Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Nova Zelândia - Nova associação une portugueses

A comunidade portuguesa na Nova Zelândia conta oficialmente com uma nova estrutura associativa. A constituição da Portuguese Association of New Zealand Inc. foi formalizada no passado dia 28 de julho, anunciou a embaixada de Portugal em Camberra

Segundo a nota publicada pela representação diplomática portuguesa, a criação da associação resulta de um trabalho coletivo que a embaixada “teve o privilégio de incentivar e acompanhar desde o primeiro momento”.

Em estreita colaboração com o cônsul honorário de Portugal em Auckland, Davide Teixeira, e com portugueses e lusodescendentes de diferentes regiões da Nova Zelândia, foi possível concretizar um projeto há muito desejado pela comunidade.

De acordo com a mesma fonte, a nova associação pretende unir os portugueses espalhados pelo país, promover a língua e a cultura portuguesas e reforçar os laços que ligam a comunidade a Portugal.

A embaixada de Portugal em Camberra deixou ainda uma mensagem de felicitações a todos os que contribuíram para a concretização da iniciativa, desejando-lhes “os maiores sucessos nesta nova etapa”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Internacional - Índice de Perceção da Corrupção 2025

No Índice de Perceção da Corrupção 2025, publicado anualmente pela  Transparency International, Portugal — avaliado no contexto dos países da Europa Ocidental e União Europeia — obteve 56 pontos, posicionandose na 46.ª posição entre 182 países. O resultado representa uma descida de 1 ponto face a 2024 e uma perda de 3 lugares no ranking global. Embora Portugal continue entre os desempenhos mais baixos da Europa Ocidental, o resultado enquadrase numa tendência negativa gradual iniciada em 2022, refletindo desafios persistentes no reforço da integridade pública e na eficácia dos mecanismos de prevenção e controlo da corrupção.


A descida registada em 2025 resulta sobretudo da evolução menos favorável de algumas das fontes que compõem o Índice, evidenciando áreas onde persistem desafios no reforço das salvaguardas de integridade no exercício de funções públicas. Em comparação com outros EstadosMembros, Portugal continua a posicionarse abaixo da média da União Europeia no que diz respeito à perceção de transparência, fiabilidade institucional e qualidade da administração pública.

Embora tenham sido dados passos relevantes no plano legislativo ao longo dos últimos anos, a perceção internacional indica que a implementação das políticas anticorrupção e os mecanismos de acompanhamento e fiscalização permanecem insuficientemente consolidados. Este enquadramento é agravado pelo facto de, neste momento, não existir uma Estratégia Nacional Anticorrupção em vigor, o que limita a existência de um quadro estruturado e coordenado de prioridades, metas e instrumentos de execução.

Os resultados do CPI 2025 sugerem, assim, que subsistem fragilidades de natureza estrutural no sistema nacional de prevenção e controlo da corrupção. A ausência de progressos consistentes na aplicação das medidas já previstas, bem como a necessidade de reforçar a capacidade institucional para prevenir, monitorizar e responder a riscos de integridade, continuam a refletirse na avaliação internacional do país.

O avanço nestas áreas — designadamente através da definição de um novo enquadramento estratégico, da operacionalização efetiva das políticas existentes e do fortalecimento das entidades responsáveis pela sua execução — será determinante para melhorar a perceção externa sobre o compromisso de Portugal com a integridade pública nos próximos anos.

Resultados globais e regionais

O Índice de Perceção da Corrupção 2025 evidencia a persistência de uma tendência global de estagnação e retrocesso no combate à corrupção. A média global dos 182 países e territórios avaliados desceu para 42 pontos, o valor mais baixo da última década. Mais de dois terços dos países (68%) continuam a apresentar pontuações abaixo de 50, sinalizando níveis elevados de corrupção percebida no setor público em grande parte do mundo.

O ranking global mantém-se liderado pela Dinamarca, com 89 pontos, seguida da Finlândia (88), Singapura (84) e Nova Zelândia (81). Em contraste, países com democracias frágeis ou regimes autoritários concentram, de um modo geral, os piores resultados, confirmando a forte relação entre corrupção, fragilidade institucional e ausência de mecanismos eficazes de responsabilização.

Com uma pontuação média de 64 pontos, a Europa Ocidental e a União Europeia continuam a ser a região mais bem classificada a nível global. No entanto, o desempenho regional tem vindo a deteriorar-se: a média desceu de 66 para 64 pontos, com 13 países a registarem descidas significativas desde 2012 e apenas 7 a apresentarem melhorias relevantes.

Esta evolução evidencia disparidades crescentes entre os quadros legais existentes, a sua aplicação efetiva e os padrões de integridade no exercício de funções públicas. Persistem fragilidades ao nível da responsabilização política, da independência institucional e da transparência na tomada de decisão, com impactos diretos na confiança dos cidadãos nas instituições democráticas.

Num contexto marcado por desafios geopolíticos, conflitos armados, tensões internas e crescente polarização política, a necessidade de liderança responsável e de instituições fortes e independentes torna-se ainda mais premente. No entanto, em vários países europeus, continuam a observar-se falhas na prestação de contas, concentração de poder e enfraquecimento de mecanismos de controlo, incluindo ataques à sociedade civil, aos meios de comunicação social e à proteção de denunciantes.

Em dezembro de 2025, a União Europeia adotou a sua primeira Diretiva Anticorrupção, com o objetivo de harmonizar a legislação penal entre os Estados-Membros. Apesar da relevância da iniciativa, o texto final resultou no enfraquecimento de disposições essenciais, limitando o seu alcance. No processo de transposição, caberá aos Estados-Membros utilizar a Diretiva como base mínima, reforçando os respetivos quadros legais e políticas anticorrupção, em linha com a conclusão central do CPI 2025: a corrupção não é inevitável, mas o seu combate exige vontade política duradoura, recursos adequados e mecanismos robustos de responsabilização. “Transparência Internacional” – Portugal

A melhor posição na Perceção de Corrupção entre os países da CPLP pertence a Cabo Verde

Numa escala de zero (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro), Cabo Verde obteve uma pontuação de 62, acima de Portugal (56), sendo os únicos países da CPLP com pontuação "positiva" (acima de 50)

Cabo Verde é o país da CPLP mais bem colocado e a Guiné Equatorial com pior classificação no Índice de Perceção da Corrupção (IPC) de 2025 divulgado esta terça-feira pela organização não-governamental Transparência Internacional.

O Índice de Perceção da Corrupção (IPC) classifica este ano 182 países e territórios de acordo com os seus níveis percecionados de corrupção no setor público numa escala de zero (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro).

Cabo Verde (62) surge como a nação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) com melhor classificação, seguida de Portugal (56), que cai um ponto em relação ao ano passado, sendo estes os únicos dois países a manterem-se acima dos 50 no IPC.

Os restantes países da CPLP obtêm classificações negativas: Timor-Leste (45), São Tomé e Príncipe (43), Brasil (35), Angola (32) – estando na ou acima da média de 32 em 100 na África Subsaariana –, Guiné-Bissau (21), Moçambique (21), Guiné Equatorial (15).

Este ano, a média global do IPC desceu pela primeira vez em mais de uma década, para apenas 42 em 100. O relatório da ONG revela que “a grande maioria dos países não está a conseguir manter a corrupção sob controlo”, sublinhando que “122 dos 182 países têm uma pontuação inferior a 50 no índice”.

Ao mesmo tempo, o número de países com pontuação acima de 80 diminuiu de 12 há uma década para apenas cinco este ano, destacando-se, em particular, “uma tendência preocupante de democracias que apresentam uma deterioração da perceção da corrupção”, enfatiza a ONG em comunicado.

Casos como os de Angola (32), que subiu 17 pontos no Índice de Perceção da Corrupção desde 2015, graças às medidas tomadas para combater a corrupção, são valorizados, mas, apesar dos progressos da última década, o relatório aponta o sentimento da população: “muitos angolanos classificam os esforços anticorrupção do Governo como insuficientes e acreditam que as pessoas comuns correm o risco de sofrer represálias por denunciarem a corrupção”.

Pela positiva, também Timor-Leste (44) é referido entre os países que apresentam uma ascensão consistente e estatisticamente significativa desde 2012, “devido a reformas estruturais que fortaleceram as instituições de supervisão”.

No entanto, estes países continuam a pontuar na faixa inferior do índice, “com muito espaço para melhorias”, refere.

Por outro lado, Moçambique (21) registou uma queda de 10 pontos na última década. A ONG cita os números oficiais que “registam 334 novos casos de corrupção no primeiro trimestre de 2025, a um custo de cerca de 4,1 milhões de dólares [cerca de 3,3 milhões de euros], o que demonstra a magnitude do desafio”, considera.

O escrutínio da ação governamental por parte da sociedade civil e pela imprensa, avaliado também pelo relatório, fornece aos eleitores as informações de que necessitam para sancionar a corrupção e recompensar a integridade nas urnas. O Brasil figura na lista de países que são “particularmente perigosos para os jornalistas que reportam sobre corrupção”, ao lado da Arábia Saudita, Peru, índia, México, Paquistão e Iraque.

François Valérian, presidente da Transparência Internacional, afirma que a investigação e experiência da ONG como movimento global de combate à corrupção “mostram que existe um plano claro de como responsabilizar o poder pelo bem comum, desde processos democráticos e supervisão independente até uma sociedade civil livre e aberta”.

“Numa altura em que assistimos a um perigoso desrespeito pelas normas internacionais por parte de alguns Estados, apelamos aos Governos e aos líderes para que atuem com integridade e cumpram as suas responsabilidades para proporcionar um futuro melhor às pessoas em todo o mundo”, salienta a organização. “Agência Lusa”


sábado, 17 de fevereiro de 2024

Cabo Verde - Destaca-se como 3.ª democracia africana e 35.ª no Ranking Global

A democracia cabo-verdiana ficou em terceiro lugar no continente africano e alcançou a 35.ª posição no panorama global, segundo o relatório de 2023 do Democracy Index organizado pelo The Economist Intelligence Unit, divulgado esta quinta-feira


Segundo o documento, a nível africano, Cabo Verde fica atrás das Maurícias e Botsuana.

Com uma pontuação de 7,65, o país ocupa o 35.º lugar no ‘ranking’ mundial. O relatório destaca o processo eleitoral e pluralismo nacional com 9,17 pontos.

Dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Cabo Verde se posiciona logo atrás de Portugal, sendo o segundo país melhor classificado no índice.

O relatório, organizado pela Economist Intelligence Unit e que faz um retrato anual do estado das democracias em 165 países e territórios, revelou ainda que o número de países com democracias (plenas ou com defeitos) subiu de 72 para 74 no último ano.

Entretanto, o documento mostra que o índice médio caiu de 5,29, em 2022, para 5,23, em 2023.

Os dados indicam que 45,4% da população mundial viveu num qualquer tipo de democracia e apenas 7,8% da população vive numa democracia plena, em comparação com 8,9 por cento em 2015.

Este decréscimo dos regimes de democracia plena deve-se, na maioria, ao facto de os Estados Unidos terem deixado de ser uma democracia plena, para passarem a ser considerados na tipologia de "democracia com defeitos", com a chegada ao poder do ex-Presidente Donald Trump, em 2016.

Conforme a mesma fonte, em 2023, 39,4% da população mundial viveu sob um regime autoritário, um valor que tem crescido nos últimos anos.

Quanto as democracias mais desenvolvidas, o relatório afirma que estão a ser confrontadas com múltiplos desafios políticos e sociais, o que sugere que esta forma de regime político, desenvolvido após a Segunda Guerra Mundial, pode estar a apresentar sinais de ineficácia e inadaptação à nova ordem mundial, governada pelo multilateralismo.

No ‘ranking’ mundial do Índice de Democracia, a Noruega lidera, seguida pela Nova Zelândia, Islândia, Suécia e Finlândia, compreendendo os cinco primeiros lugares.

No último lugar, e no segmento de regimes totalitários, está o Afeganistão, antecedendo Myanmar, Coreia do Norte, República Centro Africana e Síria.

O Índice de Democracia, que começou a ser elaborado em 2006, retrata a situação da democracia em 2021, em 165 Estados independentes e dois territórios, com base em cinco categorias: processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis.

Cada país é classificado num tipo de regime: democracia plena, democracia imperfeita, regime híbrido ou regime autoritário, e consoante a pontuação registada numa série de indicadores. Sheilla Ribeiro – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”








quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Colômbia - Avistada ave com traços de ambos os sexos

Hamish Spencer, professor e zoólogo na Universidade de Otago (Nova Zelândia), estava de férias na Colômbia, quando foi alertado por um ornitólogo amador, John Murillo, para a presença de um saí-verde (Chlorophanes spiza) com um aspeto peculiar que andava numa reserva natural a 10 quilómetros da cidade de Manizales.


Este passeriforme, da família dos Traupídeos, é frequentemente observado ao longo de uma vasta área que se estende desde o sul do México à região sudeste do Brasil. Por isso, a sua presença na Colômbia não era surpreendente.

Mas o que deixou o biólogo neozelandês de queixo caído foi o facto de a ave apresentar uma coloração singular: metade azul e metade verde. Nessa espécie, a cor azul identifica os machos, e a cor verde as fêmeas. Por isso, era uma ave metade fêmea, metade macho.

Para tentar desvendar o mistério, a dupla pediu aos proprietários da reserva que criassem uma estação de alimentação, com fruta e água açucarada, para atrair a ave e ser possível observá-la de mais perto e durante mais tempo. Entre outubro de 2021 e junho de 2023, Murillo avistou várias vezes o animal, o que permitiu confirmar que, de facto, se tratava de um indivíduo adulto com traços de fêmea e de macho, ou seja, um ginandromorfo.

“Muitos observadores de aves podem passar as suas vidas sem alguma vez verem um ginandromorfo bilateral em qualquer espécie de aves”, explica Spencer, apontando que “o fenómeno é extremamente raro nas aves”.

O ginandromorfismo bilateral, em que um lado do corpo apresenta caraterísticas masculinas e o outro lado traços femininos, já foi registado numa série de espécies de aves, mas esta é apenas a segunda vez, em cerca de 100 anos, que é observado num saí-verde.

Num artigo publicado na revista ‘Journal of Field Ornithology’, assinado por Spencer, Murillo e outros investigadores, é explicado que o ginandromorfismo acontece mais frequentemente em espécies com um forte dimorfismo sexual, isto é, em que machos e fêmeas têm características físicas bastantes distintas um do outro.

No entanto, tende a acontecer sobretudo em insetos, crustáceos, aranhas, lagartos e até em roedores.

Spencer sugere que o fenómeno ocorre devido a “um erro” durante o processo de formação dos ovos, a meiose, em que o número de cromossomas femininos é reduzido para metades, e por uma “dupla fertilização por dois espermatozoides”.

Apesar o aspeto peculiar, a ave não apresentava um comportamento que não fosse esperado de um saí-verde, embora os investigadores tenham percebido que a ave tendia a evitar outros membros da sua espécie, que também pareciam evitar a companhia do saí ginandromorfo.

“Por isso, parece pouco provável que este indivíduo tivesse tido qualquer oportunidade para se reproduzir”, escrevem no artigo.

No entanto, não foi possível perceber se os órgãos internos do animal também apresentavam sinais de ginandromorfismo bilateral, mas os investigadores dizem que isso é algo expectável, com base em estudos realizados sobre outras aves com essa condição, que apresentavam quer ovários, que testículos.

A ave agora observada tinha penas azuis (macho) no lado esquerdo e penas verdes (fêmea) no lado direito, “o oposto do anterior caso de há mais de 100 anos”, escrevem. Filipe Rações – Portugal in “Green Savers”


segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Nova Zelândia - A crosta terrestre engoliu a água de um mar e prendeu-a debaixo do Pacífico

Esta descoberta ajuda a explicar os terramotos de movimento lento, que podem durar meses e ser impercetíveis à superfície


Os cientistas descobriram um vasto reservatório de água escondido 3 quilómetros abaixo do leito marinho ao largo da costa da Nova Zelândia.

Esta descoberta pode fornecer uma explicação para o fenómeno dos terramotos de “movimento lento” que ocorrem na região. O estudo, publicado a 16 de Agosto na revista Science Advances, foi liderado por Andrew Gase, um geofísico marinho e sismólogo da Universidade do Texas Institute for Geophysics (UTIG).

Os investigadores mapearam uma falha ao longo da costa leste da Ilha Norte da Nova Zelândia e descobriram que as rochas antigas eram anormalmente “húmidas”, contendo quase metade do seu volume em água. Esta característica contrasta fortemente com a crosta oceânica normal, que tende a conter muito menos água à medida que envelhece.

O reservatório foi localizado a 15 quilómetros da falha de Hikurangi, uma zona de subducção onde a placa tectónica do Pacífico mergulha sob a placa australiana. Este contacto entre as duas placas tectónicas produz terremotos de “movimento lento”, que podem durar meses e causar quase nenhum dano na superfície terrestre. Este tipo de sismo ocorre em poucos lugares do mundo, incluindo o noroeste do Pacífico, Japão, México e Nova Zelândia.

Segundo os cientistas, os eventos de “movimento lento” estão muitas vezes ligados a reservatórios de água enterrados. A água contida nas rochas pode criar condições de alta pressão que retardam o processo e previnem deslizamentos súbitos nas placas tectónicas. O reservatório recém-descoberto pode ser o responsável pelos terremotos de “movimento lento” que ocorrem a cada um ou dois anos na falha de Hikurangi, refere o Live Science.

Para entender o efeito completo deste reservatório subaquático sobre a pressão em torno da falha, serão necessárias mais investigações, incluindo perfurações profundas no leito marinho. “Não podemos ver o suficiente para saber exatamente o efeito na falha, mas podemos ver que a quantidade de água que está a descer aqui é realmente muito maior do que o normal“, disse Gase.

Esta descoberta abre novos caminhos para a compreensão da sismologia e para a investigação dos mecanismos que influenciam os terremotos. Os cientistas esperam que futuras investigações possam confirmar os seus resultados e fornecer pistas sobre a relação entre reservatórios de água subterrâneos e atividade sísmica. In “Zap.aeiou” - Portugal


quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Nova Zelândia - Ave pré-histórica que chegou a ser declarada extinta voltou à natureza

O regresso do takahē às encostas alpinas da Nova Zelândia assinala uma vitória da conservação no país. E, no futuro, mais aves podem ser libertadas na natureza


O takahē, uma ave grande e que não voa, foi declarado extinto durante décadas. Mas tudo mudou: 18 aves foram libertadas no vale do Lago Whakatipu Waimāori, uma zona alpina da Ilha do Sul da Nova Zelândia, na semana passada, conta o The Guardian.

As aves tinham sido formalmente declaradas extintas em 1898, tendo a sua população, já reduzida, sido devastada pela chegada dos companheiros animais dos colonos europeus: arminhos, gatos, furões e ratos. Após a sua redescoberta em 1948, o número de aves é atualmente de cerca de 500, crescendo cerca de 8% ao ano.

Inicialmente, os conservacionistas recolheram e incubaram artificialmente os ovos, para evitar que fossem comidos por predadores. À medida que nasciam, as crias eram alimentadas e criadas por trabalhadores.

Depois de passar a criar as aves em cativeiro, o Departamento de Conservação (DOC) introduziu-as gradualmente em alguns santuários insulares e parques nacionais, investindo fortemente em armadilhas e na eliminação de pragas para tentar proteger as aves.

Para os Ngāi Tahu, a tribo a que pertencem as terras onde agora foram libertadas e que enfrentou uma longa batalha legal para as devolver à natureza, este facto é particularmente significativo, marcando o regresso das aves com que os seus antepassados viveram, em terras que lutaram para reconquistar.

"Têm um aspeto quase pré-histórico", explicou Tūmai Cassidy, um dos elementos da tribo. De frente, os seus corpos podem parecer quase perfeitamente esféricos, com uma plumagem azul-esverdeada e pernas longas e vermelhas brilhantes.

"Alguém nos chamou, uma vez, a terra dos pássaros que andam. Poucas coisas são mais bonitas do que ver estes grandes pássaros a galopar de volta para as terras onde não andam há mais de um século", acrescentou outro elemento. In “MadreMedia” – Portugal com “The Guardian”


quarta-feira, 27 de abril de 2022

Nova Zelândia – Disponibiliza material didático a 504 escolas do ensino pré-escolar de Timor-Leste

Díli – O governo da Nova Zelândia, através do Programa Brincar. Descobrir e Aprender com Sucesso (Hands, em inglês), disponibilizou material didático a 504 estabelecimentos do ensino pré-escolar.

O Secretário da Embaixada da Nova Zelândia, Nick Borthawick, destacou a importância das crianças iniciarem os estudos no ensino pré-escolar para terem o sucesso académico.

“Este material escolar destina-se a 28857 alunos, de 504 escolas do pré-escolar”, afirmou Nick Borthawick, na cerimónia de entregado material escolar ao MEJD, em Vila Verde, Díli.

Segundo o dirigente, o Executivo neozelandês alocou cerca de 240 mil dólares americanos para financiar o Programa Hands nos próximos cinco anos.

Já o Diretor-Geral da Política, Plano e Inclusão do MEJD, Raimundo José Neto, mostrou-se satisfeito com o apoio do Executivo da Nova Zelândia.

“Peço aos beneficiários e aos dirigentes das 504 escolas do ensino pré-escolar que aproveitem este material para melhorar o processo de ensino-aprendizagem”, concluiu.

Recorde-se, o Programa Hands iniciou-se em 2015. Isaura de Deus – Timor-Leste in “Tatoli”

 

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Timor-Leste e Nova Zelândia mantêm cooperação no programa HANDS II no pré-escolar


Díli – O Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) e o Governo da Nova Zelândia assinaram hoje o termo de continuação da segunda fase do programa Halimar, Aprende no Deskobre Susesu (HANDS) no ensino pré-escolar.

O objetivo do acordo é manter a cooperação e implementação do programa Halimar, Aprende no Deskobre Susesu (HANDS) II, que visa desenvolver a capacidade das crianças no processo de aprendizagem no ensino pré-escolar em Timor-Leste de 2021 a 2026.

O Ministro da Educação, Juventude e Desporto, Armindo Maia, no seu discurso, agradeceu o auxílio do Governo neozelandês no setor da educação e espera que o programa seja implementado.

“Em nome do Ministério, agradeço o apoio do Governo da Nova Zelândia, bem como das equipas das duas partes – a da HANDS e a timorense – pelos seus grandes esforços para concretizar o programa que hoje assinamos”, disse Armindo Maia, no âmbito da assinatura da nota de entendimento do programa HANDS II, no salão do MEJD, em Vila Verde.

O governante recordou que, desde o primeiro Governo Constitucional, a Nova Zelândia fornece assistência ao desenvolvimento do ensino pré-escolar em Timor-Leste.

Também o embaixador neozelandês em Timor-Leste, Philip Hewitt, na sua intervenção, declarou que a implementação do programa HANDS é um grande investimento da Nova Zelândia no setor da educação pré-escolar em Timor-Leste.

“O programa reflete a importância da educação infantil e do desenvolvimento das crianças. Sentimo-nos privilegiados com a continuação do programa HANDS II para desenvolver a capacidade e conhecimento das crianças timorenses em idade pré-escolar. Espero podermos trabalhar em conjunto para melhorar a qualidade da educação em Timor-Leste” revelou.

De acordo com os dados, em 2020, existiam 558 escolas do ensino pré-escolar em Timor-Leste, das quais 428 públicas e privadas e 130 comunitárias. Afonso do Rosário – Timor-Leste in “Tatoli”


 

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Timor-Leste - Nova Zelândia empenhada em desenvolver educação, economia e segurança timorense

Díli– O Governo da Nova Zelândia indicou que a educação, economia e segurança são as áreas que vão receber o seu apoio, no âmbito da assistência ao Governo timorense no desenvolvimento dos recursos humanos, economia e policiamento comunitário.

“A Nova Zelândia e o Executivo timorense vão continuar a discutir a cooperação entre os dois Estados, principalmente sobre a continuidade do nosso apoio nos próximos cinco anos ao desenvolvimento dos recursos humanos, particularmente no setor da educação, crescimento económico, incluindo a exportação de produtos agrícolas, aquacultura, turismo e desenvolvimento de pequenas empresas, bem como a segurança na comunidade”, disse o embaixador Philip Hewitt à Agência Tatoli, no seu local de trabalho, em Díli.

O Governo neozelandês reitera o seu compromisso para melhorar os recursos da Polícia Nacional de Timor-Leste.

“Estamos na fase de discussão sobre a continuidade do apoio à PNTL nos próximos cinco anos, principalmente na área da resolução de conflitos a nível local”, referiu.

Recorde-se que a Nova Zelândia é um dos parceiros importantes da PNTL. Graças à cooperação com The Asia Foundation (TAF), ambas conseguiram criar o Conselho de Policiamento Comunitário, apoiando o acesso à justiça e melhorando os conhecimentos dos membros da PNTL. Afonso do Rosário – Timor-Leste in “Tatoli”

 

sábado, 8 de maio de 2021

Timor-Leste - Programa Mundial de Alimentos recebeu uma doação da Nova Zelândia para combater insegurança alimentar

O Programa Mundial de Alimentos agradeceu contribuição que será destinada a famílias afetadas pelas piores enchentes do país nas últimas quatro décadas


Mais de 25 mil lares foram atingidos pelas cheias no Timor-Leste após as fortes chuvas de 4 de abril causadas pelo ciclone Seroja.

Todos os 13 municípios timorenses sofreram com as enchentes, que danificaram pontes e estradas e grandes áreas de campos agrícolas.

Arroz

A maior parte dos afetados no país de 1,3 milhão de habitantes vive em Díli, capital do Timor-Leste.

Para combater uma crescente insegurança alimentar agravada pelas cheias, o governo da Nova Zelândia destinou US$ 200 mil ao Programa Mundial de Alimentos, PMA.

O objetivo é socorrer mulheres e crianças e apoiar as famílias que passaram a viver em abrigos, disse o embaixador da Nova Zelândia no Timor-Leste, Philip Hewitt.

O ciclone que atravessou a nação de língua portuguesa, no sudeste da Ásia, agravou a situação da Covid-19. O preço dos alimentos disparou.

Hoje, os timorenses estão a pagar 10% a mais pelo quilo de arroz e uma média de 20% a mais do que desembolsavam no ano passado para fazer as compras.

Jovens

Segundo o PMA, milhares de acres de campos agrícolas estão submersos pelas cheias e uma colheita ruim de milho e outros cereais só irá piorar a situação. Timor-Leste continua a precisar do apoio da comunidade internacional para evitar a fome e o sofrimento.

A nação asiática tem um dos índices mais altos de subnutrição da Ásia-Pacífico com casos de falta de crescimento afetando metade dos jovens timorenses.

Um outro problema grave é a anemia, altamente prevalente, entre mulheres em idade reprodutiva. Com o dinheiro, o PMA deve licitar a compra de biscoitos energéticos, ricos em vitaminas e minerais, para grávidas e mulheres que amamentam.

A quantia também deverá ajudar o Ministério da Saúde a estocar suprimentos de emergência para levar de Díli a outros municípios timorenses.

Em 28 de abril, o presidente do país renovou o estado de emergência por causa da pandemia por mais 30 dias. ONU News – Nações Unidas


terça-feira, 20 de abril de 2021

Timor-Leste - Equipamentos da covid-19 e apoio humanitário chegou ao país oferecido pela Nova Zelândia


Díli – O apoio de emergência do Governo da Nova Zelândia, como equipamento da covid-19 e ajuda humanitária para as vítimas das cheias, num total de 7460 quilogramas, chegaram a Timor-Leste num voo da Força Aérea Neozelandesa.

A ajuda humanitária consta do orçamento total de 1,4 milhões de dólares americanos concedidos pelo Executivo da Nova Zelândia para apoio às vítimas das cheias de 04 de abril no país e resposta à covid-19.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros da Nova Zelândia, Nanaia Muhata, num comunicado a que a Tatoli teve hoje acesso, declarou que o Governo neozelandês está sempre com o povo timorense, afetado pelas cheias no momento em que ainda combate a covid-19.

“A ajuda incluiu o fornecimento de assistência humanitária e equipamento de proteção individual (EPI), produtos de higienização, de tratamento de água, material para crianças e lâmpadas solares”, refere o comunicado.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Governo de Timor-Leste vão distribuir este apoio pelas vítimas mais carenciadas.

O EPI será distribuído pelo Serviço Autónomo de Medicamentos e Equipamentos de Saúde (SAMES).

O Executivo da Nova Zelândia contribui também para o Programa Alimentar Mundial (PAM) no apoio ao transporte e distribuição de bens pelas vítimas das cheias em Díli e nos municípios.

Já o Diretor Executivo do SAMES, Santana Martins, disse que o Governo da Nova Zelândia tem acompanhado a situação enfrentada por Timor-Leste, nomeadamente as recentes inundações. Após a informação divulgada pelo SAMES de que os equipamentos da covid-19 tinham sido danificados pelas cheias, vários países disponibilizaram apoio, bem como o Governo em causa.

Santa Martins revelou ainda que a Nova Zelândia apoiou o SAMES com luvas, máscaras faciais, óculos de proteção, viseiras, sapatos, batas, equipamentos para testes da covid[1]19, termómetros infravermelhos, entre outros.

Recorde-se que os equipamentos de combate à covid-19, sobretudo os de proteção individual (EPI), que se encontravam nas tendas de emergência do SAMES, estão inutilizados devido às cheias de 04 de abril. Os equipamentos danificados incluem chapéus, viseiras, máscaras, roupas, luvas, entre outros. Nelia Fernandes – Timor-Leste In “Tatoli”

 


 

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Timor-Leste - Programa “Brincar, Aprender e Descobrir o Sucesso” disponibiliza formação em linha para educadores de infância, mas só 30% dominam tecnologias

 


Díli - O programa “Brincar, Aprender e Descobrir o Sucesso” (HANDS, em tétum) do Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) disponibiliza formação em linha para educadores do pré-escolar, mas apenas 30% conseguem dominar as tecnologias e ter acesso a internet.

O HANDS do MEJD tem o apoio do Governo da Nova Zelândia e surge no âmbito da crise sanitária provocada pela covid-19, permitindo uma formação em linha através de programas como o Zoom e o WhatsApp disponibilizados em tablets.

“Entre 1100 educadores das pré-escolas, só 30% conseguem utilizar as ferramentas em linha”, revelou o Coordenador do HANDS, Pedro Ximenes, esta segunda-feira (26/10), no Centro de Convenções de Díli.

O dirigente afirmou também que a equipa do projeto trabalhará afincadamente para resolver os problemas com a internet, nomeadamente os custos, e a falta de competências digitais dos educadores.

“Esforçar-nos-emos para resolver estes problemas. A conexão de internet, os seus custos e a falta de conhecimentos dos professores são desafios”, reconheceu.

O responsável lembrou também que, além da formação de educadores, o projeto trabalha na melhoria dos espaços escolares.

“Concentramo-nos apenas nas pré-escolas, mas o HANDS não é só para formação dos educadores. Cria também espaços para diversão em todas as escolas”, disse, acrescentando que o programa tem uma duração de cinco anos para chegar a todas as pré-escolas do território. In “Timor Post” – Timor-Leste

sábado, 20 de junho de 2020

Timor-Leste – Sucesso na prevenção à covid-19 elogiado pela Nova Zelândia

Díli – O Embaixador da Nova Zelândia em Timor-Leste, Phillip Hewit, elogiou o Estado timorense pelo sucesso na prevenção e no combate ao novo coronavírus, pois o país está atualmente sem nenhum caso positivo.

“O objetivo do encontro com o Chefe de Estado é felicitar o Estado de Timor-Leste, uma vez que o país conseguiu combater o vírus. Peço ao Governo timorense que, embora Timor-Leste não tenha agora nenhum caso confirmado, mantenha a vigilância, visto que não se sabe quando a doença termina”, disse o diplomata aos jornalistas, após o encontro com o Presidente, Francisco Guterres ‘Lú Olo’, no Palácio Presidencial, em Aitarak Laran.

Phillip Hewit referiu ainda que, apesar de Timor-Leste e a Nova Zelândia serem duas nações com sucesso na luta contra a covid-19, “infelizmente, o Governo neozelandês registou dois novos casos confirmados”.

O diplomata garantiu igualmente que o Governo neozelandês continua a apoiar o seu homólogo timorense na luta contra o novo coronavírus.

“Desde o mês de março deste ano, o Governo da Nova Zelândia tem apoiado o Estado de Timor-Leste, com a repatriação de 17 estudantes timorenses da cidade chinesa de Wuhan. Apoiou também a instalação de tanques de água para a lavagem de mãos em organizações da sociedade civil e no Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) bem como o fornecimento de equipamentos de proteção individual ao Ministério da Saúde, à Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e às Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL)”, lembrou.

O embaixador sublinhou, de igual modo, que o Executivo da Nova Zelândia apoiará Timor-Leste na adesão à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e na Organização Mundial do Comércio (OMC), na diversificação e promoção económica e sobretudo nas áreas da segurança, da educação infantil, do turismo, da agricultura e pescas.

Recorde-se que o Governo neozelandês concedeu um apoio a Timor-Leste de 45,17 milhões de dólares para o financiamento de programas no período entre 2018 e 2021. Cipriano Colo – Timor-Leste in “Tatoli”

terça-feira, 26 de maio de 2020

Timor-Leste – Recebe equipamentos de proteção da covid-19 oferecidos pela Nova Zelândia




Díli – O Embaixador da Nova Zelândia em Timor-Leste, Philip Hewitt, entregou esta segunda-feira equipamentos de proteção da covid19 ao Ministério da Saúde, que foram recebidos pelo Diretor do Serviço Autónomo de Medicamentos e Equipamentos de Saúde (SAMES), Santana Martins.

“Estes equipamentos são, entre outros, 140 mil máscaras cirúrgicas, 15 mil máscaras N95 e dois mil desinfetantes”, disse Philip Hewitt, em declarações aos jornalistas, no armazém do SAMES, em Campo Alor.

O diplomata garantiu ainda que o Governo neozelandês oferecerá brevemente ao homólogo timorense os restantes equipamentos, que se encontram em processo de importação e cujo valor total ronda os 300 mil dólares.

Também o Diretor-Executivo do SAMES, Santana Martins, recordou que este é o terceiro apoio concedido pelo Governo neozelandês ao seu homólogo timorense.

Questionado sobre a quantidade de equipamentos oferecidos, o responsável referiu desconhecer o número por ainda não ter recebido a lista.

“Ainda não sabemos qual a quantidade de equipamentos, pois ainda não recebemos a lista com o total. O Governo da Nova Zelândia prometeu que apoiaria sempre o povo timorense, já antes de 1999”, afirmou.

Santana Martins agradeceu, em representação do Executivo timorense, todo o apoio concedido por Embaixador neozelandês em Timor-Leste. Felicidade Ximenes – Timor-Leste in “Tatoli”

sábado, 10 de agosto de 2019

Quénia – Parlamento expulsa deputada por ter levado filho para o local de trabalho

A comemoração global da Semana da Amamentação não foi suficiente para impedir que o presidente da câmara baixa do Parlamento queniano expulsasse uma deputada por ter levado o seu filho de cinco meses para a sessão parlamentar depois de ter recebido protestos de alguns colegas



Mãe de três crianças pequenas, Zuleikha Hassan, apesar de alguns dos deputados da mesma câmara a terem apoiado e criticado a decisão de expulsão, foi mesmo afastada do Parlamento por não ter conseguido deixar o filho com ninguém de confiança, conta a imprensa queniana.

O presidente da Assembleia Nacional, Christopher Omulele, foi totalmente insensível aos pedidos de alguns colegas que intercederam por Zuleikha Hassan, tendo optado por alinhar com os outros que a criticaram e exigiram o seu afastamento.

E muito menos sensível foi Omulete ao facto de a sua decisão coincidir com a comemoração da Semana Mundial da Amamentação, ou mesmo ao acto de existir aprovada há vários anos, mas não regulamentada, uma resolução da Assembleia Nacional que permite às deputadas que estejam a amamentar levarem os seus filhos para o local de trabalho. In “Novo Jornal” – Angola

Recordando situação semelhante por outras paragens

Jacinda Ardern foi mãe há três meses e já regressou ao trabalho. Enquanto primeira-ministra da Nova Zelândia, deslocou-se a Nova Iorque para estar presente na Assembleia das Nações Unidas e levou a filha, tornando-se a primeira líder mundial a participar no encontro com uma bebé ao colo.

Ardern, de 38 anos, chamou todas as atenções na passada segunda-feira (24.09.2018) ao aparecer na Assembleia da ONU na companhia do marido e da filha Neve Te Aroah, com quem brincou e trocou carinhos em várias ocasiões.

As câmaras dos fotógrafos captaram vários momentos da mulher e de Clarke Gayford com a bebé, antes e depois do discurso na Cimeira inspirada em Nelson Mandela.

Gayford viajou até Nova Iorque com a mulher para ajudar nos cuidados com criança, que ainda está a ser amamentada e, por isso, foi até aos Estados Unidos com a mãe. In “TVI24” - Portugal




sexta-feira, 13 de abril de 2018

Nova Zelândia – Vai travar exploração de petróleo e gás

A indústria do petróleo e do gás é relativamente pequena no país: conta perto de 11 mil trabalhadores e representa cerca de 1% da economia

O governo neozelandês anunciou na quarta-feira que não vai emitir mais autorizações para a exploração 'offshore' de petróleo e gás, mantendo até 2046 as licenças já concedidas.

"A transição não acontecerá da noite para o dia, por isso não há necessidade de alarmismo, e apesar de, sem dúvida, representar desafios, também oferece oportunidades através do investimento em novas tecnologias e novos sectores", declarou o ministro de Desenvolvimento Económico Regional, Shane Jones, em comunicado.

O governo comprometeu-se com "todos aqueles que actualmente possuem licenças de exploração e prospecção. Essas autorizações continuam até 2046".

"Com este plano de longo prazo, podemos proteger os empregos e proporcionar o tempo necessário para a diversificação das economias, que tradicionalmente confiam nos combustíveis fósseis", indicou.

A indústria do petróleo e do gás é relativamente pequena na Nova Zelândia: conta perto de 11 mil trabalhadores e representa cerca de 1% da economia.

Ainda assim, este anúncio é uma mudança em direcção a uma economia mais verde, depois dos eleitores, no ano passado, terem escolhido um governo liberal, liderado pela primeira-ministra Jacinda Ardern, que prometeu reduzir para zero as emissões de gases com efeito estufa da Nova Zelândia, até 2050.

O Governo quer também plantar 100 milhões de árvores por ano e garantir que a rede eléctrica funcione inteiramente a partir de energia renovável. In “Sábado” – Portugal com “Lusa”

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Nova Zelândia – A triste história do “Nigel” o ganso-patola

Conhecido como Nigel "sem amigos", este ganso-patola da Nova Zelândia teve uma vida um tanto ou quanto trágica, tendo vivido cinco anos na ilha de Mana rodeado de aves de cimento. Quando finalmente chegaram à ilha espécimes com os quais podia conviver, retraiu-se e acabou por falecer, tão sozinho como sempre viveu



Conta o The Guardian que Nigel foi o primeiro ganso-patola em 40 anos a aterrar na ilha de Mana. Chegou em 2013 sozinho e assim se manteve, gozando apenas da companhia de réplicas de cimento, ali colocadas na expectativa de atrair aves de volta à ilha para, eventualmente, se formar uma nova colónia.

A morte de Nigel foi noticiada pelo britânico The Guardian esta sexta-feira, 2 de fevereiro, apenas semanas depois de três outros gansos-patola terem chegado à ilha. Os responsáveis de conservação tinham a expectativa que Nigel interagisse com os novos amigos de penas reais, mas isso nunca aconteceu.

Chris Bell, do Departamento de Conservação, encontrou o corpo de Nigel junto dos seus amigos de cimento, conta o jornal.

As réplicas de cimento de gansos-patola emitiam sons para atrair estas mesmas aves, e fazem parte de um plano de conservação que visa criar neste local uma colónia destes animais.

"O Nigel era muito fiel à colónia. Acredito que terá tido uma existência muito frustrante. Quer se tenha sentido solitário ou não, o facto é que nunca recebeu nada de volta, e isso deve ter sido uma experiência muito estranha, ele passou anos a cortejar [as aves de cimento]", conta Bell. Além de cortejar, Nigel chegou mesmo a construir um ninho para a parceira escolhida.

Quando três gansos-patola reais chegaram à ilha a esperança era que Nigel interagisse, mas este não se mostrou interessado, tendo as outras aves acabado por se fixar numa outra zona da ilha.

A nível de conservação, o facto de Nigel viver nesta ilha aumentava as hipóteses de mais aves se fixarem no local, o que, eventualmente, até acabou por acontecer, ainda que Nigel não tenha tirado partido disso.

O ganso-patola ou alcatraz é uma ave marinha que pode ser observada em toda a costa portuguesa, sendo que a melhor época para observação é nos picos da passagem migratória em outubro e março. In “Sapo24”- Portugal