Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 8 de novembro de 2021

China - Hengqin reforçará plataforma sino-lusófona

Com o desenvolvimento do projecto geral para Hengqin surgirão novas ideias para a futura cooperação entre a China e os países de Língua Portuguesa, acredita José Luís de Sales Marques


A Zona de Cooperação Aprofundada com Guangdong, em Hengqin, permitirá aprofundar o intercâmbio económico-comercial, científico e humanístico entre a China e os países de Língua Portuguesa, bem como “alargar amplamente” o papel da RAEM como plataforma de ligação com o universo lusófono, defendeu o presidente do Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM) durante uma palestra organizada pelo Instituto Politécnico (IPM). Segundo o IPM, José Luís de Sales Marques sustentou a sua convicção em várias iniciativas, como a criação da Plataforma de Serviços Financeiros entre a China e os Países de Língua Portuguesa, do Centro de Comércio Internacional entre a China e os Países de Língua Portuguesa e da Base de Inovação e Empreendedorismo para Jovens da China e dos Países de Língua Portuguesa.

Além disso, Sales Marques realçou o importante papel do sistema de ensino superior da Zona Aprofundada (incluindo o IPM) na futura cooperação sino-lusófona. Na sua perspectiva, “as instituições podem fornecer uma reserva diversificada de talentos para a futura cooperação sino-lusófona através da formação de quadros qualificados nas áreas de tradução linguística, tecnologias de informação, cultura e criatividade, administração pública, entre outras, com vista a elevar o nível de cooperação sino-lusófona a um novo patamar”, referiu, segundo a nota divulgada pelo IPM.

Em geral, o presidente do IEEM acentuou que, além do papel positivo na promoção da diversificação económica de Macau, a Zona de Cooperação Aprofundada “veio alargar os horizontes da população na facilitação de vida e emprego e no incentivo à inovação da ciência e tecnologia, apontado também novas ideias para a futura cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa”.

Intitulada “Macau-Hengqin: o futuro da cooperação Sino-Lusófona”, a palestra foi a segunda sessão das “Conversas com Personalidades Sino-Lusófonas” lançadas pelo Politécnico e contou com a moderação de Joaquim Ramos de Carvalho, coordenador do Centro Internacional Português de Formação do IPM. Participaram no evento diversos professores e alunos, do IPM e de outras instituições, bem como académicos sino-lusófonos e profissionais de áreas relacionadas. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sexta-feira, 27 de agosto de 2021

China - “Os departamentos de português estão a ganhar maturidade”

Carlos André esteve seis anos em Macau, onde liderou o Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau (IPM). Agora, à distância, Carlos André faz uma retrospectiva dos avanços do ensino da língua portuguesa na China. Em entrevista ao Ponto Final, o professor honorário do IPM destaca o ritmo de crescimento do ensino do português na China e diz esperar que se façam mais parcerias de natureza científica


“O ensino do português na China está num ritmo de crescimento que me impressiona”, comenta Carlos André em entrevista ao Ponto Final. O antigo director do Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau (IPM), actualmente em funções como professor honorário da instituição, destaca os resultados dos esforços para a disseminação da língua portuguesa na China. Carlos André esteve seis anos em Macau, tendo regressado a Portugal há dois anos e meio. À distância, o membro da Academia das Ciências de Lisboa comenta que “tem de haver mais parcerias de natureza científica” entre Portugal e a China. Para Carlos André, os projectos chineses da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e “Uma Faixa, Uma Rota” vão impulsionar ainda mais o interesse na língua portuguesa.

Já deixou o cargo de director do Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau há quase três anos. Como tem acompanhado a evolução do ensino da língua portuguesa em Macau desde que saiu?

Tenho mantido uma relação estreita com o IPM, do qual sou professor honorário, além de ser amigo das pessoas que trabalham lá. Além disso, sou orientador de uns alunos de doutoramento do IPM, portanto mantenho uma relação estreita com o IPM e também mantenho uma relação estreita com a China, porque, desde que saí daí, todos os anos tenho dado um mês de aulas em Xangai.

Em Macau esteve cerca de seis anos. O que é que destaca no ensino do português ao longo deste período?

Há uma coisa que é inequívoca. Neste momento, o ensino do português na China está num ritmo de crescimento que me impressiona. Mas há uma coisa que é preciso dizer: o impulso que o IPM deu a esse desenvolvimento foi imprescindível e não é comparável com nada que tenha sido feito seja por quem for. É único.

A que nível, na prática?

Terei de falar da actividade do IPM, especialmente – mas não só – da actividade do Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa. Vejamos que o CPCLP fez dezenas de acções de formação de professores nas universidades da China, o que era uma coisa inimaginável antes. Foi um projecto que concebemos e que conseguimos executar. Fomos de universidade em universidade e fizemos acções de formação de professores para os docentes dessas universidades mas também para os docentes das universidades que se situavam mais ou menos dentro daquela área regional. Por outro lado, foram produzidos 25 ou 26 livros, alguns deles particularmente importantes, não apenas materiais de natureza pedagógica, mas fizemos também outros livros de outra natureza, sobre o ensino de textos, lexicologia, sobre tradução, sobre questões gramaticais, todas as áreas fundamentais para o ensino de uma língua, nós fizemos isso. As acções de formação, sobretudo as acções de formação e produção de materiais e a aplicação “Diz Lá”, uma aplicação para telemóvel que ainda continua a ser um sucesso na China, são de facto passos importantíssimos. O CPCLP não montou a rede do português na China, mas o que o CPCLP fez foi pegar na corda de que se fez a rede. A rede viria a existir e foi montada pelas próprias universidades chinesas, mas nós ajudámos a que elas se reunissem todas. Fizemos isso, inclusive, antes das próprias instituições governamentais portuguesas, nós fomos pioneiros, andámos à frente. Isso foi inigualável, não houve ninguém que fizesse o que o IPM fez.

Dois anos e meio depois de ter saído, como é que vê os esforços no ensino do português em Macau e na China?

No que diz respeito à China, foi lançada a estratégia e os alicerces, e agora o processo desenvolve-se naturalmente. É preciso termos em conta as mutações que sucederam entretanto do ponto de vista dos recursos humanos. Em 2013, haveria 12 ou 13 universidades com o português no interior da China. Quando saí, em 2018, havia já 44 universidades com português no interior da China. Neste momento são mais de 55. Este é um crescimento brutal. Durante este tempo, os jovens docentes chineses foram fazendo as suas formações, fizeram mestrados e começaram os seus doutoramentos. Quando eu deixei Macau, em 2018, deveria haver, no interior da China, três ou quatro docentes de português com doutoramento. Neste momento, já lhe perdi a conta. Quase todos os meses tenho notícias de que há professores que conheço que se doutoraram numa universidade portuguesa, ou de Macau ou brasileira. Este processo cresceu brutalmente, e isto significa que as instituições de ensino superior da China e os seus departamentos de português criaram condições para eles próprios se desenvolverem. A grande mudança é esta, é a maturidade. Os departamentos de português estão a ganhar maturidade na China. Se deixar de haver interesse pelo português na China, obviamente que isto cai, mas eu não acredito que deixe de haver porque os países de língua portuguesa representam um peso enormíssimo no plano internacional. Na próxima década, África vai ter um crescimento populacional superior a qualquer outra parte do mundo. Angola e Moçambique vão ser dois países enormes daqui a 2050. Com o crescimento do mundo de língua portuguesa, e esperemos que com a estabilização do Brasil, obviamente que haverá mais interesse pelo português no interior da China, porque obviamente esse interesse não é só cultural, mas é material.

Isso insere-se também no projecto chinês “Uma Faixa, Uma Rota”…

Há dois projectos na China que de certeza vão abraçar esta causa. O “Uma Faixa, Uma Rota” e outro é o projecto da Grande Baía. Este projecto da Grande Baía é fortíssimo do ponto de vista económico e quer manter relações com os países de língua portuguesa. É preciso ter em conta que Cantão é uma cidade muito procurada pelo mercado africano. À medida que evolui o diálogo com países como Angola, Moçambique ou Brasil, obviamente que vai acontecer a necessidade do português.

Que tipo de parcerias para o ensino do português poderiam ser feitas no interior da China?

Eu sei que há parcerias neste momento entre instituições chinesas e instituições de países de língua portuguesa, particularmente portuguesas e brasileiras. Durante algum tempo, essas parcerias eram consubstanciadas muito através do IPM, hoje já são muito directas. A Universidade de Dalian, no interior da China, tem uma parceria fortíssima com a Universidade de Aveiro, onde foi criado um Instituto Confúcio. Essa parceria está a traduzir-se num crescimento brutal, seja do chinês na universidade de Aveiro, seja do português na Universidade de Dalian. Também estão a acontecer algumas parcerias entre a Universidade de Xangai e a Universidade de Lisboa, isto vai-se traduzir num crescimento dos dois lados. Mas eu acho que ainda tem de haver mais, tem de haver parcerias de natureza científica e dessas só conheço entre a Universidade de Xangai e a Universidade de Lisboa.

O que é que essas parcerias poderão trazer em relação à língua?

Não é só à língua. É à língua e à cultura. Nós não podemos dissociar. Podem aumentar os estudos sobre a cultura portuguesa na China e a cultura chinesa em Portugal. Isso não está suficientemente estudado. O que acontece com os estudos da cultura portuguesa na China tem muito a ver com a presença dos jesuítas, por exemplo, que produziram muita obra que está escrita. Ela não pode ser estudada só por portugueses. Esse estudo será sempre incompleto enquanto não for feito simultaneamente por quem conhece a realidade local, ou seja, a história chinesa. Há um embrião de parcerias nesse sentido que têm de ser desenvolvidas. Não é apenas uma questão de língua, é uma questão de um diálogo cultural mais intenso que passe para além da língua.


Esses diálogos culturais o que é que podem trazer a Portugal e à China?

Temos de conhecer muito bem como é que aconteceu a presença do Ocidente na China durante os séculos XVI e XVII. Os arquivos chineses estão cheios de material desta natureza que só podem ser estudados por investigadores chineses. As nossas bibliotecas em Portugal estão cheias de livros escritos essencialmente em latim que podem ser estudados por portugueses, mas a realidade local tem de ser vista por chineses. As questões interculturais são questões que não podem ser só trabalhadas por um dos lados, têm de ser trabalhadas em parcerias dos dois lados. Isso vai levar a uma descoberta mais aprofundada tanto nossa como da China. A China não chega ao mundo em que nós vivemos só no século XX e nem nós chegámos à China só no século XX. Há uma presença mútua durante três ou quatro séculos. Presença essa que, do meu ponto de vista, não está suficientemente estudada. A língua é apenas uma parte disso. O que tem acontecido é que se têm separado as coisas e nós temos de começar a juntá-las.

Que lugar cabe à língua portuguesa em Macau? Tem desempenhado bem o papel de plataforma?

Macau tem de saber muito bem ter o seu lugar, que é um lugar especial do ponto de vista da presença da cultura portuguesa no Oriente. Isto é uma questão importante. O que Macau faz e tem de fazer não pode ser só encarado do ponto de vista político, tem de ser encarado do ponto de vista da identidade histórica. Macau foi sempre China, ilude-se quem pensar de forma diferente. Macau nunca foi outra coisa se não um território chinês de cultura chinesa. Para mim, é inequívoco. Macau sofreu, durante séculos, uma miscigenação num diálogo muito tranquilo entre a cultura chinesa e a cultura ocidental através da cultura portuguesa. Mas será uma ilusão pensar que Macau alguma vez foi cultura portuguesa. Teve a presença da cultura portuguesa, o que é um pouco diferente. Essa identidade histórica de um diálogo que vem desde o século XVI dá a Macau uma configuração especial para olhar para este seu papel de mediador. Se Macau assumir sempre a sua identidade assumirá sempre a mediação. A República Popular da China deseja-o e a cultura portuguesa deve também desejá-lo. O que Macau tem feito é administrado bem essa situação através das suas instituições. A língua portuguesa continua a ser uma das duas línguas oficiais de Macau, não é mais do que isso, porque em Macau não se fala português, para se falar português era preciso que houvesse muito mais pessoas a falá-lo e não há, como se sabe. Apesar de tudo, há uma vontade política para manter a língua portuguesa na situação que tem até este momento e que resulta da Lei Básica.

No futuro a longo prazo, acredita que essa vontade se vai manter?

Nenhum de nós sabe fazer futurologia a esse nível. Nós somos portugueses, as decisões, no que diz respeito a Macau e à China e à relação entre Macau e o interior da China, dizem respeito aos chineses e não dizem respeito aos portugueses. Nós somos estrangeiros em Macau e, portanto, nós não só não temos de fazer futurologia, como não temos de condicionar essa evolução. Essa evolução é definida por quem tem toda a legitimidade para o fazer, os responsáveis de Macau e da República Popular da China. Eu acredito que, se o xadrez internacional se mantiver como está, se as projecções demográficas para África se mantiverem, eu não tenho dúvidas de que Macau procurará manter esta sua identidade porque isso lhe dará um lugar especial nesse xadrez.

E em Portugal há a noção de que existe este interesse tão grande da China na língua portuguesa? É valorizado esse interesse?

Começa a ser cada vez mais. Do ponto de vista das instituições académicas, eu sei que universidades como Coimbra, Aveiro, Porto e Lisboa têm um fortíssimo empenhamento na relação com instituições universitárias chinesas e isso para mim é evidente. As instituições que gerem o português no mundo estão preocupadas e empenhadas com o ensino do português na China. Tanto quanto sei, continua um fortíssimo empenhamento por parte do Governo português no apoio à Escola Portuguesa de Macau e no que diz respeito ao Instituto Português do Oriente. E depois há as instituições chinesas e aí, continuo a dizer, aquela que mais tem feito até este momento pelo português tem sido o IPM, mas a Universidade de Macau também tem tido uma fortíssima actividade neste domínio. Eu tenho uma perspectiva muito optimista em relação ao que vai acontecer. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”




terça-feira, 10 de agosto de 2021

Macau - Fórum Macau promove estágios

Em conjunto com o Instituto Politécnico de Macau (IPM), o Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum de Macau (GASPF) está a promover programas de estágio para formação de quadros. De acordo com a nota de imprensa, o GASPF assinou, no ano passado, um Acordo de Cooperação e Intercâmbio com o IPM, com vista a oferecer estágios, de forma periódica e sistemática, aos estudantes do Curso de Tradução e Interpretação Chinês-Português e de Administração Pública.

Em Fevereiro e Março deste ano, três estudantes do Curso de Administração Pública do IPM, oriundos de países lusófonos, participaram num estágio de total de 70 horas no Gabinete de Apoio, onde conheceram a estrutura administrativa e procedimento de funcionamento do Gabinete, bem como os trabalhos de administração e financeiro, das relações-públicas nas actividades, e de informação e tradução. “Através deste estágio, os estudantes conseguiram tirar proveito para exercer funções profissionais na área de gestão administrativa no futuro”, garante o GASPF.

Entre Maio e Julho, no total, oito estudantes do curso de Mestrado em Tradução e Interpretação Chinês-Português do IPM participaram nos estágios com a duração total de 225 e 180 horas no Gabinete de Apoio. Através de intercâmbio com os delegados dos países de Língua Portuguesa, palestras temáticas sobre tradução, participação nas exposições e workshops da 13ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, bem como o acompanhamento dos embaixadores lusófonos na China, “os estudantes têm enriquecido o seu conhecimento e experiência prática em tradução e interpretação”.

O Gabinete de Apoio garante que irá continuar a cooperação com as instituições do ensino superior como o IPM, entre outras, disponibilizando mais oportunidades de estágio aos estudantes do Interior da China, de Macau e dos países lusófonos, por forma a contribuir para a construção da Base de Formação dos Quadros Qualificados Bilingues de Chinês e Português. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

 

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Macau - Instituto Politécnico de Macau lança “conversas” sino-lusófonas

Por ocasião do seu 40º aniversário, e em conjunto com a FORGES-Associação Fórum da Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões de Língua Portuguesa, o Instituto Politécnico de Macau (IPM) vai lançar o ciclo de palestras “Conversas com Personalidades Sino-Lusófonas”. Com mais esta iniciativa, o IPM pretende desenvolver as suas “vantagens académicas” na área sino-lusófona, promover o intercâmbio e a cooperação entre a China e os países lusófonos e destacar o papel de Macau enquanto “plataforma”.

Para este ciclo serão convidados especialistas e académicos de renome de diferentes áreas, provenientes da China e dos países de Língua Portuguesa, com o objectivo de partilhar conhecimentos avançados nas respectivas especialidades e trocar experiências. As palestras abordarão temas como as culturas chinesa e portuguesa, a história, a educação, a cooperação económica e comercial, o turismo, a ciência e tecnologia, a construção de cidades inteligentes e estudos regionais.

A primeira sessão das “Conversas com Personalidades Sino-Lusófonas” será dirigida por Margarida Mano, presidente da Associação FORGES e vice-reitora da Universidade Católica Portuguesa. Margarida Mano foi Ministra da Educação e Ciência de Portugal, deputada à Assembleia da República na 13ª Legislatura e vice-reitora da Universidade de Coimbra. Actualmente, desempenha funções de especialista em educação da “European Foundation for Quality Management” (EFQM).

Margarida Mano irá fazer uma palestra intitulada “O Ensino Superior nos países e regiões de Língua Portuguesa perante os desafios globais”. O evento decorrerá de forma virtual, no dia 27 de Julho, às 16:00 horas (hora de Macau). In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Macau - Instituto Politécnico de Macau quer alargar acreditação de tradutores a países lusófonos

O IPM quer promover os testes de acreditação da China de tradutores e intérpretes chinês-português e português-chinês nos países de língua portuguesa, revelou o presidente da instituição, Im Sio Kei


O presidente do Instituto Politécnico de Macau (IPM), Im Sio Kei, disse que pretende promover o reconhecimento mútuo entre os certificados do Teste de Acreditação da China para Tradutores e Intérpretes (CATTI, na sigla inglesa) e certificados semelhantes atribuídos nos países lusófonos.

Im Sio Kei falava durante uma visita de uma delegação do CATTI, a propósito dos primeiros testes de tradutores e intérpretes chinês-português e português-chinês realizados em Macau, disse o Centro de Gestão de Projeto do CATTI em comunicado.

Mais de 100 candidatos participaram nos testes de português e de inglês, distribuídos por três níveis de proficiência, que decorreram a 19 e 20 de Junho, em simultâneo com a China continental.

O director-geral do Centro de Gestão de Projeto do CATTI, Jiang Ping, disse esperar mais colaboração com o IPM na formação de talentos bilingues em chinês e em português no futuro.

O responsável disse que a formação de mais bilingues poderá ajudar a promover o intercâmbio na área das humanidades e das ciências sociais entre a China e os países de língua portuguesa, avançou o IPM.

Os testes exigiam “um conhecimento profundo da sociedade, história e cultura da China e dos países de regiões de língua portuguesa”, sublinhou o CATTI, num comunicado divulgado em Março.

A candidatura aos testes estava aberta não apenas a cidadãos chineses, mas também a estrangeiros que trabalhem na China e residentes em Macau, Hong Kong e Taiwan.

Só quem passa nestes testes pode trabalhar na Administração de Publicações em Línguas Estrangeiras da China (CIPG, na sigla inglesa), que tem a tutela do CATTI, ou ingressar em mestrados de tradução e interpretação.

O CATTI tinha anunciado no final de Fevereiro a criação de um comité para preparar e avaliar este teste. O comité, que conta com 12 peritos em português, seis dos quais baseados em Macau, é liderado pelo presidente do Conselho Geral do IPM, Lei Heong Iok.

O CATTI realizava até agora testes de acreditação de tradutores e intérpretes de sete línguas: inglês, francês, alemão, japonês, russo, espanhol e árabe.

Alunos estiveram em Sichuan para intercâmbio

Um grupo de alunos do IPM deslocou-se à Província de Sichuan, a convite da Universidade de Pequim, para participar na iniciativa intitulada de “Simbiose entre artes e campo rural: Workshop sobre as artes e a criação cultural no campo”. “Através de actividades como notas de entrevista e investigação ‘in loco’, os alunos puderam aprofundar os seus conhecimentos sobre as características culturais locais, como fonte de inspiração do pensamento criativo, assim promovendo o intercâmbio cultural e criativo na área das artes”, indica a instituição em comunicado. O workshop dividiu-se em quatro fases: cursos online, exames presenciais, conclusão dos resultados e participação nas exibições. Os resultados deste workshop serão apresentados na terceira edição do Festival Fringe de Dabashan, que se realiza em Agosto próximo, e na Semana de Design dos Estudantes Universitários de “Ouro Roxo”, em Novembro. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


sexta-feira, 28 de maio de 2021

Macau - Instituto Politécnico de Macau realizou um seminário do Encerramento dos Estágios da Licenciatura em Português


O Instituto Politécnico de Macau (IPM) organizou um seminário do Encerramento dos Estágios da Licenciatura em Português, com o objectivo de criar um espaço de diálogo entre as instituições do ensino secundário e ensino superior, particularmente no âmbito da Língua Portuguesa.

De acordo com o IPM, o curso de licenciatura em Português da Escola Superior de Línguas e Tradução compreende duas áreas de especialização, em que os estudantes podem optar pela vertente de Língua e Cultura, ou pelo Ensino. Nesse sentido, os alunos de especialização em Ensino têm de realizar um estágio de prática pedagógica supervisionada numa escola no território. Após a conclusão do estágio e do curso, os estagiários obtêm as qualificações necessárias para a docência da Língua Portuguesa em escolas do ensino secundário em Macau.

O seminário contou com a participação dos diferentes “actores” envolvidos no ensino do Português na RAEM, nomeadamente das escolas secundárias que acolheram os alunos estagiários da licenciatura. Foram analisados o exercício prático dos estágios e o ensino da Língua Portuguesa nas escolas secundárias e nas universidades, o que, segundo o IPM, permitiu estreitar as relações entre os dois níveis de ensino e estabelecer espaços de diálogo sobre o ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa.

No seminário, estiveram presentes o chefe do Departamento do Ensino Superior da DSEDJ, Roberto Carlos Xavier, o director do Centro de Difusão de Línguas da DSEDJ, Wong Chang Chi, a professora emérita da Universidade do Porto, Isabel Pires de Lima (por videoconferência), assim como directores, subdirectores e professores dos estabelecimentos de ensino que acolhem os estagiários da Licenciatura em Português, nomeadamente Escola Pui Ching, Zheng Guanying, Secundária Luís Gonzaga Gomes, Luso-Chinesa Técnico-Profissional, Escola de Talentos (Hou Kong) e Escola Xinhua. O seminário encerrou com uma comunicação de Shee Va, escritor e membro do Conselho Consultivo da Licenciatura em Português. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


 

segunda-feira, 22 de março de 2021

Macau - Instituto Politécnico de Macau lança nova série de manuais didácticos em chinês e português


O Instituto Politécnico de Macau (IPM) anunciou o lançamento de uma nova série de manuais didácticos sobre interpretação e tradução chinês-português, para ajudar o território “a transformar-se numa base de formação de talentos bilingues”.

Os cinco manuais “têm como temas a teoria e a prática da tradução, a literatura e a medicina tradicional chinesa, sendo estes manuais redigidos pelo grupo docente da Escola Superior de Línguas e Tradução. “Nos últimos anos, a especialização em tradução entre as línguas chinesa e portuguesa tem-se desenvolvido a ritmo acelerado e tem-se verificado a insuficiência de materiais didácticos locais”, assinalou o IPM, em comunicado.

As cinco publicações em causa são: “Introdução à Interpretação Chinês-Português”, “Sete Comentários Críticos de Tradução”, “Literatura, Arte e Sociedade em Portugal: da Modernidade à Contemporaneidade”, “Terminologia de Interpretação (Chinês-Português/Português-Chinês): Medicina Tradicional” e “Martírios e Massacres: Fazer da Morte uma Vitória”. Dos cinco, quatro já foram publicados e o manual “Sete Comentários Críticos de Tradução” vai ser publicado em meados de 2021.

“Os resultados da presente edição correspondem precisamente ao preenchimento de uma lacuna de livros no âmbito do estudo de tradução chinês-português e das respectivas técnicas de tradução, fornecendo assim recursos pedagógicos preciosos”, pode ler-se na mesma nota.

O Instituto lembrou ainda que a “Escola Superior de Línguas e Tradução do IPM, com uma longa história e um corpo docente distinto em Macau, é o centro e o modelo de formação de tradução chinês-português na região da Grande China”. In “Hoje Macau” - Macau


 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Macau - Conferência sobre as oportunidades de cooperação académica entre a China e os países de Língua Portuguesa no âmbito da Grande Baía

O coordenador do Centro Internacional Português de Formação do IPM destacou ontem as vastas oportunidades que as instituições académicas dos países lusófonos vão encontrar no âmbito da Grande Baía, sobretudo em termos de inovação em áreas como serviços financeiros “verdes”, economia marítima, saúde e turismo. Joaquim Ramos de Carvalho descreveu a inclusão da Grande Baía no programa de circulação dos estudantes dos países lusófonos e o reconhecimento de qualificações como “mecanismos úteis” para ultrapassar os entraves no grande processo da integração


O Instituto Politécnico de Macau (IPM) acolheu uma conferência sobre as oportunidades de cooperação académica entre a China e os países de Língua Portuguesa (PLP) no âmbito da Grande Baía, com Joaquim Ramos de Carvalho, coordenador do Centro Internacional Português de Formação do IPM, como orador.

Antes da conferência, Joaquim Ramos de Carvalho lembrou aos jornalistas que as Linhas Gerais para o Planeamento e Desenvolvimento da Grande Baía publicadas em 2018 incluem muitas referências específicas aos PLP – não apenas sobre o comércio e investimento, mas também inovação, aplicação de ideias científicas na indústria e atracção de jovens talentos. Na sua visão, tal significa uma oportunidade para as instituições académicas dos PLP, que podem, através da RAEM, participar no desenvolvimento desta região que será uma das “mais dinâmicas” do mundo.

Para o coordenador do Centro Internacional Português de Formação, os talentos, incluindo os lusófonos, serão muito procurados no futuro com esta estratégia nacional da China. “O plano da Grande Baía tem uma série de plataformas previstas e instrumentos que visam facilitar isso especificamente para os PLP através de Macau, de modo que eu acho que vai haver muito interesse dos jovens e das instituições académicas dentro das instituições daquelas entidades que procuram promover o empreendedorismo, a inovação, a internacionalização dos graduados. Acho que vai haver um potencial enorme”, previu.

Com o desenvolvimento da Grande Baía, o antigo vice-reitor da Universidade de Coimbra acredita que a formação de quadros bilingues vai continuar a expandir-se em Macau, pelo que haverá cada vez mais procura e oportunidades para os que dominam Chinês e Português.

Na sua perspectiva, as áreas com mais potencial de desenvolvimento na Grande Baía serão os serviços de apoio ao comércio e investimento, financeiros, sobretudo economia verde, economia marítima, saúde, turismo e lazer. “Há muitas potencialidades que também vejo na área da saúde, por exemplo, na medicina tradicional chinesa e na sua cooperação com a medicina ocidental”, detalhou.

“Há muitas áreas em que Macau está muito bem posicionado dentro da Grande Baía. E seguramente que do lado dos PLP, vai haver muito interesse nessas áreas”, defendeu.

“Mecanismos úteis” para quebrar entraves

Por outro lado, o orador da conferência recordou que as instituições académicas estão a enfrentar desafios como “superar a situação da pandemia e meter as pessoas com contextos em que podem comunicar e fazer circular a informação”. “Prevejo que vai haver muita apetência de informação sobre a Grande Baía no mundo académico dos PLP”, afirmou.

Mas, neste aspecto, Joaquim Ramos de Carvalho disse ser preciso encontrar os canais para as informações chegarem às “pessoas certas” nas instituições que têm vontade de procurar novas oportunidades para cooperar com esta região.

O académico também antevê dificuldades no processo de integração regional “como aconteceu na Europa ou na América do Sul”, em relação a “colocar as instituições académicas e as pessoas a comunicar”.

“Mas, por isso sabemos também quais são os mecanismos que são úteis, como mobilidade curta, mobilidade de estudantes e professores, mas também funcionários, reconhecimento de formação que os estudantes possam fazer parte do curso ou parte dos seus créditos do curso noutra instituição”, sustentou, apontando estas medidas como mecanismos para superar as dificuldades.

Quanto ao reconhecimento de qualificações, o responsável do IPM encarou como “um passo em frente” o facto da Associação das Universidades de Língua Portuguesa ter criado um programa de mobilidade dos estudantes dentro dos PLP. Mesmo assim, alertou para a importância de “ver detalhes”, em particular, a hipótese de incluir a área da Grande Baía no programa de circulação dos estudantes dos países lusófonos. “Porque os problemas nessa área são sempre de detalhe, a vontade de fazer é muito forte”, ressalvou.

Nesta vertente, apelou a que “as pessoas sejam responsáveis pelos programas académicos, pelos reconhecimentos das qualificações, pela conversão das notas” e que, “essas pessoas juntas acordem métodos para que sejam atraentes para os estudantes”. Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Macau - Instituto Politécnico de Macau organiza conferência para dar a conhecer oportunidades académicas da Grande Baía

É com o objectivo de analisar as oportunidades de cooperação académica que a iniciativa da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau proporciona que o Instituto Politécnico de Macau (IPM) organize amanhã uma conferência. Joaquim Ramos de Carvalho será o orador desta conferência. O coordenador do Centro Internacional Português de Formação do IPM explicou ao Ponto Final que a “há uma falta de informação, neste momento, nas instituições de ensino superior académicas nos países de língua portuguesa sobre o que é a Grande Baía e as oportunidades que isso representa”


Realiza-se amanhã, entre as 15h30 e as 16 horas, uma conferência no Instituto Politécnico de Macau (IPM) sobre a Área da Grande Baía e o futuro da cooperação académica entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O orador do evento será Joaquim Ramos de Carvalho, Coordenador do Centro Internacional Português de Formação do IPM.

Ao Ponto Final, o responsável do IPM começou por explicar que o objectivo da conferência é “analisar as oportunidades de cooperação académica, ao nível do ensino superior sobretudo e na área da inovação, que esta iniciativa da Grande Baía abre para os países de língua portuguesa e para a China”.

Joaquim Ramos de Carvalho diz mesmo que há “uma falta de informação, neste momento, nas instituições de ensino superior académicas nos países de língua portuguesa sobre o que é a Grande Baía e as oportunidades que isso representa”. “Não porque não existe informação, mas porque essa informação ainda não passou pelos circuitos normais de absorção e de integração nas estratégias académicas. Esta conferência é sobretudo um contributo para isso”, explicou.

Na opinião do responsável do IPM, a iniciativa da Grande Baía vai criar “muitas oportunidades para uma maior colaboração entre as instituições de ensino superior”. Isto porque “há muitas referências aos países de língua portuguesa nos documentos estratégicos da Grande Baía”, quer nas áreas da inovação, aplicação de conhecimento científico, circulação de talentos e criação de espaços de incubação comuns para empresas. Joaquim Ramos de Carvalho detalha que os sectores privilegiados para estas cooperações são os da área financeira, circulação de produtos alimentares, medicina tradicional chinesa, e, além disso, “outras áreas em que Macau tem um papel especial dentro da Grande Baía, como o turismo e os intercâmbios culturais”.

Então, em que ponto estão actualmente as relações académicas entre a China e os países de língua portuguesa? “Em todos os países de língua portuguesa há um movimento crescente de interesse académico por essas relações, em grande parte também alimentado pela política dos institutos Confúcio, mas também do muito interesse que existe por parte das universidades e das instituições de ensino superior em geral”, respondeu o orador da conferência de quinta-feira.

“Normalmente, o ensino superior segue os grandes movimentos económicos. Estes movimentos de integração, regionalização e de movimentação de pessoas, bens e serviços fornece sempre muita matéria para as instituições de ensino superior se debruçarem e encontrarem oportunidades”, concluiu o antigo responsável pelo desenvolvimento das relações com a China, a Europa e os países de língua portuguesa na Universidade de Coimbra.

A conferência será proferida em português, com tradução simultânea para língua chinesa, no Anfiteatro n.º 1 do Edifício Wui Chi. A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição, que deverá ser feita no site do IPM. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

andrevinagre.pontofinal@gmail.com


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Macau - Instituto Politécnico de Macau debate Grande Baía e cooperação Sino-Lusófona


Joaquim Ramos de Carvalho, coordenador do Centro Internacional Português de Formação do Instituto Politécnico de Macau (IPM), vai proferir uma conferência sobre a área da Grande Baía e o futuro da cooperação académica entre a China e os Países de Língua Portuguesa no próximo dia 25.

A conferência, proferida em Português com tradução simultânea em Chinês, decorrerá entre as 15:00 e as 16:30 no Anfiteatro nº 1 do Edifício Wui Chi do IPM, com vagas limitadas e atribuídas de acordo com a ordem de inscrição no sítio da instituição até ao dia 22 de Fevereiro.

Considerando que as Linhas de Desenvolvimento da Grande Baía “criam novas oportunidades para a cooperação académica em matéria de Investigação, Inovação e Ensino”, o IPM sublinha que “as múltiplas referências no documento aos Países de Língua Portuguesa, em associação com sectores prioritários de inovação em que Macau tem papel de relevo, permitem definir áreas e formas de cooperação de elevado potencial”.

“A cooperação académica Sino-Lusófona pode assim alcançar um novo patamar de excelência, no quadro do que será uma das regiões mais inovadoras e economicamente desenvolvidas do mundo nos próximos anos”, acrescentou em comunicado.

Joaquim Ramos de Carvalho foi vice-reitor da Universidade de Coimbra, entre 2011 e 2019, e tem uma vasta experiência no intercâmbio e cooperação internacional, tendo sido responsável pelo desenvolvimento das relações com a China, a Europa e os países de Língua Portuguesa na Universidade de Coimbra, onde contribuiu para a criação da Academia Sino-Lusófona, o Centro de Estudos Chineses da Academia Chinesa de Ciências Sociais e o Instituto Confúcio especializado em Medicina Tradicional Chinesa. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Macau – Aumentado o número de vagas para tradução e interpretação de chinês – português – chinês no Instituto Politécnico de Macau


O curso de licenciatura em Tradução e Interpretação Chinês-Português/Português-Chinês do Instituto Politécnico de Macau (IPM), vai disponibilizar 90 vagas nos regimes diurno e nocturno, avançou o presidente do Conselho Administrativo do IPM, Im Sio Kei, numa resposta a uma interpelação escrita de Pereira Coutinho. O mestrado em Tradução e Interpretação Chinês-Português, por sua vez, contará com 20 vagas.

O deputado disse ao Jornal Tribuna de Macau que este é um passo “positivo” e adiantou que as vagas foram fixadas após a sua intervenção – datada de meados de Dezembro do ano passado – e que anteriormente eram menos de duas dezenas.

Na resposta da instituição, datada de 11 de Janeiro, consta ainda que o curso de licenciatura em Administração Pública, em português, terá um total de 15 vagas, enquanto o de Relações Comerciais China-Países Lusófonos disponibilizará 25.

No caso da licenciatura em Português, haverá lugar para 20 estudantes, enquanto o doutoramento poderá ser frequentado por 10. Por outro lado, o curso de Ensino da Língua Chinesa como Língua Estrangeira (destinado a falantes não-nativos de chinês) terá espaço para 25 alunos.

Recorde-se que, já em Maio do ano passado, Pereira Coutinho defendeu que o Governo “tem negligenciado a formação de quadros bilingues”, questionando por que razão não tinham sido abertas vagas para o primeiro ano do curso de Tradução e Interpretação Chinês-Português/Português-Chinês do IPM em regime pós-laboral, apesar da “elevada procura local para a aprendizagem das línguas oficiais”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Macau - Instituto Politécnico de Macau publica livro azul sobre português na china

O 60º aniversário da criação do primeiro curso em língua portuguesa em instituições de ensino superior da China levou o Instituto Politécnico de Macau a lançar um livro o passado, presente e perspectivas futuras nesse domínio

O Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa (CPCLP) do Instituto Politécnico de Macau (IPM) lançou o “pioneiro” Livro Azul – Relatório sobre o Ensino do Português em Instituições de Ensino Superior da China (1960-2020). Segundo o IPM, “esta iniciativa tem como intuito retratar e resumir, de forma abrangente, a história, a situação actual, o futuro e o papel que Macau desempenha na área do ensino do português na China”.

Dividida em quatro capítulos, a obra insere-se também num “contexto mais amplo”, indicou a instituição, ao destacar o esforço para promover o desenvolvimento conjunto do ensino de Português em Macau, na Grande Baía e no resto do Interior da China, bem como para “oferecer um apoio mais forte de quadros bilingues em chinês e português para a construção da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”’.

O primeiro capítulo, sob a forma de entrevista, faz uma retrospectiva dos 60 anos do ensino do Português na China, enquanto o segundo destaca as instituições com ensino desta língua, a formação oferecida e o respectivo corpo discente, a estrutura do corpo docente e a certificação do Português.

Por sua vez, o Capítulo III centra-se nos estudos sobre o Português na China recolhidos nas bases de dados das universidades, incluindo livros, artigos em revistas científicas, comunicações em livros de actas, bem como dissertações de mestrado e teses de doutoramento. Por fim, no quarto capítulo, é realçado o trabalho do CPCLP do IPM na promoção da língua portuguesa em Macau e na China, incluindo a formação contínua de professores, a publicação de materiais didácticos e de obras científicas, o desenvolvimento e a utilização de recursos tecnológicos, assim como a organização de actividades e concursos científicos e culturais, entre outros. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau




segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Macau - Instituto Politécnico de Macau vai recrutar mais alunos para cursos de português

Instituto Politécnico de Macau planeia reforçar o recrutamento de alunos para os cursos relacionados com a Língua Portuguesa, tanto de licenciatura como de mestrado e doutoramento, revelou o presidente da instituição, Marcus Im. No sábado, cerca de 2000 pessoas participaram no Dia Aberto do IPM


Nos últimos anos, os cursos ligados à Língua Portuguesa no Instituto Politécnico de Macau (IPM) têm sido populares entre os estudantes, assegurou Marcus Im Sio Kei. Nesse sentido, segundo revelou, a instituição pretende ampliar o número de alunos nesses cursos, tanto de licenciatura como de mestrado e doutoramento.

Para além disso, de acordo com o “Ou Mun Tin Toi”, o mesmo responsável indicou que, actualmente, o IPM acolhe cerca de 500 alunos do Interior da China e, no próximo ano, vai recrutar mais 150 oriundos do Continente.

Em declarações à margem do Dia Aberto do IPM, realizado na tarde de sábado, Marcus Im salientou, por outro lado, que os resultados de um inquérito promovido junto dos novos graduados da instituição apontam para uma taxa de empregabilidade semelhante à registada nos anos anteriores. Sem especificar uma taxa concreta, o presidente do IPM realçou que a respectiva remuneração média mensal oscila entre 15 mil e 16 mil patacas.

Durante o discurso proferido no evento, Marcus Im afirmou que, durante a pandemia, o IPM tem colaborado activamente com o Governo da RAEM, garantindo a qualidade do ensino. Frisando que a maioria dos cursos conferentes de grau académico do IPM foi aprovada em avaliações académicas e acreditação profissional realizadas por instituições internacionalmente reconhecidas, destacou ainda que o Instituto Politécnico já formou mais de 20 mil graduados e persiste na sua política de atribuir igual importância ao ensino e à investigação científica.

Recordando que, em 2019, o IPM criou o primeiro Centro de Investigação de Engenharia do Ministério da Educação nas regiões de Hong Kong e Macau, Marcus Im garantiu que foram alcançados “resultados notáveis nas áreas da inteligência artificial, tradução automática e cidade inteligente”. Desse modo, ajudou Macau a ter um papel mais relevante na construção do centro de inovação tecnológica internacional da Grande Baía, defendeu.

O Dia Aberto contou com a participação de mais de 2000 pessoas, incluindo estudantes do ensino secundário, pais e várias personalidades. Na cerimónia, foram premiados 600 alunos “excelentes” com bolsas de estudo atribuídas pelas instituições patrocinadores.

Durante o evento, foram organizadas várias actividades interactivas, designadamente passeios no campus escolar, sessões de introdução aos cursos e de partilha de experiências de professores, alunos e antigos alunos, demonstrações de interpretação simultânea e workshops de criação artística, entre outras. Segundo o IPM, estudantes e pais participantes afirmaram que o Dia Aberto foi rico em conteúdo, mostrando a “vitalidade” da instituição. Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”



terça-feira, 10 de novembro de 2020

Macau - Instituto Politécnico de Macau celebra 60 anos de português na China

O Instituto Politécnico vai celebrar com um congresso virtual, entre os dias 23 deste mês e 3 de Dezembro, os 60 anos do primeiro grau conferente de grau em língua portuguesa em instituições de ensino superior chinesas. O evento contará com especialistas de universidades chinesas, portuguesas, do Brasil e dos EUA



Em 1960 abriu o primeiro curso conferente de grau de língua portuguesa em instituições de ensino superior chinesas. O Instituto Politécnico de Macau (IPM) vai assinalar a ocasião e fazer um balanço do desenvolvimento do ensino da língua de Camões na China. Assim, o Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa (CPCLP) vai organizar entre os dias 23 deste mês e 3 de Dezembro o Congresso Virtual “Português na China: 6 décadas no Ensino Superior”.

“Nesses 60 anos, o curso de português em instituições de ensino superior chinesas tem vindo a registar um grande dinamismo, com resultados notáveis em diversos aspectos, desde o número de instituições com abertura de cursos e a dimensão da criação de escolas, até à composição de corpos docentes, a formação de quadros qualificados e a publicação de materiais didácticos”, sublinhou o IPM.

Este Congresso contará com a presença de especialistas e estudiosos provenientes das mais diversas instituições de ensino superior incluindo a Universidade de Pequim, a Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim, a Universidade de Estudos Internacionais de Xangai, a Universidade de Comunicação da China, a Universidade de Estudos Estrangeiros de Guangdong, a Universidade de Coimbra, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade de Massachusetts Dartmouth. Haverá ainda comunicações de tradutores de obras literárias e autores de manuais didáticos amplamente utilizados.

Os temas abordados abrangem a elaboração e utilização de materiais didácticos de português, tradução literária chinês-português/português-chinês e o intercâmbio entre estudantes na China e nos Países Lusófonos.

O Congresso será composto por quatro painéis virtuais, nomeadamente “Intercâmbios universitários: China-Países de Língua Portuguesa”; “A voz do tradutor: diálogos português-chinês”; “A voz dos autores: Materiais didáticos de português na China” e “Português na Universidade Chinesa: Rumos e desafios”. Cada painel contará com uma apresentação dos oradores convidados que será seguida de discussão, oferecendo aos participantes uma plataforma online de intercâmbio com os convidados.

As inscrições para o Congresso começaram ontem e prolongam-se até 17 de Novembro. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Macau - Novo Coordenador do Centro Internacional Português de Formação do Instituto Politécnico de Macau

 


O Instituto Politécnico de Macau (IPM) anunciou ontem que Joaquim Ramos de Carvalho foi nomeado para assumir o cargo de Coordenador do Centro Internacional Português de Formação da instituição. No comunicado divulgado ontem, o IPM diz que a nomeação surge “no sentido de responder às cooperações internacionais e melhorar as formações em língua portuguesa”. Joaquim Ramos de Carvalho foi vice-Reitor da Universidade de Coimbra, entre 2011 e 2018, e, segundo a nota, tem uma “vasta experiência em termos de ensino e investigação, bem como no intercâmbio e cooperação internacional”.

O IPM explica que o Centro Internacional Português de Formação do IPM tem como objectivo apoiar os trabalhos de Macau como uma plataforma de serviços entre a China e os países de língua portuguesa. Assim, o centro “vai fornecer um leque de oportunidades formativas e de cooperação, de forma a responder às necessidades crescentes de Macau, da União Europeia e da comunidade internacional, no desenvolvimento da Área da Grande Baía e nas suas implicações globais”.

O comunicado do IPM dá as boas-vindas a Joaquim Ramos de Carvalho e sublinha que “a sua experiência bem reconhecida em liderar a promoção das cooperações na área de Educação, tanto entre a China e a Europa como entre a China e os Países de Língua Portuguesa, vai trazer nova dinâmica para os trabalhos de formação em língua portuguesa e as cooperações do IPM com a União Europeia e com a Grande Baía, contribuindo assim para elevar ainda mais a posição académica do IPM na comunidade internacional”.

Na nota, o IPM diz que Joaquim Ramos de Carvalho confessou estar “muito feliz por trabalhar no IPM, uma instituição reconhecida pelo seu continuado compromisso de alto-nível com o desenvolvimento das relações entre a China e os Países de Língua Portuguesa”.

Na Universidade de Coimbra, Joaquim Ramos de Carvalho criou a Academia Sino-Lusófona, o Centro de Estudos Chineses da Academia Chinesa de Ciências Sociais e o Instituto Confúcio especializado em Medicina Tradicional Chinesa. In “Ponto Final” - Macau

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Macau – Instituto Politécnico de Macau lança glossário trilingue sobre pandemia

O Instituto Politécnico (IPM) lançou um glossário trilingue chinês-português-inglês, que inclui os 200 termos e expressões mais usados no âmbito da pandemia.

Elaborado pelo Centro de Investigação de Engenharia em Tecnologia Aplicada à Tradução Automática e Inteligência Artificial, Ministério da Educação do IPM “tem como objectivo apoiar Macau e outros países e regiões no desenvolvimento dos trabalhos de combate e de prevenção da epidemia”, segundo um comunicado do IPM.

O glossário está dividido em cinco partes: combate à epidemia em Macau, instituições de prevenção da epidemia, aspectos clínicos da doença, controlo e prevenção e medidas de combate. Por outro lado, reúne “os nomes das entidades de prevenção e controlo de Macau, do interior da China e da Organização Mundial de Saúde, as manifestações clínicas e vocabulário sobre as doenças epidémicas, as medidas de prevenção e controlo e os materiais e produtos de protecção e higiene”, refere a mesma nota.

O centro de investigação do IPM centra o seu trabalho na inteligência artificial e tradução automática, e tem como objectivo principal o desenvolvimento de estudos sobre o serviço multilingue de megadados. Os interessados podem aceder ao glossário através da conta do IPM no WeChat. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

sábado, 11 de janeiro de 2020

Lusofonia - 4.º Concurso Internacional de Tradução Chinês-Português

A organização do 4.º Concurso Internacional de Tradução Chinês-Português espera mais de 150 equipas de tradução nos países da lusofonia, na conquista de prémios na ordem dos 50 mil euros, segundo Zhang Yunfeng, do Instituto Politécnico de Macau.

A quarta edição do concurso foi apresentada em Lisboa, pela primeira vez fora de Macau, com o objetivo de atrair mais equipas participantes, não apenas de Portugal, mas de outros países de língua portuguesa, sublinhou o mesmo responsável em declarações à Lusa.

O concurso é organizado pelo governo de Macau e pelo Instituto Politécnico de Macau (IPM).

O valor do primeiro prémio é de 140 mil patacas (15 760 euros) para a equipa vencedora, com 100 mil patacas (11 257 euros) entregues aos dois ou três alunos que cada equipa pode no máximo ter, e 40 mil patacas (4500 euros) destinadas ao professor orientador.

As equipas vencedoras do segundo e terceiro prémios recebem respectivamente 105 mil patacas (11 820 euros) e 70 mil patacas (7 880 euros) e está ainda prevista a atribuição de várias menções honrosas em valores até às 68 mil patacas (7655 euros).

Para além do valor dos prémios, o IPM convida anualmente muitas equipas com traduções com qualidade para se reunirem em Macau na cerimónia de atribuição dos prémios, prevista para julho.

A participação realiza-se através da Internet (no endereço www.ipm.edu.mo) e é aberta a estudantes de cursos de tradução ou relacionados com a tradução de instituições de ensino superior de Macau, do interior da China, dos países de língua portuguesa ou mesmo de outros países que possuam cursos de licenciatura em tradução chinês-português ou áreas relacionadas com a tradução.

“O nosso concurso é um concurso mundial. Nas três primeiras edições tivemos participantes de Portugal, e a primeira edição foi mesmo ganha por uma equipa portuguesa da Universidade do Minho. Desta vez, quisemos divulgar o concurso mais no mundo lusófono, para termos mais equipas participantes, não apenas do Brasil, mas de outros países de língua portuguesa”, indicou Zhang Yunfeng, diretor do Centro de Ensino e Investigação do IPM.

Macau atribui uma “grande importância” à iniciativa, que se enquadra na sua estratégia de constituir-se enquanto “plataforma para as relações entre a China e os países de língua portuguesa” no quadro do megaprojeto da diplomacia económica chinesa “Uma faixa, Uma rota”.

“Macau está a construir um centro de formação de falantes bilíngues chinês-português. Este concurso é para nós muito importante. Gostaríamos de reunir participantes bilingues chinês-português do mundo inteiro em Macau para podermos trocar opiniões e contribuir para a formação de quadros bilingues”, afirmou Yunfenq.

O dirigente do IPM acrescentou: “O número de equipas participantes ao longo das três últimas edições do concurso ascende a mais de 380, tem vindo sempre a crescer, de edição para edição, e este ano posso prever que mais de 150 equipas terão assinado o formulário de inscrição no dia 31 deste mês, último dia do prazo de participação”.

O IPM assinou ainda um protocolo de cooperação com Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), entendido como “o passo lógico no aprofundamento das relações” entre as duas instituições “em que a questão da língua tem um papel muito relevante”, segundo Pedro Dominguinhos, o presidente do CCISP, em declarações à Lusa.

“Nos últimos anos, várias instituições do CCISP reforçaram as relações quer com o IPM quer com várias instituições chinesas no âmbito do projeto “Uma faixa, uma rota”. Macau tem aqui esse papel de ser uma plataforma de aproximação entre a China e o mundo lusófono. Para nós é essencial o aprofundamento destas relações”, afirmou Pedro Dominguinhos.

Segundo o presidente do CCISP, este protocolo “tem um papel essencial no reforço da investigação científica e na elaboração de projetos em conjunto”.

“Esperamos em muito breve prazo, ainda este ano, poder realizar uma reunião em Macau entre o IPM e CCISP para discutir projetos conjuntos concretos”, adiantou. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”