Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Internacional - Universidade de Coimbra coordena projeto europeu para acelerar a eliminação de gases fluorados poluentes

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) lidera um novo projeto europeu que pretende apoiar a eliminação progressiva dos gases fluorados, considerados entre os poluentes mais agressivos para o clima.

Denominado "GWPathFinder", o projeto é coordenado por Luís Pedro Viegas, investigador do Centro de Química de Coimbra do Departamento de Química da FCTUC, e conta com um financiamento de 2,9 milhões de euros do programa europeu Horizon Europe.

Os gases fluorados são amplamente utilizados em sistemas de refrigeração, ar condicionado e bombas de calor. Apesar da sua relevância para estes setores, apresentam um elevado potencial de aquecimento global, tornando-se um dos principais desafios ambientais associados à transição energética e à descarbonização.

Para responder a este desafio, o consórcio internacional liderado pela FCTUC irá desenvolver uma plataforma digital inovadora, interativa e de acesso livre, destinada a apoiar decisores políticos, indústria e comunidade científica na avaliação e seleção de alternativas mais sustentáveis.

A ferramenta funcionará como uma verdadeira “bússola” ecológica global, recorrendo a modelos científicos avançados para prever o impacto ambiental de novos gases fluorados e simular diferentes cenários de descarbonização em tempo real. O objetivo é disponibilizar informação robusta, comparável e baseada em evidência científica, permitindo acelerar a adoção de soluções de menor impacto climático.

“Este projeto pretende fornecer os dados e as metodologias necessárias para apoiar decisões informadas, contribuindo para uma transição sustentável dos setores que dependem de tecnologias de refrigeração e climatização”, refere Luís Pedro Viegas.

O "GWPathFinder" está alinhado com os objetivos da Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal, acordo internacional que estabelece a redução gradual da utilização de hidrofluorocarbonetos (HFC), um dos principais grupos de gases fluorados responsáveis pelo aquecimento global.

Mais informações sobre o projeto podem ser consultadas aqui. Universidade de Coimbra - Portugal


sábado, 11 de outubro de 2025

Espanha - Eliminadas mutações genéticas que originam alguns dos cancros mais mortais

Um grupo de cientistas espanhóis deu um passo importante na luta contra o cancro ao conseguir eliminar, em laboratório, mutações genéticas responsáveis por alguns dos tumores mais agressivos. O avanço foi possível graças a uma técnica de edição de ADN de alta precisão.


Investigadores da Universidade de Granada, em Espanha, conseguiram detetar e eliminar mutações no gene KRAS que podem impulsionar o desenvolvimento de vários tipos de cancro, avançou esta semana a Europa Press.

"O estudo representa um marco ao demonstrar que é possível eliminar mutações-chave diretamente do ADN tumoral. (...) Pode redefinir a forma como abordamos certos tipos de cancro", disse o professor da Universidade de Granada e líder da investigação do Genyo, Pedro P. Medina.

O gene KRAS atua como um interruptor molecular que informa as células sobre quando devem crescer e dividir-se, segundo os investigadores do Centro de Investigação Genómica e Oncológica da Pfizer da Universidade de Granada e do Governo Regional da Andaluzia, que realizaram o estudo, em Espanha.

“Interruptor molecular” fora de controlo

De acordo com o estudo, publicado na revista científica Nature Communications, quando o KRAS sofre uma mutação, "este interruptor fica preso na posição ligado", causando uma multiplicação descontrolada" que resulta em tumores agressivos e um mau prognóstico (previsão sobre o desenvolvimento de uma doença), refere a Europa Press.

As mutações do gene KRAS causam cancro do pulmão, do pâncreas e do cólon, alguns dos mais letais, segundo a investigação.

Para eliminar as mutações associadas ao crescimento tumoral, os investigadores desenvolveram uma terapia baseada no sistema de edição genética HiFi-Cas9.

"Em vez de bloquear a proteína já produzida pela célula, pensamos eliminar a mutação na sua origem genética. Desta forma, o tumor perde a base para o seu crescimento", indicou Medina.

Edição genética de "alta-fidelidade" mostra resultados promissores

O sistema utilizado permite aos cientistas editar o DNA com precisão, cortando e modificando genes específicos para tratar doenças, sendo este, uma versão de "alta-fidelidade do sistema de edição genética CRISPR-Cas9", segundo a Europa Press.

A estratégia foi validada em testes com células e em tecidos de ratos com cancro do pulmão.

Nas células, a edição genética "reduziu drasticamente a viabilidade das células tumorais portadoras do KRAS mutado", segundo a Europa Press.

Nos tecidos de ratos, a edição com HiFi-Cas9 atrasou "significativamente o crescimento tumoral" e em alguns casos, a eficácia foi ainda superior à do medicamento para o cancro do pulmão Sotorasibe, segundo a mesma fonte.

Medina indicou que a terapia ainda não pode ser usada nos pacientes e destacou que é necessário descobrir como utilizar a edição com HiFi-Cas9 de forma eficiente, garantindo a segurança dos utentes a longo prazo. In “Sapo” – Portugal com “Europa Press” e “Lusa”


sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Portugal – Autarquia do norte do país eliminou ninhos de vespa asiática com novo método por envenenamento

Um método que permite que as vespas parasitas transportem o veneno para outros ninhos, ampliando a eficácia do combate



Na sua página oficial de Internet, o município no distrito do Porto referiu que começou a usar este novo método, que visa evitar a remoção física dos ninhos, prevenindo a sua reocupação por novas colónias, desde janeiro do ano passado.

Além disso, acrescentou, o método permite que as vespas parasitas transportem o veneno para outros ninhos, ampliando a eficácia do combate.

O processo consiste na utilização de canas de carbono com sistema elétrico ligado a um grupo de bombagem, revelou. Este equipamento injeta uma solução composta por veneno seletivo e um atrativo calórico, eliminando toda a colónia, explicou a autarquia.

“Mesmo as vespas que não regressam ao ninho no momento da aplicação, encontram o veneno ativo ao retornarem nos dias seguintes”, ressalvou.

Já para ninhos localizados acima dos 20 metros de altura, a câmara utiliza armas de ar comprimido do tipo `softball´ que utilizam projéteis de inseticida.

Em 2024, foram recebidos 766 alertas para ninhos de vespa asiática, dos quais 505 foram confirmados como efetivos.

Destes, 488 ninhos foram eliminados durante o ano transato, enquanto 17 permaneceram para intervenção este ano.

Os restantes 261 pedidos foram verificados, mas não resultaram em intervenções por se tratar de ninhos de outras espécies como vespas nativas, aves ou avistamentos de espécimes isolados.

Dos ninhos intervencionados, 236 estavam em árvores, 82 em telhados, 60 em paredes e 46 no interior de imóveis.

Em 277 ninhos foram utilizadas as canas de carbono e nos restantes 102 armas de ar comprimido.

A autarquia apela à colaboração dos munícipes no avistamentos de ninhos de vespa asiática para a central da Proteção Civil através dos números 800 208 545 ou 229 398 560 ou para o email protecao.civil@cm-matosinhos.pt.

Em 2023, a Câmara de Matosinhos destruiu 536 ninhos de vespa asiática.

O primeiro ninho de vespa asiática detetado em Matosinhos foi a 25 de julho de 2013.

A vespa velutina é uma espécie asiática que exerce uma ação destrutiva sobre as colmeias de abelhas melíferas e pode constituir perigo para a saúde pública.

Natural das regiões tropicais e subtropicais do norte da Índia ao leste da China, Indochina e ao arquipélago da Indonésia, a espécie entrou na Europa através do porto de Bordéus, em França, em 2004.

Os primeiros indícios da sua presença em Portugal surgiram em 2011, mas a situação só se agravou a partir do final do ano seguinte.

A vespa velutina distingue-se da espécie europeia pela coloração do abdómen, que é predominantemente de cor preta. Agência Lusa


quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Portugal - Propina no Ensino de Português no Estrangeiro acaba no próximo ano lectivo

A propina para a frequência do Ensino de Português no Estrangeiro (EPE) vai terminar a partir do próximo ano letivo e serão ajustados os horários deste ensino, anunciou ontem o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. José Cesário falava na sessão de abertura da sessão plenária na Assembleia da República do plenário mundial do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), que começou ontem e decorre até quinta-feira, em Lisboa.


O governante manifestou-se desiludido com os resultados recentes do ensino de português no mundo, nomeadamente “a perda de milhares e milhares de alunos na Europa”. “É algo que não me deixa satisfeito e é uma perda relativamente recente, em parte devido à pandemia que vivemos”, observou.

Para tentar alterar este panorama, o secretário de Estado disse que será eliminada a propina, sobretudo para ao Ensino de Português (EPE), a partir do próximo ano lectivo. “Mas não basta isso. Tem de haver um reajustamento dos horários à realidade das nossas comunidades. As comunidades mudaram, mas os horários na maior parte dos casos estão intocáveis há décadas”, disse. E anunciou que já deu instruções aos coordenadores para começarem a “trabalhar com os professores e as comunidades no sentido de fazerem esses ajustamentos”. “Não fico nada descansado ao olhar para o Reino Unido e ver que temos os horários todos à volta de Londres e o resto do Reino Unido praticamente nada tem”, disse. E prosseguiu: “Não posso aceitar que países como a Dinamarca, Noruega, Suécia, Emirados, onde temos novas vagas de emigração, não tenhamos uma única oferta de ensino do português”.

José Cesário reconheceu que existem “problemas sociais tremendos” a afectar os portugueses e lusodescendentes em algumas partes do mundo, “sobretudo em países que vivem situações de crise”, como a África do Sul, Argentina, Venezuela, algumas áreas do Brasil e também Angola e Moçambique. “Vamos ter de dar passos muito significativos no sentido de superar estas dificuldades e problemas”, afirmou, sublinhando a importância do envolvimento das associações para se chegar às pessoas afetadas. E anunciou: “Em breve vamos lançar um novo programa, que está a ser acertado com a Segurança Social que espero venha a conseguir completar o ASIC [Apoio Social a Idosos Carenciados das Comunidades Portuguesas] e o ASEC [Apoio Social a Emigrantes Carenciados das Comunidades Portuguesas], já tradicionais, e que em alguns aspetos estão demasiado burocratizados e espero que seja um programa mais simples e que permita apoiar os mais frágeis”. In “Ponto Final” - Macau


terça-feira, 14 de novembro de 2023

Portugal - Universidade de Coimbra realiza processo de eliminação de resíduos laboratoriais acumulados há décadas

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com a Reitoria da UC e a Divisão de Manutenção, Ambiente e Segurança (DMAS), realizou um processo de eliminação de resíduos laboratoriais acumulados há já várias décadas. 


A intervenção foi realizada por uma equipa especializada nos departamentos de Química e de Ciências da Vida, no Pólo I. No Pólo II, está ainda a decorrer este processo no Departamento de Engenharia Química e deverá ficar concluído até ao final deste ano. 

«Trata-se de um momento histórico para a FCTUC e para a UC, em particular no seu percurso em prol da sustentabilidade. Para além das óbvias vantagens no que respeita à proteção ambiental e das condições de segurança no trabalho, irá permitir a libertação de alguns espaços que poderão ser dedicados a outros fins», considera Edgar Mendes, engenheiro da DMAS.

Resíduos de diversas tipologias, substâncias químicas que resultam de reagentes, substâncias envolvidas em misturas e processo químicos, que sobraram e ficaram em tempo de residência para se observar os comportamentos dos compostos, são alguns dos grandes passivos agora retirados dos departamentos da FCTUC. Apesar do período de tempo em que estes resíduos permaneceram nas instalações da Faculdade, muitos deles ali deixados por não poderem ser expedidos, foram sempre cumpridas as condições de seguranças.

«Livrarmo-nos de um passivo ambiental e de produtos químicos que já não são comercializados e são perigosos para o meio ambiente e para as pessoas é fundamental, além de libertarmos os espaços para depois podermos dar-lhes outra utilização», conclui o subdiretor da FCTUC, Fernando Pedro Figueiredo.

Neste processo estiveram envolvidos o Engenheiro Edgar Mendes, Elsa Rodrigues, investigadora do DCV, Simone Ferreira, investigadora do DQ, Alberto Canelas Pais, diretor do DQ, Jorge Marques, subdiretor do DQ, Miguel Pardal e Paulo Santos, diretor e subdiretor do DCV, respetivamente. Universidade de Coimbra - Portugal



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Cabo Verde - Distinguido pela OMS, o país vai receber este ano certificado da eliminação do paludismo


Cidade da Praia – Cabo Verde, após cinco anos sem registar um caso autóctone de paludismo e distinguido pela OMS por este feito, vai receber, este ano, o certificado da eliminação da doença, disse o coordenador do PNLP.

António Moreira deu estas informações em conferência de imprensa convocada pelo Ministério da Saúde para a divulgar a distinção recebida por Cabo Verde da Organização Mundial da Saúde (OMS), na África do Sul, durante o 4º Fórum Global de Países em vias de Eliminação da Malária, que aconteceu de 24 a 26 de Janeiro de 2023.

“Fomos premiados pela OMS como um país que deu passos significativos para um bom desempenho no processo da eliminação do paludismo e com óptimos resultados conseguidos nos últimos quatro anos consecutivos e com zero casos autóctones”, disse ressaltando que o país já, por duas vezes, na década de 60 e 70, tentou chegar a eliminação, mas devido ao foco da doença na ilha de Santiago não conseguiu.

Lembrou ainda que Cabo Verde já foi fustigado por várias epidemias relacionadas com transmissão vectorial, sendo em 2009 com dengue, 2015 com Zika e 2017 a epidemia do paludismo concentrada na Praia, com 423 casos locais e um óbito.

“Em Janeiro de 2018, na sequência desta epidemia e com os trabalhos realizados, na luta contra o paludismo, deixamos de ter casos locais e já lá vão cinco anos e um mês”, acrescentou, avançando que o país, devido a esse progresso, solicitou a OMS a certificação da eliminação do paludismo.

O coordenador do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP), que se referiu sobre o processo levado a cabo para cumprir com as recomendações dos especialistas da OMS na área, sublinhou ainda que com este certificado Cabo Verde terá um maior trabalho na vigilância das portas de entradas, assim como nas zonas potenciais da criação de larvas.

O país, conforme António Moreira, tem um vector único que provoca a doença e que tem vindo a ser monitorizado constantemente, sendo que estudo realizado em 2010 indicou que as ilhas do Maio, Sal e Brava não tinha vector de paludismo.

“Em 2017 e 2018 o laboratório de entomologia médica do Instituto Nacional da Saúde Pública publicou avanços em termos de ilhas sem vector em que de dois passamos para cinco ilhas sem vector”, explicou.

Cabo Verde, apesar de receber o certificado, é um país altamente vulnerável ao paludismo porque possui presença do vector do paludismo que é o mosquito Anopheles gambiae, e pessoas a circularem para as zonas endémicas de paludismo. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

terça-feira, 28 de junho de 2022

Cabo Verde - Prestes a obter certificado livre do paludismo, diz coordenador


Cidade da Praia – O coordenador do Programa Nacional de Doenças de Transmissão Vectorial afirmou que Cabo Verde, depois de todo o seu percurso e experiência na luta contra os mosquitos, está prestes a obter o certificado livre do paludismo.

António Moreira fez essa afirmação em declarações à imprensa, após reunir-se com uma equipa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que se encontra no País para apoiar na preparação para a certificação e avaliar se tudo está pronto para receber a missão de certificação independente.

“Todo o percurso, a experiência dos anos anteriores e do trabalho dos sucessivos governos, para além da população que se mostra empenhada, creio que demos um passo grande na eliminação do paludismo em Cabo Verde”, disse, afirmando estar expectante quanto à vinda ao País da equipa independente para a certificação da eliminação do paludismo.

Sublinhou ainda, na sua declaração, que a equipa da OMS que se encontra no arquipélago tem como missão avaliar as recomendações da equipa que esteve no País antes, ou seja, o progresso das advertências feitas, assim como as actividades em curso para se elaborar um plano final a ser implementado até à vinda da equipa independentemente para a certificação da eliminação do paludismo.

“Estamos há quatro anos e cinco meses sem casos locais, mas continuamos a ser um País de risco e vulnerável, pois, temos aqui o mosquito e há condições climáticas para o desenvolvimento do mosquito vector que transmite a doença”, afirmou, reconhecendo que o País está aberto e situa-se próximo de uma comunidade que tem uma carga enorme em relação à incidência do paludismo e a movimentação das pessoas que entram e saem.

Por este motivo, António Moreira admitiu que Cabo Verde juntamente com a OMS estão a elaborar um plano para evitar a reintrodução do paludismo, alegando que para que todos os ganhos conseguidos sejam consolidados é preciso a mobilização geral da população, em relação à doença.

Isso porque, sublinhou, a tendência de não haver paludismo poderá provocar relaxamento e depois surpresas com aparição de casos.

O representante residente da OMS, Daniel Kertesz na sua declaração afirmou estar convicto de que Cabo Verde receberá a certificação livre de paludismo.

“Trata-se do certificado da eliminação do paludismo num País, o que significa que a malária não está a provocar a doença, mas estamos aqui com uma missão que vai apoiar o País a obter essa certificação”, acrescentou.

Segundo Daniel Kertesz a missão da OMS em Cabo Verde tem de avaliar tudo o que está sendo feito, identificar as lacunas e desafios e só depois disso poderão saber quanto tempo vai ser preciso para a certificação livre do paludismo.

“Para isso, a OMS tem de estar certa de que não haverá transmissão e o País tem de saber gerir qualquer importação de paludismo no futuro”, concluiu.

A missão da OMS em Cabo Verde vai avaliar os avanços conseguidos no quadro da implementação das recomendações anteriores das missões da OMS, orientar os profissionais e as autoridades de Saúde incluindo os membros do Comité Nacional Independente para Eliminação do Paludismo, sobre as directivas e os requisitos para o processo.

A iniciativa visa ainda rever toda a documentação do País na matéria e apoiar na elaboração de um plano de acção e um cronograma para a certificação em colaboração com as autoridades nacionais.

A missão de duas semanas, para além de alguns encontros com instituições nacionais, visita ainda as ilhas da Boa Vista e de São Vicente.

O paludismo em Cabo Verde caracteriza-se por ser uma doença instável, de transmissão sazonal dependendo fortemente da pluviosidade, que se encontra presente em quatro ilhas, Santiago, Boa Vista, São Vicente e Maio.

Cabo Verde está há quatro anos sem registar casos locais de paludismo e espera obter, ainda este ano, a certificação de País livre da doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). In “Inforpress” – Cabo Verde


 

quinta-feira, 24 de junho de 2021

CPLP - Debate trabalho infantil em contexto de pandemia no espaço lusófono


Cidade da Praia – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) promovem no próximo dia 30 uma conferência internacional online sobre o trabalho infantil em contexto de pandemia no espaço lusófono.

De acordo com uma nota informativa da CPLP, o evento realiza-se no âmbito do Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil, que se assinala em 2021, acrescentando que a conferência terá como tema “O combate ao trabalho infantil no contexto da pandemia da covid-19”

A referida conferencia terá interpretação disponível em inglês e português, e visa reforçar a sensibilização, que vem sendo promovida pela CPLP e a OIT, sobre o flagelo do trabalho infantil.

Durante o encontro, os participantes irão abordar os efeitos provocados pela pandemia da covid-19, a importância da adopção de medidas de mitigação dos seus efeitos e partilha de experiências sobre as melhores práticas no combate ao trabalho infantil, face aos actuais desafios do mundo do trabalho.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), em colaboração com a parceria global Aliança 8.7, lançou o Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil, em 2021, com o objectivo de promover acções legislativas e práticas para erradicar o trabalho infantil em todo o mundo.

O Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil foi aprovado por unanimidade por resolução da Assembleia Geral da ONU em 2019.

O principal propósito da efeméride é instar os governos a fazerem o que for necessário para atingir a Meta 8.7 dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS).

A Meta 8.7 conclama os Estados membros que tomarem medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e o tráfico de seres humanos e garantir a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo o recrutamento e uso de crianças como soldados, e, até 2025, pôr o fim ao trabalho infantil em todas as suas formas.

Nos últimos 20 anos, quase 100 milhões de crianças foram retiradas do trabalho infantil, reduzindo o número de 246 milhões, em 2000, para 152 milhões em 2016. No entanto, o progresso entre as regiões é desigual. Quase metade do trabalho infantil ocorre na África (72 milhões de crianças), seguida pela Ásia e Pacífico (62 milhões). In “Inforpress” – Cabo Verde


 

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Timor-Leste - Compromete-se a eliminar violência contra mulheres

Díli – A Secretária de Estado para a Igualdade e Inclusão Social (SEII), Maria José da Fonseca, afirmou que o Governo de Timor-Leste assume o compromisso de eliminar todas as formas de violência contra as mulheres, jovens adolescentes e outros cidadãos em situação de vulnerabilidade no país.

A governante falava durante a inauguração da Unidade de Coordenação do programa Iniciativa Spotligth, onde se integram 21 elementos, representantes do Governo, sociedade civil, União Europeia (UE) e Organização das Nações Unidas (ONU).

“Precisamos, por isso, do envolvimento e apoio de entidades internacionais, como as agências internacionais, e dos parceiros de desenvolvimento”, disse hoje a governante, na primeira reunião da Unidade de Coordenação, em Caicoli, Díli.

Maria José Fonseca elogiou a ajuda da ONU e UE através do programa Iniciativa Spotligth e manifestou o desejo de que os 21 elementos da Unidade de Coordenação venham a implementar as atividades com vista a erradicar as várias formas de violência contra as mulheres e jovens adolescentes.

Durante o primeiro encontro, a Unidade de Coordenação discutiu a implementação e os progressos do Iniciativa Spotligth em Timor-Leste, após o seu lançamento ocorrido em março deste ano. Foi ainda aprovado o Plano Anual de Atividades de 2020.

A reunião teve como objetivo manter o programa no ativo para se alcançar um impacto positivo, fortalecer o papel dos principais prestadores de serviços a nível nacional e comunitário e do sistema de gestão efetiva.

Também o Embaixador da UE, Andrew Jacobs, incentivou os responsáveis a darem continuidade ao trabalho desenvolvido no sentido de eliminar qualquer forma de violência de género, sublinhando ainda que a Unidade de Coordenação pretende assegurar que as mulheres e meninas timorenses ganhem confiança e se sintam seguras e livres, enaltecendo o seu potencial.

“A União Europeia é atualmente uma das instituições que promove a igualdade de género no mundo e juntamente com os nossos parceiros lutamos pelos direitos das mulheres”, referiu.

Já o Representante da ONU em Timor-Leste, Roy Trivedy, lembrou as mulheres e jovens adolescentes que foram vítimas de violência durante a crise sanitária provocada pela covid-19.

“O risco elevado de violência contra as mulheres e jovens adolescentes tem também custos psicológicos e socioeconómicos e uma maior repercussão com a pandemia. Em Timor-Leste, as Nações Unidas cooperam com o Governo, sociedade civil, parceiros de desenvolvimento, mulheres e jovens adolescentes em resposta à violência contra as mulheres”, conclui. Maria Auxiliadora – Timor-Leste in “Tatoli”

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Timor-Leste – Vai celebrar novo acordo com a Austrália sobre programa para eliminação da violência contra mulheres no país




DÍLI – A Ministra da Solidariedade Social e Inclusão, Armanda Berta dos Santos, recebeu Plenos Poderes para celebrar o Acordo Subsidiário entre os Governos de Timor-Leste e da Austrália sobre o programa para a eliminação da violência contra as mulheres em Timor-Leste (NABILAN).

Em declarações aos jornalistas, o Ministro de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Hermenegildo Pereira, referiu, esta quarta-feira, ter ouvido a apresentação feita pela Ministra Armanda Berta sobre a implementação do programa em causa, cuja conclusão está prevista para junho de 2022.

“O Conselho dos Ministros elogiou este novo acordo que será em breve celebrado entre os dois países, e que substitui o acordo anterior. Devo salientar, no entanto, que não se trata de um novo programa, pois este dá continuidade à primeira fase que decorreu entre 2014 e 2018” disse, no Palácio do Governo.

O programa será financiado pelo Governo australiano no valor de 35 milhões de dólares americanos.

Este acordo será celebrado em conformidade com o Memorando de Entendimento assinado pelas duas partes em 2003, que vem substituir o acordo anterior, celebrado em 2014 e será implementado em junho de 2022.

O Programa NABILAN incide na prevenção e melhoria dos serviços de apoio e acesso à justiça e tem como propósito garantir que as mulheres e crianças em Timor-Leste, incluindo grupos marginalizados como as pessoas portadoras de deficiência, possam viver sem violência, contribuindo para o desenvolvimento do país. Hortencio Sanchez – Timor-Leste in “Tatoli”

sexta-feira, 19 de julho de 2019

África - Assinatura de memorando para acelerar a eliminação da malária


A Comunidade Económica dos Estados da África Central Unidos (CEEAC), a Aliança para Fazer Retroceder a Malária (RBM), a Aliança dos Líderes Africanos contra a Malária  (ALMA) e UNOPS assinaram recentemente um memorando de entendimento em Niamey (Níger) para eliminar a malária

Através deste memorando, o CEEAC, o Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projectos, a Parceria RBM e a Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA) estão empenhados em perseguir objectivos regionais, como manter a malária na agenda política e programática. nos níveis global, nacional e local; proporcionar um fórum de alto nível para o acesso aos objetivos da malária de 2020 e 2030, inclusive no que diz respeito às necessidades de financiamento; fornecer um fórum para avaliar o progresso e resolver as dificuldades para alcançar os objetivos desejados.

Também se comprometem a manter a atenção coletiva voltada para a malária na comunidade internacional, nas Nações Unidas e nas organizações regionais; fornecer uma plataforma para a promoção coletiva entre organizações multilaterais sobre prioridades políticas, tais como a liberação oportuna de fundos de doadores e a implementação efetiva da estratégia global essencial para a consciencialização, aquisição e distribuição da malária; ferramentas de controle da malária; e fornecer um fórum para o intercâmbio de informações e práticas relevantes para o combate à malária.

Os signatários informaram que tal memorando é o resultado da vontade dos líderes africanos, apoiados pelos parceiros técnicos e financeiros, que consideram necessário fortalecer a cooperação e a sinergia de ações entre as quatro instituições para uma melhor eficiência.

Através deste acordo, as partes concordam em colaborar nos ODS 2017-2030 sobre os papéis e funções do programa, promoção, disseminação e comunicação para mudanças comportamentais. In “Guineaecuatorialpress” – Guiné Equatorial