Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 29 de setembro de 2018

Moçambique – Edifícios públicos com acesso à internet

Escolas, mercados e hospitais com acesso à internet graças a projeto português



No início deste mês os investigadores do centro de investigação Fraunhofer AICOS viajaram até Mocuba e Alto Molócuè, no norte de Moçambique, onde instalaram a primeira rede SV4D, criando praças digitais em locais como escolas secundárias, universidades, autarquias locais e até mercados.

O objetivo é estender a iniciativa ao resto do país e criar uma rede global de aldeias digitais através da Internet de banda larga.

Redes móveis, fibra ótica e afins são cada vez mais numerosas, e é fácil esquecer que 53% da população mundial ainda não tem acesso à internet, reduzindo assim a sua possibilidade de participação numa economia cada vez mais digital.

Para contrariar este problema, o centro de investigação Fraunhofer AICOS, com sede no Porto, está a desenvolver um projeto de nome SV4D (Sustainable Villages for Development / Aldeias Sustentáveis para o Desenvolvimento), que tem como objetivo promover o acesso universal às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e criar uma rede global de aldeias digitais através da internet de banda larga, ao recorrer a infraestruturas de baixo custo e baixo consumo energético. Diminuindo assim os efeitos da exclusão digital.

Comunidades estão agora “ligadas” ao mundo digital

Durante a viagem a equipa instalou hardware e software customizado às necessidades destas comunidades, adaptando a tecnologia existente e reduzindo assim os custos de manutenção. Ao tirar partido das infraestruturas existentes às quais foi acrescentado um sistema que simula conetividade permanente, o projeto SV4D permite que a informação “salte de dispositivo em dispositivo” até que chegue a uma área conectada onde possa ser encaminhada para seu o destino final.

Graças ao trabalho de Waldir Moreira, André Pereira, Eduardo Pereira e Carlos Resende, em Mocuba e Alto Molócuè, existem agora centenas de pessoas com acesso gratuito à internet.

Em Mocuba, foram criadas praças digitais na Faculdade de Engenharia Agronómica e Florestal (Campus de Nacogolone – UNIZAMBEZE), no Instituto Agrário de Mocuba, na Escola Secundária de Mocuba, no Hospital Distrital de Mocuba, e nos edifícios da Administração do Distrito e Conselho Municipal.



Em Alto Molócuè, há neste momento pessoas ligadas à rede na Escola Secundária Geral da Pista Nova, no Instituto de Formação de Professores de Alto Molócuè, no Mercado Central, e igualmente em edifícios da Administração do Distrito e Conselho Municipal.

O objetivo deste projeto visa a diminuição dos efeitos da exclusão digital, o desenvolvimento de serviços que respondam às necessidades do utilizador Moçambicano, e a identificação de modelos de negócios direcionados à sustentabilidade destas aldeias digitais. Vitor Martins – Portugal in “Pplware Kids”

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mobilidade IV

Prático

Ele não parece nenhum primor de design e, se tem propostas técnicas revolucionárias, elas não estão evidentes.

Mas esta nova motoneta elétrica é o culminar de esforços de uma equipe multidisciplinar do poderoso Instituto Fraunhofer, da Alemanha.

O projeto foi apresentado como uma solução para a mobilidade urbana, ele se chama Electromobile City Scooter, algo como motoneta elétrica urbana.

[Imagem: Fraunhofer]

 Daniel Borrmann, responsável pela equipe, afirmou que o grande diferencial da proposta é o fato de ser um triciclo, destacando que a grande preocupação é produzir um veículo que seja prático e pronto para uma adoção em larga escala.

"Apesar de os scooters elétricos oferecerem muitas vantagens, muitos motoristas não podem ou não querem fazer a troca [de um carro por uma moto] para ir à cidade. Eles simplesmente não têm a experiência de viajar em duas rodas," disse ele.

Molas de ar

Para manter a agilidade das motos, mas sem o risco de cair, o que é típico dos triciclos, os engenheiros projetaram um chassi especial, com uma suspensão que eleva as rodas traseiras de forma independente.

Molas de ar garantem uma inclinação das rodas que não tira a agilidade mesmo em curvas repentinas.

O trabalho ainda não está pronto, e o visual poderá mudar bastante sobre o mesmo chassi.

[Imagem: Fraunhofer]

"Nós demonstramos que a nossa ideia funciona em uma motoneta real. No próximo passo, nós queremos tornar o veículo ainda mais confortável. Por exemplo, por meio de sistemas para andar sem capacete, para proteger o piloto do clima e para o armazenamento de bagagem," disse Borrmann. In “Inovação Tecnológica” - Brasil