Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Porto de Suape. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Porto de Suape. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 14 de maio de 2019

Brasil - Porto de Suape ganha primeiro serviço expresso de cabotagem no Brasil



Em junho, o Porto de Suape recebe o primeiro serviço expresso de cabotagem de contêineres no Brasil, a partir do início da operação de uma nova rota direta para o Porto de Santos. O serviço Supex (Suape Express) terá frequência semanal, diminuindo o transit time (tempo de trânsito) para três dias e sem parar em outro porto. Nas rotas atuais, o tempo de conexão entre os dois portos chega a oito dias na subida e quatro dias na descida, dependendo da linha de navegação e da companhia. O novo serviço de cabotagem será realizado pela Mercosul Line, empresa subsidiária do Grupo CMA CGM, o quarto maior armador de contêineres do mundo e que já opera outras duas rotas de cabotagem em Suape. O navio da nova rota tem capacidade de transportar até 1300 TEUs.

“O nosso novo serviço de cabotagem Supex será implantado em adição às nossas duas linhas marítimas existentes: BRACO e PLATA. Esse serviço shuttle vai favorecer nossos clientes a atingirem novas ambições de otimização da cadeia de suprimentos. Otimizar os fluxos, custos e o tempo deles com uma frequência adicional e um lead time intermodal aprimorado será mais do que nunca nosso principal objetivo. O posicionamento estratégico deste corredor central (trecho de 2700 quilômetros) na costa brasileira permitirá aumentar a conectividade entre o Sul/Sudeste e o Nordeste do País”, explica Peter Verheijen, vice-presidente de Trade e Sales da Mercosul Line.

Segundo o executivo, a rota Supex contribui para um tráfego rodoviário mais seguro. “Supex trará forte eficiência para um ambiente sustentável, sabendo que o modal marítimo emite cinco vezes menos dióxido de carbono / tonelada / quilômetro transportado em comparação ao modal rodoviário. Nossa previsão é que cerca de dois mil caminhões por semana e 280 milhões de quilômetros por ano de tráfego rodoviário sejam de fato retirados dos principais corredores logísticos no Brasil”, reforça.

“Esse novo serviço expresso entre Santos e Suape reforça a vocação do porto pernambucano como hub de distribuição para as regiões Norte e Nordeste”, declara o presidente de Suape, Leonardo Cerquinho. A nova rota vai incrementar o uso da cabotagem para escoamento de cargas entre o Norte/Nordeste e Sul/Sudeste do país.

O serviço Suape Express (Supex) contará com escalas semanais nos dois sentidos (Suape – Santos - Suape), ou seja, o navio vai e volta carregado. No porto pernambucano, a embarcação atracará no Tecon Suape. A Mercosul Line espera oferecer aos clientes uma alternativa ao transporte rodoviário, atingindo grande número de destinos terrestres conectados por vias ferroviárias ou rodoviárias. No Brasil, além de Santos e Suape, a Mercosul Line também opera nos portos de Rio Grande (RS), Paranaguá (PR), Itajaí (SC), Itaguaí (RJ), Salvador (BA), Pecém (CE) e Manaus (AM).

"Estamos felizes em receber esse novo serviço da Mercosul Line. Ele responde à demanda crescente de transporte de carga nacional por via aquaviária. O potencial de crescimento de volume é enorme. Além disso é uma grande oportunidade para Suape reforçar sua posição estratégica, desta vez como distribuidor de cargas nacionalizadas para o Nordeste do Brasil", comemora o presidente e CEO do Tecon Suape, Javier Ramirez.

Conectado aos principais portos no mundo, Suape é líder na movimentação de contêineres nas regiões Norte e Nordeste do país e movimentou 454,7 mil TEUs em 2018. Lidera o ranking nacional de transporte de cabotagem entre os portos públicos do Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Suape encerrou o ano de 2018 na 5ª posição na movimentação portuária entre os 30 portos públicos brasileiros. In “Portos e Navios” Brasil

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Itália - Quer reforçar as parcerias com o Brasil, fortalecendo a indústria naval

Ministra da defesa da Itália e representantes do Grupo Fincantieri vieram a Pernambuco reforçar a disposição em construir as embarcações no Estaleiro Vard Promar, em Suape




A ministra da Defesa da Itália, Elisabetta Trenta, está no Recife para reforçar o interesse italiano na licitação que prevê a construção de quatro corvetas para a Marinha do Brasil. A ideia é construir os navios por meio do Grupo Fincantieri, que detém o Estaleiro Vard Promar, no Complexo Industrial e Portuário de Suape, e foi apresentada ao governador Paulo Câmara e a representantes da indústria pernambucana em uma tentativa de angariar parcerias para melhorar o projeto apresentado à Marinha.

Elisabetta veio acompanhada do embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, e também de executivos do Grupo Fincantieri. Entre eles, o presidente do grupo Stelio Vaccarezza; a vice presidente de vendas, Sabrina Sanguineti; e o presidente-executivo do Vard Promar, Guilherme Coelho. A comitiva visitou o estaleiro no início da manhã desta quarta-feira (23), depois se reuniu com representantes do setor industrial na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e almoçou com o governador Paulo Câmara, que deu as boas vindas oficiais ao grupo.

“O governo italiano quer reforçar as parcerias com o Brasil, fortalecendo a indústria naval. E, se tivermos a colaboração do governo neste projeto, podemos desenvolver novas capacidades e criar novos postos de trabalho qualificado no setor naval de Pernambuco”, afirmou a ministra italiana na Fiepe. Ela lembrou que a construção das corvetas pode gerar até cinco mil empregos diretos e indiretos em torno do Vard Promar, que, hoje, emprega menos de 200 pessoas.

Presidente do Grupo Fincantieri, Stelio Vaccarezza explicou que o projeto das corvetas é a atual prioridade da empresa. Afinal, o projeto garantiria trabalho por oito anos para o Vard Promar, que hoje faz apenas reparação de navios por conta da falta de encomendas de novas embarcações. Ele garantiu, por sua vez, que caso as corvetas não venham para o Estado, não há projeções de encerrar as atividades do estaleiro pernambucano. “Somos o terceiro maior grupo naval do mundo. E estamos aqui para ficar”, afirmou, dizendo que outros projetos estão sendo negociados para o Vard Promar.

Corvetas

O projeto de construção de quatro corvetas da classe Tamandaré para a Marinha do Brasil foi anunciado no fim de 2017 e está orçado em US$ 1,6 bilhão. Desde então, está em processo licitatório. O Grupo Fincantieri e o Vard Promar estão na fase final desse edital com outros três consórcios. Este é o único grupo, contudo, que pretende construir as embarcações em Pernambuco. O resultado desse processo está previsto para o fim de março. Por isso, se ganhar a licitação, o Vard Promar projeta iniciar a construção das corvetas em meados de 2020, depois de um ano destinado à elaboração dos projetos da obra. Marina Barbosa – Brasil in “Folha de Pernambuco”

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Brasil - Chineses demonstram interesse em investir na Ferrovia Transnordestina e no Terminal de Minérios do Porto de Suape


Em viagem a São Paulo nesta semana, o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Carlos Vilar, reuniu-se com Lin Li, CEO da gigante CCCC (China Communications Construction Company), e os diretores Eduardo Viegas, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios, e Helder Dantas, diretor executivo, para retomar as negociações com o grupo chinês quanto ao interesse em investir no Porto de Suape. Os empresários chineses se disponibilizaram a iniciar as tratativas sobre a conclusão da Ferrovia Transnordestina, no trecho Salgueiro-Suape, uma vez que o grupo também pretende concorrer para construir o terminal de minérios, cuja viabilidade do projeto depende do funcionamento da ferrovia.

Em reunião anterior, quando estiveram na sede do porto pernambucano, o presidente Vilar apresentou o projeto do futuro terminal de minérios. “Nós não podemos ficar parados, esperando que o empresário procure o porto. Vi que eles já haviam feito uma avaliação, entre 2010 e 2012, por meio de uma empresa pertencente ao mesmo grupo, sobre esse projeto, mas que ficou parada muito em função da não conclusão da Transnordestina”, disse Vilar.

De acordo com o presidente, Suape está aberto às negociações e aos investimentos do grupo chinês que já atua neste setor no Brasil há algum tempo, a exemplo do Porto de São Luís, no Maranhão, e as recentes negociações com o Terminal Graneleiro de Babitonga (TGB) em São Francisco do Sul (SC), com investimentos de R$ 1 bilhão.

Em Pernambuco, há uma enorme preocupação quanto à retomada dos trabalhos para a conclusão da Ferrovia Transnordestina e a chegada ao seu destino no estado, que é o Porto de Suape. Segundo o novo cronograma da obra, divulgado pela concessionária Transnordestina Logística (TLSA), será priorizado o trecho Piauí-Porto de Pecém (CE), com término previsto para 2021, enquanto que o trecho Salgueiro-Suape só seria concluído em 2027. Na avaliação do presidente Vilar, isso inviabiliza investimentos tanto do setor público quanto privado no porto pernambucano, com perdas incalculáveis para a economia e o desenvolvimento socioeconômico do estado.

“Suape está pronto para lutar sem medir esforços para conseguir que a Transnordestina seja concluída também na parte que contempla o complexo industrial portuário do estado. Devemos nos reunir nos próximos dias com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro para discutir as demandas do porto e, principalmente, buscar ajuda quanto a esta questão da ferrovia”, concluiu Vilar.

Para o CEO do grupo CCCC, Lin Li, essas negociações com o governo são importantes para viabilizar todo e qualquer investimento. Será necessário, ainda, procurar o grupo de mineradoras instaladas no Estado do Piauí, de onde deverão partir os trens com o minério - carga que justificaria o investimento - com destino à ilha de Cocaia em Suape, onde deverá ser construído o terminal, numa área de aproximadamente 75 hectares. Lin Li sinalizou forte interesse em concretizar a parceria com Porto de Suape.

Ao fim do encontro, o presidente Carlos Vilar se viu otimista quanto à reunião e o avanço da retomada das negociações com os chineses. Segundo ele, há um positivismo a partir do novo governo, tanto estadual, com a renovação do mandato do governador Paulo Câmara, quanto na esfera federal, com o governo Jair Bolsonaro, no qual acredita que vai colaborar com a abertura necessária aos investimentos nos portos brasileiros, e Suape se encontra inserido nesse contexto. In “Complexo Industrial Portuário de Suape” - Brasil

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Brasil - Suape: quatro décadas de impulso à economia

Suape é considerado um porto estratégico para a atração de investimentos porque está a no máximo 800 quilômetros de distância de seis capitais, cinco aeroportos e dez portos internacionais



Quem circula pelo território de Suape não tem a dimensão de onde começa nem de onde termina o complexo. “Suape é um mundo.” É o que se costuma dizer por lá. Com 13,5 mil hectares distribuídos entre os municípios do Cabo de Santo Agostinho e de Ipojuca, no Grande Recife, o porto-indústria ocupa uma área equivalente a três cidades do tamanho de Olinda. Acomoda 100 indústrias de dez setores, contabiliza R$ 50 bilhões em investimentos privados, emprega 22 mil pessoas, movimenta mais de 23 milhões de toneladas de cargas por ano, abriga uma população de 4,8 mil famílias, tem uma área de preservação ambiental equivalente a 7,9 mil campos de futebol e guarda equipamentos histórico-culturais em suas terras. A instalação de Suape, que completa 40 anos, contribuiu para transformar uma região de economia tradicionalmente sucroalcooleira no maior polo de atração de investimentos de Pernambuco. Mas o mundo de Suape ainda tem espaço para crescer e desafios a enfrentar se quiser se tornar competitivo em âmbito internacional e ser percebido mundialmente.

O ex-governador Eraldo Gueiros, que lançou a pedra fundamental do porto-indústria, já vislumbrava que o complexo se transformaria no motor da economia do Estado. Em homenagem ao gestor, o empreendimento foi batizado de Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros. Hoje, Suape contribui com 5% do Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco e continua sendo aposta para o futuro da economia estadual. “Não se imagina o desenvolvimento do Estado sem passar por Suape. O Plano Diretor do complexo (com horizonte até 2030) prevê um amplo projeto de expansão, mas isso depende da devolução da autonomia aos Estados para que possam realizar licitações de novos terminais. Desde 2013, com a nova Lei dos Portos, essas concessões ficaram a cargo do governo federal e estagnou a expansão portuária no País”, observa o presidente de Suape, Carlos Vilar. Com 43 anos de experiência no setor, o economista e sertanejo de Itapetim assumiu o comando do complexo há quatro meses, com o desafio de reorganizar a operação portuária.

Plano Diretor

O Plano Diretor de Suape dividiu o complexo em quatro áreas (portuária, industrial, de serviços, de preservação ecológica e de preservação cultural), com espaços estrategicamente definidos para cada tipo de operação. Na Zona Industrial, se instalam empresas de acordo com seu perfil de negócio (alimentos e bebidas, energia, naval, petroquímica, plásticos). “Isso é feito para criar sinergias e evitar que uma indústria de alimentos, por exemplo, fique do lado de um estaleiro”, explica Vilar.

Na Zona Portuária, ficam as companhias de logística, o parque de tancagem e o polo naval. “A área de preservação ecológica responde por 59% do território total de Suape. Isso foi um compromisso do Plano Diretor para garantir sustentabilidade ao porto”, complementa. Na Zona de Preservação Cultural, estão equipamentos como o Engenho Massangana e o Parque Armando Holanda. Um dos projetos do gestor do porto é fazer parcerias com outras secretarias e órgãos do Estado para ajudar a administrar esses espaços.

A Zona Central de Serviços abriga o prédio onde funciona a administração de Suape e também terá equipamentos como shopping, hotel, restaurantes e salas empresariais. “A expectativa era de que esses empreendimentos já estivessem funcionando para garantir uma infraestrutura de serviços aos empresários interessados em resolver seus negócios e ficar dentro do porto, ao invés de ter que voltar para o Recife. Mas a crise freou esse processo e a empresa responsável pela construção (Queiroz Galvão) pediu extensão do prazo”, justifica Vilar.

Reconhecido como o mais importante porto-indústria do Nordeste, Suape é considerado um porto estratégico para a atração de investimentos porque está a no máximo 800 quilômetros de distância de seis capitais, de cinco aeroportos e de dez portos internacionais. Além disso, está localizado numa região que concentra 46 milhões de habitantes e 90% do PIB do Nordeste. No rol de vantagens competitivas também estão a profundidade dos portos interno e externo, que varia de 12 a 20 metros, as certificações internacionais e o prédio de autoridade portuária, que concentra órgãos necessários ao processo de desembaraço de cargas.

Combustíveis lideram movimentação de cargas no porto-indústria

A Petrobras inaugurou a movimentação de cargas do Porto de Suape em 1983, com o desembarque de um carregamento de álcool. De lá para cá, o complexo foi se consolidando como um polo de movimentação de combustíveis e hoje ocupa a liderança nacional na atividade entre os portos públicos. Das 23,8 milhões de toneladas movimentadas no ano passado, 74% foram desse tipo de carga. O crescimento acelerado do setor e a liberação para a importação de combustíveis, a partir de 2015, provocou um déficit no parque de armazenagem dos portos brasileiros e exigiu investimentos na expansão dos pátios de tancagem. A greve dos caminhoneiros, em maio deste ano, fez entender que Suape é um “porto movido a combustíveis e gás de cozinha”. É do complexo que saem os produtos para abastecer todo o mercado nordestino.

Instalada em Suape desde 2000, a Pandenor acabou de concluir um investimento de R$ 80 milhões para ampliar de 24 para 32 seu número de tanques de armazenamento, expandindo a capacidade de armazenamento de 24 mil m³ para 60 mil m³. “Quando o dólar estava em baixa e os preços do petróleo atrativos, as importações chegaram a representar 50% da nossa movimentação. Mas, com a valorização da moeda sobre o real, o cenário mudou e as importações caíram para algo entre 15% e 20%”, diz o superintendente da empresa, Paulo Perez Filho, acreditando que as importações podem voltar a crescer em breve. No vácuo da Pandenor, as demais companhias de tancagem do porto (Decal, Temape e Tequimar) também estão ampliando suas operações, totalizando investimento de R$ 540 milhões e com conclusões das expansões previstas para entre 2020 e 2022. Com o aumento, o parque de tancagem do complexo vai passar de uma capacidade de 700 mil para 1 milhão de metros cúbicos.

Além do avanço das importações, a entrada em operação da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em novembro de 2014, turbinou a movimentação de combustíveis em Suape, sobretudo de óleo diesel. Se em 2014 a movimentação total estava na casa das 15 milhões de toneladas, no ano seguinte já chegou perto das 20 milhões e continua em escala crescente. Isso porque a Rnest sequer completou seu projeto total de implantação, previsto para processar 230 mil barris de petróleo por mês, e hoje transforma apenas 100 mil barris por dia.

O complexo também tem sido decisivo para implantação de grandes empreendimentos do Estado, que não necessariamente ficam na área do porto, mas impactam o terminal. É o caso da instalação da montadora da FCA/Jeep, em Goiana (extremo norte do Grande Recife), que ocupa a liderança no ranking das empresas exportadoras de Pernambuco e incluiu Suape como um dos critérios para optar pelo Estado. Em 2017, o embarque de veículos chegou a 80.080 unidades, registrando crescimento de 46% sobre o ano anterior. De janeiro a setembro, o número é de 49.773 veículos.

As cargas conteinerizadas também estão entre as principais movimentações de Suape. Embora a crise e a alta do dólar tenham desaquecido temporariamente o setor, o Tecon Suape (controlado pela empresa filipina ICTSI) escolheu Suape para expandir sua atuação para o Brasil desde 2001. “O Tecon é um dos principais ativos desse porto, que tem 40 anos de história e uma trajetória de crescimento que acompanha o desempenho do Brasil. Suape é um porto estratégico e vai continuar a crescer”, acredita o presidente do Tecon, Javier Ramirez. Adriana Guarda – Brasil in “Jornal do Commercio”

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Brasil – Porto de Suape registra recorde na movimentação de contêineres


Julho foi um excelente mês para a movimentação de contêineres no Porto de Suape. Pela primeira vez, desde outubro de 2011, o atracadouro ultrapassou os 40 mil TEU em um único mês. Com isso, Suape segue firme no caminho para bater o recorde anual na movimentação de contêineres, registrado naquele mesmo ano (434 mil TEU). Os produtos são movimentados no Tecon Suape, terminal privado instalado no atracadouro pernambucano.

O crescimento foi puxado pelas operações de cabotagem, que contabilizaram aproximadamente 27,7 mil TEU, seguido pelas importações, com aproximadamente 8,8 mil TEU. As exportações chegaram a 3,6 mil TEU. Em peso bruto, a movimentação alcançou 469.349 toneladas e em unidades, 24.734 contêineres.

Em julho de 2016, o registro da movimentação foi de 33.247 TEU.

“Comemoramos a notícia e estamos otimistas com os dados registrados. Temos a movimentação de graneis líquidos como carro-chefe e, por isso, é importante que alcancemos resultados expressivos nas demais cargas. Esse dado mostra que podemos diversificar nossas operações e que estamos sendo bem avaliados por grandes empresas marítimas que escolhem atracar seus navios em nosso porto”, ponderou o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Marcos Baptista. 

Semestre

Os números da movimentação de contêineres também foram expressivos no primeiro semestre. De janeiro a junho de 2017, o porto pernambucano cresceu 22,9% na movimentação deste tipo de carga, quando registrou 220.305 mil TEU movimentados, ante 179.260 mil TEU do mesmo período em 2016. A marca entra para os maiores recordes já registrados desde o início da operação do Tecon Suape em 2002.

No semestre, o incremento na movimentação se deveu, principalmente, às operações de cabotagem, que contabilizaram 154.438 mil TEU. As importações também registraram números significativos, com 47.940 TEU, seguido pelas operações de exportação com 17.927 TEU.

Entre as principais mercadorias movimentadas entre as cargas conteinerizadas estão os plásticos que lideram a lista com 451.995 mil toneladas; seguido pelos cereais com 240.998 mil toneladas; produtos químicos e orgânicos com 166.510 mil toneladas. Na sequência aparecem ferro fundido e aço com 119.166 mil toneladas; sal, enxofre, cal e cimento com 112.632 mil toneladas; bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres com 89.047 mil toneladas, entre outros. No total, o porto registrou a movimentação de 2.576.897 toneladas no primeiro semestre de 2017.

Portos públicos

No cenário nacional, Suape se manteve em 4º lugar entre os principais portos públicos na movimentação de contêineres nos seis primeiros meses do ano, com 220 mil TEU. Em 1º lugar está o Porto de Santos com 1.391.101 TEU movimentados, seguido pelo Porto de Paranaguá com 357 mil TEU e, Rio Grande com 345 mil TEU. In “Portos e Navios” - Brasil

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Brasil – Porto de Suape exporta automóveis para o México

O Porto de Suape tem se consolidado como hub port para operações com veículos, cargas consideradas de alto valor agregado no mercado. No início de abril, a montadora Jeep iniciou uma nova estratégia de mercado com as exportações para o México do Jeep Renegade fabricado em Goiana (PE). Neste mês já foram enviados 2041 carros da marca para o país. Os veículos estão saindo diretamente do atracadouro pernambucano que já vem realizando operações de exportação dos carros da Fiat e da Jeep, do grupo Fiat Chrysler Automobiles, para países como a Argentina, Costa Rica, Panamá, Peru, Uruguai e Chile desde 2015. Em 2016 a montadora enviou 348 veículos para o México com o objetivo de apresentar o carro em feiras de automóveis e também ser avaliado em testes drive.

Abril também foi marcado pela realização do maior embarque de veículos num único navio recebido no Porto de Suape. A embarcação Nocc Oceanic, de bandeira das Ilhas Marshall, recebeu o embarque recorde de 2.886 veículos para exportação, das fábricas da Jeep (PE) e Fiat (MG), com destino ao México e Costa Rica. No mesmo navio, foram importados veículos da GM provenientes do México. A operação durou 23 horas e envolveu 200 pessoas em três turnos.

As operações de veículos cresceram 31% no 1º trimestre de 2017 em comparação ao mesmo período de 2016 no Porto de Suape. No total, já passaram pelo porto 10698 veículos das montadoras General Motors, Toyota, Fiat e Jeep nos três primeiros meses do ano. Desse total, 8338 foram exportados, superando os números de importação que registraram 2360 veículos.

O sucesso das operações portuárias está atrelado diretamente à capacidade que o Porto possui para receber esses carros e abrigá-los em uma área segura. Em 2014, Suape ampliou o Pátio Público de Veículos de 3,7 para 18,7 hectares e capacidade para movimentar 250 mil veículos por ano. Mais de 70 pessoas estão envolvidas em todo o processo de logística na movimentação deste tipo de carga, incluindo profissionais da administração do Complexo de Suape, órgãos anuentes, trabalhadores portuários do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) Suape e empresas de logística.

De janeiro a março de 2017, 16 navios cargueiros do tipo Roll on/Roll off popularmente conhecido como “ro-ro”, que transportam especificamente automóveis, atracaram em Suape. Em 2016 foram 63 atracações em comparação a 28 navios recebidos durante todo o ano de 2015, registrando o crescimento de 125% na movimentação de navios com este perfil. Operam em Suape navios dos armadores K Line, Wallenenius e NYK. Jéssica Lima – Brasil in “Suape”

sexta-feira, 13 de março de 2015

Brasil - Complexo de Suape inicia 2015 com recordes históricos

O Complexo Industrial Portuário de Suape inicia o ano com dois recordes históricos. O faturamento do Porto no mês de janeiro foi de R$ 11,7 milhões, o maior valor já arrecadado num único mês e que ultrapassou em 34% o faturamento de janeiro de 2014, quando Suape arrecadou R$ 8,7 milhões. O aumento do volume de cargas movimentadas é um dos principais motivos para esse crescimento. Em janeiro, Suape movimentou 1,52 milhão de toneladas de cargas, 16,03% a mais que o mesmo período de 2014, quando passaram pelo Porto 1,31 milhão de toneladas, e 3,04% superior ao último recorde mensal, que havia sido de 1,47 milhão de toneladas em dezembro passado.

O crescimento foi puxado pela movimentação de granéis líquidos que somou 1,03 milhão de toneladas, contra 763 mil toneladas no primeiro mês do ano passado, representando um aumento de 35% desse tipo de mercadoria. Sessenta e quatro por cento das mercadorias que passaram pelo Porto de Suape pertencem ao grupo dos combustíveis e produtos derivados de petróleo, como gasolina, óleo diesel e nafta. O total da carga transportada em contêineres somou 354,7 mil toneladas. Grace Souza – Brasil in “Suape”

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Brasil - Porto de Suape cresce 42,7% na movimentação de cargas

Exportação teve alta de mais de 80% em relação ao ano passado

A movimentação de cargas no Porto de Suape registrou de janeiro a junho mais de 7,7 milhões de toneladas, uma evolução de 42,7% se comparado ao mesmo período do ano passado, quando movimentou cerca de 5,4 milhões. O resultado deve-se, sobretudo, ao aumento de 64,6% na movimentação de graneis líquidos, que são gasolina, diesel, gás liquefeito de petróleo, óleo comestível, entre outros.

A exportação registrou crescimento de mais de 80% em relação ao primeiro semestre de 2013, somando quase dois milhões de toneladas de cargas. A importação, por sua vez, cresceu 32%, com cerca de 5,7 milhões de toneladas.

O desempenho também contou com o incremento de 37,7% na movimentação de graneis sólidos (açúcar e trigo) e de 5,7% na de carga geral solta, que representa itens como veículos, chapas de aço e peças destinadas às indústrias da região, por exemplo. A movimentação de contêineres cresceu 15,6% se considerado o peso bruto da carga. Se for contabilizado em TEU, a evolução chega a 4,5%, com 202.771 Teus movimentados no período.

O diretor de Gestão Portuária de Suape, Leonardo Cerquinho, explica que a expectativa para o próximo semestre é manter os mesmos níveis de crescimento alcançados no primeiro. “Nossa previsão é encerrar o ano atingindo aproximadamente 15 milhões de toneladas movimentadas”, contabiliza. Guia Marítimo - Brasil

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Presidente do Porto de Lisboa visita Suape



A presidente do Porto de Lisboa, Marina Lopes Ferreira, em visita ao Complexo de Suape no último dia, 09 de Abril de 2014, informou que os portos de Portugal têm interesse em criar rota diretamente para o porto pernambucano devido à proximidade do continente europeu em relação aos outros portos brasileiros. O interesse foi revelado ao vice-presidente de Suape, Caio Ramos, e ao diretor de Planejamento e Urbanismo, Jaime Alheiros, que a recepcionaram, repassando informações sobre o Complexo. Ela explicou que, recentemente, fechou um protocolo de intenções com o Porto do Rio de Janeiro e que tinha interesse em fazer o mesmo com Suape. Porto de Suape - Brasil


terça-feira, 25 de março de 2014

Ampliação do Porto de Suape

O Porto de Suape, no Grande Recife, ampliou em 9,5% a área destinada à movimentação e à armazenagem de contêineres e de carga geral para importação e exportação, ao passar de 526,2 mil metros quadrados (m²) para 576,2 mil m²; isso porque a Receita Federal autorizou a Localfrio a expandir em 125% seu terminal alfandegado no porto, que antes era de 40 mil m² e agora chega a 90 mil m²; devido ao aumento da área alfandegada, o terminal da Localfrio deve movimentar 40 mil TEUs este ano, um aumento de 60% em relação a 2013.

O Porto de Suape, na Região Metropolitana do Recife, ampliou em 9,5% a área destinada a movimentação e armazenagem de contêineres e de carga geral para importação e exportação, ao passar de 526,2 mil metros quadrados (m²) para 576,2 mil metros quadrados. A Receita Federal autorizou a Localfrio a expandir em 125% seu terminal alfandegado situado no porto, que antes era de 40 mil m² e agora chega a 90 mil m².

Sob a administração da empresa de origem paulista desde 2011, o espaço recebe, além de contêineres, cargas de projeto destinadas à instalação de indústrias, como peças de cervejarias, da refinaria Abreu e Lima, da PetroquímicaSuape (PQS) e de montagem de torres eólicas. A nova área ficou apta para operar a partir da última terça-feira (17).

Devido ao aumento da área alfandegada, o terminal da Localfrio deve movimentar 40 mil TEUs este ano, um aumento de 60% em relação ao ano passado. Em 2013 foram movimentados 25 mil TEUs (unidade de medida para contêiner de 20 pés), o que representou 6,3% do total de 395.636 TEUs movimentados no porto.

"Uma nova área de alfandegamento como essa estimulará o desenvolvimento do nosso Estado, pois algumas empresas já vinham prospectando formas para trazer material aos futuros empreendimentos da região e demandando mais áreas disponíveis", afirmou o vice-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Caio Ramos.

De acordo com o superintendente da Localfrio na Região Nordeste, Ricardo Oshiro, o alfandegamento representa um marco para o grupo no Estado. "Já estamos obtendo retorno muito positivo dos clientes e prospects para suas cargas de projeto", afirmou o executivo. A Localfrio é uma das maiores empresas de operações de soluções de logística, armazenagem e movimentação de cargas no País.

Além da Localfrio, que agora é o segundo maior terminal alfandegado do Complexo, atrás apenas do Tecon Suape, com 370 mil m², Suape conta com a oferta das seguintes áreas alfandegadas: Porto Seco JSL, com 58,2 mil m²; Wilson Sons Logística (48 mil m²); e Fedex/Rapidão Cometa (10 mil m²). Ao todo, essas áreas têm capacidade para operar 930 mil TEUs.

Segundo a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, devido à demanda crescente na Região Nordeste, a administração de Suape espera que a Secretaria dos Portos (SEP) da Presidência da República licite, no segundo semestre deste ano, seu segundo Terminal de Contêineres (Tecon 2), um investimento de R$ 837 milhões, públicos e privados, que terá capacidade para mais 700 mil TEUs por ano, contabilizando 1,63 milhão de TEUs. Pernambuco 247 - Brasil 

sábado, 1 de março de 2014

Porto de Suape cresce em Janeiro de 2014

Porto de Suape registra crescimento de 42% na movimentação de cargas em Janeiro.

O Porto de Suape inicia 2014 comemorando crescimento de 42% na movimentação de cargas no mês de janeiro, na comparação com igual período do ano passado. A movimentação chegou a  1,3 milhão de toneladas. Também ultrapassou em 2,3% o último recorde de movimentação mensal, que havia sido de 1,28 milhão de toneladas em setembro de 2013.

A foi motivada, principalmente, pela movimentação de combustíveis, que chegou a 763 mil toneladas, correspondendo a 58% da carga total de janeiro. Do volume da carga de combustíveis, 369 mil toneladas foram de óleo diesel, já que, recentemente, a Petrobras optou por fazer de Suape a distribuição de combustível por via marítima para outros portos do Nordeste.

O aumento na movimentação de contêineres também contribuiu para o desempenho de Suape neste início de ano. Em janeiro, mais de 38,7 mil TEUs foram movimentados no porto, 12% mais em relação ao mesmo mês de 2013. Em relação a dezembro passado, a alta foi de 13%.

A evolução na movimentação portuária acontece em paralelo è realização de obras de infraestrutura, iniciadas em janeiro, que devem melhorar a capacidade de recepção de navios do porto. “Mesmo com obras em janeiro, conseguimos aumentar o volume de cargas movimentadas”, comentou o diretor de Gestão Portuária de Suape, Leonardo Cerquinho.

“Há bons motivos para acreditar que manteremos a trajetória de alta durante todo o ano, mesmo antes do início do funcionamento da Refinaria Abreu e Lima, porque, após a conclusão das obras no porto planejadas até maio, Suape terá ganhos de profundidade, comprimento de navios e vazão de descarregamento”, explicou o vice-presidente de Suape, Caio Ramos. In “Jornal do Commercio” - Brasil

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Suape: exemplo do novo Nordeste

Suape - Pernambuco

RECIFE – Há pelo menos uma década, Pernambuco vem apresentando um crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB) superior ao PIB brasileiro. Em 2012, o PIB do Estado cresceu 2,3%, enquanto o do País foi de pífios 0,9%. Para este ano, a previsão é que chegue a 5%, enquanto o do Brasil deve ficar em torno de 4%, segundo estimativas de técnicos do próprio governo federal. Esse desempenho explica por que Pernambuco tem atraído tantos investimentos para a região.

Montadoras, estaleiros, fabricantes de cerveja, fabricantes de equipamentos para captar energia eólica, indústria siderúrgica e empresas varejistas, entre outros setores, têm ampliado sua presença em Pernambuco, que, a exemplo dos demais Estados nordestinos, também recebe investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No complexo industrial junto ao porto de Suape, está instalado um polo de empresas da cadeia de petróleo, gás offshore e naval.

Porto de Suape

Aliás, o porto de Suape, na região metropolitana do Recife, é um exemplo desse novo Nordeste que está em construção. Em 2012, Suape movimentou cerca de 11,2 milhões de toneladas, dos quais 50% de granel líquido, 42% de carga conteinerizada, 6% de granel sólido e 2% de carga geral solta. A projeção é que Suape alcance 50 milhões de toneladas movimentadas em 2016 e 90 milhões em 2020.

Com uma extensão de 14 mil hectares e seis quilômetros de cais, Suape figura entre os maiores portos do mundo em extensão e vem atraindo a atenção de investidores nacionais e internacionais, principalmente em razão de sua curta distância em relação à costa norte-americana e ao Leste Europeu, de apenas oito dias de viagem.

A sua concepção de porto-indústria oferece condições ideais para a instalação de empreendimentos dos mais diversos segmentos. Recentemente, ganhou novos berços e, além disso, conta com fornecimento de gás natural, energia elétrica, água bruta e água tratada. Com mais de uma centena de empresas instaladas e mais de 20 novas plantas em construção, o complexo industrial-portuário de Suape constitui o motor econômico da região metropolitana do Recife, gerando 40 mil empregos para trabalhadores dos municípios de Ipojuca e do Cabo de Santo Agostinho, principalmente.

Porto de Suape - cais de contêineres

Porto de águas profundas, Suape tem registrado, todos os anos, crescimento no fluxo de navios porta-contêineres, o que confirma a retomada do movimento do comércio internacional e a superação da crise financeira de 2008. Embora seja marcadamente um porto importador, ao contrário do porto de Pecém, no Ceará, Suape tem contribuído, de maneira efetiva, no escoamento não apenas das exportações de Pernambuco como de outros sete Estados da região, que representam juntos 90% do PIB do Nordeste.

Se em 1983, quando começou a operar efetivamente, apresentava movimentação pouco expressiva e vivia cercado por pouca credibilidade, hoje esse cenário mudou completamente, a ponto de o porto de Suape ter recebido epítetos que vão de “locomotiva” à “jóia da coroa” pernambucana. Quem apostar hoje no crescimento de Suape só terá a ganhar. Mauro Dias - Brasil

_______________________________________
Mauro Lourenço Dias, engenheiro eletrônico, é vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo-SP, e professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). E-mail: fiorde@fiorde.com.br Site: www.fiorde.com.br

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Porto de Suape



Grupo Fiorde amplia atuação no Nordeste

RECIFE - Com seis meses de funcionamento, a unidade da Fiorde Cargo e Armazéns Gerais, empresa do Grupo Fiorde, no município de Cabo de Santo Agostinho, na região metropolitana do Recife, vem ampliando a sua área de atuação no Nordeste, colocando à disposição de vários clientes seus serviços de transporte rodoviário de DTA, ou seja, trânsito aduaneiro nas zonas primária e secundária. Localizado a 9 quilômetros de Suape, a unidade da Fiorde Cargo ocupa lugar estratégico na distribuição das mercadorias que chegam àquele que é hoje o grande porto concentrador de cargas (hub port) do Nordeste e está interligado a mais de 160 portos em todos os continentes.

“Além de estar situado em águas profundas, Suape destaca-se como porto importador, aproveitando-se de sua curta distância da costa norte-americana e do Leste Europeu, de apenas oito dias. Por isso, o seu hinterland vem atraindo empresas nacionais e internacionais, que exigem infraestrutura e serviços adequados para os seus negócios”, ressaltou Mauro Lourenço Dias, vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, empresa-líder do Grupo Fiorde.

Dias destacou também os benefícios fiscais que o governo de Pernambuco vem oferecendo para atrair empresas que ajudem a incrementar a economia regional e gerar empregos. “Há reduções de 75% nos impostos federais, por meio da Sudene, e de até 50% nos tributos municipais e programas estaduais”, disse, citando especificamente o Programa de Desenvolvimento da Indústria Naval e de Mecânica Pesada Associada do Estado de Pernambuco (Prodinpe) e o Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe). “Pernambuco está se transformando num grande polo provedor de bens e serviços e, hoje, ocupa lugar de destaque na economia brasileira”, disse.

Para atender ao Nordeste, a Fiorde Cargo e Armazéns Gerais mantém moderna frota moderna de caminhões, todos rastreados via satélite, equipados com travas automáticas gerenciadas 24 horas por dia, que proporcionam aos clientes tranqüilidade e segurança no transporte de suas cargas. “Nossa equipe é composta por profissionais que acompanham o monitoramento nas dependências da Fiorde Cargo, com follow-up on-line das entregas e coletas, através do nosso sistema ERP”, disse o diretor.

Desde maio de 2012, o Grupo Fiorde mantém filial no Recife, localizada à Rua Ribeiro de Brito, 830, salas 701/702, no bairro da Boa Viagem, que conta com uma equipe altamente especializada para atender a seus clientes no Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Porto do Recife, no complexo industrial portuário de Suape e outros portos da região. “Nossa filial fica a apenas 15 quilômetros do Aeroporto Internacional de Guararapes e, por isso, estamos em condições de oferecer infraestrutura adequada e pessoal técnico para a movimentação e armazenagem de cargas no menor prazo e menor custo”, disse.

Soluções integradas para movimentação e transporte de cargas
O Grupo Fiorde dispõe de profissionais também treinados para terceirizar o departamento de comércio exterior de seus clientes, fazendo o serviço in house. “Dependendo do projeto aplicado e do estudo de viabilidade para a operação, podemos terceirizar setores do cliente, desinflando sua estrutura sem perda na qualidade do processo”, ressaltou Dias.
A Fiorde Cargo e Armazéns Gerais oferece soluções integradas com transporte terrestre de carga fechada, carga solta, granel, paletizada, unitizada e conteinerizada no Brasil e no Mercosul, além de agenciamento internacional e desembaraço aduaneiro, pois atua dentro do Grupo Fiorde, que conta com 28 anos de experiência no mercado. “Esta unificação na cadeia de serviços torna o controle e o acompanhamento dos processos muito mais fáceis e dinâmicos”, disse o vice-presidente.
Com mais de 700 funcionários, o Grupo Fiorde, com sede em São Paulo, mantém filiais em Santos, Campinas, Jacareí, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Manaus e nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, além de agentes subcontratados nos principais portos e aeroportos do País, dispondo também de centros de distribuição em Santos, Guarulhos e Belo Horizonte. Fiorde Cargo – Brasil


O Complexo de Suape dispõe de uma completa estrutura de estradas, cais e terminais para abrigar e garantir o pleno funcionamento dos empreendimentos instalados e em fase de implantação. Com cinco cais internos, três terminais externos e um píer petroleiro com dois terminais de atracação em construção, o porto destaca-se pelo variado perfil de suas cargas. Com 15,5 metros de profundidade no porto interno e mais de 20 metros em sua bacia de evolução, torna-se o principal concentrador de cargas da Região Nordeste. A operação de navios ocorre nos 365 dias do ano sem restrições de marés e condições climáticas. Para auxiliar as operações de acostagem de navios, as manobras são acompanhadas por práticos da empresa Pernambuco Pilots, e o certificado internacional do ISPS Code garante a segurança de todas as operações portuárias no local. Os acessos rodoviários e as vias internas de Suape são duplicados, e o fornecimento de água bruta e tratada, gás natural, telefonia e energia elétrica em 69 KW e 13.8 KW garante o funcionamento e a produção das empresas instaladas dentro do Complexo. Complexo de Suape - Brasil