Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 28 de setembro de 2021

Moçambique - Reconstrução de Cabo Delgado vai custar 300 milhões de USD

O Governo, através do Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, apresentou esta segunda-feira o Plano de Reconstrução de Cabo Delgado aos parceiros de cooperação. De acordo com o Executivo, o Plano está orçado em cerca de 300 milhões de USD, dos quais aproximadamente 200 milhões de USD serão investidos em acções de curto prazo, incluindo acções de impacto imediato. O plano será executado em três anos.

O Primeiro-Ministro explicou que as acções de curto prazo compreendem um período de um ano para sua implementação. Dentro destas acções de curto prazo, Do Rosário destacou as acções de impacto imediato, chamados “quick wins”, que dizem respeito à reposição da administração pública, unidades sanitárias, escolas, energia, abastecimento de água, saneamento, telecomunicações, vias de acesso, identificação civil, apoio psicossocial, auto-emprego, sobretudo para jovens, de entre outros.

Além de definir claramente as acções estratégicas de assistência humanitária e de reconstrução de curto e médio prazos com os respectivos orçamentos, o Primeiro-Ministro frisou que o Plano também clarifica como é feita a coordenação da implementação das actividades entre os sectores do Governo e entre estes com os parceiros tanto a nível central como a nível local.

“A nível central, gostaríamos de deixar claro que a coordenação da implementação do Plano será garantida pelo Conselho de Ministros, através dos mecanismos já existentes. Os membros do Conselho de Ministros irão se deslocar ao terreno, de forma rotativa, para acompanhar e apoiar as autoridades locais na implementação das acções de assistência humanitária e de reconstrução dos distritos do norte de Cabo Delgado”, afirmou Do Rosário.

Segundo António Carlos Do Rosário, o Plano complementa as acções que já estão a ser implementadas na província de Cabo Delgado, no âmbito do Plano Económico e Social (PES) e da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), no contexto do desenvolvimento das províncias do norte do nosso país, assim como do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) no âmbito da assistência humanitária.

Para além das acções previstas no Plano em questão, o Primeiro-Ministro explicou, durante a sua alocução, que decorrem actividades de reconstrução dos distritos devastados pelo terrorismo, localizados a norte de Cabo Delgado.

Do Rosário destacou a assistência em bens alimentares e não alimentares, incluindo kits de abrigo para as populações dos distritos de Quissanga, Nangade, Macomia, Palma e Mocímboa da Praia; retoma gradual do pagamento do subsídio social básico no âmbito da protecção social nos distritos de Nangade, Mueda, Quissanga, Ibo e Macomia; reposição da subestação de Oasse que viabilizou o restabelecimento do fornecimento de energia em Mueda, Nangade e Mocímboa da Praia; reabertura de um banco comercial em Mueda e restabelecimento da rede de telefonia móvel em Mocímboa da Praia e Palma; e a reabilitação (curso) da estrada 19 de Outubro-Quissanga Sede.

Refira-se que o distrito de Mocímboa da Praia é o mais devastado pelos ataques terroristas, neste momento, encontrando-se quase desabitado. A sua vila, por exemplo, está abandonada desde Agosto de 2020, quando os terroristas assaltaram e controlaram àquele ponto estratégico da província de Cabo Delgado. In “Carta de Moçambique” - Moçambique

 

domingo, 8 de agosto de 2021

Moçambique – Forças armadas moçambicanas recuperam a vila de Mocímboa da Praia

Mocímboa da Praia – As forças de segurança de Moçambique e do Ruanda recuperaram hoje a vila portuária de Mocímboa da Praia, no norte do país e anteriormente capturada pelos rebeldes, anunciou o exército ruandês.

“A vila portuária de Mocímboa da Praia, um grande bastião da insurgência há mais de dois anos, foi capturada pelas forças de segurança moçambicanas e ruandesas”, pode ler-se numa publicação das Forças de Defesa do Ruanda no Twitter.

A mesma publicação relembra que a vila, alvo de uma operação de recuperação por parte de Maputo e Kigali durante a última semana, “também incorpora a Sede de Distrito e o aeroporto”.

A Lusa tentou contactar um porta-voz do exército ruandês, mas até agora sem sucesso.

A vila costeira de Mocímboa da Praia, por muitos apontada como a “base” dos insurgentes, é uma das principais do norte da província de Cabo Delgado, situada 70 quilómetros a sul da área de construção do projecto de exploração de gás natural conduzido por várias petrolíferas internacionais e liderado pela Total.

A vila tinha sido invadida e ocupada durante um dia por rebeldes em 23 de Março do ano passado, numa acção depois reivindicada pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico, e foi, em 27 e 28 de Junho daquele ano, palco de longos confrontos entre as forças governamentais e os grupos insurgentes, o que levou à fuga de parte considerável da população.

As Forças de Defesa e Segurança de Moçambique contam, desde o início do mês, com o apoio de mil militares e polícias do Ruanda para a luta contra os grupos armados, no quadro de um acordo bilateral entre o Governo moçambicano e as autoridades de Kigali.

Grupos armados aterrorizam a província de Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Na sequência dos ataques, há mais de 3100 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, segundo as autoridades moçambicanas. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

 

sábado, 15 de agosto de 2020

Moçambique – ONU “profundamente preocupada” com violência em Cabo Delgado



As Nações Unidas estão “profundamente preocupadas” com a violência armada e a escalada do conflito na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.

Falando a jornalistas esta sexta-feira, o porta-voz do secretário-geral destacou a situação no distrito de Mocímboa da Praia. Segundo as agências de notícias, partes desta vila foram palco de ataques, causando mortos, após confrontos com soldados moçambicanos.

Violência

O porta-voz disse que a ONU também está preocupada com “questões de direitos humanos e a situação humanitária que a violência está a criar.”

Segundo Stephane Dujarric, “violência, assassinatos, desaparecimentos forçados, sequestros e outras violações contra civis devem acabar.” Afirmou ainda que “os responsáveis devem ser levados à justiça.”

Para as Nações Unidas, “é vital alcançar as pessoas afectadas pela violência com assistência e protecção que salvam vidas.”

A organização está a apelar a todos os envolvidos para garantir que as agências humanitárias tenham acesso seguro, desimpedido e imediato para apoiar os civis afectados.

Segundo as agências de notícias, nos últimos meses, os confrontos entre militares moçambicanos e grupos armados têm sido frequentes. ONU News – Nações Unidas

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Moçambique – Aeródromo de Mocímboa da Praia reabilitado

O Governo moçambicano não vai reduzir os pontos de entrada de aeronaves que fazem voos internacionais de e para o País, anunciou na passada segunda-feira, 12 de Fevereiro, o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita.

Falando na cerimónia da reabertura do Aeródromo de Mocímboa da Praia para o tráfego internacional não regular, Mesquita justificou a posição do Governo de manter os pontos de entrada aérea no País, pela necessidade de atender às demandas específicas de desenvolvimento, geradas nas diferentes regiões do País.


“A abertura de Mocímboa da Praia como mais um ponto de entrada é uma demonstração clara de que o Governo assume que o País ainda não está em condições de reduzir os pontos de entrada, dada a necessidade de atender as dinâmicas do desenvolvimento nos diversos pontos do País, por isso, reitero uma vez mais, que o Governo não vai reduzir os pontos de entrada no País”, disse Mesquita.

Esta posição põe termo ao debate que fluía sobre a necessidade da redução dos actuais nove pontos de entrada, nomeadamente os aeroportos de Maputo, Inhambane, Vilanculos, Beira, Tete, Lichinga, Nampula, Nacala e Pemba, para apenas três, designadamente Maputo, Beira e Nacala.

Falando, especificamente, sobre o impacto da reabertura de Mocímboa da Praia ao tráfego internacional, Mesquita sublinhou que esta decisão visa facilitar o acesso à região norte da província de Cabo Delgado, a partir do exterior, respondendo deste modo a crescente demanda deste serviço, impulsionado pelo desenvolvimento da indústria de hidrocarbonetos, que está a fluir na Bacia do Rovuma, bem como o turismo internacional.

Na componente da indústria de hidrocarbonetos, espera-se que Mocímboa da Praia passe a ser um nó logístico fundamental para o transporte aéreo dos equipamentos e prestação de serviços necessários para a construção e desenvolvimento das plataformas do Gás Natural Liquefeito (GNL) e seus derivados.

Na dinamização do Turismo, com a reabertura deste aeródromo espera-se dar resposta à preocupação dos operadores turísticos, que antes precisavam de ir a Pemba para cumprir com as formalidades oficiais de fronteira, passando a dispor de um serviço local e próximo, o que vai tornar os serviços mais competitivos e atractivos.

“Assim, exortamos a todos os intervenientes da cadeia produtiva desta região, sobretudo, os operadores aereoportuários e do ramo do turismo, agências de viagem e outros, para que se organizem para a exploração cabal do potencial gerado pelo tráfego aéreo internacional agora disponível em Mocímboa da Praia”, disse Carlos Mesquita.

Para o governador de Cabo Delgado, a reabertura do Aeródromo de Mocímboa da Praia ao tráfego internacional representa uma oportunidade ímpar para a dinamização do desenvolvimento de Mocímboa da Praia e do Norte de Cabo Delgado. Exortou igualmente ao Governo Distrital e às autoridades municipais locais para a conservação da infra-estrutura, evitando construções no perímetro do aeródromo, entre outras práticas que possam minar o bom funcionamento daquela infra-estrutura.

Para a reabertura ao tráfego internacional, o Aeródromo de Mocímboa da Praia beneficiou de melhorias significativas, através dum investimento de cerca de 24 milhões de Meticais que permitiram a ampliação do perímetro de vedação, melhoria do estado da pista de aterragem e respectivos caminhos de circulação, iluminação, sinalização, comunicações e outras intervenções que vão conferir melhor qualidade e segurança à aeronavigabilidade.

Em Cabo Delgado, o ministro dos Transportes e Comunicações inteirou-se do ritmo de implementação dos principais Projectos do sector na Província e visitou, igualmente, as obras de montagem do emissor local, no quadro do projecto de migração de radiodifusão analógica para digital. In “Fim de Semana” - Moçambique