusófona de Ciência Aberta recebe propostas de trabalhos


Em 2023, a 14ª Conferência Lusófona de Ciência Aberta (ConfOA) viaja até a cidade de Natal, no Brasil. Este ano, a ConfOA é acolhida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte nos dias 18, 19, 20 e 21 de setembro de 2023.

O encontro pretende reunir as comunidades dos países lusófonos que desenvolvem atividades de pesquisa, desenvolvimento, gestão de serviços e definição de políticas relacionadas com a Ciência Aberta em todas as suas vertentes.

A conferência assume-se como o espaço privilegiado para promover a partilha, a discussão e a divulgação de conhecimentos, práticas e investigação sobre estas temáticas, nas suas diversas dimensões e perspectivas.

A edição deste ano mantém o tema do ano anterior: “Ciência Aberta: Diversidade, Inclusão e Sustentabilidade” e convida a comunidade a apresentar propostas de trabalhos em três linhas temáticas:

Acesso Aberto e Dados de Investigação Abertos: sistemas, políticas e práticas; Ciência Aberta e outras expressões de conhecimento aberto; Gestão de informação de Ciência e Tecnologia.

Serão também acolhidas outras propostas que estejam relacionadas com os aspectos políticos, sociais, organizativos ou técnicos concomitantes com a Ciência Aberta. Podem ser apresentados diferentes tipos de propostas: comunicações orais, demos, pechas kuchas, painéis, pôsteres, e workshops ou tutoriais.

Com a intenção de promover a generalização das boas práticas de Ciência Aberta na comunidade, a ConfOA adota a revisão por pares aberta, exige a disponibilização dos dados de investigação utilizados nos trabalhos (devendo ser submetidos em paralelo com a proposta), exige a utilização de identificadores persistentes dos autores e atribui identificadores persistentes aos trabalhos aceites e publicados.

Todas as propostas de comunicação e Pecha Kucha serão avaliadas por dois membros da Comissão Científica (um do Brasil e um de Portugal) e as propostas de Demo, Pôster, Painel e Workshops serão avaliadas pela Comissão Organizadora. Os trabalhos aceitos serão publicados na Revista Científica BiblioCanto.

A ConfOA é organizada pela Universidade do Minho (USDB), pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) de Portugal e pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). In “Mundo Lusíada” - Brasil 

Confira as datas importantes:

10 de janeiro – abertura da chamada de trabalhos

03 de abril – data final para submissão

27 de abril – distribuição dos trabalhos submetidos pela Comissão Científica

13 e 14 de junho – comunicação dos resultados das avaliações

18 a 21 de setembro – realização da 14ª ConfOA


 

sábado, 23 de outubro de 2021

Estados Unidos da América - Inclusão linguística e diversidade do português defendida por lusófonos

Boston, Estados Unidos – Três escritores do Brasil, Cabo Verde e Portugal destacaram que devem ser aceites e incluídas as diferenças da língua portuguesa em diversas partes do mundo, de acordo com a identidade dos povos que a falam.

Especialmente promovida para uma audiência lusófona nos Estados Unidos da América (EUA), a décima Conferência de Literatura em Língua Portuguesa decorreu de forma virtual, com o título “Em que português nos entendemos?” e foi organizada pela Coordenação do Ensino Português nos EUA (CEPE-EUA) e pelo Centro de Língua Camões na Universidade de Massachusetts, na cidade norte-americana de Boston.

A diversidade é fonte de “dinâmica”, disse o escritor brasileiro e diplomata João Almino, membro da Academia Brasileira de Letras, acrescentando que todos podem “enriquecer” com o diálogo entre as diferenças e sublinhando que “o que ameaça a língua é a paralisia”.

Professor universitário e autor de diversos romances e volumes de ensaios sobre literatura e sobre história e filosofia política, João Almino disse que o português “é muito diverso de um lugar para outro e nós devemos respeitar essas diferenças, reconhecê-las e aceitá-las do ponto de vista gramatical ou sintático”.

Defendendo que os escritores, originários de qualquer parte do mundo, devem ter “liberdade” para “incorporar” as suas vivências e cultura na mesma língua portuguesa, João Almino acrescentou: “E quando eu leio, por exemplo, um escritor africano, eu quero sentir o sabor da língua da África, daquele lugar”.

A escritora cabo-verdiana Maria Augusta Teixeira, também conhecida como Mana Guta, defendeu que é da responsabilidade e da “militância” dos escritores, que são os que “estão sempre na vanguarda” de soluções, “recuperar a memória oral” cultural de cada país para uma “forma perene”, com a transcrição das histórias para livros.

A presidente da Assembleia Geral da Sociedade Cabo-verdiana de Autores e vice-presidente da Autoridade Reguladora para a Comunicação Social considerou estar numa posição, em Cabo Verde, de “juntar as pontas soltas” das duas línguas no país insular, português e cabo-verdiano ou crioulo.

Mana Guta, também gestora pública e professora universitária, defendeu “sair da dicotomia: porque nós temos crioulistas e lusofonistas em Cabo Verde. A minha postura é juntar as pontas soltas, precisamos das duas línguas”.

Para Lídia Jorge, autora portuguesa de 26 obras e distinguida com numerosos prémios portugueses e internacionais, mais do que diferenças, as identidades são também formadas por contrastes, inclusive em Portugal.

“Eu fiquei profundamente marcada por um país que era pobre, de estender a mão, mas que queria ser ao mesmo tempo um país que dominava uma vasta zona do mundo”, disse a professora, que já ensinou em Portugal, Angola e Moçambique e é membro do Conselho de Estado, órgão político de consulta presidencial.

Entre outros assuntos, foram discutidos o “impasse” do acordo ortográfico e as abordagens sobre o “fim do mundo” na literatura, com os três autores a concordarem que, de uma maneira ou outra, o mundo está “num momento de transição” ou de “quase fim do mundo”, por causa da crise sanitária mundial provocada pela pandemia de covid-19 desde início do ano passado.

Na apresentação da conferência, o cônsul-geral de Cabo Verde em Boston, Hermínio Moniz sublinhou que “mais do que nunca, precisamos de inclusão linguística, porque a língua é uma arma muito poderosa”.

O tema da língua e construção de identidades é, para o cônsul-geral do Brasil em Boston, Benedicto Fonseca Filho, “vastíssimo” e “abre tantas possibilidades (…), como relações de poder ou papel das migrações”.

João Pedro Fins do Lago, cônsul-geral de Portugal em Boston, destacou que a conferência “tripartida” e multicultural, no seu décimo aniversário, decorreu numa nota “positiva de inclusão e de reconhecimento do papel da mulher na literatura”, com a atribuição do Prémio Camões à escritora moçambicana Paulina Chiziane.

“É com imensa satisfação e com imenso orgulho que vimos um prémio tão importante ser atribuído a uma mulher, a uma mulher africana, a um vulto da literatura lusófona, que há muito merecia esse reconhecimento”, declarou o cônsul português.

A conferência, inicialmente apresentada em inglês e em português, teve a assistência ‘online’ de dezenas de pessoas e pelo menos duas turmas de estudantes nos Estados Unidos.

Entre as entidades envolvidas na promoção da Conferência de Literatura Portuguesa destacam-se o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e da Universidade de Massachusetts de Boston. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

 

sábado, 9 de maio de 2020

Lusofonia - Procultura PALOP-TL, Diversidade financia 28 pequenos projectos ou acções culturais em Cabo Verde



Cidade da Praia – Das mais de 80 propostas para implementação de pequenos projectos ou acções culturais nos PALOP-TL recebidas no âmbito do primeiro ciclo de candidaturas do Diversidade, 28 serão implementadas em Cabo Verde.

A Informação foi avançada hoje pelo Centro Cultural Português (CCP), que gere o programa Diversidade (instrumento de financiamento para a diversidade cultural, cidadania e identidade) em Cabo Verde, tendo informado que o primeiro ciclo de candidatura terminou no dia 30 de Abril.

“No total dos seis Países de Língua oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste, foram recebidas mais de 80 propostas para implementação de pequenos projectos ou acções nos sectores culturais, das quais 28 em Cabo Verde”, informou o CCP num comunicado divulgado no sítio.

O documento informa que no dia 01 de Maio teve início um novo ciclo de candidaturas, permitindo aos actores culturais o acesso a financiamento de projectos ou acções até 20 mil euros.

Neste segundo clico, sublinhou, o regulamento foi adaptado para apoiar a mitigação das consequências económicas e sociais da pandemia da covid-19 no sector cultural.

“De forma a mitigar as consequências económicas da pandemia da covid-19, o Diversidade passará também a aceitar projectos que contribuam para a preservação de postos de trabalho em negócios do sector cultural, e, simultaneamente, reforçar a diversidade cultural no Pais” informou.

As alterações, ajuntou, incluem ainda um ciclo de análise e aprovação mais célere, o reforço da elegibilidade de projectos online / digitais na área cultural, bem como a simplificação de procedimentos de concurso para projectos até 2 mil euros.

Os interessados podem submeter as suas candidaturas através de formulário disponível aqui.

O Diversidade é uma actividade do projecto de Promoção de Emprego nas actividades geradoras de rendimento no sector cultural nos PALOP e Timor Leste (Procultura PALOP-TL), financiada pela União Europeia, co-financiada e gerida pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, IP e co-financiada também pela Fundação Calouste Gulbenkian. In “Inforpress” – Cabo Verde