Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 18 de abril de 2026

Guiné-Bissau - Reabilitação da torre no Ilhéu dos Pássaros

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em parceria com a Universidade Lusófona da Guiné-Bissau, está a apoiar o Instituto Marítimo Portuário (IMP) no projeto de reabilitação da torre localizada no Ilhéu dos Pássaros, à entrada do Porto de Bissau.


A torre, desativada há vários anos, está a ganhar nova vida, abrindo caminho à instalação de equipamentos modernos para a monitorização ambiental e marítima.

No quadro desta cooperação, o IPMA apoiará a implementação de uma estação meteorológica automática, que permitirá recolher dados relevantes sobre as condições atmosféricas locais, contribuindo para o conhecimento do clima e para o apoio à navegação segura.

Esta colaboração reflete o compromisso do IPMA em promover parcerias científicas na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e em impulsionar a cooperação técnica e o desenvolvimento sustentável no domínio marítimo e atmosférico. In “Instituto Português do Mar e da Atmosfera” - Portugal 


sábado, 7 de fevereiro de 2026

Japão - Financia a reabilitação da Escola da Cruz Vermelha para Surdos na Guiné Equatorial

A Cruz Vermelha e a Embaixada do Japão assinam um acordo de doação para fortalecer a educação inclusiva para crianças com deficiência auditiva


A Cruz Vermelha da Guiné Equatorial e a Embaixada do Japão acreditada no país assinaram um acordo de doação em Malabo no valor de 68.639 euros, destinado à reabilitação e ampliação da Escola para Surdos da instituição humanitária, com o objetivo de melhorar a educação inclusiva para crianças com deficiência auditiva.

O acordo, assinado nesta quinta-feira, permitirá a renovação e ampliação das instalações existentes, bem como a construção de novos serviços sanitários, a fim de oferecer melhores condições de aprendizagem e cuidados aos alunos do centro.

A missão diplomática japonesa, sediada no Gabão, foi chefiada pelo encarregado de negócios, Yoshikawa Toru, que explicou que o projeto faz parte do programa de cooperação económica japonês chamado Doações para Microprojetos Locais que Contribuem para a Segurança Humana, destinado a apoiar iniciativas sociais com impacto direto nas comunidades.

Atualmente, a Escola da Cruz Vermelha para Surdos, fundada em 1992 e localizada em Malabo, atende 27 crianças. O projeto visa aumentar a capacidade do centro, facilitando o acesso à educação adaptada e segura para um número maior de crianças com deficiência auditiva.

Durante o evento, a delegação japonesa reafirmou o compromisso do seu país com o desenvolvimento social e educacional da Guiné Equatorial, em consonância com os objetivos nacionais de redução das desigualdades e fortalecimento do sistema educacional.

Desde o lançamento deste programa no país em 2019, o Japão financiou cinco microprojetos, três deles relacionados aos setores social e educacional.

Por sua vez, a Cruz Vermelha da Guiné Equatorial agradeceu ao governo japonês pelo apoio e destacou que a iniciativa irá melhorar o atendimento e a capacitação de um dos grupos mais vulneráveis ​​do país.

A cerimónia de assinatura ocorreu na sede da Escola para Surdos em Malabo e contou com a presença de representantes do PNUD, bem como dos Ministérios do Interior, da Educação e da Saúde, entre outras autoridades. Marisa Okomo – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


terça-feira, 11 de novembro de 2025

Timor-Leste defende reforço da cooperação com Portugal

A ministra da Educação de Timor-Leste, Dulce Soares, defendeu o reforço da cooperação com Portugal, incluindo nas bibliotecas móveis, na criação de novos espaços educativos e no desenvolvimento de projectos culturais e pedagógicos inovadores


“Portugal e Timor-Leste poderão continuar a trabalhar lado a lado em novas áreas de cooperação, nomeadamente no reforço das bibliotecas móveis, na criação de novos espaços educativos e no desenvolvimento de projetos culturais e pedagógicos inovadores” para garantir que “cada criança timorense tenha acesso a uma educação de qualidade e a um futuro de esperança”, afirmou Dulce Soares. A ministra falava na cerimónia de inauguração das novas sete salas de aulas da Escola Básica do Farol, reabilitadas no âmbito de um memorando de entendimento assinado em abril entre o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e o Ministério da Educação de Timor-Leste para reabilitar a parte mais antiga daquele estabelecimento de ensino.

A reabilitação, no valor de 138 mil euros, contemplou também a eletrificação das salas, a reabilitação da sala da direção e a construção de um furo de água. A antiga escola básica central do Farol, em Díli, foi construída pelos portugueses em 1962 e é actualmente frequentada por mais de dois mil alunos. “Esta inauguração é também um exemplo claro do que podemos alcançar quando Portugal e Timor-Leste trabalham de mãos dadas. Mais do que uma parceria técnica, esta cooperação representa um compromisso conjunto com o desenvolvimento humano, com a valorização dos professores e com a criação de melhores oportunidades para todos os estudantes”, salientou a ministra.

Na sua intervenção na cerimónia, Dulce Soares deu também as boas-vindas ao novo embaixador de Portugal em Timor-Leste, Duarte Bué Alves, considerando tratar-se um “momento simbólico e especial, que marca o início de uma nova etapa de cooperação dinâmica e produtiva” entre os dois países. “Acredito que a chegada do novo embaixador traz consigo um novo impulso e um verdadeiro ar de renovação, reforçando o entusiasmo e a confiança no trabalho conjunto que continuaremos a desenvolver em prol da educação e do desenvolvimento sustentável do nosso país”, acrescentou.

Em declarações aos jornalistas, o embaixador Duarte Bué Alves afirmou que o setor da educação é um sector onde Portugal está e quer estar com “absoluta prioridade”. “É uma área que foi identificada pelos governos de Portugal e Timor-Leste como sendo absolutamente essencial e Portugal tem dado a resposta na medida do possível e na medida de todas as nossas capacidades e no quadro do nosso Programa Estratégico de Cooperação”, disse o embaixador, salientando que Portugal, ao nível da educação, está presente em todos os municípios. In “Ponto Final” - Macau


sábado, 7 de junho de 2025

Cabo Verde - Descoberta histórica na Cidade Velha trava obras para redescoberta do primeiro hospital do Atlântico

As obras de requalificação urbana da Cidade Velha ligadas à escavações das ruínas onde foi descoberto o “primeiro hospital” do Atlântico vão sofrer interrupções temporárias, adiantou o primeiro-ministro durante visita de acompanhamento ao andamento dos projetos


Ulisses Correia e Silva explicou que a descoberta inesperada que envolve as ruínas que já estão a ser trabalhadas com arqueólogos, na área da Misericórdia, vai obrigar a uma pausa, para que se possa fazer todo o trabalho da reabilitação e da redescoberta e possam integrar esta “valência histórica”.

Segundo o chefe do Governo, o antigo hospital. que servia de posto de atendimento aos viajantes transatlânticos, era desconhecido e estava completamente enterrado até agora, pelo que a sua redescoberta impõe uma nova fase de trabalhos, com prioridade para preservar e estudar o sítio.

Apesar do atraso que esta suspensão acarretará em parte dos projetos, o objetivo final para a Cidade Velha permanece inalterado.

O primeiro-ministro reiterou que a conclusão das distribuições globais está prevista para dois anos, para que a localidade "vibre positivamente com a sua história, a sua cultura e a sua identidade".

Esta nova etapa visa garantir que o vasto e inexplorado património da Cidade Velha seja totalmente revelado e integrado na sua narrativa histórica, enriquecendo a experiência dos futuros visitantes. In “Expresso das Ilhas” com “Inforpress”


terça-feira, 25 de março de 2025

Cabo Verde - Reabilitação da Igreja de São Roque na ilha da Boa Vista vai agregar valor ao circuito de turismo cultural segundo o Instituto do Património Cultural

Sal Rei – A presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Ana Samira Baessa, afirmou que as obras de reabilitação da Igreja de São Roque, localizada em Rabil, vão agregar valor ao circuito de turismo cultural da ilha.



As afirmações foram feitas por Ana Samira Baessa, que se encontra em missão na ilha da Boa Vista juntamente com a sua equipa técnica e a das Infraestruturas de Cabo Verde (ICV), para acompanhar a evolução das obras de reabilitação da Igreja de São Roque, iniciadas em Janeiro, no âmbito do Programa de Valorização do Património Histórico, Cultural e Religioso.

“É a igreja mais antiga da Boa Vista, e uma das mais antigas de Cabo Verde, o seu estado de conservação exigia alguma intervenção com carácter de urgência, porque estava bastante degradado. Estamos a falar de mais de 33 mil contos, que vão ser investidos na igreja, com muito rigor em termos de técnicas de conservação e protecção do património histórico e cultural”, informou.

A presidente do IPC indicou que a obra está na fase de preenchimento e consolidação de muros, sendo que se fala de uma igreja que foi construída com muita junção de argamassa e também de argila, que não tem tido manutenção.

Segundo a mesma fonte, o objectivo é reabilitar esse património, para servir a comunidade, mas também para valorização do património da ilha na perspectiva do turismo cultural e religioso, havendo mais uma alternativa para os turistas poderem sair dos hotéis.

“Com o programa não estamos a reabilitar só o edifício, nós estamos a reabilitar a parte da história e a parte da identidade cultural cabo-verdiana”, afirmou.

A reabilitação da Igreja de São Roque insere-se na estratégia governamental de valorização do património cultural, contribuindo para a conservação deste monumento histórico e para a dinamização do turismo cultural e religioso.

O investimento é financiado pelo Governo de Cabo Verde, a intervenção está enquadrada no Eixo IV do Programa de Reabilitação, Requalificação e Acessibilidades (PRRA), com um investimento global superior a 600 mil contos.

Além da Igreja de São Roque, outros projectos de restauração estão em andamento na ilha, incluindo o Farol do Morro Negro e o Forte Duque de Bragança. Estes projectos, financiados pela cooperação espanhola, têm como objectivo diversificar e valorizar os pontos de atracção turística na ilha. In “Inforpress” – Cabo Verde


quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Cabo Verde - Inauguração das obras do Farol Dona Maria Pia prevista para Setembro

Cidade da Praia – A presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Ana Samira Baessa, informou que a inauguração das obras do Farol Dona Maria Pia, situado na cidade da Praia, está prevista para o mês de Setembro.


Em declarações à Inforpress, a presidente do IPC informou que as obras de reabilitação do farol com duração de dois meses, estão a bom ritmo.

Depois da recuperação da estrutura física vai ser feita a parte de museografia, sendo que o farol vai albergar um pequeno centro de interpretação.

Vão ser criadas infra-estruturas de apoio ao turismo, como áreas de restauração e centros informativos, com o objectivo de potenciar a atractividade turística e cultural do local.

Este projecto insere-se no âmbito da valorização dos Faróis Históricos de Cabo Verde, uma iniciativa estruturante desenvolvida em parceria entre o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do Instituto do Património Cultural, e o Ministério do Mar, por intermédio do Instituto Marítimo e Portuário.

Segundo Ana Samira Baessa, o próximo farol a ser reabilitado vai ser o de Porto Inglês, na ilha do Maio, cujo projecto já está pronto, e posteriormente vai ser o Farol do Boi situada em Janela, na ilha de Santo Antão, todos com previsão para inauguração ainda este ano.

Estas intervenções contribuirão para reforçar os faróis como um ícone da navegação e um elemento patrimonial de elevado valor, integrando-o plenamente na estratégia de valorização do património histórico-cultural de Cabo Verde.

O financiamento é assegurado pela Cooperação Espanhola, através da Agência Espanhola de Cooperação e Desenvolvimento (Aecid), abrangendo a reabilitação de oito faróis históricos no arquipélago. In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 10 de fevereiro de 2024

São Tomé e Príncipe – Cooperação portuguesa eleva as capacidades de diagnóstico do cancro do colo do útero

A luta contra o cancro do colo do útero ganhou mais um grande impulso. A cooperação portuguesa reabilitou o laboratório de citologia ginecológica, agora com capacidade para fazer o rastreio da doença para toda a população alvo.


O laboratório de citologia ginecológica foi equipado com novos materiais e pessoal técnico foi formado na escola superior de tecnologias da saúde de Lisboa, e no Instituto de Oncologia também de Lisboa.

Lucília Gonçalves, especialista portuguesa em anatomia patológica, explicou qual é o público-alvo da doença. «É um cancro que está presente em mulheres que têm uma vida sexual activa. É um vírus que causa o cancro e que está associado à actividade sexual».

As mulheres em idade fértil vão ser sensibilizadas a participar no rastreio do cancro do colo do útero.   Uma doença que segundo a médica em anatomia patológica tem grande incidência no continente africano.

«É um cancro de mulheres jovens. Em África é um cancro que tem uma grande incidência muito prevalente, e tem uma grande taxa de mortalidade, que pode ser evitável», reforçou Lucília Gonçalves.

Cristina Moniz, embaixadora de Portugal destacou a importância de o país ter um laboratório modernizado. «O novo laboratório contribuirá certamente para o diagnóstico precoce do cancro do colo do útero, para capacidade atempada de resposta dos serviços de cuidados de saúde, e para a melhoria da qualidade de vida das famílias e das mulheres santomenses», pontuou a embaixadora de Portugal.

A melhoria da saúde materna, é a meta do governo santomense. Ângela Costa, ministra da saúde, recordou que muitas mulheres santomenses perderam a vida por causa do cancro do colo do útero. Uma doença que pode ser prevenida e controlada.

«Vai nos ajudar a diminuir o número de evacuação médica para Portugal que é um peso muito grande para o nosso sistema de saúde. Já tivemos muitas mulheres que faleceram por causa do cancro do colo do útero», concluiu. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


Cabo Verde - Forte de São Veríssimo em reabilitação para integrar circuito turístico

O Governo de Cabo Verde tem em curso projetos urbanísticos e ambientais de mais de 200 mil contos (1,8 milhões de euros) para resolver “problemas estruturantes” da Cidade Velha, património mundial, disse à Lusa fonte oficial


A presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Ana Samira Baessa, avançou que as obras arrancaram nas estruturas envolventes do monumento, nomeadamente nos muros com vista para o mar, para depois passar para o interior.

Nessa fase, prosseguiu, serão concluídos os trabalhos arqueológicos, musealização da estrutura interna, reposição das peças na sua posição original, nomeadamente os canhões, iluminação, criação de acessibilidades e introdução de conteúdos.

A presidente do IPC previu a conclusão dos trabalhos ainda durante o primeiro semestre deste ano. “É uma obra rápida”, sublinhou Samira Baessa.

Orçado em cerca de 30 mil euros, o projeto de reabilitação é cofinanciado pelo Governo de Cabo Verde, através do Fundo do Turismo, e pelo Fundo Africano do Património Mundial (AWHF, na sigla em inglês).

A dirigente institucional disse que as obras arrancaram com a parte do financiamento do Governo e que o valor do Fundo Africano “já está despachado” e que está à espera que esteja disponível nas contas da instituição “a qualquer momento” para a execução dos trabalhos técnicos.

Segundo o IPC, a Fortaleza de São Veríssimo “está prestes a conquistar um lugar de destaque no mapa do roteiro turístico da Cidade Velha, graças às obras de reabilitação e musealização”.

O Forte de São Veríssimo, à entrada da Cidade Velha, foi construído possivelmente nos finais do século XVI (1590) e terá sido inicialmente uma plataforma de tiro, sendo uma das várias estruturas de defesa dos constantes ataques dos piratas ao sítio.

A reabilitação do monumento está enquadrada no projeto maior de requalificação urbana e ambiental da Cidade Velha, que vai trabalhar todo o aspeto paisagístico do sítio, no município da Ribeira Grande de Santiago, classificado como património mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em 2009.

Primeira capital do arquipélago de Cabo Verde, até 1770, a Ribeira Grande de Santiago, a 12 quilómetros da Cidade da Praia, foi elevada a cidade em 1533, altura em que contava com cerca de 500 habitantes, um quarto dos atuais. In “Balai Cabo Verde” – Cabo Verde com “Lusa”


quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Angola - Novo rei do Ndongo apresentado à população

O novo rei do Ndongo, Luís António Ngola, de 68 anos, foi apresentado oficialmente, na quarta-feira, à população, autoridades administrativas e tradicionais, no município da Marimba, província de Malanje


A cerimónia foi realizada na comuna de Dala Samba, no sector de Cabombo, tendo sido testemunhada, igualmente, pelo vice governador de Malanje para o sector Político, Económico e Social, Franco Mufinda.

O novo rei do Ndongo nasceu a 23 de Dezembro de 1955, na localidade de Cassenda, município de Caombo e traz como linhas mestras para o seu mandato a unificação do reinado, a reabilitação das vias de acesso que ligam Marimba,

Caombo e Cunda dia Base e o respeito pelos órgãos de soberania, bem como a restauração dos túmulos dos soberanos da região, Ngola Kiluanje, Njinga Mbande, Mbingue a Mbanda e Ngunza a Mbande em Muculo a Ngola. Venâncio Victor – Angola in “Jornal de Angola”


quinta-feira, 8 de junho de 2023

Cabo Verde - Inauguração do projecto de requalificação e reabilitação do Forte Duque de Bragança, localizado no ilhéu da cidade de Sal Rei

Sal Rei – O primeiro-ministro considerou na Boa Vista que a intervenção na reabilitação do Forte Duque de Bragança enquadra-se na política cultural definida desde 2017 pelo Governo para restaurar, reabilitar e requalificar patrimónios históricos e religiosos do País.


Ulisses Correia e Silva falava na quarta-feira, 07, no acto de inauguração do projecto de requalificação e reabilitação do edifício histórico Forte Duque de Bragança, localizado no ilhéu da cidade de Sal Rei, construído em 1820 para proteger Boa Vista.

O chefe do Governo destacou, por isso, a importância deste tipo de intervenção, uma vez que países que deixam degradar os seus patrimónios “não valorizem a sua história e identidade”, pois, considerou, além do valor económico este tipo de património tem “um valor simbólico forte” do percurso e história da Nação e da transmissão de valores para o futuro.

“Este património tem um valor turístico importante porque é uma centralidade de visita da ilha, ao mesmo tempo agradável porque para se chegar aqui se faz uma travessia de pouco tempo no mar, o que aumenta possibilidade de haver mais visitantes, e isto terá uma devolução com valor acrescido para a população e para o território local e nacional”, frisou, reconhecendo a parceria com a Câmara Municipal da Boa Vista.

Na ocasião, o chefe do Governo felicitou o Instituto do Património Cultural (IPC) por este projecto que, a seu ver, “demonstra o trabalho meritório” que a instituição tem vindo a desenvolver com “esforço e qualidade”, que ficou também com a marca do ex-presidente do IPC, Hamilton Jair Fernandes, pela dedicação a este restauro e iniciativa de colocar este património dentro do leque dos reabilitados.

“Com estas reabilitações estamos a restaurar, a reconstituir, e a restituir a nossa história como povo independente, e não somente o património colonial como tem sido veiculado em debates”, afirmou, por seu lado, o ministro da Cultura, Abraão Vicente, que recordou outras reabilitações como a Catedral e o Pelourinho da Cidade Velha e o Forte de São Filipe.

O presidente da Câmara Municipal da Boa Vista, Cláudio Mendonça, manifestou-se satisfeito pela requalificação, visto que vai valorizar o espaço e a cidade de Sal Rei, destacando-o como um “elemento importante para resgatar e valorizar a história e a cultura” da ilha, contribuindo para “alavancar a actividade económica” da Boa Vista, que é o turismo.

“Hoje colocou-se uma gota de água para o desenvolvimento do município”, disse o autarca, garantindo que a sua equipa fará de tudo para valorizar e conservar o espaço, a começar pelo aspecto ambiental, que deve merecer a atenção não só da autarquia, como dos munícipes, entidades públicas e privadas.

A reabilitação é parte integrante do Plano Nacional de Reabilitação dos Edifícios Históricos e Estudos Religiosos, coordenado pelo Ministério da Cultura das Indústrias Criativas, através do Instituto de Património Cultural (IPC).

As obras de requalificação do Forte Duque de Bragança incluíram a conservação e restauro de sete canhões do monumento, colocados no passadiço que vai desde o Forte até o litoral, e a musealização com colocação de sinaléticas informativas à volta do ilhéu.

Além da reabilitação deste edifício histórico e património e a musealização de todo o ilhéu foram igualmente criados roteiros subaquáticos, reabilitada e requalificada a antiga Alfândega, edifício onde foi instalado o Museu de Arqueologia Subaquática, que será inaugurado hoje, projetos que complementam o núcleo de arqueologia da Boa Vista.

O projecto contou com co-financiamento da Direção Nacional do Ambiente, através do programa da Bio-Tur com o financiamento do PNUD no valor de 3508 contos, sendo o valor global do investimento de 4208 contos. In “Inforpress” – Cabo Verde


sexta-feira, 14 de abril de 2023

Moçambique - PNUD disponibiliza verba para reabilitar escola destruída pelo ciclone Idai


Desde Março de 2019, cerca de nove mil alunos da Escola Secundária da Manga, localizada na cidade da Beira, província de Sofala, estão a estudar em condições deploráveis. É que o ciclone Idai, que afectou aquela região do país, destruiu parte considerável da infra-estrutura, com destaque para portas, janelas, sistema de canalização de água e a instalação eléctrica. O tecto da escola não escapou à fúria dos ventos e, sempre que há mau tempo, o processo de ensino-aprendizagem é interrompido, devido à elevada infiltração.

Aliás, numa das salas de aula, a parede desabou, mesmo assim, com todos os riscos, os alunos continuam a estudar naquela sala. “Infelizmente é a nossa sala. Quando começa a chover, somos os primeiros a abandonar a sala em toda a escola, pois as águas das chuvas escorrem pelo local onde a parede desabou e inunda a sala”, explicou Silva, aluno da 10ª classe daquela escola.

Uma boa nova chegou, esta segunda-feira, aos alunos, professores e gestores da escola. A infra-estrutura será reabilitada, uma iniciativa que estará sob responsabilidade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). As obras arrancam ainda este ano, no âmbito da reconstrução pós-Idai.

Foram anunciados pelo representante desta organização em Moçambique, António Molpeceres, depois de visitar a escola, acompanhado pelo governador de Sofala, Lourenço Bulha, a existência de cerca de dois milhões de dólares para a reabilitação da escola, mas estudos referentes ao processo da modernização da infra-estrutura irão ditar o valor exacto.

“Pretendemos, com esta acção, melhorar a qualidade de educação na Escola Secundária da Manga, proporcionando aos alunos e aos professores melhores instalações de aprendizagem e modernizando as infra-estruturas existentes, assim como apetrechar a escola com carteiras e bibliotecas”, Garantiu Molpeceres.

Tanto o PNUD como o Gabinete de Reconstrução pós-Ciclones (GREPOC), esta última instituição representada por Zacarias Chissungo, garantiram que o passo a seguir é o levantamento exaustivo dos danos causados e necessidades para dar seguimento à empreitada, pois o nível de destruição da escola é preocupante.

O PNUD e o GREPOC acrescentaram que, de seguida, será lançado um concurso para a selecção do empreiteiro, assim como a firma que irá fazer a fiscalização.

O governador de Sofala, que liderou os contactos para o processo de reabilitação da escola, indicou, na ocasião, os passos que serão dados para não prejudicar o processo de ensino-aprendizagem.

“Conhecida a data para o arranque das obras, claro, depois dos concursos, vamos distribuir os cerca de nove mil alunos em várias escolas que existem nos arredores, por forma a garantir que o processo de ensino-aprendizagem não seja interrompido. Neste momento, os mapas já estão a ser desenhados para que cada aluno saiba com antecedência onde será afectado.”

Refira-se que o GREPOC e o PNUD têm um projecto denominado Mecanismo de Recuperação para Moçambique, que iniciou em Agosto 2019, com duração de cinco anos, abrangendo, nesta fase, as províncias de Sofala e Cabo Delgado, afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth. Francisco Raiva – Moçambique in “O País”


 

sábado, 8 de abril de 2023

Moçambique – A mais antiga capela do oceano Índico vai ser reabilitada com o apoio de Portugal

A capela mais antiga do Índico foi construída por portugueses há 500 anos e vai ser requalificada em 2023, com um projeto recheado de história e detalhes


O projeto de reabilitação bebeu do misticismo e espanto que a edificação provoca a quem a visita, explica o arquiteto autor do trabalho. “Durante dias em que estive na capela, pude presenciar visitantes que se prostravam, que se ajoelhavam, faziam orações, mesmo alguns que não eram religiosos admiravam a imponência do local”, conta o arquiteto Muahammad Cássimo à Lusa.

“Eles sentiam o peso” da história do local.

Foi numa noite estrelada de luar que pensou que “com uma luz discreta, amarela”, a capela ganharia um entorno à altura das reações dos visitantes, num ambiente que passaria a estar acessível durante visitas noturnas.

A iluminação está prevista e orçada e vai ser uma realidade. Além disso, a capela de Nossa Senhora do Baluarte ostenta várias características raras, capazes de provocar espanto.

É a construção de alvenaria mais antiga de toda a costa africana do oceano Índico, mais antigo edifício europeu hoje de pé, assente num banco de coral, mesmo à beira do mar (numa das marés vivas de 2021, as ondas cobriam-na, conta o guia) e nasceu mesmo antes de ser construída a fortaleza da ilha de Moçambique, que mais parece um gigante ao seu lado.

O edifício resistiu a ataques contra a armada portuguesa, venceu ciclones, mas agora tem a base esventrada por cinco séculos de marés e o esqueleto corroído pelo salitre, impregnado pelo vento.

Os governos de Portugal e Moçambique e a construtora Mota Engil assinaram em fevereiro um memorando de entendimento para a reabilitação que deverá arrancar em maio.

“Um dos maiores problemas são as falhas no baseamento”, cuja muralha “foi descomposta”, deixando a sustentação ameaçada por “buracos que chegam a três metros” de profundidade, por onde as ondas entram e tiram os aterros, ficando as pedras sem suporte.

No limite, se nada se fizesse, parte da capela podia colapsar nas ondas.

Mas o restauro da base mostra como o trabalho vai ter várias peculiaridades: naquela secção só vai ser possível trabalhar com a maré baixa e com cuidados acrescidos.

Além disso, na capela, “há elementos arquitetónicos que podíamos até chamar de arqueológicos” e para a recuperação dos quais se requer a presença de especialistas moçambicanos e portugueses, como é o caso de um túmulo emparedado que foi vandalizado.

“Aqui há 12 túmulos, todos de pessoas importantes”, explica Momade Raisse, guia da fortaleza de São Sebastião e da capela de Nossa Senhora do Baluarte.

Aponta para alguns e vai recitando as descrições com que recebe os visitantes: “um bispo sepultado em 1588”, um “governador-geral do século XIX” e um outro túmulo “que não conseguimos distinguir, porque a escrita desapareceu há muito tempo”.

Todos os dias, das 08:30 às 16:30, é possível visitar a capela, mas é aos fins-de-semana que as visitas costumam aparecer, descreve à Lusa.

Raisse não sabe quando é que ali houve uma missa pela última vez, mas o misticismo persiste e já houve visitantes a deixar dinheiro na pedra do altar, como num ofertório, apesar de o interior estar igualmente despido, corroído e manchado pela humidade.

O guia tem cuidado onde põe os pés na zona do “nártex”, ou seja, numa espécie de alpendre largo cuja cobertura ruiu faz tempo, à entrada da capela, no mesmo sítio onde permanece o resto de um púlpito e de uma parede, cuja pedra parece ter sido trazida de Portugal.

“Todas as decisões no projeto de recuperação foram pensadas para dar maior durabilidade” à capela, explica Muhammad Cássimo, que espera que as “gerações vindouras” reforcem os cuidados de manutenção de um património histórico valioso e com forte potencial de atração turística.

“Estamos a introduzir algumas técnicas, porque não sabemos se vamos ter outra oportunidade destas” no âmbito dos trabalhos de recuperação, destacou à Lusa.

Por exemplo, a argamassa do reboco vai ser preparada para durar mais tempo e estão previstos tampos móveis para evitar a entrada da água durante marés vivas.

Os ciclones que sempre fizeram parte da costa moçambicana estão agora “mais frequentes” e o projeto reforça essa resistência às intempéries, acrescentou.

O arquiteto e a capela são velhos conhecidos.

Muhammad Cássimo, 38 anos, é natural da Ilha de Moçambique e só saiu da província para se formar em arquitetura, uma via escolhida porque desde miúdo brincava entre ruínas de edifícios — a Ilha foi declarada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1991 e a fortaleza e a capela são só dois dos vários edifícios classificados.

“A minha meta: quando mais casas reabilitar, melhor. Quando acabei o curso, voltei”, conta à Lusa, um regresso em que acompanhou o arquiteto José Forjaz na reabilitação da capela em 1997.

Já ali passou muitas horas, diz que até mapeou fissuras que depois viu crescer e tornarem-se fendas bem visíveis.

“Já fiz viagens noturnas” e os navegadores de ‘dhow’ – embarcação à vela da região – dizem que a capela iluminada “vai facilitar-lhes a vida”, sobretudo em dias de mar agitado e quando na ilha não há energia.

A requalificação vai reavivar a função de vigia no acesso ao mar alto que há 500 anos fez com que a construíssem no extremo norte da ilha (que haveria de ser a primeira capital de Moçambique), encavalitada sobre pedras de coral, à espreita da rota da Índia. In “Sapo 24” – Portugal com “MadreMedia / Lusa”




sexta-feira, 31 de março de 2023

Cabo Verde - Recuperado mais um canhão de forte secular no ilhéu da Boa Vista

A reabilitação em curso no secular Forte Duque de Bragança, construído num ilhéu para proteger a ilha cabo-verdiana da Boa Vista dos piratas, vai envolver a conservação dos sete canhões, um dos quais agora recuperado de uma colecção privada.


De acordo com informação divulgada pelo Instituto do Património Cultural (IPC) de Cabo Verde, responsável pela obra de reabilitação e musealização do Forte com mais de 200 anos, do período colonial português, o restauro dos canhões vai decorrer até 06 de Abril, através de profissionais de conservação da instituição que se encontram no ilhéu.

“De referir que um destes canhões foi restituído no quadro desta missão, já que tinha sido apropriado há vários anos por um particular”, acrescentou a mesma fonte.

O Forte, construído durante o período colonial português, em 1820, no ilhéu na baía do porto da vila de Sal Rei, tinha a função de defesa do ancoradouro contra os então frequentes ataques de piratas à ilha da Boa Vista.

A um quilómetro da ilha da Boa Vista e da cidade de Sal Rei, sobreviveram até aos dias de hoje apenas os canhões e algumas muralhas, que ainda recordam as guerras do passado e a protecção da exportação de sal, pastel, algodão, gado, cal e cerâmica na altura.

A reabilitação em curso no Forte desde 2022 vai permitir a instalação de um centro interpretativo daquela área, conforme anunciou anteriormente o ministro da Cultura.

“Quando reconstruímos lugares como estes estamos a reconstruir parte da nossa própria história”, disse o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente, durante uma recente visita à Boa Vista.

“Apresenta-se também, a partir deste Forte, o berço da ecologia de uma reserva natural da marinha a todo o mundo a partir de um património que serve como alavanca para a construção para contar a história da Boa Vista. Teremos, ainda, uma espécie de centro interpretativo para contar a história do ilhéu, da infra-estrutura, e uma plataforma que se ligará ao Centro Interpretativo do Museu da Arqueologia Subaquática, com uma sala dedicada ao ilhéu”, acrescentou.

Trata-se de uma obra avaliada em 4,2 milhões de escudos cabo verdeanos (38 mil euros), co-financiada pela Direcção Nacional do Ambiente através do programa da Bio-Tur e com financiamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O Forte já foi anteriormente alvo de trabalhos de prospecção arqueológica e neste momento as obras têm como foco a consolidação dos restos arquitectónicos, em sítios onde se revelem necessários, para que possa impedir a contínua degradação, aliás visível neste momento.

Após a conclusão da reabilitação, o objectivo do Governo cabo-verdiano é integrar o monumento na rota do turismo local, sendo esta a segunda ilha mais procurada pelos visitantes do arquipélago.

Segundo o IPC, o projecto, além de permitir reabilitar um Forte histórico para o arquipélago, vai ainda gerar indirectamente uma nova fonte de rendimento para os pescadores locais, que garantem o transporte entre a ilha do Sal, onde prospera o turismo internacional e o ilhéu da Boa Vista. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau com “Lusa”


sábado, 18 de fevereiro de 2023

Cabo Verde - Inauguração das obras de reabilitação do Forte Duque de Bragança no ilhéu de Sal-Rei prevista para Março, segundo o Instituto do Património Cultural


Sal Rei – As obras de reabilitação e conservação do Forte Duque de Bragança, no monumento natural do ilhéu de Sal-Rei, decorrem “a bom ritmo” e a sua inauguração está prevista para Março próximo, informou o Instituto do Património Cultural (IPC).

Esta constatação foi feita após a directora dos Museus, Ana Samira Baessa, ter visitado as obras da fortaleza, no ilhéu de Sal-Rei, na Boa Vista, para se inteirar dos trabalhos que se encontram na sua fase final.

De acordo com IPC, este projecto visa a reabilitação e musealização do Forte do Duque de Bragança, com foco na consolidação dos restos arquitetónicos, em sítios onde se revelem necessários, para que possa impedir ao máximo a contínua degradação que tem sido notado ao longo do tempo, minimizando danos maiores.

Este projecto é co-financiado pela Direcção Nacional do Ambiente, através do programa da Bio-Tur, com o financiamento do PNUD, em 3,5 mil contos, sendo o valor global do investimento, de 4,2 mil contos.

Para a efectivação deste projecto, cujos trabalhos deram início em Outubro de 2022, o IPC conta com a parceria da Câmara Municipal da Boa Vista. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

sábado, 2 de julho de 2022

Cabo Verde - Obras do núcleo de arqueologia e museologia e do Forte de Duque de Bragança arrancam este mês


Sal Rei – O presidente do Instituto do Património Cultural (IPC) informou que já se iniciaram processos formais para reabilitar o núcleo de arqueologia da Boa Vista, em Sal Rei, e o Forte Duque de Bragança, no ilhéu Djéu.

Hamilton Fernandes, que avançou à Inforpress ao fazer o balanço da missão à Boa Vista, indicou que as obras arrancam neste mês de Julho.

A visita, segundo a mesma fonte, foi ocasião ainda para encontros com parceiros locais, entre eles a câmara municipal, para iniciar a implementação dos projetos ligados à preservação do património e criação de novas ofertas a nível turístico-cultural.

Acompanhado da diretora dos Museus, Ana Baessa, e do arquiteto, Ricardo Ortet, em visitas ao edifício da ex-alfândega, situado no litoral da Praia de Diante, na cidade de Sal Rei, que albergará o Núcleo de Arqueologia da Boa Vista, Hamilton Fernandes informou que o espaço já foi cedido pelo Ministério das Finanças ao Ministério da Cultura.

Segundo explicou, a este projecto, que consta da diretiva de investimento turístico 2022/2026 aprovado recentemente pelo Conselho de Ministros, está alocado uma verba através do Fundo do Turismo, no valor de 12 mil contos.

O mesmo indicou ainda que, do total de 110 mil euros do projecto MERGULHAR2, cujo objectivo é valorizar a região subaquática da MACARONESIA, parte desta verba, isto é, 2500 contos serão utilizados neste projecto que terá sede no ex-edifício da alfândega, com conteúdo museológico, integrado num conjunto com suportes interpretativos e sistema audiovisual, entre outros recursos.

Sobre o encontro com empreiteiros, Hamilton Fernandes contou que através de uma lista pequena de propostas se irá selecionar a melhor, tendo em conta que, conforme sublinhou, é preciso salvaguardar o tempo de execução da obra, porque todo o projecto terá que ser instalado num horizonte temporal de seis meses.

“É importante mencionar que o projecto tem haver em certa medida com uma questão de justiça e justeza para com a ilha”, disse, indicando que o grosso do espólio dos trabalhos de arqueologia subaquática realizada desde os finais da década de 90, que se encontra no Museu da Arqueologia, da Cidade da Praia, é proveniente da ilha da Boa Vista.

Daí o dirigente do IPC pressupor que já é o momento de devolver à ilha da Boa Vista este “importante legado móvel”, no caso, acervos que serão instalados no museu.

Por outro lado, destacou a importância do museu para interpretação turística cultural, no aumento da diversificação de oferta de espaço de visitas onde turistas e nativos poderão conhecer a história da Boa Vista e de Cabo Verde, dado ao papel da ilha na abolição da escravatura, sendo que foi um entreposto de vigia atlântica e de comercialização do sal.

Ou seja, enalteceu, há uma “narrativa histórica importante” que pode ser passível de ser transformada em ativo, pelo que o museu será mais um espaço de contemplação e lazer a ser oferecido aos nativos e turistas.

A mesma fonte acrescentou que este projecto estará interligado com o de reabilitação do Forte Duque de Bragança, localizado no ilhéu Djéu, cujo processo teve início na sexta-feira, 24, com assinatura do protocolo com a Direção Nacional do Ambiente, através do programa Biotour, financiado pelo PNUD no valor de 4000 contos.

O responsável garantiu que, haverá a preocupação ambiental, em que será tido em conta a capacidade de carga no ilhéu Djeu, pelo que, indicou, haverá instalação de equipamentos leves e removíveis, como passadiços colocados para acesso a um circuito desenhado, painéis de sinalética localizados em pontos estratégicos e um quiosque em que o rendimento das vendas será revertido para campanhas de limpeza, manutenção do próprio Forte ou para outras actividades conexas.

Neste ponto, destacou o papel das ONG ambientais nos quesitos de sensibilização ambiental e remoção de resíduos a serem produzidos no local, acrescidas com as que são levadas pelas correntes marítimas nas zonas costeiras do ilhéu.

Entretanto, o dirigente do IPC alertou para que esta responsabilidade ambiental seja partilhada com a Câmara Municipal da Boa Vista, a Direção-geral do Ambiente, representado pela Ministério do Ambiente através da delegação na ilha, que envolverá também os privados, operadores turísticos, peixeiras e pescadores, que também ganharam com o projecto, por exemplo com disponibilização de botes para transporte de pessoas para o ilhéu.

“Será mais um espaço de visitação em que haverá toda uma cadeia econômica à volta da sustentabilidade da ilha”, finalizou, sublinhando serem projectos de reabilitação com perspectiva turístico, histórico e cultural assente na sustentabilidade ambiental. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Macau - Casa da literatura deve abrir no terceiro trimestre

A Casa da Literatura deverá abrir portas ao público no terceiro trimestre deste ano, adiantou ontem a presidente do Instituto Cultural. Leong Wai Man revelou ainda que até ao final do ano deverá avançar o plano de financiamento para a revitalização das moradias de Mong Há


A presidente do Instituto Cultural (IC) adiantou ontem que a Casa da Literatura, que funcionará no edifício adjacente à Academia Jao Tsung-I, deverá abrir no terceiro trimestre deste ano. Após a reunião plenária do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural, presidida pela Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Leong Wai Man explicou que, como o espaço não é muito grande, será utilizado para apresentar e exibir obras de autores conhecidos chineses e portugueses, escritores modernos e contemporâneos, bem como revistas literárias de Macau.

Segundo Leong Wai Man, além da sala de exposição, a Casa da Literatura vai acolher uma de leitura e uma multifuncional. A líder do IC disse esperar que este espaço se torne num centro de literatura e num espaço criativo com funções de colecção, exibição, intercâmbio e investigação.

A abertura da Casa da Literatura já se arrasta há vários anos. Em 2019, o IC adiantou à Tribuna de Macau que o espaço só deveria abrir portas ao público em 2020, o que não aconteceu.

Por outro lado, após a reunião de ontem, Leong Wai Man disse ainda que o Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural vai criar três grupos exclusivos subordinados para fazer estudos e planeamento para o desenvolvimento das indústrias culturais, actividades e projectos culturais, bem como para o aproveitamento e exploração dos recursos culturais. Os resultados das investigações destes grupos servirão de referência para o Conselho e para o próprio Governo.

Revitalização em Mong Há e Oficinas Navais

Por outro lado, Leong Wai Man previu que, até ao final deste ano, vai ser lançado o plano de financiamento para a revitalização das vivendas de Mong Há. Na reunião que decorreu ontem foi apresentado o plano de revitalização das 10 moradias na Avenida Coronel Mesquita. A presidente do IC explicou que a ideia é que três vivendas sirvam para destacar elementos artísticos e culturais, enquanto as restantes sete vão ter funções de restauração ou venda a retalho, uma ideia que partiu dos próprios proprietários.

A líder do IC disse ainda que não quer estabelecer demasiadas restrições às funções dos imóveis, mas sublinhou que é preciso garantir que com a revitalização o conjunto de moradias possa destacar os seus valores históricos. Segundo referiu, até ao final do ano devem também abrir as candidaturas para arrendamento dos espaços.

Além disso, indicou que as Oficinas Navais também são adequadas para este plano de revitalização, porque têm condições semelhantes às das vivendas de Mong Há. Nas suas palavras, também têm “um nível de integridade muito bom para reparação e revitalização”, considerando por isso que há condições para que sejam transformadas noutro espaço de revitalização. No segundo semestre, o IC vai optimizar os espaços ao ar livre das Oficinas Navais.

Neste âmbito, um vogal do Conselho sugeriu ao Governo que relaxe os requisitos de operação no processo de revitalização das construções históricas para os sectores terem mais espaço de desenvolvimento. Mostrando-se favorável à ideia de revitalização das Oficinas Navais, propôs a introdução de artistas de rua junto àquela área.

IC confiante na reparação das Muralhas

A presidente do Instituto Cultural (IC) disse ontem que uma pequena parte do troço das Antigas Muralhas da Cidade, próximo da Estrada de São Francisco, se encontra em estado instável. Neste sentido, o organismo continuará a realizar reuniões com o departamento de Obras Públicas, esperando poder avançar com os trabalhos de consolidação e reparação das partes das muralhas que ainda sobraram após o recente colapso, devido a um deslizamento de terras. Leong Wai Man disse também que o IC está confiante em conseguir reparar as muralhas, mas o restauro só pode ser desenvolvido após as obras de consolidação, pelo que ainda não há um calendário. Questionada sobre a situação das outras muralhas da cidade, afirmou que o Governo está a monitorizá-las, incluindo as que estão junto ao Teatro D. Pedro V. Catarina Pereira e Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sexta-feira, 3 de junho de 2022

Cabo Verde – Percursos vicinais vão ser restaurados na ilha de Santo Antão


Porto Novo – Oitenta e dois caminhos vicinais em Santo Antão, numa extensão de 294 quilómetros, vão ser reabilitados a partir deste ano, cujo programa foi lançado, quinta-feira, 02, pelo primeiro-ministro, no quadro a sua visita à ilha.

“São cerca de 82 percursos em todos os três municípios, abrangendo um total de 294 quilómetros ao longo da ilha. O concurso será lançado ainda este mês e prevemos arrancar com as obras este ano”, assegurou o chefe do Governo.

Conforme Ulisses Correia e Silva, trata-se de um projecto orçado em 210 mil contos e “extremamente importante” para Santo Antão, já que vai beneficiar as populações dos três concelhos.

Para o ministro do Turismo, Carlos Santos, que acompanha o primeiro-ministro nesta visita, o programa de recuperação dos caminhos vicinais em Santo Antão, co- financiado com fundos do Banco Mundial e do Fundo do Turismo, “vai dar mais segurança aos turistas, aos guias turísticos e às populações no interior desta ilha”.

Segundo o ministro do Turismo, esses caminhos são “a espinha dorsal” do turismo de natureza que Santo Antão oferece.

Os operadores turísticos em Santo Antão têm estado a defender a valorização dos caminhos vicinais na ilha, “enquanto produto turístico de excelência” da região.

Santo Antão dispõe de uma extensa rede de caminhos, construída ainda na era colonial, que já foi classificada e assinalada, formando sete rotas turísticas criadas no âmbito da Rede de Promoção do Turismo Sustentável e Inclusivo desta ilha. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

domingo, 16 de janeiro de 2022

São Tomé e Príncipe - Comunidades de Lembá decidiram reabilitar o sistema colonial de abastecimento de água devido à tempestade


A calamidade natural que se abateu sobre a ilha de São Tomé destruiu o novo sistema de captação e de tratamento de água potável que alimentava a cidade de Neves, capital do distrito de Lembá e os seus arredores.

A situação de falta de água potável, e o consumo da água do rio ameaça a saúde pública de toda a região norte da ilha de São Tomé.

Face à situação de calamidade, os habitantes de duas comunidades do interior do distrito de Lembá, nomeadamente as roças Generosa e Ponta Figo decidiram promover a cultura de D´junta Món – “Unir as Mãos para Vencer Desafios”.

O Hotel Mucumbli localizado nas proximidades da roça Ponta Figo, foi o arquitecto da iniciativa de união das duas comunidades agrícolas vizinhas da cidade de Neves. Mãos à obra, os populares começaram a trabalhar no sentido de reabilitar um sistema de abastecimento de água construído na era colonial.

A nascente localizada a 8 quilómetros da Roça Ponta Figo, nunca secou, «nem na estação seca a gravana, nem na estação das chuvas…», explicou Tiziano Pisoni em entrevista ao Téla Nón.

Aliás a nascente em causa e o sistema de distribuição de água construído na era colonial foi na década de 90 do século passado reabilitado pela empresa de água e electricidade, a EMAE.

Foi sempre a principal fonte de água potável que alimentava as duas comunidades populosas de Lembá, a Generosa e Ponta Figo assim como alguns bairros dos arredores da cidade de Neves, incluindo o Hotel Mucumbli.

Após a construção há cerca de 4 anos do novo centro de captação e de tratamento de água nas margens do Rio Contador na cidade de Neves, o sistema colonial de abastecimento de água a partir da nascente de Ponte Figo acabou por ser abandonado.

As enxurradas de 28 e 29 de Dezembro de 2021 destruíram por completo o novo centro de captação e tratamento de água que alimentava toda a cidade de Neves e as comunidades vizinhas.

O sistema colonial de abastecimento de água a partir da nascente de Ponta Figo volta assim a ser a única alternativa de acesso a água potável.

Tiziano Pisoni disse ao Téla Nón que o trabalho cívico para reabilitar o sistema antigo de abastecimento de água potável está bastante avançado. «Estamos a 400 metros da nascente», confirmou.

O hotel Mucumbli que tem recorrido a camiões cisternas para abastecer-se de água garante os materiais e equipamentos para as obras de reabilitação do sistema de abastecimento de água de Ponta Figo.

«Estamos a fornecer todo material, os tubos, cimento, e demais equipamentos. A população de Generosa e de Ponta Figo, assim como os trabalhadores da autarquia de Lembá, garantem a mão-de-obra», explicou Tiziano Pisoni em declarações ao Téla Nòn.

A nascente de água localizada nas montanhas que circundam Ponta Figo e Generosa tem enorme reserva de água potável. Segundo Tiziano Pisoni apesar de a canalização não ter grande diâmetro, a nascente explorada desde a era colonial emite cerca de 5 metros cúbicos de água por hora.

É muita água potável, que para além das comunidades de Ponta Figo e Generosa, deverá como no passado alimentar o hotel Mucumbli e grande parte da cidade de Neves.

«Pode ser que haja possibilidade de abastecer a parte norte da cidade de Neves», precisou Tiziano Pisoni.

A população de Lembá começa a trabalhar em equipa, em união, para conseguir alternativas de abastecimento de água potável. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”