Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Brasil - Museu Nacional precisa com urgência de apoio financeiro para poder terminar obras – diretor

O Museu Nacional do Brasil, reduzido a escombros em 2018 num incêndio, precisa de 15 milhões de euros até março para reabrir em 2026, disse o diretor da instituição fundada por D. João VI em 1818.



“É necessário que entre ainda este ano uma quantia razoável e uma outra parte até março do ano que vem”, sublinhou à Lusa o diretor do Museu Nacional no Rio de Janeiro, Alexander Kellner, no dia em que a Embaixada de Portugal em Brasília acolheu o lançamento da publicação sobre o Museu, onde o acervo e a longa história são os principais intervenientes.

Esse dinheiro, detalhou o responsável, terá como prioridade a conclusão das obras. No total já foram alocados 260 milhões de reais (mais de 40 milhões de euros) através de recursos de parcerias público-privadas e do apoio de instituições.

Portugal, disse à Lusa o embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, “tem participado neste projeto de reconstrução do Museu Nacional, que ardeu em setembro de 2018, desde o início, designadamente fazendo parte do Comité Institucional do projeto Museu Nacional Vivo”, ajudando com apoio financeiro alguns projetos.

Além disso, frisou Alexander Kellner, estão a ser negociados com instituições em Portugal, Egito, Alemanha a doação de acervo.

No caso português, o acervo negociado é “do tempo do Império, do tempo de quando Portugal esteve no Brasil e também acervo de história natural”, disse.

“Estamos conversando com várias instituições para ver a possibilidade de realizar essas doações de acervo expositivas”, sublinhou o diretor da instituição.

Com mais de 200 anos, o Museu Nacional do Rio de Janeiro, o mais antigo e património do Brasil, foi reduzido a escombros no dia 02 de setembro de 2018 num incêndio que destruiu grande parte do acervo de 20 milhões de peças.

O prédio histórico, que inicialmente serviu como palácio imperial do Brasil, abrigava o maior museu de história natural da América Latina e um dos cinco maiores do mundo do género.

A inauguração total do museu está prevista para o primeiro semestre de 2026, altura em que se prevê a conclusão das obras de reconstrução do Palácio Imperial.

A estimativa é que as novas áreas expositivas ocupem um espaço de cerca de 5500 metros quadrados, divididos em quatro circuitos, para os quais serão necessárias cerca de 10.000 peças. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


sexta-feira, 2 de junho de 2023

França - Telhado de Notre Dame incendiado reconstruído com técnicas medievais

Se a viagem no tempo fosse possível, os carpinteiros medievais certamente ficariam surpreendidos ao ver como as técnicas de carpintaria que foram pioneiras na construção da Catedral de Notre Dame, há mais de 800 anos, estão a ser novamente utilizadas hoje para reconstruir o telhado devastado pelo fogo do monumento famoso em todo o mundo


Certamente o inverso é verdadeiro para os carpinteiros modernos que usam habilidades da era medieval. Trabalhar com machados de mão para moldar centenas de toneladas de vigas de carvalho para a estrutura do novo telhado de Notre Dame foi, para eles, como voltar no tempo. Isso deu-lhes uma nova apreciação do trabalho manual dos seus antecessores que empurrou o envelope arquitectónico para trás no século XIII.

“Às vezes é um pouco confuso”, confessa Peter Henrikson, um dos carpinteiros. Ele diz que há momentos em que está a bater martelo no cinzel que se vê a pensar em colegas medievais que cortavam “basicamente a mesma junta há 900 anos”

“É fascinante”, diz ele. “Provavelmente, de certa forma, estamos a pensar as mesmas coisas”.

O uso de ferramentas manuais para reconstruir o telhado que as chamas transformaram em cinzas em 2019 é uma escolha deliberada e ponderada, especialmente porque as ferramentas eléctricas sem dúvida teriam feito o trabalho mais rapidamente. O objectivo é homenagear o incrível artesanato dos construtores originais da catedral e garantir que a arte secular de moldar a madeira à mão viva.

“Queremos restaurar esta catedral como foi construída na Idade Média”, diz Jean-Louis Georgelin, o general aposentado do exército francês que está supervisionando a reconstrução. “É uma forma de ser fiel à (obra) de todas as pessoas que construíram todos os monumentos extraordinários da França.”

Enfrentando um prazo apertado para reabrir a catedral até Dezembro de 2024, carpinteiros e arquitectos também usam projectos de computador e outras tecnologias modernas para acelerar a reconstrução. Computadores foram usados no desenho de planos detalhados para carpinteiros, para ajudar a garantir que as vigas esculpidas à mão se encaixassem perfeitamente.


“Os carpinteiros tradicionais tinham muito disso na cabeça”, observa Henrikson. É “muito incrível pensar em como eles fizeram isso com o que tinham, as ferramentas e a tecnologia que tinham na época”.

O americano de 61 anos é de Minnesota. A maior parte dos outros artesãos que trabalham na estrutura de madeira são franceses.

A reconstrução do telhado atingiu um marco importante em Maio, quando grandes partes da nova estrutura de madeira foram montadas e erguidas numa oficina no Vale do Loire, no oeste da França.

A execução a seco assegurou aos arquitectos que o quadro é adequado para o propósito. A próxima vez que for montada será no topo da catedral. Ao contrário dos tempos medievais, ele será transportado de caminhão para Paris e levantado por um guindaste mecânico até a posição. Cerca de 1200 árvores foram derrubadas para a obra

“O objectivo que tínhamos era restaurar à sua condição original a estrutura de madeira que desapareceu durante o incêndio de 15 de Abril de 2019”, diz o arquitecto Remi Fromont, que fez desenhos detalhados da estrutura original em 2012.

A estrutura reconstruída “é a mesma estrutura de madeira do século 13”, refere. “Temos exactamente o mesmo material: carvalho. Temos as mesmas ferramentas, com os mesmos eixos que foram usados, exactamente as mesmas ferramentas. Temos o mesmo know-how. E em breve, voltará ao mesmo lugar.”

“É”, acrescenta, “uma verdadeira ressurreição”. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Agências Internacionais”




quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Brasil - Diretor do Museu Nacional do Rio procura em Portugal doações de espólio


O diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro está em Portugal visitando diversas instituições museológicas para conseguir espólio para o futuro museu a reconstruir, após a destruição causada pelo incêndio de 2018.

“Estamos conscientes de que não vamos reconstruir o Museu Nacional, como tem de ser, sem a ajuda internacional, em especial de Portugal”, afirmou o diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Alexander Kellner, aos jornalistas, frisando que o projeto de futuro museu não é uma questão financeira.

“O maior entrave e a maior preocupação de quem está no projeto não é a questão financeira, mas sim o acervo e é por isso que estou aqui”, sublinhou.

O diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro falava na Lourinhã, no distrito de Lisboa, onde nesta terça-feira visitou o museu do Grupo de Etnografia e Arqueologia da Lourinhã (GEAL) e o Dino Parque, onde estão expostos achados paleontológicos.

Nesta viagem a Portugal, o responsável pelo museu brasileiro desloca-se ainda a Coimbra, ao Porto e ao Museu de História Natural e da Ciência, da Universidade de Lisboa, em Lisboa.

“Espero que possa angariar bastante suporte com esta viagem que estou a fazer e, em 2022, desde que a pandemia o permita, pretendo intensificar estas viagens para outros países”, disse Kellner.

O responsável adiantou que já recebeu doações de espólio de instituições da Alemanha, Áustria, Inglaterra, Estados Unidos da América e França, sensibilizando as instituições portuguesas a seguir o mesmo caminho.

“Todos sabemos a história que nos une. No bicentenário da independência brasileira, é um momento propício para conversar”, afirmou Alexander Kellner, que admitiu que a parceria poderá passar por “ações de empréstimo de longa duração”.

“Os museus têm milhões de exemplares, muitos dos quais ficam nos porões. Em vez de ficarem no porão, podem ficar expostos no Brasil e eu acho que tanto o Brasil, como Portugal ficam mais bem servidos”, frisou.

A reconstrução do novo Museu Nacional do Rio de Janeiro é um investimento de 380 milhões de reais [cerca de 59 milhões de euros], dos quais já têm garantidos 65%, e deverá ficar concluída em 2026, estimou, depois de várias aberturas faseadas até lá, sendo a primeira a dos jardins do museu, em 2022.

Para Kellner, o Brasil quer demonstrar que “aprendeu, que [o incêndio] não vai acontecer de novo, porque este abandono da Cultura não foi bom para o país e deve servir de exemplo para todos os países do mundo”.

O projeto do novo museu está alicerçado nas “melhores normas de segurança para visitantes e técnicos e para o novo acervo”, como condição para o “Brasil merecer estas novas coleções”, acrescentou.

Na Lourinhã, as instituições locais, “desde o primeiro momento, disseram que estariam presentes e disponíveis para colaborar, dentro das disponibilidades do seu espólio”, afirmou Vital do Rosário, presidente do GEAL.

“Temos algum espólio que foi descoberto no Brasil e que está cá para ser preparado. Era uma oportunidade de devolvermos este patrimônio às origens, o que é muito bem visto na comunidade científica”, exemplificou o responsável.

Com mais de 200 anos, o Museu Nacional do Rio de Janeiro, o mais antigo patrimônio do Brasil, foi reduzido a escombros no dia 02 de setembro de 2018 por um incêndio que destruiu grande parte de seu acervo de 20 milhões de peças.

O prédio histórico, que inicialmente serviu como palácio imperial do Brasil, abrigava o maior museu de história natural da América Latina e um dos cinco maiores do gênero, no mundo. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


 

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Moçambique - Reconstrução de Cabo Delgado vai custar 300 milhões de USD

O Governo, através do Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, apresentou esta segunda-feira o Plano de Reconstrução de Cabo Delgado aos parceiros de cooperação. De acordo com o Executivo, o Plano está orçado em cerca de 300 milhões de USD, dos quais aproximadamente 200 milhões de USD serão investidos em acções de curto prazo, incluindo acções de impacto imediato. O plano será executado em três anos.

O Primeiro-Ministro explicou que as acções de curto prazo compreendem um período de um ano para sua implementação. Dentro destas acções de curto prazo, Do Rosário destacou as acções de impacto imediato, chamados “quick wins”, que dizem respeito à reposição da administração pública, unidades sanitárias, escolas, energia, abastecimento de água, saneamento, telecomunicações, vias de acesso, identificação civil, apoio psicossocial, auto-emprego, sobretudo para jovens, de entre outros.

Além de definir claramente as acções estratégicas de assistência humanitária e de reconstrução de curto e médio prazos com os respectivos orçamentos, o Primeiro-Ministro frisou que o Plano também clarifica como é feita a coordenação da implementação das actividades entre os sectores do Governo e entre estes com os parceiros tanto a nível central como a nível local.

“A nível central, gostaríamos de deixar claro que a coordenação da implementação do Plano será garantida pelo Conselho de Ministros, através dos mecanismos já existentes. Os membros do Conselho de Ministros irão se deslocar ao terreno, de forma rotativa, para acompanhar e apoiar as autoridades locais na implementação das acções de assistência humanitária e de reconstrução dos distritos do norte de Cabo Delgado”, afirmou Do Rosário.

Segundo António Carlos Do Rosário, o Plano complementa as acções que já estão a ser implementadas na província de Cabo Delgado, no âmbito do Plano Económico e Social (PES) e da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), no contexto do desenvolvimento das províncias do norte do nosso país, assim como do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) no âmbito da assistência humanitária.

Para além das acções previstas no Plano em questão, o Primeiro-Ministro explicou, durante a sua alocução, que decorrem actividades de reconstrução dos distritos devastados pelo terrorismo, localizados a norte de Cabo Delgado.

Do Rosário destacou a assistência em bens alimentares e não alimentares, incluindo kits de abrigo para as populações dos distritos de Quissanga, Nangade, Macomia, Palma e Mocímboa da Praia; retoma gradual do pagamento do subsídio social básico no âmbito da protecção social nos distritos de Nangade, Mueda, Quissanga, Ibo e Macomia; reposição da subestação de Oasse que viabilizou o restabelecimento do fornecimento de energia em Mueda, Nangade e Mocímboa da Praia; reabertura de um banco comercial em Mueda e restabelecimento da rede de telefonia móvel em Mocímboa da Praia e Palma; e a reabilitação (curso) da estrada 19 de Outubro-Quissanga Sede.

Refira-se que o distrito de Mocímboa da Praia é o mais devastado pelos ataques terroristas, neste momento, encontrando-se quase desabitado. A sua vila, por exemplo, está abandonada desde Agosto de 2020, quando os terroristas assaltaram e controlaram àquele ponto estratégico da província de Cabo Delgado. In “Carta de Moçambique” - Moçambique

 

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Moçambique - Mais da metade dos projectos de reconstrução pós-ciclones aquém das expectativas

 


Dois anos depois da passagem dos ciclones Idai e Kenneth nas regiões centro e norte do país, mais da metade dos projectos planificados, no âmbito da reconstrução, ainda estão abaixo dos 50% do nível de execução.

Dados partilhados esta quarta-feira pelo Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone Idai (GREPOC) revelam que apenas as obras de emergência e a campanha de vacinação de aves é que foram concluídas na totalidade, havendo cinco áreas, cujos projectos estão abaixo dos 50% do nível de execução e outras três áreas, cujo nível de implementação está entre os 50 e 75%.

Com o nível de execução abaixo da metade estão os projectos das áreas da saúde, educação, habitação e estradas e pontes. A nível da saúde, por exemplo, os ciclones Idai e Kenneth destruíram 89 unidades sanitárias, porém, até ao início do segundo semestre de 2021, 30 foram reconstruídas, o correspondente a 34%. O GREPOC sublinha, entretanto, terem sido concluídas parcialmente 57 Unidades Sanitárias. Para este ano, está prevista a reconstrução de 16 unidades sanitárias, sendo que duas já estão prontas.

Na área da educação, 4745 salas de aulas foram destruídas pelos dois ciclones, no entanto, até Agosto de 2021, apenas 1843 foram concluídas, o equivalente a 40%. Para 2021, o GREPOC espera reconstruir 1747 salas de aulas, sendo que 570 já foram reerguidas.

No que tange à habitação, das 190 mil casas destruídas, o GREPOC planifica reconstruir 21000, o correspondente a 11% do total das necessidades. Entretanto, das 21 mil casas planificadas, apenas 2183 já foram reconstruídas, representando 10,3%. Este ano foram programadas 4624 habitações, sendo que 1832 já foram reconstruídas.

No sector de estradas e pontes, após as obras de emergência, ficou por reconstruir 1100 metros de pontes metálicas, sendo que, até ao momento, nenhuma foi reconstruída. De acordo com o GREPOC, neste momento decorre a reconstrução de 114 metros, sendo que, até ao final do ano, os 1100 metros deverão estar concluídos. As pontes metálicas em reconstrução são as que estão sobre os rios Nacala (30 m) e Muendazi (84 m), ambas na província de Nampula.

Sector de energia com 74,3% de obras executadas

Já entre as áreas cujas obras estão acima dos 50% destaca-se o sector de energia. Aqui, dos 1345 Km de linhas de transmissão destruídos, 1000 Km já foram reconstruídos, o correspondente a 74,3%. Sublinhar que os 1000 Km foram reconstruídos em 2019, sendo que em 2020 nada foi feito. Para este ano, está prevista a reconstrução de 132 Km.

Já na área da acção social, das 185714 pessoas que necessitam de assistência, 127790 já foram assistidas, o equivalente a 69%. Para 2021, prevê-se assistir 98715 pessoas, sendo que 50561 já foram amparadas. No sector agrícola, das 433056 famílias que deviam receber sementes, 229919 já receberam, o que representa 51,8%.

A falta de fundos e de coordenação na implementação dos projectos está na origem destes números, de acordo com o GREPOC. A instituição reafirma que, para realizar todas as actividades, necessita de 3,6 mil milhões de USD, valor que ainda não foi angariado. Aliás, mesmo os 1,6 mil milhões de USD prometidos durante a Conferência de Doadores, realizada em Maio, na cidade da Beira, província de Sofala, apenas 1,2 mil milhões foram confirmados, sendo que 77% do valor é canalizado às diversas instituições e apenas 23% é que está sob gestão daquela instituição. In “Carta de Moçambique” - Moçambique


sexta-feira, 21 de maio de 2021

Timor-Leste - Religiosa portuguesa pede ajuda para a reconstrução

A religiosa portuguesa Cristina Macrino, das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima, afirmou que a “normalidade está longe de ser uma realidade” em Timor-Leste, apelando à solidariedade com a população afetada pelo temporal de abril


“O ponto da situação nas zonas mais afetadas agora é reunir meios para a reconstrução; Infelizmente a normalidade está longe de ser uma realidade. Para além de toda a destruição e perdas da calamidade do dia 4 de abril existem muitas limitações que têm de ser superadas”, referiu à Agência ECCLESIA.

A irmã Cristina Macrino exemplifica que em Díli, a capital timorense, várias organizações estão a “reunir todos os meios e esforços” para ajudar as pessoas a reconstruir as suas casas, e como são muitas famílias “tenta-se dar a cada uma pelo menos o suficiente para viver”.

A “grande barreira”, acrescenta, é grande número de pessoas infetadas com o novo coronavírus Covid-19, por isso, Díli está numa “cerca sanitária, confinamento obrigatório”, o que origina várias limitações, como não poderem circular “por todo o país com os materiais e os bens que deveriam chegar mais facilmente às famílias sem nada”.

A missionária em Timor-Leste explica que para entrarem na capital do país lusófono têm de ter uma carta escrita pelo município onde vive, “a justificar a deslocação que não deve ultrapassar três dias” e, no contexto das medidas de precaução por causa pandemia, só estão abertas as lojas de “bens essenciais, alimentação e medicamentos”.

“Estamos com uma economia muitíssimo escassa e pobre. Toda a reconstrução é lenta sem urgências, mesmo que a nosso ver existam”, acrescenta.

As Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima, através da sua fundação, estão a dinamizar uma campanha de solidariedade para adquirir alimentos, água, produtos de higiene, lonas, mosquiteiros e donativos para apoiar a reconstrução das casas, que vão ser partilhados na página ‘Por Timor um Gesto uma Dádiva’, no Facebook.

No terreno, a ajuda é encaminhada para Díli e para os distritos de Liquiçá, Manatuto e Viqueque através de várias congregações portuguesas que se uniram para dar resposta a estas necessidades imediatas, nomeadamente as Irmãs Reparadoras, as Irmãs Concepcionistas dos Pobres, as Escravas da Divina Eucaristia e da Mãe de Deus, os Franciscanos Capuchinhos e os Irmãos de São João de Deus.

“As populações agradecem e sentem alívio com os bens recebidos (alimentação, produtos de higiene e colchões) e, a partir de agora, vamos ajudar na reconstrução das casas: Um exemplo na missão dos irmãos de São João de Deus que será uma pequena parte, 80 famílias perderam as suas casas e aguardam ajuda”, indica a irmã Cristina Macrino.

Segundo a religiosa, a missão das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima está a trabalhar “normalmente num ritmo mais reduzido” e precisam de ajuda a longo prazo, o centro social apoia este ano 300 crianças e adolescentes, têm uma clínica, inaugurada a 25 de julho de 2020, e esperam também apoio para 400 famílias, “com um agregado familiar em média de 8 a 10 pessoas”.

A congregação desenvolve projetos nas áreas da educação e da saúde, apoiando cerca de seis mil pessoas, em Memo, na Diocese de Maliana, Distrito de Bobonaro. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 21 de fevereiro de 2021

Brasil - Museu Nacional do Rio de Janeiro dá mais um passo em sua reconstrução

O projeto engloba estudos arquitetônicos, de legislação, fluxos de circulação, sustentabilidade, acessibilidade, segurança e conforto ambiental para reconstrução do museu, atingido por incêndio de grandes proporções no dia 2 de setembro de 2018


A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) anunciou neste sábado (20) que a elaboração do projeto de arquitetura e restauro do Museu Nacional do Rio de Janeiro ficará a cargo do consórcio H+F Arquitetos e Atelier de Arquitetura e Desenho Urbano, vencedor de licitação realizada pelo Projeto Museu Nacional Vive. O projeto engloba estudos arquitetônicos, de legislação, fluxos de circulação, sustentabilidade, acessibilidade, segurança e conforto ambiental para reconstrução do museu, atingido por incêndio de grandes proporções no dia 2 de setembro de 2018.


“Esse novo projeto arquitetônico atenderá aos mais rigorosos padrões internacionais de acessibilidade e segurança, o que tornará o Museu Nacional uma fonte renovada de cultura e história ainda mais integrada à comunidade. No momento em que o mundo atravessa uma das crises mais difíceis de sua história, a busca por soluções conjuntas e inovadoras é imperativa para termos, no menor prazo possível, o Museu Nacional aberto para o público”, disse, em nota, a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto.


O edital contemplou ainda aspectos previstos no Programa de Revitalização do Museu, desenvolvido por servidores da instituição antes do incêndio.

“O projeto de arquitetura do seu interior encontra-se em formação, que será feito em conjunto com diversos parceiros, incluindo o Iphan, levando-se em conta o que queremos ser: um museu de História Natural e Antropologia inovador, sustentável e acessível que promova a valorização do patrimônio científico e cultural e que, pelo olhar da ciência, convide à reflexão sobre o mundo que nos cerca e, ao mesmo tempo, nos leve a sonhar. A escolha do consórcio para a realização do projeto de arquitetura é o primeiro passo decisivo nessa direção”, disse o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner.


Segundo a reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Pires de Carvalho, em 2021, está prevista a inauguração do campus de Pesquisa e Ensino do Museu Nacional e, em 2022, deve ser inaugurado o Bloco 1, com a celebração do bicentenário da Independência do Brasil.

“Nossa proposta busca o restauro não apenas do Paço de São Cristóvão, mas também do conjunto de espaços livres que o circundam, ampliando a integração do museu com a Quinta da Boa Vista e organizando um conjunto mais articulado e inclusivo”, informou o arquiteto Pablo Hereñú, do consórcio H+F Arquitetos e Atelier de Arquitetura e Desenho Urbano, que vai coordenar o desenvolvimento do projeto.

O investimento do Projeto Museu Nacional Vive nesta fase será de R$ 2695212,50. O prazo de execução das atividades contratadas é de 18 meses. In “Agência Brasil” - Brasil







quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Açores - Apresentado projecto do novo porto das Flores

Destruído pela passagem do furacão Lorenzo, o porto das Lajes das Flores deverá renascer com o triplo da área acostável, num investimento de 180 milhões de euros



Dez meses volvidos sobre a passagem do furacão Lorenzo, o presidente do Governo Regional dos Açores apresentou o projecto do novo porto das Flores.

“Não estamos a falar apenas da reconstrução do porto. Esta é uma boa oportunidade, resultante de circunstâncias trágicas, para repensar toda a área portuária. Foi essa a orientação transmitida, tendo em conta que o porto comercial das Flores é essencial para garantir as acessibilidades marítimas à ilha, mas também ao grupo Ocidental [composto pelas Flores e pelo Corvo]. É uma infra-estrutura de importância estratégica e vital”, declarou Vasco Cordeiro.

O projecto do futuro porto prevê triplicar a área acostável, através da construção de uma ponte-cais, distinta do molhe comercial, com 140 metros de comprimento, acostável dos dois lados, num investimento de cerca de 15 milhões de euros. Ainda este mês será lançado o procedimento para a contratação dessa empreitada.

Essa ponte-cais permitirá criar redundâncias, ou seja, evitar que voltem a acontecer perturbações do ponto de vista das acessibilidades marítimas às Flores, “constituindo uma segurança acrescida para que, em situações de grave perturbação, se mantenham às condições de abastecimento marítimo”, sublinhou Vasco Cordeiro.

O investimento total estimado no novo porto é de 180 milhões de euros. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 23 de maio de 2020

Timor-Leste - Governo disponibiliza material de construção a famílias afetadas por desastres naturais

Díli – A Secretaria de Estado da Proteção Civil (SEPC) disponibilizou, esta quinta-feira (21/05), materiais de construção a 1316 agregados familiares que viram as suas habitações serem danificadas na sequência de desastres naturais ocorridos em todo o território nacional entre 2019 e 2020.

Do material entregue constam, entre outros, zincos, cimento e pregos.

A entrega oficial do material de construção esteve a cargo do Secretário de Estado da SEPC, Alexandrino Araújo Xavier, do Diretor Nacional de Gestão de Riscos de Desastres Naturais (DNRDN), Agostinho Cosme Belo, e parceiros de desenvolvimento.

As famílias abrangidas por esta iniciativa são provenientes dos postos administrativos de Dom Aleixo, Nain Feto, Vera Cruz e Cristo Rei, em Díli.

A iniciativa levada a cabo pelo Governo tem como objetivo reconstruir todas as habitações que sofreram danos significativos na sequência de desastres naturais ocorridos entre 2019 e 2020.

“Efetuamos a distribuição de material de construção às famílias que residem em Díli. De acordo com o calendário, o processo de distribuição terá igualmente lugar nos restantes municípios, com exceção de Oé-Cusse”, disse o Secretário de Estado da SEPC, Alexandrino Xavier.

O governante aproveitou a ocasião para fazer um pedido de desculpas devido ao atraso da entrega do material de construção, sublinhando que a demora se deveu ao facto de o país viver em regime de duodécimos.

De acordo com os dados da SEPC, registou-se um total de 1316 habitações com estragos entre 2019 e 2020. Da lista fazem parte 332 beneficiários de Bobonaro, 200 de Díli, 156 de Baucau, 153 de Lautém, 89 de Liquiçá, 86 de Ermera, 76 de Manatuto, 68 de Manufahi, 55 de Viqueque, 43 de Ainaro, 38 de Covalima e 20 do Município de Aileu.

Após ter sido efetuado um levantamento exaustivo dos estragos em habitações provocadas por desastres naturais, uma equipa da SEPC identificou 423 casas que foram totalmente destruídas, 211 parcialmente destruídas e ainda 682 com danos ligeiros.

Com base na avaliação feita no terreno, cada família receberá um conjunto de material de construção, nomeadamente 25 sacos de cimento, 50 folhas de zinco, diversos tipos de pregos, um rolo de arame, entre outros. A SEPC disponibilizará ainda verbas aos beneficiários, sendo que 360 dólares se destinam às famílias cujas habitações sofreram danos significativos e 150 dólares atribuídas às casas que foram ligeiramente danificadas. Nelson de Sousa – Timor-Leste in “Tatoli”

quarta-feira, 18 de março de 2020

Moçambique - Um ano após o Idai, recuperação avança a conta-gotas

Quase dois milhões de pessoas correm risco de passar fome, falta de vitaminas provoca surto de doença de pele e estudantes ainda assistem aulas em tendas



Há um ano, Moçambique tenta se recuperar lentamente da passagem do poderoso ciclone Idai, que destruiu 90% da cidade portuária da Beira, capital da província de Sofala e segunda maior do país. Poucas semanas depois, Kenneth devastou Cabo Delgado com ventos de mais de 240 km/h.

Mais 1,8 milhão de pessoas foram afetadas: mais de 600 morreram e 1,6 mil ficaram feridas em Moçambique. Muitos corpos não foram recuperados.

Além das dramáticas consequências dos dois ciclones, o país enfrenta ainda chuvas irregulares, inundações e um sério conflito armado. Para piorar, a falta de recursos está comprometendo o prosseguimento dos programas de ajuda.

“A recuperação de Moçambique acontece a conta-gotas. Estamos nesta luta e ainda há muito a fazer. As necessidades são enormes e os recursos são limitados. Quase dois milhões de pessoas correm risco de passar fome”, afirmou ao G1 Espinola Caribe, que atua pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU em Beira.

Com tantos desafios, Moçambique está longe de estar preparado para a nova temporada de ciclones que se aproxima.

Mais inundações

Os ciclones atingiram Moçambique na véspera da época de colheita. Em Sofala, após a passagem do Idai, as fortes chuvas deixaram inundados mais de 7 mil quilômetros quadrados de plantações – uma área equivale a mais de quatro vezes o tamanho do município de São Paulo.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU avalia que 300 mil pessoas ligadas à agricultura de subsistência foram afetadas pelos ciclones. Então, foram distribuídas de ferramentas e sementes para que os agricultores pudessem retomar o cultivo de culturas de subsistência, como milho e feijão.

“Uma parte delas conseguiu plantar milho, arroz, amendoim, abacaxis. Trabalharam muito. Só que, infelizmente, inundações destruíram muitas plantações das províncias do centro, entre elas Sofala”, conta Espínola Caribe.

A chuva deixou mais de 10 mil hectares inundados apenas em Sofala, afetando 14,3 mil famílias. “Os mais atingidos são aqueles que cultivaram em zonas mais baixas, que são mais ricas para atividades agrícola. A maioria perdeu tudo o que plantou”, lamenta.

Como cerca de 150 mil moçambicanos, Filipe Gove, de 68 anos, passou a viver em um campo de reassentamento para as vítimas do Idai. Além de perder a sua casa, toda sua colheita e toda a sua criação, ele perdeu a nora e dois netos. Os corpos de seus parentes nunca foram recuperados.



Agravação da má nutrição crônica

A dificuldade de produzir seus próprios alimentos agrava ainda mais um velho problema que Moçambique enfrenta: a má nutrição crônica, que atinge 43% das crianças com menos de 5 anos – a taxa mais alta na África Meridional.

Além dos problemas de desenvolvimento relacionados com a desnutrição, as crianças sem uma dieta equilibrada têm apresentado déficit de vitamina B3, que provoca a descamação da pele.

“Fica parecendo uma queimadura. Essas crianças não ingerem tudo o que necessitam. Elas precisam urgente de uma dieta mais variada”, afirma Caribe.

Nas províncias atingidas pelo Idai, a situação é ainda pior. “Entre maio e dezembro de 2019, aproximadamente 4 mil casos só nos distritos mais afetados pelo Idai.”

Em caráter emergencial, a ONU fornece comida para mais de 39 mil crianças de 81 escolas primárias. No entanto, por falta de recursos, o programa que estava previsto para terminar em abril será encerrado ainda este mês.

Escolas destruídas



Na Escola Secundária de Estoril, no bairro Macuti, na Beira, pelo menos dois alunos passaram mal durante as aulas por causa da fome.

“Em novembro uma criança desmaiou em pleno exame. Fomos investigar e descobrimos que ela tinha saído de casa sem comer. A pressão da prova associada à fome provocaram o mal-estar. Já tivemos pelo menos dois casos semelhantes”, conta o diretor da escola, Ermínio Mário Herculano.

Como não se trata de uma escola primária, ela não conta com ajuda para alimentação do governo.

A escola está entre as 1,1 mil que sofreram danos com os ventos de 170 km/h que atingiram a província de Sofala na noite de 14 de março de 2019. Estima-se que mais de 2,7 mil salas de aula ficaram destruídas em Sofala.

Na Escola Secundária de Estoril, 19 salas ficaram sem telhado. Desde então, seus 4,7 mil alunos com mais de 13 anos assistem às aulas de maneira improvisada.

Apenas três salas foram recobertas com telhas que restaram em bom estado. As outras 16 estão funcionando em tendas doadas por parceiros.

Herculano conta que as tendas são pequenas. Os 90 alunos de cada sala que precisam se ajeitar como podem nos turnos da manhã e da tarde, quando o problema é ainda mais grave por causa do calor.

“Em alguns casos, ficam até três em uma mesma carteira. No horário do intervalo, eles não têm para onde ir. Por isso, a gente orienta a ficar dentro da tenda mesmo. Os alunos reclamam muito do calor, ficam transpirando”, conta o diretor.

Os computadores ficaram todos destruídos com o Idai e ainda não foram repostos. A biblioteca, que funcionava no quarto do segurança, também ficou destelhada. O pequeno cômodo de 4 metros quadrados foi recoberto com telhas recuperadas, mas nem de longe está equipada como deveria.

“Não tenho previsão de quando a nossa escola será reparada. A nossa maior preocupação”, afirmou.

Conflito em Cabo Delgado

O Programa Mundial de Alimentos da ONU estima que 170 mil pessoas precisam de assistência alimentar só na província Cabo Delgado. Além das consequências do ciclone Kenneth, a região enfrenta um violento conflito.

“O conflito começou há mais ou menos 3 anos. Só que no fim do ano passado e no começo desse ano atingiu proporções inimagináveis. Pessoas são queimadas, degoladas. O nível de violência é assustador e força as pessoas a fugir para zonas mais seguras”, afirma Caribe.

Apenas as pessoas que estão nos reassentamentos estão recebendo ajuda alimentar, mas a ONU estima que cerca de 550 mil precisariam receber algum tipo de auxílio.

"A comunidade internacional tem que estar consciente da gravidade e da urgência do problema de insegurança alimentar em Moçambique, porque as necessidades são enormes. Não podemos perder as nossas conquistas. Se a ajuda acabar, a situação vai piorar, por isso, fazemos um apelo aos doadores", afirma Caribe. Letícia Macedo – Brasil in “G1 Globo”

terça-feira, 17 de março de 2020

Portugal - Iniciativa ‘Ajude-nos a Ajudar Moçambique’ da Compal recupera três escolas em Moçambique



Ajude-nos a Ajudar Moçambique’ é uma iniciativa Compal, em parceria com a ONG Apoiar e a SIC Esperança, que surge na sequência dos ciclones que afetaram este país em março de 2019.

Sete meses após o arranque da iniciativa foram angariados mais de 116 400 euros, a partir do Compal da Terra, lançado em edição limitada em Portugal. A verba está a ser aplicada na reconstrução de três escolas em Moçambique, abrangendo 1841 crianças e jovens, na Região da Beira.

O valor vai contribuir, ainda, para alimentar e fornecer material escolar aos alunos do ensino básico destas escolas durante um ano, informa a Compal.

Foram requalificadas as Escola da Marcação e da Escola de Tundane. Foi também reconstruída a cozinha escolar da Marcação e iniciada a construção de uma cozinha na Escola de Nhampuepue, “iniciativas que irão apoiar a nível alimentar cerca de 950 crianças durante um ano. A estas atividades juntam-se a distribuição de material escolar para os beneficiários”, revela a empresa portuguesa.

Compal da Terra nasceu em Moçambique e é feito com as frutas mais apreciadas pelas pessoas naquele país – manga, ata (anona), banana e malambe. A imagem do Compal da Terra é uma homenagem à Capulana – o tradicional tecido das mulheres moçambicanas, símbolo da história e da cultura do País.

Por cada embalagem de néctar Compal da Terra vendida, a marca Compal comparticipava com um euro, a totalidade do valor de venda do produto, para apoiar o projeto de reconstrução.

Os desenvolvimentos desta iniciativa podem ser acompanhados em www.compal.pt.

Esta é uma iniciativa da Compal em parceria com a Apoiar e SIC Esperança, e que é possível com o apoio das seguintes empresas, às quais a marca Compal envia os seus agradecimentos públicos: Continente, Golo (agência de comunicação de Moçambique), Live Content, Loyal Advisory, Pingo Doce, Simple Design, Tetra Pak e Wunderman. In “Mundo Português” - Portugal

Brasil - Visitas mediadas mostram Museu da Língua Portuguesa em primeira mão



Estudantes, professores e vizinhos terão a oportunidade de visitar o Museu da Língua Portuguesa em primeira mão. Na passada quinta-feira (12) marcou o lançamento da nova etapa do programa educativo Escola, Museu e Território, com visitas mediadas aos bastidores da reconstrução, gratuitas, durante a fase de montagem da exposição principal.

O programa segue até maio e a reabertura do equipamento cultural está prevista para junho. As atividades têm como tema a “Chegança”, ato de preparar a chegada, em referência à proximidade da reinauguração. Chamadas de visitas-jogo, as atividades para as escolas conectarão crianças e jovens ao conteúdo renovado do museu, propondo interações com a narrativa da exposição principal por meio de atividades lúdicas, e serão segmentadas por faixas etárias (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio).

Atividades

Todas as quintas-feiras, o museu receberá crianças e jovens alunos de escolas, mediante agendamento (com prioridade para as escolas da região do centro). Às quintas-feiras e sábados, haverá também visitas mediadas para estudantes de EJA (Educação de Jovens e Adultos), pessoas atendidas pelos serviços de assistência social e de saúde; moradores e trabalhadores do bairro.

Em um sábado por mês, a partir de 28 de março, as visitas serão abertas ao público em geral; professores da rede pública; moradores e trabalhadores do bairro da Luz e Bom Retiro; educadores e trabalhadores dos serviços de assistência social e saúde; e profissionais de cultura. A atividade relaciona temas da exposição principal do Museu da Língua Portuguesa à diversidade linguística do entorno da Estação da Luz e contará com integrantes das comunidades migrantes que vivem na região.

A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa e seu programa Educativo Escola, Museu e Território são uma iniciativa do Governo do Estado em parceria com a Fundação Roberto Marinho e tem como patrocinador máster a EDP; como patrocinadores Grupo Globo, Grupo Itaú e Sabesp; e apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Ônibus Andante: trajeto a pé para conhecer a cidade

Assim como na primeira fase do programa, alunos das escolas da região chegarão ao equipamento cultural por meio do projeto Ônibus Andante, que propõe um trajeto a pé, aos moldes de uma “linha” de ônibus, para conectar as escolas com o museu, explorando a região, seus marcos urbanos e prédios históricos. O objetivo é despertar o olhar e o interesse das crianças e jovens pelo espaço da cidade.

Formação de professores aborda influências da língua portuguesa

O Projeto Educativo também contemplará cursos de formação de professores, com encontros semanais voltados a profissionais da rede pública, educadores e trabalhadores do serviço de assistência social, abordando temas em torno das influências da língua portuguesa no Brasil.

Em 2019, na primeira fase da ação, as atividades educativas e culturais foram promovidas no saguão da Estação da Luz e reuniram mais de 2 mil estudantes e professores. O projeto mobiliza 23 instituições de educação e 25 de cultura da região próxima ao museu, rearticulando o diálogo com jovens, educadores e comunidade da vizinhança antes da inauguração.

Museografia e conteúdo

Um dos primeiros museus do mundo totalmente dedicado a um idioma, o Museu da Língua Portuguesa celebra a língua como elemento fundador e fundamental da nossa cultura. Por meio de experiências interativas, conteúdo audiovisual e ambientes imersivos, o visitante é conduzido a um mergulho na história e na diversidade do nosso idioma.

Desde o término das obras, em dezembro de 2019, está em curso a implantação da museografia. O museu terá experiências inéditas, como “Línguas do Mundo”, que destaca 20 das mais de 7 mil línguas faladas hoje no mundo; “Falares”, que traz os diferentes sotaques e expressões do idioma no Brasil; e “Nós da Língua Portuguesa”, que apresenta a língua portuguesa no mundo, com os laços, embaraços e diversidade cultural da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Serão mantidas as principais experiências, como a instalação “Palavras Cruzadas”, que mostra as línguas que influenciaram o português no Brasil; e a “Praça da Língua”, espécie de “planetário do idioma” que homenageia a língua portuguesa escrita, falada e cantada, em um espetáculo imersivo de som e luz. In “Mundo Lusíada” - Brasil

Serviço

Programa Educativo Escola, Museu e Território

Visitas mediadas para escolas (com prioridade para as da região do centro)
Toda quinta-feira, às 8h (Educação Infantil); 9h e 14h30 (Ensino Fundamental e Médio). Até 28 de maio de 2020
Mediante agendamento
Grátis

Visitas mediadas para adultos atendidos pelos serviços de assistência social e de saúde; moradores e trabalhadores do bairro; estudantes de EJA
Às quintas-feiras e sábado. Horários: 11h; 17h e 19h30. Mediante agendamento.
Grátis

Chegança: visitas mediadas ao museu em montagem
Início: 28 de março (sábado), visitas às 10h / 11h / 12h
Distribuição de senhas uma hora antes do início da visita.
Datas: 28 de março; 25 de abril; 30 de maio de 2020
Grátis

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Brasil - Comunidade portuguesa comemora Dia do Forte São Joaquim em Roraima



A Comunidade Portuguesa Forte São Joaquim em Roraima comemorou este ano, pela segunda vez e com apoio do Exército Brasileiro, o Dia do Forte São Joaquim.

A celebração aconteceu no primeiro domingo de Setembro. O evento cívico-militar teve lugar no 6º Batalhão de Engenharia de Construção, em Boa Vista, norte do Brasil.

Marcaram presença a Vice-Cônsul De Portugal em Belém, Dra. Maria Fernanda Pinheiro e o Cônsul Honorário Humberto Figueiredo, o reitor da UFRR, Dr. Jefferson Fernandes, o comandante do exército em Roraima, General Bessa.

Também participaram representantes dos parceiros no projeto de reconstrução do Forte, de alguns presidentes de Associações Portuguesas em Manaus e da comunidade luso-brasileira, como Lúcio Flávio Vilhena da Silva, Vice Presidente do Conselho Deliberativo do Luso Sporting Club; Johnny Yuma Azevedo Amazonas, Presidente da Confraria Saberes e Sabores Luso Amazônicos e Flávio Vilhena Gonçalo da Silva , Presidente do Luso Sporting Club de Manaus.

Pela manhã, aconteceu o evento cívico-militar que se iniciou com o hastear das Bandeiras e discursos, que foram bastante enfáticos sobre o desígnio da reconstrução do Forte São Joaquim como resgate de uma história comum entre Portugal e Brasil, e exemplo para as novas gerações.

A noite, a comunidade portuguesa promoveu um jantar com pratos tipicamente portugueses, fechando a comemoração com chave de ouro.

Fundada recentemente, a Comunidade Portuguesa de Roraima é uma associação que completou apenas um ano no último mês de Abril.

“Quando procuramos um símbolo para a Comunidade, surgiu a ideia do Forte São Joaquim, visto que era um registro da presença portuguesa em Roraima e representaria tão bem a ligação Portugal/Brasil” divulgou a associação.

Inicialmente a ideia era homenagear o Forte, que na sua fundação teve intuito de assegurar a extensão territorial daquela região. Posteriormente os diretores da associação pensaram em reconstruir ou fazer uma réplica, e se uniram num projeto de recuperação do forte em ruínas, construído no século XVIII por Portugal.

Esse projeto tem mobilizado a comunidade portuguesa e uma importante rede de parceiros, a Universidade Federal, o IPHAN, o IHGERR e o Exército Brasileiro.

“A nossa principal intenção é não deixar esquecer a presença portuguesa em Roraima, que tem como seu símbolo máximo o Forte São Joaquim pela importância que teve para a defesa e definição do território continental Brasileiro, pois este é o Forte construído mais a norte do Brasil”. In “Mundo Lusíada” - Brasil