Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Fundação Calouste Gulbenkian – Festival Jardim de Verão Gulbenkian


A Fundação Gulbenkian volta a celebrar as culturas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal: durante três fins de semana, e com curadoria partilhada entre Dino D’Santiago (música) e Alexandra Matos e Luís Almeida (filmes/conversas), poderá assistir a concertos no Grande Auditório e no Anfiteatro ao Ar Livre, a DJ sets sob o Engawa, participar em atividades para famílias, assistir à apresentação dos sete episódios da antologia “Novas Narrativas de Caça” e a várias conversas. Consulte a programação completa.

Saiba mais aqui.


 

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

França - Dino D’Santiago fala em Paris de “uma nova Lisboa feita de cruzamentos de povos”

Paris – O artista luso-cabo-verdiano Dino D’Santiago abriu, em Paris, um festival que celebra os 50 anos de independência dos países africanos de língua portuguesa saudando “uma nova Lisboa” que se renova no tempo, “feita de cruzamentos de povos”.


“Lisboa nu bai Paris” - “Lisboa vai a Paris” em crioulo cabo-verdiano -, o festival concebido por Dino D’Santiago em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian para celebrar os 50 anos das independências, realizou-se este fim de semana em Paris.

Em declarações à Lusa à margem do concerto de sábado à noite, Dino D’Santiago considerou ser importante falar da capital portuguesa porque, 50 anos depois das independências, “nasceu uma nova Lisboa”, que “é uma filosofia que se renova com o tempo”, e “mais um fragmento dessa história feita de cruzamentos de povos”.

“É um manifesto de convivência, um sonho de um lugar onde todos os corpos se sintam em casa”, disse.

“Lisboa nu bai Paris” define-se como um espaço de encontro entre artistas, músicos e pensadores de diferentes origens. Na abertura, o festival propôs uma conversa aberta ao público, gratuita, entre o artista Dino D’Santiago e a filósofa Luísa Semedo, sobre o legado da independência dos países de África de língua portuguesa.

Para Luísa Semedo, o colonialismo continua a ser uma realidade nestes países, apesar de já terem passado cinquenta anos desde a independência, sendo o maior desafio “chegar a uma verdadeira independência”.

“Não basta dizer agora somos independentes, é preciso viver essa independência, apesar das dificuldades económicas”, afirmou.

A filósofa apelou ainda às novas gerações de activistas para que “não traiam os valores dos revolucionários de antigamente”, citando Amílcar Cabral, figura emblemática da independência, e sublinhando que a luta revolucionária pela independência não tem fim porque “os próprios revolucionários, como Amílcar Cabral, sabiam que esta luta era um processo e, portanto, é uma luta que não tem fim”.

Para Dino D’Santiago, “os jovens estão muito à frente, misturam culturas, usam t-shirts de Angola ou Cabo Verde com orgulho”. Para além de Lisboa, é “Portugal que está a transformar-se, com miúdos a falar crioulo no metro, sejam brancos ou negros”.

O festival representa um movimento contemporâneo de afirmação da africanidade dos afro-portugueses, segundo o artista, que considera que é mais fácil para estas populações viverem em Portugal hoje do que há 20 anos.

“Se fosse adolescente actualmente, “seria mais fácil”, diz, apontando que vê pelas sobrinhas “uma aceitação natural, um orgulho em usar o cabelo afro, em falar crioulo, em vestir padrões africanos”.

Esta evolução, considera, acabou por ter também um impacto nas gerações que conheceram a luta pela independência: “Mesmo os nossos pais estão a mudar: falam crioulo, ensinam aos netos”.

Em 50 anos, estas mudanças são também visíveis nos gostos musicais dos portugueses, que colocam nos topos dos rankings artistas de África de língua portuguesa. No entanto, a extrema-direita avança em Portugal, mas isso não assusta Dino D’Santiago, que afirma que “a extrema-direita parece maior por causa das redes sociais, mas o povo é mais forte e quer ser feliz”.

“A música africana sempre trouxe felicidade”, afirmou.

O festival “Lisboa nu bai Paris” foi aberto pela artista cabo-verdiana Kady, neta da voz da rádio Libertação, Amélia Araújo, sentiu-se diretamente tocada pela independência tocou-a diretamente porque a sua “avó foi combatente da luta de libertação: “Sinto que estar aqui é como se eu estivesse a dar continuidade a esse legado, a honrá-la, e a todos os combatentes”, disse à Lusa.

A programação do festival conta também com artistas dessa nova geração lusófona como Fattú Djakité, Nídia, DJ Marfox, EU.CLIDES, Umafricana e Soluna, entre outros. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


terça-feira, 8 de agosto de 2023

Angola - Festival "Caixa Fado" regressa três anos depois a Luanda

As emoções do festival "Caixa Fado" regressam a Luanda no mês de Outubro, três anos depois da sua suspensão devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, em 2020. Nesta 6.ª edição, o evento, promovido pelo Banco Caixa Geral Angola, celebra o fado a várias vozes e formas de interpretação


O elenco desde ano conta com artistas nacionais e internacionais que se apresentam no Centro de Conferência de Belas (CCB) no próximo mês de Outubro.

Pela primeira vez, as cantoras Pérola e Selda vão dar voz ao estilo musical muito tradicional em Portugal, que também é já apreciado em Luanda por um número considerável de admiradores.

Prova disso viu-se na sua última edição, a 5.ª, realizada no Cine Atlântico de Luanda, que serviu para celebrar a vida e obra da fadista Amália Rodrigues.

Os fadistas Lenita Gentil, Toty Sa"Med e Ricardo Ribeiro estreiam-se neste festival em Luanda, que vai contar ainda com os artistas Bevy Jackson, Camané, Cuca Roseta, Marco Rodrigues e Gisela João.

O presidente da Comissão Executiva do Caixa Angola, João Plácido Pires, disse que o evento vai assinalar os 30 anos de existência do Banco Caixa Geral Angola, a primeira instituição bancária privada a operar em Angola após a independência.

Com a organização do banco, o Festival Caixa Fado'23 continua a promover interação entre culturas, garantindo o contínuo compromisso com a promoção do desenvolvimento cultural e da língua portuguesa, enquanto veículo de aproximação entre os povos.

O denominado festival retoma no dia 20 de Outubro, às 21:00, nas instalações do Centro de Conferências de Belas.

Segundo a organização, os bilhetes para o festival "Caixa Fado 2023" já se encontram disponíveis nas agências do Banco Caixa Geral Angola, a preços que variam entre os 30 e os 50 mil kwanzas. Fernando Calueto – Angola in “Novo Jornal”


sexta-feira, 8 de julho de 2022

Portugal - Maestro ucraniano dirige obras russas no festival Guimarães Allegro

A sétima edição da festa da música erudita Guimarães Allegro vai decorrer de 14 a 16 de julho, apresentando na abertura um concerto de obras de autores russos dirigido por um maestro ucraniano


Em comunicado, a organização refere que a edição 2022 do Guimarães Allegro acontece numa altura em que o mundo atravessa “tempos conturbados”, propondo por isso um programa eclético, baseado num conceito universal: “a arte pela arte, sem objetivações”.

Assim, para o concerto de abertura, a cargo da Orquestra Guimarães, foi convidado o maestro ucraniano Maxim Rysanov, para dirigir um programa inteiramente composto por obras de autores russos: a abertura “Romeu e Julieta”, de Tchaikovsky, baseada na obra homónima de William Shakespeare, e os “Quadros de uma exposição”, de Mussorgsky.

“Uma verdadeira demonstração do poder universal da música”, sublinha a organização.

No total, o Guimarães Allegro contempla 12 concertos, distribuídos por monumentos icónicos da cidade, mas também por ruas e jardins.

Na sexta-feira, o festival apresenta a habitual participação dos jovens solistas do conservatório de Guimarães, assumindo-se como “um palco privilegiado” para o talento local.

Há ainda um concerto do Quarteto de Cordas de Guimarães, que se apresentará ao público com a soprano Wioletta Hebrowska-Klein, num programa inteiramente composto por árias de ópera, no renovado espaço exterior do Teatro Jordão, tendo por pano de fundo o Rio de Couros, “numa simbiose perfeita entre música e património”.

O sábado, como é tradicional neste festival, leva a música ao centro histórico, sendo a manhã preenchida com os agrupamentos locais representativos das Bandas Filarmónicas de Caldas das Taipas e Moreira de Cónegos.

O público será guiado num percurso citadino pelos Zimbre Brass.

Ainda no sábado, à tarde, terão lugar as apresentações do NoMad Duo, Merus Ensemble e Ensemble Dialoghi, este último composto por Lorenzo Copolla e Cristina Esclapez, que farão uma viagem ao período clássico e romântico da história da música, através de instrumentos de época.

A culminar a tarde musical, o palco será do Duo Harp&Sax.

O festival termina com o concerto dos Portuguese Brass, um decateto de metais, seguindo-se uma “explosão de excentricidade”, com a arruada dos Gooze pelo Centro Histórico, encerrando assim a edição 2022 da festa da música erudita.

Os concertos têm como palcos o Paço dos Duques, o Teatro Jordão, o Instituto do Design, a Plataforma da Artes e Criatividade e o Museu Alberto Sampaio.

O Largo da Oliveira e o jardim da Alameda de S. Dâmaso são outros dos locais que vão acolher o festival.

A organização é da Câmara Municipal de Guimarães, com o apoio da Sociedade Musical de Guimarães, da Direção Regional de Cultura do Norte e do Instituto de Design de Guimarães. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quarta-feira, 13 de abril de 2022

Macau - Festival do Instituto Português do Oriente regressa em formato mais “contido”

Nos dias 23 de Abril e 7 de Maio, o Festival “Letras & Companhia” do Instituto Português do Oriente regressa à cidade, desta feita, com o tema do “Mar”. Patrícia Ribeiro, vogal da Direcção da instituição, explicou ao Jornal Tribuna de Macau que inicialmente o programa foi delineado com a intenção de trazer pessoas de Portugal, no entanto, devido às restrições optaram por fazer uma edição com menor dimensão. Ainda assim, as expectativas em termos de adesão são grandes. A edição deste ano conta com oficinas de escrita criativa, actividades lúdicas e jogos tradicionais, música, gastronomia, sessões de histórias em português e em chinês e feiras do livro. Realiza-se em dois locais: no IPOR e na Casa Garden


O Instituto Português do Oriente (IPOR) realiza este ano a 2ª Edição do Festival Literário e Cultural para pais e filhos “Letras & Companhia” – ainda que numa dimensão muito menor do que a do ano passado, já que se realiza nos dias 23 de Abril e 7 de Maio. O tema que serve de linha condutora para a iniciativa deste ano é o “Mar” – “com todos os seus desafios, potencialidades e imaginário de fantasia”.

Ao Jornal Tribuna de Macau, Patrícia Ribeiro, vogal da Direcção da instituição, explicou que inicialmente o plano era levar a cabo um festival semelhante – em termos de dias – ao do ano passado, no entanto, as restrições provocadas pela pandemia levaram a que o IPOR decidisse o programa de outra forma.

“[O festival] é um bocadinho mais contido. O objectivo seria fazê-lo como na primeira edição. Estávamos com a esperança de que a realidade fosse diferente e tínhamos preparado um conjunto de actividades com pessoas vindas de Portugal. Não tendo sido possível concretizar este programa inicial optámos por fazê-lo mais pequenino, também procurando colaborações de várias associações”, explicou, assinalando que espera que em 2023 as condições sejam diferentes.

Quanto à escolha do “Mar” como tema central, Patrícia Ribeiro apontou que o mar é uma imensidão e traz inúmeras preocupações, tendo ao mesmo tempo uma fauna muito variada, que pode ser explorada. “A intenção, quando programámos o festival, era trazer muitas actividades relacionadas com os oceanos, porque há uma preocupação bastante grande com a problemática da poluição. Vamos fazê-lo de forma mais contida, mas é algo a que temos de estar muito atentos, porque há uma necessidade de fazer prevenção – não é só procurar limpar os oceanos, antes disso, devemos procurar não sujá-los”, observou. “É essa a mensagem que queremos transmitir com o tema do festival, que provavelmente será o mesmo do ano que vem, mas mais alargado”, acrescentou Patrícia Ribeiro.

Assim, no dia 23 de Abril, entre as 16h00 e as 18h00, haverá uma série de actividades a decorrer no IPOR, entre as quais a entrega de uma minibiblioteca às escolas. “Será entregue um conjunto de publicações infanto-juvenis de autores portugueses. É um conjunto de sete obras literárias em português e a sua versão em chinês, que vamos oferecer às escolas bibliotecas das escolas primárias e secundárias”, disse Patrícia Ribeiro. No total, a oferta será direccionada a seis escolas. A cerimónia de entrega terá lugar no auditório do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong.

Estão ainda agendadas Oficinas de Escrita Criativa para várias idades, nomeadamente uma direccionada para crianças dos 8 aos 10 e outra para crianças entre os 11 e 12 anos.

Segundo Patrícia Ribeiro, decorrerão ainda actividades lúdicas para pais e filhos. É o caso “À procura do peixinho” – um jogo em que as crianças têm de pescar – e “As cores da reciclagem” – relacionado com a identificação dos vários tipos de lixo e onde deve ser colocado para fazer uma reciclagem de forma correcta.

À semelhança do ano passado, também esta edição apresenta “Uma Noite na… Biblioteca”, que decorrerá na biblioteca do IPOR e está restringida a um grupo de oito crianças. O grupo passará a noite na biblioteca, onde serão desenvolvidas uma série de actividades, e, no dia seguinte, 24 de Abril, regressa a casa após o pequeno-almoço.

Haverá ainda o “Mercado das Letrinhas”, uma feira do livro que decorrerá tanto no dia 23 de Abril, no IPOR, como depois a 7 de Maio, na Casa Garden, na Fundação Oriente, com a colaboração da Livraria Portuguesa e da Júbilo.


Música, exposição e histórias

O programa para 7 de Maio, que decorrerá entre as 15h00 e as 18h00, inclui, por sua vez, a inauguração da exposição “Zero Resíduos”. “O IPOR dirigiu um convite às escolas primárias e secundárias de Macau para, no âmbito das aulas de Artes e Educação Visual, produzirem obras de arte reutilizando materiais, tanto do lixo diário da escola como do lixo doméstico. Algumas escolas irão participar com criações em vários formatos, desde instalações e quadros, ao vídeo. Cada uma escolheu o que achou mais indicado”, explicou Patrícia Ribeiro a este jornal.

Após a inauguração da mostra, haverá música ao vivo com François Girouard e Rita Portela, bem como sessões de histórias em português com a Associação Sílaba e em chinês com a Júbilo. Está ainda previsto um espectáculo de marionetas intitulado “En-Cantos”, da Casa de Portugal, jogos tradicionais, pinturas faciais com Sara Figueira, e uma pequena mostra de gastronomia dos países de língua portuguesa, numa colaboração com as associações locais, intitulada “Sabores que falam português”.

Patrícia Ribeiro disse ainda à Tribuna de Macau que o IPOR está com “bastantes expectativas” em relação à adesão, uma vez que envolveu muitas escolas nos projectos. “Estamos à espera de que as crianças tragam os pais para ver os trabalhos que fizeram e para participarem nas actividades que vamos ter disponíveis para todos”, afirmou.

De acordo com o comunicado enviado às redacções, pode ler-se que, apesar das limitações causadas pela pandemia, a edição do festival de 2022 “continuará a apostar em actividades de dinâmica intergeracional em torno do conceito dos “três L’s”: língua, livro e leitura”. “Pretende-se assim continuar a motivar os jovens para a aprendizagem da língua portuguesa, envolvendo instituições de ensino, professores e educadores como promotores ativos de divulgação, ao mesmo tempo que se incentiva a criatividade, a cultura, a educação e a construção da cidadania”, pode ler-se.

O Festival “Letras & Companhia”, organizado anualmente em parceria com a Fundação Galaxy Entertainment Group e o Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, conta com a colaboração da Fundação Oriente, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P., da Casa de Portugal em Macau, da Livraria Portuguesa e da livraria Júbilo, parceiros aos quais, este ano, se juntou também a SÍLABA – Associação Educativa e Literária. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”




domingo, 31 de outubro de 2021

Cabo Verde - Djodje, Soraia Ramos e Nelson Freitas nomeados para os “Grammy de África”

Os artistas cabo-verdianos Soraia Ramos, Djodje e Nelson Freitas estão entre os nove cantores de países africanos, de língua portuguesa, nomeados nas categorias de melhores artistas do festival “All Africa Music Awards”, que este ano registou um número recorde de inscrições


Considerado os “Grammy de África”, o Festival de Todos os Prémios de Música de África (Afirma, no acrónimo em inglês) registou 8880 inscrições e conta com artistas de 50 países africanos, das cinco regiões de África, além de 10 países dos Estados Unidos da América e da Europa, incluindo Portugal.

A cantora cabo-verdiana, Soraia Ramos encontra-se nomeada na categoria melhor artista feminina, junto com mais quatro cantoras de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), nomeadamente Anna Joyce (Angola), Edmazia Mayembe (Angola) e Pérola (Angola).

Já os artistas Djodje e Nelson Freitas foram nomeados para melhor artista masculino, num grupo de oriundos de países lusófonos, no qual concorrem também o C4 Pedro (Angola), Calema (São Tomé e Príncipe) e Rui Orlando (Angola).

Nelson Freitas concorre também na categoria melhor artista africano na diáspora, pela ligação entre Cabo Verde e Portugal.

Segundo a organização do certame, das 8880 inscrições registadas para o festival deste ano, a região da África Ocidental lidera (30,4%), seguindo-se a África Oriental (28,8%), a África Austral (22,9%), a África Central (12,3%), o norte de África (4,9%) e os artistas internacionais (0,7%).

As nomeações estão dispersas por 40 categorias de prémios regionais e continentais, os quais serão conhecidos já em Novembro. Romice Monteiro – Cabo Verde in “A Nação”


quarta-feira, 24 de março de 2021

Macau - Primeira edição de festival do Instituto Português do Oriente promove reflexão ambiental

O festival “Letras&Companhia”, criado pelo Instituto Português do Oriente, vai decorrer pela primeira vez este ano, entre 2 e 25 de Abril, debruçando-se sobre as questões ambientais – o objectivo é incentivar a leitura e a reflexão sobre a problemática da poluição. Entre uma série de iniciativas programadas encontram-se ‘workshops’ de escrita criativa e horticultura, sessões de histórias contadas, espectáculos de sombras e marionetas, concertos, exposições, e até uma actividade nocturna


Um festival dedicado à leitura, que pretende desenvolver competências sócio-culturais nas crianças e promover o diálogo entre gerações – foi este o mote para a criação do “Letras&Companhia”, uma iniciativa do Instituto Português do Oriente (IPOR), que começou a ser construída durante a pandemia. Em 2021 vai realizar-se entre 2 e 25 de Abril sob o tema “De Pés na Terra e Cabeça no Ar”, contando com uma série de iniciativas que têm como objectivo incentivar a leitura, mas também reflectir sobre os problemas ambientais.

“A ideia é fazer uma abordagem a novas maneiras de formar crianças e jovens, de preferência numa envolvência familiar, em que todos possam participar, num contexto adicional àquele que é o das escolas”, explicou ontem o director do IPOR durante a apresentação do programa. Joaquim Coelho Ramos disse que o objectivo é que o festival seja anual.

O programa arranca no dia 2 de Abril com o “Mercado das Letrinhas”, uma feira do livro infanto-juvenil com publicações de editoras locais e portuguesas. Prolongando-se até dia 16, a feira vai decorrer na Livraria Portuguesa, de segunda a sábado, entre as 11:00 e as 19:00.

Para incentivar os hábitos de redacção, Catarina Mesquita, da editora “Mandarina” vai dar um ‘workshop’ de escrita criativa para maiores de oito anos, no dia 3 de Abril, pelas 11:00. O objectivo é que os mais pequenos aprendam técnicas para estimular a criatividade narrativa. Esta sessão tem um número limite de 10 participantes. No mesmo dia, pelas 17:00, Susana Esmeriz e Lin Hsiang Chun vão contar histórias em português e chinês, respectivamente. “Ler, Escrever e Contar” são sessões de leitura de contos direccionadas a maiores de 6 anos, sendo de entrada livre. Ambos os eventos decorrem na Livraria Portuguesa.

Já no dia 10 de Abril, a Casa Garden recebe o filme “Papel de Natal”, de José Miguel Ribeiro, que será passado em português, com legendas em inglês. A película reflecte sobre o gasto de papel que todos os anos acontece por altura do Natal. Para maiores de cinco anos, o filme será projectado pelas 17:00.

O programa inclui também diversas oficinas criativas, entre as quais as “Oficinas Lixo-Zero”, uma actividade para pais e filhos com base no reaproveitamento do lixo. As sessões vão decorrer no dia 10 de Abril pelas 11:00 (em português e chinês), para crianças dos três aos cinco anos; e pelas 15:00 (em português e chinês) para maiores de seis. E depois repetem-se no dia seguinte (11 de Abril), nos mesmos horários e para as mesmas faixas etárias. As sessões serão conduzidas por Olinda Colaço do Amaral (chinês) e Edite Ribeiro (português), no IPOR. Há um limite de participantes de 10 pares (um adulto e uma criança).

Também no dia 11 há lugar para as “Oficinas libertArte”, no IPOR, com duas sessões (às 10:00 e às 16:00). Conduzida por Andreia Martins em português e inglês, a actividade debruça-se sobre a exploração sensorial e lexical para crianças dos zero aos três anos. Cada sessão pode contar, no máximo com 10 pares (um adulto e uma criança).

Por outro lado, as personagens do livro “Na Rua” vão saltar do papel para o palco: haverá um espectáculo de sombras com a história de Júlia e Pou, contada por Catarina Mesquita e Bárbara Maria e Carmo, ao ritmo de sons das “handpans” do músico local Delfino Gabriel. A actividade terá lugar na Casa Garden, a 11 de Abril, pelas 18:00 e será conduzida em português. O público-alvo são crianças com mais de três anos. A entrada é livre.

E com o objectivo de estimular o interesse pela leitura, será ainda desenvolvida a actividade “Uma Noite na…”. “A actividade irá decorrer ao anoitecer, em locais onde o livro é rei. Depois do jantar, as crianças e jovens entre os 8 e 15 anos, divididos por faixas etárias, terão um encontro com narração de histórias dramatizadas e dominadas pelo fantástico, o suspense e a surpresa”, pode ler-se.

Ora, de acordo com o programa, a sessão “Uma Noite na Livraria”, a decorrer na Livraria Portuguesa, será conduzida por Filipa Didier e Cláudia Falcão, para crianças dos oito aos 10 anos; enquanto “Uma Noite na Biblioteca” (do IPOR) terá à frente Paulo Negreiros e Marisa Poon (11 aos 12 anos) e “Uma Noite na Casa Garden” será levada a cabo por Sara Figueira e Sérgio Feiteira (dos 13 aos 15). As sessões vão decorrer nos dias 16, 17, 23 e 24 de Abril, das 19:30 às 09:30 da manhã seguinte. O limite de participação é de 10 pessoas.

Exposição de fotografia, conversas e horticultura

O festival lançado agora pelo IPOR vai trazer ao território a exposição de fotografia “Living Among What’s Left Behind”, que vai ser inaugurada no dia 17 e ficará patente até 2 de Maio, podendo ser visitada todos os dias, entre as 09:00 e as 21:00, na Galeria do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM).

O projecto do fotojornalista português Mário Cruz, que lhe valeu o terceiro lugar na categoria Ambiente do “World Press Photo” em 2019, reúne imagens que captou durante um mês nas Filipinas, onde visitou comunidades que vivem ao longo do rio Pasig, testemunhando uma situação extrema de poluição ambiental que os habitantes enfrentam há décadas. A mostra tem curadoria de João Miguel Barros.

A entrada é livre, sendo que a exposição está explicada em português, chinês e inglês. Ao longo de 15 dias, serão ainda feitas visitas guiadas a várias escolas primárias e secundárias, segundo explicou a organização.

Estará ainda patente, no mesmo local, uma instalação feita de lixo devidamente tratado, organizada pelo grupo “Macau ECOnscious”.

Neste âmbito, também será conduzida uma conversa sobre a integração da protecção ambiental na educação dos jovens de Macau, que contará com a participação de Mário Cruz, Maria João Oliveira e Gilberto Camacho, e moderação de Sara Araújo. Para maiores de 10 anos, tem como objectivo discutir as problemáticas ambientais que afectam Macau e debater sobre soluções para as combater. A conversa decorrerá na Galeria do IAM e é de entrada livre.

E para quem gosta de mexer na terra e estar em contacto com a natureza, pode participar no ‘workshop’ “Horticultura em Família – vermicompostagem e micro verdes”, levada a cabo pela Mighty Greens. As sessões decorrem a 18 de Abril, pelas 09:00, 10:30 e 12:00, em português e inglês, e são direccionadas a maiores de três anos. A actividade, com espaço para 20 crianças por sessão, tem como base a agricultura e compostagem, bem como a aprendizagem sobre nutrição e a importância das plantas para o ambiente e para a alimentação.

Por outro lado, a banda da Casa de Portugal vai interpretar histórias musicadas, nas quais os animais são os protagonistas. O concerto “Gosto de animais todos os dias” vai acontecer também no dia 18 de Abril, pelas 16:00, na Casa Garden. Os poemas infantis são escritos pelo poeta Yao Feng e musicados por Tomás Ramos de Deus e Miguel Andrade. A entrada é livre.

Por fim, nesse mesmo dia e local, pelas 17:00, Sérgio Rolo vai apresentar um espectáculo de marionetas construído a partir de memórias de infância. Intitulado “Jardim Jasmim” é para maiores de 4 anos, sendo conduzido em português. Também esta actividade é de entrada livre.

Segundo explicou Patrícia Ribeiro, vogal da Direcção do IPOR, nas escolas luso-chinesas e de matriz portuguesa serão levados a cabo ‘workshops’ de reciclagem, será passado o filme “Papel de Natal” e apresentado o espectáculo “Jardim Jasmim”. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Portugal – AngoPor, um novo festival angolano



É já na próxima primavera que a primeira edição do AngPor, um conjunto de eventos que prometem a celebração da música, chega a Portugal. As datas já foram anunciadas: dia 04 de abril no Pavilhão Carlos Lopes e 11 de abril na Alfândega do Porto.

“A música exalta momentos de alegria, tristeza, virtudes e defeitos, contribuindo para o despertar de consciências, educação social, assim como o desenvolvimento económico de um país. Angola e Portugal, além de se unirem na língua, apresentam uma relação intercultural madura, que conta com mais de 400 anos de convivência, culminando numa irmandade indestrutível. Nesse sentido, a primeira edição do AngoPor vai contar com um programa especialmente idealizado para todos os apaixonados por música. As expectativas são altas e esperamos ser uma referência a nível nacional”, explica Maria Nóbrega, porta-voz da Asdrubal Promotion, promotora de eventos.

Os dois eventos vão partilhar a mesma lista de artistas, dos quais fazem parte nomes como Maya Cool, Grace Évora, Don Kikas, Kristo, Konde, Isidora Campos, DJ Pzee Boy, DJ Kapiro, DJ João Reis.

Os bilhetes já se encontram disponíveis e podem ser adquiridos na BlueTicket. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Macau – Clube Militar celebra 20 anos da Região com um festival de gastronomia e vinhos



O Clube Militar de Macau promove a partir de hoje, 13 de Dezembro de 2019, o Festival de Gastronomia e Vinhos de Portugal para celebrar o 20.º aniversário do território, informou ontem o presidente daquela entidade.

A iniciativa decorre até dia 20, quando se assinalam 20 anos que o clube “acolheu o seu 1.º Festival de Gastronomia de Portugal, em Dezembro de 1999, com o apoio do Turismo de Portugal, com a cozinha minhota da Pousada de Viana do Castelo, por ocasião das cerimónias da transferência da soberania de Macau e criação da RAEM”, segundo a mesma nota.

Três ‘chefs’ participam no evento: Noélia Jerónimo, “uma referência incontornável da gastronomia do Algarve acentuadamente mediterrânica”, os “irmãos Geadas, (…) que dirigem na cidade de Bragança o primeiro restaurante transmontano distinguido com uma estrela Michelin [G Pousada]”, e José Júlio Vintém, “apontado, desde há muitos anos, como uma referência de prestígio da riquíssima gastronomia alentejana”.

Os objectivos do evento passam pela “promoção da gastronomia portuguesa na RAEM, a promoção de Macau pela qualidade e diversidade da sua oferta gastronómica de qualidade”, mas também pela “formação e aperfeiçoamento dos seus profissionais de cozinha, todos provenientes das Filipinas, que ao longo destes anos têm garantido uma oferta gastronómica portuguesa actualizada e de qualidade inegavelmente prestigiante”.

O Clube Militar de Macau assinala, em 2020, 150 anos de história, durante a qual tem “consolidado a sua matriz identitária de instituição de tradição cultural portuguesa da RAEM”, refere-se no comunicado. In “Hoje Macau” - Macau

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Brasil - Sete filmes de produção portuguesa no festival do Rio de Janeiro



Sete filmes de produção portuguesa, entre os quais “Vitalina Varela”, de Pedro Costa, “Technoboss”, de João Nicolau, e “Frankie”, de Ira Sachs, estão no Festival do Rio, que começou na passada segunda-feira no Rio de Janeiro.

“Todos sabemos da importância da cultura em nosso país. E, não por acaso, lutamos tanto pela realização desta edição”, refere a organização do festival.

Até o dia 19, serão mostrados alguns dos filmes, entre produções brasileiras e estrangeiras. Estão programados sete filmes portugueses e de coprodução internacional, incluindo “No quarto da Vanda” e “Vitalina Varela”, ambos de Pedro Costa.

Na secção “Expetativa 2019” foram incluídos “Alva”, de Ico Costa, e “Campo”, documentário de Tiago Hespanha, enquanto “O filme do Bruno Aleixo”, de João Moreira e Pedro Santo – que estreia em Portugal em janeiro – será exibido na secção “Midnight”.

No “Panorama do Cinema Mundial” serão mostrados “Technoboss”, de João Nicolau, e “Frankie”, filme do realizador norte-americano Ira Sachs, rodado em Portugal, com Isabelle Huppert.

Da programação geral, destaque para outras obras que têm sido exibidas em festivais internacionais, como “O traidor”, de Marco Bellocchio, “Jojo Rabbit”, de Taika Waititi, “Judy”, de Rupert Goold, e “Os mortos não morrem”, de Jim Jarmusch.

O Festival do Rio, a cumprir a 21.ª edição, estará repartido por mais de uma dezena de espaços culturais da cidade, entre os quais o Instituto Moreira Salles, a Reserva Cultural Niterói e a Cinemateca do Museu de Arte Moderna. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Portugal – Peça de teatro inspirada num texto francês tem estreia nacional em Viana do Castelo

A peça com dramaturgia de João Mota, inspirada na “Farsa do Mestre Pathelin”, texto anónimo francês do século XV, estreou-se domingo, na abertura da terceira edição do festival de teatro de Viana do Castelo



“A dramaturgia do João Mota assenta numa companhia de circo que conta a história divertida de um advogado que vai a tribunal livrar o seu cliente, que é culpado, de ser condenado. É um texto charneira que muitos advogados conhecem por tratar a profissão de forma muito graciosa e hilariante”, disse o diretor artístico do Teatro do Noroeste-CDV, Ricardo Simões.

A peça “O Circo Rataplan Apresenta: A Farsa do Mestre Pathelin”, uma cocriação do Teatro do Noroeste com a Comuna, estreou-se no domingo, na sala principal do Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo.

O espetáculo, a primeira cocriação entre o Teatro do Noroeste – CDV, companhia profissional de Viana do Castelo, e A Comuna – Teatro de Pesquisa, de Lisboa, tem dramaturgia e encenação de João Mota e interpretação de Alexandre Calçada, Carlos Paulo, Elisabete Pinto, Hugo Franco, Maria Ana Filipe, Miguel Sermão e Tiago Fernandes.

O encenador, João Mota, referiu ainda que “os atores estão em palco como se estivessem no circo, com uma grande cumplicidade entre eles, em que os ensaios são um recreio”.

“A gente vai brincado e o teatro não é mais do isso. Jogar. Em francês ‘jouer’, em inglês ‘play’. Esquecemos muito isso hoje, porque queremos agradar a uns senhores que não vêm ao teatro. Este é um espetáculo popular, para todos. E popular investigando. A dificuldade é fazer teatro popular, investigando ao mesmo tempo”, referiu.

O espetáculo “O Circo Rataplan Apresenta: A Farsa do Mestre Pathelin” abriu a terceira edição do festival de Teatro de Viana do Castelo que decorre até dia 18, com “17 representações de 14 diferentes espetáculos de Portugal e de Espanha”.

O festival é organizado pelo Teatro do Noroeste – CDV, com o apoio da Câmara local e da Direção-Geral das Artes (DGArtes). In “Lusojornal” – França


O Teatro Municipal Sá de Miranda foi inaugurado no dia 29 de abril de 1885. Completou, em 2019, 134 anos.

A sua construção deveu-se ao esforço de um conjunto de personalidades vianenses que constituiu, em 1879, a Companhia Fomentadora Vianense, com o objetivo de construir “um edifício civilizador” para a cidade e para a região.

Teatro “à italiana”, projetado por José Geraldo da Silva Sardinha, com plateia em forma de ferradura e três ordens de camarotes, com capacidade (atualmente) para 378 lugares. O pano de boca original foi desenhado por Luigi Manini e pintado por Hercole Lambertini, cenógrafos do Teatro S. Carlos e o teto, uma imagem do céu em trompe l´oeil, com retratos de dramaturgos, foi pintado por João Baptista do Rio.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo adquiriu o edifício em 1985, numa altura em que a sua degradação se acentuava.

O Teatro do Noroeste - Centro Dramático de Viana é fundado em 1991, com o apoio da autarquia e, desde logo, é-lhe concedido o estatuto de companhia residente do Teatro Municipal Sá de Miranda, perspetivando a recuperação e redinamização deste magnífico teatro centenário, assim como a qualificação da oferta cultural da cidade e da região, desenvolvida a partir do seu mais emblemático equipamento cultural.

Desde então, a atividade do Teatro do Noroste - CDV e a iniciativa da Câmara Municipal de Viana do Castelo têm propiciado a promoção de obras de beneficiação, primeiro, em 1993, dando segurança e comodidade ao público e, numa segunda fase, no limiar do ano 2000, dotando a caixa de palco dos mais modernos equipamentos cénicos, que permitem pôr em cena os mais exigentes espetáculos.

Em 2015, a Câmara Municipal de Viana do Castelo, com a participação do Teatro do Noroeste – CDV, assinalou os 130 anos de existência do Teatro Municipal Sá de Miranda, com uma sessão evocativa da sua inauguração que contemplou um ato formal que teve lugar no átrio do teatro, a leitura de poesia, uma visita por espaços menos conhecidos do edifício e a exposição de um exemplar original do jornal “A Aurora do Lima”, do dia 29 de abril de 1885, exibindo a notícia da inauguração do Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo, o primeiro edifício do género a ser construído no Alto Minho.

Estima-se que o Teatro Municipal Sá de Miranda, situado em Viana do Castelo, seja o quinto mais antigo teatro português em atividade, mantendo ainda a arquitetura original da sua construção. Teatro do Noroeste - Centro Dramático de Viana 

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Cabo Verde - Escritor angolano propõe festival comum nas cidades de língua portuguesa

O escritor angolano Ondjaki propôs, na cidade da Praia, a criação de um festival que se realize nas cidades capitais africanas de língua oficial portuguesa, com um nome comum em todas elas.

“Temos alguns festivais em Angola, mas o que um dia penso que seria bonito é que um festival com o mesmo nome visitasse as capitais de língua portuguesa (em África), primeiro, mas depois se estendesse a outros países de África que falem qualquer língua”, sugeriu.

Ondjaki falava na cidade da Praia, no âmbito da sua participação na terceira edição da Morabeza – Festa do Livro, evento literário promovido pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde.

Para o escritor angolano, um festival desse tipo poderia aumentar a interação cultural entre esses países, poderia haver novas publicações, originar novas traduções, contacto com criadores de língua portuguesa e troca cultural entre e dentro do continente africano.

Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) são Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Relativamente ao festival Morabeza, Ondjaki disse que é um evento grande e que está a crescer e considerou ser uma “ideia bonita” esse tipo de encontro acontecer em África, uma vez que os escritores muitas vezes encontram-se fora do continente.

“Penso que este encontro, nestas ilhas, em Cabo Verde, que fica no meio do mundo, como eu costumo dizer, para não dizer no centro do mundo, é uma excelente ideia. Por aqui pode passar gente vinda de África, da Europa, da América Latina, acho que é uma ideia muito bonita”, afirmou à Lusa.

No festival, Ondjaki apresentou uma performance de “escrita ao vivo” e ainda deu uma “entrevista de vida”, além da participação nas outras atividades.

Prosador e poeta, também escreve para cinema e teatro, Ondjaki nasceu em Angola, em 1977, e vive atualmente em Luanda.

É membro da União dos Escritores Angolanos, membro honorário da Associação de Poetas Húngaros e fundador da Associação Protetora do Anonimato dos Gambuzinos.

Está traduzido para francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, sueco, chinês e swahili. Recebeu os prêmios FNLIJ (Brasil, 2010, 2013); JABUTI juvenil (2010); e, em Portugal, o prémio José Saramago (2013).

Reescreve crónicas para jornais e, ocasionalmente, é professor de escrita criativa.

A terceira edição da Morabeza – Festa do Livro arrancou na cidade da Praia, com a presença, entre os convidados, logo no primeiro dia, de José Ramos-Horta, antigo Presidente da República de Timor-Leste e Prémio Nobel da Paz em 1996, que dará uma “entrevista de vida”.

O festival estende-se pela primeira vez à ilha do Fogo, com atividades em todos os três municípios até ao dia 03 de novembro.

A edição de 2019 da Morabeza conta com uma feira do livro com obras de autores internacionais e lusófonos, encontros com os autores, visitas a escolas, ‘showcooking’, sessões de literatura com crianças, pintura de murais e debates.

Além de Ondjaki, entre outros convidados para conversas com o público estão previstos Abdulai Sila, da Guiné-Bissau, Eurídice Monteiro, Fausto do Rosário, Germano Almeida, Manuel Veiga e Margarida Fontes, de Cabo Verde, Conceição Lima, de São Tomé e Príncipe, Mário Augusto e João Tordo, de Portugal. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

quinta-feira, 7 de março de 2019

Cabo Verde - Organização do museu do café do Fogo poderá ter apoio do Centro de Ciência do Café de Campo Maior



São Filipe – O Centro de Ciência do Café de Campo Maior (Portugal) poderá ajudar os Mosteiros na montagem e organização do museu do café do Fogo, disse à Inforpress o autarca mosteirense, Carlos Fernandinho Teixeira.

Carlos Fernandinho Teixeira, que durante a sua recente deslocação a Portugal visitou o Centro de Ciência do Café de Campo Maior e teve encontro com a sua directora, disse que na sequência do pedido de colaboração para a montagem o museu de café do Fogo houve abertura neste sentido.

Segundo o edil, o primeiro passo será dado no próximo mês de Abril, por ocasião do sexto festival do Café do Fogo, denominado de “Fogo Coffee Fest”, que acontece entre 12 a 14 de Abril.

Coincidindo o certame com o dia internacional do café (14 de Abril), o centro enviará aos Mosteiros dois técnicos espanhóis, que estão ao serviço do Centro de Ciência do Café de Campo Maior, para se inteirar do espaço, recolha dos dados e ajudar o município a fazer a montagem e organização do museu.

O museu de café é um projecto do município dos Mosteiros que vem arrastando há vários anos e na governação anterior esteve na lista de projectos do Ministério da Cultura, mas com a mudança do Governo deixou de constar na lista de projectos do actual Ministério da Cultura, segundo Carlos Fernandinho Teixeira.

Para o sexto festival do Café do Fogo, “Fogo Coffee Fest”, Carlos Fernandinho Teixeira disse que; à semelhança dos anos anteriores, foram convidadas as câmaras municipais com as quais Mosteiros tem acordo de geminação e de cooperação descentralizada.

No ano passado, esteve presente no festival uma delegação do município português de Ansião.

O programa do sexto festival do café foi aprovado segunda-feira na reunião ordinária da Câmara Municipal dos Mosteiros, que também aprovou o programa comemorativo do Dia Internacional das mulheres, 08 de Março, bem como um conjunto de actividades culturais para a efeméride, nomeadamente a amostra municipal de teatro, workshop sobre teatro que contará com a presença do grupo de Santo Antão Juventude em Marcha, prevendo inclusive a exibição da peça “Canjana”.

Em relação a 08 de Março, o programa prevê a entrega de duas habitações sociais a duas mulheres chefes de Família, em Atalaia e Queimada Guincho, e uma conversa com as mulheres, no auditório Pedro Pires.

Para os próximos dias, a edilidade definiu o programa comemorativo de São José, na zona norte, e o lançamento da obra da construção da estrada de acesso a Cutelo Figueirinha, em Atalaia, zona norte dos Mosteiros. In “Inforpress” – Cabo Verde

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Portugal – Sete cidades algarvias acolhem festival de música e dança Al-Mutamid

Entre 25 de janeiro e 23 de fevereiro, o Algarve recebe um evento que apresenta sonoridades que durante séculos inundaram bazares, medinas e palácios da região, então conhecida como Gharb al-Andalus



O evento de música regressa ao Algarve com cinco espetáculos diferentes, repartidos por sete cidades do distrito de Faro: Lagoa, Vila Real de Santo António, Loulé, Albufeira, Silves, Lagos e Olhão.

A 19.ª edição do festival itinerante, que surgiu no ano 2000, arranca no dia 25 de janeiro com o grupo de música persa Novan Ensemble (Irão), no Convento de São José, em Lagoa, culminando, no dia 23 de fevereiro, com o espetáculo de música e dança oriental El Laff (Marrocos / Espanha), no Auditório Municipal de Olhão.

Em declarações à agência Lusa, João Pedro Vieira, da organização, indicou que o festival apresenta este ano, como novidade, a música persa com o grupo Novan Ensemble, sonoridades que transportam o público ao imaginário das 1001 noites.

«É uma estreia em território nacional», frisou o responsável, acrescentando que, «além desta estreia nacional, haverá ainda como novidade a fusão do flamenco com a música árabe, sonoridades que estão muito próximas».

Segundo João Pedro Vieira, o sucesso para a longevidade do festival itinerante mais antigo do Algarve, que se realiza anualmente há duas décadas consecutivas, «tem sido o apoio do público, que, desde a primeira edição, tem proporcionado salas cheias».

«É um público cuja maioria é de nacionalidade estrangeira, residentes e pessoas que escolhem a região para passar férias nesta altura do ano, e que acompanham o festival desde o seu início», sublinhou.

João Pedro Vieira acrescentou que o Al-Mutamid, evento de características únicas na Península Ibérica, dá a conhecer músicas e danças provenientes do Médio Oriente, Magrebe e Mediterrâneo Oriental, e «foi criado com o intuito de colmatar a escassez cultural no Algarve na época baixa».

A maioria dos grupos integram músicos da Sudão, Marrocos, Espanha e Guiné Conacri, acompanhados em palco por bailarinas.

O festival deve o seu nome ao rei poeta Al-Mutamid, filho e sucessor do rei de Sevilha, que nasceu em Beja em 1040, tendo sido nomeado governador de Silves, a então capital do Algarve, com apenas 12 anos.

O primeiro espetáculo, com o grupo Novan Ensemble, vai apresentar música tradicional persa, no dia 25 de janeiro, no Convento de São José, em Lagoa, e, no dia 26 de janeiro, no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António.

O festival prossegue em fevereiro, com músicas das três culturas d'Al-Andalus, pelo grupo Sephardica (Espanha), no dia 08, no Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, e, no dia 09, com sonoridades e danças afro/árabe pelo grupo Muhsilwan, no Cine-Teatro Louletano (Loulé).

Os Tarab Flamenco, que apresentam a fusão de flamenco com a música árabe, atuam no dia 15, no Centro Cultural de Lagos, e no dia 16, no auditório Municipal de Albufeira.

O festival termina a 23 de fevereiro, no Auditório Municipal de Olhão, com os El Laff, grupo que integra músicos de Marrocos e de Espanha, acompanhados por uma bailarina de dança oriental. In “Revista Port. Com” - Portugal

domingo, 23 de julho de 2017

Brasil - 12º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

A Fundação Memorial da América Latina, o Governo do Estado de São Paulo e a Associação do Audiovisual, apresentam pelo 12º ano consecutivo, o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que reúne filmes de 18 países da América Latina e do Caribe.

Premiado internacionalmente pelos filmes “Os Matadores”, “O Invasor” e “Crime Delicado”, o cineasta homenageado deste ano, Beto Brant, realiza a pré-estreia mundial de dois longas-metragens no festival: “Zócalo” e “Ilú Obá De Min – Homenagem a Elza Soares, a Pérola Negra”. Durante os oito dias de evento, até 02 de agosto, sua filmografia será exibida em 26 pontos culturais da capital e da cidade de Campinas.

Neste ano, o FestLatino conta com mais de 90 filmes de representantes de 18 países da região: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba Equador, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

A Galeria Marta Traba se transforma em espaço de encontro do evento. Já no Auditório da Biblioteca Latino-americana serão promovidas, pela primeira vez, projeções de longas-metragens com temática infantil e familiar. In “Vá de Cultura” - Brasil

Serviço:

12º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo
Data: De 26 de julho a 2 de agosto de 2016
Abertura: 26 de julho de 2016, quarta-feira, às 20h30, no Memorial da América Latina
Locais: Memorial da América Latina, Cinesesc, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo e unidades do CEU

A programação completa você confere no sítio Festival de Cinema Latino-Americano.