Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Angola - Realizada entrega de cobre e cobalto através do Corredor do Lobito

A Entreprise Générale du Cobalt (EGC) e a Trafigura acordaram a realização da primeira entrega de cobre e cobalto aos mercados internacionais através da Lobito Atlantic Railway (LAR), marcando um passo decisivo no desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento mais rápida, eficiente e transparente de minerais provenientes da República Democrática do Congo (RDC)


De acordo com uma nota de imprensa enviada ao Jornal de Angola Online, esta operação sublinha a importância estratégica do Corredor do Lobito no transporte de recursos minerais da RDC para clientes em todo o mundo.

“A Lobito Atlantic Railway estende-se por cerca de 1300 quilómetros, ligando o porto de águas profundas do Lobito, na costa atlântica de Angola, à fronteira com a RDC, no Luau, com uma ligação adicional de aproximadamente 450 quilómetros até Kolwezi, no centro do Cinturão de Cobre congolês”, esclarece a nota. In “Jornal de Angola” - Angola


quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Angola - Porto do Lobito despacha primeiro carregamento de cobre para os Estados Unidos da América

O primeiro carregamento de cobre com destino aos Estados Unidos da América (EUA) partiu, esta semana, do Porto do Lobito, carregado no navio porta-contentores MSC SAMU, depois de outros envios para Europa e no Extremo Oriente


A carga de cátodos de cobre com destino a Baltimore chegou ao Lobito, no dia 19 deste mês, num comboio operado pela Lobito Atlantic Railway (LAR), a partir de Kolwezi, seis dias depois de ter sido despachada, de acordo com um comunicado de imprensa enviado ao JA Online.

O documento refere que o facto é uma clara demonstração do quanto eficiente é o transporte de minerais para o mercado internacional através do Corredor do Lobito.

Para o presidente do Conselho de Administração da LAR, Francisco Franca, citado no mesmo comunicado, explica que este embarque evidencia a crescente oferta de serviços por parte das companhias marítimas internacionais ao Porto do Lobito.

O gestor reforça, ainda, que carregamento vai alavancar o desenvolvimento crescente das operações e dos envios regulares de matérias-primas para a Europa e América. In “Jornal de Angola” - Angola


segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Angola - Primeiro comboio de carga de minério de cobre chega ao Lobito

Um comboio de carga, com 960 toneladas de minério bruto de cobre, chegou na manhã de domingo à cidade portuária do Lobito (Benguela), proveniente da região de Kolwezi, República Democrática do Congo (RDC)


Trata-se do primeiro carregamento do minério desde a assinatura do contrato de transferência da concessão dos serviços ferroviários e da logística de suporte do Corredor do Lobito entre o Governo de Angola e os representantes do consórcio Lobito Atlantic Railway, no dia 4 de Julho de 2023.

O comboio, de dezassete veículos (incluindo uma locomotiva GE, modelo C30ACi) e 16 vagões do tipo LC, partiu da estação do Luau, na província de Moxico, na sexta-feira, às 16h30, e percorreu 1289 quilómetros em 38 horas, até chegar ao Porto Comercial do Lobito.

De acordo com o director Comercial da Lobito Atlantic Railways (LAR), Artur Silva, trata-se do primeiro comboio, por sinal, de cariz experimental, de outros tantos esperados a partir de Janeiro de 2024, visando escoar por via do Corredor do Lobito dez mil toneladas de minérios provenientes da região de Katanga, na República Democrática do Congo.

"Este primeiro carregamento, a título experimental, está destinado aos mercados internacionais, concretamente aos continentes europeu e asiático. Temos a intenção, a partir de Janeiro, aumentarmos a capacidade para transportar 10 mil toneladas, e durante o ano mais de 200 mil de mercadorias”, explicou.

Artur Silva não precisou, porém, o tempo de permanência da mercadoria no Porto do Lobito, nem o seu destino exacto, mas garantiu "o asseguramento no local”. "Haverá um momento de ensacamento, de colocar no contentor para, de seguida, ser exportado para os mercados destinados. Por isso, o seu acondicionamento, no local, está acautelado”, acrescentou.

Por seu turno, o director Comercial da empresa dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), Fausto Carvalho, disse que este carregamento "é visto como de extrema importância, no âmbito do processo de diversificação da economia do país”, explicando mais adiante que "apesar de não se tratar do primeiro carregamento pelo Corredor do Lobito, o evento que acabamos de testemunhar abre um novo ciclo para a economia nacional, envolvendo entidades nacionais, o Estado, e multinacionais, o consórcio LAR”.

Lembrar que, depois da reabertura do Corredor do Lobito, o primeiro carregamento de minério bruto de cobre aconteceu a 5 de Março de 2018, proveniente das minas de Tenken (RDC), num acto testemunhado por altas figuras do Governo, da classe empresarial e população da cidade do Lobito.

Em Setembro de 2018, Julien Rolland, membro do comité de gestão da Trafigura, uma empresa holandesa que faz parte da concessionária, disse que a reabertura da rota comercial, suspensa há mais de 40 anos, entre Lobito (Angola) e Kolwezi, na República Democrática do Congo (RDC) ,”tem potencial para marcar o início de um novo capítulo”. O cobre congolês costuma ser exportado através dos portos da Beira, em Moçambique; Dar Es Salam, na Tanzânia, ou Durban, na África do Sul. Sampaio Júnior e Júlio Gaiano – Angola in “Jornal de Angola”


terça-feira, 18 de maio de 2021

Angola – Lançado concurso internacional para a concessão do terminal de contentores no Porto Comercial do Lobito

A Empresa Portuária do Lobito, na província de Benguela, lançou um concurso internacional para a concessão do terminal polivalente de contentores e carga geral do porto comercial daquela região, em regime de gestão de «porto senhorio» durante 20 anos. A apresentação das propostas e os pedidos das peças do procedimento estão disponíveis a partir de terça-feira contra o pagamento do equivalente a 75 mil dólares norte-americanos


O concurso estará aberto até ao dia 16 de Agosto deste ano com a apresentação da caução definitiva equivalente a 4,7 milhões USD.

De acordo com um comunicado da Empresa Portuária do Lobito, os concorrentes devem elaborar e apresentar como condição elegível os planos de exploração e de organização do terminal a concurso, incluindo o ordenamento e a organização funcional da área da concessão, e as normas referentes às exigências ambientais, de higiene e de segurança.

Devem ainda apresentar a sua perspectiva de construção, reparação e conservação do espaço que está a ser objecto da «licitação», bem como a instalação ou substituição dos equipamentos necessários a execução do contrato, refere o documento.

"A Empresa Portuária do Lobito pretende a participação de empresas experientes neste mercado com solidez financeira acima dos 25 milhões de dólares de capitais próprios e um volume de negócios médio anual não inferior a 100 milhões de dólares nos últimos três exercícios", lê-se ainda no comunicado.

O Porto do Lobito, o maior do centro do país, está localizado na cidade com o mesmo nome, na província de Benguela e é, com os portos de Luanda, Moçâmedes, Soyo e Cabinda um dos maiores complexos portuários do país.

O Porto do Lobito tem três terminais, nomeadamente, o de contentores, que possui uma capacidade de 12 mil unidades de contentores de 20 pés (TEU) por ano; o mineiro, com capacidade operacional de 3,6 milhões de toneladas por ano, e o Porto Seco, um terminal de segunda linha que possui a capacidade estática de oito milhões de TEU/ano.

"A Província de Benguela representa o segundo maior centro económico e industrial do país, em que o processo de requalificação do corredor do caminho-de-ferro, o processo de concessão do terminal portuário, actualmente em curso, associados às potencialidades que oferece o Porto Comercial do Lobito representa um valor estratégico determinante para a integração económica regional e para o futuro de Angola", lembra o comunicado.

O Porto Comercial do Lobito e o Caminho de Ferro de Benguela formam provavelmente um dos maiores corredores de desenvolvimento e escoamento de mercadorias da região da SADC, com ligações à cidade do Tenque, na República Democrática do Congo e Zâmbia, refere o Governo, acrescentando que este porto é ainda beneficiado por uma ligação rodoviária estruturante para a circulação de mercadorias, a EN-100.

A concessão dos terminais em concurso representa, segundo o Governo, "uma força motriz para o rejuvenescimento do corredor do Lobito que integra Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia", que o Executivo angolano pretende que seja um dos principais eixos de circulação de matérias-primas e mercadorias nestes territórios. In “Novo Jornal” - Angola





 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Angola - Porto do Lobito recebe segundo carregamento de minério em seis meses

A utilização dos Caminhos de Ferro de Benguela (CFB) para escoar minérios oriundos da República Democrática do Congo (RDCongo) foi retomada pela segunda vez em seis meses, com a chegada de novo carregamento no sábado ao porto do Lobito



Segundo notícia da imprensa local, um comboio dos CFB chegou àquele porto da província angolana de Benguela com 28 vagões, que transportaram 1200 toneladas de minério de cobre provenientes da região mineira de Kisenge, província de Katanga (RDCongo), e tem como destino a Bélgica.

O minério pertence à empresa Access World e está armazenado no Porto Comercial do Lobito a aguardar pela chegada, nos próximos dias, de um navio para que possa ser embarcado.

A mercadoria foi embarcada no Luau (no leste da província do Moxico e cidade junto à fronteira com a província congolesa democrática do Katanga), no âmbito do projecto de revitalização do Corredor de Desenvolvimento do Lobito.

Trata-se do segundo carregamento de minério oriundo da RDCongo transportado pelos CFB este ano, depois de, a 05 de março deste ano, a companhia ferroviária ter trazido para o Lobito 1000 toneladas de manganês, instaladas em 25 carruagens com 50 contentores, com destino à Índia.

Na ocasião, o ato foi marcado por forte emoção para destacar a concretização do reinício das operações internacionais do CFB, mais de 30 anos depois, tendo em vista os países encravados como a Zâmbia e a República Democrática do Congo, visando dar um novo impulso à economia angolana.

No sábado, ao intervir na cerimónia simbólica de recepção do minério na "estação zero" dos CFB, o presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Agostinho Estêvão Felizardo, não adiantou o valor que a empresa poderá embolsar com a operação, salientando que a unidade portuária tem condições para operações desta envergadura.

"O Porto do Lobito está mais preocupado em mostrar à comunidade internacional que estas operações de embarque de minério já são possíveis", disse o gestor, salientando que a chegada de mais uma carga está em linha com o compromisso do Executivo de redinamizar o Corredor de Desenvolvimento Económico do Lobito, através do CFB e do Porto.

Por sua vez, Luís Lopes Teixeira, presidente do Conselho de Administração dos CFB, também se escusou a falar sobre os custos operacionais, mas adiantou que a viagem de comboio durou 36 horas, partindo do Luau, província do Moxico, ponto de ligação com os comboios da RDCongo.

Nem Agostinho Estêvão Felizardo nem Luís Lopes Teixeira indicaram se as operações de transporte são para continuar ou se há mais contratos para escoar quaisquer outros minérios oriundos da RDCongo ou da Zâmbia. In “Novo Jornal” – Angola com “Lusa”

sábado, 27 de agosto de 2016

Angola – Queda de 44% no movimento de contentores no Porto de Luanda

O porto de Luanda processou no primeiro semestre deste ano 3,1 milhões de toneladas de carga contentorizada, menos 35%, ou 1,7 milhões de toneladas, que no período homólogo de 2015.

Rosas Silvério, chefe do departamento de controlo estatístico e logística do Porto de Luanda, disse à “Angop” que a quebra ficou a dever-se à redução acentuada das importações, tanto na carga contentorizada como na carga a granel.

O número de contentores processados nos primeiros seis meses do ano foi de pouco mais de 128 mil, número que representa uma queda de 44% relativamente ao contabilizado no período homólogo de 2015 (em que foram processados mais de 290 mil contentores).

A actual crise económica que se regista em Angola, com reflexos na capacidade de obtenção de divisas, tem-se traduzido igualmente na redução do número de navios que demandam o país, algo a que o porto de Luanda não está imune.

No primeiro semestre atracaram em Luanda 2 437 navios (346 de longo curso e 2 091 de cabotagem), número que representa uma redução de 1 217 navios face ao período de Janeiro a Junho de 2015.

Porto de Lobito paralisado

No Lobito, o segundo maior porto de Angola, mais de dois mil trabalhadores paralisaram na passada terça-feira, em protesto contra o atraso no pagamento de salários, em falta há quatro meses.

Também ali é a crise da economia do país, e a consequente falta de divisas, a principal explicação para a redução da actividade do porto e, logo, para as dificuldades em fazer os pagamentos dos salários. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Angola – Inauguração do Gabinete do Corredor do Lobito

O ministro dos Transportes inaugurou no passado dia 10 de Fevereiro de 2015, na cidade do Lobito, o Gabinete do Corredor do Lobito, que tem como responsabilidade criar condições para a instalação de infra-estruturas na região centro e leste do país, até às zonas ricas em minerais da República Democrática do Congo e da Zâmbia.

O Corredor do Lobito é resultado de um conjunto de diagnósticos de prospecção de vários sectores de actividade e análise de todo o território centro e leste. A sua acção é determinante para reforçar a utilização, de forma optimizada, das infra-estruturas ferroviárias e portuárias.

“Este conjunto de projectos está preconizado na estratégia de desenvolvimento de cadeias de produção com visibilidade”, afirmou Nelson Martins, director-geral do Corredor do Lobito, sublinhando que o Gabinete tem como missão preparar a documentação relativa aos concursos necessários à implementação dos projectos e proceder à avaliação das propostas contratuais para a execução dos programas a submeter a aprovação superior.

O Gabinete deve ainda estabelecer uma adequada articulação com as unidades dos países vizinhos, organizações e empresas financiadoras ou doadoras que contribuam ou participem no desenvolvimento dos projectos.

Nelson Martins indicou que o Gabinete do Corredor do Lobito deve identificar o potencial de desenvolvimento económico e social das áreas situadas no âmbito geográfico do respectivo espaço, com vista à materialização de outros serviços. In “Porto do Lobito” - Angola

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Angola – Transportadora francesa opera no Porto do Lobito

O terceiro maior grupo do mundo no transporte de carga por via marítima, a francesa CMA CGM, vai passar a operar no terminal do porto do Lobito, numa parceria com a angolana Multiparques, informou o grupo francês.

De acordo com a informação divulgada, o memorando de entendimento para a operação foi formalizado em Paris, a 18 de Dezembro, na presença dos ministros das Relações Exteriores de Angola e o seu homólogo francês. O terminal vai estar operacional durante o ano de 2015.

A localização do porto do Lobito, próximo do Huambo e Benguela – as maiores cidades de Angola depois de Luanda – justifica, para o grupo francês, este envolvimento, que visa expandir a sua acção para o corredor ferroviário criado por Angola entre o Atlântico (Lobito) e a fronteira, no interior, com a República Democrática do Congo e a Zâmbia, para garantir a exportação marítima do minério extraído nestes dois países.

“Estes dois elementos perspectivam para o porto do Lobito um grande futuro, na operação intermodal”, garante, na mesma informação, o vice-presidente da CMA CGM, Alexis Michel. Além da gestão da operação daquele terminal, no segundo maior porto de Angola a seguir a Luanda, a associação da CMA CGM com os angolanos do grupo Multiparques prevê o “desenvolvimento de plataformas logísticas” no país.

O grupo francês já conta com sete rotas regulares para Angola e pretende “capitalizar” a experiência no transporte intermodal, marítimo e de plataformas logísticas, no mercado angolano.

Presente em 150 países e com mais de 18 mil trabalhadores, a CMA CGM – fundada em Marselha em 1978 – opera com uma frota de 428 navios que servem 400 portos através de 170 linhas. Porto do Lobito - Angola

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Brasil - CMA CGM assina acordo para operação de terminal em Angola

A empresa de transportes CMA CGM assinou um acordo com a Group Multiparques para operação do Terminal de Lobito, 

além do desenvolvimento de plataformas em Angola. A assinatura visa unir e utilizar a especialização dos grupos no desenvolvimento de novas soluções em logística. Segundo Alexis Michel, vice- presidente sênior do grupo, Lobito é o segundo porto da Angola, e suas conexões de transporte local e trem irão torná-lo um ponto de entrada estratégica na África Ocidental.

“Isto não só permite o serviço para Benguela e Huambo – duas principais cidades da Angola -, mas também o acesso da cidade à República Democrática do Congo. Esses elementos diferentes prometem ao Porto do Lobito um grande futuro intermodal”, disse.

Com o objetivo de reforçar a sua linha Africana, e mais particularmente a sua rede em Angola (onde 7 serviços são chamados regularmente), o Grupo CMA CGM capitaliza sobre a sua experiência intermodal, com infraestrutura terrestre, portos, terminais e aplicações multimodais. Em Angola, 122 colaboradores trabalham em 5 escritórios para conectar toda a cadeia de transporte para serviços marítimos CMA CGM. A expectativa é que o novo terminal deva estar operacional ainda esse ano. In “Guia Marítimo” - Brasil

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Angola – Presidente do Porto do Lobito apresenta balança anual

Presidente do Conselho de Administração endereça mensagem de fim de ano de 2014 a todos os portuários

Anapaz de Jesus Neto
É já uma tradição milenar por essa altura realizar-se o balanço do ano que se apresta a passar a história, e projectar com novas expectativas o advento do ano que surgirá no calendário, seja a nível particular, seja dos entes colectivos. E, connosco não é diferente.

Permitam-me, antes de mais, manifestar o privilégio que tem sido para mim, o facto de participar do processo de liderança do Porto do Lobito, cuja nata de homens e mulheres selectivos, profissionais abnegados e dotados de enorme postura, têm procurado a cada dia responsavelmente colocar, cada um, a sua pedra no alicerce deste “canteiro de obras” em que o nosso país se transformou.

Com a inauguração a 21 de Agosto de 2014 por Sua Excelência Engenheiro José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola, das infra-estruturas constantes do Projecto de Expansão e Modernização do Porto do Lobito – Porto Seco, Terminal de Contentores e Terminal de Mineiro – à face desse marco histórico da nossa memória colectiva, somos, por isto, chamados a desempenhar um papel importante enquanto pilar nefrálgico da plataforma intermodal que o país reclama para si, no âmbito da política de gestão do executivo angolano para o sector dos transportes.

Para uma Empresa Prioritária da dimensão estrutural e organizacional da nossa, é natural que existam ainda alguns pormenores que devem ser afinados para a realização cabal da Missão e da Visão para o qual o Porto foi concebido.

Nesta conjuntura, teremos de continuar a reflectir atentamente, em vista, as valências criadas, na melhor forma de contribuir quer para facilitação na atracação e desatracação de navios, no aumento dos níveis de carga e descarga, e de um modo geral, no planeamento atempado das manobras de movimentação das mercadorias e concomitante arrumação e stockagem nos terraplenos e armazéns.

Sabemos bem que a real motivação para este salto qualitativo é a superação e especialização do Capital Humano, daí o facto de mantermos uma contínua formação de quadros quer no local de trabalho ou noutros centros profissionalizantes.

A sensação de aldeia global em que o mundo se tornou, legitima-nos a apreendermos das práticas e modalidades que se operam em todos os espaços geo-portuários.

Atingir a Excelência de Serviços em todas áreas, e simultaneamente poderá parecer uma tarefa hercúlea, mas porque somos um “povo heroico e generoso”, Vamos Vencer mais esta etapa do percurso.

Um factor que não desmerece realce, tem sido o empenhamento social do Porto do Lobito enquanto baluarte do desenvolvimento socioeconómico do país. Com efeito, participamos sem hesitação nas mais diversas causas sociais como foram a Campanha de Prevenção Rodoviária, a Campanha de Prevenção Contra o Ébola, o Natal Solidário, bem como outras doações e benfeitorias que efectuamos às várias instituições carenciadas dentre Infantários e Lares da Terceira Idade da província de Benguela, e de outras regiões.

Estas acções sociais são, contudo, levadas a cabo, sem prejuízo de continuarmos a manter a cesta básica mensal do trabalhador, a assistência médica e medicamentosa gratuita, através da nossa Clínica e, em certos casos a evacuação para Luanda, ou até para o exterior.

Ainda no que a dimensão social diz respeito, é agradável sublinhar que está na fase derradeira a construção dos novos fogos habitacionais do Porto do Lobito que conferirão aos trabalhadores portuários um maior conforto.

Por último, gostaria de almejar que para o ano vindouro, possamos nessa mesma altura de balanço, concretizar o sentimento de realização pessoal e colectiva de continuarmos firmes ao serviço da Nação.

Quero, assim, no meu nome próprio e, no dos demais membros do Conselho de Administração da Empresa Portuária do Lobito, augurar à todos os colegas no activo, bem como os reformados, os melhores votos de um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de prosperidades.

Que DEUS nos Abençoe! Anapaz Neto – Angola

Anapaz de Jesus Neto - natural do Moxico (Luena), mestrado em Gestão de Empresas pela Universidade de Haal - Londres (MBA/Managemant); pós graduado em Relações Internacionais pela Universidade Autónoma de Lisboa; Eng.º Técnico de Química Industrial pelo Instituto Politécnico de Pedro Maria Rodrigues, Cuba.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Angola – Porto do Lobito promove campanha de sensibilização de prevenção do vírus ébola

O Porto do Lobito promoveu recentemente, nas ruas da cidade Ferro-Portuária, uma campanha de informação e sensibilização para a prevenção do surto da febre hemorrágica do vírus Ébola que assola a África Ocidental.


Numa organização do Gabinete de Comunicação e Imagem, dezenas de trabalhadores com apoio técnico da clínica do Porto do Lobito e do Comando Municipal da Polícia Nacional, distribuíram camisolas e folhetos com informações sobre as medidas preventivas para neutralizar a doença.


Para além da campanha, realizada nas áreas mais movimentadas da cidade, a nível interno foram realizados meetings com os trabalhadores onde foram transmitidas informações sobre as vias de transmissão, sintomas e formas preventivas, além da obrigatoriedade de recorrer as unidades sanitária em presença de casos suspeitos.


O Presidente do Conselho de Administração em exercício, Eduardo Elias Seno, declarou no ato inaugural que a Empresa é pioneira no país a desenvolver esta campanha e no âmbito da sua responsabilidade social não estaria indiferente perante a situação alarmante que se vive, já que a propagação do vírus do Ébola representa uma grande ameaça para a saúde e o desenvolvimento do continente africano e de outras partes do mundo.

“A medida surge como consequência do alerta lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), onde Angola é colocada na lista dos países em risco de contrair a epidemia, que já chegou à República Democrática do Congo (RDC”, sublinhou o responsável. Porto do Lobito - Angola

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Angola – Internacionalização das vias férreas

Conclusão do caminho-de-ferro de Benguela vai impulsionar crescimento económico de Angola

A conclusão das obras de reconstrução do caminho-de-ferro de Benguela vai ter um efeito positivo na economia de Angola, através do estímulo a sectores como a extracção de diamantes e agrícola naquela zona do país, afirmou a Economist Intelligence Unit.

 A cargo da China Railway Construction, um dos maiores grupos chineses de construção civil, a reconstrução dos 1344 quilómetros de linha férrea demorou cerca de 10 anos, implicou a reparação ou construção de 67 estações e representou para o Estado angolano um custo de 1,83 mil milhões de dólares.

No seu mais recente relatório sobre Angola, a EIU adianta que a previsão de crescimento da economia de Angola deverá ser revista em alta a fim de acomodar o impacto da entrada em funcionamento daquela artéria ferroviária.

O próximo passo poderá ser mesmo a privatização, sendo “essencial que estes activos potencialmente valiosos não sejam cedidos demasiado baratos ou a firmas sem capacidade suficiente para os tornar bem sucedidos.”

No caso de Luanda, ao longo dos últimos 18 meses têm sido a Caminhos de Ferro de Luanda (CFL) a operar os 400 quilómetros que ligam a capital do país a Malange, centro da produção agrícola do país, mas têm-se deparado com custos de funcionamento elevados, que “estão a ser fortemente subsidiados”, de acordo com a EIU.

Também neste caso, adianta, procura-se um investidor privado que possa começar a operar a linha de caminho-de-ferro numa base comercial.

O caminho-de-ferro de Benguela liga o porto do Lobito à fronteira com a República Democrática do Congo, estando planeado o reforço das ligações congolesas à fronteira, o que permitiria uma alternativa de escoamento das exportações minerais do país vizinho, hoje limitadas à África do Sul.

O governo de Angola tem estado a estudar a fusão das empresas gestoras das principais linhas de caminhos-de-ferro do país, reconstruídas com as linhas de crédito da China, estando previsto ceder a gestão comercial mas mantendo uma posição de controlo numa nova empresa, a Caminhos de Ferro de Angola, que ficaria com as infra-estruturas.

A nova empresa resultará da fusão das empresas gestoras Caminho de Ferro de Benguela (CFB), Caminho de Ferro de Luanda (CFL) e Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM).

O plano de desenvolvimento do Sistema Integrado dos Caminhos-de-Ferro, aprovado pelo governo angolano, prevê a ligação das três linhas de caminho-de-ferro existentes às redes ferroviárias dos países vizinhos – República Democrática do Congo, Zâmbia e Namíbia.

Assim, o caminho-de-ferro de Benguela (CFB) deve ligar-se à Zambian Railways, através de um ramal especial entre a estação de Luacano, no Moxico, e a nova linha de Lumwana, em construção na Zâmbia.

O caminho-de-ferro de Namibe (anteriormente Moçâmedes) vai ligar-se à linha ferroviária da Namíbia, partindo da estação do Cuvango, numa extensão de 343 quilómetros, até Oshikango, em território namibiano, junto à fronteira com a província angolana do Cunene.

Está ainda em estudo a construção dos caminhos-de-ferro do Congo, que ligarão Luanda às províncias do Bengo, Uíge, Zaire e Cabinda, numa extensão de 950 quilómetros, interligando-se depois com o Chemin de Fer du Congo Ocean, no Congo Brazzaville. In “Cargo Edições” - Portugal

sábado, 5 de julho de 2014

Angola – APANG assina escritura pública

A Associação dos Portos de Angola (APANG) assinou no pretérito dia 20 de Junho de 2014, na cidade de Luanda, a escritura pública de constituição da organização, proclamada em janeiro de 2014.



A escritura pública foi formalizada na presença do notário Guimarães da Silva, enquanto representante do primeiro ortogante com a leitura do termo de constituição da APANG.

Na cerimónia de assinatura, que decorreu na sala de reuniões do Porto de Luanda, o presidente da APANG, Anapaz de Jesus Neto e também presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, disse que a associação está agora em condições de exercer as suas actividades e desempenhar melhor as funções de parceiro do Executivo.

“A partir de agora, cabe à associação encontrar soluções de interesse comum para o sector portuário e transportes públicos, submetendo-os à apreciação dos nossos órgãos centrais do Executivo”, referiu.

Com objectivo de assegurar, defender e promover os interesses dos portos, a direcção tem como presidente Anapaz de Jesus Neto e Abel Cosme, como vice-presidente, enquanto pela assembleia geral Nazaré Neto, presidente, Francisco Venâncio, vice-presidente e Joaquim Manuel Neto, presidente do conselho fiscal e de duas vogais, como rege o estatuto da associação. Assim, fica concluído o processo legal de constituição da APANG. in “Porto do Lobito” - Angola

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Angola - Porto do Lobito uma aposta no futuro

Porto Minério melhora ambiente de investimentos

O Porto Mineiro do Lobito e o caminho de Ferro Benguela vão melhorar o negócio e o ambiente de investimento regional, admitiu, em Luanda, a Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), Maria Luísa Abrantes.

Maria Luísa Abrantes, que falava no workshop sobre “Financiamento às infraestruturas, à agricultura e Agro-indústria”, disse que o Porto Mineiro do Lobito vai ajudar ainda mais o interesse dos investidores não só africanos como de outros continentes.

“Angola conseguiu superar as suas próprias expectativas, porém, precisa muito de investimentos públicos e privados para conseguir chegar ao nível dos países desenvolvidos”.

Para tal, prosseguiu, é necessário erguer-se infra-estruturas básicas com a colaboração de outros investidores nas áreas da agricultura, desenvolvimento da rede de água e de energia, bem como a construção e reconstrução de estradas, pontes e aeroportos.

Acrescentou que a implementação de novas indústrias, um bom sistema educacional, uma rede de hospitais e hotelaria e turismo forte pode reduzir o desemprego, a fome e a pobreza em Angola.

“Queremos, sobretudo, apostar nestas áreas porque sabemos que são sectores fortíssimos para a redução da pobreza em Angola e estamos a trabalhar com o Governo e as empresas privadas que queiram investir no país para construirmos uma Angola cada vez mais forte”, reforçou. Porto do Lobito - Angola

Angola – Porto do Lobito uma porta para a Zâmbia

Porto do Lobito mobiliza interesses da Zâmbia

A Zâmbia está interessada em escoar minérios através do Porto do Lobito, pelo facto de esse empreendimento jogar um relevante papel no escoamento do cobre, cobalto e ouro, extraídos das minas de Kansanshi e Lumwana, no noroeste do país.

A afirmação é do Ministro das Relações Exteriores da vizinha República da Zâmbia, Harry Kalaba, que constatou o funcionamento do Porto do Lobito, no quadro da sua visita a Benguela.

O chefe da diplomacia zambiana acompanhado da Secretária de Estado do Ministério das Relações Exteriores para a Cooperação, Maria Ângela Teixeira de Alva Bragança, explicou que grande parte dessas minas estão situadas próximas da fronteira com Angola sendo, por isso, mais rentável utilizar o caminho-de-ferro de Benguela, ao invés de outros, que são mais distantes e onerosos.

Harry Kalaba afirmou também que “Benguela é uma via fundamental e parcimoniosa para as exportações do cobre zambiano, bem como para importações de maquinaria, que ultimamente passam pelas longas e onerosas vias ferroviárias e rodoviárias a partir da África do Sul, através do Zimbabwe ou Botswana”.

De igual modo lembrou que, “o CFB é uma linha directa para o Porto do Lobito, sendo este o mais estratégico no Atlântico, através do qual bens para a Zâmbia podem ser importados ou exportados a preços mais módicos, em relação aos mais distantes portos sul-africanos”.

O cobre é a principal fonte de divisas da Zâmbia, contribuindo com mais de 70 por cento na economia nacional.

Recorde-se que a Zâmbia vai iniciar a construção de uma linha ferroviária que vai ligar Chingola, no coração da antiga província de Copperbelt, à fronteira de Angola, onde se junta ao caminho-de-ferro de Benguela (CFB). Porto do Lobito - Angola

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Porto do Lobito rejuvenesce

O elevado investimento realizado pelo executivo angolano no Porto do Lobito, torna esta zona de conforto portuária num ex-libris do mercado marítimo africano e mundial, ao nível dos demais portos da Região Austral do continente, particularmente, os da Namíbia e os da África do Sul, dado o mesmo espaço envolvente para o qual concorrem.

A informação foi prestada pelo Presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Anapaz de Jesus Neto, durante o acto que marcou as comemorações do 24 de Março, marco histórico da ascensão do Porto do Lobito a categoria de porto Comercial e, concomitantemente a sua abertura ao tráfego marítimo internacional.

Porto mineiro do Lobito
De acordo com o PCA, o período de guerra civil penhorou o desenvolvimento do país, resultando numa acentuada destruição e degradação das infraestruturas socioeconómicas. Todavia, destacou o “arrojado” espírito empreendedor localmente perseguido bem como a visão estratégica de Sua Excelência Eng.º José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola, e do empenho pessoal do Ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, no resgate da áurea e da mística infraestrutural e da excelência da prestação de serviços desta Empresa.

O Presidente do Conselho de Administração lembrou que o processo de infraestruturação decorreu em várias fases, e culminou com a edificação de novos equipamentos portuários de capital importância para o nosso modus operandi tais como: o Porto Seco, o Terminal de Contentores, o Porto de Minério, para além da construção de um Cais para Navios de Cruzeiro e Terraplenos para contentores.

O PCA explicou, por outro lado, que no âmbito das prioridades de objectivos estratégicos inscritos no Plano Nacional de Desenvolvimento de 2013-2017, e que visam dotar Angola de uma rede de transportes integrada e adequada aos anseios de desenvolvimento nacional e regional, facilitador do processo de crescimento económico, desencadear-se-ão acções que permitirão “ reforçar o processo de prestação de contas nas empresas públicas do sector e assegurar a profissionalização da sua gestão; estabelecer um sistema de formação e capacitação de quadros do sector; desenvolver programas para a manutenção preventiva e conservação dos equipamentos disponibilizados para o sector; melhorar a segurança marítima e a fiscalização ao longo da costa angolana”, dentre outros.

Com o futuro sempre presente, o PCA anunciou que o Conselho de Administração vai brevemente fazer um ajuste salarial, e exortou os trabalhadores à manter a disciplina no local de trabalho “para transpor esta grande plataforma para um novo rumo que Angola pretende caminhar”, sublinhou.

Anapaz Neto foi peremptório em afirmar que não se pode alcançar altos padrões de produção e de produtividade, se não se prestar atenção ao capital humano, pois, os quadros são a alavanca para o desenvolvimento da Empresa, e para o alcance dos objectivos preconizados “foram desencadeadas acções de formação nas áreas de operações portuárias e de manutenção onde já são visíveis os efeitos dessa formação, num total de 123 trabalhadores”, finalizou.

O Porto do Lobito, criado a 86 anos em função da importância do Caminho de Ferro de Benguela, é uma unidade estratégica para o desenvolvimento económico do país e da região austral de África. Servido pelo CFB, explora um tráfego que se projecta a nível nacional, sobre todos vasto corredor central de Angola e também a nível internacional, alcançando ricas regiões mineiras de cobre da RDC e da Zâmbia. Porto do Lobito – Angola

As obras de recuperação e ampliação do Porto do Lobito estão concluídas, ficando o porto de minério localizado na margem leste da baía do Lobito com uma capacidade de movimentação de três milhões e seiscentas mil toneladas ano, indo permitir o escoamento dos produtos minerais da Zâmbia e da República Democrática do Congo.

Nova ponte sobre o rio das Cuculas
As obras agora terminadas foram executadas pela empresa A1V2 Engenharia e Arquitectura, Lda numa intervenção que abrange as componentes de pavimentação, recuperação das paredes de cais, aumento da capacidade do parque de contentores e execução de um acesso exclusivo para transporte pesado rodoviário, através da construção de uma ponte sobre o Rio das Cuculas, evitando a circulação dos mesmos pelo centro da cidade de Lobito. Foi ainda desenvolvido uma expansão ao Porto de Lobito, através da execução de uma nova parede de cais com uma extensão de 314 m fundada através de estacas metálicas. Através destas intervenções, já é possível receber navios com calados até 15,2 m. O Porto do Lobito é o segundo maior porto de carga de Angola e está localizado numa zona geográfica privilegiada e de enorme potencial, estando em concorrência com os portos da Namíbia e África do Sul. Baía da Lusofonia

A1V2 Engenharia e Arquitectura, Lda - é uma multinacional portuguesa que presta serviços de excelência em todas as áreas nucleares da engenharia e da arquitectura pautando a sua intervenção por uma elevada exigência qualitativa. A A1V2 foi fundada em 1997 com o objetivo de se estabelecer como uma empresa de projetos de Engenharia e Arquitetura e de Consultoria. A A1V2 tem escritórios em Portugal, Angola, Marrocos, Argélia, Arábia Saudita e Qatar. Contactos: Alameda dos Oceanos, Edifício Mar do Oriente, Lote 1.07.1, AN 3.1 1990-208 Lisboa – Portugal - T. +351 218 438 550 - F. +351 218 438 559 - E. lisboa@a1v2.pt