Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Portugal - Estudo avalia o uso do Facebook pelos municípios durante a pandemia de Covid-19

Um estudo que analisou a comunicação dos municípios portugueses no Facebook durante a primeira vaga da pandemia de Covid-19, realizado por investigadores da Universidade de Coimbra (UC), concluiu que as autarquias com maior autonomia financeira comunicaram mais neste período.

A evolução das taxas de infeção em municípios vizinhos e as características sociodemográficas locais foram outros fatores que levaram a que algumas câmaras municipais comunicassem mais ativamente do que outras nesta rede social.


Para chegarem a estas conclusões, os autores do estudo, Miguel Padeiro e Ângela Freitas, do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) da Universidade de Coimbra, extraíram mais de 100 mil “posts” das páginas oficiais de Facebook de 304 câmaras municipais – 4 municípios portugueses não têm página nesta rede social –, entre março e julho de 2020.

Os dados obtidos foram posteriormente integrados numa extensa base de dados (que abrangia dados territoriais, sociodemográficos, políticos e institucionais), cartografados e analisados através de métodos estatísticos, as designadas análises de regressão.

Ao longo da pandemia, principalmente na primeira vaga, as câmaras municipais usaram bastante o Facebook para comunicar. «Era necessário divulgar as medidas de confinamento, mas também providenciar conselhos de higiene, alertar para diversos riscos, dar conta da situação epidemiológica, e publicitar os diversos apoios que as câmaras implementavam (compras, medicamentos, apoio social, psicológico, financeiro). Este estudo procurou medir essa comunicação e perceber quais os fatores que levaram alguns municípios a comunicar muito intensamente e outros a comunicar menos», contextualiza Miguel Padeiro.

Os resultados do estudo, que já se encontra publicado na revista científica Government Information Quarterly, mostram uma importante variação na intensidade da comunicação através do Facebook. «A variabilidade foi também temporal, com um forte aumento das comunicações na altura em que a pandemia se instalava, uma fase mais estável e depois uma tendência para a diminuição a partir de junho. Por outro lado, a característica da população influenciou um aumento da comunicação na fase de forte progressão do vírus, provavelmente porque as vulnerabilidades sociais requeriam um maior cuidado e uma maior comunicação», afirma o investigador do CEGOT e docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC).

Na era da comunicação digital, em que as redes sociais são uma poderosa ferramenta para alcançar os cidadãos de forma mais direta e divulgar grandes quantidades de informação, os autores deste estudo consideram que os resultados obtidos podem contribuir para «melhorar o nível de preparação em possíveis contextos de crise no futuro. Em particular, a definição de estratégias de comunicação para as crises de saúde pública prolongadas será muito importante, e o conhecimento dos fatores que contribuem para uma maior e melhor comunicação será indispensável. A disponibilização de recursos financeiros para a realização de tais estratégias e para a redução da exclusão digital em todos os municípios portugueses pode contribuir para uma divulgação mais eficaz».

O próximo passo da investigação vai centrar-se na análise dos conteúdos das comunicações realizadas no Facebook pelas autarquias, «que poderão revelar padrões interessantes diretamente ligados com a evolução geográfica do vírus e com outras variáveis», finaliza Miguel Padeiro. Universidade de Coimbra - Portugal


quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Cabo Verde - Língua cabo-verdiana a um passo da tradução automática na plataforma do Facebook

Cidade da Praia – A rede social Facebook está prestes a adicionar a tradução automática para a língua cabo-verdiana na sua plataforma, revelou na Cidade da Praia, a empresa de consultoria Lang Consult (LC).

De acordo com uma nota de imprensa a que a Inforpress teve acesso, esta iniciativa vai associar a língua cabo-verdiana ao programa de expansão da tradução automática a todos os idiomas do mundo nesta rede social.

“Aproximamo-nos de um marco histórico, na utilização do crioulo via web e que poderá abrir ainda mais as portas de Cabo Verde ao mundo e dar o último empurrão para a sua oficialização”, lê-se na nota.

Nesta segunda fase, realça a nota de imprensa, a LC foi convidada a traduzir quatro línguas nativas africanas, incluindo o Kabuverdianu (CV), Kimbundu e Umbundu (Angola) e o Dyoula (Costa do Marfim).

Ainda a LC será responsável pelo controlo de qualidade para o Kikongo e Chokwe (Angola).

O volume será de 66508 palavras para a tradução de cada uma das quatro línguas acima mencionadas, com previsão de entrega para 22 de Janeiro de 2021. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Jornadas do Dia de Portugal juntam comunidades e diáspora numa “união intercultural”

Entre os dias 8 e 14 de Junho, as comunidades portuguesas na diáspora estão juntas nas Jornadas do Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas. No Facebook, são partilhados vídeos de entrevistas, mesas-redondas e debates sobre a lusofonia e sobre os portugueses espalhados pelo mundo. Segundo Celina Santos, organizadora da iniciativa, o objectivo passa por “dar voz a temáticas importantes e criar uma rede”



Começaram na segunda-feira, as Jornadas do Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas. A partir de Macau, são organizadas sessões de debate, entrevistas e mostras de arte dos países lusófonos e da lusofonia, que são diariamente partilhados no Facebook. Celina Santos, professora universitária em Macau, está a organizar as jornadas e, ao Ponto Final, indicou que o objectivo é criar uma “união intercultural” e uma rede entre as diferentes comunidades.

O primeiro dia destas jornadas, 8 de Junho, foi dedicado a Macau. Sob o tema da “identidade de Macau”, foi partilhada no Facebook uma sessão de mesa-redonda que teve como moderador Paulo Rego, director-geral do jornal Plataforma, e em que participaram Carlos Morais José, director do jornal Hoje Macau, José Sales Marques, presidente do Instituto de Estudos Europeus de Macau, e Miguel de Senna Fernandes, presidente da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses. Nesse dia, também Arlinda Frota e António Duarte Mil-Homens apresentaram os seus trabalhos no âmbito da literatura, pintura e fotografia.

Terça-feira foi a vez de Timor-Leste. Foi realizada uma mesa-redonda com jornalistas e professores daquele país. Ontem, dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, Celina Santos entrevistou Luís Faro Ramos, presidente do Instituto Camões. Além disso, foi também partilhada no Facebook uma mensagem de Paulo Cunha-Alves, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, e ainda um outro vídeo com uma mensagem de Berta Nunes, secretária de Estado das Comunidades Portuguesas.

Hoje é o dia dedicado aos países africanos de língua oficial portuguesa, que contará com um debate entre João Paulo Pinto Có, antropólogo guineense, Yanira Tiny, jurista de São Tomé e Príncipe, e Tomassina Paulo, activista angolana. O tema do debate é: “Os desafios dos PALOP – a contribuição dos jovens para o desenvolvimento; a diversidade cultural e a formação”.

A Associação Cultural Batucada Radical, do Brasil, vai apresentar os seus trabalhos no dia 12. No dia seguinte, será realizada uma mesa-redonda sobre o ensino da língua portuguesa em Goa, Damão e Diu, e o dia 14 de Junho é dedicado à diáspora e serão partilhados testemunhos de falantes de português nos seus países de acolhimento.

Segundo a informação disponibilizada pela organização, a finalidade da iniciativa é “promover a interacção voluntária e voluntariosa entre pessoas em prol de uma união capaz de suprimir qualquer tipo de barreiras”. Outro dos objectivos passa por promover a língua e a cultura portuguesas e contribuir para o conceito de lusofonia. “O objectivo é dar voz a temáticas importantes e criar uma rede”, completou Celina Santos, frisando que “o objectivo é o da união intercultural”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

andrevinagre.pontofinal@gmail.com

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Estatísticas


Segundo o sítio Socialbakers a língua portuguesa é a terceira mais falada no Facebook, logo a seguir à inglesa e espanhola. Para este resultado há a evidenciar a segunda posição a nível mundial do Brasil, com 61,8 milhões de registos, ficando apenas atrás dos EUA.

Entre os países de língua oficial portuguesa, ou países que ensinam português, temos a nível mundial, Portugal na 39ª posição com 4,6 milhões de registos no Facebook, na 69ª posição, o Uruguai com 1,7 milhões, no 77º lugar, o Paraguai com 1,3 milhões, seguido de Angola na posição 98ª, 616 mil registos, Moçambique no lugar 113º, 356 mil, Macau em 127º com 216 mil e nas últimas posições temos Cabo Verde, 147º lugar, 105 mil inscritos, Guiné Equatorial, posição 175º com 31 mil e São Tomé e Príncipe no lugar 203º, com 7 mil registos no Facebook. Não existem registos para a Guiné Bissau e Timor Leste. Baía da Lusofonia