Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 17 de agosto de 2021

Moçambique - Derrame de combustível polui água do mar em Nacala-Porto


O derrame de combustível, que se verifica desde passada quinta-feira, no Porto de Nacala, na província de Nampula, devido ao rompimento de uma tubagem de transporte de combustível da empresa Petróleos de Moçambique – PETROMOC, pode ter provocado problemas ambientais no mar.

Alguns pescadores entrevistados pelo nosso jornal confirmam que o problema de derrame de combustível iniciou mesmo na quinta-feira, e alegam que a situação está a influenciar no sabor do peixe capturado em algumas partes da Baia de Nacala e vendido no mercado local.

Sobre o assunto, contactamos o superintendente da Terminal Oceânica de Nacala, Franque Panguene, que confirmou o sucedido e informou que a sua instituição só tomou conhecimento do problema ontem, segunda-feira, através de uma comunicação feita pelos técnicos da Administração Marítima.

“Uma equipa que faz a supervisão da costa marinha informou que havia derrame de combustível ao nível da nossa tubagem, para o mar. Deslocamos o nosso pessoal até o local, para averiguar de perto a situação” – explicou Panguene.

A fonte explicou que a referida tubagem está a ser usada desde o período colonial e o óleo transportado na conduta servia para o abastecimento da central eléctrica da Electricidade de Moçambique.

Assim, neste momento, aguarda-se pela presença de uma equipa multissectorial que foi já solicitada para avaliar as quantidades do combustível derramado e determinar o impacto ambiental causado.

Importa referir que são desconhecidas as causas do incidente, porém sabemos que a região por onde passa a referida tubagem tem sido alvo de acções de vandalização. In “Wamphula Fax” - Moçambique


 

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Moçambique - Autoridades frustram tentativa de contrabando de madeira para a China

Quatro contentores de madeira não processada, espécie de chanfuta, que estavam prestes a ser exportados ilegalmente para China, foram apreendidos na semana passada, segunda-feira, pelas Alfândegas, no porto de Nacala, em Nampula.

O produto, proveniente de Zambézia, chegou ao porto de Nacala, depois que o proprietário da mercadoria enganou as autoridades daquela região do país, que se tratava de madeira serrada.

Porém, quando os técnicos de fiscalização das Alfândegas de Nacala procuraram certificar-se da veracidade da informação constante dos documentos que acompanhavam a carga, constataram que se tratava de madeira em toro, cuja exportação é proibida por lei.

De acordo com director das Alfândegas de Nacala, José Salatiel, a madeira encontra-se no recinto portuário, aguardando a decisão do Tribunal Aduaneiro.

Os quatro contentores fazem parte de 12 unidades, que se pretendia exportar para aquele país asiático.

Esta é a segundo acção de frustração de tentativa de exportação de madeira em toro, usando o Porto de Nacala. O primeiro caso ocorreu no dia 11 de Junho. In “Wamphula Fax” - Moçambique

 

domingo, 28 de março de 2021

Moçambique - Sector privado exige anulação efectiva da obrigatoriedade do uso do Terminal de Exportação de Nacala


O sector empresarial privado, representado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), diz que a anulação da obrigatoriedade do uso do Terminal Especial de Exportação de Nacala (TEEN) não está a acontecer efectivamente e, como consequência, o contínuo uso obrigatório está a afectar a competitividade das exportações moçambicanas e embaraça o ambiente de negócios.

“A despeito da eliminação da obrigatoriedade legal do uso do Terminal Especial de Exportação de Nacala – TEEN, através de uma Ordem de Serviço aprovada em 2017, nota-se que, na prática, o uso do terminal continua sendo obrigatório e continua afectando negativamente a competitividade das exportações realizadas por via do Porto de Nacala, distorcendo o ambiente de negócios”, refere a CTA em análise.

No documento, o sector privado aponta como principais factores para a não operacionalização da Ordem de Serviço que elimina a obrigatoriedade do uso do TEEN, a inexistência de uma alternativa ao TEEN, o que faz com que o TEEN continue sendo o único terminal disponível em Nacala e a exigência do carimbo do TEEN para que a mercadoria seja liberada pelo porto para o carregamento no navio.

Em termos de impacto, a CTA concluiu que a obrigatoriedade do uso do TEEN no ambiente de negócios traduz-se num aumento do custo de exportação em cerca de 435 USD, em média, significando uma variação de cerca de 109%, e no aumento do tempo de exportação em 360 horas, em média, correspondente a uma variação em cerca da 672%.

“Face ao ônus que a obrigatoriedade do uso deste terminal impõe ao sector empresarial, recomenda-se que o Governo adopte medidas necessárias para assegurar que a Ordem de Serviço, que elimina esta obrigatoriedade, seja efectivamente implementada”, adverte a Confederação.

O TEEN foi criado em 2010, através de um despacho do Ministro das Finanças e entrou em funcionamento a 19 de Abril de 2011, tendo sido concessionado a empresa NCL & Africa, Import and Export Lda, que, desde então, tem sido responsável pela gestão do mesmo. O objectivo que norteou a criação deste terminal, segundo a Direccão Geral das Alfândegas, derivou da necessidade de descongestionar o Porto de Nacala e facilitar o processo de manuseamento da carga e demais processos portuários.

Um ano após a entrada em vigor do funcionamento do TEEN, foi aprovada a Ordem de Serviço 4/GD/DGA/2012 de 18 de Janeiro de 2012, que estabelece a obrigatoriedade do uso deste terminal para todas as operações de exportação de mercadorias através do Porto de Nacala, com a excepção das mercadorias em trânsito.

Este terminal localiza-se a 14 km do Porto de Nacala e, segundo reporta a CTA, funciona como uma estrutura independente e desarticulada do Porto, o que, aliado às taxas elevadas e à morosidade do processo afecta negativamente a competitividade das exportações e o ambiente de negócios. Evaristo Chilingue - Moçambique In “Carta de Moçambique”

 


 

sábado, 9 de março de 2019

Moçambique - Melhora manuseamento de carga no porto de Nacala



O Corredor de Desenvolvimento do Norte Porto (CDN Porto), gestora do porto de Nacala, acaba de adquirir um guindaste móvel, com capacidade de carregamento de 125 toneladas.

Com esta aquisição, o CDN Porto pretende reforçar a sua frota e melhorar o atendimento aos potenciais clientes.

Segundo o comunicado enviado à Redacção do Noticias, o novo equipamento em alusão vai trazer uma maior dinâmica em termos de velocidade de descarga e embargue de mercadorias, para além de duplicar a capacidade horária de movimentação de contentores.

O mesmo documento refere que o objectivo do CDN é melhorar continuamente e ser uma referência como principal porta de logística do norte de Moçambique, atendendo também aos países do hinterland.

Esta é a segunda aquisição de equipamento de grande porte, em menos de um ano. A primeira foi Dezembro último quando a empresa comprou um barco moderno que permite o transporte seguro, confortável e eficaz dos pilotos.

O comunicado diz que em 2018 o Porto de Nacala manuseou 80 217 contentores contra 70 931 do ano anterior, o que corresponde a um crescimento de 15 por cento.

Acrescenta que no mesmo período, foram manuseadas 1 954 751 toneladas métricas contra 1 666 663 manuseadas em 2017, representando assim um crescimento de 17 por cento. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Moçambique – Reforçadas administrações marítimas de Nacala, Angoche e Pemba com mais segurança

O Ministério dos Transportes e Comunicações está a reforçar a capacidade de fiscalização, controlo das actividades marítimas, bem como busca e salvamento, em caso de ocorrência de acidentes marítimos. Trata-se de um lote de três embarcações flexíveis, com motor “fora de bordo”, com potência de 2X115CV alocadas às Administrações Marítimas de Nacala e Angoche, em Nampula e Pemba, capital de Cabo Delgado.

Avaliadas em cerca de 39 milhões de meticais, as embarcações foram adquiridas pelo Governo para responder à necessidade de dotar as Administrações Marítimas, órgãos locais do Instituto Nacional da Marinha (INAMAR), de meios para o reforço da segurança no transporte de pessoas e bens na costa moçambicana.

Falando na cerimónia simbólica de entrega das embarcações na Administração Marítima de Pemba, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita disse que o Governo está preocupado em garantir a segurança marítima, por isso continuará a alocar meios diversos para que as autoridades marítimas cumpram com o seu papel de monitoria do transporte de pessoas e bens no mar.

Respondendo à preocupação da falta de rebocador no Porto de Pemba, Mesquita anunciou que está para breve a alocação de um rebocador para aquele porto, para garantir manobras seguras de atracação e desatracação de navios, particularmente os petroleiros.

“Continuamos a trabalhar para dotar o Porto de Pemba de maior capacidade de manuseamento de cargas. Em breve, vamos alocar um rebocador vindo do Porto da Beira, para além de estarmos a adquirir equipamento de manuseamento de contentores e carga diversa. Instruímos os gestores do Porto para efectuarem um trabalho profundo de marketing, junto dos agentes económicos locais e companhias de navegação para a divulgação do potencial instalado no Porto de Pemba, de modo a mudarem a percepção de que não há capacidade neste porto para atender à demanda”, disse.

Mesquita observou que - da coordenação a ser feita entre os gestores do Porto de Pemba, sector empresarial e companhias de navegação - deve resultar no aumento de frequência de navios para o Porto de Pemba, garantindo desse modo melhor oportunidade e competitividade, ao invés de as exportações e importações de Cabo Delgado terem que escalar o Porto de Nacala. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sábado, 11 de agosto de 2018

Moçambique - Corredor e porto de Nacala movimentam mais cargas

As cargas movimentadas no Corredor e no porto de Nacala, em Moçambique, aumentaram no primeiro semestre, fruto da maior procura e das melhorias operacionais, anunciou a Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) em comunicado



A carga transportada por via ferroviária registou um crescimento de 5% em termos homólogos, de 212 mil para 221 mil toneladas.

Nos primeiros seis meses de 2018 a carga processada no porto de Nacala atingiu 941 mil toneladas, contra 841 mil no primeiro semestre de 2017, o que significa uma evolução de 8%.

O crescimento na tonelagem de carga processada deve-se à melhoria da economia moçambicana, tendo-se registado um aumento nas importações e o início de exportação da grafite da mina de Balama, através do porto de Nacala.

O comunicado acrescenta que a carga em contentores no porto de Nacala aumentou 8%, correspondendo a 39 mil TEU, contra 31 mil TEU no período homólogo do ano passado.

A Corredor de Desenvolvimento do Norte é uma parceria entre a empresa estatal Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique e a Sociedade de Desenvolvimento do Corredor de Nacala, um consórcio de investidores privados, cujo objectivo é a gestão, recuperação e exploração comercial de forma integrada das infra-estruturas do porto de Nacala e da rede ferroviária do Norte de Moçambique. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Moçambique – Vale Moçambique passará a utilizar o porto de águas profundas de Nacala

A Vale Moçambique vai deixar de utilizar a Linha do Sena e o porto da Beira para realizar as suas exportações de carvão mineral, que ficarão concentradas no Corredor Logístico de Nacala (CLN) e respectivo porto de águas profundas, disse o presidente da empresa.

Corredor de Nacala

Márcio Godoy declarou ao “Notícias”, de Maputo, à margem da cerimónia de assinatura dos contratos de financiamento do CLN, que a empresa pretende aumentar, de 12 milhões de toneladas, este ano, para 17 ou 18 milhões de toneladas, em 2018, o carvão a exportar, “quantidade que pode muito bem ser acomodada no CLN.”

A linha de caminho de ferro do Sena e o porto da Beira dispõem de capacidade para escoar cerca de 20 milhões de toneladas por ano mas o canal de acesso ao porto só pode acomodar navios até 40 mil toneladas de arqueação bruta, necessitando além disso de operações de dragagem quase permanentes devido ao assoreamento.

Márcio Godoy adiantou ao jornal que o porto de águas profundas de Nacala tem capacidade para receber navios até 180 mil toneladas, “algo que é muito mais vantajoso para a Vale Moçambique”.

“Pretendemos começar a exportar 18 milhões de toneladas de carvão por ano, quase a mesma capacidade que existe no porto da Beira, pelo que é para nós vantajoso usar o porto de Nacala devido à maior capacidade dos navios que ali podem atracar”, referiu o presidente do Conselho de Administração da Vale Moçambique.

O grupo mineiro Vale e o grupo parceiro Mitsui & Co assinaram na semana passada um acordo de financiamento do projecto de melhoramento do Corredor Logístico de Nacala, através de intervenções na linha e aquisição de material circulante. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Moçambique - Porto de Nacala recebe mercadoria para o Malawi

O Porto de Nacala, na província de Nampula, já começou a receber navios carregados com milho norte-americano com destino ao Malawi, país que atravessa um período de forte seca, noticiou a agência Bloomberg.

Fernando Couto, o administrador-executivo da entidade que gere aquela infra-estrutura, a Portos do Norte SA, informou a Bloomberg que Nacala recebeu a 29 de Abril um carregamento de 6 mil toneladas de milho proveniente dos Estados Unidos com destino ao Malawi. Em Junho o mesmo porto deverá receber outras 300 mil toneladas do cereal, também provenientes dos Estados Unidos.

O Malawi, um país de 17 milhões de pessoas que não tem acesso ao mar, enfrenta um segundo ano consecutivo de fraca produção de cereais devido à forma como o padrão meteorológico do “El Niño” afectou as colheitas um pouco por todo o sul de África. Nestas regiões o milho é a principal fonte de alimento.

O Ministério da Agricultura do Malawi indicou no início deste mês que o país quer comprar um milhão de toneladas de milho branco. Essa quantidade representa dez vezes mais do que os Estados Unidos esperavam que o Malawi importasse durante toda a época. Os preços do milho no Malawi atingiram valores recorde em Fevereiro, de acordo com as Nações Unidas.

O administrador do Porto de Nacala afirmou que a infra-estrutura tem capacidade para lidar com os carregamentos adicionais. O porto tem vindo a ampliar as suas estruturas, especialmente silos provisórios para receber os cereais que os países sem costa precisam.

Também contratou empresas especializadas para empacotar os cereais.

Nacala fica a cerca de mil quilómetros (por estrada) a leste da capital do Malawi, Lilongwe, e a cerca de 850 quilómetros por linha férrea. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

sábado, 5 de março de 2016

Moçambique – Ligação entre Nacala e o Malawi para o transporte de cereais

A sociedade Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) deverá receber este mês os primeiros de 100 vagões alugados para o transporte de cereais entre o porto moçambicano de Nacala e o Malawi.

A operação de transporte decorre do acordo estabelecido entra a CDN e a Bakhresa Malawi Limited, uma empresa do Malawi subsidiária do grupo Bakhresa Milling, que tem um terminal de cereais em Nacala e instalações de moagem e empacotamento no Malawi.

O aluguer dos 100 vagões fechados foi contratado, por cinco anos, pela CDN junto da sul-africana GPR Leasing Africa. Os vagões estão a ser fabricados pela também sul-africanza Galison Manufacturing. A entrega dos vagões à CDN deverá ficar completa até ao final do ano corrente.

A CDN é um projecto que engloba a região norte de Moçambique, o Malawi e a Zâmbia, estando centrado na recuperação e exploração comercial do porto de Nacala e do sistema ferroviário do norte de Moçambique e do Malawi.

A via férrea sofreu importantes melhoramentos, visando aumentar a sua capacidade de transporte, em particular para o escoamento do carvão extraído na região de Moatize. In “Transportes & Negócios” - Portugal

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Moçambique - Porto de Nacala prepara segunda fase de expansão

A segunda fase das obras de modernização e ampliação do porto de Nacala, em Moçambique, poderão ter início ainda este ano, afirmou o governador provincial de Nampula.

Actualmente decorrem os trabalhos de preparação do lançamento dos respectivos concursos públicos, acrescentou Victor Borges.

As obras, com um custo estimado de 270 milhões de dólares, incluirão a reconstrução e expansão do cais, aquisição de equipamentos de manuseamento de carga geral, construção do terminal ferroviário de contentores e melhoria das vias de acesso.

Em Maio do ano passado, o embaixador do Japão em Moçambique, Akira Mizutani, assinou um acordo com o governo de Maputo para a concessão de um empréstimo de 280 milhões de dólares para financiar esta fase de expansão do porto de Nacala. A primeira fase do projecto também foi financiada pelo Japão, num total de 84 milhões de dólares.

As obras da primeira fase, que incluíam a reparação do pontão norte, a pavimentação do terminal de contentores, a instalação de equipamento para modernizar as operações com combustíveis e a construção de um novo terminal ferroviário foram adjudicadas à empresa japonesa Penta – Ocean Construction Co Ltd.

Note-se que ainda este mês deverão começar as expedições de carvão das minas de Moatize, Tete, através do denominado Corredor de Nacala, até ao porto do mesmo nome para posterior exportação. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Moçambique - Corredor de Nacala pronto para escoar o carvão de Moatize

Está tudo pronto para o início do transporte do carvão de Moatize através do Corredor de Nacala, garante o director provincial dos Transportes e Comunicações de Tete, Moçambique.

Romeu Sandoca disse à “AIM” que a linha férrea, mandada construir / modernizar pela Vale Moçambique, está operacional, “tendo sido inspeccionada e testada em Novembro passado, quando o primeiro carregamento de carvão seguiu para o porto de Nacala”.

O teste foi efectuado com uma composição com quatro locomotivas e 120 vagões, que percorreu sem incidentes os 902 quilómetros até Nacala.

A nova ligação, que atravessa o vizinho Malawi, funcionará como complemento e alternativa à Linha do Sena, que permite o escoamento do carvão de Moatize para o porto da Beira, numa distância de 570 quilómetros.

O director provincial dos Transportes e Comunicações de Tete acrescentou que a nova linha férrea será igualmente utilizada por outras empresas mineiras para escoarem a respectiva produção, sendo que a Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique também a utilizará para o transporte de passageiros e cargas diversas.

Além da Vale Moçambique, extraem e exportam carvão a partir de Tete o consórcio indiano International Coal Ventures Private Limited (que adquiriu os activos carboníferos do grupo Rio Tinto) e a Jindal África, subsidiária do grupo indiano Jindal Steel and Power Limited (JSPL). As duas primeiras empresas têm concessões no distrito de Moatize, estando a terceira em actividade no novo distrito de Marara, antes pertencente ao distrito de Changara. In “Transportes & Negócios” - Moçambique

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Moçambique – Aeroporto de Nacala vai viabilizar Zona Franca

O Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, considera o Aeroporto Internacional de Nacala uma infra-estrutura aeroportuária ancorada na intermodalidade logística e de transporte que alarga a sua rede a diferentes sectores de actividade, cuja operacionalização integra os diferentes modos de transporte, que têm o condão de viabilizar a zona franca daquela região, que está a atrair investimentos em distintos ramos da nossa economia.

Falando no passado sábado, 13 de Dezembro de 2014, durante a cerimónia de inauguração daquela moderna infra-estrutura, o Chefe do Estado disse que a sua integração vai ganhar maior expressão ainda com a conclusão das obras de reabilitação e expansão do porto local, construção de raiz do terminal de carvão em Nacala-à-Velha assim como a reabilitação da linha férrea Nacala-Moatize, via Malawi.

O Presidente da República referiu ainda que o Aeroporto Internacional de Nacala vai igualmente melhorar a mobilidade desta cidade, dos homens de negócios e dos turistas, estando criadas as condições para que os passageiros de outros pontos do nosso país e outros continentes para Nacala e vice-versa o façam de forma mais directa.

“Esta infra-estrutura aeroportuária também entra na matriz da dinamização da vida económica e social de Nacala-Porto. Com efeito, uma multiplicidade de serviços será criada para apoiar as operações deste empreendimento, concretamente o turismo e os negócios de diversa índole que aqui se vão gerar. Este evento assinala um marco histórico no crescimento da nossa Pátria Amada, de Nampula e de Nacala-Porto. Este é o nosso Moçambique a construir o seu bem-estar”, enfatizou Armando Guebuza.

Considerou aquela data um dia de festa, de celebração e que ficará na história de Moçambique, da província de Nampula e da cidade de Nacala-Porto, convidando o povo moçambicano para celebrar o dia, que o encara como de reafirmação da paz, da unidade nacional, da auto-estima e de compromisso com o desenvolvimento da nossa pátria amada.

“O povo e nós falamos sempre de realizações, de construções, falamos do bem-estar e do trabalho necessário a alcançar. Oxalá que os discursos que somente falam em destruição calem para sempre e juntem a sua voz a este maravilhoso povo que só quer o seu bem-estar, justamente, merecidamente e legitimamente”, ajuntou o Presidente.

Num outro desenvolvimento da sua comunicação agradeceu o Governo da República Federativa do Brasil por se ter juntado nesta parceria com o Executivo moçambicano e da empresa Aeroportos de Moçambique na concessão de um crédito no valor de pouco mais de 250 milhões de dólares norte-americanos, cuja embaixatriz esteve entre os convidados idos de vários quadrantes do país à cerimónia.

Concebido e construído pela Odebrecht, em estreita colaboração com a ADM, o aeroporto conta com arquitectura moderna, equipamentos de alta tecnologia e capacidade para atender anualmente 500 mil passageiros e 5 mil toneladas de carga aérea.

O aeroporto apresenta uma infra-estrutura de referência para Moçambique e para a região. Está apetrechada com equipamentos com a tecnologia mais actual disponível no mercado e tem uma arquitectura moderna e funcional, com o Terminal de Passageiros concebido em formato de avião, sendo o edifício principal (a “nave-mãe”) para efectuar o check-in e os edifícios laterais (as “asas”) destinadas para o embarque e desembarque. Possui equipamentos ILS e DVOR de última geração para a ajuda à navegação aérea, sistemas digitais para gestão das comunicações aeronáuticas e controlo do tráfego aéreo e sistemas electrónicos para operação aeroportuária. Luís Norberto – Moçambique in “Jornal de Notícias”

domingo, 16 de março de 2014

Portos a Oriente

Baía de Bengo
O porto de Nacala em Moçambique, o maior porto de águas profundas da África Oriental inicia a sua reabilitação e desenvolvimento, num projecto avaliado em 32 milhões de dólares que será financiado pelo Japão e que além da reabilitação das antigas instalações numa primeira fase e num período de 18 meses, prevê ainda a construção de novas infra-estruturas, estando previstas a finalização de todas as obras durante o ano de 2017.

Baía de Tibar
Entretanto em Timor Leste, ficaram pré qualificados para a construção, operação e manutenção do porto de Tibar, cujas obras devem iniciar-se no ano de 2015 e cuja operacionalidade deverá ocorrer no ano de 2017, quatro empresas, o consórcio entre as empresas portuguesas, Mota Engil Ambiente e Serviços, Mota Engil Engenharia e Construção e a belga Besix Group, a empresa inglesa POSNCO, subsidiária da DP World do Dubai, a empresa filipina ICTSI e a empresa francesa Bollore Consortium. Na primeira fase foram excluídas duas empresas chinesas, uma indonésia e uma australiana.

O porto que terá capacidade para um milhão de toneladas ano no transporte de mercadorias e servirá também para o transporte de passageiros, será concessionado por 30 anos, numa parceria público-privada entre o governo timorense e a empresa vencedora do concurso internacional. Baía da Lusofonia

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Terminal multiusos de Nacala

Moçambique: Terminal multiusos de Nacala entra em funcionamento este ano de 2014.

Vai entrar já este ano em operação o novo terminal portuário multiusos em construção no porto de Nacala, província de Nampula.

O empreendimento, orçado em cerca de mil milhões de dólares, terá capacidade para armazenar 14,5 milhões de toneladas do carvão extraído na bacia carbonífera de Moatize, na província de Tete.

De acordo com o 'Notícias', é uma empresa chinesa quem está a construir actualmente um virador de vagões, estando ainda em construção o pontão que vai assegurar a acostagem de navios de grande calado com capacidade de carga superior a 200 mil toneladas.

Este terminal vai ser utilizado fundamentalmente pela subsidiária moçambicana do grupo brasileiro Vale que desde 2011 opera uma mina em Moatize onde extrai anualmente 11 milhões de toneladas de carvão.

Além do terminal e de outras instalações, o grupo está a financiar a construção de uma linha de caminho-de-ferro entre Moatize e Nacala, com passagem pelo Malawi, com uma extensão de 912 quilómetros, dos quais 684 quilómetros em processo de reconstrução e os restantes em fase de construção. In “Cargo Edições” - Portugal

domingo, 8 de setembro de 2013

Porto de Nacala

A Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) de Portugal e a sua congénere de Moçambique Portos do Norte (PN) assinaram na passada semana em Maputo, um acordo de cooperação apontando para uma melhor integração profissional dos trabalhadores da empresa moçambicana que explora o porto de águas profundas de Nacala.
 
A assinatura do acordo consolida um percurso de cooperação entre o porto de Leixões e o porto de Nacala, iniciada há três anos e que permite a formação de quadros afectos ao porto moçambicano em Portugal.
 
"O porto de Nacala está bem gerido e no bom caminho para consolidar a sua posição em Moçambique e no mundo", considerou Emílio Dias, presidente da APDL, no final da assinatura do acordo. 
 
Este responsável recordou que Leixões tem o maior centro de formação portuária em Portugal e que, na última década, formou "mais de mil quadros oriundos dos Países Africanos de Língua Portuguesa" (PALOP). 
 
Fernando Amado Couto, presidente do conselho de administração da PN, admitiu que a sua empresa "não tem problemas em dizer que precisa de ajuda em muitas áreas, sobretudo, na formação profissional", referindo a "escassez de quadros portuários" em Moçambique. 
 
O acordo estabelecido incide, entre outros intentos, na "transferência de conhecimentos nas áreas de organização e planeamento", formação em diversas áreas "do saber portuário", na promoção dos dois portos nos respectivos países e o fomento das ligações marítimas entre eles, estando a primeira iniciativa já em fase de execução, a avaliação do sistema de tecnologias de informação no porto de Nacala.
 
A empresa Portos do Norte é uma sociedade anónima, cujos capitais são totalmente subscritos e realizados por cidadãos nacionais, agrupados em várias sociedades e pela empresa pública Portos e Caminhos-de-ferro de Moçambique. As mesmas sociedades privadas são detentoras de 15 porcento do capital da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Nacala (SDCN), empresa que conjuntamente com os CFM, constituem o Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), sendo o accionista maioritário a Vale que em 2010 adquiriu 51% do capital da SDCN, permitindo-lhe as condições logísticas necessárias para escoar a produção da segunda fase do projecto de carvão de Moatize (Moatize II) e dar-lhe acesso a concessões ferroviárias e portuárias em Moçambique, usando uma estratégia usada com sucesso no Brasil, o modelo logístico de integração mina-ferrovia-porto.
 
Fernando Amado Couto explicou que a nova empresa tem planos para uma melhoria da eficiência dos serviços, tendo sido adquiridos equipamentos de manuseamento de contentores e delineado um plano que vai permitir a melhoria da circulação de camiões dentro do recinto portuário e dos acessos ao próprio porto.
 
A comissão executiva da Portos do Norte integra ainda Carlos Mucapera, como director financeiro, Leonilde Loide Bazar, directora de administração e recursos humanos e ainda Agostinho Langa, como director de operações. Para o reforço da equipa de gestão, a empresa assegurou a contratação de vários técnicos com experiência na área portuária. Baía da Lusofonia


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Nacala

Portos do Norte aumentou manuseamento de carga no porto de Nacala

A empresa Portos do Norte, nova gestora do porto de Nacala, província de Nampula, anunciou hoje um aumento de 40 por cento da carga manuseada, prevendo atingir um milhão de toneladas até ao final do ano.

Citada pela Port Strategy, o portal de notícia sobre portos marítimos, Elsa Silindane, da empresa Portos do Norte, afirmou que a nova operadora, que assumiu a liderança do porto de Nacala em março, está a fazer "bons progressos" no manuseamento de cargas, devendo tornar-se um ponto de referência da logística portuária do país.

Segundo Elsa Silindane, em cinco meses, a empresa "alcançou um aumento de carga em cerca de 40 por cento, que é 22 por cento superior ao do ano passado, o que poderá antecipar o seu rendimento já este ano, ultrapassando um milhão de toneladas movidas pela marca".

Os aumentos têm sido amplamente conseguidos pelo incremento da eficiência, nomeadamente o tempo máximo de paragem dos camiões nos postos obrigatórios, que foram reduzidos significativamente, disse Elsa Silindane.

Dados da empresa que administra o porto de Nacala, na província de Nampula, indicam que o período de entrada e saída de camiões reduziu de cinco para dois minutos, o que melhorou consideravelmente a produção.

A movimentação dos contentores também aumentou de 13 para 35 por cento, o que representa um bom ritmo de manuseio e coloca o Porto do Norte em boa posição no futuro, referiu a responsável pela empresa Portos do Norte.

A empresa Portos do Norte, detida maioritariamente pela estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, é constituída por capitais moçambicanos, resultado da fusão de seis empresas nacionais. In “Rádio Moçambique” - Moçambique