Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Angola - Mukengueji lança “Filhos do Musseque”

“Filhos do Musseque” é o título do romance de Mukengueji, lançado sábado, na União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda


O lançamento, que marcou a estreia do autor no campo da literatura, foi testemunhado por colegas, amigos, familiares e outros leitores.

O livro chega ao mercado com a chancela da Mayamba Editora, e teve  uma tiragem de mil exemplares. O secretário-geral da UEA, David Capelenguela, considerou ser sempre uma honra, para a associação, acolher o lançamento do livro de um dos seus membros, apesar de estar a enfrentar problemas de ordem financeira.

Segundo o autor, "Filhos do Musseque " é uma homenagem a todas às mães  que vivem e viveram no musseque. "Em especial, serve para homenagear todos os filhos que viviam no musseque, que fazem da palavra uma oficina. São aqueles criadores que colocam em papel a forma de ser dos angolanos, como viviam e morrem”, justificou o escritor.

Alberto Mukenji escreveu o livro na década de 1980 quando tinha 18,  não sonhava que o livro seria lançado somente agora, "devido o contexto em que vivíamos, eu podia  morrer na guerra”, disse acrescentando que escreveu há 22 anos, longe  que teria essa feliz coincidência de 22 anos, "que estamos a viver hoje, como o combate à corrupção. Por isso aconselho quando lerem o livro não analisem como se fosse um adulto de 40 anos que escreveu, mas sim um jovem adolescente de 18 anos”.

Domingas Montes, ao apresentar a obra, destacou que o autor não é um caloiro no universo da literatura angolana. "Eu fiz uma apreciação no sentido de olhar para os aspetos sociais, para as representações sociais que a obra traz, e posso afirmar que apresenta um conjunto de contos que reflectem a sociedade angolana, desde a guerra civil até aos nossos dias”.

A representante da editora Mayamba, Edmira Manuel, afirmou que sem apoios não seria possível publicar o livro, acrescentando que desde cedo Mukengueji mostrou-se comprometido com arte e sempre com vontade de contribuir para o crescimento da literatura angolana.

De acordo com a representante da editora tudo teve início em 2012, em que o autor havia concorrido para o Prémio Sagrada Esperança com a mesma obra, sendo um dos textos finalistas. Não venceu, mas o júri recomendou a publicação do livro. Daí, disse, o editor Arlindo Isabel teve um contacto com o autor e decidiu que deveria publicar o livro.

Portanto, a publicação resulta da amizade entre o autor e a editora, assim como foi a forma que a editora encontrou para agradecer o escritor pelo carinho que sempre depositou. Para Kanguinbo Ananás a obra "é maravilhosa” e boa sugestão de leitura, pois se trata de um escritor de mão cheia. "Recomendo lerem a obra”, apelou.

Mukengueji é pseudónimo literário de Alberto Botelho. Nasceu na província de Malanje em 1979 e é mestre em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Tem mais de 20 anos de carreira em Cinema e Televisão, tendo escrito, produzido e realizado diversos programas de ficção e "reality show”, em 2012. Foi galardoado com o Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria de Cinema e Audiovisual, pelo conjunto da sua obra em prol do cinema e da cultura angolana. Alice André – Angola in “Jornal de Angola”



Angola - Sovena investe 18 milhões de euros em fábrica de produção de óleo

A Sovena investiu 18 milhões de euros numa fábrica para produção e embalamento da marca de óleo Fula, em Luanda, para aumentar a eficiência do abastecimento local


A nova fábrica, que agora arranca a operação - integra linhas de embalamento com capacidade para 45 milhões de litros por ano, tendo ainda com capacidade de expansão adiantou a empresa em comunicado de imprensa, citado pela Lusa.

Actualmente, a unidade emprega 18 quadros locais, um número que aumentará para 50 colaboradores até ao final de 2023, contribuindo, igualmente, com 100 empregos indirectos, avança a mesma fonte.

A empresa detém operações directas em 12 países, nomeadamente em Portugal, Espanha, Estados Unidos, Brasil, Chile, Argentina, Marrocos, Itália, China, Angola, Tunísia e Colômbia e exporta para mais de 70 geografias, empregando cerca de 1200 colaboradores em todo o mundo.

A componente internacional representa 79% do negócio da empresa, que em 2022 registou uma facturação na ordem dos 1800 milhões de euros. In “Jornal de Angola” – Angola com “Lusa”


sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Angola - Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, uma nova etapa do desenvolvimento do País

O novo aeroporto da capital angolana, o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, recebeu o voo inaugural, que partiu do ainda activo Aeroporto 4 de Fevereiro, a cerca de 40 kms de distância, que durou perto de 15 minutos, transportando simbolicamente o país do passado para uma desejada nova era de desenvolvimento e progresso... mas os desafios são do tamanho dos desejos


Este aeroporto vai ser inaugurado, nesta manhã de sexta-feira, 10, pelo Presidente da República, João Lourenço, com a presença de centenas de convidados, entre estes a mulher do antigo Presidente Neto, que dá o nome à infra-estrutura, afirmando à chegada a sua satisfação pela denominação, uma homenagem normal na sua terra natal, almejando que este seja agora "bem gerido".

Com perto de 15 anos de trabalhos com altos e baixos e mais de 7mil milhões de dólares norte-americanos gastos, cerca de 2,8 mil milhões na última fase, o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto surge não para substituir o velhinho e encravado no coração de Luanda, o 4 de Fevereiro, mas para criar um novo paradigma de desenvolvimento para Angola, que obriga a resolver muitos dos problemas da cidade, especialmente nos acessos e na fluidez em toda a sua malha rodoviária e ferroviária.

Com as perspectivas em alta, como não se têm cansado de sublinhar todos os governantes, a nova infra-estrutura vai começar a funcionar em três fases, sendo que a primeira, a da carga, conta com uma capacidade actual de movimentar 130 mil toneladas de carga anualmente, podendo, com alguns investimentos extra, segundo os responsáveis, chegar às 400 mil.

Segue-se uma segunda fase, prevista para o fim do 1º trimestre de 2024, com os voos em território nacional, e, por fim, no 2º semestre do próximo ano, os voos internacionais, estando este calendário adequado à finalização de diversos projectos ainda em curso, como sejam os acessos rodoviários do centro de Luanda para a área do Icolo e Bengo, onde está situado, no município de Viana, e a nova malha ferroviária.

Com mais de 1300 hectares de área, esta obra, que atravessou vicissitudes múltiplas, levou cerca de 15 anos a ser concluída e gastos extraordinários que comparam com a grandeza do projecto, mais de 7 mil milhões USD no total, embora estes números sejam dificilmente definíveis com exactidão, sabendo-se que a última fase, já com a chegada do Presidente João Lourenço ao poder, em 2017, e segundo o seu ministro dos Transportes, Ricardo Abreu, ficou em cerca de 2,8 mil milhões USD.

As suas duas pistas, paralelas, podem receber, em conjunto, todo o tipo de aviões actualmente a voar no mundo, até ao gigante dos ares, o Airbus A380, e são a área onde levanta voo o ideal por detrás deste megaprojecto nacional que é levar Luanda à condição de "hub" africano para os voos intercontinentais que demandam África, seja da Ásia ou das Américas, mas também da Europa quando os destinos forem a geografia mais austral do continente.

Como vai Angola conduzir este desafio de lutar por um lugar ao sol com outros países já com muito trabalho feito, como a África do Sul, é o que se saberá nos próximos anos, mas os especialistas são unânimes na ideia de que muito terá de mudar na organização e na eficácia se o país quiser ganhar esta batalha, porque ter a infra-estrutura não é, nem de perto nem de longe, suficiente.

Pela frente vão erguer-se questões que não são resolvidas pela moderna infra-estrutura, como a questão da qualidade dos serviços prestados, do atendimento, da restauração, do acomodamento... tudo questões há muito resolvidas nos grandes aeroportos da África Austral, onde está a geografia da competitividade do AIAAN, como os da África do Sul, mas também outros mais pequenos, claramente adequados ao sector do turismo, como os da Namíbia, de Moçambique ou do Botsuana.

Segundo a Angop, a pista sul (a maior), que dispõe de quatro mil metros por 60 de largura, recebeu, em Junho de 2022, o primeiro voo experimental de uma aeronave do tipo Boeing 777da companhia de bandeira nacional - TAAG.

Além das duas pistas, o AIAAN conta igualmente com 31 mangas, das quais 19 para os serviços internacionais e 11 para os domésticos, assim como 9 tapetes rolantes para o depósito de bagagem, seis dos quais dedicados aos voos internacionais, podendo, na sua capacidade máxima, receber até 15 milhões de passageiros por ano.

A infra-estrutura contempla 26 balcões do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), um parque de estacionamento para 1710 viaturas, assim como espaço reservado para lojas, numa área de 1825 metros quadrados.

Dispõe, também, de 22 salas VIP, uma clínica e um centro de primeiros socorros anexado ao terminal de passageiros, além de contemplar a construção de raiz de uma cidade aeroportuária, que cobrirá uma área total de 75 km2.

O Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto dispõe de rampas, elevadores e pessoal treinado para prestar atenção especial às pessoas com mobilidade reduzida.

As obras ainda em curso

Segundo a directora provincial de Luanda do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Rosária Kiala, estão ainda em curso trabalhos de manutenção e conservação das principais avenidas e estradas de Luanda que vão ligar ao futuro Aeroporto Internacional de Luanda, com foco no sistema de drenagem de toda a Via Expressa, assim como da Avenida Deolinda Rodrigues, que estão a ser reabilitadas para evitar inundações como aquelas a que temos assistido nas épocas chuvosas.

Para além do trajecto por estrada, o Governo promete uma linha do Caminho-de-Ferro de transporte de passageiros, assim como novas estações: Bungo, Musseques, Viana e Baia, além de uma estação de conexão e o Terminal Ferroviário do Novo Aeroporto.

Encontra-se, ainda, em construção no corredor dos CFL, um ramal que parte da estação da Baía, atravessa a Estrada Nacional 230, até ao novo Aeroporto Internacional de Luanda.

Também o projecto de metro de superfície promete contemplar, naquela que será a linha amarela, a linha principal que vai ligar o Largo da Independência à centralidade do Kilamba, e terá uma extensão até ao novo aeroporto, sendo ainda necessário fazer uma estação intermodal junto ao terminal de passageiros. Mas é um projecto que vai demorar anos a concluir.

Se a viagem tivesse de ser feita agora, por estrada, poderia levar até duas horas, e caso estivesse a chover, três, o que também quer dizer que, se um passageiro tivesse de apanhar um vôo às 07:00, teria de sair do centro da cidade à meia-noite, para poder chegar a tempo de fazer o check-in.

Também não se afigura fácil garantir uma circulação anual de 15 milhões de passageiros, tendo em atenção que os números de 2022 apontam para uma movimentação de 1,5 milhões passageiros de ou para Luanda, pelo que estamos a falar de multiplicar por dez o actual tráfego do Aeroporto 4 de Fevereiro. Isto só eventualmente acontecerá a médio ou longo prazo, mas é um factor essencial para garantir o pleno funcionamento e sustentabilidade do aeroporto. Para que este não se transforme no "elefante branco" de que falam os críticos do projecto. In “Novo Jornal” - Angola

 

 


quinta-feira, 29 de junho de 2023

Angola - Fátima Sampaio defende mais criatividade dos autores

A escritora Fátima Sampaio defendeu, terça-feira, na rubrica “Escritor do Mês”, no Camões - Centro Cultural Português, em Luanda, que as grandes obras literárias são escritas seguramente durante um momento de adversidade, pelo que requer mais criatividade dos autores


Na actividade, que teve como tema "Literatura e Psicologia”, Fátima Sampaio disse que sempre foi uma pessoa introvertida e que para escrever as duas primeiras obras, "Exorcismo” e "A Bruxa e a Poesia” - escrita durante a sua tese, pretendia fazer algo não habitual e que não encontrasse em nenhum lado.

A escritora explicou que sempre quis ser a primeira pessoa a escrever algo incomum. Quanto à poesia, disse que não segue a regra que a maior parte dos poetas adoptam.

"Os meus poemas são estranhos. Podem ver nos livros de Exorcismo, de Pragas e dos Anjos, que saiu com uma ilustração não muito boa, por isso pretendo editá-lo. Estou agora a preparar o livro dos monstros e das pragas”, disse.

Em termos de escrita de poema, a escritora completará 53 anos e descreve que o livro das Pragas tem 16 poemas e dos Anjos 15 poemas.

A autora explicou que o livro das Pragas foi escrito quando terminou o seu casamento, numa altura que sentia "muita mágoa, esse momento me deu muita inspiração para escreve” referiu, que em termos físicos é o livro mais enérgico que tem no mercado.

Durante o diálogo, a escritora fez menção que, quanto a sua saúde mental, escreve apenas quando está inspirada.

A actividade contou, também, com um momento cultural, com actuação de Fernando Jessi, que interpretou a canção "Sou Fogo sou Vento”, inspirada no poema de Fátima Sampaio, que mereceu a máxima atenção do público. In “Jornal de Angola” - Angola


terça-feira, 28 de março de 2023

CPLP - Vai rever estatutos e regulamento dos observadores associados

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovou uma resolução sobre a alteração do regulamento dos observadores associados da organização, para atualizar os mecanismos e procedimentos referentes ao seu relacionamento com a organização.


A resolução foi aprovada na XVI Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP, que decorreu em Luanda, e em que foi reconhecida “a importância de reforçar as parcerias com os observadores associados na prossecução dos objetivos da CPLP”.

Para tal, segundo o comunicado final da reunião, o comité de concertação permanente foi mandatado a apresentar uma proposta de revisão do Regulamento dos Observadores Associados da CPLP à XXVIII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros, com vista a atualizar os mecanismos e procedimentos referentes ao seu relacionamento com a organização.

Foram também aprovadas resoluções sobre a revisão dos estatutos da CPLP e sobre a criação da Direção de Assuntos Económicos e Empresariais no Secretariado Executivo da organização.

A nota reafirma o “compromisso com o aperfeiçoamento contínuo dos mecanismos e procedimentos internos da CPLP, promovendo emendas aos estatutos da CPLP, em matéria de recrutamento de pessoal, inscrevendo a representatividade equitativa e a igualdade de género como critérios”.

Refere ainda “que o cabal cumprimento das incumbências do Secretariado Executivo exige o reforço da sua capacidade operacional, adaptações no quadro de pessoal e a atualização dos normativos que regulam a sua atividade”.

Os ministros da CPLP congratularam-se com a obtenção do estatuto de observador consultivo da Conferência Ibero-americana, na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo realizada em 25 de março, e saudaram o anúncio do Governo português sobre um novo fundo financeiro para apoiar a cooperação triangular entre Portugal, os países da América Latina e de África.

Os ministros saudaram também a inscrição, nos estatutos da CPLP, do novo objetivo da cooperação económica e sublinharam a importância de implementar as ações preconizadas na Agenda estratégica 2022-2027 e a melhoria dos mecanismos de financiamento para o reforço da capacidade empresarial.

Por outro lado, a criação da Direção de Assuntos Económicos e Empresariais no Secretariado Executivo “contribuirá para o reforço do acompanhamento técnico das ações inscritas na Agenda Estratégica para a Consolidação da Cooperação Económica na CPLP”, refere o comunicado.

Na reunião foi reconduzido o diretor-geral do Secretariado Executivo da CPLP, embaixador Armindo de Brito Fernandes, para um segundo mandato (2023-2026).

A XVI Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa contou com a presença em Luanda dos ministros dos Negócios Estrangeiros de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, bem como do secretário-executivo da CPLP, Zacarias da Costa.

Lei de Estrangeiros

O Conselho de Ministros CPLP ainda felicitou Portugal e Moçambique pela entrada em vigor das alterações à Lei de Estrangeiros e pelas medidas com vista à sua implementação. Esta é uma das conclusões lidas no final da XVI Reunião Extraordinária.

Os ministros “reiteraram que a aprovação do Acordo da Mobilidade entre os Estados-membros da CPLP pela XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo e a sua ratificação por todos os Estados-membros, significam um enorme passo no sentido de a CPLP se constituir como uma verdadeira Comunidade de povos, abrindo caminho, designadamente, à circulação de pessoas, cultura, valores, princípios e conhecimento”, lê-se num comunicado.

Os ministros da CPLP encorajaram ainda os Estados-membros a promover o diálogo “almejando a eventual celebração de instrumentos adicionais de parceria, nos termos do Acordo e do princípio da flexibilidade variável nele consagrado”.

A nova regulamentação da Lei de Estrangeiros em Portugal, aprovada em 2022, permite agilizar e flexibilizar os pedidos de vistos e de autorização de residência, com regime simplificado para estudantes e imigrantes empreendedores, bem como trabalhadores sazonais e introduz um novo regime para trabalhadores transferidos de outros Estados-membros, desde que estejam integrados nos quadros das empresas.

Noutro âmbito, congratularam Angola pelos esforços de mediação da paz na República Democrática do Congo (RD Congo) e saudaram o envio de um contingente militar de apoio às operações de paz das Forças Armadas Angolanas àquele país.

O comunicado expressa ainda o pesar e solidariedade para com as famílias vítimas do ciclone Freddy, que atingiu severamente o território de Moçambique e países vizinhos, bem como as vítimas dos sismos na Turquia, país observador associado da CPLP, e na Síria.

Os ministros reiteram a sua profunda preocupação com o conflito em curso na Ucrânia, e apelaram para o fim imediato do conflito, e retoma do caminho da paz e de relações pacíficas entre os Estados, com estrita observância dos princípios do direito internacional e respeito pela soberania e integridade territorial.

No comunicado manifestam ainda “apreço pela Iniciativa dos Cereais do Mar Negro impulsionada pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que tem permitido mitigar os efeitos nefastos do conflito sobre a insegurança alimentar e o aumento dos preços dos bens essenciais”.

A reunião foi conduzida pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Téte António, na condição de presidente em exercício do Conselho de Ministros e anfitrião do encontro. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

UCCLA - Lançamento do livro “Crónica de África” de Manuel S. Fonseca

Uma viagem em três partes - infância, adolescência e independência - por Luanda e por Angola, as aventuras, as histórias e os sonhos espelhados num livro pessoal, mas ao mesmo tempo num livro que interessa a quem viveu em Angola e a quem gostaria de ter vivido, é o que nos traz Manuel S. Fonseca na sua “Crónica de África” que será lançado na UCCLA, no dia 27 de fevereiro, às 18 horas.

O livro, que tem a chancela da Guerra e Paz Editores e prefácio de Pedro Norton, será apresentado por Ricardo Araújo Pereira.

O lançamento do livro será transmitido em direto através da página do Facebook da UCCLA em:

https://www.facebook.com/UniaodasCidadesCapitaisLinguaPortuguesa

Sinopse:

Crónica de África é uma viagem encantada por Luanda e por Angola, de 1959 a 1976. Como era a infância, como foi a adolescência nos trópicos? Livro pessoalíssimo, Crónica de África leva-nos dos bancos da Missão de São Paulo às salas do Liceu Salvador Correia, guia-nos pelo musseque Sambizanga e pelas ruas da Vila Alice, mergulha na Ilha de Luanda e no Mussulo. São aventuras carregadas de ternura, histórias de magia, sonho e um pingo de nostalgia, histórias de quase delinquência, com um chimpanzé que bebe Coca-Cola e caranguejos em fuga à mistura. Um livro para quem nunca foi a África - um livro para quem nunca esquecerá África. Livro inspirado pela vida, entre uma lágrima e muito riso, com um capítulo final sobre a independência, que conta o primeiro réveillon revolucionário: «A carne talvez fosse fraca, o sal seria um veneno, mas nunca o molho pareceu tão bom.»

«Todas as infâncias felizes se fazem de eternidade. À do Manel, acompanha-a um prato de búzios.»

Pedro Norton

Biografia:

Manuel S. Fonseca tinha cinco anos quando chegou a Angola, ao musseque Sambizanga, em Luanda, cidade em que viveu, com interregno de dois anos no Lobito, até final de 1976. Infância, adolescência e independência são a matéria deste livro. Admirador impenitente das crónicas de Nelson Rodrigues e António Lobo Antunes, quis, nesta Crónica de África, tratar as suas cenas da vida real com o gosto narrativo que tanto o deslumbra no cinema.

Cronista no Expresso e no Jornal de Negócios, com artigos publicados no JL, Semanário, Face, Marie Claire CM e Granta, foi, antes, autor de Michelangelo Antonioni e Francis Ford Coppola, biografias editadas pela Cinemateca. Co-autor, com João Bénard da Costa, do volume IV do Cinema Musical. Na Guerra & Paz, foi autor de A Revolução de Outubro – Cronologia, Utopia e Crime, Pequeno Dicionário Caluanda e o Pequeno Livro dos Grandes Insultos. Organizou e prefaciou várias antologias de Fernando Pessoa, em particular Que Salazar era o Salazar de Fernando Pessoa e a trilogia de livros ligados às grandes tragédias do século XX, Manifesto Comunista, Mein Kampf e Pequeno Livro Vermelho. Prefaciou ainda obras de Platão, Jonathan Swift, Rimbaud, Mark Twain, Claude Le Petit, Oscar Wilde e Pierre Félix- Louÿs.

 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Angola - Biblioteca pública no Distrito do Ngola Kiluanje, em Luanda, encerrada por falta de trabalhadores

O distrito do Ngola Kiluanje, em Luanda, está sem qualquer biblioteca pública desde 2019. Encerramento da única estrutura, por falta de trabalhadores, deixa 134 mil sem espaço para ler

Mais de 134 mil habitantes do distrito do Ngola Kiluanje, em Luanda, estão há quase quatro anos sem espaço para leitura, em consequência do encerramento, desde 2019, da única biblioteca pública da zona.

Inaugurada em Junho de 2017, pela então vice-presidente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda, Mara Regina Baptista Quiosa, a biblioteca funcionou por um período de quase dois anos, com três funcionários, em regime de colaboração, que recebiam apenas um subsídio que a directora da biblioteca retirava do próprio salário e da venda de gelados.

Entretanto, este semanário sabe que a construção e o apetrechamento da referida biblioteca, que funciona dentro das instalações da Escola do I Ciclo do Ensino Secundário nº 3107, mais conhecida por "Escola dos Ossos", custou aos cofres do Estado perto de 400 milhões de Kwanzas.

Moradores do bairro contam que a falta de funcionários de limpeza e bibliotecários foi o motivo que levou ao encerramento da biblioteca.

"Abandonada" há quase quatro anos, o espaço de leitura tem os vidros e computadores vandalizados pelos amigos do alheio, de acordo com relatos do coordenador da comissão local de moradores, Vicky João. A única biblioteca pública do Ngola Kiluanje é agora habitação dos pássaros e gatos, com um cenário que ilustra mesas e livros empoeirados e ar condicionados transformados em ninhos. André Kibode – Angola in “Angola online”


sábado, 23 de julho de 2022

Angola - Mercado do São Paulo com outra imagem, quatro meses depois de ter encerrado para obras

O mercado do São Paulo, localizado no distrito urbano do Sambizanga, encerrado para obras de requalificação e de ampliação desde o mês de Março, foi esta sexta-feira, 22, reaberto ao público com uma nova imagem e com as mesmas vendedoras. Os trabalhos para a conclusão total da obra ainda vão continuar, soube o Novo Jornal


O antigo mercado do São Paulo deu lugar a um novo mercado, mais bem estruturado em termos de organização interna e de acomodação das comerciantes. Quem por lá passar, vai deparar-se com um novo espaço, mais organizado e limpo.

A maioria dos comerciantes transferidos na fase do encerramento deverá regressar nos próximos dias aos seus lugares, mas apenas uma parte pois apenas está concluída a primeira fase da obra da requalificação.

A governadora de Luanda, Ana Paula de Carvalho, que procedeu à reabertura do mercado, disse que agora o novo São Paulo tem uma área de cargas e descargas para os produtos a grosso e novos armazéns.

Segundo a governadora de Luanda, o mercado do São Paulo tem agora novas instalações sanitárias, restaurantes e uma loja de registo civil.

Ana Paula de Carvalho garantiu que não haverá lugar para novos vendedores porque o espaço do mercado está já preenchido com os antigos vendedores.

O Novo Jornal apurou no local que nesta primeira fase mais de 700 comerciantes vão preencher os lugares no interior do mercado. Quanto aos demais, vão aguardar pela segunda fase, a da ampliação.

Maria Antónia Nelumba, presidente da Comissão Administrativa de Luanda (CACL), disse ao Novo Jornal que as habituais vendas que caracterizam o mercado vão continuar a ser feitas.

Vários comerciantes contaram que temiam que não mais regressassem ao mercado e garantem que pretendem ter um mercado funcional bem fiscalizado para não haver desordem. In “Novo Jornal” - Angola

 


quinta-feira, 23 de junho de 2022

Angola - Antiga sede da Assembleia Nacional vai ser transformada em Palácio da Música e do Teatro

O grupo Mitrelli foi o escolhido para transformar a antiga sede da Assembleia Nacional no Palácio da Música e do Teatro, implementando o conceito da Casa do Artista. O valor do contrato é de 85 milhões de dólares, acrescidos dos 14 por cento do IVA


A fiscalização das obras do edifício que já albergou o velho Cine Teatro Restauração foi entregue à Dar Angola, por 3,4 milhões USD.

O antigo edifício da Assembleia Nacional foi erguido no tempo colonial, altura em que funcionava como cinema-teatro "Restauração", e, desde a proclamação da Independência, a 11 de Novembro de 1975 converteu-se no Palácio dos Congressos e sede da Assembleia Nacional. Foi esvaziado de funções em 2015.

Ao ministro da Cultura, Turismo e Ambiente é delegada competência, com a faculdade de subdelegar, para a aprovação das peças do procedimento, bem como para a verificação da validade e legalidade de todos os actos praticados no âmbito do procedimento, nomeadamente para a celebração dos correspondentes contratos, incluindo a sua assinatura.

A ministra das Finanças deverá assegurar a disponibilidade dos recursos financeiros necessários para a implementação dos contratos. In “Novo Jornal” - Angola


sábado, 18 de junho de 2022

Angola - Primeiro avião aterra no Novo Aeroporto Internacional de Luanda em vôo experimental

O novo Aeroporto Internacional de Luanda, baptizado com o nome "Dr. António Agostinho Neto", realizou esta sexta-feira, 17, o primeiro vôo experimental, com recurso a uma aeronave do tipo Boeing 777 da companhia de bandeira nacional TAAG


Treze minutos foi o tempo de duração que o vôo experimental fez do Aeroporto 4 de Fevereiro para o novo Aeroporto Internacional de Luanda, localizado no município do Icolo e Bengo.

Com este vôo experimental o País marca o início de um período de certificação que vai durar cerca de 18 meses, a fim de se apurar se o projecto cumpre todas as regras internacionais.

O coordenador do gabinete operacional do novo Aeroporto Internacional de Luanda, José Paulo Nóbrega, disse à imprensa que o novo Aeroporto Internacional de Luanda tem quatro pistas, estando duas delas prontas para aterragens de aviões de grande e pequeno porte.

"Temos já terminada a pista sul, a maior do aeroporto, que tem 4000 metros por 60 de largura, onde aterrou o primeiro vôo", disse, acrescentando que o novo Aeroporto Internacional de Luanda foi construído para se adequar aos novos tempos do sector da aviação civil.

O ministro dos transportes, Ricardo de Abreu, afirmou que o novo Aeroporto Internacional de Luanda entrará em pleno funcionamento em Dezembro de 2023 e "para que a obra arrancasse com êxito foi preciso ultrapassar algumas etapas sociais e a tomada de decisões inovadoras e arrojadas.

"Em 2017 visitei as obras deste aeroporto juntamente com o Presidente da República João Lourenço e ao longo da visita previ um desfecho fatal para o projecto", começou por dizer o ministro.

Segundo Ricardo de Abreu, apesar de estar em andamento, o Aeroporto Internacional de Luanda padecia de graves dificuldades em virtude dos temas difíceis porque passou, designadamente a sua concepção, o método de implantação, o de negócio, o secretismo na sua execução e a incapacidade dos promotores privados de o concluírem.

Depois, prosseguiu o ministro, "no primeiro despacho que tive com o PR, logo após a minha tomada de posse, a 20 de Junho de 2017, fui claramente orientado a concluir este projecto e a dedicar especial atenção ao sector da aviação civil nacional".

"Desde essa data que não deixamos de trabalhar par execução destes objectivos superiormente amentados", explicou.

Segundo Ricardo de Abreu, o País dispõe hoje de uma grande e verdadeira autoridade da aviação civil.

"Após todo o processo de reforma que temos vindo a implementar no sector dos transportes, temos obrigatoriamente de concluir que se este Aeroporto Internacional de Luanda não existisse, teria de passar a existir", disse.

De acordo com dados oficiais, o novo Aeroporto Internacional de Luanda "Dr. António Agostinho Neto", que ocupa uma área de 1324 hectares, tem capacidade para 15 milhões de passageiros e um volume de mercadorias de 50 mil toneladas por ano.

A infra-estrutura possui, também, duas pistas duplas e está dimensionada para receber aeronaves do tipo B747 e A380 - actualmente o maior avião comercial. Contempla também a construção de raiz de uma cidade aeroportuária que cobrirá uma área de construção de 75km2. Fernando Calueto – Angola in “Novo Jornal”

 


quarta-feira, 16 de março de 2022

Angola - Exposição de fotografia de Bruno Fonseca no Palácio de Ferro, em Luanda

O fotografo Bruno Fonseca inaugura esta quarta-feira, 16, no Palácio de Ferro, em Luanda, pelas 18:00, a exposição CANTINAS, que o próprio sintetiza como "um projecto fotográfico de memória futura"


CANTINAS é uma exposição composta por "retratos de pessoas no seu ambiente natural de trabalho, que estão por detrás desta área de negócios, as Cantinas (o mais aproximado às lojas de conveniência), que proliferam por toda a cidade e zonas suburbanas de Luanda, Angola".

O título da exposição não engana e incide sobre o universo das lojas que existem em grande número na cidade de Luanda.

Estas lojas, nota ainda o autor, "distanciam-se uma das outras por poucos metros e são negócios, geridos normalmente apenas por homens, que na sua maioria são de origem Oeste africana nomeadamente da Mauritânia, Senegal, Gâmbia, Guiné Conacri, e Mali apelidados pelo povo angolano como "papá" ou "mamadou"".

Bruno Fonseca realizou este trabalho entre Março e Abril de 2020 e contou com o apoio da Alliance Française Luanda e da Omunga-Associação dos Direitos dos Migrantes em Angola, e foi realizado nos bairros Hoji ya Henda, Prenda e Fubu.

Em CANTINAS estão retratados migrantes da República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Guiné Conacri, Serra Leoa, Mauritânia, Burkina Faso, Mali, Senegal e Eritreia.

A entrada é gratuita e a exposição vai estar no Palácio do Ferro, em Luanda, de 17 a 26 de Março, diariamente entre terça-feira a Sábado, das 10:00 às 18:00. In “Novo Jornal” - Angola


terça-feira, 30 de novembro de 2021

Angola – 36.ª edição da FILDA, Feira Internacional de Luanda

Arranca hoje em Luanda, depois de vários adiamentos devido à pandemia da Covid-19, a 36ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), com mais de 500 expositores em representação de 15 países


A FILDA deste ano, que deveria ter tido lugar em 2020 mas que foi sendo adiada devido a condicionantes geradas pela Covid-19, tem lugar na Zona Económica Especial Luanda-Bengo e conta com Portugal e China como países com maior número de expositores, 17 e 11, respectivamente.

Este certame decorre até 04 de Dezembro.

Alemanha, África do Sul, China, Argentina, Estados Unidos da América, França e Índia são, além de Portugal, China e Angola, que está nesta edição com perto de cinco centenas de empresas, alguns dos países representados na FILDA.

Ao longo dos dias do certame, haverá dias temáticos, com destaque para o Dia da Sonangol, da CPLP ou ainda de Angola, entre outros.

A entrada custa 2 mil Kz e o horário vai, diariamente, das 10:00 às 18:00. In “Novo Jornal” - Angola


segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Angola - Goethe-Institut desafia crianças e jovens a criar obras que reflectem a cosmologia do país

Goethe-Institut, instituição que representa a cultura alemã em Angola, realiza, entre os dias 20 e 22 de Setembro, em Luanda, uma oficina de banda desenhada que colocará à prova os talentos de jovens angolanos

Denominado Afrocomics - um traço angolano, o evento que acontece em vários países é uma iniciativa do Goethe-Institut, que visa juntar talentos para criar uma banda desenhada do zero, apenas influenciada pela cosmologia (estudo da origem e da composição do universo) de cada país.

Os concorrentes serão assim desafiados a criar realidades através das suas imaginações, tendo como pano de fundo a realidade angolana, tal como acontecia com os filósofos pré-socráticos, que "tentavam descobrir a verdadeira origem de tudo, sem recorrer a fabulações e narrativas míticas, baseando-se apenas no conhecimento racional, na observação e nos nexos causais".

Em Luanda, a oficina acontece nos dias 20, 21 e 22 de Setembro, nas instalações do Goethe-Institut. No dia 24, realizar-se-á a exposição resultante das criações, que deve ficar patente no Memorial António Agostinho Neto até 30 de Outubro.

Segundo a organização, as inscrições, abertas para escritores e desenhistas, só podem ser participadas por cidadãos com menos de 18 anos de idade. Hélder Caculo – Angola in “Novo Jornal”

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Timor-Leste – Presidência valorizou o trabalho da delegação timorense na Cimeira da CPLP


Díli – O Chefe da Delegação de Timor-Leste para a Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), José Reis, disse que o Presidente da República, Francisco Guterres Lú Olo, apreciou o trabalho da delegação de Timor-Leste na Cimeira da CPLP.

O Vice-Primeiro-Ministro recordou ainda que a equipa da delegação timorense viajou, no dia 06 de julho, para participar na Cimeira da CPLP. Efetuou uma visita de cortesia em Lisboa, onde se encontrou com alguns dirigentes portugueses no sentido de fortalecer a cooperação entre os dois países.

É de lembrar que, antes da cimeira, o ex-Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizou, a 08 de julho, um encontro com a delegação timorense da Cimeira da CPLP para partilhar algumas informações sobre o evento, que teve lugar no dia 17 de julho de 2021, em Luanda, Angola.

Além disso, a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação timorense (MNEC), Adaljiza Magno, e o de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, abordaram a possibilidade de uma colaboração na área da formação e capacitação de diplomatas timorenses.

“O Presidente da República apreciou o trabalho da delegação da CPLP de Timor-Leste na XIII cimeira desta comunidade. Abordámos também a preparação futura dos processos aprovados na cimeira”, disse José Reis após o término do encontro com o Chefe de Estado, no Palácio Presidencial, em Aitarak-Laran, Díli.

Recorde-se que os ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC) da CPLP assinaram o acordo de mobilidade entre países da organização após aprovação dos chefes de Estado e de Governo na cimeira em Luanda.

A mobilidade de cidadãos entre países-membros da CPLP abrange médicos, empresários e académicos – estudantes e investigadores – que serão detentores de passaportes diplomáticos, oficiais, especiais e de serviço.

O governante relembrou também que, durante a cimeira, como representante de Timor-Leste, apresentou um voto de felicitação ao Presidente cabo-verdiano pela iniciativa, durante a sua presidência, de pôr em marcha o processo de mobilidade na CPLP, congratulando ainda o ex-Secretário Executivo da CPLP pelo trabalho realizado durante o seu mandato.

Participaram no encontro a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC), Adaljiza Magno, a embaixadora indigitada da Missão de Timor-Leste na CPLP, Marina Ribeiro Alkatiri, o assessor político para as relações internacionais da Presidência da República de Timor-Leste, Roque Rodrigues, e o Diretor geral para os Assuntos Multilaterais e Regionais do MNEC, Jesuíno Alves.

Os 18 membros da delegação de Timor-Leste partiram a 06 de julho para participarem na cimeira em Lunda e regressaram a 20 do mesmo mês.

Com a ausência do Chefe de Estado neste evento, o Vice-Primeiro-Ministro e o Ministro do Plano e Ordenamento (MOP), José Reis, foi nomeado enviado extraordinário do Presidente da República na XIII conferência de Chefes de Estado e do Governo da CPLP. Domingos Freitas – Timor-Leste in “Tatoli”

 


 

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Angola – Por iniciativa própria, cidadão repara voluntariamente as ruas de Luanda

O antigo campeão provincial de Luanda de motocross Zeferino Fernandes ("Zé Cazenga") há três anos que dedica parte do seu tempo a tapar buracos e a reparar pedonais em mau estado técnico com os seus meios e por conta própria

A ex- referência de motocross é engenheiro de profissão, faz este trabalho sem qualquer apoio das administrações municipais e distritais da província de Luanda, e diz que não pensa em desistir de tais acções.

Em conversa com o Novo Jornal, "Zé Cazenga", filho do antigo soba municipal do Cazenga, Gaspar Fernandes, que faleceu em 2006 aos 79 anos, assegurou que as acções de voluntariado são feitas por amor ao próximo, qualidade que herdou do seu progenitor.

Aos 44 anos, Zeferino Fernandes pretende continuar a reabilitar as pedonais e as estradas esburacadas de Luanda, mas somente pode fazê-lo quando tiver recursos para o efeito.

A história do antigo campeão de motocross por sete vezes ficou conhecida nas redes sociais, em 2019, quando reparou a primeira pedonal de Viana, na zona da Bela vista, na estrada (catete) Deolinda Rodrigues.

A pedonal colocava em perigo os utentes que por lá passavam, por falta de degraus, uma situação que criava um clima de medo e insegurança nas pessoas.

"Zé Cazenga", também conhecido por "Zé Ponta", deixou de fazer motocross em 2017, e, ao notar a situação péssima da pedonal da Bela Vista, em 2019, onde milhares de cidadãos tropeçavam por falta de degraus, o ex-campeão do motocross decidiu repará-la.

Para tal, teve de juntar alguns amigos, que colocaram os degraus que faltavam. Também decidiu, semanas depois, tapar alguns buracos existentes em várias estradas da província de Luanda.

Ao passar pela zona do Talatona, embateu com o seu carro um buraco e viu que o mesmo aconteceu com outros veículos.

"Olhei para o buraco e disse para mim mesmo: Isto não pode continuar assim", explica.

Zeferino Fernandes não parou por aí, continuou a fazer acções solidárias um pouco por toda a Luanda, até que em Dezembro de 2019 as acções de voluntariado chamaram a atenção do vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, que o chamou ao seu gabinete.

"O vice-Presidente da República disse-me apenas que o meu nome chegou ao Palácio Presidencial e que me chamou para me conhecer. Questionou-me por que razão nunca fui chamado pelas administrações ou pelo Governo Provincial de Luanda. Respondi não saber, visto que já tinha enviado várias cartas a pedir apoio e nunca fui recebido", esclareceu.

Recentemente, prossegue, escreveu à ex-governadora de Luanda, Joana Lina, a solicitar apoio, mas, lamentavelmente a mesma não respondeu.

"Zé Cazenga" estudou engenharia e é proprietário de uma serralharia. Até agora reparou de forma voluntária 16 pedonais na província de Luanda.

O ex-campeão de motocross pretende, dentro de um mês, reparar por meios próprios a pedonal da entrada da Centralidade do Sequele, junto à Via Expressa, no município de Cacuaco, danificada há um ano aquando da colisão de dois camiões, o que provocou grandes danos à estrutura que nunca foi reparada pela administração local e provincial, alegadamente por falta de verbas.

Muitos peões, como constatou o Novo Jornal, arriscam-se a passar por cima da pedonal por falta de alternativa, pondo em risco as suas próprias vidas. Os que preferem fazer a travessia na estrada, muitas vezes acabam por ser atropelados mortalmente.

"Essa pedonal está fora das bases de apoio, é necessário alugar uma grua para fazer os trabalhos porque há muitos atropelamentos", explicou.

Há dois anos que peço ajuda ao Estado e nunca a tive, diz o ex-campeão, que conta apenas com o suporte dos seus amigos para aquisição dos materiais.

"Tenho amigos que recolhem material ferroso e como sabem que faço essa actividade, há vezes que me dão alguns ferros para esse fim", contou.

Zeferino Fernandes, antigo campeão de motocrosse começou a brilhar nas motorizas aos 12 anos, no início da década de 90, quando circulava pela cidade de Luanda por cima de uma moto sem a roda frontal, o que o tornou muito conhecido e a granjear muitos fãs.

Aos 20 anos, "Zé Ponta" ou "Zé Cazenga" enveredou pelo motocross, principal campeonato de motorizadas em Angola, isso em 2000. Sete anos depois conquistou o seu primeiro título de campeão.

Zé Cazenga correu ao lado dos grandes pilotos de motocross, tais como Jorge Varela "Jorginho" (já falecido), Hélder Coelho "Vuti" e Narciso José, por quem tem uma profunda admiração.

Em 2010, Zeferino Fernandes conquistou o seu primeiro troféu internacional, quando arrebatou o grande "prémio internacional da Sonangol", em Luanda, derrotando pilotos de vários cantos do mundo. Fernando Calueto – Angola in “Novo Jornal”

 



sábado, 24 de julho de 2021

Angola - Parque Nacional da Quiçama ameaçado com abate de animais por caçadores furtivos

Caça furtiva periga vida selvagem no Parque da Quiçama. Girafas, elefantes e outros animais de grande porte são os mais abatidos. Vida dos predadores é facilitada pela degradação da cerca eléctrica. Ao NJ, Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente diz que tem conhecimento da situação e que tem optado por medidas pedagógicas de sensibilização


Considerado um santuário da vida selvagem em Angola, o Parque Nacional da Quiçama, em Luanda, corre o risco de perder esse estatuto. Em causa está o actual estado de abandono em que se encontra a reserva e o abate de animais praticado por caçadores furtivos. Trata-se de uma situação

sabida pelo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente (MCTA), que, em resposta a um questionário enviado pelo Novo Jornal, admite ter conhecimento do crescimento da caça furtiva naquela reserva natural.

O MCTA acrescenta que o abate de animais de grande porte é feito por caçadores que entram no parque quer por via fluvial, quer terrestre, colocando armadilhas e com recurso a arma de fogo do tipo AKM. Em contrapartida, o ministério assegura que, como medidas preventivas e de forma a desencorajar essas práticas, tem "enveredado por medidas pedagógicas primárias junto às comunidades locais viradas para a sensibilização".

Numa visita ao parque e em conversa com alguns funcionários, o NJ apurou que os passeios turísticos deixaram de ser feitos há mais de uma semana, por falta de viaturas. A única disponível, por sinal recentemente adquirida, encontra-se avariada. Em virtude disso, quem deseja fazer safari para ver os animais tem de o fazer por meios próprios. Teresa Fukiady – Angola in “Novo Jornal”

 


segunda-feira, 28 de junho de 2021

Timor-Leste - Ministra dos Negócios Estrangeiros coordena delegação à Cimeira da CPLP

Díli – A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC), Adalzija Magno, disse hoje que a delegação de Timor-Leste partirá, no dia 6 de julho, para Luanda, capital de Angola, a fim de participar na Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“A nossa equipa partirá no próximo dia 06 de julho. O Presidente da República não participará, porque ainda não completou a vacinação, mas eu e o Vice-Primeiro-Ministro vamos”, disse a MNEC à Tatoli, no seu local de trabalho, na Praia dos Coqueiros.

Segundo a MNEC, o Governo já fez preparativos para participar na Cimeira da CPLP, mesmo sem a presença do Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, e do Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak.

A ministra acrescentou que, na cimeira, vai apresentar temas relacionados com a economia, nomeadamente a diplomacia económica após a pandemia, e acompanhar também a cerimónia de tomada de posse de Zacarias Albano da Costa como Secretário Executivo da CPLP.

Além disso, será abordado o tema da mobilidade de pessoas entre os Estados-Membros. Esta cimeira decorre nos dias 17 e 18 de julho deste ano, em Luanda. Afonso do Rosário – Timor-Leste in “Tatoli”