Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Zâmbia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Zâmbia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 7 de março de 2026

Angola – A Zâmbia só entra na refinaria do Lobito se investir no projecto

Interesse em garantir participação de 15%

A entrada da Zâmbia na Refinaria de Lobito está dependente da participação financeira deste País no projecto, o que até agora não aconteceu, apesar da manifestação pública de interesse das autoridades zambianas. A posição foi manifestada esta semana pela Sonangol, que garante que a estrutura da sociedade da refinaria ainda não está fechada, mas é preciso que os interessados se cheguem à frente


"A estrutura da sociedade não está fechada. Estamos abertos, há muita manifestação de interesse. Agora, se a Zâmbia está interessada, tem de provar. Há instrumentos jurídicos, e alguns foram assinados, mas há que mostrar o interesse", disse o administrador executivo da Sonangol, Belarmino Chitangueleca, durante a conferência de imprensa que marcou os 50 anos da petrolífera angolana.

A Zâmbia terá manifestado interesse em adquirir 15% do capital da refinaria, mas nada está concretizado. Enquanto os zambianos não chegam, a construção desta infraestrutura prossegue com a financiamento da Sonangol, que já aplicou pelo menos 1,4 mil milhões USD no projecto, segundo a petrolífera nacional. O foco agora está na procura de novos financiadores e a China tem sido o alvo das atenções da Sonangol, segundo o presidente do conselho de administração.

"Sendo um projecto global avaliado em 6,2 mil milhões USD, a fase seguinte estaria estimada em 4,2 mil milhões e estamos a contactar entidades chinesas, com apoio do empreiteiro, que também é chinês, no sentido de obtermos este financiamento", explicou o PCA da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins.

Segundo o responsável, os contactos com potenciais investidores chineses estão avançados, estando prevista a ida à China, em Abril, de uma equipa técnica da petrolífera para negociar com entidades financeiras.

"Temos contactos muito avançados. Temos equipas na China constantemente e ainda temos previsto mais uma missão, provavelmente para Abril, para continuar a contactar as entidades financeiras. Uma vez que o empreiteiro é de origem chinesa, uma boa parte do equipamento é chinês, também há na parte das entidades chinesas uma obrigação de contribuir, o que é normal", disse.

Enquanto o financiamento chinês não chega, a construção da refinaria prossegue, garante a Sonangol, na esperança de que o financiamento seja colocado à sua disposição.

A refinaria do Lobito, com previsão de processar 200 mil barris de petróleo por dia, está a ser construída pela empresa chinesa National Chemical Engineering Group Corporation Ltd (CNCEC). A refinaria do Lobito foi apresentada em 2002 e passou por várias fases. Apenas em 2023 foi assinado o contrato com a CNCEC. Faustino Diogo – Angola in “Expansão”


quarta-feira, 7 de maio de 2025

Moçambique - Anuncia construção de refinaria de combustíveis

Moçambique terá uma refinaria com capacidade para a produção de 200 mil barris por dia de combustíveis líquidos. De acordo com o Presidente da República, o empreendimento deverá ser implementado em 24 meses.



Uma refinaria com capacidade para produzir gasolina, gasóleo, nafta e jet A1, para abastecer o mercado nacional e regional, poderá ser instalada no país, na sequência da assinatura de um memorando de entendimento.

Com capacidade para processar 200 mil barris por dia de combustíveis e o respectivo armazenamento, a infra-estrutura vai tornar Moçambique um actor relevante nos combustíveis líquidos, segundo avança o Presidente da República.

“Este projecto, a ser implementado num período máximo de 24 meses, permitirá o acréscimo da capacidade de armazenagem em 160 mil toneladas métricas para combustíveis líquidos e 24 mil toneladas métricas para GPL – Gás de Petróleo Liquefeito”, disse o Chefe de Estado. 

Um outro acordo entre Moçambique e Zâmbia vai permitir a criação de um gasoduto entre as cidades da Beira, no centro do país, e Ndola, na Zâmbia.

“Com a previsão de comissionamento dentro de 4 anos e um investimento de cerca de 1.5 biliões de dólares norte-americanos, o gasoduto terá a capacidade para o transporte de 3.5 milhões métricos de toneladas por ano e engloba a construção de infraestruturas de armazenamento em ambas províncias, portanto, província de Sofala, na cidade da Beira, e Ndola, na Zâmbia”, explicou. 

Estas novidades foram apresentadas, nesta quarta-feira, em Maputo, pelo Chefe de Estado, na Conferência e Exposição de Mineração e Energia. No evento, Daniel Chapo reiterou que o projecto de gás Rovuma LNG avança em 2026. 

“Esforços estão sendo levados a cabo no sentido de, ao longo do próximo ano, arrancarmos com o Projecto Rovuma LNG, Gás Natural Liquefeito, avaliado em 27 biliões de dólares, que está sendo liderado pela ExxonMobil”. 

Enquanto, o Coral Sul, projecto liderado pela Eni, na Bacia do Rovuma, já exportou mais de 117 carregamentos de gás desde que arrancou em 2022. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 29 de abril de 2025

Angola - Início da ligação ferroviária à Zâmbia arranca em 2026

Confirmação dada por Ricardo Viegas d"Abreu no seguimento da reunião com o "Council Africa", que junta os principais investidores americanos em África



O "Council Africa" é uma concentração de entidades sediadas nos Estados Unidos, interessadas no financiamento ao desenvolvimento de África. Integram estas estruturas iniciativas como a Corporação Financeira Internacional do Banco Mundial (IFC), responsável pela mobilização de financiamento para empresas do sector privado, e a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos da América (DFC), cuja principal missão é garantir que os financiamentos mobilizados tenham o menor custo (taxa de juros) para o país beneficiado.

Na reunião da passada segunda-feira em Washington estiveram também presentes os ministros angolanos das Finanças, Vera Daves de Sousa, e dos Transportes, Ricardo Viegas d´Abreu, que receberam a confirmação da disponibilidade destas entidades em continuar com os financiamentos ao sector privado nas operações do Corredor do Lobito. De acordo com Samaila Zubairu, a IFC vai desembolsar 400 milhões de dólares como parte de um financiamento (que segundo o Governo ascende aos 4 mil milhões de dólares). O foco está centrado na criação de infra-estruturas e melhoria da mobilidade para ligar Angola até à Zâmbia e deste ponto interligarem-se a outras rotas.

O ministro Ricardo Viegas d"Abreu explicou que a prioridade é que as obras para a construção dos 800 quilómetros de corredor ferroviário para ligar Angola à Zâmbia possam ter início já em 2026. Neste momento, afirmou, está-se a trabalhar na mobilização dos recursos por parte do IFC, para garantir até ao final deste ano a implementação deste projecto.

O ministro disse ainda que o Governo pretende garantir que o Corredor do Lobito passe dos actuais um para seis comboios diários de carga transportada. Segundo o governante, este objectivo passa por diversas fases, e está-se a trabalhar com os parceiros/investidores para garantir que a carga transportada no corredor chegue às 400 mil toneladas de carga transportada, ainda este ano.

"Temos hoje a oportunidade de abrir um novo capítulo, no sentido de, além de falarmos de um corredor de infra-estrutura, falarmos de um corredor de desenvolvimento económico. Esse é o objectivo final de todo esse trabalho que temos feito, para que o impacto real dessas infra-estruturas, que são grandes, com investimentos reais, possa ser transmitido às nossas comunidades, à população e aos jovens, que buscam empregos e oportunidades para desenvolver as suas vidas", acrescentou.

Importante também a declaração do CEO da IFC, que garantiu que nunca se colocou qualquer possibilidade de desistência de uma infra-estrutura que tem de necessariamente ser vista como crítica para o desenvolvimento de África e também do comércio mundial, para além de gerar desenvolvimento nas comunidades e com isso combater a pobreza no seio das famílias. Hermenegildo Ferreira – Angola in “Expansão”


domingo, 24 de abril de 2022

África - Português descobriu fósseis raros

O paleontólogo português Ricardo Araújo integra uma equipa internacional que encontrou pela primeira vez em Moçambique e na Zâmbia fósseis do Dicinodon angielczyki, um ancestral dos mamíferos


“Até agora só se conhecia a sua presença na Tanzânia, mas começamos a expandir a sua distribuição e é a primeira vez que descobrimos esta espécie em Moçambique e na Zâmbia”, afirmou Ricardo Araújo à agência Lusa. Os fósseis daquela espécie de dicinodonte, um ancestral dos mamíferos, foram encontrados no âmbito de uma expedição realizada em 2019 em Graben Metangula, na província moçambicana do Niassa, e são importantes para a comunidade científica.

“Conseguimos agora perceber, com muito mais certeza, as idades entre as várias bacias sedimentares do leste africano, nomeadamente as bacias de Moçambique, Tanzânia e Zâmbia”, disse o investigador do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do Instituto Superior Técnico.

Para o paleontólogo, os cientistas apontam para a hipótese de ser uma “espécie restrita ao Leste africano, porque não só não está reportada noutros sítios, como também tem uma característica distintiva ao nível do crânio que não é encontrada noutras espécies e que é derivada do tipo de alimentos que ingeriam” nessa região.

Publicado esta semana na revista Journal of Vertebrate Paleontology, o artigo científico é ainda subscrito pelos norte-americanos Christian Kammerer (Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte) e Kenneth Angielczyk (Museu de História Natural de Chicago) e pelos moçambicanos Keila Cumbane e Zanildo Macungo, do Museu Nacional de Geologia de Moçambique. O projeto é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, em parceria com a Fundação Aga Khan. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


sexta-feira, 18 de junho de 2021

Zâmbia – Faleceu Kenneth Kaunda, o homem da independência do país

Faleceu Kenneth Kaunda, o primeiro Presidente da Zâmbia, com a idade de 97 anos, informou esta quinta-feira fonte familiar citada pelas agências


Figura cimeira da independência da Zâmbia, Kaunda estava internado desde segunda-feira, num hospital de Lusaka, a capital do país.

O internamento de urgência veio a revelar-se como justificado por uma pneumonia grave, ainda segundo as mesmas fontes, mas sem a infecção por Covid-19.

Na década de 1950, este histórico do pan-africanismo e dos movimentos independentistas, foi uma figura central da luta pela libertação do colonialismo britânico, naquele que na altura era conhecida pela Rodésia do Norte.

Kenneth Kaunda tornou-se no primeiro Presidente da Zâmbia em 1964, à frente da UNIP, o Partido da União Nacional para a Independência.

Nascido em 1924, 28 de Abril, Kenneth Kaunda dirigiu o país como Presidente entre 1964 e 1991, depois de ser a figura central da luta pela independência, primeiro enquadrado no Congresso Nacional Africano da Rodésia do Norte, e depois na UNIP, partido que fundou e que dirigiu o país até às primeiras eleições multipartidárias e verdadeiramente democráticas.

No início da sua vida adulta, Kaunda foi mineiro e professor, na década de 1940, tendo passado por diversas escolas e igrejas, chegando a chefe de coro.

Foi em 1951 que ingressou no partido em que primeiro militou, o Congresso Nacional Africano (ANC), da Rodésia do Norte, onde se manteve até que formou, em 1958 formou a ZANC, que foi banido em 1959, ano em que foi condenado a nove meses de prisão.

Com a independência em 1964, Kenneth Kaunda foi a principal figura do país, sendo o seu Presidente até 1991.

É considerado um dos maiores pan-africanistas de sempre e acérrimo defensor do fortalecimento africano através da criação de sinergias continentais com um permanente apelo a que aos jovens sejam dadas condições para erguerem a África do futuro, forte e desenvolvida. In “Novo Jornal” - Angola

 


sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Botsuana – Elefantes em excesso podem ter como destino Angola e a Zâmbia

Algumas centenas dos entre 130 mil e 150 mil elefantes que vivem actualmente no Botsuana podem ter como destino Angola e a Zâmbia de forma a diluir os conflitos entre os agricultores locais e estes gigantes africanos que estão no topo da lista das espécies ameaçadas de extinção, mas, para isso, vai ser preciso recuperar as antigas rotas migratórias destes "bons gigantes" que a guerra afastou dos territórios angolanos do sul


Há muito tempo que o excesso de população de elefantes no Botsuana deixou de ser apenas uma mais-valia turística para ser um problema sério entre as autoridades de Gaborone e os milhares de agricultores que, com as plantações a ocupar cada vez mais áreas selvagens, vêem estes animais a alimentarem-se nos seus campos e a destruir equipamentos, como vedações.

Para ultrapassar este problema, o Governo do Botsuana admitiu a ideia de abater alguns animais mas as organizações internacionais de defesa da vida selvagem rapidamente se opuseram à medida.

A alternativa, visto que a Namíbia vive actualmente o mesmo problema e também se quer livrar de alguns dos seus paquidermes, é encontrar resposta nos países vizinhos onde estas populações diminuíram de forma significativa nas últimas décadas devido a conflitos armados, como foi o caso de Angola, onde, nos 27 anos de guerra civil lforam abatidos dezenas de milhares destes animais, para consumo humano e para venda de marfim como forma de financiar a guerra, ou na Zâmbia.

Durante o conflito em Angola 1975 a 2002 - e visto que os elefantes recorrem à transumância (deslocações extensas num determinado território que em África quase sempre agrupa vários países) para sobreviverem, como é o caso do Delta do Okavango/Zambezi - Angola, Namíbia, Botsuana, Zimbabué e Zâmbia -, os elefantes que não foram mortos quase até à sua extinção, acabaram por não regressar ao território, ficando muitos deles para sempre longe de Angola.

Apesar de terem sido verificados alguns regressos nas migrações sazonais, as mundialmente famosas manadas de elefantes em Angola nas décadas de 1960 e 1970, que atraiam pessoas de todo o mundo, estão longe de serem repostas e Angola tem hoje menos de 10 mil elefantes, que, embora estejam a crescer, estão longe dos mínimos aceitáveis para uma população sustentável.

Fazer com que os elefantes que já estiveram em Angola no passado regressem é uma forma de arrastar outros com eles, repondo os ciclos da natureza e aliviar a pressão sobre os agricultores no Botsuana, permitindo assim que estes animais, raros, não sejam abatidos pelas autoridades locais ou pelos agricultores cansados da sua presença apesar de terem sido eles a invadir os seus territórios ancestrais.

Recorde-se que os elefantes são das espécies em maior risco no mundo, sendo o Botsuana ou o Zimbabué pequenos oásis de populações saudáveis em África mas longe de serem minimamente suficientes para garantir que, ao ritmo de abates actual pela caça furtiva, África não deixe de ter populações viáveis destes paquidermes em menos de duas décadas.

Para que os elefantes possam regressar a Angola oriundos do Botsuana, as organizações de conservação da natureza, apontam para a criação de corredores seguros entre os dois países, que passariam por uma estreita faixa namibiana entre ambos, ou ainda via Zâmbia, sendo exigido para isso garantir que não seria tolerada qualquer tipo de presença "inimiga", ou seja, de caçadores furtivos que continuam a matar estes gigantes para venda de marfim, na sua maior parte com destino à China.

O sudoeste angolano é a área para onde os conservacionistas, como Mike Chase, da ONG Elefantes sem Fronteiras, citado pelo Afrik21, apontam como provável destino, até porque, garante este site, Luanda e Gaborone já têm um entendimento formado sobre isso, tendo mesmo criado uma "iniciativa conjunta" para promover o regresso das manadas a Angola, através das áreas de migrações ancestrais que os animais mais velhos, sempre uma fêmea matriarca a liderar, ainda se recordam devido à sua extraordinária memória e porque esta espécie pode viver para lá dos 60 anos, alguns podem mesmo chegar aos 90 anos.

Para que este plano seja viável, tanto Luanda, que vê nesta possibilidade uma forma de garantir viabilidade para os seus planos de fomento do sector turístico, como Gaborone, têm de investir na redução ou remoção de obstáculos entre os dois territórios, incluindo a Zâmbia, porque as mandas que regressarem vão querer, intuitiva e instintivamente, regressar aos hábitos antigos de transumância.

Um elemento fundamental é limpar estes corredores de vedações para gado, zonas actualmente ocupadas por populações humanas que, nalguns locais, deverão ser realojadas, ou ainda outro tipo de obstáculos mais móveis, como os caçadores furtivos que podem despoletar nestes animais, extremamente inteligentes, as memórias antigas da guerra.

Esta solução vai permitir libertar os actuais mais de 130 mil elefantes do Botsuana que, se tudo correr bem, poderão encetar de novo as suas migrações anuais dentro da vasta área da bacia e do delta do Okavango-Zambezi, que junta vastas áreas da África Austral, incluindo o projecto Kaza - zona de protecção Okavango-Zambezi, que toca cinco fronteiras: Botsuana, Namíbia, Zâmbia, Angola e Zimbabué.

Se este projecto avançar, pode ser um dos mais ambiciosos no âmbito da protecção das espécies mais ameaçadas em todo o mundo, colocando Angola no topo das zonas de maior interesse conservacionista em todo o mundo, o que representa, ou pode representar, um salto de gigante nos seus planos de longo prazo para impulsionar o sector do turismo.

Recentemente, o Botsuana e o Zimbabué foram palco de um conjunto alargado, cerca de 300, de mortes destes bons gigantes, a maior parte devido a uma alegada alga venenosa que é comum em charcos africanos em tempo de seca, embora existam rumores que admitem envenenamento devido ao conflito com os fazendeiros. Ricardo Bordalo – Angola in “Novo Jornal”



segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Angola - Concluído estudo preliminar da ligação Ferroviária de Benguela à vizinha Zâmbia

 

O estudo preliminar de viabilidade da ligação dos Caminhos de Ferro de Benguela (CFB) à vizinha Zâmbia, num total de 259 quilómetros, já está concluído, anunciou o Ministério dos Transportes angolano (MINTRANS).

O projecto, financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), deverá ligar a localidade de Luacano, província do Moxico, até ao posto fronteiriço de Jimbe.

Uma delegação da Zâmbia integrando os ministros da Habitação e Infraestruturas, Vicent Mwale, e dos Transportes e Comunicação, Lole Mututwe, esteve em Angola e teve uma deslocação à cidade do Lobito, província de Benguela, onde se encontram as infraestruturas do Corredor de Desenvolvimento Económico do Lobito.

O Governo angolano decidiu eleger este projecto como prioritário no âmbito das Parcerias Público-Privadas.

Em 2018, os dois países tinham já mantido discussões bilaterais com vista ao desenvolvimento de projetos prioritários “que visassem a melhoria da conectividade das redes de comunicação rodoviária, ferroviária, fluvial e aviação civil” entre Angola e Zâmbia.

“Transcorridos aproximadamente dois anos desde que o acordo foi assinado, afigura-se necessário que as partes analisem o grau de cumprimento das acções desenvolvidas neste âmbito”, refere o MINTRANS.

Os ministros da Zâmbia encontraram-se com os seus homólogos dos Transportes, Ricardo Viegas d’Abreu, e da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida. In “O Século de Joanesburgo” – África do Sul

 

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Zâmbia - Considera utilizar mais regularmente o Corredor da Beira

Para promover, discutir e, consequentemente, concertar posições sobre um vasto leque de assuntos relacionados com o Corredor da Beira, na província de Sofala, a concessionária dos Terminais de Contentores e de Carga Geral do Porto da Beira, Cornelder de Moçambique S.A. (CdM), e seus parceiros, estiveram reunidos, numa conferência, recentemente realizada em Lusaka, na capital da Zâmbia.

O evento contou com a participação de cerca de 250 delegados, dos quais 40 representantes de instituições e entidades públicas moçambicanas, das áreas tributária, transportes de diversas linhas de navegação, agentes transitários, transportadores, entre outros.

Durante o encontro fez-se uma abordagem e discussão sobre aspectos relacionados com os mais recentes desenvolvimentos do Corredor logístico da Beira e, igualmente, ultrapassados constrangimentos, através do contacto presencial e directo, propiciado pela conferência, bem como o reforço e o estabelecimento de parcerias com empresas e instituições daquele país vizinho.

A secretária permanente da Indústria e Comércio da Zâmbia, Kayula Siame, que presidiu à conferência, disse, na ocasião, que o governo zambiano está, neste momento, a considerar a utilização mais regular do Corredor da Beira como uma rota alternativa acessível para o Oceano Índico, dado que se verifica o uso mais frequente até agora do corredor norte através de Nakonde.

No entanto, conforme admitiu aquela governante, há necessidade de se explorar melhor o Corredor da Beira, baseado no facto de ser, indubitavelmente, o trajecto que se revela mais curto e menos dispendioso para as operações logísticas do seu país, aspecto que representa uma vantagem competitiva para os operadores do sistema da região centro de Moçambique.

Na sua apresentação, Kayula Siame sustentou ser necessário que a Zâmbia aumente as suas exportações para que possa reduzir, significativamente, o défice na balança de pagamentos.

“O governo zambiano pretende acelerar a facilitação do comércio e já trabalhou na criação de um projecto de lei de administração de fronteiras para facilitar o comércio que visa na sua essência harmonizar as agências na fronteira para evitar a duplicação de trabalho", frisou.

Por seu turno, Jan de Vries, administrador delegado da Cornelder de Moçambique, fez uma avaliação positiva do evento, destacando o facto de a empresa ter tido a oportunidade de angariar novos clientes para o corredor logístico da Beira, para além de ter colhido contribuições sobre como melhorar a qualidade dos serviços prestados aos utilizadores.

Importa referir que esta foi a segunda edição da iniciativa "Beira Corridor", tendo a primeira edição sido realizada no mês de Agosto do corrente ano na República do Zimbabwe, especificamente na cidade de Harare onde se concentraram mais de 200 participantes. In “Olá Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Angola - Porto do Lobito recebe segundo carregamento de minério em seis meses

A utilização dos Caminhos de Ferro de Benguela (CFB) para escoar minérios oriundos da República Democrática do Congo (RDCongo) foi retomada pela segunda vez em seis meses, com a chegada de novo carregamento no sábado ao porto do Lobito



Segundo notícia da imprensa local, um comboio dos CFB chegou àquele porto da província angolana de Benguela com 28 vagões, que transportaram 1200 toneladas de minério de cobre provenientes da região mineira de Kisenge, província de Katanga (RDCongo), e tem como destino a Bélgica.

O minério pertence à empresa Access World e está armazenado no Porto Comercial do Lobito a aguardar pela chegada, nos próximos dias, de um navio para que possa ser embarcado.

A mercadoria foi embarcada no Luau (no leste da província do Moxico e cidade junto à fronteira com a província congolesa democrática do Katanga), no âmbito do projecto de revitalização do Corredor de Desenvolvimento do Lobito.

Trata-se do segundo carregamento de minério oriundo da RDCongo transportado pelos CFB este ano, depois de, a 05 de março deste ano, a companhia ferroviária ter trazido para o Lobito 1000 toneladas de manganês, instaladas em 25 carruagens com 50 contentores, com destino à Índia.

Na ocasião, o ato foi marcado por forte emoção para destacar a concretização do reinício das operações internacionais do CFB, mais de 30 anos depois, tendo em vista os países encravados como a Zâmbia e a República Democrática do Congo, visando dar um novo impulso à economia angolana.

No sábado, ao intervir na cerimónia simbólica de recepção do minério na "estação zero" dos CFB, o presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Agostinho Estêvão Felizardo, não adiantou o valor que a empresa poderá embolsar com a operação, salientando que a unidade portuária tem condições para operações desta envergadura.

"O Porto do Lobito está mais preocupado em mostrar à comunidade internacional que estas operações de embarque de minério já são possíveis", disse o gestor, salientando que a chegada de mais uma carga está em linha com o compromisso do Executivo de redinamizar o Corredor de Desenvolvimento Económico do Lobito, através do CFB e do Porto.

Por sua vez, Luís Lopes Teixeira, presidente do Conselho de Administração dos CFB, também se escusou a falar sobre os custos operacionais, mas adiantou que a viagem de comboio durou 36 horas, partindo do Luau, província do Moxico, ponto de ligação com os comboios da RDCongo.

Nem Agostinho Estêvão Felizardo nem Luís Lopes Teixeira indicaram se as operações de transporte são para continuar ou se há mais contratos para escoar quaisquer outros minérios oriundos da RDCongo ou da Zâmbia. In “Novo Jornal” – Angola com “Lusa”

sábado, 22 de novembro de 2014

Angola – União ferroviária com a Zâmbia e a República Democrática do Congo

Em breve uma linha férrea começará a ser construída unindo a Zâmbia, Angola e República Democrática do Congo (RD Congo), depois do acordo estabelecido entre a North Western Railway e Grindrod Lta da África do Sul ao assinarem um contrato de joint-venture no valor de mil milhões de dólares para a construção de uma linha férrea de 580 Km.

A nova linha férrea, cuja construção está prevista começar neste último trimestre de 2014, é um marco na contribuição da Zâmbia para o desenvolvimento da infraestrutura, pois permitirá o acesso aos portos angolanos dos minérios produzidos no seu país.

Construída a partir da região de Chingola, no nordeste da Zâmbia, a linha deverá servir para potenciar as regiões mineiras do país, ricas em ouro e cobre, bem como facilitar o escoamento de produtos entre os três países.

Falando na African Mining Indaba, conferência anual dedicada à exploração mineira em África, que este ano teve lugar na República Democrática do Congo, o director da North Western Railways, Enoch Kavindele, revelou que os fundos para a linha já estão alocados e que os trabalhos irão arrancar no prazo previsto.

O projecto quando estiver concluído, ligará a Zâmbia com Angola até ao porto de Jimbe. Os primeiros 290 km ligarão a região de Chingola às minas de Kansanshi, Lumwana e Kalumbila, com um custo estimado de US$ 489 milhões.

A segunda fase, que custará US$ 500 milhões, prevê a junção com o caminho férreo de Benguela e a abertura de um corredor directo até ao porto do Lobito. Desta forma, a Zâmbia poderá importar petróleo directamente de Angola ou de outras fontes próximas, ao mesmo tempo que estimulará as actividades mineiras no norte do país.

“As primeiras locomotivas estarão prontas para transportar cobre concentrado em 18 meses”, afirmou recentemente Enoch Kavindele.

Dave Rennie, o executivo-chefe da divisão de Grindrod Freight Services, considera que a finalização do projecto permitirá á sua empresa extrair sinergias dos seus investimentos existentes no corredor ferroviário Norte-Sul e nas operações portuárias em Maputo, Richards Bay e Durban.

James Holley, o executivo-chefe da divisão de Grindrod Rail, diz que a divisão tem nos últimos anos desenvolvido as suas capacidades ferroviárias e aumentado a sua capacidade de participar no crescimento do setor ferroviário de África.

A Grindrod Group of Companies tem várias subsidiárias, joint-ventures e empresas associadas em 37 países em todo o mundo com uma força de trabalho superior a sete mil trabalhadores.

A linha férrea vai aliviar ainda mais a pressão exercida sobre a infraestrutura rodoviária ao transportar cargas pesadas para as minas e outras indústrias na região. Este desgaste forçou o governo a aprovar uma lei que entrou em vigor em 01 de Novembro de 2013, que introduziu um sistema de rodovias obrigando todos os utentes a pagar uma taxa para a manutenção das estradas semelhante a situações análogas em outros estados da África Austral. Baía da Lusofonia

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Angola – Porto do Lobito uma porta para a Zâmbia

Porto do Lobito mobiliza interesses da Zâmbia

A Zâmbia está interessada em escoar minérios através do Porto do Lobito, pelo facto de esse empreendimento jogar um relevante papel no escoamento do cobre, cobalto e ouro, extraídos das minas de Kansanshi e Lumwana, no noroeste do país.

A afirmação é do Ministro das Relações Exteriores da vizinha República da Zâmbia, Harry Kalaba, que constatou o funcionamento do Porto do Lobito, no quadro da sua visita a Benguela.

O chefe da diplomacia zambiana acompanhado da Secretária de Estado do Ministério das Relações Exteriores para a Cooperação, Maria Ângela Teixeira de Alva Bragança, explicou que grande parte dessas minas estão situadas próximas da fronteira com Angola sendo, por isso, mais rentável utilizar o caminho-de-ferro de Benguela, ao invés de outros, que são mais distantes e onerosos.

Harry Kalaba afirmou também que “Benguela é uma via fundamental e parcimoniosa para as exportações do cobre zambiano, bem como para importações de maquinaria, que ultimamente passam pelas longas e onerosas vias ferroviárias e rodoviárias a partir da África do Sul, através do Zimbabwe ou Botswana”.

De igual modo lembrou que, “o CFB é uma linha directa para o Porto do Lobito, sendo este o mais estratégico no Atlântico, através do qual bens para a Zâmbia podem ser importados ou exportados a preços mais módicos, em relação aos mais distantes portos sul-africanos”.

O cobre é a principal fonte de divisas da Zâmbia, contribuindo com mais de 70 por cento na economia nacional.

Recorde-se que a Zâmbia vai iniciar a construção de uma linha ferroviária que vai ligar Chingola, no coração da antiga província de Copperbelt, à fronteira de Angola, onde se junta ao caminho-de-ferro de Benguela (CFB). Porto do Lobito - Angola

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Ligação ferroviária Angola - Zâmbia

A Zâmbia vai construir uma linha ferroviária que ligará Chingola, no coração da antiga província de Copperbelt, na Zâmbia, à fronteira de Angola e à linha de Benguela.

A linha ferroviária será construída numa parceria entre os sul-africanos da Grindrod e os zambianos da Northwest Rail Company. Terá duas fases: uma primeira, que irá estender-se desde Chingola até às minas de Kansanshi, Lumwana e Kalumbila (uma via de 290 km); a segunda ligará à linha de Benguela na fronteira da Zâmbia com Angola, perto do Jimbe.

O objetivo passa por ajudar o tráfego de minérios existentes e de cobre acabado, abrindo um corredor direto até ao Lobito, o qual irá permitir que a Zâmbia, um país sem costa marítima, importe petróleo directamente de Angola, e estimulando ainda uma maior actividade mineira na região de Copperbelt Ocidental.

A construção, operação e manutenção foram concedidos à NWR, uma empresa zambiana, pelo Governo da Zâmbia em Julho de 2006.

O investimento rondará os USD 1000 milhões, com a primeira fase a custar USD 489 milhões. A construção terá início este ano de 2014.

"Tenho desenvolvido este projecto durante uma série de anos e as sinergias com as empresas da Divisão Ferroviária da Grindrod tornam a Grindrod o parceiro ideal no empreendimento conjunto, o que significa que seremos capazes que iniciar a construção deste projecto no mais curto espaço de tempo possível", referiu Enoch Kavindele, um antigo Vice-Presidente da Zâmbia e fundador/proprietário da NWR. Cargo Edições - Portugal