Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Moçambique - Associação Kulemba realiza 5ª edição da Feira do Livro da Beira na próxima semana

A Associação Kulemba irá realizar, de 3 a 5 de Setembro, na cidade da Beira, a quinta edição da Feira do Livro da Beira, FLIB 2025.


Subordinado ao tema “Ecos do meio século e as narrativas contemporâneas”, o evento enquadra-se nas celebrações dos 50 anos de independência nacional.

A Feira do Livro da Beira 2025 contará com exposições, debates, lançamentos de livros, oficinas e mesas-redondas em diversos espaços da cidade, nomeadamente, Casa do Artista, Livraria Fundza, universidades Licungo, Zambeze, Adventista, UNIAC e os institutos de Formação de Professores da Manga e de Inhamízua.

No primeiro dia, 3 de Setembro, às 18h00, na Casa do Artista, será inaugurada a exposição de pintura “Tradição e modernidade: celebrando meio século (1975-2025)”, da autoria do consagrado artista plástico Silva Dunduro.

No dia seguinte, 4 de Setembro, a Universidade Licungo receberá, às 09h00, a exposição arquivística “Olhar Moçambique”, conduzida por Otília Aquino, António Sarmento e Titos Pelembe, seguida do lançamento do livro “Liderança feminina no Estado Mataaka”, da autoria de Manuel Vene. Em paralelo, a UNIAC acolherá, também às 09h00, uma sessão de conversa com Suzana Espada.

À tarde, às 14h00, a Universidade Adventista será palco de uma conversa com Mia Couto, e às 16h00, a Livraria Fundza acolherá a mesa-redonda “Memória pelas lentes das artes visuais”, com Otília Aquino, Maria Pinto de Sá, Anísio Páscoa e Belmiro Adamugy, seguida, às 17h00, da mesa-redonda “O lugar das histórias na preservação do ambiente”, com Júlio Pacheco, Pedro Muagura e Suzana Espada.

A última actividade do dia irá acontecer na Casa do Artista, às 18h00, na qual Filimone Meigos, Nunes Camões e Manuel Vene irão apresentar “Reflexões sobre a transformação do espaço urbano ao longo dos últimos 50 anos”.

No terceiro e último dia, 5 de Setembro, às 09h30, Nataniel Ngomane irá conversar com formandos do Instituto de Formação de Professores da Manga. Às 11h00, Mia Couto também irá conversar com futuros professores, mas do Instituto de Formação de Professores de Inhamízua.

À tarde, às 15h30, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanidades da Universidade Zambeze irá acolher a cerimónia do anúncio dos vencedores da 3ª edição do Prémio Literário Mia Couto.

O encerramento da FLIB 2025 está previsto para às 18h00 do dia 5 de Setembro, na Casa do Artista, com uma palestra subordinada ao tema “A influência da cultura local nas narrativas contemporâneas”, a ser proferida pelo filósofo Severino Ngoenha. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 17 de junho de 2025

Moçambique - Associação Kulemba promove Festival do Livro Infanto-juvenil na Beira

A Associação Kulemba vai promover, de 18 a 21 de Junho, a VIII edição do Festival do Livro Infanto-juvenil da Kulemba (FLIK 2025). O evento, que terá lugar na Casa do Artista, Livraria Fundza e em diversas escolas da cidade da Beira, tem como tema “os continuadores da liberdade”.


O FLIK 2025 vai homenagear Alberto da Barca, um dos precursores da literatura infanto-juvenil em Moçambique, e terá uma programação voltada para a exaltação da independência e da liberdade.

No dia 18 de Junho, primeiro dia do evento, será pintado um mural por alunos de diversas escolas da cidade da Beira. Com a pintura, pretende-se consciencializar os mais pequenos sobre a necessidade da preservação dos ideais da liberdade.

No mesmo dia, durante a abertura oficial do festival, está prevista uma homenagem ao escritor Alberto da Barca, para além do início de um curso de literatura infanto-juvenil, no qual os escritores Agnaldo Bata, Celso Celestino Cossa, Nick do Rosário, Mauro Brito e Alberto da Barca vão partilhar, com aspirantes a escritores, experiências sobre a produção de livros para crianças.

No dia seguinte, 19 de Junho, as escolas e instituições parceiras vão receber sessões de narração de histórias, oficinas de story cubes, conversas literárias e lançamentos, com a presença dos autores convidados.  Na Livraria Fundza, haverá o lançamento do livro Poemas à Sombra da Infância, de Nick do Rosário. Na Casa do Artista, o público poderá acompanhar leituras, conversas com Ninfa Parreiras, o lançamento do livro A estranha metamorfose de Thandi, de Mauro Brito, e visitar a exposição e feira de livros.

No dia 20 de Junho, nas escolas, acontecerão conversas com autores, leituras, sessões de narração em línguas locais e oficinas, com a participação de inúmeros autores, com destaque para Stélio Filipe, Leónie Dielman e Christiane Maia. À tarde, na Livraria Fundza, será lançado o livro O Gulamo e a tartaruga Zena, de Benjamim Luís, e realizadas sessões de narração. Na Casa do Artista, Suzy Bila e Patrícia Vasco farão leituras, haverá conversa com Lucia Tucuju e o lançamento do volume II do livro A greve das palavras, de Celso Celestino Cossa.

No último dia do festival, 21 de Junho, a Casa do Artista será palco da grande final do concurso de debate e de declamação de poesia, que envolve alunos de escolas básicas e secundárias da cidade da Beira. As duas competições serão intercaladas por uma sessão de narração de histórias, a ser proporcionada pelo actor e humorista Chef Gaf.

A VIII edição do FLIK será realizada de forma presencial e online, e contará com a participação de autores de Moçambique, Brasil e Portugal. As pessoas que se encontram fora da Beira poderão acompanhar toda a programação do festival através das páginas oficiais da Associação Kulemba, no YouTube e Facebook. In “O País” Moçambique


quarta-feira, 2 de abril de 2025

Moçambique - Prémio Literário Mia Couto abre candidaturas da terceira edição

Entre 11 de Abril e 12 de Maio, estarão abertas as inscrições para a terceira edição do Prémio Literário Mia Couto, uma iniciativa da Cornelder de Moçambique (CdM), em parceria com a Associação Kulemba, que visa premiar as melhores obras literárias de autores moçambicanos.



Segundo um comunicado de imprensa sobre o concurso, para esta terceira edição, serão elegíveis obras literárias publicadas entre 01 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2024, na categoria de romance. 

As obras submetidas serão avaliadas por um júri especializado e idóneo, com base em critérios como originalidade, qualidade literária e relevância cultural.

Desde a sua primeira edição, o Prémio Literário Mia Couto já laureou importantes obras da literatura moçambicana, como “No verso da cicatriz”, de Bento Baloi; “Pétalas negras ou a sombra do inanimado”, de Belmiro Mouzinho; e “Estórias trazidas pela ventania”, de Adelino Albano Luís. 

Nas duas edições anteriores, cada um dos vencedores recebeu um valor monetário na ordem de 400.000 MZN (quatrocentos mil meticais).

Diferentemente das edições anteriores, entretanto, nesta terceira, as inscrições serão realizadas de forma online, directamente no sítio da Associação Kulemba

O concurso é aberto a todos os autores moçambicanos, com obras publicadas no período elegível. O regulamento do prémio pode ser consultado no sítio da Associação Kulemba. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Moçambique - Ana Magaia considera que Feira do Livro da Beira marca diferença na valorização da literatura

As actividades desenvolvidas pela Associação Kulemba, em prol da literatura em Moçambique, marcam a grande diferença, em termos práticos, na valorização da literatura moçambicana. Essa posição foi defendida pela actriz Ana Magaia, depois do encerramento da quarta edição da Feira do Livro da Beira (FLIB 2024), que decorreu entre os dias 18 e 20 de Setembro.


Para Ana Magaia, a Kulemba está a fazer o que devia ter sido feito há muito tempo. A actriz acrescentou que a associação está a dar aulas a grandes gerações ao proporcionar eventos como a FLIB, que permitem discutir vários aspectos da literatura moçambicana.

Na FLIB 2024, Ana Magaia participou no sarau de encerramento do evento, no qual fez uma leitura encenada do conto “Rosita, até morrer”, da autoria Luís Bernardo Honwana, escritor homenageado na quarta edição da FLIB.

Em relação ao trabalho apresentado, a actriz sublinhou que encenar qualquer peça sobre a obra de Honwana é motivacional e inspirador, uma vez que faz recordar vários episódios da sua juventude nos diferentes palcos do país, pois ela estreou esta peça, pela primeira vez, nos anos 80.

Palestras, conversas, debates, sarau cultural e feira de livros foram as actividades programadas para a quarta edição, que decorreu no Instituto de Formação de Professores de Inhamízua, Livraria Fundza, Universidade Licungo, Centro Cultural Português na Beira e Casa do Artista. Nessas actividades, houve participação de diferentes públicos que celebraram a grande festa do livro.

No seu discurso de encerramento, Dany Wambire, presidente da Associação Kulemba, sublinhou que esta edição é uma continuação da celebração dos 60 anos de “Nós Matámos o Cão-Tinhoso, uma vez que, ainda neste ano, houve, em Maputo, actividades iniciais, como o simpósio e a publicação do livro “O inventário da memória”, organizado por José dos Remédios.

Depois destes quatro dias de intensas actividades, Dany Wambire afirmou que Associação Kulemba conseguiu cumprir, com sucesso, os objectivos traçados para a festa de seis décadas da obra emblemática que marcou várias gerações em Moçambique e no estrangeiro. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Moçambique - Luís Bernardo Honwana diz que o livro é o único instrumento para desenvolver o país

O escritor de “Nós Matámos o Cão-Tinhoso”, Luís Bernardo Honwana, defende que não existe nenhum outro instrumento, senão o livro, para que qualquer país se desenvolva em diversas áreas. Honwana falava durante uma palestra, na quinta-feira, na Livraria Fundza.


Luís Bernardo Honwana disse, durante o seu discurso na abertura oficial da 4ªedição da Feira do Livro da Beira (FLIB-2024), organizada pela Associação Kulemba, cujo lema é “Encontro entre Literatura, Direito e Religião”, que Moçambique faz parte das nações que devem abraçar o livro para encontrar a solução de vários problemas.

Acrescentou ainda que a pobreza no país só será mitigada através dos livros, pois é nos manuais onde se encontra a chave que pode abrir as portas para a solução dos males existentes, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança, tecnologia, entre outras.

O escritor vincou que este debate deve ser levado a sério, pelo que, o livro não pode ser visto, como acontece muitas vezes, como algo lúdico. Por isso, Honwana entende que já está na hora de se desenharem políticas sobre o livro.

O escritor fez comentários sobre a importância das línguas autóctones moçambicanas e disse ser vergonhoso observar a existência de pessoas que sentem o complexo de inferioridade quando se comunicam nas suas línguas de origem. Para ele, Moçambique deve orgulhar-se por ter vários idiomas.

Hoje, prosseguem as actividades do FLIB-2024. Por isso, às 18 horas, vai decorrer, no Centro Cultural Português na Beira, o debate sobre os temas: “Relação entre Literatura, Direito e Religião” e “Inventário da Memória”.

Luís Bernardo Honwana, conversou, na manhã da passada quarta-feira, na Universidade Licungo, Cidade da Beira, com docentes e estudantes de diferentes cursos.

No dia inaugural da Feira do Livro da Beira (FLIB-2024), organizada pela Associação Kulemba, a qual está a decorrer estre esta quinta-feira e amanhã, sábado, na cidade da Beira, Luís Bernardo Honwana referiu-se a vários temas que mexem com a actualidade e o passado do país. Nessa ocasião, falou da falta de valorização das línguas bantu em Moçambique, defendendo que há ainda uma grande discrepância entre o que se diz e o que se pratica.

Ainda assim, o autor afirma que, mesmo depois de 50 anos de independência, não se pode afirmar que a língua portuguesa ocupou um espaço privilegiado no país, uma vez que exclui muitos moçambicanos em diversas áreas das suas vidas. Citou, a título de exemplo, o processo da construção da paz e da democracia e, também, o processo de ensino e aprendizagem. No primeiro caso, o autor defende que só se envolvem ou sentem-se envolvidos os que têm domínio da língua portuguesa, colocando, desta maneira, os outros como meros assistentes.

No segundo caso, o Luís Bernardo Honwana defendeu que, apesar de estar em andamento o programa bilingue de ensino, em algumas regiões, dá-se privilégio ao português.

Para Luís Bernardo Honwana, as línguas bantu continuam a representar a identidade dos moçambicanos em diversos contextos.

No final, o escritor desafiou os estudantes a pensarem soluções para os problemas do país e a não serem somente assistentes. Com isso, disse que os trabalhos de conclusão de curso devem ser pensados com o objectivo de resolver os desafios que Moçambique enfrenta.

Nesta terça-feira, Luís Bernardo Honwana também teve um encontro com os estudantes do Instituto de Formação de Professores de Inhamízua, onde afirmou que qualquer país que queira ser grande deve apostar na formação de quadros com capacidade de ser e estar perante as várias adversidades.

A quarta edição da Feira do Livro da Beira (FLIB-2024) subordina-se ao tema “Encontro entre Literatura, Direito e Religião” e tem como convidado especial o escritor Luís Bernardo Honwana. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 17 de junho de 2024

Moçambique - Pedro Pereira Lopes é o grande vencedor do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil

O Camaleão que tinha desaprendido de mudar de cor, de Pedro Pereira Lopes, é a obra vencedora da segunda edição do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil, organizado pela Associação Kulemba


A recente obra literária de Pereira Lopes destacou-se entre cinco finalistas, segundo a acta do júri, sempre com qualidades apuradas. Os membros do júri chegaram a tal conclusão porque observaram semelhanças ao nível da moral, dos ensinamentos e a mensagem das obras. Também por isso, o júri encontrou algumas dificuldades no decurso do processo de selecção da obra vencedora. Ainda assim, concluiu, por maioria de dois votos, dos três possíveis, a favor de proclamar vencedor de entre os 10 livros candidatos ao prémio, a obra “O camaleão que tinha desaprendido de mudar de cor”, de Pedro Pereira Lopes.

“Esta é, para a maioria dos membros do Júri, de entre as obras concorrentes ao Prémio, aquela que mais se aproxima do conjunto de critérios desejáveis numa obra de qualidade, a ponto de justificar a atribuição de um Prémio”, lê-se ainda na acta do júri: “A história está escrita com rigor linguístico e sem erros, e apresenta um texto bem balanceado, com melodia e que, por vezes, oferece mesmo alguns laivos artísticos, o que faz dela um texto de leitura aprazível. É uma história com enredo, não se antevendo logo à partida qual será o desfecho, o que apela à leitura até ao final. Apresenta diálogos bem construídos e relevantes para o texto, conferindo deste modo uma boa interacção entre os personagens, factor que vai ao encontro de uma das características mais recomendadas para uma história de livro infanto-juvenil de qualidade”.

Para os membros do júri da segunda edição do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil, Carlos dos Santos, Alberto da Barca e Benjamim João, a história de Pereira Lopes passa duas importantes mensagens com carácter educativo, de relevância cada vez maior na actualidade, nomeadamente sobre a importância da protecção e da preservação do ecossistema, sugerindo os impactos negativos que o desequilíbrio do meio ambiente traz para os seres vivos, e também sobre o facto de que a união e a acção concertada entre as pessoas tem força para provocar mudanças na sociedade e no mundo.

Assim, “a eleição da história O camaleão que tinha desaprendido de mudar de cor nada diz sobre a qualidade das restantes obras, que não deixam de ter as suas próprias qualidades e valor”. clarifica o júri: “Significa tão somente que estas, segundo a opinião do júri, se aproximam menos de alguns dos critérios universais utilizados na análise integral das obras do que a obra vencedora”.

Pedro Pereira Lopes é o segundo autor a vencer o Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil, depois de Carlos dos Santos, ano passado, com a obra Os pintores de sonhos.

Ilustrado por Nelsa Guambe, O camaleão que tinha desaprendido de mudar de cor foi lançado sob a chancela da Fundação Fernando Leite Couto, em 2023. Com efeito, a distinção na segunda edição do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil permite ao escritor e à ilustradora serem agraciados com 100 mil meticais, isto é, 80 mil para Pedro Pereira Lopes e 20 mil para Nelsa Guambe.

As outras quatro obras finalistas da segunda edição do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil são A breve história do livro que gostaria de ser escrito, de Celso C. Cossa, O desamparo das flores, de Miguel Luís, Quando a Marta aprendeu a pedalar, de Eliana N՛Zualo, e O Kaio e o cão Panda, de Patrícia Vasco. José dos Remédios – Moçambique in “O País”


terça-feira, 16 de abril de 2024

Moçambique - Kulemba e Cornelder lançam segunda edição do Prémio Literário Mia Couto

A Associação Kulemba, em parceria com a Cornelder de Moçambique, lançou, esta semana, a segunda edição do Prémio Literário Mia Couto, cujas inscrições estão abertas até 10 de Maio.


O Prémio Literário Mia Couto pretende estimular a produção literária de qualidade em Moçambique, distinguindo as melhores obras publicadas anualmente. O Prémio tem duas categorias (prosa e poesia), devendo-se distinguir uma obra em cada categoria. Para a categoria da prosa, nos anos pares, o prémio será atribuído ao melhor livro de conto, e, nos anos ímpares, ao melhor romance. Assim, em 2024, o Prémio distinguirá um livro de contos.

O Prémio Literário Mia Couto é outorgado a livros de autores moçambicanos, publicados em língua portuguesa, devendo a primeira edição ter sido publicada entre os dias 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2023. Os livros concorrentes devem ter sido publicados em versão impressa. O livro concorrente deve ser original, não podendo apresentar nenhuma parte já publicada antes em livro. Do mesmo autor, não deverá ser distinguida mais do que uma obra.

Os concorrentes deverão preencher uma ficha de inscrição, que deverá ser entregue juntamente com cinco (5) exemplares do livro, num envelope fechado, constando no sobrescrito a categoria a que concorrem. As inscrições relativas a esta segunda edição deverão decorrer de 10 de Abril a 10 de Maio de 2024.

A avaliação das obras será feita em duas fases, sendo a primeira para apurar os cinco finalistas de cada categoria e a segunda para indicar os vencedores do prémio. As obras finalistas serão anunciadas no sítio e nas redes sociais da Associação Kulemba no dia 05 de Julho. Os vencedores do prémio serão divulgados até 05 de Agosto de 2024. A cerimónia de premiação dos vencedores irá decorrer em Setembro de 2024, durante a Feira do Livro da Beira, FLIB 2024.

O processo de avaliação dos livros inscritos será feito por um Júri constituído por cinco elementos, designados pela organização, devendo decidir com a presença de maioria dos membros. O Júri deverá seleccionar um vencedor por cada categoria. Os vencedores serão agraciados com valores pecuniários, na ordem de 400.000 MZN (quatrocentos mil meticais) para cada categoria.

Na primeira edição do Prémio foram distinguidos Bento Baloi (prosa) e Belmiro Mouzinho (poesia). In “O País” - Moçambique

terça-feira, 19 de setembro de 2023

Moçambique - Kulemba realiza terceira edição da Feira do Livro da Beira a partir desta quarta-feira

A Associação Kulemba realiza, a partir desta quarta-feira, a terceira edição da Feira do Livro da Beira (FLIB 2023). Agendada para Livraria Fundza e universidades da cidade, o evento vai juntar autores e leitores de diferentes gerações para a celebrarem Moçambique através da arte literária.


Conforme avança a nota de imprensa, neste dia inaugural, 20 de Setembro, às 14h, a terceira edição da FLIB vai iniciar com a cerimónia de lançamento dos livros Estórias trazidas pela ventania, de Adelino Albano Luís, e Phombe, de Juvenal Bucuane. O evento vai decorrer na Universidade Zambeze. Às 15 horas, na Universidade Católica de Moçambique, será lançado Deixa-me escrever-te, de Timóteo Papel.

À noite desta quarta-feira, quando forem 18 horas, na Livraria Fundza, o professor universitário e filósofo, José Castiano, vai proferir uma palestra subordinada ao tema “O reencontro com munthu: em busca do sujeito reconciliador”. Cruzando a filosofia e a literatura, Castiano vai, inclusive, recorrer a uma abordagem intelectual anteriormente partilhada na sua mais recente publicação em livro: O inter-munthu.

No dia 21, quinta-feira, às 9 horas, na Universidade Católica de Moçambique, o escritor e jornalista Daniel da Costa vai conversar sobre literatura com autores e leitores. Às 10 horas, na Universidade Alberto Chipane, será a vez de Timóteo Papel e Whaskety Fernando trocarem impressões. Por fim, às 14 horas, na Universidade Zambeze, será a vez Mia Couto conversar com a comunidade literária.

No dia 22, sexta-feira, às 9 horas, na Universidade Licungo, José Castiano e Álvaro Vasconcelos farão parte de uma mesa redonda subordinada ao tema “Memória e reconciliação: diálogo entre filosofia e história”. No mesmo horário, no Instituto de Formação de Professores de Inhamizua, Francisco Noa vai interagir com docentes e futuros docentes daquela instituição de ensino. Mais tarde, quando forem 16h30, na Livraria Fundza, Daniel da Costa e Juvenal Bucuane vão dividir a mesa-redonda “Isso aconteceu? Fronteiras entre história e literatura”. Por fim, às 17 horas, na Universidade Aberta ISCED, Mia Couto volta a conversar com autores e leitores.

A FLIB 2023 termina no dia 23, sábado, às 9 horas, na Livraria Fundza, com o lançamento do livro Estórias da paz e reconciliação, uma colectânea de crónicas que reúne textos estudantes universitários que se destacaram na edição do ano passado do Concurso de Crónicas. Por fim, às 11 horas, na Livraria Fundza, serão anunciados os vencedores do Concurso de Fotografia “Eu na Livraria”.

A terceira edição da FLIB 2023 decorre com o lema O reencontro com o munthu: diálogos entre a História, a Filosofia e a Literatura. Portanto, a programação dos quatro dias do evento inclui sessões de conversas, debates, feiras, lançamentos de livros e premiação. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 6 de junho de 2023

Moçambique - Inscrições abertas para o Prémio Literário Mia Couto

As inscrições para o Prémio Literário Mia Couto foram abertas na passada sexta-feira, na Cidade da Beira, durante o lançamento da primeira edição da iniciativa da Associação Kulemba em parceria com a Cornelder de Moçambique. Ao concurso, podem concorrer todos os autores moçambicanos com obra publicada (prosa ou poesia) em 2021 ou 2022.


Com a pretensão de estimular a produção literária no país, o Prémio Literário Mia Couto vai estar atento ao que de melhor se produz em Moçambique, conforme assegurou o Presidente da Associação Kulemba, Dany Wambire. “Este prémio pretende estimular a produção de qualidade”.

Na cidade onde o escritor nasceu em 1955, o Prémio Literário Mia Couto foi lançado numa cerimónia que contou com a presença de autoridades locais, escritores, professores universitários, actores e artistas em geral. Segundo disse o Director-Executivo-Adjunto da Cornelder de Moçambique, António Libombo, é um privilégio enorme poder celebrar o escritor do Chiveve com uma iniciativa literária. “O Mia é uma figura de dimensão mundial. Isso honra-nos muito e sentimo-nos reconhecidos com o facto de prontamente ter aceitado juntar-se a nós nesta iniciativa”.

Presente na cerimónia, a Directora do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas, Matilde Muocha, a quem coube declarar lançado o prémio, dedicou votos de esperança “para que a iniciativa literária contribua para o crescimento e fortalecimento da literatura moçambicana”.

Nesta primeira edição do prémio, a iniciativa vai distinguir livros de autores moçambicanos, publicados em língua portuguesa em 2021 e 2022. Para o patrono do prémio, Mia Couto, a iniciativa traduz o desejo de existir em benefício dos outros. “O nome que a gente tem, o nome que levamos connosco até ao fim da vida é, talvez, o maior tesouro, a coisa mais nossa que nós temos”, introduziu Mia, para depois acrescentar: “O sonho de qualquer artista é ser os outros, é transitar de si próprio, fazer essa viagem para ser outro”.

A primeira edição do Prémio Literário Mia Couto tem como membros de júri Francisco Noa, Teresa Manjate, Zeferino Coelho, Tânia Macedo e Daniel da Costa. Os vencedores do Prémio serão laureados, cada, com quatrocentos mil meticais.

O Prémio terá duas categorias (prosa e poesia), devendo-se distinguir uma obra em cada categoria. Para a categoria da prosa, nos anos pares, o prémio será atribuído ao melhor livro de conto, e, nos anos ímpares, ao melhor romance. Assim, avança o regulamento, em 2023, o Prémio distinguirá um romance.

O Prémio Literário Mia Couto será outorgado a livros de autores moçambicanos, publicados em língua portuguesa, sendo elegíveis os livros publicados no ano anterior à atribuição do prémio. Só nesta primeira edição serão aceites, excepcionalmente, os livros publicados em 2021 e 2022. Os livros concorrentes devem ter sido publicados em versão impressa. O livro concorrente deve ser original, não podendo apresentar nenhuma parte já publicada antes em livro. Do mesmo autor, não deverá ser distinguida mais do que uma obra.

Os livros devem ser inscritos pelos autores ou pelos editores. Não poderão concorrer colectâneas com diferentes autores ou livros escritos em co-autoria. Os concorrentes deverão preencher uma ficha de inscrição, que deverá ser entregue juntamente com cinco exemplares do livro, num envelope fechado.

A ficha de inscrição e os exemplares do livro concorrente devem ser entregues na sede da Associação Kulemba, sita na Rua António Enes, Bairro do Chaimite, Cidade da Beira.

As inscrições relativas a esta primeira edição deverão decorrer de 02 de Junho a 05 de Julho de 2023.

As obras finalistas serão anunciadas no sítio e nas redes sociais da Associação Kulemba até 05 de Setembro de 2023. Já os vencedores do prémio serão divulgados em Setembro de 2023, durante a Feira do Livro da Beira, FLIB 2023. José dos Remédios – Moçambique in “O País”