Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 17 de fevereiro de 2024

Cabo Verde - Destaca-se como 3.ª democracia africana e 35.ª no Ranking Global

A democracia cabo-verdiana ficou em terceiro lugar no continente africano e alcançou a 35.ª posição no panorama global, segundo o relatório de 2023 do Democracy Index organizado pelo The Economist Intelligence Unit, divulgado esta quinta-feira


Segundo o documento, a nível africano, Cabo Verde fica atrás das Maurícias e Botsuana.

Com uma pontuação de 7,65, o país ocupa o 35.º lugar no ‘ranking’ mundial. O relatório destaca o processo eleitoral e pluralismo nacional com 9,17 pontos.

Dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Cabo Verde se posiciona logo atrás de Portugal, sendo o segundo país melhor classificado no índice.

O relatório, organizado pela Economist Intelligence Unit e que faz um retrato anual do estado das democracias em 165 países e territórios, revelou ainda que o número de países com democracias (plenas ou com defeitos) subiu de 72 para 74 no último ano.

Entretanto, o documento mostra que o índice médio caiu de 5,29, em 2022, para 5,23, em 2023.

Os dados indicam que 45,4% da população mundial viveu num qualquer tipo de democracia e apenas 7,8% da população vive numa democracia plena, em comparação com 8,9 por cento em 2015.

Este decréscimo dos regimes de democracia plena deve-se, na maioria, ao facto de os Estados Unidos terem deixado de ser uma democracia plena, para passarem a ser considerados na tipologia de "democracia com defeitos", com a chegada ao poder do ex-Presidente Donald Trump, em 2016.

Conforme a mesma fonte, em 2023, 39,4% da população mundial viveu sob um regime autoritário, um valor que tem crescido nos últimos anos.

Quanto as democracias mais desenvolvidas, o relatório afirma que estão a ser confrontadas com múltiplos desafios políticos e sociais, o que sugere que esta forma de regime político, desenvolvido após a Segunda Guerra Mundial, pode estar a apresentar sinais de ineficácia e inadaptação à nova ordem mundial, governada pelo multilateralismo.

No ‘ranking’ mundial do Índice de Democracia, a Noruega lidera, seguida pela Nova Zelândia, Islândia, Suécia e Finlândia, compreendendo os cinco primeiros lugares.

No último lugar, e no segmento de regimes totalitários, está o Afeganistão, antecedendo Myanmar, Coreia do Norte, República Centro Africana e Síria.

O Índice de Democracia, que começou a ser elaborado em 2006, retrata a situação da democracia em 2021, em 165 Estados independentes e dois territórios, com base em cinco categorias: processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis.

Cada país é classificado num tipo de regime: democracia plena, democracia imperfeita, regime híbrido ou regime autoritário, e consoante a pontuação registada numa série de indicadores. Sheilla Ribeiro – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”








sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Lusofonia – Os passaportes no mundo lusófono

Entre os passaportes mais poderosos do mundo em 2021, Portugal encontra-se no top-10. China ocupa a 70.º posição. Na lusofonia, Angola é o pior passaporte dando apenas entrada em 50 países. O índice é da Henley & Partners



O Henley Passport Index, que periodicamente classifica os melhores passaportes do mundo, acaba de publicar seu último ranking para 2021 que, no entanto, não leva em consideração restrições temporárias.

Macau queda-se pela 33.ª posição com acesso sem visto ou com visto à chegada em 144 países. Na Grande China, a China é quem tem o pior passaporte. O país ocupa a 70.ª posição com acesso a somente 75 países. Hong Kong, em sentido contrário, é o melhor passaporte, com entrada em 170 países, ocupando a 19.º posição (a par do Brasil, o segundo melhor país da lusofonia). Taiwan ocupa a 32.º posição com entrada em 145 países.

Na esfera da lusofonia, o melhor passaporte é o português. Portugal encontra-se, como tem sido hábito, no top10, partilhando a sexta posição com Suécia, França, Holanda e Irlanda (186 destinos). Depois do Brasil, já falado anteriormente, o melhor passaporte é o de Timor-Leste que ocupa a 57.ª posição do ranking com entrada em 94 destinos. Seguem-se Cabo Verde na 77.ª posição (66 países), Moçambique na 81.ª posição (62 países), São Tomé e Príncipe na 82.ª posição (61 países), Guiné-Bissau na 90.ª posição (53 países) e, surpreendentemente, Angola – como o pior da lusofonia – a ocupar a 93.ª posição. O passaporte do país das palancas-negras só dá acesso a 50 destinos.

O Japão ficou mais uma vez no topo da classificação. O passaporte nipónico oferece acesso sem visto ou com visto à chegada em 191 destinos. Singapura ficou em segundo lugar (com 190 países) e a fechar o pódio surgem a Coreia do Sul e a Alemanha (com 189).

A culpa da pandemia

A hegemonia da região Ásia-Pacífico é um fenómeno relativamente novo na história de 16 anos de existência deste ranking.

Por norma, países como os Estados Unidos ou o Reino Unido e a União Europeia dominavam tradicionalmente o ranking, mas, a recuperação de alguns países asiáticos face à pandemia pode, de acordo com a Henley & Partners justificar este “aparecimento” asiático no topo do ranking, mesmo estando o Japão a atravessar dias difíceis por conta do avanço da doença.

“Há apenas um ano, tudo indicava que as taxas de mobilidade global continuariam a aumentar, que a liberdade de viajar aumentaria e que os donos de passaportes poderosos teriam mais acesso do que nunca, mas o confinamento em todo o mundo anulou essas projecções”, revelou à CNN Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners.

O Henley Passport Index é baseado em dados fornecidos pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e cobre 199 passaportes e 227 destinos de viagem.

Devido à pandemia de Covid-19, diversos países em todo o mundo estão a entrar novamente em confinamento. E mesmo quando as restrições diminuírem, é mais do que provável que, por requisito prévio, nos próximos tempos quem viaja seja obrigado a ser vacinado contra a doença. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”

goncalolobopinheiro.pontofinal@gmail.com